31/12/2006

Tiques de Ditador


A Imagem do lado poderá deixar de ser vista na Povoa de Varzim se for em frente a ideia totalitaria de Aires Pereira
Que respeito pelas pessoas vivas ou mortas tem o vereador Aires Pereira?
Será que os apartamentos de sua propriedade junto ao Modelo da Póvoa ou junto á Clipovoa tem o mesmo traço?
O jornal Público numa das suas últimas edições tem um artigo que promete dar que falar, quando os poveiros forem confrontados com as decisões do todo-poderoso vereador Aires Pereira, vejamos:

"Câmara impõe minimalismo estético, com jazigos estilizados para acabar com "decorações excessivas", assume o vereador.O novo cemitério municipal vai provocar uma alteração radical à forma como os habitantes da Póvoa de Varzim manifestam o seu culto pelos mortos, uma vez que os jazigos vão deixar de ser decorados de acordo com o gosto dos familiares do falecido. Por imposição da câmara, todos serão cobertos de forma idêntica "estilizada" - uma lápide com a menção ao morto e um jarro para flores - variando apenas a possibilidade, para os enterramentos católicos, de ser colocada uma cruz à cabeceira.Quem passa no IC1/A28 depara, a nascente da via, e já bem perto do acesso à cidade, com um novo espaço pontuado de lajes de pedra entre espaços verdes, um sóbrio edifício de apoio e algumas árvores à espera de crescer. Um olhar mais atento permite adivinhar um cemitério.O vereador com o pelouro das Obras Municipais, Aires Pereira, explicou ao PÚBLICO que o conceito que a autarquia quis que estivesse presente no novo equipamento foi baseado numa frase: «Iguais a nascer, iguais a morrer». A partir deste pressuposto, o desenho do espaço teve em conta a «sobriedade que um cemitério deve ter», defende Aires Pereira, que, no entanto, tem consciência de que a exigência da câmara quanto ao tipo de decoração poderá, no início, gerar alguma controvérsia. O autarca está convencido, porém, que «as pessoas vão compreender o alcance» da medida, até porque, no cemitério actual, há casos de ocupação excessiva do topo das campas com artefactos de todas as cores e feitios.Aires Pereira adiantou que o grosso do empreendimento (nesta primeira fase), que custou 1,9 milhões de euros, «está pronto», devendo entrar em funcionamento no início de Fevereiro. Até lá, serão completadas as áreas ajardinadas e um espelho de água, colocados bancos e iluminação apropriada, peças que «são essenciais» para fazer do espaço um «local de recolhimento e de reflexão, para além da sua função natural», os enterramentos.»
Que belos tiques de ditador, que agora quer impor aquilo que as pessoas tem ou não de fazer; de facto estas atitudes ditatoriais só vem demonstrar que anos e anos de poder sempre tornam as pessoas mais ridículas aos olhos do povo. E se ninguém lá quiser enterrar os seus mortos? Mas se calhar em Fevereiro com a decisão final do caso Dourado, Aires Pereira com um pouco de vergonha vai-se embora…mas será que ele a tem?

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