29/12/2006

Uma vez mais a Caxina chora pelos seus filhos



Na sequência de mais um naufrágio as Caxinas choram uma vez mais o desaparecimento de entes queridos. E por mais que se repitam os anseios de Armadores e Pescadores, continuam os ouvidos moucos de quem tem responsabilidades, ou seja o Governo.
Depois do que disseram testemunhas oculares do Acidente é imperioso que a culpa não morra solteira, mas infelizmente já nada se pode fazer pelos que perderam a vida em mais um acidente. É importante que quer as Associações do sector quer os autarcas se empenhem em fazer chegar ao governo os protestos de mais um caso gritante de desleixo das entidades que são obrigadas a prestar socorro em Portugal.
Como foi possível deixar morrer homens porque alguém se esqueceu de levar os meios apesar de alertados para um naufrágio? Como vão ser punidos os responsáveis?
Tudo leva a crer que cinco vidas tenham uma vez mais sido uma vez mais sacrificadas e que os nossos responsáveis continuem a assobiar para o lado.
Vamos todos protestar contra este estado de coisas
Pela minha parte quero solidarizar-me com as famílias das vítimas e disponibilizar-me dentro das minhas capacidades, para tentar sensibilizar os políticos pelo estado de abandono a que estão votados os nossos pescadores.

2 comentários:

Marx disse...

Este é um fenómeno, porque repetidamente frequente, que deveria envergonhar o País. Que se diz de marinheiros. E onde um qualquer hectare de terra em Trás-os-Montes estará mais protegido do que os nossos cem metros de costa. Que desgraçadamente não tem direito a qualquer Canadair ou Tupolev. E onde é proibido naufragar longe da base aérea do Montijo. Valham-nos os jipes da Polícia Marítima, sempre prontos para outras Marés Vivas...

pobeirinho sem ser pela graçaa de deus disse...

Acho que não posso fugir Á Solidariedade dos que choram a morte, principalmente os familiares, alguns meus conterrâneos, conhecidos e contemporâneos. Todavia convém dizer, que o desfecho de mais esta desgraça não se deve à falta de meios de salvamento. Tão só só isso. Tão pouco se deve trazer para a discussão, a questão dos incêndios e os seus meios postos à disposição.
A morte de mais estes pescadores, deve-se sobretudo à ganância e à incúria. À ganância dos armadores, e à incúria dos trabalhadores. Ou não será verdade que os meios de salvamento que têm de estar a bordo, só o estão aquando das vistorias, sendo logo depois, ou devolvidos aos vendedores, substituidos por outros menos onerosos, e mesmo esses guardados no fundo do barco? É impossível que estando o barco encalhado a cerca de 50 metros da praia, se os meios de salvamento, coletes pessoais e balsas, estivesseem à vista, que so homens nºao se fizessem à água, e atingissem terra. Até a maré os ajudava a lá chegarem.
Choremos os mortos, mas não se passem responsabilidades aos vivos. Pelo menos a outros, que fizeram o possivel par os salvar.