16/12/2007

Quem é o estúpido ? O Jornalista ou o Treinador ?


O Varzim perdeu hoje com o seu rival e vizinho por 1 - 0.


Uma partida emotiva, mas sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados; ganhou o mais feliz, numa falha defensiva do Varzim, embora o resultado mais justo fosse em minha opinião o empate; Mas o que me leva a escrever sobre a derrota do Varzim foi a desilegância e a falta de encaixe de Diamantino Miranda; a sobranceria, como reagiu a uma pergunta de um jornalista, raiando o insulto só demonstra a sua qualidade de homem. Se não tem poder de encaixe tem uma solução...não apareça nas conferencias de imprensa, e mande como tem feito elementos da sua equipa técnica; mas como Diamantino Miranda não tem vergonha continuará a chular os sócios varzinistas e esperar que seja mandado embora para receber a indemnização, apesar do Presidente Lopes de Castro lhe ter dado tolerância zero. Resta saber se o Presidente lhe vai aparar os golpes...Já agora acho que os jornalistas deveriam deixa-lo a falar sozinho sempre que Diamantino Miranda aparecesse na sala de imprensa; assim insultava-se a si próprio.

Pesquisa mostra divisão da opinião pública mundial sobre a liberdade de imprensa e a informação

Postado por Carlos Castilho


Ao contrário do que muitos esperavam, não há uma unanimidade mundial sobre a importância da liberdade de imprensa, como indica uma consulta feita pela rede pública de televisão da Inglaterra, a BBC, a 11.344 pessoas em 14 países.

Os resultados da consulta mostram uma aguda divisão de opiniões entre quem mora em países ricos e os habitantes das chamadas nações em desenvolvimento. O que mais chama a atenção é o facto da maioria dos latino-americanos, africanos e os residentes em países pobres da Ásia acharem que a justiça social e a paz podem justificar limitações na liberdade de imprensa.

São duas perspectivas diferentes e que resultam de duas realidades igualmente distintas. Enquanto os entrevistados nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, bem como na África do Sul, Venezuela e Quênia, 60% dos entrevistados priorizaram a questão da imprensa livre, a pesquisa na Rússia, Singapura e Índia, destacou a preocupação dos consultados com a ordem e o controle estatal.




(Tradução do quadro publicado no site da BBC World Service


título IMPORTÂNCIA DA LIBERDADE DE IMPRENSA


Codificação: Vermelho - a liberdade de imprensa é muito importante para garantir uma sociedade justa.


Azul - A estabilidade social e a paz são mais importantes, assim, algumas vezes, os controles podem ser necessários.


Laranja - Não sei)

A diversidade regional e cultural dos países envolvidos na pesquisa não esclarece a dúvida entre liberdade de imprensa e liberdade de informação, já que as duas não são sinônimos. Uma está ligada a uma atividade comercial enquanto a outra vincula-se a um direito humano.

Mas isto não impede que se veja os resultados por uma outra óptica, não menos relevante. A pesquisa dá a entender que 40% dos entrevistados ainda não estariam considerando a informação como um elemento essencial em suas vidas.

Esta possibilidade é extremamente grave porque na era da informação, quem tem mais, cresce mais rápido, o que pode levar a um modelo de desigualdade ainda pior do que o existente actualmente.

A informação é uma matéria prima curiosa. Quanto mais circular entre pessoas e for recombinada com mais intensidade, maior será a sua valorização, ao contrário de todas as demais matérias primas, que tendem a se esgotar.

Os países pobres tem uma inesgotável e incomensurável reserva de informações não processadas e que são essenciais para o mundo rico. Tudo hoje embute algum conteúdo informativo, até mesmo as plantas da Amazônia, que estão sendo levadas para fora do país para que cientistas retirem delas os códigos genéticos indispensáveis à síntese de novos medicamentos.

Mas como os habitantes do terceiro mundo ainda não tomaram consciência da importância da informação, ela está sendo dada em troca de espelhinhos, como na chegada dos portugueses ao Brasil, há 500 anos.

A pesquisa da BBC indica que a liberdade de imprensa é mais valorizada por norte-americanos, ingleses e alemães que são também os que criticam com mais intensidade da mídia em seus respectivos países. Os alemães são os leitores mais exigentes, pois apenas 18% deles consideraram confiáveis as informações publicadas pela imprensa local.

Os brasileiros entrevistados pelas empresas GlobeScan e Synovate, contratadas pela BBC, encontram-se na companhia de norte-americanos e ingleses na crítica à influência que os donos de empresas jornalísticas exercem sobre as informações publicadas na imprensa de seus respectivos países.

Metade do público brasileiro está mais preocupado com a liberdade de imprensa enquanto a outra metade admite que o Estado pode interferir nas empresas jornalísticas para garantir a paz e a estabilidade social.

A pesquisa da BBC tem enormes limitações, mas pode ser vista como a ponta de um iceberg, pois os dados, mesmo parciais, indicam que o público parece não estar assumindo o mesmo discurso das empresas jornalísticas em matéria de liberdade da imprensa.

Correção do texto
Mudei a redação do décimo parágrafo do texto, atendendo à observações de um leitor. A versão antiga era a seguinte: "A pesquisa da BBC mostra também outros paradoxos sobre a liberdade de imprensa. Os norte-americanos, ingleses e alemães são os que mais valorizam a liberdade de informação, mas por outro lado são os que mais criticam a imprensa de seus respectivos países" .

No tocante a Portugal não há informação sobre este estudo.

15/12/2007

Só um terço dos deficientes ou incapazes têm apoios do sistema de reabilitação



Um estudo do ISCTE revela que a maioria dos 820 mil portadores de deficiências ou incapacidades não encontra apoio no sistema de reabilitação, uma situação que se agrava em relação aos mais velhos. O estudo envolveu mais de 15 mil pessoas desde 2005 e sugere mudanças no modelo de apoio aos cidadãos portadores de deficiência. Os dados recolhidos por este estudo foram divulgados esta quinta-feira numa conferência realizada no ISCTE. A coordenação foi feita pelo Centro de Reabilitação Profissional de Gaia (CRPG), que traça um retrato social da Deficiência e Incapacidade. Serão ao todo 820 mil cidadãos, dos quais cerca de 68% são mulheres. Mas os apoios não são distribuídos da mesma maneira, já que da minoria que é apoiada pelo sistema, as mulheres representam 60%. Uma situação que representa uma "dupla discriminação" na opinião do coordenador do CRPG, Jerónimo Sousa."Há uma discriminação social evidente e humilhante, perante as desigualdades ligadas à deficiência", diz o coordenador do CRPG, verificando que 78% dos 820 mil cidadãos afectados são analfabetos ou têm o 1º ciclo do ensino básico e que cerca de metade vive em agregados familiares com rendimento mensal abaixo dos 600 euros (dos quais metade não chega aos 400 euros/mês). E o mais grave, na opinião de Jerónimo Sousa, é que "96% destas pessoas raramente sentem a discriminação". O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes saudou a realização deste estudo, que no seu entender veio confirmar a razão das denúncias que a APD tem feito ao longo dos anos. Humberto Santos manifestou-se esperançado que o estudo sirva de "ferramenta de trabalho para implementar políticas de reabilitação" no futuro. A média etária das pessoas com deficiência e incapacidade é de 58 anos. Esta situação tem reflexos ao nível do apoio dos programas e serviços de reabilitação, que não chegam à esmagadora maioria dos que dele precisam. O responsável pelo CRPG diz que a intervenção do Estado está muito focada na juventude e transição para a idade adulta, ao passo que as deficiências "têm sido cada vez mais frequentes ao longo da vida, como acontece com as doenças crónicas". O alargamento do apoio a este grupo social é uma das mudanças que propõe o coordenador do estudo. Ontem foi apresentada uma proposta de 75 medidas a aplicar até 2025 para uma nova política de reabilitação por parte da Fundação ISCTE, presidida por Paulo Pedroso.

11/12/2007

E CORAGEM PARA IR ATÉ AO FUNDO DA QUESTÃO?

Com a devida vénia do Veloluso







Duas notícias, em dois dias consecutivos, com a segunda a parecer um simples decalque da primeira: o Vitória-ASC ficou pelo caminho…O meu grande – e fiável – amigo António da Silva Campos já há muito me tinha dito que, nos moldes em que a equipa funcionou esta temporada não estaria disponível para continuar a investir no Ciclismo. A sua empresa agarrou na sub-23 do Guilhabréu há uma meia dúzia de anos e, com Sérgio Paulinho como figura de proa, trilhou o caminho na direcção da profissionalização. Investiu muito. Para os mais esquecidos, lembro aqui que, a então equipa de Vila do Conde venceu por dois anos consecutivos uma das mais importantes provas do calendário espanhol para Elites, o Circuito Montanhês, na Cantábria. Da freguesia de Guilhabreu – através do seu clube mais representativo – arriscou e apostou mais alto. E apareceu o Clube de Ciclismo de Vila do Conde. E logo a seguir, a profissionalização da equipa. A camisola amarela na Volta a Portugal, com o Victoriano Fernandez, em 2003, depois de uma chegada a Castelo Branco (2 dias); depois, outra vez a liderança da Volta, em 2004, com o Cláudio Faria (1 dia), numa chegada a Viseu, e a vitória na primeira etapa da Volta a Portugal de 2005, com o colombiano Jeobany Chacón que levou a Camisola Amarela até ao Fundão, ao quarto dia, quando Vladimir Efimkin a conquistou para não mais a despir, mantiveram a equipa da ASC no noticiário do ciclismo luso durante três épocas consecutivas.


Quantas equipas portuguesas podem disto fazer bandeira nos últimos cinco anos? Eu sei!... Nenhuma! Mas, e ainda assim, a ASC, do António da Silva Campos, viu-se e desejou-se para conseguir um parceiro suficientemente forte de forma a poder continuar no Grande Pelotão. E encontrou, há dois anos, o Vitória Sport Clube, de Guimarães.
Mas, e tanto quanto julgo saber, as coisas sempre funcionaram mais num sentido que no outro. Descodificando… o Vitória ganhou visibilidade, a ASC perdeu dinheiro. Mas, e porque é uma questão inultrapassável, recuemos até 2000. Quem é que andou de amarelo nas primeiras sete etapas da Volta? Um espanhol completamente desconhecido chamado Miguel Manteiga, então ao serviço do Paredes! E quem era o director-desportivo do Paredes então? E quem era o director-desportivo da ASC (com os diferentes parceiros) quando a equipa de Vila do Conde andou de amarelo na Volta a Portugal? Pois!...a equipa de Vila do Conde/ou Guimarães, parecia ter herdado a malapata do “velho” Tavira que, durante uma década bem medida sempre nos apareceu na corda-bamba. Sai ou não sai? Sempre o Zé Marques conseguiu, de uma forma ou outra, arranjar os meios necessários para que a turma algarvia não tivesse deixado de estar entre os grandes. Mesmo que tenha havido um ano em que apareceu como amadora, num pelotão de profissionais. Era ele, e só ele, quem tentava, de todas as formas possíveis, encontrar uma solução para a equipa. Três meses – disse-me ele, aqui há uns dias quando falámos –, três meses a correr de porta em porta a apresentar o projecto em que acreditava. Só ele acreditava, é a conclusão a que chego agora.



O António da Silva Campos já decidira que, sem outro parceiro que “entrasse”, pelo menos, com tanto quanto ele investia, deixava cair o projecto. Ciente de que estavam em causa mais de dezena e meia de famílias, cujo sustento vinha apenas da equipa de ciclismo, o Zé Augusto não desistiu. E todas as semanas, três ou quatro vezes por semana, lá conseguia entregar o seu “dossier” a algum potencial investidor. Depois… era aguardar. No sábado, um jornal desportivo escrevia que o Vitória-ASC acabava. Ontem, domingo, outro jornal desportivo “copiava” quase ipsis verbis a notícia que o outro publicara. Nenhum deles, aparentemente – o que escreveu a notícia no domingo, de certeza que não, até pelo próprio texto da notícia –, sabia nem fez nada para saber que AQUELE DIRECTOR-DESPORTIVO de que falei lá atrás… já estava no desemprego antes do anúncio do fim da equipa. ANTES – atenção que isto é importante – ANTES de deitarem a toalha ao chão e virem publicamente reconhecer que a equipa não vai poder sair (ainda não consegui falar com o António da Silva Campos, atenção…) em 2008, os directores do Vitória de Guimarães já tinham descartado o anterior DD e colocado outro no seu lugar. Quem? O Paulo Barroso, que ainda o ano passado era corredor da equipa. Ao, a partir dessa decisão, ex-DD, foi-lhe proposto o lugar de… massagista!
Mas fica uma pergunta no ar...
... a associação (fraudulenta e desonesta) na Comunicação Social (todos sabem do que estou a falar...) da imagem da equipa a problemas com o doping - que a mesma não justificava - quanto terá pesado para o facto de não ter conseguido um co-patrocinador que a mantivesse no pelotão?
E quantas cabeças se dobrão, hoje, reconhecendo o mal que fizeram?

26/11/2007

MUITO ALTA TENSÃO


Por todo o país, vão aumentando os protestos contra as linhas de muito alta tensão, cujos riscos para a saúde não podem ser desprezados. A Rede Eléctrica Nacional (REN) continua a ignorar os apelos da população e as decisões desfavoráveis dos tribunais, recusando-se a enterrar as linhas, algumas das quais passam a poucas dezenas de metros das casas. O Esquerda.net dedica o dossier desta semana aos perigos, protestos e negócios em torno das linhas de muito alta tensão. Iniciamos com um artigo de André Beja que faz o ponto da situação das lutas populares contra o autismo e a sede de lucros da REN, cuja privatização é contestada por Jorge Vasconcelos, ex-presidente da Entidade reguladora da Energia. Em seguida, um estudo de cientistas internacionais publicado no mês de Agosto revela perigos para a saúde associados às linhas de muito alta tensão. Helena Carmo fala-nos da luta dos moradores de Sintra, que até já ganharam acções em tribunal. E porque esta é uma questão internacional, revelamos o ponto da situação na Catalunha, com um grande movimento social que já obteve algumas vitórias. Nada que demova os grande lobbies que continuam a controlar a maior parte dos estudos a fazer e a evitar. Finalmente, vídeos e sons de protesto contra a Alta Tensão, e as inicativas já tomadas pelo Bloco de Esquerda nesta matéria.

25/11/2007

Lenços brancos para Diamantino

A derrota do Varzim na Trofa serviu para os poveiros e varzinistas, sim aqueles que estão sempre com o clube, a extravasarem a sua revolta pelas péssimas exibições da equipa e pelos resultados conseguidos. A Ladaínha de Diamantino Miranda é a mesma de Horácio Gonçalves " jogamos bem, não mereciamos este resultado, falhamos as oportunidades conseguidas, blá blá blá." Mas o que faz a direcção ? Encolhe-se e ao que se vê nada diz; será preciso estarmos com a corda na garganta para se dar uma sapatada na crise ? Jogamos mal, as substituições mal conseguidas, e fora de tempo; nem contra dez; Diamantino é um enganador...que resultados conseguiu ele até hoje nos clubes onde tem passado ? E que dizer do REFORÇO que veio do Portimonense ?

23/11/2007

Níveis ilegais de arsénio na água em quatro Concelhos


No ano passado, quatro dos 51 concelhos portugueses ultrapassaram os limites de arsénio na água, segundo dados são do Relatório Anual divulgado pelo Instituto Regulador da Água e Resíduos (IRAR).
A Organização Mundial de Saúde tem estado atenta ao problema dos níveis de arsénio na água na Europa. No ano passado, quatro dos 51 concelhos portugueses ultrapassaram os limites de arsénio na água, segundo dados são do Relatório Anual divulgado pelo Instituto Regulador da Água e Resíduos (IRAR).
Este metal pesado é considerado um factor de risco de cancro em bébés cujas mães beberam água contaminada durante a gravidez.
O concelho com os níveis mais preocupantes foi Évora, com um incumprimento de 7,5% nos níveis máximos permitidos de arsénio na água, seguido de Barcelos (5%), Vila Franca de Xira (2,9%) e Pombal (1,8%).
De acordo com Francisco Ferreira, da Quercus, “o nível de arsénio na água é um problema a que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem estado atenta”. Foi emendado na Europa por indicação da OMS o valor limite deste metal e “no nosso país, de 2004 para 2005, o valor passou de 50 microgramas para dez”.
Apesar dos níveis atingidos em Portugal, o presidente do município de Évora, José Ernesto Oliveira, garantiu em declarações à Lusa, que a água distribuída no concelho não é perigosa e que o limite legal de arsénio ultrapassado em 2006 foi "pontual" e já está resolvido.
O Presidente municipal garante ainda que “ a água da rede distribuída no concelho não tem qualquer parâmetro de perigosidade e é de qualidade aceitável, estando submetida a um rigoroso controlo por parte das entidades competentes".

13/11/2007

Têm medo de quê ?


No passado dia 5 de Novembro, pela calada da noite ( será que os funcionários da Junta de Freguesia de Aver-o-Mar não trabalham de dia ? ) seriam cerca das 22 horas assisti a elementos que deduzo serem da citada Junta de Freguesia, a colocarem uma placa de indicação de entrada na Freguesia, em zona que creio, salvo indicação em contrário, ou decisão Judicial, já que a Junta de Fregueia de Beiriz resolveu solicitar a intervenção dos Tribunais, mas dizia eu que colocavam a referida placa, numa carrinha de caixa aberta de cor avermelhada .


Porque será que actuaram a coberto da noite ?


Teem medo de quê ?


Justifica-se esta atitude ?


15/10/2007

Desmantelado barco que ardeu há sete anos na Póvoa



Do Jornal Póvoa Semanário


Depois de 7 anos atracado nos estaleiros Irmãos Viana, situados no interior do porto de pesca da Póvoa de Varzim, foi desmantelado o barco “Ângelo & Melanie” que ardeu na madrugada das festas de Nossa Senhora da Assunção de 2000, depois de um espectáculo pirotécnico ter alegadamente provocado o incêndio. Aquele era um local que estava a dar guarida “à prostituição e à toxicodependência”, como referiu José Viana, proprietários dos estaleiros que se cansou de esperar pela decisão do Tribunal e decidiu “acabar com aquele cenário deprimente” que punha em causa a saúde dos trabalhadores “das oficinas de construção e reparação de barcos”. Recorde-se que há sete anos que o dono do barco, António Teixeira, com residência no Algarve, tenta ser indemnizado em “1,5 milhões de euros” pelos prejuízos causados na noite das festas. O Tribunal da Póvoa chegou a condenar o pirotécnico e o juiz da confraria (que entretanto faleceu) a penas suspensas de prisão entre os 18 e os dois anos de, respectivamente, e ao pagamento de uma coima de mil euros devido aos crimes de incêndio negligente.

09/10/2007

LINHARES A CAMINHO DO ABISMO ?


Publicado pelo Jornal de Noticias de 9-10-2007


"Motoristas recusam conduzir autocarros sem vistoria

Dez motoristas da empresa Linhares não saíram, ontem, para a estrada. À falta de condições de segurança nas viaturas há a juntar os salários em atraso dos 140 trabalhadores

A falta de vistorias em mais de duas dezenas de autocarros levou, ontem, uma dezena de motoristas da Caetano Cascão Linhares, Herdeiros, com sede na Póvoa de Varzim, a recusarem-se a sair para a estrada. José Ferreira, motorista da transportadora poveira e delegado sindical do Sindicato dos Transportes Rodoviários do Norte (STRN), explicou ao JN que, apesar dos salários em atraso - Junho, Agosto e Setembro e o subsídios de férias -, foi sobretudo a falta de condições de segurança nos autocarros que fez parar os motoristas. "Há 25 autocarros sem vistorias e pelo menos um, a fazer a zona de Esposende, que não tem vistoria há três anos. Alguns estão mesmo em mau estado. Não há condições de segurança nem para nós, nem para os passageiros. Foi uma medida sensata e responsável", explicou o sindicalista, no final do plenário que, ontem, entre as seis e as oito horas reuniu, na garagem da transportadora, cerca de meia centena de trabalhadores. No final, ainda assim, reconhece o sindicalista, muitos optaram por sair para a estrada, temendo pelo posto de trabalho. José Ferreira afirmou que as carreiras de Esposende, Viana, Braga, Barcelos, Santo Tirso e Trofa, que transportam diariamente milhares de pessoas, foram as mais afectadas pela paralisação que, garante, irá manter-se "até que as vistorias sejam feitas". José Ferreira garante, ainda, que os trabalhadores há muito que vinham avisando a administração, que "nada fez", e acusa a actual gerência de "ter perdido o controlo" da Linhares. As dívidas continuam a subir e os salários em atraso vão-se acumulando "Em Maio houve trabalhadores que accionaram o fundo de garantia salarial para receber os salários - uma vez que se trata de uma empresa que presta serviço público. O Junho está por pagar a cerca de 40 motoristas. O Julho foi pago na semana passada. O Agosto, o Setembro e o subsídio de férias não foram pagos a nenhum funcionário", explicou. O STRN teme agora pelo futuro da Linhares, que diz estar em negociações para venda à Transdev. José Ferreira teme que, com o negócio, haja despedimentos, mas ainda assim admite que a empresa "não pode continuar como está", há meses a pagar salários "às pinguinhas" e "sem condições de segurança" na frota. A administração da Linhares admite que há "15% da frota" - composta por cerca de 100 autocarros - sem vistoria, mas garante que, "na maioria dos casos", são inspecções que deviam ter sido feitas em Setembro. Embora admitindo as dificuldades financeiras da empresa, fonte da administração garantiu ao JN que as vistorias "têm vindo a fazer-se" e "de forma alguma está em causa a segurança de motoristas e passageiros". A situação, assegurou, decorre da aplicação da nova lei, que obriga os veículos de transporte de passageiros a fazer inspecções periódicas de seis em seis meses. Desta forma, a Linhares viu concentradas em Maio e Outubro as vistorias da frota. Quanto à questão salarial, a Linhares garante que, apesar de "algum atraso", os trabalhadores sempre receberam todos os salários e afasta a hipótese de fecho. A Linhares está há 80 anos na Póvoa, emprega mais de 140 trabalhadores (80 dos quais motoristas) e tem cerca de 50 carreiras nos concelhos da Póvoa, Esposende, Viana, Braga, Barcelos, Santo Tirso e Trofa. A transportadora tem vindo a atravessar um período de crise, que se acentuou com a entrada na cidade de um novo operador - a Litoral Norte, que tem, desde o início do Verão, quatro carreiras urbanas - e está, agora, a negociar a venda da empresa."


A questão que se coloca é a seguinte: O que anda a fazer a PSP ???

Tão expedita a efectuar operações stop e estas viaturas com dezenas de passageiros, em risco e não fazem nada ?

Não será oportuno fazer uma inspecção à PSP ?

"POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE ALTA QUALIDADE E ACESSÍVEIS A TODOS"

Caros amigos,

Acabei de ler e assinar a petição pela Internet solicitando:

"POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE ALTA QUALIDADE E ACESSÍVEIS A TODOS"

colocada na Internet pela CES no sítio web http://www.petitionpublicservice.eu

Concordo pessoalmente com o conteúdo desta petição e penso que você também poderia concordar. Se puder dispensar um minuto a esta causa, dê uma vista de olhos e assine, se concordar.

03/10/2007

Limpar o Mundo, limpar Portugal regressa à Póvoa


Retirado do sitio Oficial do Municipio poveiro


" A Campanha Limpar o Mundo, Limpar Portugal volta a realizar-se na Póvoa, nos próximos dias 14 e 15 deste mês.
Este ano são as freguesias de Aguçadoura, Balasar e Rates que acolhem a campanha, dinamizada pelo Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal.
No dia 14, a partir das 10h00, mais de uma dezena de crianças participa na limpeza da área envolvente da junta de freguesia e da escola de Balasar.
No dia 15, de manhã, entre as 10h00 e as 12h00, em Rates, os habitantes da freguesia vão colaborar na limpeza das seguintes ruas: Rua e Travessa dos Moinhos, Rua e Travessa da Sra. do Rosário, Rua da Fonte da Cabra, Rua de João Rates, Rua e Travessa do Celeiro, Rua da Sagrada Família, Rua da Aldeia Nova de Cima, Rua e Travessa da Pedra Branca e Rua dos Emigrantes. No parque da freguesia decorrerá ainda uma oficina de reutilização de materiais, com pintura em sacos, aberta à participação da população em geral.
Quanto a Aguçadoura, também no dia 15 de manhã, vai limpar a sua marginal com a ajuda da população e dos escuteiros locais.
Nesta campanha, que já se realiza na Póvoa desde 1998,a Câmara Municipal fornece os sacos e as luvas para recolha de resíduos, competindo às juntas de freguesia participantes a dinamização da população local, que participa depois na manutenção dos espaços previamente definidos.
A campanha Limpar o Mundo surgiu em 1989 pela mão de Ian Kiernan, um velejador australiano que, descontente com as quantidades de poluição que via nas suas muitas viagens pelo mundo, decidiu fazer alguma coisa para mudar a situação. Nesse ano, em Sydney, Ian conseguiu reunir 40 mil voluntários para efectuarem a limpeza do porto da cidade e, desde então, a campanha ganhou projecção mundial. Portugal começou também a participar e a Póvoa de Varzim tornou-se membro da associação Clean Up the World em 2004, continuando, até hoje, a dinamizar a população local para colaborar."


Até aqui tudo muito bem ....


Agora pergunto eu:


Apesar do municipio estara participar neste evento não seria mais natural olhar um pouco para o Concelho e obrigar a limpar aqueles que sujam ?

Aquelem que poluem linhas de água com o beneplácito da autarquia ?

Aqueles que despejam os esgotos para a via pública ?

Ou só pensamos em Show Off para enganar o Zé Povinho ?

Caso McCann suscita recomendações do Conselho Deontológio do Sindicato dos Jornalistas



Segue-se um texto do Sindicato dos Jornalistas a propósito da cobertura dada ao caso McCann:


«O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CD) emitiu uma recomendação às direcções dos órgãos de comunicação social e aos jornalistas a propósito da cobertura do caso Madeleine McCann, para que alguns erros que foram cometidos neste processo sejam evitados em situações futuras.
Na sua recomendação, o CD relembra que “o uso de fontes anónimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois em caso de a informação se revelar falsa será a credibilidade do jornalista e do seu órgão de comunicação social que está em causa. E não apenas em relação a esse trabalho.”
A estrutura deontológica recomenda assim que se evitem notícias que privilegiem as audiências em detrimento da verdade factual e em que a especulação vença o rigor, que se sigam critérios muito rigorosos para o uso de fontes anónimas e que se promova a pronta rectificação de informações que se revelem inexactas ou falsas, conforme o n.º 5 do Código Deontológico.
A recomendação apela ainda a que os jornalistas tenham um especial cuidado no tratamento da informação, procurando apoio de especialistas externos e independentes que os possam elucidar sobre matérias de elevada complexidade e que exijam conhecimentos científicos e jurídicos, levem em consideração o direito à privacidade de eventuais suspeitos, arguidos ou réus e analisem os eventuais atropelos à deontologia ocorridos neste caso para que os mesmos não se repitam».

MAIS HIPERS ???

A Comissão Regional de Economia vai apreciar, na próxima quarta-feira, os pedidos de autorização para instalação de mais 11 superfícies comerciais de grandes dimensões em concelhos da Área Metropolitana do Porto. Entre os pedidos encontram-se três centros comerciais - dois para Gondomar, conforme já noticiou o JN, e outro para S. João da Madeira - e um conjunto comercial do grupo E. Leclerc (na Póvoa da Varzim). Quase todos os outros espaços a analisar são hipermercados também associados a centros comerciais. É o caso, por exemplo, do Jumbo, que está previsto para o Matosinhos Plaza, shopping que ficará no complexo da loja da Ikea em Leça da Palmeira. Para o lugar de Gonçalves, na mesma freguesia matosinhense, prevê-se a construção de um estabelecimento dedicado à bricolage e a materiais de construção da empresa Leroy Merlin. O conjunto comercial da E. Leclerc da Póvoa de Varzim, que inclui um hipermercado do mesmo grupo, deverá nascer na Avenida do Mar, na freguesia de Amorim. A insígnia Carrefour é a que terá mais processos em análise na próxima reunião da Comissão Regional de Economia. A empresa tem pedidos de autorização para a construção de hipermercados em Santo Tirso (lugar de Casal ou Eirado, freguesia de Rebordões), em Vila do Conde (Modivas, integrado no complexo comercial e de lazer Nassica), em S. João da Madeira e em Gondomar. Nestes dois casos, os hipermercados estarão integrados nos projectos de dois centros comerciais que também estarão em análise S.João Retail Park (Quinta de Fundões) e Gondomar Retail Center (Fânzeres). Recorde-se contudo que, conforme noticiou o JN, este empreendimento está previsto para a Quinta do Ambrósio, propriedade da STCP, empresa que negou a construção de um shopping. Também para Gondomar, mas para a Avenida de Oliveira Martins, em S. Cosme, está pedida a construção de outro centro comercial - "Go! Retail Gondomar".

22/09/2007

Jornalistas de luto pela liberdade de expressão




O Sindicato dos Jornalistas (SJ) colocou ontem, 20 de Setembro, na sua sede nacional, uma faixa negra como forma de protesto pela aprovação, na Assembleia da República, do novo Estatuto do Jornalista, que contém normas que ameaçam a Liberdade de Expressão.
Uma delegação da direcção do SJ, trajada de preto, assistiu à discussão e votação do diploma e abandonou as galerias imediatamente após a aprovação do mesmo. O estatuto foi aprovado na generalidade apenas com os votos do PS, embora o Partido Social Democrata (PSD) e o Centro Democrático Social - Partido Popular (CDS-PP) tenham acompanhado o PS na rejeição das propostas apresentadas pelo Partido Comunista Português (PCP) e pelo Bloco de Esquerda (BE), nomeadamente sobre direito de autor. O direito de autor é uma matéria central na contestação do SJ ao novo estatuto, devido à legalização do esbulho das criações dos jornalistas e aos riscos para a diversidade e o pluralismo informativo. Ao consagrar a possibilidade de as empresas e os grupos económicos reutilizarem livremente os trabalhos dos jornalistas em todos os órgãos de informação de que sejam donos, o diploma ataca o direito dos jornalistas de decidirem o futuro das suas obras e cria condições para o afunilamento dos pontos de vista e dos ângulos de análise que, em democracia, são condição de enriquecimento da opinião pública. Por outro lado, o novo diploma confere legitimidade às chefias para introduzirem modificações nos trabalhos dos jornalistas mesmo sem o seu consentimento, o que abre caminho à manipulação e à censura. O novo diploma também não assegura a protecção do sigilo profissional dos jornalistas, pois mantém a situação vigente quanto a situações em que pode ser ordenada a quebra do dever de segredo, isto é em qualquer investigação criminal. Nessa medida, trata-se de um recuo do PS face ao compromisso de melhorar a protecção, assumidos no Programa Eleitoral e no Programa de Governo. Esta medida foi aprovada precisamente no dia em que passam cinco anos sobre a detenção do jornalista Manso Preto, que se recusou revelar uma fonte confidencial de informação no decurso de uma inquirição como testemunha.

21/09/2007

Magala - precisa-se


Por acaso, já contabilizaram as sucessivas faltas de Macedo Vieira às reuniões do executivo?

Porque carga de água ele está sempre ausente ?

E são sempre justificadas as faltas ?

Então para que o elegemos ?

Mais valia lá por um boneco...o Magala por exemplo

18/09/2007

Haja Vergonha


O Vereador Manuel Angélico, disse em recente entrevista aos Orgãos de Comunicação Social poveiros, que este ano não haveria a dita poluição já que todos os esgotos tinham sido interceptados por forma a não poluir as nossas praias. E então como é possivel a imagem que o Boticário captou ?

Se...se...se...se....se...houvesse um minimo de dignidade por parte do vereador (irresponsável) pelo ambiente, este demitia-se;

Mas como não há nem da parte dele nem de Macedo Vieira, continuamos impavidos a assistir á (Màfia) organizada que nos vai desgovernando!

31/08/2007

Maconde: Governo e banca já chegaram a acordo na reestruturação do passivo da empresa


Porto, 31 Ago (Lusa) - O Governo chegou hoje a acordo com o BCP, CGD e BPI relativamente à reestruturação do passivo da Maconde, num entendimento que será formalizado durante a próxima semana, disse à Lusa fonte da têxtil de Vila do Conde.
Segundo o presidente da assembleia-geral da Maconde, António Leite Tavares, a notícia chegou à empresa via telefone, com o secretário de Estado da Indústria e Inovação, Castro Guerra, a comunicar aos administradores da empresa o resultado da reunião que manteve hoje com a banca.
De acordo com António Leite Tavares, o acordo conseguido levará ao desaparecimento do actual passivo da empresa (32 milhões de euros), com recurso à figura jurídica da "dação em cumprimento", que prevê a entrega de bens imóveis para pagar a dívida da empresa.
A administração da Maconde reiterou por isso a sua confiança no sucesso das negociações do Governo com a banca, iniciadas em Março, para resolver o estrangulamento financeiro que afecta a empresa, afastando qualquer cenário que conduza ao encerramento daquela unidade.
Segundo Leite Tavares, a Maconde está a trabalhar "bem" e até tem laborado ao sábado, com bastantes encomendas, e tem os salários dos seus 583 trabalhadores (dos quais 412 são mulheres) em dia.
"Não há falta de trabalho", assegurou à Lusa.
A empresa, que nasceu do investimento de um grupo estrangeiro em Vila do Conde, em 1969, chegou a empregar mais de 2.000 trabalhadores, em cinco fábricas, mas em 2002 começou a encerrar unidades, as últimas das quais no ano passado, em Braga e na Póvoa do Varzim.
A única unidade restante do grupo, de Vila do Conde, ainda é a maior fábrica têxtil da região.
Em 2006, no âmbito de um plano de reestruturação liderado pelo então presidente do grupo Mário Pais de Sousa (ex-Vulcano) a Maconde decidiu alienar as lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca a três insígnias do grupo Sonae.
Depois da saída de Pais de Sousa em Março deste ano, a empresa tem contado com a colaboração da gestora Maria Cândida Morais (ex-Jornal de Notícias) na elaboração de um novo plano de reestruturação, o qual se aguarda agora ser aprovado pela banca.
A Lusa tentou ouvir o secretário de Estado sobre esta questão, mas tal não foi possível até ao momento.
ICO.
Lusa/Fim

Maconde: ameaça de encerramento coloca 600 postos de trabalho em risco



A Maconde, empresa têxtil de Vila do Conde, pode fechar as portas. Os 583 trabalhadores (412 são mulheres) podem ficar sem emprego, caso a empresa não consiga garantir cerca de seis milhões de euros, necessários para a conclusão do processo de reestruturação em curso. A Maconde chegou a empregar mais de dois mil trabalhadores, mas em 2002 começou a encerrar unidades, as últimas das quais no ano passado, em Braga e na Póvoa do Varzim. O sindicalista Domingos Pinto afirma que o problema vem de longe e aponta o dedo à gestão da unidade. "A empresa não pode viver de trabalhar a feitio para Inglaterra como qualquer fabriqueta de esquina".
A informação de que a Maconde pode encerrar foi dada, ontem de manhã, pelo presidente da Câmara de vila do Conde, Mário de Almeida. "Estou preocupado, mas hoje [ontem] deu-me a impressão de que há alguma hipótese. A Administração diz que a empresa é viável e tem encomendas. Só não tem liquidez. Os contactos que fiz com o BCP e com o Governo deixaram-me alguma esperança. Mas, se não houver acordo muito em breve, a situação vai complicar-se", explicou o autarca ao Jornal de Notícias.
Menos confiante está Domingos Pinto, do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e de Artigos Têxteis. O sindicalista garante que a empresa precisaria de 25 milhões de euros para concluir a reestruturação, para além dos 32 milhões que detém de dívidas.
O sindicalista afirmou ao JN , que o impasse "já era esperado". "A empresa não pode viver de trabalhar a feitio para Inglaterra como qualquer fabriqueta de esquina", criticou Domingos Pinto, que vê, como única saída para a empresa, a aposta na marca própria, a Oxford. Quanto à situação actual da Maconde, o sindicalista lembra que, dos 200 a 300 trabalhadores que aceitaram a rescisão amigável aquando do encerramento das unidades fabris de Braga e da Póvoa, já há "quem esteja sem receber há mais de seis meses".
Já em Março do corrente ano, os trabalhadores manifestaram a sua insegurança face a uma empresa que durante o último ano foi encerrando algumas das suas unidades fabris em vários pontos do País, procedendo mesmo à extinção de postos de trabalho, além de no total ter vendido 42 dos estabelecimentos que possuía. Tal faria parte do plano de reestruturação do grupo, decidido no início de 2006, e que incluía a transferência de lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca para três insígnias do grupo Sonae.

30/08/2007

Portagens nas SCUT adiadas para 2008


Segundo o Diário Económico de hoje e ao contrário do que o Governo anunciara, este ano não haverá portagens nas SCUT do Grande Porto, Costa da Prata e Litoral Norte. O processo derrapa para 2008.

A introdução de portagens pagas nas concessionárias SCUT (sem cobrança ao utilizador) anunciadas pelo ministro Mário Lino em Outubro do ano passado já não entrará em vigor e só verão a luz do dia em 2008, apurou o Diário Económico junto de fonte ligada ao processo. De acordo com estas informações, as últimas reuniões ocorridas entre os responsáveis das concessionárias em causa – Norte Litoral, gerida pela Euroscut, controlada pelo grupo espanhol Cintra/Ferrovial; e Lusoscut da Costa da Prata e do Grande Porto, ambas detidas maioritariamente pela Mota-Engil – e os representantes da Estradas de Portugal (EP) e do Ministério das Obras Públicas nada avançaram em relação à implementação da solução definitiva para esta questão. Instada a comentar esta situação, fonte oficial do Mistério das Obras Públicas respondeu ao Diário Económico, via correio electrónico que “o Governo confirma os contactos com as concessionárias e outras entidades, mas, precisamente por estarmos numa fase negocial, não comenta o teor dessas mesmas negociações”. Ainda por correio electrónico, a mesma fonte adianta que “o Governo reafirma o objectivo anunciado de introdução de cobrança de portagens em três SCUT”. Já através de contacto telefónico, a referida fonte das Obras Públicas garantiu que o propósito é introduzir as portagens “ainda este ano”, além de esclarecer que as “outras entidades” em negociações além das concessionárias são as Câmaras Municipais, porque algumas delas reclamam que os seus índices de poder de compra estão abaixo do indicado pelo Governo e, portanto, também têm direito às isenções de portagens previstas pelo modelo apresentado pelo Governo no ano passado. No entanto, o Diário Económico sabe que a introdução de portagens será irrealizável no presente ano e é de muito duvidosa concretização ao longo do próximo. Em causa está uma séria encadeada de problemas legais, técnicos, financeiros e outros, todos de difícil resolução e com transposição pouco imediata ao terreno. Em primeiro lugar, ainda não está definido o modelo técnico de cobrança de portagens. Ou se opta pelo sistema ‘free flow’, com identificação electrónica, ou pela introdução de portagens físicas, com a construção de praças de portagens. Qualquer das hipóteses gera problemas. O primeiro exige o lançamento de um concurso público internacional, para fornecimento e gestão desse serviço, que demora tempo em termos processuais. O segundo também envolve tempo, investimento avultado e incómodos para a circulação dos automobilistas. Além da questão técnica, existe a questão financeira. A partir do momento, em que os carros passam a pagar portagens nas SCUT subvertem-se todas as bases do ‘project-finance’ estabelecido entre os sindicatos bancários e as concessionárias. Para assumir este risco alargado e o derivado da própria fiscalização e do acréscimo de eventualidade de fraudes ou de automóveis de difícil sujeição ao sistema (estrangeiros, de aluguer, etc), os bancos exigirão às concessionárias valores acrescidos de compensação, o que, em última instância, poderá mesmo levar à revisão de raiz dos próprios contratos de concessão. Como se trata de uma exigência imposta pelo estado, as concessionárias esperam para ver como o Governo irá solucionar este impasse, aguardando compensações em forma indemnizações financeiras ou fiscais, extensão do prazo de concessão ou atribuição de novos troços concessionados.

As ideias de Mexia

Foi o antigo ministro das Obras Públicas de Santana Lopes, António Mexia, que, em Outubro de 2004, primeiro avançou para a medida de introduzir portagens nas SCUT, para reequilibrar o orçamento.- Mexia queria lançar um concurso público internacional para o fornecimento da solução técnica, gestão do sistema e definição do ‘pricing’ das portagens que substituiriam o regime SCUT.- Já se sabendo que o Governo santanista estava finado, António Mexia, quis deixar a sua marca e, em Janeiro de 2005, apresentou novas soluções para isenções por motivos de residência, trabalho ou fraco desenvolvimento económico, abandonando a ideia de um raio de 30 quilómetros em torno do traçado para não cobrar portagens e passando a defender uma banda de 20 quilómetros de cada lado o troço para isentar os utentes.

28/08/2007


“If every blogger reading my blog instead of choosing to exercise their right to remain silent instead decided to spend just five minutes talking about poverty to one or two other individuals, poverty would be eliminated.”


No dia 15 de Outubro, apela-se à união da comunidade de bloggers para que o assunto único na web seja Ambiente. Cada blogger deve escrever algo no contexto do tema de Ambiente, com o objectivo de multiplicar o número de pessoas que nesse dia falem do futuro do planeta e reflictam sobre o nosso papel no ecossistema global.Participem, registem-se como um dos blogs participantes, se desejarem, na página da iniciativa Blog Action Day.

Morte súbita: uma trágica lista que não pára de aumentar




ATÉ SEMPRE CAMPEÃO





As mortes súbitas não são recentes, mas tornaram-se mais frequentes nos últimos anos. Desde 2004, aliás, são vários os casos de jogadores que faleceram na sequência de ataques sofridos em campo.
O espanhol António Puerta, por quem o Mundo torcia desde domingo, foi a última vítima de uma lista que inclui também o húngaro Miklos Fehér, falecido com a camisola do Benfica na parte final de um jogo em Guimarães.
Foi a 25 de Janeiro de 2004 que o avançado encarnado faleceu no hospital de Guimarães, na sequência de uma arritmia cardíaca, provavelmente em consequência de cardiomiopatia, concluiu o Ministério Público.
O caso não foi o primeiro, mas deixou Portugal em estado de choque com a brutalidade da morte. Antes de Fehér já o Mundo tinha ficado chocado perante as imagens do falecimento de Marc-Vivian Foé.
O médio caramonês morreu vítima de um aneurisma durante um jogo das meias-finais da Taça das Confederações, com a Colômbia. Caiu inanimado aos 72 minutos e faleceu pouco depois nos balneários.
O último dos casos mais mediáticos foi Serginho, central do S. Caetano. Vítima de uma paragem cardio-respiratória, caiu inanimado no relvado aos 13 minutos da segunda parte e faleceu pouco tempo depois no hospital do S. Paulo.
Os casos de morte súbita nos últimos anos são vários, porém. Pouco depois de Serginho o Brasil voltou a chorar a morte de Cristiano, que jogava na Índia e faleceu devido a um ataque cardíaco após marcar dois golos.
Também Portugal tem sido sobressaltado com várias mortes nos últimos anos. Depois de Féher, Bruno Baião, júnior do Benfica, faleceu após quatro dias de coma que se seguiram a uma paragem cardio-respiratória durante um jogo.
Em 2005 foi a fez de Hugo Cunha, jogador da U. Leiria, falecer subitamente enquanto jogava futebol com os amigos, também devido a uma paragem cardio-respiratória. Antes tinha falecido Paulo Pinto, jogador do Aveiro Basket, devido a ataque cardíaco durante um jogo com o Benfica.
O primeiro caso conhecido em Portugal de morte súbita é um dos que ainda mais são recordados. Pavão, jogador do F.C. Porto, faleceu em 1973 na sequência de uma paragem cárdio-respiratória aos 13 minutos de um jogo com o V. Setúbal.
Em 1987 faleceu Navalho, futebolista do Atlético, de apenas 20 anos, que sofreu um enfarte agudo do miocárdio nos minutos iniciais de um jogo-treino. Em 1998, por fim, o basquetebolista angolano José Guimarães, de 22 anos, da Portugal Telecom, sofreu um problema cardíaco durante um treino.
O primeiro caso conhecido, porém, é de um ciclista. Tom Simpson morreu na sequência de uma paragem cárdio-respiratória, em 1967, durante uma etapa de montanha da Volta a França, soube-se mais tarde que provocada pelo consumo de anfetaminas.

21/08/2007

Os longos braços da censura Socrática

Do Blog 0 de Conduta








"Politicamente só existe aquilo que o povo sabe que existe", disse Salazar, durante a inauguração do Secretariado de Propaganda Nacional, em 26 de Outubro de 1933.


Um estudante de doutoramento de Caltech acaba de lançar uma ferramenta de busca na Wikipédia que promete dar que falar. É só inserir o nome ou morada IP de uma organização e, voilá, temos o historial de alterações da Wikipedia submetidas por essa morada. (ver história da Wired ou o site aqui: se não der é porque meio mundo está a aceder ao site). A Wired lista já algumas das mudanças (onde as mudanças feitas pelo servidor da FOX News já estão a dar que falar) .
E então experimentei o seguinte: o sufixo do Governo Português .gov.pt (ver CEGER para uma listagem de gov.pt). Depois é ir aqui para ver qual a morada IP correspondente: neste caso, 193.47.185 (0 a 255, ocupam a banda de IP). Depois é só ir ao motor de busca para ver a máquina de contra-informação a funcionar.

Pelos dias em que rebentou o escândalo Sócrates-UNI (início de Abril de 2007), alguém (IP 193.47.185.124) apagou: "Universidade Independente is presently (06-04-2007) under investigation on alleged irregularities on several matters. The Portuguese Prime Minister alleged university degree by this university is presently under a huge public discussion and media storm. A strong case is being build up against possible false declarations by José Sócrates on his university degree. Under heavy pressure, the Portuguese Prime Minister promised to clarify the situation..." e apagou também o "briefly" em "he briefly attended the ''Instituto Superior de Engenharia de Lisboa'' . A luta de posts e contraposts repete-se nos dias seguintes, onde se afiança que "He completed an MBA" e apaga a sua média de curso ("12 out of 20"), bem como a descrição da vida pessoal: "Sócrates, a father of two who is divorced, lives in Lisbon and is a registered elector of the municipality of Covilhã (central inland Portugal) where he lived throughout his childhood and teen years with his father, a divorced architect."

Já em Julho também acharam por bem apagar uma parte de biografia de Luís Amado: "He is married (separated, long time affair with an Executive member of the World Bank; Mrs.Sarah Cliffe) and has two children". Passou a " married and has two children". Ficam aqui os resultados desta busca: José Sócrates versões 1,2,3,4 e Luís Amado 5
PS: A Wikipedia não estava a dormir. Aqui fica a acusação de "vandalismo" ao IP 193.47.185
User talk:193.47.185.124From Wikipedia, the free encyclopedia Jump to: navigation, search[edit] April 2007 Please do not delete content from articles on Wikipedia, as you did to José Sócrates. Your edits appear to be vandalism and have been reverted. If you would like to experiment, please use the sandbox. Thank you. MER-C 12:26, 9 April 2007 (UTC)
PS2: Ver aqui para os resultados de um reverse IP ao número 193.47.185.124 apontando para o CEGER, que gere a banda de IPs do Governo, de 0-255, correspondente aos sufixos .gov.pt. É seguir a seta ali junto à Calçada da Estrela.


No site do CEGER pode ler-se a sua missão:
"Por delegação do Primeiro-Ministro o Ceger funciona na Presidência do Conselho de Ministros, na directa dependência do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. O Ceger dá suporte à Governação nos domínios das Tecnologias da Informação e Comunicação. Compete-lhe garantir a utilização mais eficaz das Tecnologias da Informação e comunicação, e particularmente da Internet, para criar melhor Governo."
Desinformar, portanto. "Por delegação do Primeiro-Ministro".(screenshot da wikipedia com alterações registadas)(screenshot com aviso de vandalismo)(screenshot com alterações realizadas por IP do CEGER)

17/08/2007

RISCO DE LEUCEMIA E TUMORES



O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para avaliar a exposição da população aos campos electromagnéticos revela que existem riscos para a saúde. O documento, que critica a falta de informação sobre a matéria, foi concluído em 2003 mas só agora publicado no site da Direcção-Geral da Saúde e editado em papel. Antenas de telemóvel, de rádio e de televisão, radares de aeroportos ou linhas de distribuição de electricidade estão entre as principais fontes de emissão de radiações. Os malefícios dependem da intensidade e do tempo de exposição.

Evitando alarmismos, os técnicos nomeados pelo Governo admitem haver consequências para a saúde das populações, como o surgimento de cancros. “É considerado como possível que uma intensa exposição aos campos electromagnéticos nas habitações possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia infantil e que esta exposição nos locais de trabalho possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia e tumores cerebrais em adultos”, lê-se. Apesar de os especialistas, liderados pelo chefe de divisão de Saúde Ambiental da DGS, António Tavares, sublinharem que tais efeitos apenas se reflectem com radiações “de uma intensidade suficientemente elevada para produzir efeitos térmicos”, destacam a dificuldade em avaliar concretamente estes efeitos. Susana Fonseca, vice-presidente da Quercus, entende que o relatório “tem uma perspectiva interessante” mas lamenta “só ter sido divulgado três anos e meio após a elaboração”. “Numa perspectiva técnica, quando há poucas evidências existe a tendência para concluir que também não existem riscos, mas este trabalho evidencia que, apesar de as relações serem ténues, é necessário tomar precauções”, afirma. A iluminação eléctrica, muitos dos pequenos electrodomésticos que fazem parte do quotidiano, a internet sem fios, os ecrãs dos computadores, os telemóveis, ou até os sistemas de protecção usados em instituições públicas, aeroportos ou estabelecimentos comerciais, sujeitam os portugueses a uma exposição permanente. É o próprio relatório que o destaca: as radiações electromagnéticas “são omnipresentes”, pelo que “não existe risco zero”. Apoiando-se noutros estudos, o grupo sublinha que “a exposição crónica a campos de radiofrequências (...) pode conduzir à libertação de cálcio no sistema nervoso”, provocando perturbação das emoções, da memória e do sono. “Esta área é de investigação prioritária”, defendem os técnicos. Para o grupo de trabalho, o surgimento de estudos com novos resultados “conduzirá à inadequação dos actuais valores-limite” de radiação. Os especialistas lembram que a definição de limites é demasiado geral, misturando a população com grupos de maior risco como adolescentes e profissionais que têm maior contacto com as fontes de emissão. Entre outros aspectos, o relatório sugere a sinalização junto às estações de radiocomunicações.
MEDIÇÕES CONSTANTES
A Rede Eléctrica Nacional (REN) garantiu ao CM que faz medições regulares dos valores de campo eléctrico-magnético em novos projectos e nas infra- -estrutras existentes. A REN diz que as “intensidades dos campos eléctricos e magnéticos são sempre bastante inferiores aos níveis de referência recomendados pela exposição humana em permanência”. Os valores são definidos por recomendação do Conselho Europeu e da Organização Mundial de Saúde.
MORTES MISTERIOSAS AGITAM POPULAÇÃO DE SÃO MARCO
Numa pequena rua da Encosta de São Marcos, freguesia do concelho de Sintra, por onde passa uma linha eléctrica de 60 kw (quilowatts), existem 14 casos de pessoas que morreram de cancro e outros 12 que sofrem da doença, de acordo com informações do Movimento Cívico pela passagem subterrânea das Linhas de Alta Tensão em zonas urbanas. Os moradores temem que o elevado número de casos para uma população que não excede as cem pessoas esteja relacionado com a passagem dos cabos eléctricos. Temem que com a abertura, em Abril, da linha Fanhões-Trajouce, de 220 kw, mais pessoas possam vir a sofrer de doenças oncológicas. A Rede Eléctrica Nacional (REN) rejeita tal relação. E esclarece: “Continua a não ser possível encontrar qualquer relação significativa entre a exposição aos campos electromagnéticos de muito baixa frequência, como é o caso dos associados à utilização da energia eléctrica, e a ocorrência de problemas na saúde dos seres vivos.” O receio da população de São Marcos é partilhado pela presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, Fátima Campos, que afirma “lutar até às últimas consequências, ou seja, até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, caso a REN não desactive a linha”. A autarca obteve em Junho último a sua primeira vitória com a decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul que ordenou a suspensão do transporte de energia na referida ligação, invocando que a população pode ser lesada na saúde, património e qualidade de vida. A REN não acatou, porém, a decisão, alegando que o corte poria em risco o fornecimento de energia a 300 mil clientes.
NOTAS SOLTAS CRIANÇAS
Segundo o relatório, as crianças e adolescentes são mais vulneráveis aos efeitos das radiações do que os adultos. Os estudos mostram que a absorção de radiação é superior numa cabeça mais pequena, ao mesmo tempo que penetra mais facilmente numa caixa craniana mais fina.
PREOCUPAÇÃO
Até à década de 60, a maior preocupação das populações era estética. Hoje as pessoas receiam as linhas de transporte de electricidade, as antenas de telemóveis e os radares. Temem que os telemóveis causem cancro ou que o seu uso afecte o desenvolvimento de crianças em idade escolar.
DIVULGAÇÃO
O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo foi concluído em Abril de 2003. Segundo a Direcção-Geral da Saúde, o trabalho só agora – três anos depois – é editado em papel e divulgado no seu site, pois, por motivos financeiros, ainda não tinha sido possível fazer a sua publicação.
EXEMPLOS DE FONTES DE EMISSÃO
ALTA: radares meteorológicos, radares de aeroportos, emissores de rádio e TV e microondas.
POTÊNCIA ELEVADA
Os emissores de rádio e televisão, os radares de vigilância, de orientação e controlo do tráfego aéreo, tal como os usados para as previsões meteorológicas, são fontes de emissão de radiações de alta potência. O microondas, no seu interior, também emite este tipo de radiações.
BAIXA:
radares portáteis da polícia, telemóveis e telecomandos.
MENOR POTÊNCIA
Além destes três utensílios que estão já inseridos no dia-a-dia, também os ‘walkie-talkies’ e os telefones sem fios estão incluídos no grupo. Aliás, segundo os técnicos responsáveis pelo relatório, as radiações electromagnéticas são hoje “omnipresentes”.
NOTAS
VATICANO CONDENADO
Dirigentes da Rádio Vaticano, em Roma, foram condenados, em Maio, a dez dias de prisão. As radiações das antenas da estação causaram leucemia em crianças.
SILVES CONTESTA
A população de Silves contesta o traçado proposto pela REN para a linha de alta tensão entre Portimão e Tunes, numa extensão de 40 quilómetros.
CASOS EM ESPANHA
Alunos de uma escola primária de Valladolid, Espanha, foram submetidos a exames médicos em 2002 depois do aparecimento de quatro casos de cancro.

09/08/2007

Linha de alta tensão: Tribunal dá razão a queixas de população


O jornal Público de hoje noticia que o Tribunal Central Administrativo do Sul proibiu a REN (Rede Eléctrica Nacional) de utilizar a linha de muito alta tensão entre Fanhões e Trajouce. A decisão foi tomada na sequência de um recurso da presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão. A instalação desta linha de muito alta tensão tem provocado muitos protestos da população, por passar em zonas de grande densidade populacional, muito perto de prédios de habitação, com risco para a saúde e a qualidade de vida das populações. Está mesmo criado um Movimento Cívico pela passagem subterrânea das Linhas de Alta Tensão em zonas urbanas (MCSLAT). A REN e o Ministério da Economia já recorreram da decisão para o Supremo Tribunal Administrativo.
Segundo o jornal Público, o acórdão do tribunal, de 11 de Julho, refere que a subestação de Trajouce não é alimentada apenas por esta linha, mas por outras duas, também de 220kv, pelo que do seu eventual colapso não resultaria "qualquer violação dos direitos difusos ao ambiente e à saúde, mas apenas um incómodo" para as populações privadas de electricidade. O acórdão salienta ainda que "decorre do simples bom senso que não é indiferente ter a menos de 25 metros de prédios de habitação um simples candeeiro ou uma linha de muito alta tensão, não existindo evidências científicas da inocuidade da exposição a campos eléctricos".
A presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão afirma que "só quem não tem as torres à porta é que goza com as queixas das pessoas" e critica a passividade da Câmara de Sintra que "deveria actuar e teria mais força do que as acções das juntas".
Segundo o jornal, a REN e o ministério da Economia já recorreram para o Supremo, considerando que a subestação de Trajouce serve 300 mil consumidores, que é essencial para a vida de meio milhão de pessoas dos concelhos de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra e que em caso de colapso da rede seriam afectados quatro hospitais, instalações que alimentam a linha ferroviária de Cascais e a zona lisboeta de Belém, onde está instalada a Presidência da República.
A presidente da Junta espera que a população de Monte Abraão mereça tanta consideração "como a residência do Presidente da República".
Em Abril passado, a Assembleia Metropolitana de Lisboa aprovou por unanimidade uma moção, proposta pelo Bloco de Esquerda, que recomenda ao Governo e à Rede Eléctrica Nacional que sejam reapreciados os projectos de instalação de linhas Alta Tensão e Muito Alta Tensão, "afastando o seu traçado das zonas urbanas consolidadas e/ou aplicando soluções técnicas que sejam menos danosas para a população (garantindo a sua menor exposição às Radiações Electromagnéticas)".

Hiroshima e Nagasáqui: 62 anos depois



Na comemoração do 62º aniversário do ataque nuclear norte-americano contra Hiroshima, o presidente da Câmara desta cidade, Tadatoshi Akiba, afirmou: "O governo japonês, que tem o dever de trabalhar pela abolição das armas nucleares por meio do direito internacional, deveria proteger a sua Constituição pacifista, da qual deveria se orgulhar, e claramente dizer 'não' às políticas antiquadas e erradas dos EUA". Na Europa, o Partido da Esquerda Europeia, a propósito do 62º aniversário dos ataques nucleares a Hiroshima e Nagasáqui, toma posição contra o "escudo antimisseis" que os EUA querem instalar na Europa, critica a decisão dos governos da República Checa e da Polónia permitirem a instalação, contra a vontade dos respectivos povos, e refere que o combate à proliferação nuclear está na luta pela abolição das armas nucleares. O PEE conclui o seu comunicado com a afirmação: "Um mundo livre de armas nucleares é possível e necessário".
A 6 de Agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram uma bomba atómica na cidade de Hiroshima, matando de imediato 60 mil pessoas. Três dias depois, a 9 de Agosto, outra bomba foi lançada na cidade de Nagasáqui.
"Mesmo para os que conseguiram sobreviver foi um inferno que os fez invejar os mortos", relembrou o presidente da Câmara de Hiroshima , descrevendo rostos queimados, roupas desintegradas e outros efeitos da bomba.
O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou também em Hiroshima: "A minha determinação para impedir que tal tragédia se repita é mais forte que nunca", acrescentando: "renovo a minha promessa de manter os três princípios antinucleares". Os três princípios são: não possuir, não desenvolver e não permitir armas nucleares no seu território.
O Partido da Esquerda Europeia (PEE) alerta em comunicado para o aumento da ameaça nuclear e denuncia a actuação da administração Bush, em particular o seu escudo antimisseis. "Este projecto da administração Bush, oficialmente conhecido como 'National Missile Defense' (NMD - Defesa Nacional de Mísseis) nem é 'nacional', nem é 'defensivo'. É a ressurreição dos planos da chamada "Guerra das Estrelas" de Reagan", diz o comunicado.
O PEE reafirma a sua oposição ao projecto NMD, apela a todos os governos europeus para que recusem participar neste plano, defende a rejeição da doutrina da 'guerra preventiva' e reafirma o apelo de Hiroshima e Nagasáqui de 2005 pela eliminação total das armas nucleares até 2020.

04/08/2007

GOVERNO À ESPERA DA REFORMA


Esta semana, um amigo Madeirense a passar férias no continente, adoeceu;

Como os sintomas eram de febre, e como não se justificava o recurso a uma urgência Hospitalar, resolveu contactar a linha Saúde 24; depois de várias informações dadas ao telefonista???, este solicitou o número da Segurança Social ao meu amigo...depois de ter sido informado chegou a " Má Nova... " o serviço Saúde 24 não o podia ajudar...MOTIVO: ERA MADEIRENSE.

Agora eu pergunto: os Madeirenses não são portugueses? ou terá razão Alberto João Jardim quando pede a independencia?

Então senhor Primeiro Ministro ?

O Primeiro-Ministro aconselhou os portugueses a terem sempre presente o número da linha telefónica Saúde 24, sublinhando que é um serviço de confiança que vai permitir modernizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). "É um serviço em que os portugueses podem confiar", afirmou José Sócrates.
Como é que se pode confiar num serviço destes ???? Ou será que não podemos é confiar no Governo que temos?


Palavras para quê? Mais uma de um governo imcompetente e que já necessita de uma reforma...mas sem direito a subsidio...já nos " chularam" demais.




A nova linha telefónica Saúde 24 foi hoje, 8 de Maio, oficialmente inaugurada por José Sócrates e Correia de Campos.

O novo centro de atendimento Saúde 24, com o número 808 24 24 24, em funcionamento experimental desde o dia 25 de Abril, foi hoje, 8 de Maio, oficialmente inaugurado. A cerimónia contou com a presença do Primeiro-Ministro, José Sócrates, do Ministro da Saúde, Correia de Campos e dos Secretários de Estado da Saúde.
O Primeiro-Ministro aconselhou os portugueses a terem sempre presente o número da linha telefónica Saúde 24, sublinhando que é um serviço de confiança que vai permitir modernizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). "É um serviço em que os portugueses podem confiar", afirmou José Sócrates.
Para Correia de Campos, o objectivo da linha telefónica Saúde 24 "é servir o cidadão, aconselhando-o. É uma voz tranquila e amiga que, com muita facilidade, o cidadão tem ao seu dispor, mas que não cura, não diagnostica, nem prescreve terapêutica".
Os dois governantes lembraram que o novo serviço se baseia em experiências internacionais e na experiência nacional obtida com a linha pediátrica “Dói, Dói? Trim, Trim!”.
Um telefonema para o 808 24 24 24 tem o preço de uma chamada local. O atendimento, que vai funcionar todos os dias do ano, sem interrupções, e as chamadas são obrigatoriamente gravadas, com a prévia autorização do utente.
Em menos de duas semanas, já recorreram ao serviço Saúde 24 cerca de 16 mil pessoas. Dos contactos realizados, 85 por cento foram de cariz clínico, sendo os restantes para informação geral de saúde. Esta linha de apoio permite ao utente esclarecer dúvidas em relação a eventuais sintomas e receber informações gerais sobre saúde pública ou saber qual o centro de saúde mais próximo.
Em breve será possível saber quais são as farmácias de serviço da zona de residência do utente e a Direcção-Geral de Saúde admite a hipótese de a linha Saúde 24 poder servir no futuro para marcação de consultas no Serviço Nacional de Saúde.
No contrato com a Linha de Cuidados de Saúde, o Ministério da Saúde prevê gastar até 45 milhões de euros durante os quatro anos do acordo, que termina em 2010. O contrato prevê ainda a possibilidade de estender o funcionamento da linha por mais um ano, decisão que só será tomada a meio do período de vigência.
Fonte: Agência Lusa

Eurico de Melo - Mais Um Defensor da Regionalização


Excerto da entrevista de Eurico de Melo à "Porto Sempre"

(...)

Dadas as suas raízes de forte pendor regionalista, como é que olha, hoje, no recato do lar ou na tertúlia de amigos, em Santo Tirso, para as regiões do Norte e do Interior?

Cada vez sou mais do Norte, e cada vez estou mais preocupado. Porquê? Pelo facto de o Norte estar a perder influência a todos os níveis? Já perdeu muita, está a perder muita e vai perder muito mais.

Como assim?

Porque o poder está cada vez mais centralizado em Lisboa, não só o poder político como, sobretudo, o poder económico. Dou-lhe apenas três exemplos: primeiro, o concelho de Lisboa não produz um único KW de energia eléctrica; não produz um quilo de cimento; não produz um quilo de pasta de celulose ou de papel, mas todas essas empresas estão sedeadas em Lisboa. Acresce que quase todos os bancos também lá têm as suas sedes.

E a nível autárquico?

A influência dos autarcas do Norte também é cada vez menor. O exemplo do Metro do Porto é caricato. Houve fortes controvérsias, envolvendo o Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e até o Sr. Primeiro-Ministro, quando se tratou de um singelo aumento da rede do Metro, que custou alguns milhares. Lisboa gasta milhões todos os anos no Metro e eu pergunto: há alguma controvérsia nos jornais a respeito do Metro de Lisboa?

Não será isto, no minimo, caricato e anedótico?Quando o Porto quer fazer alguma coisa, tem de ter o carimbo do Governo. Quando Lisboa precisa de algo, anda para a frente sem necessidade de carimbos.

Em sua opinião, excesso de centralismo pode rimar com autoritarismo?

Totalmente. Vou dizer-lhe o seguinte: fui, em tempos, um dos grandes combatentes contra a regionalização política, embora favorável à de cariz administrativo.E hoje?Hoje, sou um grande defensor da regionalização política, tão acentuada quanto possível.

E, já agora, que via preconiza?

A parlamentar ou a do referendo?

A que os senhores de Lisboa quiserem. Para mim, qualquer uma serve. Almeida Garrett, que era aqui do Porto, era criticado e alvo de chacota por causa da sua pronúncia nortenha. Um dia, perguntaram-lhe por que é que trocava, muitas vezes, os vês pêlos bês, e ele respondeu: trocamos, muitas vezes, os vês pêlos bês, mas nunca trocamos a liberdade pela servidão. Estas palavras são palavras de ordem dirigidas às gentes do Norte e do Interior do Pais. Nós estamos a trocar a liberdade pela servidão. Se o Norte e o Interior não reagem, e não reagem fortemente, estamos a trocar a liberdade, que temos e queremos, pela servidão a Lisboa. Se alguém pegar no estandarte, eu, embora com esta idade, ainda pegaria numa das borlas. Até era capaz de rejuvenescer...!
(...)

03/08/2007

Estatuto do Jornalista - O Veto do Presidente


O Presidente da República vetou a alteração ao Estatuto do Jornalista e decidiu enviar uma mensagem à Assembleia República, pedindo uma reapreciação do diploma. O PR pede aos deputados que reponderem as soluções normativas, "nomeadamente quanto a aspectos tão essenciais como a quebra do sigilo profissional, os requisitos de capacidade para o exercício da profissão e o regime sancionatório instituído". A proposta de lei do governo, que altera o estatuto dos jornalistas, foi aprovada na AR apenas com o voto favorável do PS, tendo o voto contra de todos os outros partidos. Recebeu também a mais viva contestação do Sindicato dos Jornalistas. Os partidos da oposição congratularam-se com o veto de Cavaco Silva, tendo Fernando Rosas do BE declarado à agência Lusa: "O Bloco de Esquerda entende que o Presidente da República andou bem, invocando razões que em parte coincidem com razões pelas quais votámos contra no Parlamento".

Na mensagem enviada à AR, Cavaco Silva salienta que o diploma concitou uma "vasta controvérsia" entre partidos, organizações de classe e empresários do sector, "quando seria aconselhável que sobre o mesmo fosse alcançado um entendimento mínimo, atenta a sensibilidade da matéria em causa".
O PR chama a atenção, nomeadamente, para três aspectos: o nº 3 do artigo 11º do Estatuto (quebra do sigilo profissional em determinadas situações), a obrigatoriedade dos profissionais terem "habilitação académica de nível superior"; as sanções disciplinares profissionais.
No que se refere ao artigo 11º o PR considera que "permite interpretações divergentes, podendo abrir um espaço de indefinição e de insegurança jurídicas".
O Sindicato dos Jornalistas contesta vivamente também um outro ponto do Estatuto, o desaparecimento de direitos de autor durante 30 dias para a empresa e órgãos que esta detenha.

01/08/2007

Paraplégico dá a volta a Portugal em protesto contra discriminação dos deficientes

Póvoa de Varzim na Rota do Protesto

Um paraplégico vai ligar Viana do Castelo e Faro em cadeira de rodas, numa viagem que decorrerá de 01 a 21 de Agosto e que pretende ser um "grito de protesto" contra a "discriminação" dos deficientes em Portugal.
"Estamos no Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades, mas falar de igualdade de oportunidades em Portugal é falar de uma grande treta. E é isso que eu quero denunciar com esta viagem", disse, à agência Lusa, José Lima, natural de Ponte de Lima mas residente em Viana do Castelo.
Numa cadeira adaptada com "pedais manuais" e uma espécie de caixa de velocidades, José Lima prevê efectuar o percurso em 21 etapas, percorrendo entre 35 a 40 quilómetros por dia.
José Lima já escreveu a várias câmaras municipais pedindo ajuda para as pernoitas, mas - frisa - "contam-se pelos dedos" as que já lhe responderam.
"Não faz mal. Levo comigo um saco-cama e dormirei na rua, frente às câmaras que não me derem apoio", garante o deficiente.
Com 52 anos e paraplégico desde 1997, depois de "esmagado" por um elevador que estava a reparar no Ministério das Finanças de Angola, José Lima, licenciado em electrónica industrial, diz que está desempregado há três anos e queixa-se que todas as portas se lhe fecham automaticamente, quando se apresenta numa qualquer empresa em cadeira de rodas.
"Enquanto que o contacto é meramente telefónico, as coisas parecem bem encaminhadas. Mas quando apareço na empresa em cadeira de rodas, as coisas mudam radicalmente de figura. Às vezes, parece que estão a ver um fantasma", ironiza.
José Lima frisa que este é apenas um dos aspectos da "discriminação" de que os deficientes são alvo em Portugal.
"Há mais, muitos mais. É um sem-número deles. Já reparou o que se passa, por exemplo, com os transportes? Como é que eu, por exemplo, vou à cidade de Viana de autocarro? Entro como, se os veículos não estão adaptados? E se quiser viajar de comboio, à excepção do Alfa ou do Intercidades, como entro?", questiona.
Mesmo com uma incapacidade física de 80 por cento, José Lima diz que não recebe qualquer pensão da Segurança Social, já que este organismo alega que ele não está incapacitado para o trabalho.
"É verdade. Não estou incapacitado e o que eu mais quero é trabalhar. Estou inscrito no Centro de Emprego e manifesto-me disponível para cerca de uma dezena de áreas de trabalho diferentes. O problema é que ninguém me dá trabalho", queixa-se.
Mesmo assim, e assumindo-se ser da raça "antes quebrar que torcer", José Lima montou uma minigráfica em casa, onde já editou os seus dois primeiros livros e outras obras assinadas por autores da região.
"Sempre me dá para ganhar algum", refere.
Com gosto pela escrita, garante que já tem na gaveta material para, pelo menos, mais dois livros, admitindo que da sua volta a Portugal em cadeira de rodas poderá também sair um bom "argumento" para mais uma obra.
A primeira etapa desta grande maratona, terminou na Póvoa de Varzim. O maratonista terminou esta primeira etapa e ficou alojado em Terroso, no MAPADI que assim se associou a esta iniciativa.
José Lima, já retemperado disse no MAPADI que "esta etapa correu-me bem, dentro do previsto, e espero no dia 21 de Agosto chegar a Faro. Quero agradecer á Camara da Póvoa de Varzim por estar aqui, que me receberam de braços abertos, é uma fantastica casa. "

A PÓVOA NO SEU MELHOR OU A MANEIRA MAIS FÁCIL DE GANHAR DINHEIRO

Na Póvoa de Varzim a Limpeza Urbana, como alguém já apelidou, guia-se pelo paralelo 13.

Senão vejamos:

Apesar de o Regulamento de Residuos Sólidos Urbanos já estar em Vigor o nosso homem forte do Ambiente Eng. Manuel Angélico continua a assobiar para o ar; Não acredita ? Veja as seguintes imagens



Quem passa pela rotunda da Portugal Telecom é impressionante o numero de cartazes colocados nos Taipais das obras em curso;

E o que faz Manuel Angélico ? Nada Assobia para o Ar

A segurança dos peões também está na ordem do dia...este cartaz da Tourada está à cerca de 4 horas nesta posição ocupando todo o passeio na Rua Gomes Amorim




Então não passou ninguém da Camara Municipal pelo Local ?




A par desta situação, lamentavél a pergunta que se impõe é a seguinte : até quando os poveiros vão suportar continuarem a ser sugados por quem está no poder apenas para se mostrar ?


Já agora a talhe de foice: esta questão prende-se com a autarquia de Aver-o-Mar e logo com a Camara:

Porque é que a Urbanização de Santana, está sem luz à uma semana ?

A autarquia não pagou a Luz ?





31/07/2007

Volta a Portugal aceitou inscrições de doze ciclistas suspeitos de ligações a rede de doping


O Jornal Publico On Line dá`a estampa a Noticia assinada por Duarte Ladeiras

A PAD/João Lagos Sports, empresa responsável pela organização da Volta a Portugal em bicicleta, aceitou a inscrição de doze ciclistas suspeitos de terem sido clientes da rede de doping que a Guarda Civil espanhola desmantelou em Maio do ano passado, na “Operación Puerto”.
As equipas com ciclistas incluídos numa listagem elaborada pela Guarda Civil, incluída no dossier do correspondente processo judicial, são as espanholas Relax-GAM, Karpin Galicia e Fuerteventura-Canárias, e as lusas Duja-Tavira e Vitória-ASS.A Karpin e a Fuerteventura foram aceites na Volta à Espanha sob a condição de cumprirem o código ético seguido por equipas e provas do circuito ProTour (do qual não faz parte a prova portuguesa). O código ético exige que os ciclistas sub suspeita não sejam inscritos nessas provas e que as equipas implementem regras internas antidopagem. Apesar de não ter inscrito ciclistas suspeitos, a Relax foi excluída pela organização da Vuelta: não deu garantias de que iria cumprir o código. As equipas espanholas deixaram os ciclistas visados fora da Vuelta mas inscreveram-nos na Volta a Portugal, entre eles Óscar Sevilla (Relax), Francisco Mancebo (Relax) e David Bernabéu (Fuerteventura), vencedor da Volta em 2004. David Blanco Rodriguéz, campeão no ano passado pela Comunitat Valenciana, actual Fuerteventura, numa altura em que a lista já tinha sido divulgada, alinha agora na Duja-Tavira. A lista da Guarda Civil espanhola já não inclui os nomes do português Sérgio Paulinho e do espanhol Alberto Contador, vencedor da Volta à França deste ano, inicialmente envolvidos no caso porque faziam parte da Liberty Seguros-Würth, antiga equipa cujo director desportivo, Manolo Saiz, foi constituído arguido.

Organizador não deve decidir quem participa, diz Joaquim Gomes

Joaquim Gomes, director da Volta a Portugal, considera que “não é um organizador que deve ter o ónus de decidir se um corredor está ou não apto para participar numa corrida”. “Se a UCI e Agência Mundial Antidopagem não fizeram nada, é um organizador que o deve fazer? A UCI que o faça, se tiver elementos, mas julgo que isso não acontecerá”, afirmou o responsável em declarações à Lusa. A PAD/João Lagos Sports escuda-se em opiniões semelhantes da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), da Associação Nacional de Equipas de Ciclismo (ANEC) e da Associação Internacional de Jornalistas de Ciclismo (AIJC). “O que se passou na Volta a França mostra que essas decisões não impediram o aparecimento casos de doping. A ASO [Amaury Sports Organization, promotora do Tour] e a Unipublic [Volta a Espanha] são grandes organizadores, mas nada garante que tenham formação ética e moral superior aos da PAD/João Lagos Sports. É uma decisão nossa e agimos com bom-senso”, sublinhou.

Processo parado em Espanha, avançou em Itália e Alemanha

O processo judicial está neste momento nas mãos de um tribunal de apelo de Madrid, depois de o juiz de instrução criminal encarregue do caso, Antonio Serrano, ter decretado o seu arquivamento – como na altura dos factos a legislação de Espanha ainda não considerava o doping como delito, os arguidos foram acusados de porem em risco a saúde pública, mas o juiz considerou que não havia provas. O mesmo juiz proibiu a justiça desportiva de usar elementos do processo para punir os clientes da rede, apesar de já terem sido divulgados pela imprensa. Por isso, a União Ciclista Internacional (UCI) ainda espera pelos documentos do caso para poder avançar com procedimentos disciplinares (recebeu apenas mil de seis mil páginas). Contudo, dois países conseguiram obter da justiça espanhola elementos do processo e avançaram com inquéritos: em Itália, Ivan Basso e Michele Scarponi foram punidos; na Alemanha há um processo contra Jan Ullrich e Oscar Sevilla (o espanhol era ciclista da T-Mobile na altura dos factos sob investigação). Em Espanha está tudo parado.