12/01/2007

Apresentação sob " BOICOTE" - Núcleo do Movimento Cidadania pelo sim da Póvoa de Varzim










O Núcleo do Movimento Cidadania pelo sim da Póvoa de Varzim fez ontem a sua apresentação publica. Uma sessão que contou com a presença de Pedro de Bacelar de Vasconcelos, um destacado “ desalinhado” . Pena foi que a proprietária do espaço, o Posto de Turismo dos Torreões, no caso vertente a Câmara Municipal tentasse na minha opinião boicotar a referida apresentação. Eu explico: Quando o Núcleo do Movimento Cidadania pelo sim da Póvoa de Varzim solicitou a sala para a apresentação publica do seu movimento, das duas uma: Ou a Câmara Municipal sabia que não havia lá qualquer reunião, o que me parece improvável , uma vez que quem lá reunia é o Inter Freguesias ou usou má fé…e a verdade é que não era possível ouvir os oradores e foi necessária a intervenção do deputado municipal Ilídio Pereira para que houvesse de facto uma maior contenção no tom de voz…apesar de que aquando da saída desses elementos do Inter freguesias, sabendo depois da existência da apresentação se tivessem levantado de forma bastante ruidosa e demonstrando um claro desrespeito por quem se encontrava no rez-do-chão. A Câmara Municipal deveria alertar da existência dessa reunião…a não ser que sejam pelo não

Estamos a precisamente um mês da data agendada para o referendo nacional sobre a alteração do regime legal de interrupção da gravidez.
Este grupo de pessoas com raízes na sociedade civil poveira constitui-se oficialmente como núcleo integrado no movimento de âmbito nacional mais representativo, o Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim, que se apresenta como força de participação e mobilização para a campanha eleitoral.
Visamos o mais profundo esclarecimento sobre a problemática em torno da IVG e sobre o que está em causa no referendo do dia 11 de Fevereiro.
Por acreditarmos no valor da participação democrática, por se tratar de uma questão de grande importância social, apontamos como principal objectivo o apelo ao voto. Com o contributo da força das nossas ideias, com a disponibilidade para o debate e para a divulgação de toda a informação relevante, conseguiremos o voto informado e consciente.
Têm aderido diariamente várias pessoas ao núcleo da Póvoa de Varzim e, até ao momento, mais de 50 pessoas de todos os quadrantes profissionais, sociais e políticos, contribuem para a afirmação de um movimento dinâmico, transversal, abrangente, e de verdadeira cidadania.



A Comissão Executiva
11.Jan.2007


Mandatária
Elvira Ferreira – Médica Psiquiatra


Comissão Executiva


José Luís Cadilhe - Arquitecto


João Trocado – Economista


Luis Costa – Estudante Universitário


Sérgio Angélico – Professor
Representante na Direcção Nacional


Eduardo Maia Costa - Jurista
Representante no Movimento Jovens Pelo Sim


Filipe Teixeira - Jurista
Pelo sim...


Ana Adelaide Ramos – Professora - António Manuel Cardona – Professor - Carlo Figueiredo – Funcionário Público - Catarina Campos Costa – Jornalista - Cláudia Pinto – Médica - David Santos - Eng. Mecânico / Gestor - Delfim Fonseca – Empregado Comercial - Fátima Silva – Professora - Fernando Mateus Trindade – Professor - Fernando Silva – Técn. Admin. Tributária - Guilherme Fonseca – Professor - Helena Oliveira – Médica - Igor Alberto Oliveira – Estudante Universitário - Isaque Ferreira – Animador Cultural - Isabel Graça – Técnica de Acção Social - Isidro Ferreira – Estudante Universitário - Joana Marli Santos - Professora - Joana Rocha - Professora - João Melo – Professor - João Sousa Lima - Jurista - João Paulo Cabreira – Ciclista - Lúcia Casal – Médica - Luís Alexandre Lopes – Estudante - Manuel Rocha – Técnico da EDP - Manuel Figueiredo – Oficial da Marinha - Maria Amélia Monteiro - Reformada - Maria João Barros – Fotógrafa - Maria Luísa Pinheiro - Professora - Maria Manuela Rocha - Estudante Universitária - Margarida Martins Monteiro - Reformada - Miguel Andrade – Designer Gráfico - Miguel Pinto – Eng Mecânico - Miguel Rocha Pereira – Professor - Nelson Ramos - Professor - Paulo Eça Guimarães – Eng. Agrónomo - Renata Nunes – Estudante Universitária - Renato Garrido Matos – Jurista - Rui Pedro Laranja Terroso - Informático - Silva Garcia – Arquitecto - Teresa Moio – Professora de Educação Especial - Teresa Monteiro – Professora - Vasco Silveira – Psicólogo


4 razões fundamentais para votar SIM


§ SIM, porque o aborto clandestino é uma realidade inegável
Apesar da actual lei proíbir e penalizar criminalmente a prática do aborto, sabe-se que esta situação afecta ou afectou, nalgum momento da vida, 5% das mulheres portuguesas (Fonte: INE, 1997). Dados mais recentes, de 2006, e de acordo com a Associação do Planeamento da Família (APF), entre 346 e 363 mil mulheres em idade fértil já terão interrompido voluntariamente a gravidez e, só no ano passado, o número de abortos oscilou entre os 17.260 e os 18 mil. São números demasiado elevados para serem ignorados e para que não se assuma o aborto clandestino como uma questão de Saúde Pública que afecta as mulheres portuguesas, tendo consequências gravosas para a sua saúde física e psicológica.
§ SIM, porque está em causa a igualdade de direitos
O direito à maternidade consciente e à saúde reprodutiva são direitos fundamentais. Das cerca de 350 mil mulheres portuguesas que se viram obrigadas a abortar, só uma parte o pode fazer em condições de saúde adequadas e num contexto legal através do recurso a clínicas outros países. A despenalização da interrupção voluntária da gravidez possibilitará uma igualdade de acesso a cuidados de saúde. Deste modo pretende-se acabar com uma discriminação silenciosa das mulheres com baixo nível socio-económico, subgrupo onde o aborto é mais comum. (Fonte: The International Encyclopedia of Sexuality Volume I - IV 1997-2001)
§ SIM, para acabar com a humilhação que é o julgamento das mulheres
Embora esteja prevista a aplicação de penas às mulheres que realizam abortos clandestinos, as mais recentes sentenças tornadas públicas têm absolvido as mulheres acusadas da realização da prática de aborto (caso de Aveiro, de 17-02-2004 e o caso da Maia de 18-01-2002). Porém, a devassa da privacidade e a perseguição da mulher nos tribunais e na praça pública, suportada pela actual lei, dificulta ainda mais o vivenciar de uma situação de crise, à qual, muitas vezes, se associam sentimentos ambivalentes e reacções depressivas após a realização do aborto. Defendemos a disponibilização de apoio médico e psicológico para a mulher que interrompe a gravidez.
§ SIM, porque despenalizar o aborto não obriga ninguém a fazê-lo
Legalmente, os cidadãos devem ser livres de agir de acordo com as suas consciências, enquanto a sua actuação não fizer diminuir a liberdade dos outros cidadãos. O Estado não deve penalizar um acto com base num julgamento moral que não é consensual. O compromisso ético das 10 semanas de gravidez como limite legal à sua interrupção, por ser um prazo suficiente para a mulher tomar uma decisão informada, é uma solução adoptada na grande maioria dos países desenvolvidos, e recomendada pela Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Oportunidades do Parlamento Europeu.

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