12/01/2007

“ houve sinais de negligencia na operação de socorro”



O Ministro da Defesa admitiu falhas no socorro aos tripulantes do “ Luz do Sameiro”.
Nuno Severiano Teixeira admitiu que foi feito o humanamente possível, mas o ministro reconhece que é necessário optimizar os tempos de socorro.
Duas semanas depois do naufrágio que vitimou 6 pescadores das Caxinas, o Ministro da Defesa na posse dos relatórios mandados então instaurar sobre o que terá falhado nas operações de socorro, a marinha e a força aérea, afirmam que “ foi feito o humanamente possível naquelas circunstancias, mas admite-se também nos relatórios que possam ser optimizados tempos e que possam ser optimizados os procedimentos.”
O alerta de emergência do Luz do Sameiro, chegou primeiro a Toulouse, em França via satélite; o sinal foi recebido em França porque Portugal é o único país da Europa que não tem uma estação que receba aqueles pedidos de socorro; e não deixa de ser paradoxal quando um governo manda instalar equipamentos nas embarcações quando depois não tem meios para os ouvir. Mas o ministro na conferência de imprensa dada hoje continuou a afirmar que “ o governo decidiu implementar o sistema nacional de socorro e segurança marítima, em articulação com o sistema de controlo marítimo, e o concurso para este equipamento será feito durante o ano de 2007;
A 50 metros da Costa, os pescadores perderam a vida, o que levou o ministro da Defesa a pedir uma auditoria aos procedimentos em vigor na marinha e força aérea e deu um prazo de um mês para que os resultados sejam tornados públicos.
Nuno Severiano Teixeira afirmou ainda que “ no que toca a reforço de meios, já em 2007 entrarão ao serviço do Instituto de Socorros a Náufragos mais três navios salva vidas” meios que segundo o ministro naufrágios destes não voltem a acontecer.

Jaime Silva Ministro da Agricultura e Pescas, afirmou que antes das indemnizações é preciso averiguar o que andava o Barco a fazer tão perto da costa, “ as condições particulares em que foi dado o alerta, porque razão o barco estava ali, qual era a rota do berço, porque é que as correstes arrastaram o barco para aquele local ou se tinha ido por iniciativa própria, tudo isso tem de ser averiguado “ e acabaria por lançar um repto aos sindicatos e autarcas no sentido de esperarem pelas conclusões do inquérito antes de pedirem o que fosse.

José Festas que lidera a comissão para maior segurança dos pescadores, numa primeira reacção ás declarações do ministro da Defesa, afirmou-se satisfeito com as medidas anunciadas, mas no entanto deixou para amanhã uma posição oficial do movimento, depois de realizada a reunião com os pescadores no salão paroquial das Caxinas; afirmou no entanto que “ já há muito tempo que reivindicamos mais medidas de socorro e só lamentamos que tivesse acontecido mais uma tragédia para que se tomassem estas medidas”

Quem não está pelos ajustes é Mário de Almeida o presidente da Câmara de Vila do Conde e não o faz por menos “ houve sinais de negligencia na operação de socorro”
“ O estado tem de equacionar atribuir uma indemnização ás famílias! Eu entendo que houve alguma negligência”
Mário de Almeida falava numa conferência de imprensa para dar conta da carta que hoje escreveu aos ministros da Defesa e da Agricultura e Pescas, a dar conta dos problemas financeiros com que se debatem as famílias;

De lamentar que apesar de ser reconhecido por todos, o governo ainda não tenha mexido na questão do horário de funcionamento dos socorros a náufragos: do 9 ás 17 horas. Outras das questões prendem-se com as declarações do ministro António Costa que afirmou em cima do acontecimento que Portugal dispunha de 12 helicópteros para patrulhamento do Litoral…o que não deixa de ser estranho;
Onde estavam os 11 helicópteros no dia do acidente?
Porque foi disponibilizado o do Montijo, o mesmo de sempre, e não qualquer dos outros anunciados pelo ministro?
Porque não saiu o helicóptero de Santa Comba pertença do Serviço Nacional de Bombeiros a cerca de 20 minutos do local?
Não adianta avançar com números, com afirmações de que vão ser disponibilizados mais salva- vidas mantendo-se o mesmo horário de trabalho; Atenção pescadores, continua-se a não se poder naufragar depois das cinco da tarde.

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