13/01/2007

IGREJA NÃO DEVE INTROMETER-SE NA VIDA PUBLICA


Aborto "é uma fuga em frente”
Bispo de Leiria-Fátima diz que “um drama não se responde com outro drama”

A Igreja não deveria estar ao lado dos mais desfavorecidos?

O bispo de Leiria-Fátima considerou, este sábado, em Fátima, que o fenómeno do aborto "como chaga social" é sintoma de um mal-estar "profundo de cultura e de civilização da própria sociedade". Falando na homilia da eucaristia da Jornada para Acolher a Vida como Dom de Deus, integrada na peregrinação de 13 de Janeiro ao Santuário de Fátima, D. António Marto sublinhou que não se pode ignorar que, "muitas vezes, a decisão de abortar é fruto de grandes sofrimentos e angústias (sem excluir as pressões), que é um verdadeiro drama para muitas mulheres".
E o que faz a igreja nestas situações? NADA…ASSOBIA PARA O LADO
"Mas pensamos que a um drama não se responde com outro drama: o de destruir uma vida humana que desabrocha e que é o elo mais fraco em todo o processo", defendeu.

Mas qual vida? Só se fala da vida intra-uterina nestes momentos? E os que estão já nesta vida e continuam a sofrer, sem apoios , sem casa, sem comer ?
O Bispo de Leiria-Fátima disse que a resposta "verdadeiramente humana e humanista" para o problema "é um projecto solidário e galvanizador de todos os recursos da sociedade civil e do Estado, para oferecer todo o cuidado, acolhimento e protecção de ordem social, económica e psicológica, tanto ao filho em gestação como à mãe que o gera". Perante alguns milhares de fiéis, D. António Marto alertou que "a liberalização do aborto, embora disfarçada sob a forma jurídica de despenalização, não é a resposta digna e condigna".

Para a Igreja É MAIS FACIL DEVASSAR A VIDA DAS MULHERES, LEVA-LAS A TRIBUNAL TAL COMO FEZ JUDAS COM CRISTO...mas que Igreja é esta?


"É uma fuga em frente, para não atacar o problema nas suas raízes. Não é caminho de progresso, de futuro e de liberdade", razão pela qual se "exige um sobressalto e uma mobilização das consciências".
"Aumenta a sensibilidade em relação à protecção das crianças, às condições dignas da maternidade, à igualdade de todos os seres humanos, à defesa e protecção do meio ambiente. Também cresce em todo o mundo a rejeição da pena de mor te e da tortura",
disse o prelado, contrapondo, de imediato: "Paradoxalmente, assistimos à banalização crescente do aborto, que provoca a morte silenciosa de um ser humano silencioso, indefeso e inocente".

Já agora D. António Marto, aquelas que vão todos os dias á igreja e que tem dinheiro para ir para o estrangeiro abortar, nunca o ouvimos a criticar…Haja decoro…fale apenas daquilo que a religião deve tratar e não tente deitar poeira para os olhos dos mais crentes.


HAVERÁ ALGUMA MULHER QUE FAÇA O ABORTO DE LIVRE ARBITRIO?


O que D. António Marto não disse é porque é que a Igreja vive pomposamente instalada na riqueza dos milhões de crentes, e que infelizmente em lugar de ajudar aqueles que sofrem em Portugal, prefere construir mais uma grande basílica, para ostentar a riqueza com que vive a Igreja em Portugal deixando aqueles que mais sofrem ao abandono, a dormir na rua, debaixo de pontes, com fome enquanto que uns quantos ditos de “ Sacerdotes” que deveriam pregar a palavra e as acções de Cristo, preferem viver comodamente, e utilizar a cegueira religiosa para se intrometerem onde não devem; ainda por exemplo não vi a igreja condenar a falta de socorro aos pescadores mortos recentemente, a situação em que vivem milhares de portugueses, as decisões do Governo que só prejudicam os trabalhadores etc. etc. etc.

1 comentário:

Maresia poveira disse...

Sou Católico e praticante, mas muito crítico em relação ás atitudes dos padres, pois a grande maioria, são egoístas, materialistas, etc.
Vejam o exemplo de um, qué é pároco de duas freguesias, capelão militar mas nunca tem tempo para os paroquianos.