08/01/2007

MAIORIA DOS EURODEPUTADOS PELO "SIM"
















A maioria dos eurodeputados portugueses, 17 dos 24 representantes de Portugal no Parlamento Europeu, assinou um apelo ao «sim» no referendo de 11 de Fevereiro sobre despenalização do aborto nas primeiras dez semanas.
Segundo a agência Lusa, os doze eurodeputados do PS, a ex-juíza do Tribunal Constitucional Assunção Esteves e Duarte Freitas, do PSD, os dois eleitos pelo PCP, Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro, e o eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE) Miguel Portas assinam o documento.
Ana Gomes, Edite Estrela, Elisa Ferreira, Emanuel Jardim Fernandes, Fausto Correia, Francisco Assis, Sérgio Sousa Pinto, Jamila Madeira, Joel Hasse Ferreira, Capoulas Santos, Manuel dos Santos e Paulo Casaca são os eurodeputados eleitos pelo PS.
«Temos diferentes posições políticas sobre os mais variados assuntos. Mas neste referendo assumimos o compromisso de participar em acções pelo «sim». E procuraremos sensibilizar e envolver outros eurodeputados nesta campanha», lê-se no texto.
Os 17 eurodeputados dizem querer «um país onde uma mulher não possa ser criminalizada, nem julgada em tribunal, nem condenada, por ter tomado uma das mais difíceis decisões da sua vida».
«SIM, queremos um país onde a mulher não tenha que recorrer à clandestinidade, nem acabe nos serviços de urgência de um hospital, em consequência das condições precárias e perigosas em que interrompeu a sua gravidez», acrescentam.
Os eurodeputados defendem que «esta é uma questão de justiça» e que «o resultado deste referendo não interessa apenas a Portugal» mas também «à Europa, onde outros três países ainda criminalizam as mulheres por interromperem a gravidez: Irlanda, Malta e Polónia».

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