08/01/2007

MOVIMENTO CIDADANIA E RESPONSABILIDADE PELO SIM

Porque somos cidadãs e cidadãos responsáveis e comprometidos/as com a defesa dos direitos humanos e queremos intervir neste debate não como eleitoras/es de um ou outro partido político, ou mesmo sem partido, mas antes como pessoas conscientes dos seus deveres e direitos cívicos.
[1] Porque está em causa o respeito pela dignidade, autonomia e consciência individual de cada pessoa e pelos princípios da igualdade e da não discriminação entre mulheres e homens.
[2] Porque somos a favor de uma maternidade e paternidade plenamente assumidas e responsáveis antes e depois do nascimento.
[3] Porque o direito à maternidade consciente e à saúde reprodutiva são direitos fundamentais. [4] Porque as mulheres, como os homens, têm direito à reserva da intimidade da vida privada e familiar.
[5] Porque somos a favor da vida em todas as suas dimensões.
[6] Porque é um elemento essencial do Estado de direito o princípio da separação entre a Igreja Católica ou qualquer outra confissão religiosa e o Estado.
[7] Porque o que está em causa não é o 'direito ao aborto', nem ‘ser a favor do aborto’, mas antes o respeito pelas mulheres que decidem interromper uma gravidez até às 10 semanas, por, em consciência, não se sentirem em condições para assumir uma maternidade.
[8] Porque a penalização do aborto dá origem à interrupção voluntária da gravidez em situação ilegal e insegura, o que tem consequências gravosas para a saúde física e psicológica das mulheres que a ela recorrem.
[9] Porque uma lei penal ineficaz e injusta é uma lei constitucionalmente ilegítima.
[10] Porque consideramos que a sujeição das mulheres a processos de investigação, acusação e julgamento pelo facto de fazerem um aborto atenta contra os valores da sua autonomia e dignidade enquanto pessoas humanas.
[11] Porque nenhuma proposta de suspensão do processo liberta as mulheres da perseguição policial e judicial que antecede o julgamento, envolvendo sempre uma devassa da sua vida privada, e deixando a pairar necessariamente sobre elas uma ameaça de sanção que pode vir a concretizar-se no futuro.
[12] Porque a proibição do aborto dá origem à gravidez forçada o que se traduz em violência institucional.
[13] Porque uma lei que despenalize o aborto não obriga nenhuma mulher a abortar.
[14] VAMOS VOTAR SIM NO PRÓXIMO REFERENDO.

APOIANTES

Adelina Bugalho Pereira (Professsora), António Rufino, Alberto Fernandes (Técnico Profissional CMB), Ana Benavente (Professora Universitária), Ana Brito (Estudante universitária), Ana Brito Maneira (Funcionária Adm. Pública), Ana Catarina Mendonça (Deputada), André Rocha Nascimento(Técnico de Som), António Dias Carneiro(Funcionário Público), Artur Sá da Costa(Chefe Divisão Cultura, CMF), António Costa (Jurista), Augusto Montemuro(Teólogo), Bartolomeu Cid dos Santos,(Artista Plástico/Professor Universitário), Carla Barbosa(Música), Carlos Araújo Sequeira (Advogado), Catarina Vilarinho(Médica, Cristina Pacheco(Designer, David Martins (Deputado), Diana Andringa (Jornalista), Domingos Moreira Cardoso(Professor Universitário), Emília Silvestre(Actriz), Fernanda Câncio(Jornalista), Fernando Cabral Martins (Professor Universitário), Gonçalo Vilarinho(Engenheiro), Helena Matos (Jornalista), Henrique do Vale(Pintor), Inês Lourenço(Poeta/Escritora), Isabel Maria de Almeida Baptista(Juiz de Direito), Joana Vasconcelos (Artista Plástica), João Salgado(Médico), João Vasco(Fotógrafo), Jorge Pinto(Actor), José Rafael Botelho (Arquitecto/Urbanista), Leonor Keil(Bailarina), Luís Moita (Professor Universitário), Margarida Lagarto(Artista Plástica), Maria de Belém Roseira (Deputada), Maria Bibas (Psicóloga), Maria do Rosário Leal Oliveira (Bióloga/Investigadora), Mário Manuel Menezes de Andrade (Bancário), Miguel Losa (Jurista), Onofre Varela (Cartoonista), Pedro Catanho de Menezes Cordeiro (Jornalista), Rosa Silva Teixeira (Empregada Doméstica),Rui Silva (Designer Gráfico), Sebastião Torres (Médico Psiquiatra), Sérgio Carvalhão Duarte (Médico),Teresa Esteves (Professora), Tiago Borralho (Scriptwriter & Director), Timóteo Rodrigues Macedo (Presidente da Associação Solidariedade Imigrante), Vítor Sousa (Contabilista)Alice Gentil Martins (psicóloga), António Leuchner Fernandes (médico psiquiatra), Carlos Fortuna (sociólogo), Celeste Maia (pintora), Constantino Sacklarides (médico), Domingos Amaral (escritor), Eduarda Dionísio (escritora), Fernanda Rodrigues (socióloga), Fernando J.B. Marinho (crítico literário), Isabel Soares (professora), Gabriela Fernandes (editora), Gabriela Seara (autarca), Joaquim Fidalgo (jornalista), João Rui de Sousa (poeta), Luisa Ferreira da Silva (professora universitária), Lurdes Norberto (actriz), Mário Pinho da Silva (médico), Manuel Alegre (deputado), Miguel Portas (deputado), Miguel Veiga (advogado), Maria Andresen Sousa Tavares (professora universitária), Maria do Carmo Moser, Maria Elisa Domingues (jornalista), Narciso Miranda (autarca), Rui Reininho (músico), Sérgio Godinho (músico), Manuel Freire (Pres. Soc. Port. Autores).e muit@s mais a anunciar muito em breve.

1 comentário:

rui disse...

e ninguém fala na interrupção voluntária da criação musical. - O ABORTO MUSICAL. É crime?
Será o embrião musical já música ou não ? Até às quantas semanas de gestação ainda não se considera música? Técnicas de aborto musical ? O aborto musical na sociedade ocidental ?
Quais os meios contraceptivos musicais e as doenças musicalmente transmissiveis?