04/01/2007

Que contributo podemos dar para melhorar o sector?


O recente naufrágio de mais uma embarcação de pesca volta a trazer para a ribalta das opiniões o que deve ou não ser feito, se esta ou aquela entidade deveria estar melhor apetrechada, se as embarcações teriam ou não os meios de salvamento capazes etc. etc.
1º - De facto todos os dados desde e de outros naufrágios apontam para um desleixo da entidades que deveriam efectuar o socorro.
2º - A culpa em Portugal morre sempre solteira, e como é hábito, quando se quer esquecer um determinado acontecimento, criam-se comissões de investigação.
3º - Há que efectuar inspecções de rotinas ás embarcações…mas não devem os proprietários das mesmas ter conhecimento prévio da inspecção.
4º - O que faz o sindicato dos pescadores, as associações de Armadores, e demais instituições ligadas á pesca fora do iato de tempo em que não ocorrem naufrágios? Ficam no sofá a ver televisão ou preocupam-se com a realidade das pescas?
Naturalmente que todas estas questões e muitas mais poderão e deverão ser chamadas á colação e não apenas ficarmos pela rama…a memória dos pescadores desaparecidos ao longo do tempo merece ser reconhecida e lembrada, para que os mais novos não venham a ser vitimas da incúria de quem tem o dever de fiscalizar, do facilitismo de quem tem que efectuar o socorro, e daqueles que no seu trabalho diário muitas vezes facilitam em termos de segurança, e ao fim e ao cabo de todos nós que depois gritamos sempre ao da guarda quando acontece algo.


Vamos todos contribuir para melhorar a segurança nas pescas?

Vamos dar o nosso contributo!

Escrevam aquilo que entendam ser o melhor para resolver os problemas e vamos entrega-los aos sindicatos e Armadores! Para bem da nossa pesca e dos nossos pescadores.

1 comentário:

Anónimo disse...

O Governo e, em particular, a Armada deverão explicar rigorosamente quais as causas do naufrágio e morte de seis pescadores na Nazaré, deve abster-se de explicações evasivas e no mais curto espaço de tempo divulgar as conclusões da investigação.

É mais do que evidente que as eventuais responsabilidades não serão apenas da Armada ou da Força Aérea, só alguma irresponsabilidade ou incompetência explica que os tripulantes tenham ficado agarrados ao barco em plena rebentação, onde o salvamento seria mais difícil. Ou a embarcação foi apanhada na rebentação e para isso teria que lá andar a fazer o que não devia, ou não tinha meios de salvamento, designadamente uma balsa, ou o mestre optou por não abandonar a embarcação quando o deveria ter feito. S os tripulantes tivessem abandonado o barco a uma ou duas milhas da costa neste momento poderiam estar vivos, a Armada teria tido todo o tempo necessário para os recolher e em condições bem mais fáceis.

As responsabilidades do mestre da embarcação são mais do que evidentes e se este acidente mostra as limitações dos recursos destinados ao salvamento no mar, também denuncia a falta de competência de muitos dos mestres dos barcos de pesca e o desrespeito generalizado pelas regras aplicáveis à pesca.

Recorde-se que ainda há poucos meses naufragou um barco em condições muito semelhantes na costa do sul do país.