12/02/2007

FINALMENTE...A DECISÃO NAS MÃOS DAS MULHERES


O ‘Sim' ganhou com 2 238 053 votos, 59,25% dos votos expressos, e o ‘Não' obteve 1 539 078 votos, 40,75%, terminada a contagem da votação no referendo a nível nacional.
O ‘Sim' ganhou nos distritos de Beja, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém e Setúbal.
Em relação a 1998, o ‘Sim' subiu em termos relativos e absolutos em todos os distritos, ganhou nos mesmos distritos (Beja, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal) e desta vez ganhou também em Castelo Branco, Leiria, Porto, onde tinha perdido em 1998.
O ‘Não' ganhou nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, e nas regiões dos Açores e Madeira.
De salientar que o ‘Não' baixou de votação absoluta, apesar de continuar a ganhar, nos distritos de Bragança, Guarda, Viana do Castelo e Vila Real e na Região Autónoma dos Açores.
"Esta vitória representa o princípio do fim do aborto clandestino em Portugal", afirmou a psicóloga Marta Crawford, em nome do “Em movimento pelo SIM”, do "Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim", dos "Jovens pelo Sim", do "Movimento Voto Sim" e dos "Médicos pela Escolha". Na altura da vitória, os movimentos que defenderam o "Sim" no referendo concentraram-se nas batalhas de amanhã e garantiram, nos seus discursos finais, que a despenalização do aborto permitirá interrupções da gravidez seguras até às dez semanas mas pode e deve conduzir também à realização de menos abortos.~
Enquanto o líder do PSD, Marques Mendes, defendia a legitimidade da alteração da lei com a vitória do 'sim', apesar de o referendo não ser vinculativo, Ribeiro e Castro, do CDS/PP, disse que irá opor-se à despenalização: "Renovo o nosso compromisso, como partido, pelo direito à vida e à saúde", disse.
O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, afirmou que o resultado do referendo ao aborto não é decisivo, porque "a vida não é referendável". "Quero acentuar o que os bispos portugueses sempre disseram: a vida é um dom inviolável, um direito fundamental de todos os seres humanos e fonte de todos os outros direitos", disse numa nota pastoral. Em Braga, o 'não' ganhou, mas caiu de 77,4% em 1998 para 58%. O "sim" obteve 41,2% e duplicou a votação em relação a 1998.
Nova lei da IVG promoverá período de reflexão para as mulheres
A nova lei da interrupção voluntária da gravidez começará a ser trabalhada “imediatamente” na Assembleia da República e promoverá um período de reflexão para as mulheres que tencionem fazer uso dela. Esta a mensagem deixada, no dia 11 de Fevereiro, pelo secretário-geral do PS, José Sócrates, ao reagir à vitória do “sim” no referendo sobre a despenalização da IVG.

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