06/02/2007

INTERNAUTAS VÃO ESTAR MAIS SEGUROS



Portugal vai ter site especializado em segurança online para receber denúncias dos cibernautas sobre conteúdos ilegais na Internet Portugal vai ter a partir de Maio um site especializado na segurança online onde será possível fazer denúncias sobre conteúdos ilegais na Internet.
No site, "jovens e adultos vão poder denunciar conteúdos pedófilos, de violência extrema ou xenófobos, e outros que alegadamente constituam crimes públicos", explicou Lino Santos, da direcção técnica da Fundação para a Computação Cientifica Nacional (FCCN), à Agência Lusa.
A medida está integrada no programa europeu "Safer Internet Plus" e ainda aguarda avaliação da Comissão Europeia, acrescentou.
Vai ser fundamental para "iniciar e facilitar a investigação criminal, melhorar o tempo de reacção das autoridades, assim como encurtar as distâncias a nível europeu", salientou Lino Santos.
"As denúncias feitas no site vão primeiro ser tratadas junto de operadores especializados para verificar se realmente se trata de conteúdos ilegais e determinar a origem do conteúdo", adiantou. "Se os conteúdos ilegais forem portugueses, a denúncia será comunicada de imediato as autoridades nacionais. Se os conteúdos forem oriundos, por exemplo, de um servidor na Alemanha,” serão contactas as respectivas entidades responsáveis para que alertem as autoridades do país, acrescentou.
Esta terça-feira assinala-se, por toda a Europa, o Dia Europeu para uma Internet mais Segura, como forma de sensibilizar para os riscos do uso da Internet.
Em Portugal, de acordo com o Eurobarómetro de Maio de 2006, que auscultou pais de menores de 18 anos, 53 por cento dos inquiridos não aplicavam quaisquer regras de segurança, colocando o país na 23ª posição entre os 25 países da UE .
O inquérito realçou que a principal regra sobre Internet imposta nos lares portugueses é o controlo do tempo, sendo que a proibição de visitar certos sites registava pouco mais de metade de respostas (51 por cento) e a regra de não dar informação pessoal era estabelecida apenas por 14 por cento dos inquiridos.

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