25/02/2007

Urgências - Manifestações de Rua levaram Governo a Recuar





O líder do PSD, Marques Mendes, afirmou hoje que o primeiro-ministro, José Sócrates, «foi obrigado a recuar» na decisão de fechar serviços de urgência porque «teve medo» das manifestações de rua


«As pessoas manifestaram-se na rua em vários pontos do país e o Governo percebeu e foi obrigado a recuar. Teve medo das manifestações de rua, teve medo da contestação que um pouco por todo o lado surgia» disse Marques Mendes aos jornalistas, durante uma visita a Pampilhosa da Serra.
O líder social-democrata responsabilizou o primeiro-ministro pelo recuo, sublinhando que a assinatura, hoje, de alguns protocolos entre o Ministério da Saúde e autarquias foi o sinal da mudança na decisão governamental, cujo critério, defendeu, foram as manifestações populares.
«Pelos vistos está definido o critério: manifestação de rua e o primeiro-ministro manda o Governo imediatamente recuar» disse Marques Mendes. Enfatizou que a situação poderia ter sido diferente se o Governo tivesse agido «com bom senso, equilíbrio e sentido de justiça».
«Tudo podia ter sido evitado se de há meses a esta parte o Governo tivesse agido com menos arrogância, e mais equilíbrio, menos autoritarismo e maior sentido de justiça. Fica claro para todos os portugueses que o Governo esteve insensível a esta matéria durante meses e mudou quando nas últimas semanas houve manifestações populares em vários pontos do país»
sustentou Marques Mendes.
Considerou ainda que o ministro da Saúde, Correia de Campos «tem os dias contados» no cargo. «Já toda a gente percebeu que [Correia de Campos] é ministro a prazo e tem os seus dias contados» disse o líder do PSD.
Acusando Correia de Campos de adoptar uma pose de «arrogância, e incontinência verbal» e de «passar o tempo a criar instabilidade nos serviços de saúde», Marques Mendes considerou que o ministro foi ultrapassado pelo primeiro-ministro na decisão sobre o fecho das urgências.
«Por ordens do primeiro-ministro, avançou no sentido de fechar vários serviços de urgência. Agora recebeu ordens para recuar porque o primeiro-ministro se assustou com as manifestações legítimas que as pessoas fizeram. Um ministro assim é obvio que é um ministro a prazo», disse Marques Mendes.
Considerou ainda que a saúde em Portugal «está um caos, mais cara, difícil e distante», defendendo uma política diferente para o sector: «não estamos a falar de um bem de luxo, estamos a falar de uma questão essencial para as pessoas».
Questionado sobre o que espera do Governo relativamente aos casos dos serviços de urgência ainda por resolver, Marques Mendes, disse desejar que o executivo actue «com bom senso, equilíbrio e sentido de justiça». «[A saúde] não pode ser tratada apenas numa lógica económica. Espero que o Governo actue e que o faça em articulação com os autarcas, evitando-se estes avanços e recuos», sublinhou.
Esperemos sinceramente que depois destes recuos os Vilacondenses não sejam enrolados nas teias partidárias e se deixem de manifestar para manterem a sua URGENCIA a funcionar porque caso contrario quer a sua quer a nossa vai ficar cada vez pior.

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