01/03/2007

CAMBALHOTAS


O Serviço de Urgência do Hospital de Vila do Conde vai mesmo fechar. Mário Almeida depois de afirmar que não admitiria o encerramento da Urgência deu agora uma cambalhota ao ver ser-lhe acenada a construção do Novo Hospital , que continua atirado para as calengas gregas. Depois de ter visto a primeira reunião com Correia de Campos adiada, o presidente da Câmara de Vila do Conde, reuniu-se hoje, pelas 16h00, com o ministro da Saúde para discutir a intenção de encerramento do Serviço de Urgências do Hospital de Vila do Conde, prevista no relatório final da Comissão Técnica. O autarca continua a insistir que o relatório se baseia em discutíveis dados técnicos, sem ter em conta a realidade local e alerta para os graves inconvenientes do fecho da Urgência. Para o autarca, a Comissão Técnica não teve em conta a elevada taxa de vítimas mortais em acidentes de viação no Concelho, nem o facto de residir em Vila do Conde o maior núcleo piscatório português e de haver 5.100 pessoas a trabalhar na construção civil. A autarquia admite uma "aproximação" de posições com as autoridades de saúde centrais sobre o futuro da urgência local, mas advertiu que recusa qualquer acordo que passe pelo fecho daquele serviço. Mário Almeida reitera a vontade de o futuro Serviço de Urgências passar por uma gestão integrada que envolva médicos e enfermeiros quer do Hospital quer do Centro de Saúde, excluindo a hipótese de o serviço passar para a unidade da Póvoa de Varzim, por estarem em causa cerca de 150 vilacondenses a juntarem-se aos cerca de 100 poveiros, o qual não terá capacidade de responder à procura. Caso vingue a proposta para requalificação das urgências, as pessoas que acorrem ao Serviço de Urgências de Vila do Conde vão ter que dirigir-se ao Hospital da Póvoa de Varzim. Recorde-se que o Governo celebrou protocolos com as Autarquias de Fafe, Santo Tirso, Espinho, Montijo, Macedo de Cavaleiros e Cantanhede. Entretanto, o PSD de Vila do Conde, pretende que o presidente da Autarquia Mário Almeida, que é também presidente da Assembleia Geral do Rio Ave, organize uma mega-concentração da população no Estádio do Rio Ave, para provar ao Governo que os vilacondenses estão contra o encerramento do Serviço de Urgências. O presidente do PSD local, Pedro Brás Marques, afirma em comunicado, a sua discordância na atitude do ministro da Saúde que, ao ter negociado com seis concelhos, teve uma postura de desprezo e desinteresse por mais de setenta e cinco mil vilacondenses, já que todos os seis concelhos têm menos população do que Vila do Conde e todos se encontram dotados de equipamentos de qualidade inferior ao do hospital de Vila do Conde.

Uma coisa é certa : os vilacondenses ficam sem urgencias entre as 24h00 e as 8h00, onde a promessa, mais uma, de estar disponível uma ambulância (SIV) de suporte imediato de vida com tripulação especializada levou o autarca de Vila do Conde a fazer o que sempre negou.

Como irão agora reagir os Vilacondenses? Este é mais um mau serviço prestado pelos socialistas, aos vilacondenses. Resta também agora saber o que vai dizer o Jornal de Vila do Conde. Por certo mais uma " grande decisão em favor do bem estar e da saúde dos vilacondenses".

Já agora qual será afinal o peso politico de Mário Almeida contrapondo com o dos autarcas de Fafe, Santo Tirso e Espinho, também eles socialistas!

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