28/02/2007

HOJE FOI DIA DE TAÇA DE PORTUGAL

ESTES JÁ LÁ ESTÃO




E COM QUAL DESTES?


Já são conhecidos os protagonistas para as meias finais da Taça de Portugal. Sporting, Belenenses e Beira Mar ficam agora a aguardar o dia 25 de Março pelo final da partida entre o Sporting de Braga e o Varzim, para ver quem se junta aos tres para a meia final.








O Estádio Municipal de Aveiro assistiu esta quarta-feira a um grande jogo de futebol. Beira-Mar e Boavista empenharam-se a fundo para continuarem na Taça de Portugal, mas apenas os aurinegros conseguiram tal feito. Com o empate a zero a prevalecer até aos 90 minutos, na segunda parte do prolongamento os aurinegros eliminaram as panteras: 2-0 foi o marcador final.
As melhores oportunidades dos primeiros 45 minutos até pertenceram aos visitantes. Zé Manel, Linz e Grzelak tiveram o golo nos pés, mas Eduardo opôs-se sempre bem às investidas e intenções dos axadrezados. Veio o segundo tempo e com ele os homens de Paco Soler mostraram uma nova predisposição para a partida. O treinador espanhol não queria deixar os créditos por mãos alheias, num jogo contra o ex-treinador no Maiorca chamado Jaime Pacheco, e os jogadores fizeram-lhe a vontade.Contudo, vontade não significa perfeição. Por isso, as muitas jogadas de perigo criadas não foram materializadas naquilo que os espectadores (mesmo que poucos – menos de dois mil) gostam de ver: golos. Por isso, chegava o minuto 90 e o nulo prevalecia.
À partida para mais meia hora de futebol, o Boavista parecia em vantagem: tinha mais 24 horas de descanso – venceram (0-2) este sábado a Académica e o Beira-Mar foi goleado (0-5) no dia seguinte pelo FC Porto – e ainda podia refrescar a equipa com uma última substituição.Contudo, Lucas quis nivelar o encontro e decidiu fazer duas entradas para amarelo; o caricato é que o primeiro lance aconteceu no derradeiro minuto do tempo regulamentar e o segundo nos 60 segundos iniciais do prolongamento. Com isto, Olegário Benquerença mandou-o mais cedo para o balneário.Com menos uma unidade em campo, o Boavista passou então a ser encostado às cordas. Edgar e Delibasic, sempre bem apoiados por Matheus e Rui Lima, eram as dores de cabeça da defesa axadrezada e o certo é que o duo atacante resolveu a contenda. Primeiro o brasileiro deu de cabeça o melhor seguimento a um cruzamento de Delibasic e depois foi o próprio quem matou o jogo. Nos minutos finais da segunda parte do prolongamento o encontro ficou sentenciado.







Uma entrada fulgurante do Sporting – talvez a melhor na presente temporada - permitiu aos leões qualificarem-se para os quartos-de-final da Taça de Portugal, prova na qual depositam enormes esperanças em vencer, o que não acontece desde 2001/2002. Dois golos de Liedson culminaram um festival que teve a duração de onze minutos. Paulo Bento aliviou a pressão que tinha sobre uma possível mexida no comando técnico leonino e os leões fizeram as pazes com os seus exigentes adeptos – em número francamente reduzido. Tudo decidido muito cedo, portanto.
Com o seu melhor onze em campo, ou seja, com Miguel Veloso a trinco, Nani, João Moutinho e Djaló nas costas de Bueno e Liedson, o Sporting mostrou que não quer deixar passar em claro a possibilidade de singrar nesta competição, nomeadamente depois das eliminações de FC Porto e Benfica. A entrada foi boa, depois foi gerir, no entanto, há uma nota importante: os jogadores, pela aplicação demonstrada, provaram que estão com o treinador. A Académica é uma equipa com identidade. Jogou em Alvalade como tinha feito no campeonato. Três defesas, três médios de contenção, três médios ofensivos e um avançado. Maldito despertadorA Briosa não contava com um início de jogo asfixiante, demorou a acordar e só o fez, estamos em crer, porque o Sporting acomodou-se a uma situação de dois golos favoráveis. Até o despertador soar o meio-campo leonino brilhou intensamente. O primeiro sinal de perigo dos estudantes surgiu em cima do intervalo com um remate do talentoso Filipe Teixeira que Ricardo defendeu a dois tempos. No segundo tempo, Manuel Machado, que já tinha ficado privado do lesionado Litos, fez as restantes duas substituições e aí a Académica podia, e merecia, ter marcado um golo. Primeiro por Dame, num vistoso remate à meia volta, depois por Vítor Vinha, num tiro a rasar a barra, e, finalmente, por Roberto Brum, com a bola a esbarrar no poste direito da baliza de Ricardo. A entrada a matar, e consequente expulsão de Vítor Vinha, aniquilou muitas das esperanças da Académica em, pelo menos, empatar o encontro. O jogo estava bom para o Sporting, uma equipa talhada para o contra-ataque. O resultado só não chegou à chapa três porque Paulo Sérgio, em cima da linha, safou uma bola de Liedson, após grande jogada do brasileiro. Com mais uma unidade sobre o terreno o resultado não se avolumou porque os leões não forçaram, contudo, é justo realçar que a Académica mereceu o seu tento de honra - e lá voltaram os fantasmas leoninos.
A finalizar, uma pequena nota: os pouco mais de 13 mil espectadores presentes em Alvalade mostram pouca confiança na equipa (ou será no clube?) para o que falta da época. A Taça, ao contrário do que Paulo Bento diz, é a tábua de salvação da temporada – o campeonato não passa de uma miragem. Resta agarrar essa mesma tábua. A tarefa nem é assim tão complicada. Passe a redundância, basta não complicar.


Bragança 1 Belenenses 2

Por seu lado a equipa de futebol do Belenenses, venceu esta tarde, a aguerrida formação do GD Bragança por 1-2, num jogo referente aos Quartos-de-Final da Taça de Portugal, realizado no Estádio Municipal de Bragança, carimbando assim o desejado apuramento para as Meias-Finais da competição. Perante uma assistência que encheu o Estádio Municipal de Bragança, e onde estavam presentes várias centenas de adeptos azuis, o Belenenses sofreu para levar de vencida a equipa da casa, que lutou muito durante toda a partida.A primeira ocasião de golo do jogo, surgiu aos 15 minutos, para o Belenenses, na sequência de um pontapé de canto de José Pedro, que Garcés respondeu com uma entrada de cabeça que saiu muito perto da baliza contrária, ainda desviada por um defesa adversário.Pouco depois, aos 19 minutos, foi o GD Bragança a estar perto do golo, num lance de contra-ataque, com Rui Borges a passar por Amaral e a rematar para grande defesa de Costinha. Aos 26 minutos, novamente o guarde-redes Costinha a efectuar uma grande intervenção, defendendo um cruzamento largo que saiu directo à baliza do Belenenses. No minuto seguinte, o GD Bragança chegou ao golo, na sequência de um pontapé de canto, com Toni a aproveitar uma falha de marcação para rematar para o fundo das redes à guarda de Costinha. A reacção do Belenenses não se fez esperar, e aos 28 minutos, Dady em boa posição, rematou ligeiramente por cima da baliza contrária, desperdiçando uma boa oportunidade para restabelecer a igualdade. Aos 32 minutos, na sequência de uma jogada de ataque do adversário, o avançado Toni ao procurar responder a um cruzamento, pontapeou a cabeça do guarda-redes Costinha, que foi forçado a abandonar o relvado, sendo transportado para o Hospital de Bragança, onde ainda se encontra, em observação, entrando Marco Gonçalves para o seu lugar.O melhor que o Belenenses conseguiu fazer até ao intervalo, foi um remate de Cândido Costa, aos 39 minutos, que o guarda-redes contrário defendeu sem dificuldades. As duas equipas foram para os balneários com o Belenenses a perder por 1-0, tendo o técnico Jorge Jesus mexido na equipa ao intervalo, fazendo entrar Eliseu para o lugar de Silas, ainda debilitado fisicamente, devido à forte gripe que sofreu.Logo aos 46 minutos, José Pedro esteve perto do golo, na marcação de um livre directo, que saiu por cima da trave.No entanto, aos 50 minutos, seria novamente o GD Bragança a criar perigo, quando Vinícius surgiu em boa posição para responder a um livre, remantando de forma defeituosa, permitindo a defesa a Marco Gonçalves.Aos 54 minutos, Dady isolou Garcés, com o internacional panamiano solto, a fazer o chapéu ao guarda-redes contrário, com a bolaa sair ligeiramente por cima da baliza.Finalmente, o Belenenses chegou ao empate, aos 57 minutos, por intermédio de Dady, a responder da melhor forma a um cruzamento de Cândido Costa, antecipando-se ao guardião contrário e restabelecendo a igualdade no marcador.A equipa adversária acusou o golo, começando a claudicar a nível físico, adivinhando-se o segundo golo azul a qualquer momento.Aos 69 minutos, Eliseu isolou-se, entrou na área e foi aparentemente derrubado pelo guarda-redes adversário, Ximena, ficando por assinalar uma grande penalidade a nosso favor.Ainda os adeptos azuis presentes no Estádio estavam a reclamar o lance anterior e já o Belenenses adiantava-se no marcador, aos 71 minutos, por intermédio de Nivaldo, que respondeu da melhor forma a um livre marcado por José Pedro, fazendo o golo da vitória .A vencer o jogo, o Belenenses apostou numa maior posse de bola, com mais circulação de jogo, praticando um futebol mais adulto e experiente, não deixando o adversário criar perigo. Só nos períodos de descontos, é que o GD Bragança chegou com perigo à área, num lance que terminou com a bola no fundo da baliza de Marco Gonçalves, previamente anulado por fora-de-jogo de um dos atletas contrários.O jogo terminou pouco depois, com uma saborosa e difícil vitória do Belenenses pela margem mínima, carimbando dessa forma o apuramento para a Meia-Final da Taça de Portugal, cujo sorteio se realiza na próxima segunda-feira, pelas 11h30, na sede da FPF.

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