
Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, foi contemplado pela VARZIM LAZER ( ou seja com dinheiro de todos nós ) com 935 euros mensais em senhas de presença, embora os resultados da empresa também fossem negativos.
Metade dos administradores de empresas municipais recebeu, durante 2003 e 2004, vencimentos e despesas de representação que excederam os limites impostos pela lei. Esta é uma das principais ilegalidades apontadas numa auditoria do Tribunal de Contas (TC) (aqui) aos vencimentos e remunerações dos gestores destas empresas divulgada pela imprensa portuguesa este sábado.
Autarcas/gestores a ganhar mais 75 por cento que Presidente
Os carros, os telemóveis e os cartões de crédito
Onze administradores viram as suas despesas com telemóveis serem pagas pelas empresas que dirigiam, apesar de não existir qualquer deliberação que o autorizasse. O mesmo aconteceu em duas empresas cujos administradores usaram cartões de crédito, sem que tal fosse autorizado. Num destes casos, o plafond anual dos administradores chegava aos 3600 euros.
Recebia mais 190 por cento do que a lei permite
O TC conclui que, por mais discricionária que seja a fixação das remunerações dos gestores de EM, não podem exceder o estabelecido no Estatuto do Gestor Público (EGC). É inspirado neste diploma que descobre enormes disparidades, ao somar à remuneração base as despesas de representação, explica o Jornal de Notícias. O único vogal remunerado da Mafratlântico só auferia salário base 8800 euros ilíquidos por mês. Mais 190 por cento do que o limite do no EGP, actualizado anualmente.
Em 14 empresas, o salário dos gestores excede o previsto nos critérios do EGP. Todos os membros da EPUL, por exemplo - há mesmo um caso em que o desvio se aproxima dos 40 por cento. Na GOP (Gestão de Obras Públicas da Câmara do Porto), há dois casos de 30 por cento a mais, revela o JN.
Tinham direito a salário, mas não viram um tostão
O contrário - gestores que não recebem um cêntimo quando tinham direito a salário - também acontece. Na Figueira Domus (Figueira da Foz), EMAR (Beja), Satu-Oeiras e Parque Desportivo de Aveiro, por exemplo.
O TC refuta a tese - expendida, entre outros, por Fontão de Carvalho - de que as componentes acessórias não integram o salário, pelo que é dispensável que sejam fixadas nas deliberações sobre o estatuto remuneratório. Neste campo, foram encontradas diversas situações de abuso.
Recebeu prémio de desempenho quando resultados eram negativos
Sequeira Braga, então presidente da EPUL, chegou a registar uma média mensal de gastos com cartão de crédito, sem cobertura legal, de quase 1900 euros, segundo o JN.
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