30/04/2007

Há 25 Anos a morte marcava encontro com o 1º de Maio


Na boca de Maria Emília, 78 anos vividos na Sé, Porto, os dentes contam-se pelos dedos. Por isso, esconde a cara e nega fotos. Mas ninguém lhe trava a língua "Ainda anda por aí muito fascista disfarçado de democrata". Há 25 anos, Maria Emília, "dez filhos paridos, com oito sobreviventes", assistiu, do alto da pedreira que é hoje mercado da Sé, a "uma desgraça que envergonha o 25 de Abril": 126 polícias do Corpo de Intervenção e outros à paisana, vindos de Lisboa, espalharam pânico, dor e morte na Baixa do Porto.

Em causa esteve a disputa por um lugar na avenida principal da cidade para comemorar o 1.º de Maio. Ainda hoje as duas centrais (UGT e CGPT-IN, no Porto representada pela União de Sindicatos) continuam a celebrar a data de costas voltadas. Aliados é, assim, apenas o nome de desunião (porque apenas serve a CGTP), se bem que ambas as centrais digam lutar pelo bem de quem trabalha.
Pedro Vieira e Mário Emílio Gonçalves teriam hoje, respectivamente, 49 e 42 anos, se duas balas, ambas de calibre 7,65 milímetros, não os tivessem tornados vítimas da negra noite de 30 de Abril de 1982. Pedro era delegado sindical da CGTP e empregado têxtil. Foi atingido nas costas. Mário, vendedor ambulante, um mero curioso, foi na cara que recebeu o tiro. Ambos são lembrados por placas de mármore branco colocadas nos locais onde tombaram na estação de S. Bento e na Rua de S. Sebastião, na Sé.

Além de Pedro e de Mário, cujos funerais tornaram o Porto, cinco dias depois dos confrontos, num mar de gente vinda de muitos lados, foram 58 os feridos contabilizados pelos hospitais de Santo António, no Porto, e de Vila Nova de Gaia. Seis tinham ferimentos causados por balas. Muitos faleceram entretanto. Poucos aceitam hoje falar, dando a cara, do que se passou. Restam os relatos, na época, dos jornais e o livro branco que a União dos Sindicatos do Porto (USP) publicou em 1983.

A história desta noite que entrou para a História é longa.Tão longa que ainda não acabou, apesar de existir um extenso relatório assinado por dois procuradores-gerais adjuntos, Francisco Sampaio e Nuno Salgado, no qual se culpam elementos do Corpo de Intervenção pelos acontecimentos, sobretudo por actuações sem ordem de quem comandava. Desconhece-se, porém, a quem pertenciam as mãos que dispararam. Sabe-se, apenas, que são de polícias. E que "usaram armas de fogo fora dos condicionalismos legais". Sabe-se, também, que a origem da noite trágica começou cerca de um ano antes, quando a USP requisitou ao Governo Civil do Porto, na altura nas mãos do coronel Rocha Pinto, a utilização das Praças do General Humberto Delgado e da Liberdade e da Avenida dos Aliados nos dias 30 de Abril e 1 de Maio de 1982. Só obteve resposta sete meses depois. Negativa. O governador civil informou a USP que tal intenção já tinha sido formulada pela UGT, em 27 de Abril de 1981, logo, recusava o requerimento aos elementos da CGTP. "Nasceu a tensão. Ninguém aceitava que o local onde a CGTP tradicionalmente comemorava o 1.º de Maio lhe fosse vedado", conta Palmira Peixoto, dirigente daquela central. Uma tensão que se arrastaria até à noite em que a morte saiu à rua. "Se não tivéssemos estado na Avenida naquele dia, nunca mais recuperaríamos o local", acrescenta. O desagrado pela situação revelado por alguns elementos da CGTP (com pedras e paus arremessados) esteve, diz o relatório, na base das primeiras cargas policiais.
Mas depois veio o descontrolo. De quem deveria controlar. Ninguém dos que apareceram à frente do Corpo de Intervenção, jornalistas incluídos, escapou a ameaças, a bastonadas, a insultos. Só pelas duas horas do dia 1 o sossego voltou à Baixa do Porto. E hoje, quando se pergunta a dirigentes das duas centrais se será possível pensar numa comemoração conjunta do Dia do Trabalhador, as respostas surpreendem. João Torres, coordenador da USP, não aceita a ideia da CGTP ter como "parceiro" quem "foi criado para dividir e fragilizar a capacidade de resistência e a luta dos trabalhadores".Alfredo Correia, coordenador regional do Norteda UGT, acredita que "tal será possível", até porque o país "está a voltar a uma fase pior do que antes do 25 de Abril".


In relatório da Procuradoria-Geral da República

Publicidade Sexual em Automovel


A PSP de Viana do Castelo (Portugal) foi confrontada com uma situação insólita. Depois de alertada por alguns transeuntes, agentes da autoridade identificaram um homem de 35 anos que colocou nos vidros da sua viatura, estacionada quarta-feira à noite na via pública, fotos em que surgia completamente nu, "ilustradas" com um cartaz em que anunciava serviços sexuais com mulheres e casais.O carro, um Citroën Saxo verde, estacionado no Campo d'Agonia, apresentava anúncios publicitários, em folhas A4, com o serviços aprestar, com fotografias em que aparecia completamente nu, apenas com a cara tapada. Descrevia pormenorizadamente o seu perfil, mas também a tabela de "serviços" e preços praticados, colocando o número de telemóvel ao "dispor" dos interessados.Bem, vamos ao preçario: uma senhora pagava cem euros, desde que não ultrapassasse um determinado tempo. Um casal 300 euros e uma noite, das 00.00 até ás 06.00, custava 600 euros"!O "condutor",um empregado fabril, terá recorrido a este meio publicitário por ser mais em conta em relação à publicação de um anúncio nos jornais.Depois de prestar declarações, o indivíduo ficou em liberdade, tendo-lhe sido restituída a viatura. Incorre num crime de exibicionismo, um crime semi- público. O caso foi entregue ao Ministério Público.
Redacção:7FM Fonte: dn.sapo.pt (Diário de Notícias online)

Imagens que valem por palavras



Aqui ao lado no concelho vizinho, parece pelo que se assiste que a Junta de Freguesia de Touguinhó anda um pouco ???? adormecida. As obras de requalificação da entrada de Touguinhó do lado da Nacional 206, depois de construida a A7 parecem ser como as obras de Santa Engrácia: nunca mais acabam...e ainda nem a meio estão. E o que faz a Junta de Freguesia? Nada! Assobia para o ar...


Recentemente no lugar da Mata os proprietarios de uma quinta á face da estrada 206, decidiram limpar o mato. Tudo bem já que até previnem os incendios, mas o que aconteceu deveria no minimo obrigar a Junta de Freguesia a repensar a sua estratégia; Aquando da desbrabagem do Mato um eucalipeto caíu sobre a nacional 206.


Felizmente sem consequências fisicas para qualquer transeunte que por ali passasse. O mesmo não pode dizer o muro da quinta em frente, assim como um poste da EDP. Se em relação ao poste este já foi recuperado, o mesmo não se pode dizer do muro que ficom com as pedras caídas para a estrada, sem sinalização, e já lá vai mais de um mês...e a Junta de Freguesia? nada...tudo como dantes no quartel de Abrantes.


Já chega de tanto sedentarismo...há que levantar e meter mãos á obra, ou estas só se fazem em alturas eleitorais? AS Imagens falam por si....

24/04/2007

25 DE ABRIL SEMPRE








Comemora-se o 25 de Abril de 1974.




Por muito que se fale sobre esta data, pelo que de bom aconteceu aos portugueses, as actuações dos diversos governos, ao longo destes anos, não tem sido boa para os nossos concidadãos.




È bom que todos façamos uma reflexão e que repensemos a nossa forma de agir.




A minha homenagem aqueles que tornaram possivel a realidade do pós 25 de Abril é relembrar a actuação dos nossos militares na Póvoa de Varzim. Aqui fica o relato pela mão daqueles que estiveram na linha da frente. O MEU MUITO OBRIGADO A TODOS ELES.








1º GRUPO DE COMPANHIAS DE ADMINISTRAÇÃO MILITAR

A actuação do M.F.A. no 1º GCAM, surge, antes da intentona das Caldas da Raínha, através do contacto tido pelo Sr. Major Borges, do CICA 1, com o Sr. Capitão Gomes de Almeida, desta unidade, que superficialmente dá a entender ser necessária a intervenção da Unidade no Movimento perguntando mesmo qual o armamento e as forças de que dispunha.
Deste contacto o sr. Capitão Gomes de Almeida, dá conhecimento ao sr. Capitão Bacelar, o qual, até aí, assim como o Comando, pouco sabiam de concreto sobre o Movimento, além do conhecimento comum.



Na prevenção sequente da intentona das Caldas da Raínha, vive-se na Unidade um clima de efervescência, e de ignorância dos acontecimentos, só conhecidos através da BBC, pelo que o Sr. Capitão Gomes de Almeida procura saber o que se passa, através de um telefonema para o RI 14, com cujos camaradas, mantinha contactos e obtinha informações. Durante esta prevenção, tem-se oportunidade de seleccionar os oficiais da unidade, de forma a identifica-los com o MFA, tendo em vista o seu comportamento. Após esta intentona, fica-se com a impressão, de que ela seria o embrião da Revolução, e que esta estaria iminente.



Alguns dias são passados, quando o Sr. Capitão Gomes de Almeida é chamado ao CICA 1 para contactar com o Sr. Major Borges. Estando este ausente, é recebido pelos senhores Majores Corvacho e Albuquerque, e então se fala das possibilidades da intervenção da Unidade numa revolução armada. Na sequência deste contacto, há necessidade da intervenção do sr. Capitão Bacelar, oficial mais antigo na Unidade e conhecedor mais profundo das possibilidades desta, pelo que se marca uma segunda reunião, com a sua presença. Nessa reunião, preconiza-se qual a missão que desempenharia o 1º GCAM, admitindo-se as seguintes hipóteses:



1. – A ocupação do Aeroporto de Pedras Rubras e intercepção do tráfego na Via Norte.
2. – A manutenção do itinerário do Batalhão em IAO, que viria de Viana do Castelo.
3. – Um estado neutral.



Fez-se saber já nessa altura, que a primeira missão, não poderia ser executada, visto a unidade ser de instrução, com pouco pessoal apto, impossibilitada assim o êxito da mesma.
São os mesmos oficiais presentes numa terceira reunião, em que se fez o ajustamento da missão a executar, ficando assente que se cumpriria a segunda hipótese, anteriormente preconizada, e tendo como acções acessórias, a neutralização da PSP, GNR, GF, e LP da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.



No dia 20 de Abril dá-se , a 4ª e última reunião , sendo então ultimados os planos de acção, com recomendações em pormenor, aí se informa que o alerta e o desencadeamento da acção, se processaria, a partir das 00H00, do dia 22 de Abril, e que o golpe se daria nas 72 horas seguintes. Fica assente também, que os planos de acção seriam transmitidos por estafetas devidamente identificados. Os contactos telefónicos, por que se sabia serem vigiados, seriam evitados, e feitos só para marcar horas de encontros, visto os locais estarem já previamente estabelecidos.



Tendo em vista, a prévia selecção feita aos elementos da unidade, os contactos efectuam-se, sabe-se que mesmo sem estes, os Furrieis da Companhia de Instrução e outros adeririam ao movimento. Assim em relação ao 1º Sargento Santos, aos oficiais, Aspirante Sampaio e Sá Costa, e aos Alferes Milicianos Deus Alves e Azevedo, foi definida a sua posição pessoal, perante uma possível revolta.



Com o passar dos dias 22, 23 e 24, julgam os dois capitães, que a revolução, foi adiada, baseados no conhecimento que tinham do prazo marcado. Tal não acontece, pois no dia 24 pelas 18 horas, o sr. Capitão Bacelar é convocado telefonicamente, para um encontro, num café local, onde um estafeta lhe entregou os planos. Na posse destes, comunica o facto ao sr. Capitão Almeida, após o que começam a preparar o pessoal necessário ao desempenho da missão, que do antecedente se conhecia, e que o plano recebido não alterou. Pernoitando o mesmo fora do aquartelamento foi necessário inventar um motivo de falta de disciplina, com o intuito de obrigar toda a Companhia de Instruendos do CSM, de Alimentação ( 1º Turno de 74 ), a vir ao recolher. Entretanto, são informados os Oficiais Milicianos, que em conversas havidas anteriormente deram certas garantias de aderirem ao MFA, que á noite haveria uma reunião na Unidade, para troca de impressões. Procurava-se, assim manter sempre a segurança absoluta.



Chegada a hora da eclosão do Movimento revolucionário, a acção da unidade passa a desencadear-se com a entrada do sr. Capitão Bacelar no aquartelamento, o qual desliga os telefones civis do 1º e 2º Comandantes.
Seguidamente reúnem-se todos os oficiais, presentes na unidade, os quais são postos a par, do que vai passar-se, das intenções do movimento, e a quem é posta a opção de colaborar ou não. Verifica-se a adesão de alguns, que já do antecedente se contava, e a prisão dos restantes, incluindo os de serviço. A Companhia CSM, presente no recolher, foi levada para uma sala de aula, alegando-se mau comportamento durante a formatura, e aí foi mantida até à altura de ser armada e de se iniciar o cumprimento da missão.



Entretanto é detido na unidade, sem indicação de quais os motivos de não saída, o Sargento da ronda. Aos oficiais aderentes, são dadas garantias de não culpabilidade, no caso do movimento não vingar, tendo-lhes sido entregues uma convocatória imediata no aquartelamento, em poder do Oficial de Dia.
Vivem-se na unidade momentos de expectativa. Entretanto, o pessoal retido é informado que, por ordem do Quartel General, se entra num estado de prevenção.
Um dos oficiais aderentes, controla as chamadas telefónicas; outro tenta a sintonização do rádio, de modo a ser possível captar os sinais que marcariam o inicio do movimento.
Nesta sequencia, o sr. Capitão Bacelar, ocupa-se dos instruendos do CSM. Estes estavam agitados, pela sua retenção, pelo que se procura que se distraiam com anedotas sendo-lhes seguidamente distribuídas mantas, e aconselhados a descansar.



Em dado momento, é recebido um telefonema da esquadra da PSP, solicitando informação sobre uma viatura militar, que se tornara suspeita na cidade, e é dada a informação que se tratava de exercícios, a nível de RMP, entretanto ficam os oficiais responsáveis, receosos, pois esta observação veio suscitar duvidas, quanto ao conhecimento pela PSP de algo, relativo ao movimento. Simultaneamente, é decidido não se fazer, convocatória de pessoal, para que não fosse notado qualquer movimento militar. Entretanto, o sr. Capitão Almeida, e o sr. Aspirante Sá Costa, ambos á paisana e numa viatura civil, fazem o reconhecimento dos locais de acção e Zonas sensíveis.



Após ouvidos os indicativos, que marcariam o desencadeamento da acção e o inicio das operações, procede-se ao fardamento dos oficiais ainda á paisana. Cerca das 02H00, apresenta-se na unidade o pessoal que, no exterior tomava parte no exercício de transmissões, e que é retido, para aproveitamento no cumprimento da missão, e bem assim para assegurar o funcionamento das transmissões.



A certa altura, o sr. Capitão Bacelar informa os instruendos, que há conhecimento de que sabotadores tentam naquela noite fazer uma operação, motivo pelo qual se encontra a Unidade de prevenção, e que no caso de o QG ordenar, a Companhia comandada pelo sr. Capitão Almeida, teria que defender a ponte de Vila do Conde e outros pontos sensíveis, contra uma possível sabotagem.
Pelas 02H30, quando se procede, ao armamento da força, e formação da coluna, esta fica composta pelo sr. Capitão Almeida, Sr. Alferes Miliciano Deus Alves, Sr. Aspirante Miliciano Sampaio, e os furriéis Fernandes, que estava de ronda á cidade, Pinheiro, que era o Comandante da Guarda, e Vaz, que tomava parte nos exercícios de transmissões no exterior, e toda a companhia do CSM.



Seguidamente, ( 03H30 ), sai parte da coluna, em direcção á ponte de Vila do Conde, evitando passar pelo posto da GNR e PSP. Após algum tempo, sai a segunda parte da coluna. Simultaneamente, é montada a segurança imediata da ponte, e passa a ser controlado todo o movimento sobre ela. Posteriormente, é colocada uma metrelhadora Browning, no morro do Mosteiro de Santa Clara, garantindo-se assim a segurança afastada.
Todo o pessoal vive ali momentos de inquietude. Sobre a ponte, ainda coberta pela bruma matinal, a sr. Capitão Almeida comanda as operações, o tráfego é interceptado, para inspecção, vai-se distribuindo tabaco e aguardente a todo o pessoal, para melhor se aguentar com o frio.






Mas sobre o movimento nada se sabia ainda, até que pelas 04H20, surge o primeiro comunicado, proclamado através do RCP, e que, por estafeta, é transmitido ao pessoal destacado nas suas posições. Era o sinal de que o movimento não tinha abortado.
Aguardava-se a qualquer momento que surgisse o Batalhão de Viana do Castelo. Eis que pelas 06H05 este chega á ponte; troca-se um abraço espontâneo entre o Capitão Almeida e o Major Comandante da Coluna. Naquele abraço, estava o poder da vitoria. Todo o pessoal entretanto, se apercebeu do que se estava a passar, pelo que se vivem momwenytos de efusiva alegria. Depois as forças destacadas retiraram das suas posições, passando pelas instalações da GNR, PSP, GF e LP.



Não foi possível devido a interferências no rádio (OP), ouvir qualquer mensagem, tendo sido durante as operações, a ligação mantida; no sentido do Porto, por um instruendo do CSM, no sentido de Viana do Castelo pelo sr. Aspirante Sá Costa, ambos circulando em viaturas particulares e á paisana, posteriormente por RACAL, que de inicio, não funcionou.
Pela manhã, é solicitada a comparência na unidade do senhor Major Mourão, 2º Comandante que adere ao movimento. Não se faz selecção á entrada de pessoal na unidade. À hora habitual, é presente o senhor Tenente Coronel Reis Pereira, comandante da unidade, que perante tal situação, aparentemente mal definida, tenta uma ligação telefónica para o QG, o que não consegue. Põe então a hipótese de aí se deslocar, do que desiste, e, finalmente , pelas 14 horas, faz uma reunião de oficiais e sargentos, em que comunica a sua posição de aderência ao MFA.







Movimento das Forças Armadas

1º Grupo de Companhias de Administração Militar

Relatório da Acção

1. – Cerca das 17:30 de 24 de Abril de 1974 houve conhecimento do desencadeamento da acção, através de contacto que em reunião anterior tinha sido combinado.
2. – Porque o pessoal necessário ao desempenho da missão, que do antecedente se conhecia e que o plano recebido não alterou, pernoitava fora do aquartelamento foram, por motivos inventados de falta de disciplina cortadas todas as dispensas de recolher e por isso obrigatória a presença de todo o pessoal ( C.S.M.-Alimentação) na unidade às 21H30.
3. – Foram informados os oficiais milicianos, que em conversas havidas anteriormente davam certas garantias de aderirem ao movimento, de que cerca das 10H30 de 24 haveria uma reunião para troca de impressões.

Garantiu-se assim segurança absoluta relativamente ao conhecimento do movimento.
4. – Tendo em consideração o exposto em 2 e 3 toda a acção da unidade passou a desenrolar-se como se segue:
2421H20 – Entrada no aquartelamento do Capitão Bacelar. São por este desligados os telefones civis do Comandante e 2º Comandante.
2421H25 – Reunião de todos os oficiais presentes na unidade ( Alferes Miliciano Deus Alves, Alferes Miliciano Azevedo, Aspirante Castilho, Aspirante Vieira, e Oficial de Dia Tenente Miliciano Pinho), que são postos a par do que vai passar-se, dar intenções do Movimento e a quem é posta a opção de colaborar ou não.
Verifica-se a adesão do senhor Alferes Miliciano Deus Alves e Alferes Miliciano Azevedo, oficiais com que do antecedente se contava.
2421H30 – Alegados motivos de mau comportamento durante o recolher os soldados instruendos do C.S.M. são levados para a sala de aula onde se mantiveram até á altura de serem armados e de se iniciar o cumprimento da missão.
O Sargento da Ronda é retido na unidade e não lhe sendo indicados quaisquer motivos de não saída.
São dadas garantias aos oficiais aderentes de não culpabilidade no caso do movimento não vingar. ( A todos os presentes é enregue um envelope com uma convocatória imediata no aquartelamento, convocatória que existe em poder do Oficial de Dia e que lhe é retirada. É dada indicação de que se entrou em estado de prevenção á ordem do Quartel General e que devem ser ocupados os postos.)
2422H00 – Entram no aquartelamento as Aspirantes Sampaio e Sá Costa com que do antecedente se contava e que aderem. Um dos Oficiais aderentes controla as chamadas telefónicas. Outro tenta a sintonização do rádio de modo a ser possível captar os sinais de inicio do movimento. Outro ocupa-se dos instruendos do C.S.M. a quem é dada posteriormente a informação de que se entrara numa situação de prevenção. Os oficiais não aderentes são desarmados e mantidos na sala dos oficiais sem possibilidades de contactos.
2422:15 – è recebido um telefonema da esquadra da PSP solicitando informação sobre uma viatura militar que se tornara suspeita na cidade. É dada informação de que se trata de exercícios de transmissões a nível da RMP.
2422H30 – Entra no aquartelamento o senhor Capitão Almeida.
2422H30 – è decidido não fazer a convocatória de qualquer pessoal uma vez que á PSP parecia tornar-se suspeito qualquer movimento de militares e ainda porque poder-se-ia alertar pessoal civil, tendo no entanto sido feito reconhecimento da cidade e do local da missão.
2422H55 – É ouvido o primeiro indicativo do desencadeamento da missão.
2500H25 – É ouvido o segundo indicativo do desencadeamento da acção e procede-se ao fardamento dos oficiais ainda á paisana.
2501H15 – Apresenta-se ao pessoal que no exterior tomava parte no exercício de transmissões e que é retido para aproveitamento no cumprimento da missão e para assegurar a funcionamento das transmissões.
2502H30 – Procede-se ao armamento da força e formação da coluna. Fica constituída a força pelo senhor Capitão Almeida, Alferes Miliciano Deus Alves, Aspirante Sampaio, Furriel de Ronda á cidade, Furriel Comandante da Guarda, Furriel que tomara parte no exercício de transmissões e 60 instruendos do C.S.M.
2503H00 – É encerrada a sala de oficiais onde ficam os oficiais não aderentes.
2503H30 – Sai a primeira parte da coluna em direcção á ponte de Vila do Conde evitando passar pelos postos da GNR e PSP.
2503H50 – Sai a segunda parte da coluna que teve de aguardar o regresso de uma viatura, viatura onde é montada uma metrelhadora Browning.
2503H50 – É montada a segurança próximo da ponte e passa a ser controlado todo o movimento sobre ela.
2504H10 – È montada a segurança afastada da ponte com a chegada da segunda coluna e colocação da metrelhadora pesada junto do Convento de Santa Clara.
2504H30 – É ouvida a proclamação do movimento no RCP e através de estafeta é comunicada ao pessoal destacado na ponte.
2506H05 – A ponte é atravessada pelas tropas de Viana do Castelo.
2506H30 – A força destacada retira da ponte e circula pela cidade passando junto das instalações da PSP, GNR, GF e LP. Não possível devido a interferências no rádio (OP), ouvir qualquer mensagem. A ligação foi mantida por um dos oficiais aderentes e por um instruendo do C.S.M. ambos á paisana e deslocando-se em carros particulares, e posteriormente por RACAL que de inicio não funcionou.
2508H00 – É presente na unidade o 2º Comandante que foi mandado chamar e que adere ao movimento.
2510H00 – É presente o Comandante que posto ante o problema não adere de imediato, tenta uma ligação pelo telefone, de que desiste, põe a hipótese de se deslocar ao Quartel General do que igualmente desiste e finalmente adere ao movimento pelas 14H00, quando faz uma reunião de oficiais e sargentos e comunica a sua posição.
5. – Não se verificou qualquer actuação por parte da PSP, GNR, e GF que não saíram das suas instalações, não criando por isso qualquer problema.

Um Oficial Delegado do MFA
José Emílio Gomes de Almeida
Capitão do S.A.M.

20/04/2007

Amadeu Matias - Terminou o prazo de validade


Não sou daqueles que defendem que o exercío de cargos publicos como os de autarca devem ter uma idade limite para o desempenho desse cargo. Mas há excepções á regra; A recente investida pelos tribunais por parte da Junta de Freguesia de Beiriz e no que diz respeito aos limites territoriais da freguesia, vem mostrar aos poveiros e aos habitantes de Beiriz em particular que já chega de aturar Amadeu Matias. Numa altura em que a Europa se pretende sem fronteiras, a mesquinez de Amadeu Matias em reivindicar parte do " seu " territorio ás freguesias de Amorim, Aver-o-Mar e Póvoa de Varzim não lembrava ao Diabo. Como habitante de uma das partes reivindicadas por Amadeu Matias, gostaria de dizer que durante os 10 anos que levo de morador " do seu território " nunca o vi a defender o que quer que fosse no terreno " do seu territorio ". Mais , tudo isto me leva a crer que das duas uma: ou Amadeu Matias pretende ganhar protagonismo para dizer " que faz aquilo que não faz" ou está doente. A reação de um seu conterraneo, no caso Macedo Vieira, que é presidente da Camara Municipal da Póvoa de Varzim, vem mostrar á sociedade que já lhe tirou o tapete para as proximas autarquicas. E como diz e muito bem Daniel Benardo pergunte aos habitantes " do seu território " se querem votar e resolver as suas questões na Freguesia de Beiriz. Amadeu Matias já deu o que tinha a dar...Macedo já lhe retirou o tapete...resta saber se ele compreendeu a lição ou precisa de explicador....

19/04/2007

Trabalhadoras processam Misericórdia da Póvoa de Varzim

Segundo a noticia vinda a publico no Jornal de Noticias, quatro trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim vão interpor uma acção judicial contra a instituição no Tribunal do Trabalho de Barcelos. As trabalhadoras, que ontem organizaram uma acção de denúncia à porta da instituição, acusam a Misericórdia de estar a obrigar os funcionários a trabalhar nos dias de descanso complementar (sábado) e obrigatório (domingo), ameaçando com faltas injustificadas e despedimento, e fechando portas à via negocial. "Disseram-nos que a partir de 1 de Janeiro eramos obrigadas a fazer os fins-de-semana e feriados. Nunca fiz fins-de-semana e feriados. Há 17 anos que aqui estou", explicou Elisabete Cruz, ajudante de acção directa da instituição e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços (CESP). Das mais de duas centenas de trabalhadores, diz Elisabete Cruz, apenas quatro recusaram o acordo. Os outros acabaram por aceitar a mudança. "Os que insistem em não alterar, procuram mudá-los de secção", afirmou o dirigente regional do CESP, António Neto, acrescentando que alterações às condições contratuais iniciais só é possível comacordo. O provedor da Misericórdia , Silva Pereira, afirma que as alterações, que abrangeram apenas as quatro funcionárias, se deveram ao aumento de utentes no apoio domiciliário. Havendo laboração contínua e face à sua categoria profissional, as funcionárias, diz, têm de cumprir. Onde para a " Misericordia" ?

18/04/2007

O Churchil não tinha canudo

O John Major também não.

O Jerónimo de Sousa é metalúrgico

O Zé Socas é aldrabão.

Se queres fazer uma casa

Um arquitecto deves procurar

Se queres construir um palheiro

Com o Socas podes tratar

Queixava-se o povo do Santana

Achava-o maluco e incompetente

Agora apanhamos o Socas

Que tirou o curso na Independente

Anda um gajo a queimar as pestanas

Anos a fio no ensino estatal

O Zé Socas que é um tipo ocupado

Fez tudo numa manhã dominical...


" do Blog da Merda "

Será que tiraram o curso ( ou carta ) na Independente?






Dando uma volta pela Póvoa, chegamos rapidamente á conclusão de quem gere o transito na Póvoa não percebe nada de nada...ou anda a ver passar os comboios , o que é mais grave já que os responsaveis autarquicos deveriam ver aquilo que todos vemos:



São passadeiras duplas, provavelmente para gastar a tinta que deveria estar com a prazo de validade a terminar, são STOPS que ninguem entende, são semaforos ( Praça do Almada ) a funcionar quando não há transito devido ao corte das obras, são alterações ao trânsito sem avisar os poveiros, na Zona de Belém, enfim um sem número de trapalhadas que deveriam com um minimo de bom senso ser alteradas. As imagens que se seguem são da Rua da Póvoa, na Zona Industrial de Amorim:





Rua da Póvoa sentido poente Nascente: Há uma transversal á esquerda mas neste sentido não há qualquer sinal de transito





Já no sentido nascente poente aparece um sinal de stop na Rua da Povoa! Porquê? Não será supostamente esta a rua principal?



Esta é a transversal que logo depois do local onde a foto foi tirada não se cruza um TIR com um ligeiro e não há qualquer sinal de transito. Ou será que os doutos iluminados quiseram alertar para a prioridade á Direita com um STOP?

Quem te manda sapateiro....

Dezenas de «skinheads» detidos pela PJ em mega-operação


Dezenas de elementos de extrema- direita foram hoje detidos pela Polícia Judiciária (PJ), alguns em flagrante delito na posse de armas, numa vasta operação que envolveu cerca de 60 buscas.
Os detidos, mais de 30 e suspeitos do crime de discriminação racial, estão neste momento na PJ para serem ouvidos e só quinta-feira deverão ser conduzidos a um juiz de instrução criminal.
Esta operação é liderada pela Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária.
Uma fonte policial do Norte do país referiu à Lusa que nesta região também ocorreram detenções.
As detenções tinham sido anteriormente confirmadas à Lusa pelo presidente do Partido Nacionalista Renovador (PNR), José Pinto Coelho, a três dias do encontro dos partidos europeus nacionalistas e organizações de extrema-direita, marcado para Lisboa.

17/04/2007

Todos á Manifestação - 21 ABRIL 15:30 Horas


Informamos todos os interessados de que se irá realizar uma Manifestação por um Serviço de Transportes útil para as populações que necessitam de os usar, bem como para aqueles que os preferiam utilizar e deixar as suas viaturas em casa.
Para isso iremos apelar que todos peçam a demissão do Concelho de Administração da STCP que nada fez até à data senão olhar aos seus próprios interesses e aos seus honorários chorudos sem se preocuparem com a qualidade de vida do ambiente e de tantas outras coisas que afectaram (emprego, saúde, ensino, lazer ...)

Vamos todos participar e divulgar pelos nossos contactos, de todas as formas possiveis.
Por e-mail com esta mesma mensagem
Por sms com uma simples mensagem como por exemplo: Todos por uma STCP melhor, dia 21 pelas 15e30 Av. Aliados - Porto - reenvia esta mensagem aos teus contactos
Por colagem de cartazes nas paragens de autocarro, centros de saúde, escolas, associações de pais e estudantes, etc... e para isso anexo o cartaz para imprimirem e tirarem cópias.

Participem neste acto de cidadania que tanto é necessário para o desenvolvimento da qualidade de vida dos cidadãos.

Pela equipa coordenadora do MUT-AMP
André Dias - 917014753
Domingos Alves - 966526528
...
transportes.amp@gmail.com

Automóveis e ecopontos incendiados em acto de vandalismo


A violência urbana parece ter assentado arrais na cidade da Póvoa.

No passado sabado, ás 03h25 da madrugada os Bombeiros da Póvoa foram chamados à Praça 5 de Outubro porque três veículos e três ecopontos estavam a arder.

A pergunta que se impõe para o cidadão comum, é o que fazia a PSP a essa hora. Mas será que só a PSP é que tem responsabilidades nesta matéria? Então e os nossos autarcas? O que fazia Aires Pereira a essa hora? Dormia? Claro que sim, descansado como sempre. A sua obrigação de dirigir a Policia Municipal, deixa-o dormir descansado, enquanto que os comerciantes da Av. Mousinho são assaltados, espancados e agora até os bens do municipio e dos cidadãos poveiros são incendiados. No entanto nada se passa; a policia municipal que deveria estar ao serviço dos cidadãos poveiros, tem horario de funcionalismo publico e não trabalha á noite. Para que os queremos? O Municipio gastou e gasta rios de dinheiro para manter essa força ao serviço da comunidade ou para pagar favores eleitorais? Macedo Vieira e Aires Pereira tem de ser responsabilizados por aquilo em que estão a transformar a cidade.

Já agora, os serviços municipais tão deligentes na limpesa do local ter-se-ão esquecido da viatura que ardeu completamente? Ou só hesiste o reboque da Policia Municipal para rebocar aqueles que não dão a moedinha? Haja decoro!

15/04/2007

PCP CRITICA GOVERNO E PRESIDENTE


PCP critica silêncio do Presidente e Governo sobre manifestação de extrema-direita

O secretário-geral do PCP criticou hoje o silêncio do Governo liderado por José Sócrates e do Presidente da República, Cavaco Silva, sobre a manifestação da extrema-direita, no próximo sábado, em Lisboa, considerando ser "uma provocação ao 25 de Abril e aos democratas".
"O silêncio perante esta iniciativa fascista demonstra, no mínimo, um carácter permissivo inaceitável à luz do regime democrático", afirmou Jerónimo de Sousa, num almoço-convívio do partido na Escola Agrícola da Paiã, Odivelas.

O "Governo está obrigado a respeitar a Constituição, para já não falar do Presidente da República, que jurou respeitar e defender a Constituição", disse também o secretário-geral dos comunistas. Segundo o número quatro do artigo 46.º da Constituição, "não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista".

Foi convocada para 21 de Abril, a quatro dias do 33º aniversário do 25 de Abril de 1974, um encontro de organizações de extrema-direita da Europa, o qual está a ser organizado pela Juventude Nacionalista, que pertence ao Partido Nacional Renovador (PNR).

Para o líder do PCP, a organização desta "reunião mais ou menos secreta" em Lisboa "é uma provocação ao 25 de Abril, aos democratas e ao povo português".

Jerónimo de Sousa ataca Governo pelas "políticas injustas". No seu discurso aos militantes do partido, reunidos no refeitório da escola, Jerónimo de Sousa atacou o Governo pelas suas "políticas injustas" e "de direita", voltando a criticar o Presidente da República pelo seu Roteiro pela Inclusão.

Porém, para Jerónimo de Sousa, a solução não é a "ideia peregrina" de Cavaco de um Roteiro para a Inclusão, mas sim uma alteração de políticas, tendo convidado os portugueses "a apontarem o dedo ao Governo e ao Presidente da República"."Podem chorar as lágrimas que quiserem que, em relação à pobreza e ao combate à exclusão, nada se resolverá sem políticas económicas e sociais justas", afirmou o secretário-geral do PCP.

Ontem, o dia em que se realizou uma conferência sobre o primeiro ano do Roteiro para a Inclusão, organizada pela Presidência da República, Jerónimo de Sousa tinha afirmando que "é uma iniciativa bem intencionada, mas que não resolve nada".

11/04/2007

Cidade Vizinha sem ideias Novas

O Municipio vizinho está a levar a cabo uma votação para escolher as suas sete maravilhas...mas não se está a esquecer a recuperação da Ponte D. Zameiro que foi destruida depois de um empreiteiro estar a executar obras junto á mesma? não foram exigidas responsabilidades? E então em que pé está a sua recuperação para as calçengas gregas?


As sete maravilhas vão ser escolhidas até 18 de Maio


A Câmara de Vila do Conde está a promover, até 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, a eleição das "sete maravilhas" do concelho. À "boleia" de concursos semelhantes a decorrer a nível nacional e internacional, a autarquia convida todos os vila-condenses a eleger os sete elementos patrimoniais mais significativos do município. Entre os candidatos, estão monumentos como o Mosteiro de Santa Clara, o Aqueduto, o Forte de S. João Baptista, a Cividade de Bagunte, a ponte de D. Zameiro ou o Mosteiro de S. Bento de Vairão. "Escolhemos todos os monumentos importantes do concelho, classificados como de interesse municipal ou nacional", afirmou, ao JN, a vereadora da Cultura, Elisa Ferraz, explicando o critério de selecção dos 19 imóveis sujeitos à votação.

O objectivo, salientou, é aproveitar o tema seleccionado para o Dia Internacional dos Museus - Museus e Património Universal - e "trazer à memória das pessoas a riqueza do concelho". Uma vez concluída a votação, a ideia é incluir os sete monumentos mais votados num roteiro próprio das "7 Maravilhas de Vila do Conde", esperando-se até que isso possa trazer algum apoio do Governo à recuperação desse património local, sublinhou ainda Elisa Ferraz. Sem querer avançar os seus preferidos, numa atitude que poderia influenciar a escolha dos vila-condenses, Elisa Ferraz admite, no entanto, que há na lista monumentos que "dificilmente ficarão de fora". Será o caso do Aqueduto e, acima de tudo, do Mosteiro de Santa Clara, considerado o mais importante ex-libris de Vila do Conde.

Além de edifícios religiosos como a igreja matriz de Vila do Conde ou a capela do Socorro, conhecida pela sua forma redonda, da lista constam ainda edifícios históricos recentemente recuperados - como a Alfândega Régia (hoje transformada em museu), os Paços do Concelho ou o Forte de S. João -, áreas de paisagem protegida - o Castro de S. Paio (Labruge) ou mesmo a Cividade de Bagunte -, ou as pontes de D. Zameiro (Macieira/Bagunte) e S. Miguel (Arcos).

As votações começaram no passado dia 3 e, na votação pela internet, o Mosteiro de Santa Clara vai já claramente à frente, com 38,5% dos 109 votos. A construção da igreja começou em 1318. Do lado Norte, situa-se a capela dos fundadores, do século XVI, com uma artística abóbada em pedra, onde se encontram os túmulos de D. Afonso Sanches e de D. Teresa Martins. A casa conventual que hoje se conhece não é a primitiva. É um edifício do século XVIII, cuja fachada sul, virada para o Rio Ave, é hoje um dos ex-libris de Vila do Conde.

De construção medieval, construída em pedra, a Ponte D. Zameiro liga, com os seus arcos, as freguesias de Macieira e Bagunte. Outrora, esta ponte sobre o Rio Ave fazia a ligação à estrada romana - a Via Veteris, que ligava o Porto a Barcelos e Esposende. Foi construído para transportar água desde Terroso (Póvoa de Varzim) até ao Mosteiro de Santa Clara. As obras decorreram entre 1704 e 1714, dirigidas por vários mestres, entre os quais Domingos Moreira da Maia, a quem se deve o chafariz do claustro do Convento. Recentemente a requalificação da envolvente do Aqueduto, da autoria do arquitecto Maia Gomes, recebeu o Prémio Nacional de Arquitectura "Alexandre Herculano".

É um dos grandes povoados da cultura castreja do noroeste peninsular, cuja ocupação, iniciada no século IV a.C., se prolongou até ao século IV d.C. Com cerca de 800 casas, na Cividade viveram de duas mil a quatro mil pessoas, numa área de 50 hectares. Classificada monumento nacional em 1910. Com a candidatura ao PIQTUR, pretende-se melhorar o espaço, para a Cividade cumprir os requisitos da UNESCO para ser classificada Património Mundial.

Na cidade Alfândega Régia, Aqueduto, capela de N.ª Senhora da Guia, capela de N.ª Senhora do Socorro, Forte de S. João Baptista, Mosteiro e igreja de Santa Clara, igreja e Cruzeiro da Misericórdia, igreja matriz, Palacete Melo, Paços do Concelho e Pelourinho.

No concelho, Ponte de S. Miguel de Arcos, igreja matriz de Azurara, Cividade de Bagunte, igreja e Mosteiro de S. Simão da Junqueira, Castro de S. Paio (Labruge), Ponte D. Zameiro (Macieira), igreja românica de Rio Mau, Mosteiro de S. Bento e capela de S. João (Vairão)

A votação pode ser efectuada no Auditório, Centro de Juventude, Piscinas, Biblioteca, Posto de Turismo, nos vários museus ou através do site na Internet da autarquia, disponível em www.cm-viladoconde.pt.

Ana Trocado Marques

Lei reduz requisitos técnicos para ambulâncias de socorro



Se a realidade não consegue respeitar a lei, muda- -se a lei.

Este foi o princípio subjacente à redução do número de tripulantes exigido por cada ambulância de socorro, que passa de três para dois. Uma portaria ontem publicada em 'Diário da República' altera alguns requisitos do Regulamento do Transporte de Doentes, nomeadamente quanto a equipamentos, sendo retirado o desfibrilhador automático de entre os exigidos à generalidade das ambulâncias de socorro.

As novas regras, parcialmente consensualizadas com a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), visam superar os problemas surgidos na certificação das 3500 viaturas operadas por associações. A retirada do desfibrilhador automático da lista de equipamento cardiovascular merece, contudo, críticas do presidente da Liga, que considera haver risco de "desinvestimento na qualificação do socorro prestado".

Para Duarte Caldeira, o facto de se apontar o desfibrilhador como material a utilizar "apenas nas ambulâncias integradas no Programa de Desfibrilhação Automática Externa do INEM" equivale a "baixar o patamar de exigência" e "dá ideia de que as ambulâncias do INEM são de primeira categoria e as dos bombeiros de segunda". Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garante que o objectivo é garantir a utilização de desfibrilhador com controlo médico. O programa do INEM, iniciado em 2004, prevê que todos os procedimentos sejam gravados e verificados, numa base de dados monitorizada por médicos. A mesma fonte explica que há poucas semanas foi assinado o protocolo de integração de um projecto idêntico desenvolvido na área de influência do Hospital Amadora-Sintra (intitulado "Choque para a vida"), que foi "o primeiro passo de alargamento do programa a parceiros externos". "Obviamente não queremos afastar ninguém. E a lei anteriormente já definia que o desfibrilhador só podia ser utilizado por pessoal credenciado". António Carneiro, presidente do Conselho Português de Ressuscitação, defende que "o bombeiro treinado, com controlo médico qualificado, deve ser um dos vectores para garantir a acessibilidade dos cidadãos ao sistema de saúde, num modelo de cuidados continuados". Por isso devem "ser estudados os locais em que isso é necessário e dotar-se os tripulantes de formação adequada".

A redução do número de tripulantes por ambulância é "realista". A adjectivação é partilhada pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Cunha Ribeiro, e pelo dirigente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira. Considerando que exigir três tripulantes esbarrava na inexistência de recursos humanos e financeiros, ambos sustentam que a prática é seguida noutros países europeus e não põe em causa os níveis de qualidade.Duas outras alterações respondem a reivindicações da LBP. Uma delas passa pela redução da taxa a pagar pela vistoria obrigatória efectuada pelo INEM, necessária para posterior licenciamento das viaturas. Se para operadores privados o montante está fixado em 400 euros, bombeiros e Cruz Vermelha passam a pagar apenas 25% do valor. Por último, foi aberto o leque de cores das faixas de material reflector exterior das ambulâncias.

Mais um caso de Violência

A Noticia é do Jornal de Noticias e dá conta de mais um assalto violento na Póvoa de Varzim.
Assaltantes disparam para ameaçar condutor
Dois assaltantes armados com caçadeira efectuaram disparos para intimidar o condutor de um automóvel que acabou roubado, anteontem à noite, em Balasar, na Póvoa de Varzim. Foi mais um caso de "carjacking" (roubo violento de carros) registado na zona do Grande Porto.
O assalto ocorreu cerca das 23 horas, na altura em que a vítima seguia ao volante do seu Opel Astra, na Rua de Gestrins, na freguesia de Balasar. A dado momento, um Honda Civic cinzento, ocupado pelos dois indivíduos, atravessou-se à frente do veículo, interrompendo-lhe abruptamente a marcha.De seguida, os assaltantes, que aparentavam ter idades entre 20 e 25 anos, exibiram a caçadeira e efectuaram dois disparos para o ar, obrigando o automobilista a abandonar a viatura. Foi último passo para o roubo do Opel Astra, que não seria de um modelo recente. A dupla pôs-se imediatamente em fuga nos dois automóveis, desconhecendo-se se seguiu em direcção à Póvoa de Varzim ou a Vila Nova de Famalicão. Quanto ao Honda Civic, não foi possível apurar a respectiva matrícula, segundo uma fonte policial.
O caso de Balasar foi comunicado à GNR da Póvoa de Varzim, que deu o alerta geral às forças policiais para a localização dos assaltantes. A Polícia Judiciária do Porto ficou encarregue das investigações.Conforme o JN tem noticiado, o "carjacking" tem visado sobretudo viaturas de gama alta, das marcas Mercedes, Audi e BMW. No caso da Póvoa de Varzim, os assaltantes optaram por pôr em prática um dos métodos mais arrojados o de barrar o caminho da viatura que pretendiam roubar. Por norma, os roubos dos veículos têm ocorrido à porta das casas das vítimas.
Nuno Silva

05/04/2007

REFORMADOS E MAL PAGOS


Na Povoa vai ser criado um movimento de Reformados


Lutar pelos seus direitos é o grande objectivo deste movimento que pretende abanar o sistema politico.

Mas...se a moda pega....
Aqui fica o teor do manifesto:



MOVIMENTO DOS REFORMADOS COM REFORMAS IGUAIS OU INFERIORES AO SALÁRIO MINIMO NACIONAL


Aos partidos que se candidatarem às eleições legislativas de 2009 propomos o seguinte:


Somos dois milhões e meio de reformados nesta situação e os nossos votos pertencerão ao partido ou partidos que subscreverem sob compromisso de honra as reivindicações que a seguir descrevemos:


Reformados com :


3 a 5 anos de descontos : 300 euros

6 a 10 anos de descontos : 325 euros

11 a 15 anos de descontos : 350 euros

16 a 20 anos de descontos : 400 euros

21 a 25 anos de descontos : 450 euros

26 a 30 anos de descontos : 500 euros

31 a 35 anos de descontos : 550 euros

36 ou mais anos de descontos : 600 euros


Aos reformados que tenham os mesmos anos de descontos acima referidos e as suas reformas forem superiores, estas devem manter os mesmos valores e os direitos já consignados na lei.


Só são incluidos nestas reivindicações os trabalhadores reformados que, com os mesmos anos de descontos acima indicados, tenham reformas iguais ou inferiores ao salário minimo nacional.


São também incluidos os trabalhadores reformados que tendo os mesmos anos de descontos acima discfriminados e reformas superiores ao salario minimo nacuional, mas inferuiores ao salarios acima referenciados, passem a ser iguais aos valores propostos.


- Que aos Reformados com doenças cronicas, os medicamentos sejam gratuitos.

Excepto os reformados com reformas iguais ou superiores a 1500 euros.

- Que estas reivindicações sejam concretizadas por fases, até ao principio do terceiro ano de governo.


O Partido que subscrever estas reivindicações, sendo governo e não as cumprindo, pagará 500 euros a cada reformado nas situações acima referidas.


A assinatura dos presidentes dos partidos que subscreverem este documento, será reconhecida pelo notário, identificando o partido a que pertencem.

01/04/2007

Taxas Moderadoras aumentam hoje


Uma portaria do Ministério da Saúde publicada quinta-feira em Diário da República fixa os preços das taxas moderadoras a partir do dia de hoje. Três movimentos de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já reagiram ao aumento das taxas, classificando-as como mais um imposto disfarçado de taxa, uma vez que a Constituição prevê um SNS tendencialmente gratuito.O Movimento de Utentes de Saúde, o Movimento pelo Doente e o Movimento dos Utentes dos Serviços de Saúde foram unânimes em considerar que se está a criar no SNS o princípio do utilizador-pagador e que a única função das taxas é fazer entrar dinheiro, quando o que é urgente é a reestruturação de todo o sistema. O ministro Correia de Campos tem apresentado a introdução de taxas como uma forma de moderar o acesso ao serviço de saúde, valorizando-o. As receitas criadas pelas taxas moderadoras e de utilização representam 0,9% do Orçamento de Estado para este ano, cerca de 16 milhões de euros, o dobro das receita arrecadada em 2005.Quanto aos preços definidos pela portaria governamental, a taxa de internamento agora introduzida vai custar cinco euros por dia, até um limite de dez dias. A cirurgia em ambulatório é sujeita a taxa de 10 euros. E vão aumentar os preços das consultas nos hospitais centrais (4,30 euros), distritais (2,85 euros) e centros de saúde (2,10 euros). Quanto às urgências, passam a custar 8,75 euros nos hospitais centrais, 7,75 euros nos distritais e 3,40 nos centros de saúde.