27/05/2007

A HISTORIA DAS GREVES


Começaram em Setúbal os acontecimentos originaram a primeira greve geral em Portugal. Quando em 13 de Março de 1911, a recém-criada Guarda Republicana mata duas operárias na Avenida Luísa Todi, na sequência de uma greve dos conserveiros, esse acontecimento tem grande repercussão nacional. De acordo com o jornal O Trabalhador de 2.7.1911, "as mulheres das fábricas de conservas, ganhavam 40 réis por cada hora de dia e 50 réis por cada hora de noite e exigiam 50 réis por hora indistintamente". Pela primeira vez o regime republicano mandava reprimir da forma mais dura os operários que tanto tinham contribuído para a revolução de 5 de Outubro de 1910. Os "fuzilamentos de Setúbal", como ficaram conhecidos na época, marcaram a ruptura entre o movimento operário (predominantemente anarco-sindicalista) e a República.
Como reacção a estes acontecimentos, a comissão executiva do Congresso Sindicalista, convoca uma reunião das associações operárias que proclamaram, para o dia 20 de Março de 1911, uma paralisação do trabalho por 24 horas, em solidariedade com os operários de Setúbal.
Pela primeira vez se fala em greve geral em Portugal. Em Lisboa, registam-se incidentes, no Terreiro do Paço, entre grevistas e forças de cavalaria. Segundo o jornal O Mundo, de 21 de Março, "para os lados do Beato, Poço do Bispo e Xabregas, trabalham uns vinte mil operários; pois trabalhavam apenas ontem dois mil". Na capital "paralisaram cerca de 65000 operários". A greve afecta sobretudo Lisboa, a margem sul do Tejo e o Alentejo.

Os anos imediatamente após o 5 de Outubro são de intensos conflitos sociais. Em Janeiro de 1912, os trabalhadores rurais da zona de Évora iniciam uma greve originada no desrespeito de um acordo salarial por parte dos proprietários. O Governador Civil resolve encerrar a Associação dos Trabalhadores Rurais e prender os sindicalistas mais activos. Esta atitude provoca uma paralisação de todas as classes dos trabalhadores eborenses. O poder responde com o encerramento de todas as associações operárias e cargas da Guarda Republicana contra as manifestações sindicalistas, levando à morte de um trabalhador.
Face a esta situação, é proclamada, em Lisboa, a greve geral de solidariedade com os trabalhadores de Évora, a 29 de Janeiro. A greve tem muita adesão em Lisboa, com vários incidentes na baixa e na margem sul do Tejo. Na Moita, o Administrador do Concelho foi morto pela multidão em revolta.
Na noite de 30 de Janeiro, em Lisboa, quando uma grande multidão se reunia na Casa Sindical (vizinha do jornal O Século), as autoridades organizam uma verdadeira operação militar contra os sindicalistas. O edifício foi evacuado, sob a ameaça de ser destruído pela artilharia e 700 pessoas seguiram entre baionetas, muitos cantando A Internacional, para o Arsenal de Marinha e dali para bordo de alguns navios de guerra no Tejo.

A I Guerra Mundial agravou a situação social do país. Em 1917, duas greves gerais de solidariedade, são proclamadas pela União Operária Nacional (confederação criada em 1914). Em Junho, quando de um movimento grevista da construção civil, a polícia invadiu a sede da UON, na Calçada do Combro, prendendo todos os que ali se encontravam e disparando sobre quem estava nas imediações. No dia 16, é proclamada a greve geral que ao fim de 48 horas conseguiu obrigar o poder a libertar os grevistas presos.
Em Setembro, quando de uma greve dos correios e telégrafos, o governo mobilizou e militarizou todo o pessoal e prendeu um milhar de grevistas. A UON proclamou a greve então a greve geral de solidariedade. Lisboa é ocupada militarmente e ocorrem vários confrontos. A greve tem também adesão em Almada, Setúbal, Barreiro e Seixal.
Em 1918, durante a ditadura de Sidónio Pais, face ao agravamento insuportável do custo de vida, a UON decide juntar as reivindicações sectoriais num único movimento, preparado com antecedência. A greve geral foi marcada para 18 de Novembro e preparada com antecedência em comícios e sessões, na sua maioria proibidos pelas autoridades que chegaram a fuzilar trabalhadores rurais em Montemor-o-Novo e Alpiarça. Dois acontecimentos prejudicaram a adesão para a data escolhida: a pneumónica (terrível epidemia que dizimou milhares de vítimas) e o armistício de 11 de Novembro (o fim da guerra trouxe infundadas esperanças). O movimento registou a maior adesão entre os rurais do Alentejo e os ferroviários de Sul e Sueste. Em Évora a greve durou 8 dias. Em Odemira e no Vale de Santiago a repressão foi especialmente dura, com deportações de rurais para a África. Foram fuzilados trabalhadores na Moita e em Portimão.

Em 18 de Janeiro de 1934, uma greve geral revolucionária ergue-se contra a ditadura instaurada pela oligarquia económica que a partir de 1926, tenta aniquilar o movimento sindical tão dinâmico durante a I República. Com o direito à greve proibido e a polícia política em acção, corajosos militantes vão contestar a fascização dos sindicatos decidida pelo regime de Salazar. Orientam clandestinamente o movimento, a CGT (Confederação Geral do Trabalho, anarco-sindicalista) e a Comissão Inter-Sindical (ligada ao PCP).
O movimento tem maior expressão na Marinha Grande, onde a vila é tomada pelos grevistas que desarmam a GNR. Mas tem igualmente expressão nas zonas operárias de Lisboa, Barreiro e Setúbal, bem como em Silves e em Coimbra.
A repressão da ditadura é brutal com inúmeras prisões. 57 dos 150 presos que vão inaugurar o Campo de Concentração do Tarrafal, participaram no 18 de Janeiro e muitos lá morrem.

Depois da Revolução de 25 de Abril, apesar da explosão de conflitos sociais em 1974/75, foi necessário esperar por 1982, para se voltar a falar de greve geral.
Em 12 de Fevereiro de 1982, em protesto contra o primeiro Governo de direita após a Revolução de Abril, presidido por Francisco Pinto Balsemão, é convocada uma greve geral, pela CGTP-Intersindical e sem a adesão da UGT. Decorre sob a palavra de ordem "Uma só solução, AD fora do Governo", exigindo a demissão do Governo da Aliança Democrática (coligação dos partidos de direita, PPD, CDS e PPM). Aderiram um milhão e meio de trabalhadores, segundo fontes sindicais.
Três meses depois, em 11 de Maio, é convocada nova greve geral pela CGTP-IN, em protesto contra a morte de dois operários, vítimas de uma acção policial, no dia 1º de Maio. Tudo se passou no Porto, quando a CGTP-IN pretendeu comemorar a data na Praça da Liberdade, foi proibida pelo Governo Civil que ordenou uma acção da Corpo de Intervenção da PSP. Os incidentes prolongaram-se por várias horas e deles resultaram dois mortos, causados pela acção policial. Face a esta atitude repressiva, a resposta do movimento sindical foi a convocação de uma greve geral de protesto.
A 28 de Março de 1988, durante o Governo de Cavaco Silva, foi convocada outra greve geral. Tratava-se de um protesto que primordialmente se dirigia contra o "Pacote Laboral" que visava enfraquecer os direitos dos trabalhadores, facilitar os despedimentos e o trabalho precário. Esta greve geral teve a particularidade de reunir a CGTP e a UGT na luta contra o "cavaquismo".
Em 10 de Dezembro de 2002, nos anos da coligação PSD/CDS-PP, encabeçada por Durão Barroso, foi convocada nova greve geral. Visando agora protestar contra o aumento do desemprego, a instabilidade dos vínculos laborais e a destruição dos serviços públicos, a greve foi convocada pela CGTP e não contou com a adesão da UGT.

Alvaro Arranja (Historiador)

GREVE GERAL


Na próxima Quarta Feira é dia de luta nacional; É dia de Greve Geral.

Apesar das constantes tentativas de intimação dos trabalhadores por parte do governo que se diz de esquerda é importante que nós trabalhadores não nos esqueçamos que a crise não é para todos:


  1. O poder de compra dos trabalhadores caíu em Portugal no ano passado mais do que em cada um dos últimos 22 anos.

  2. Os rendimentos dos 20 % de portugueses mais ricos são 8,2 vezes superiores aos dos 20 % mais pobres. É o maior fosso da Europa.

  3. Quase tres milhões de portugueses vivem em risco de pobreza. Portugal é o país da União Europeia onde é mais dificil responder à pobreza.

  4. Os salários dos gestores de grandes empresas triplicaram nos últimos 5 anos.

  5. Só 51 % das empresas em Portugal declara lucros. A evasão fiscal mantem-se.

  6. Quase meio milhão de pessoas procura emprego mas não conseguem nada.

  7. Os trabalhadores precários ganham menos 26 % do que os efectivos.

  8. O subsídio de desemprego é agora mais dificil de conseguir, mais fácilo de perder e dura menos tempo.

  9. No trabalho temporário o governo fez uma lei á medida da barbaridade das empresas de trabalho temporario. Mais de 400 mil são explorados- não por um mas por dois patrões.

  10. A mobilidade especial na função publica é o real despedimento colectivo de milhares de funconarios publicos.

DIA 30 É PRECISO DEMONSTRAR O NOSSO DESCONTENTAMENTO AO GOVERNO.


DIA 30 DE MAIO PROTESTA!


DIA 30 DE MAIO NÃO VÁS TRABALHAR


¨¨ Todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, efectivos ou não, têm o direito a fazer greve e estão abrangidos, pelo pré-aviso de greve. Conforme o artigo 603 do Código do Trabalho, " Proibição de discriminações devidas à greve", " é nulo e de nenhum efeito todo o acto que implique coacção, prejuiso ou discriminação sobre qualquer trabalhadorpor motivo de adesão ou não à greve".

24/05/2007

CLUBES CALOTEIROS


O sindicato dos Jogadores veio hoje a terreiro denunciar aqueles clubes que ainda não pagaram aos seus atletas; curiosamente ou não o Clube mais representativo da Póvoa de Varzim está no rol dos caloteiros; quais são as desculpas Sr. Lopes de Castro? Não se fez o negocio do estádio?

UMA VERGONHA
I. Nota Prévia
1. No início da época desportiva, o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) contactou, por escrito, todos os Clubes/SAD da Bwin Liga e da Liga Vitalis no sentido de uma análise conjunta dos problemas que afectam o futebol.
Ora, o mais importante desses problemas é o do incumprimento salarial o qual, atento o balanço da época anterior, mereceu e merece resposta inadiável. O resultado desses contactos traduziu-se, na prática, na resposta afirmativa de meia dúzia de clubes, traduzidas em reuniões para o efeito realizadas e nada mais.
Neste contexto, o SJPF cumprindo o que prometeu, ao contrário de outros com responsabilidades específicas que tendo prometido muito nada fizeram, vem apresentar dados referentes ao assunto, em jeito de balanço da época que agora terminou.
Impõe-se, no entanto, esclarecer que o SJPF, ao denunciar esta anomalia, procura, sobretudo, conjugar esforços tendentes à erradicação dos males de que enferma o futebol português pois só assim estará a prosseguir os objectivos que lhe estão consignados, ou seja, a dignificação, em várias vertentes, do jogador profissional de futebol.
Ora, o salário, elemento intrínseco da definição de contrato de trabalho, surge como contrapartida da prestação do trabalho assumindo o carácter de meio de satisfação de necessidades pessoais e familiares do trabalhador.
Assim sendo, está-lhe indelevelmente associada a ideia da regularidade do seu recebimento. Porque assim é, o não recebimento da remuneração devida coloca o trabalhador numa posição de fragilidade e dependência face à entidade patronal com os prejuízos, de ordem profissional e sócio-familiar, que daí advêm.
Por outro lado, a competição entre Clubes/SAD cumpridores e incumpridores leva a graves atropelos da verdade desportiva, com benefício evidente para os últimos já que usufruem de meios, no caso meios humanos, sem suportarem os inerentes encargos financeiros.
2. Paralelamente, o SJPF apresentou publicamente o Projecto denominado Fundo de Garantia Salarial destinado a minimizar o problema.
Cabe referir que neste domínio a Federação já deu a sua concordância e a Liga acaba de associar-se através da afectação da verba resultante do Jogo das Estrelas.
3. Por último, e para obviar a qualquer dúvida, importa esclarecer que para o SJPF, no que toca ao conceito de incumprimento, se funda no seguinte critério: “têm-se por incumprimento o não o pagamento do salário até ao dia 5 do mês subsequente àquele a que disser respeito».
1. Cumpridores
Bwin Liga

- Futebol Clube do Porto
- Sporting
- Benfica
- Sp. Braga
- Belenenses
- U. Leiria
- Paços de Ferreira
- Desportivo das Aves
- Beira-Mar
Liga Vitalis
- Leixões
- V. Guimarães
- Olhanense
- Portimonense
- Gondomar
- Feirense
- Vizela
- Trofense
- Rio Ave
2. Incumpridores
Bwin Liga
- V. Setúbal
- Boavista
- Estrela da Amadora
- Clube Desportivo Nacional
- Marítimo
- Académica
- Naval 1.º de Maio
Liga Vitalis
- Desp. Chaves
- Estoril
- Santa Clara
- Varzim
- Penafiel
- Olivais e Moscavide
- Gil Vicente


III. Nota Conclusiva
1. A primeira ilação que do exposto se colhe, com clareza cristalina, é a da existência de um grave problema e das gravosas consequências que, em várias vertentes, lhe estão associadas relevando a de índole sócio-económico e familiar.
2. Ora, a superação do problema, só será possível atingido através de uma radical mudança de mentalidades e de práticas. Concretamente, haverá que:
- Definir parâmetros rigorosos, nomeadamente no que toca à exigência de garantias bancárias para garantir o recebimento pontual dos salários;
- Criar um órgão de fiscalização autónoma, de acompanhamento - antes, durante e finda a competição - que garanta o tratamento igual, em termos do cumprimento das regras no domínio económico-financeiro de todos os competidores;
- Fixar um regime sancionatório mais grave para os incumpridores, em que se preveja e aplique a despromoção desportiva;
- Responsabilizar em termos efectivos os dirigentes que não respeitem os parâmetros desportivo-financeiros.
3. Como nota final, deixa-se uma palavra de exigência e apelo:
Apesar da disponibilidade da Federação e da Liga para a implementação do Fundo de Garantia Salarial, por um lado, e da tentativa louvável da Liga para apertar o controle financeiro ao Clubes/SAD, este problema só será erradicado se todos e cada um tiverem a coragem de assumir as respectivas responsabilidades em prol da melhoria do futebol português.
Se assim não for, persistirão os problemas e adiar-se-ão as soluções. Neste contexto, o SINDICATO sentir-se-á legitimado para imputar responsabilidades a quem, podendo e devendo agir, se pautar pela omissão. É que a assunção de responsabilidade deve ser plena, abrangendo, por isso, os êxitos e as derrotas não deixando, que a culpa pelas últimas continue a morrer solteira. A
Direcção do SJPF
24-05-2007

23/05/2007

SUCATAS AO SABOR DOS INTERESSES

Há pelo menos 150 empresas, principalmente sucatas, que operam à margem da lei e não enviam para tratamento e reciclagem os carros inutilizados, considerados resíduos perigosos. O incumprimento dos requisitos ambientais já foi denunciado às autoridades pela Valorcar, entidade licenciada pelo Estado para gerir o sistema dos veículos em fim de vida (VFV). Concorrência desleal para com os operadores licenciados e risco de contaminação de solos e águas são algumas consequências desta violação da lei. "Identificámos 150 empresas ilegais que não cumprem a lei dos VFV e não dão o encaminhamento certo aos componentes que têm de ser retirados dos carros e enviados para reciclar", disse ao DN Ricardo Furtado, director da Valorcar. Entre estas empresas estão "sucatas de beira de estrada, mas também empresas com boas infra-estruturas", todas sem licença para operar do Instituto dos Resíduos (INR). A lista dos infractores foi enviada para a Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território, das Actividades Económicas, o INR e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente. Mas a contabilização peca por defeito, considera Ricardo Furtado. "Basta andar pelo País para ver que há centenas de sucatas", embora esse número seja impossível de quantificar. Os únicos operadores licenciados pelo Ministério do Ambiente são os 11 centros da rede Valorcar. A legislação obriga os cidadãos a entregarem os carros inutilizados num operador licenciado, em vez de o venderem a uma sucata ou abandonarem, prática ainda muito comum. O processo é gratuito e deve ser feito nos centros da Valorcar. Os operadores são obrigados a desmontar o veículo, retirar-lhe os resíduos perigosos (óleos, baterias) e enviar os materiais aproveitáveis (vidro, pneus, plásticos e metal) para reciclar, reutilizar ou valorizar. O centro que recebe o carro tem ainda de tratar dos procedimentos burocráticos implícitos à retirada de circulação do veículo. Ou seja, emitir um certificado de destruição que prova que este foi entregue no local adequado e enviá-lo para a Direcção-Geral de Viação (DGV), que trata da anulação da matrícula. No futuro, adiantou ao DN Filomena Lobo, do INR, os cidadãos serão punidos se não entregarem o carro nos locais licenciados. "Agora, a punição é apenas moral, mas a revisão da lei aponta no sentido da punição efectiva com uma coima." Os operadores de desmantelamento e fragmentação têm de obedecer a regras ambientais rigorosos para terem licença do INR e integrarem a rede da Valorcar. O processo exigiu adaptações - como novas condições de impermeabilização de solos, estruturas de armazenamento e transporte de veículos - e investimentos dos operadores que já existiam no mercado. A modernização não foi implementada por todos os operadores e a grande maioria caiu na ilegalidade. "Há empresas que querem aderir ao sistema, mas encontram-se em situações complicadas terrenos não autorizados, sem dinheiro para investir ou até sem existência legal. Mas há outros que preferem operar como sempre o fizeram", diz Ricardo Furtado. Filomena Lobo, do INR, confirma que "há empresas com preocupações ambientais mas que não podem ser licenciadas devido a problemas com instrumentos de ordenamento do território".

Ambiente.


A não despoluição dos VFV tem impactos graves, refere Pedro Carteiro, da Quercus. "O impacto da escorrência de óleos é enorme, pois é um resíduo perigoso que pode contaminar solos e águas. Para além do impacto visual." A reciclagem de VFV foi instituída pelo Decreto-Lei 196/2003, que transpõe para a legislação nacional uma directiva comunitária. "Os operadores tiveram tempo para se adaptar", considera a Quercus. "Se não o fizeram, têm de ser penalizados, pois estão a fazer concorrência desleal com quem já cumpre a lei." Pedro Carteiro lembra que as sucatas não têm custos com o tratamento dos resíduos, não resolvem a vertente burocrática e ainda rentabilizam o VFV, vendendo peças. Por seu lado, os operadores licenciados não podem cobrar dinheiro pelo veículo, tirando proveito apenas dos resíduos reciclados ou valorizados ou da venda de peças que podem ser reutilizadas. "É impossível concorrer com quem retira peças para vender e não quer saber de mais nada, não tendo mais custos ", disse Júlio Silva, da Reci21, empresa situada na Figueira da Foz. "Mas estas empresas têm os dias contados", adverte.


Na Póvoa de Varzim a situação também é grave: Curiosamente , há sucatas a poluir lençóis freáticos. O Caso mais grave, situa-se na Zona de Terroso/Laundos, onde pelo que se vê, a autarquia continua a fazer ouvidos e olhos de mercador. Veja-se a imagem de satélite:




Sucata das Póvoas em Terroso á margem da E.N. 206




Sucata em Terroso



SUCATA NA CENTRAL DE CAMIONAGEM, MESMO NO CENTRO DA PÓVOA E AOS OLHOS DE TODOS...MENOS DE QUEM TEM RESPONSABILIDADES AUTARQUICAS.

22/05/2007

A NOSSA ACTIVIDADE SÓ É POSSIVEL GRAÇAS À SUA GENEROSIDADE


A Liga Portuguesa Contra o Cancro está a levar a cabo uma campanha de sensibilização para angariação de fundos.

Pela importancia da questão lembramos aqui esta campanha.

20/05/2007

Porque Foge Diamantino Miranda?



Diamantino Miranda voltou hoje a dar uma grande imagem; ou seja de pessoa que não tem o minimo respeito pelos poveiros e mais grave por quem lhe paga o ordenado. Na partida de hoje frente ao Trofense e que o Varzim perdeu por duas bolas a zero, quando o treinador devia ser o primeiro a assumir a derrota, o que fez Diamantino? O mesmo que fez em Penafiel. Fugiu , qual rato de esgoto. É vergonhoso que o Varzim tenha um treinador que só assume a sua posição quando ganha. Quando perde foge dos holofotes...por alguma razão os portimonenses não gostavam dele. Quem dirige uma equipa tem de assunir as suas vitorias e principalmente as suas derrotas. Mas como parece estar aqui na Póvoa a passar ferias , já que nem sequer conhece o " PROJECTO CATRAIA", e o que se torna mais grave , não ler bem o Jogo...quem deixa estar 90 minutos no terreno do jogo Mendonça que não fez nada e como se sabe não continua no Varzim, e Diego mais de 60 minutos que também nada rendeu nesta partida, tendo no banco, Yazalde, Luca, Denilson, para não falar nos outros, mas estamos a falar de atacantes, não deve mesmo perceber nada de nada.

18/05/2007

A vergonha das 7 maravilhas concelhias


Com a reportagem de hoje do Jornal de Noticias e da responsabilidade de Ana Trocado Marques, aqui fica para os mais distraídos o estado de uma das 7 maravilhas que Mário de Almeida pretende sacudir a água do capote ( leia-se responsabilidade ) pelo estado a que chegou este monumento . E como sempre é mais fácil limpar a água do capote do que assumir responsabilidades...




É uma das fortes candidatas às "7 Maravilhas de Vila do Conde", monumento em vias de classificação pelo IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) e um dos ex-líbris da cidade. A ponte D. Zameiro, que liga as freguesias de Macieira e Bagunte, ruiu a 20 de Outubro de 2004. Na altura, conforme o JN noticiou, a Galp assumia a responsabilidade da derrocada dos dois pilares da travessia sobre o rio Ave e prometia, até, custear a reconstrução. Também o inquérito da Inspecção-Geral das Obras Públicas (IGOP) apontava o dedo à Petrogal (empresa do grupo Galp Energia), que, na altura, concluía obras a jusante da travessia, mas, findo o inquérito, a empresa contestou a decisão e nega, agora, responsabilidades no caso. Mais de dois anos e meio depois, e às portas da eleição das "7 Maravilhas de Vila do Conde", marcada para hoje , a ponte romana continua em ruína. Agora, a Estradas de Portugal (EP), através da Direcção de Estradas do Porto (DEP), prepara-se para lançar a obra e assumir os encargos - cerca de meio milhão de euros - da empreitada, que deverá arrancar em Julho. O diferendo com a Galp será resolvido em tribunal.


Construída no século XI, a ponte D. Zameiro, com 130 metros, é constituída por oito arcos de alvenaria. A travessia está inserida num troço da EN306 e, desde 1996, consta das listagens do IPPAR como monumento "em vias de classificação".


Em 2001, face à derrocada de um dos arcos da travessia, o Ministério das Obras Públicas abriu concurso para a recuperação da ponte. As obras, orçadas em 212 mil euros, terminaram em Outubro de 2003. Em Outubro de 2004, a Galp estava prestes a terminar, no açude a jusante da travessia, uma obra com o objectivo de aumentar a captação de água do rio Ave para a refinaria de Leça da Palmeira. A empreitada implicou um desvio do leito do rio. A 20 de Outubro, de acordo com o relatório da IGOP realizado pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), as fortes chuvadas provocaram um aumento do caudal do rio, originando uma subida muito rápida do nível das águas, entretanto desviadas. Dois dos pilares da travessia não aguentaram a pressão e ruíram. Dois dias depois, a Galp assumia toda a responsabilidade no acidente. O mesmo concluía, meses depois, o inquérito da IGOP. Já em 2005, a Petrogal rejeitava "completamente responsabilidades na derrocada parcial da ponte", sustentada em pareceres técnicos. Face às conclusões do inquérito da IGOP, a Galp informava a EP que recorria "às autoridades judiciais". Tendo em conta aos riscos de derrocada na ponte, a EP decidiu, agora, avançar com os trabalhos. "Foi-me dito que surgiram, entretanto, alguns problemas levantados pelo IPPAR, mas já ultrapassados", explicou o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida, que lamenta o"arrastar da situação".

14/05/2007

Durante mais de seis horas a Póvoa esteve em" Estado de Sitio"

Hoje pelas 12:20 ocorria um acidente entre pesados na A 28, mesmo em frente ao quartel militar e no sentido Viana do Castelo - Porto. Este acidente teve o condão de mostrar aquilo que todos sabem ( menos o surdo e cego ) Macedo Vieira. Aquilo que os poveiros assistiram na tarde de hoje é tão só a amostra daquilo que vai ser a Póvoa depois de serem introduzidas portagens na A 28. Qualidade de vida? É Bom Viver na Póvoa?
Vejam as imagens:





Rotunda da Telecom



Rua Paulo Barreto


Avenida do Mar

Estes são os factos que Macedo Vieira não quer ver; É isto que pretende para a Póvoa ?
Explique aos cidadãos o que vai acontecer!

A Mentira é mais Interessante que a Verdade
Bacon, Francis

13/05/2007

LEIXOES E GUIMARÃES DE VOLTA Á LIGA




O Leixões e o Victoria de Guimarães garantiram hoje o regresso á principal liga de futebol, depois de uma recta final sempre com o " credo" na boca; quem ficou com o sabor amargo da derrota, foi o Rio Ave. A equipa vilacondense, que chegou aos dezassete jogos sem derrotas viu-se na ponta final a ser ultrapassado pelo Guimarães, já que perdeu por quatro vezes consequtivas.
Só se pode apenas queixar de si proprio, e era importante que a direcção do clube procurasse averiguar o que se terá passado já que não é normal o que aconteceu á equipa vilacondense; a não ser que fosse determinado pelo elenco directivo vilacondense a sua não subida de divisão. Os associados e os adeptos merecem uma explicação.

Os tecnicos das duas formações que regressam á Liga Principal, uma num curto iato e a outra já com uns longinquos 18 anos, etavam naturalmente satisfeitos pelo feito dos seus atletas.


Victor Oliveira:

O tecnico da equipa matosinhense, mostrou-se bastante satisfeito com o resultado obtido pela formaão leixonense e disse que " estou duplamente satisfeito porque para além da subida do meu clube já que sou socio á alguns anos,e numa altura em que o clube comemora os 90 anos. quero agradecer aos associsdados o carinho con que sempre apoairam o clube

Vamos conversar para depois se ver se vou ou não continuar


Manuel Cajuda




Estou muito feliz por ver uma cidade extraordinaria em completa loucura pelo feito do seu clube. Quero dar os parabens a todos os que me ajudaram, a massa associativa, e todos os dirigentes, jogadores e quipa tecnica. É uma coisa única, um clube único. É possivel e é exigivel que o clube na proxima epoca tenha um comportamente muito melhor e com outros objectivos que não só a manutenção.


Um excelente regresso são os nossos votos



10/05/2007

Jorge Galhardo demite-se de cargo no Clube Desportivo da Póvoa

Conforme já " O Bicho Vai te Comer " tinha adiantado em 22 de Março, a situação na Secção de Desporto Automovel do Clube Desportivo da Póvoa, não se encontrava lá muito estável. Na altura até perguntamos se a Direcção não seria uma Comissão Liquidatária do Clube; o Tempo o dirá , mas para já o mau estar continua e não só na Secção Automóvel.
O coordenador da secção de Desportos Motorizados do Clube Desportivo da Póvoa (CDP) demitiu-se do cargo. Numa carta enviada à Direcção, Jorge Galhardo afirma que foi "compelido a apresentar a demissão, com efeitos imediatos, por força de atitudes e acontecimentos ocorridos durante o ano transacto e até mesmo no decurso deste ano", acrescentando que "as atitudes correspondem sempre, mesmo encapotadas, àqueles que as tomam".
Na missiva, o dirigente demissionário sublinha que o seu empenho "foi total, dando sempre corpo aos superiores interesses do clube".
Jorge Galhardo preferiu não prestar declarações mas disse que "a ideia que a nova direcção transmite é a de, provavelmente, acabar com o clube pois alguns elementos não querem que este caminhe para a frente".
Eduardo Caldeira Figueiredo, presidente da Direcção do CDP, garantiu à Rádio Onda Viva que não tinha conhecimento oficial do pedido de demissão e que questões internas entre elementos da secção poderiam estar na origem desta tomada de posição. Caldeira Figueiredo sublinhou ainda que "a secção não entregou o plano de actividades para a época desportiva de 2007 e devia tê-lo feito em Dezembro último", circunstância que, segundo o presidente do clube, "pode ter despoletado de forma unilateral a demissão de Jorge Galhardo".

PSD - FUGIU-LHE A BOCA PARA A VERDADE


A recente passagem de Marques Mendes, o lider do PSD, por Vila do Conde não poderia ter corrido pior. Para o PSD claro! Mas se calhar o lider laranja, queria mesmo dizer o que disse.


Não é na Póvoa de Varzim que há um autarca condenado, num processo ( quem se lembra do caso Dourado? ) e não acontece nada? O Que difere Lisboa, Isaltino Morais, Valentim Loureiro Ou Aires Pereira?

Tem de haver moralidade; Aqui deixo a noticia do Póvoa Semanário:


PSD quer ganhar Vila do Conde


Foi com um discurso de vitória anunciada em 2009, que o PSD, local e nacional, se apresentou, sábado à noite, num jantar que juntou algumas centenas de pessoas. Marques Mendes reiterou a confiança em Santos Cruz, natural candidato às próximas autárquicas
“Conheço a realidade daqui, o clima de medo, intimidação e até de retaliação que sempre tem existido na Póvoa de Varzim”. As palavras foram proferidas por Marques Mendes, presidente do PSD, num jantar de militantes que aconteceu no Rancho do Monte. O líder acabou por reconhecer a “falha”, já que se encontrava em Vila do Conde, onde a Câmara é socialista há mais de 30 anos. A “falha” repetiu-se e o social-democrata teve que justificar que falava na Póvoa de Varzim porque era “um município exemplar com uma gestão exemplar e eficiente”.
Mas os ataques ao PS, tanto no Governo como na Câmara de Mário Almeida, foram constantes e Marques Mendes frisou mesmo que “quando se está no poder perde-se energia” e deixa de existir “garra”. “Vila do Conde está parada, tem perdido influência nestes últimos anos, vive em inércia e acomodado e só está a marcar passo”. E porque “não aproveitar as potencialidades de um concelho é criminoso”, Marques Mendes apontou que é preciso mudar de rumo, em 2009, aquando as próximas eleições autárquicas. O líder até se comprometeu mesmo a “ajudar” os locais a conquistar este bastião rosa.


Nada mais bem dito! Fugiu-lhe a boca para a verdade!

DESCUBRA AS DIFERENÇAS:









Em Lisboa onde ainda não há ninguém condenado, apenas suspeitos, Marques Mendes tirou o tapete a Carmona Rodrigues, e na Póvoa? Aires Pereira não foi já condenado? Porque será que é diferente dos outros? Não estaria mesmo Marques Mendes a falar na Póvoa de Varzim?

09/05/2007

AJUDEM NA BUSCA



O recente rapto da criança inglesa no Algarve, teve o condão de mostrar á sociedade a diferença de tratamentos da nossa policia em relação aos portugueses. São exemplos gritantes os desaparecimentos das crianças portuguesas e este caso. Mas o importante é descobrir a criança desaparecida e passar as autoridades a terem o mesmo peso e a mesma medida sem olhar a raças, credos, religiões ou nacionalidades.




Se viu esta menina, contacte 282 405 400


If you saw this girl, contact 00 351 282 405 400




Pormenor inconfundível do olho direito de Madeleine McCann (pupila derramada para a íris)



Nome: Madeleine Beth McCann


Filiação: Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy


Nacionalidade: Reino Unido


Data de nascimento: 12/05/2003


Passaporte: 453847661 – Reino Unido


Descrição Física:
Sexo: Feminino
Altura: 90 cm
Cabelo: castanho claro/louro
Olhos: azuis esverdeados com tonalidades de castanho na retina


Informações complementares:
Desapareceu em 03/05/2007, pelas 22H40 do Ocean Club, Praia da Luz, Lagos, local onde passava férias com os pais. O desaparecimento ocorreu numa altura em que a criança estava sozinha no apartamento.
Qualquer informação deve ser comunicada preferencialmente para o seguinte endereço:

Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária
Rua Pé da Cruz, 2, 8500-640 Portimão
Telefone: 282 405 400
Fax: 282 412 763
e-mail: dic.portimão@pj.pt
ou para qualquer serviço de piquete da Polícia Judiciária.

06/05/2007

MORREU FRANCISCO TROINA


Faleceu, com 83 anos, o antigo presidente do Varzim Sport Club, Francisco José Troina, vítima de doença prolongada.

Francisco Troina que assumiu a liderança do Varzim no ano de 1979 foi seu presidente até ao ano de 1981. NA sua passagem pelo Varzim, na qualidade de presidente da Direcção, deixou obra, que foi a aquisição da Sede Social, sita na Rua Santos Minho, e que agora outros estão a desbaratar.
Francisco Troina era um dos membros do Conselho Varzinista, embora a doença o impedisse, desde há algum tempo, de marcar presença nas reuniões deste órgão consultivo.
É com muita tristeza que se vê partir um dos grandes obreiros do Varzim um dos que contribuiu para o engrandecimento e prestígio deste clube. Francisco Troina, nasceu a 15 de Junho de 1923 e era associado do Varzim com o nº 319 .
Nesta hora de profundo pesar, todos nos devemos associar à Família enlutada, apresentando as mais sentidas condolências.

Na Opinião dos Técnicos foram dois jogos diferentes




O Varzim deslocou-se esta tarde ao terreno do Feirense, onde acabou por perder dois pontos, já que depois de estar a ganhar por dois a zero acabaria por consentir o empate. Mas para a historia fica uma vez mais o "S. Ricardo" que valeu ao Varzim no decorrer da primeira parte e ainda pela negativa o arbitro Helio Santos. Não que já não se soubesse da " categoria " deste arbitro de Lisboa, pelas constantes alterações na sua decisão, sempre que o assistente do lado da bancada se lembrava de descobrir aquilo que não via. No final e depois do Varzim marcar no cair do pano e de o golo ter sido invalidado, o sururu já no tunel de acesso acabaria por ser penalizador para o varzinista Nuno Rocha que seria expulso. Mas para espanto daqueles que assistiram á partida no Marcolino de Castro, surgiria na sala de imprensa o tecnico adjunto do Feirense que relatou a sua prespectiva de uma partida que não tinha acontecido. Diamantino Miranda atacaria o arbitro da partida " Eu não consigo perceber ...aquilo que o arbitro fez;... era tempo para o senhor Victor Pereira, arrume a casa e não mantenha estes arbitros, é uma vergonha, é uma imcompetencia, estes arbitros são fracos demais ...acabem com isto, acho que foi o arbitro que fez este resultado."



Jose Carlos o tecnico adjunto do feirense diria para espanto de todos que quem tinha sido prejudicado na partida tinha sido o Feirense " o Varzim praticamente foi três vezes á nossa baliza e fez dois golos, o resultado mais que justo era a vitoria do Feirense, e não tem qualquer tipo de justiça as declarações do treinador do Varzim, se há razões de queixa estas são do Feirense"



Palavras para quê? Por certo o treinador adjunto do Feirense estava numa outra partida que não aquela que se desenrolou no Marcolino de Castro.