18/05/2007

A vergonha das 7 maravilhas concelhias


Com a reportagem de hoje do Jornal de Noticias e da responsabilidade de Ana Trocado Marques, aqui fica para os mais distraídos o estado de uma das 7 maravilhas que Mário de Almeida pretende sacudir a água do capote ( leia-se responsabilidade ) pelo estado a que chegou este monumento . E como sempre é mais fácil limpar a água do capote do que assumir responsabilidades...




É uma das fortes candidatas às "7 Maravilhas de Vila do Conde", monumento em vias de classificação pelo IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) e um dos ex-líbris da cidade. A ponte D. Zameiro, que liga as freguesias de Macieira e Bagunte, ruiu a 20 de Outubro de 2004. Na altura, conforme o JN noticiou, a Galp assumia a responsabilidade da derrocada dos dois pilares da travessia sobre o rio Ave e prometia, até, custear a reconstrução. Também o inquérito da Inspecção-Geral das Obras Públicas (IGOP) apontava o dedo à Petrogal (empresa do grupo Galp Energia), que, na altura, concluía obras a jusante da travessia, mas, findo o inquérito, a empresa contestou a decisão e nega, agora, responsabilidades no caso. Mais de dois anos e meio depois, e às portas da eleição das "7 Maravilhas de Vila do Conde", marcada para hoje , a ponte romana continua em ruína. Agora, a Estradas de Portugal (EP), através da Direcção de Estradas do Porto (DEP), prepara-se para lançar a obra e assumir os encargos - cerca de meio milhão de euros - da empreitada, que deverá arrancar em Julho. O diferendo com a Galp será resolvido em tribunal.


Construída no século XI, a ponte D. Zameiro, com 130 metros, é constituída por oito arcos de alvenaria. A travessia está inserida num troço da EN306 e, desde 1996, consta das listagens do IPPAR como monumento "em vias de classificação".


Em 2001, face à derrocada de um dos arcos da travessia, o Ministério das Obras Públicas abriu concurso para a recuperação da ponte. As obras, orçadas em 212 mil euros, terminaram em Outubro de 2003. Em Outubro de 2004, a Galp estava prestes a terminar, no açude a jusante da travessia, uma obra com o objectivo de aumentar a captação de água do rio Ave para a refinaria de Leça da Palmeira. A empreitada implicou um desvio do leito do rio. A 20 de Outubro, de acordo com o relatório da IGOP realizado pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), as fortes chuvadas provocaram um aumento do caudal do rio, originando uma subida muito rápida do nível das águas, entretanto desviadas. Dois dos pilares da travessia não aguentaram a pressão e ruíram. Dois dias depois, a Galp assumia toda a responsabilidade no acidente. O mesmo concluía, meses depois, o inquérito da IGOP. Já em 2005, a Petrogal rejeitava "completamente responsabilidades na derrocada parcial da ponte", sustentada em pareceres técnicos. Face às conclusões do inquérito da IGOP, a Galp informava a EP que recorria "às autoridades judiciais". Tendo em conta aos riscos de derrocada na ponte, a EP decidiu, agora, avançar com os trabalhos. "Foi-me dito que surgiram, entretanto, alguns problemas levantados pelo IPPAR, mas já ultrapassados", explicou o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida, que lamenta o"arrastar da situação".

1 comentário:

jessica disse...

vamos lá ver uma coisa..quem ainda não percebeu que o engenheiro mário almeida anda a ver navios e não percebe nada de nada...
só um doido pensaria em eleger 7 maravilhas em vila do conde... já agora porque não votam no grande hotel..maior vergonha de vila do conde, mandando apenas pintar por fora de modo a calar a boca de quem fala