28/06/2007

Piscicultura da Pescanova em Mira - Quercus dá parecer negativo

Terminou ontem o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Projecto Aquícola de Engorda de Pregado em Mira, previsto para o sítio de Rede Natura 2000 “Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas” no qual a QUERCUS participou emitindo um parecer negativo.

Em sequência deste período de consulta pública a Quercus mantém a sua preocupação face ao facto de este ser mais um projecto indicado para implantação em Rede Natura 2000 sem que tenham sido avaliadas alternativas de localização, com a agravante de ser um projecto de grande dimensão capaz de por em causa a integridade daquele sítio e a qualidade da água naquela porção da costa portuguesa.

O Estudo de Impacte Ambiental não apresenta o projecto e os seus impactes de uma forma clara, isenta e transparente, limitando-se a avaliar apenas uma localização e deixando de fora uma verdadeira avaliação de alternativas de localização. Este estudo chega ao cúmulo de prever uma Declaração de Impacte Ambiental favorável de forma a permitir a desafectação de uma extensa área de Reserva Ecológica Nacional (REN) para a implantação do projecto.

O Estudo de Impacte Ambiental, desenvolvido pela empresa IPA - Inovação e Projectos em Ambiente, Lda., não refere os padrões de qualidade do efluente das águas descarregadas no mar pela piscicultura industrial, ficando-se sem saber quais serão os teores em antibióticos, sólidos em suspensão ou mesmo agentes patogénicos que irão contaminar as praias da costa de Mira. Refere apenas a existência de um tratamento primário (decantação) o que, tendo em conta os efluentes das pisciculturas da Pescanova existentes na Galiza, é manifestamente insuficiente para garantir padrões de qualidade aceitáveis.

Embora nunca seja referida no estudo a área total ocupada pela implantação dos tanques, a Quercus calcula (1248 tanques de engorda x 113,43 m2 + 480 tanques pré-engorda x 40,42 m2) que essa área será de mais de 160000 m2. Estes 16 hectares, só de área de implantação dos tanques, possuem uma localização central em relação ao sítio Natura 2000, fazendo com que o seu impacte negativo seja ainda mais considerável pois terá um contributo maior na fragmentação dos habitats existentes.

Tendo em conta que este projecto está proposto para um sítio da rede Natura 2000, seria vital identificar e documentar exaustivamente os habitats prioritários existentes, de modo a justificar a escolha do local de implantação do projecto. Verificamos no entanto que a análise acima referida se limita a uma única página do estudo, onde se refere que “após exaustiva prospecção da área de intervenção não se detectaram nenhuma das espécies referenciadas para o Sítio de Importância Comunitária”. Em nenhum momento do estudo são identificados os procedimentos de amostragem ou são descritas as campanhas da mesma, nem mesmo são publicados os dados da referida campanha de amostragem. A justificação para a ocupação de um território incluído em zona de Rede Natura baseia-se num único parágrafo numa página de um estudo com mais de 500 páginas. Dada a importância da decisão pendente deste EIA, a Quercus entende ser absolutamente necessária a publicação de dados credíveis que consubstanciem as conclusões deste estudo.

O local de implantação do projecto em apreciação é uma zona considerada de máxima importância comunitária, que o Estado Português se comprometeu a conservar ao integrá-la na Rede Natura 2000. Para mais, o projecto em questão foi submetido e chumbado em Espanha, precisamente por estar projectado para um espaço classificado como Rede Natura (Cabo Tourinan), tendo posteriormente sido adaptado ao sítio Dunas de Mira, conhecendo-se desde logo, obviamente, a sua importância em termos de conservação e das restrições que a legislação nacional e europeia impõem. Espaços com habitats de excelência, como este, não podem de todo ser sujeitos a intervenções de enorme impacto e irreversibilidade como a que se pretende levar a cabo, só se podendo, portanto, prestar parecer desfavorável ao projecto em avaliação.

PLÁGIO OU FONTE DE INSPIRAÇÃO ????????


Ouvi recentemente a troca de galhardetes entre o Vereador Aires Pereira e os Vereadores socialistas na Camara Municipal da Póvoa de Varzim, sobre o entender dos socialistas para a criação de um concurso de ideias para os " monumentos " com que o executivo quer brindar os Poveiros, nas novas rotundas da Via B, agora batizada de Avenida 25 de Abril. E fiquei deveras preocupado, pois a versão do Eng. Aires Pereira, serviu apenas para espicaçar os animos dos seus correligionários, contra os socialistas. Mas depois de tantos elogios ao trabalho do " Nando " que eu não conheço pessoalmente, fiquei tranquilo.
Depois de umas visitas à Internet e naturalmente aos Blog's " que os vereadores da maioria não conhecem nem leêm " deparei-me com uma coisa assombrosa...então não é que os americanos já plagiaram o " monumento da nova rotunda? " ISTO SIM É MOTIVO DE UMA ACÇÃO NO TRIBUNAL DA CALIFÓRNIA...mas descansem os poveiros e o Nando que Macedo Vieira já deu intruções para que tal aconteça.

Veja aqui o Plágio




24/06/2007

Vereadores distraídos??


Ao ler o texto espresso no Blog Voando sobre um ninho de duvidas e com o titulo " E ninguém avisou o vereador " fiquei com a nitida sensação de que há vereadores no Municipio da Póvoa que andam lá por ver andar os outros...De Manuel Angélico já não admira, pois ainda não conseguiu justificar a tal tampa de saneamento que o Bloco de Esquerda denunciou em 2005 junto ao Restaurante Aqueduto " há e como vão as descargas?? " ou só lá vai o camião na altura das peregrinações?
Quanto aos outros...bem um que não ia á missa agora frequenta-a todos os domingos, outro não responde sobre as obras da sua responsabilidade, chegando mesmo a inquirir os municipes quando estes reclamam no sentido de saber quais são as obras em questão e as opiniões de Aires Pereira e Macedo Vieira não batem certo...basta ouvir o que disseram, um no final da reunião da última segunda feira e o outro em reacção ás propostas do Partido Socialista...Se isto não é Milão Parece...
Já agora também neste mesmo blog uma grande opinião sobre o mérito do Porte Pago para os nossos jornais " poveiros " pois claro; mais claro não pode ser...agora gostaria de ouvir a opinião do democrata Miguel Pereira do Bloco de Esquerda sobre o mesmo tema.

Novas revelações: Rumsfeld sabia dos abusos em Abu Ghraib muito antes de explodir o escândalo


Esta semana explodiu outro escândalo em Washington sobre quem sabia o quê e quando de um dos episódios mais atrozes da invasão norte-americana do Iraque: o caso da tortura dos presos de Abu Ghraib. O famoso jornalista Seymour Hersh entrevistou pela primeira vez o general encarregado da investigação do abuso na prisão sob comando americano no Iraque, que lhe revelou que ainda não foram tornadas públicas as piores imagens da tortura de Abu Ghraib, que os altos comandos tinham conhecimento desta situação cinco meses antes de o então Secretário de Defesa Donald Rumsfeld testemunhar diante do Congresso que acabara de tomar conhecimento do caso, e que o general foi isolado e finalmente obrigado a retirar-se do serviço activo devido ao relatório que fez sobre o assunto.

Por David Brooks, La Jornada, 19/6/2007

Hersh, numa reportagem publicada na New Yorker, relata que em meados de Janeiro de 2004 o comando militar já sabia da existência de mais de 100 imagens de abuso e de tortura em Abu Ghraib, e tinha pelo menos descrições do conteúdo dessas imagens. No entanto, em Maio, ao testemunhar diante do Congresso, Rumsfeld e oficiais do alto comando afirmaram que nunca tinham visto as imagens até à noite anterior da sua apresentação aos congressistas.

Uma semana antes, Hersh, na New Yorker, e a CBS News tinham difundido algumas das descrições e imagens do abuso, obrigando a Casa Branca a responder que era um caso de actividades ilegais de um pequeno grupo de soldados, que os Estados Unidos não torturavam e que foi o próprio Exército que descobriu e investigou o abuso.

O general Antonio Taguba, encarregado da investigação oficial (com severos limites), disse a Hersh que desde Janeiro que circulavam e-mails com descrições do ocorrido entre os generais encarregados da guerra, e no próprio Comando Central, assim como em altas esferas do Pentágono, inclusive no próprio gabinete do secretário de Defesa. Mas, ao reunir pela primeira vez com Rumsfeld e o seu então adjunto, Paul Wolfowitz, e membros do Estado-Maior, no dia anterior ao da apresentação no Congresso, todos disseram que não tinham visto os detalhes nem as imagens dos abusos.

Taguba informou que algumas das piores imagens ainda não foram difundidas, como uma em que um polícia militar dos EUA sodomiza uma prisioneira iraquiana. Taguba começou a sua investigação em Janeiro de 2004, e entregou o seu relatório em Março, onde concluiu, entre outras coisas, que "numerosos actos de abuso criminoso sádico, flagrante e desenfreado foram infligidos a vários presos", e que se tratou de "um abuso sistemático e ilegal". Mas, apesar de ter entregado mais de uma dezena de cópias do relatório a altos oficiais em Março, os homens do presidente Bush pretenderam jamais tê-lo visto até meados de Maio.

Tudo indica, diz Hersh, que houve algum tipo de encobrimento ao mais alto nível do governo de Bush - incluído o próprio presidente - , sobre quem, quando e quanto se sabia dos abusos. O facto de depois de apresentar o seu relatório, Taguba ter recebido ordens para ocupar um posto marginal dentro da burocracia, e que no final foi obrigado a renunciar, em Janeiro deste ano, demonstra que o seu trabalho não foi bem vindo.

Hoje, o editorial do jornal USA Today opina que "os comentários de Taguba recordam que o escândalo ainda carece de uma investigação a fundo, que poderia explicar como os abusos não só ocorreram em Abu Ghraib, como também no Afeganistão e na Baía de Guantánamo, Cuba, e se não são culpadas pessoas de patente mais alta."

Hersh questiona a possibilidade de que Rumsfeld e o seu chefe, o presidente George W. Bush, não tivessem conhecimento do que ocorreu. Isso implica que de facto sabiam e de alguma maneira permitiram a tortura.

O artigo de Hersh provocou uma resposta da Casa Branca que insistiu na linha oficial de que o presidente tinha sabido do caso pela televisão e que ordenou uma investigação a fundo.

Mas, nesta altura, a credibilidade do presidente e de pessoas como Rumsfeld e Wolfowitz é quase nula. A saída em desgraça de Rumsfeld, e agora de WolfoWitz do seu cargo de presidente do Banco Mundial, e a condenação - se não houver um indulto presidencial - de Lewis Libby, o braço direito do vice-presidente Dick Cheney, são em grande medida custos políticos desta guerra, assim como a derrota do Partido Republicano nas passadas eleições legislativas.

Também há outro tipo de custos nesta aventura bélica. Além dos mais de 3 mil soldados mortos, mais de 22 mil feridos, também se calcula que uma quarta parte dos militares que regressam do Iraque padecem de problemas mentais, relatou o Washington Post. O Pentágono procura contratar mais centenas de psiquiatras e de psicólogos para tratar destes pacientes.

Os veteranos dessas zonas de guerra que procuraram apoio para enfrentar o chamado "stress pós-traumático" ascendem a 45 mil; para os especialistas, isto é só o início de uma onda de veteranos que vão regressar com problemas mentais, acrescenta o Post. O próprio Exército descobriu que 20% dos seus soldados no Iraque padecem de problemas psicológicos de ansiedade, depressão e stress agudo.

Os custos económicos da guerra em casa também têm várias dimensões. Nos termos mais amplos, pode-se registar que a despesa pública de fundos já supera os 500 mil milhões de dólares. Um relatório recente do Instituto de Investigações de Paz Internacional de Estocolmo calculou que o custo total da guerra do Iraque, se se incluírem os custos desde o início e futuros projectados até 2016, chegará aos 2,3 triliões de dólares.

A aventura bélica de Bush custa cada vez mais aos norte-americanos.

22/06/2007

SOS - AMBIENTE - POR UM MUNDO MELHOR


Numa altura em que muito se fala sobre o Ambiente, aqui fica um pequeno contributo, para que todos possamos ter um mundo melhor.

Assim aqui fica um Link, onde em tempo real se pode observar as emissões de CO2 em todo o mundo, bem como o número de nascimentos e mortes que ocorrem, em cada país. Para isso basta colocar o rato em cima de cada país, e tem de imediato os dados acima mencionados. Já agora podem e devem também observar os dados relativos a Portugal.


15/06/2007

A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO

Está prevista para o dia 30 do corrente a inauguração da chamada " Via B " uma " via estruturante " como prefere chamar-lhe Macedo Vieira. Mas estruturante de quê ?

Quem circula por esta via já chegou a algumas conclusões:

1 - Trata-se de uma via muito estreita;

2 -Não vai desafugar em nada a Nacional 13

3 - Serviu ou vai servir apenas para despertar ( se já não despertou ) os interesses imobiliários.
Para já o que se sabe, é que apesar de se estar praticamente no fim a obra , os proprietários dos terrenos ainda não viram a cor do dinheiro, para aqueles que aceitaram os valores propostos pela autarquia, e para as decisões dos tribunais para aqueles que a estes recorreram.

Mas como já se disse a obra está quase concluida para a inauguração, e eis que começam a surgir as primeiras contestações;

Na rotunda criada junto ao Modelo, e na saída para a Rua das Arroteias , eis o que se vislumbra:






Os moradores queixam-se e com razão! Como é possivel terminar um passeio praticamente em cima de uma curva?

Mais que tipo de passeio? Será que pode ali circular uma cadeira de rodas? Um carrinho de Bebé?

Quem manda fazer estas coisas não é penalizado?

Continuamos a ser geridos como de uma tasca " sem desprimor para estas" se tratasse. è isto qualidade de vida? É isto viver bem na Póvoa?

14/06/2007

Blogues como viveiro de ideias e fontes inspiradoras para jornalistas

O Jornal de Noticias de hoje faz referencia aos blogs.
Pelo interesse aqui fica a reprodução do texto da autoria de Dina Margato.

Sucedem-se os casos em que pistas fornecidas por blogues se converteram em notícias. Em Portugal, as suspeitas à volta da licenciatura do primeiro-ministro José Sócrates nasceram num blog. Em França, foi uma página na net que tornou público que Cecilia Sarkozy, esposa do presidente francês, não tinha votado na segunda volta das eleições. Que papel têm hoje estes domínios da web na actividade jornalística?
Nem todos os blogues são fontes de informação, os de registo confessional não interessam à pesquisa jornalística. Manuel Pinto, bloguista e professor na área dos média da Universidade do Minho, diferencia "Há muitos tipo de blogues, desde lixo a sítios incontornáveis". Mas, "alguns blogues podem, sem dúvida, ser fontes para os jornalistas".Para o investigador, os blogues podem funcionar como "termómetros, ainda que subjectivos, de um micro-mundo". Vê em alguns deles, "vozes que não se fazem ouvir por outras vias. São fontes inspiradoras de assuntos a tratar, de leituras da actualidade". Paulo Querido, bloguista com obra publicada sobre internet, diz que tem dificuldade em aceitar a ideia de que a blogosfera está a influenciar o jornalismo. Prefere entendê-los "substitutos das cartas que antes chegavam pelo correio aos jornais" com histórias que podiam dar origem a notícias. "A novidade está no meio e na sua capacidade de rastilho". É nesse ponto que sublinha a importância de certos blogues para a actividade jornalística. "Não se pode comparar com o fax, por exemplo, nos blogues a informação propaga-se rapidamente". Classifica a blogosfera como um "meio conversacional", que, enquanto tal, transformou o espaço público. "São viveiros de ideias", afirma Paulo Querido. "A vantagem sobre a rua, a conversa do café, é , além da divulgação, o facto de os blogues serem feitos por pessoas mais educadas, já que são assegurados por pessoas com mais escolaridade".O bloguista reconhece que as páginas na net podem ser úteis para os jornalistas como fonte, são uma "ferramenta com vozes que podem ser lupa em relação ao que se passa", mas recusa o deslumbramento de poderem estar a fazer a pesquisa que devia ser tarefa dos jornalistas. O caso da revelação das suspeitas levantadas à licenciatura de José Sócrates prova, a seu ver, que a pressão dos blogues não é assim tão eficaz. "Foram precisos dois anos para que o bloguista pudesse ver a sua história chegar aos jornais", faz notar. "O assunto só ganhou dimensão com os jornais. Aliás, só assim é que o autor teve um dia de glória". Mariana Oliveira, autora da notícia "caso Charrua", defende que os blogues são "mais um meio" a que deve recorrer o jornalista, "nunca podem ser fonte única". No caso da história do professor que teria sido castigado por ter possivelmente insultado o primeiro-ministro, esclarece que a notícia do Público não nasceu dos blogues, ainda que tenha sido através deles, que, depois, ganhou "consistência". "Foi é multiplicada, depois, pelos blogues, também por ser uma notícia que suscitou muita opinião". Entende os blogues como reflexo das movimentações da sociedade civil que não devem ser descuradas pelos jornalistas. "Podem alertar os jornalistas". Ao jornalista cabe "perceber o interesse noticioso e averiguar". Não tem preconceito algum em relação à ajuda. "Os blogues dão um contributo. As informações devem é ser confirmadas como quaisquer outras". Considera que a "democracia só tem a ganhar quando melhor for auditada". Também para o professor universitário Manuel Pinto, os "blogues vieram alargar e enriquecer aquilo que até há uns anos se considerava ser o campo jornalístico". A radiografia que faz é esta "Digamos que hoje há muito mais vozes, muitas delas especialmente qualificadas em determinadas áreas", que fazem ou devem fazer parelha com os jornalistas, ainda que estes sejam "o núcleo duro e insubstituível do jornalismo". O professor não vê ainda nos blogues substitutos da investigação jornalística. Não concorda com a relação. "Outra coisa é a existência de um desinvestimento na investigação por parte dos jornalistas ou, melhor, das empresas jornalísticas". Mariana Oliveira traça um cenário desanimador. "Hoje em dia faz-se pouquíssima investigação. Os jornais são empresas que têm de dar lucro e a lógica empresarialista não se compadece com o risco e o tempo que a investigação implica". Concretiza "Um jornalista não pode garantir à partida que uma pesquisa dê uma boa história e os jornais não têm condições para lidar com essa incerteza".
Do caso Sócrates a Sarkozy
Em Portugal, nunca um eco de um blog se terá tanto feito sentir como na altura em que os jornais começaram a noticiar que existiam irregularidades na licenciatura de José Sócrates. Foi um blog que levantou a suspeita. O alarido nasceu no "Doportugalprofundo" e o seu autor, António Balbino Caldeira, de Alcobaça, é professor universitário. Para o caso, convém saber que António Balbino Caldeira é militante social-democrata (PSD), segundo diz a revista Atlântico, que fez mesmo capa com a história, que intitulou "O blogue que mordeu o primeiro-ministro". Mas foram precisos dois anos e uma conjuntura propícia, as suspeitas sobre a actividade na Universidade Independente, onde o primeiro-ministro estudou, para que a "história" do bloguista saltasse para a Imprensa, depois do primeiro passo dado pelo Público. Em França, foi também uma página na net de antigos jornalistas do Libération, que tornou público que a esposa do Presidente não tinha votado na segunda volta das eleições. O que foi ponto de partida para a notícia de que Sarkozy teria querido impedir que esse dado chegasse à imprensa. Certamente, a primeira dor de cabeça do novo presidente francês. Nos Estados Unidos, o jornalista veterano Dan Rather que noticiou o tratamento privilegiado que Georges W. Bush teria tido quando serviu a Guarda Nacional Área do Texas, teve o maior revés na sua longa carreira, segundo se descreveu na altura, graças à revelação de uma página na net. Um blog local insistiu na tese de que os documentos que serviram de base à notícia não eram autênticos. Daí até a novos desenvolvimentos sobre a notícia foi um ápice. Dan Rather veio, então, a público desmentir a notícia.
Conceito de blog
É um diminutivo de weblog, página na internet, cuja organização funciona com a lógica de um diário, já que as actualizações vão-se fazendo de forma cronológica. Um blog típico inclui texto, imagem e vídeo.
História do blog
Existe mais do que uma teoria sobre o seu passado. Parece ser ponto assente que Jorn Barger deu um importante contributo, por ter sido editor de um espaço na internet que chamou "weblog", em 1997. O seu blog foi definido como uma página de diário que relatava todas as outras páginas interessantes que encontrava. O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar "wee-blog", o que tornou inevitável o encurtamento da palavra.

10/06/2007

Banca cobra 6,6 milhões por dia em comissões


O Diário de Notícias de hoje revela que os cinco maiores bancos portugueses lucraram 8,7 milhões de euros por dia no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 21% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, em que os ganhos diários se cifravam em 7,1 milhões de euros. Na origem desta subida estão o aumento das taxas de juro e as comissões cobradas aos clientes. Estas últimas subiram 11,8% e atingem agora o valor impressionante de 6,6 milhões de euros por dia. Por outro lado, os custos operacionais (salários e despesas de funcionamento) aumentaram apenas 4,4%.
Os cinco maiores bancos portugueses (Caixa Geral de Depósitos, Millennium Bcp, Banco Espírito Santo, Banco Santander Totta e Banco BPI) aunmentaram em 21% os seus lucros diários, passando de 7,1 milhões de euros para 8,7 milhões de euros.
Segundo o Diário de Notícias há dois factores que contribuem decisivamente para este aumento de lucros. Por um lado, constata-se um aumento de 35,8% na margem financeira dos bancos (diferença entre os juros que os bancos cobram com os empréstimos e as taxas que pagam nas aplicações financeiras) essencialmente devido à subida das taxas de juro. Assim, no primeiro trimestre deste ano os bancos obtiveram por dia 17,8 milhões de euros de margem financeira contra os 13,1 milhões do período homólogo do ano passado.
Por outro lado, o valor das comissões cobradas aos clientes aumentou 11,8%, de 5,9 milhões de euros por dia para 6,6 milhões.
Finalmente, regista-se uma contenção em relação aos custos correntes, sem ganhos salariais significativos para os trabalhadores. Os cinco maiores bancos gastaram 14,2 milhões de euros nas suas despesas de funcionamento, administrativas e com pessoal. Trata-se de um aumento moderado de 4,4%, face ao mesmo período do ano passado, quando estes instituições gastaram diariamente 13,6 milhões de euros.

08/06/2007

Despedimentos colectivos dispararam no primeiro trimestre


No primeiro trimestre de 2007, 59 empresas iniciaram processos de despedimento colectivo, afectando 1213 trabalhadores. Comparando com igual período de 2006, são mais 17 empresas e o número de trabalhadores atingidos cresce 64%. Segundo o DN de hoje, os despedimentos colectivos no primeiro trimestre de 2007 atingem 20% do total dos trabalhadores das 59 empresas. O DN baseia a notícia nos dados publicados pela Direcção-Geral de Estudos, Estatísticas e Planeamento (DGEEP) do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
O jornal salienta ainda que o número de empresas que iniciaram processos de despedimento colectivo cresceu 146% e o número de trabalhadores atingidos subiu 188%, em relação a igual período de 2005.
Durante o primeiro trimestre do corrente ano foram ainda concluídos 33 processos de despedimento colectivo iniciados anteriormente, lançando no desemprego 735 trabalhadores, quase o dobro do ano anterior.

07/06/2007

Praias 2007





196 praias com qualidade de ouro. Qualidade da água nas zonas balneares revela ainda problemas por resolver


Mais cinco praias com má qualidade em 2006 por comparação com 2005; fracção de praias com boa qualidade mantém-se; praias interiores continuam a apresentar pior qualidade que as costeiras.


No início da época balnear normal a 1 de Junho e tal como todos os anos tem sido efectuado, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza recorre à informação pública oficial disponibilizada pelo Instituto da Água incluindo o Relatório sobre a Qualidade das Águas Balneares para avaliar o estado das zonas balneares. Em Portugal, de acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto da Água, existem 508 praias / zonas balneares (422 costeiras e 86 interiores).De acordo com a síntese acima, pode verificar-se que o grau de inconformidade (percentagem de praias com má qualidade) aumentou ligeiramente, passando o número total de praias com má qualidade de 13 para 18. Por outro lado, a percentagem de praias interiores com boa qualidade aumentou em cerca de 14 %, valor que no entanto ainda está aquém do desejável por comparação com as praias costeiras. Em 2007 a época balnear começa com mais 11 praias (7 interiores e 4 costeiras).18 praias tiveram má qualidade em 2006 (mais cinco que em 2005). 6,5% das zonas balneares tiveram pelo menos uma análise má; 14 praias estiveram interditas durante parte da época balnear e 6 na totalidade . Em 508 zonas balneares de Portugal, 6,5% das praias (mais exactamente 33) tiveram pelo menos uma análise má em 2006 (o que não implica necessariamente que a qualidade final seja má – depende da percentagem em relação ao total das análises efectuadas), tendo a pior sido a praia de Árvore em Vila do Conde com seis análises más, zona balnear que aliás a par de outras cinco esteve interdita. Machico, Matosinhos, Ponte de Lima, Tomar e Vila do Conde foram os concelhos que apresentaram duas praias, cada uma com pelo menos uma análise com má qualidade.




A listagem de praias com má qualidade foi a seguinte:


De acordo com a informação do Instituto da Água, Portugal apresentou à Comissão Europeia um pedido de derrogação de três análises más, uma em cada praia, por condições meteorológicas desfavoráveis, permitindo-lhes não ter a classificação final de má (Rio Tua – Maravilha em Mirandela, Rio Sabor – Ponte Remondes em Mogadouro e Rio Caima-Burgães em Vale de Cambra)A Quercus considera que continua a existir uma vulnerabilidade à poluição, nomeadamente as falhas no saneamento básico e os problemas de gestão da bacia hidrográfica, que estarão na origem das análises más, mas que para ano de seca os resultados foram muito satisfatórios.


Quercus identifica 196 praias com qualidade de ouro em Portugal – pela primeira vez uma zona balnear interior (Montargil) é seleccionada


A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza resolveu seleccionar todas as praias que em Portugal têm tido nos últimos cinco anos (2002 a 2006) sempre qualidade de água classificada como boa e que na época balnear de 2006 tiveram sempre análises boas. Esta avaliação efectuada pela Quercus é muito mais limitada em comparação com a atribuição da Bandeira Azul porque apenas se baseia na qualidade da água das praias, apesar de ser mais exigente neste aspecto. A classificação geral das praias em termos de qualidade da água é disponibilizada pelo Instituto da Água ao abrigo da legislação nacional e comunitária.O objectivo da Quercus é realçar as garantias de praias que ao longo de vários anos (cinco, neste caso), sistematicamente apresentam boa qualidade, e que portanto, em nosso entender, apresentam uma maior fiabilidade no que respeita à boa qualidade da sua água, confirmando ainda a sua excelência na última época balnear (dados consultados através do site snirh.inag.pt). Ficam de fora desta lista as zonas balneares com menos de cinco anos e aquelas que só mais recentemente viram resolvidos os seus problemas de poluição, ou onde se tenha verificado na última época balnear análises aceitáveis ou más. Podem estar incluídas nesta listagem praias onde algumas análises ao longo dos cinco anos tenham sido objecto de derrogação por diversas circunstâncias, em particular condições meteorológicas adversas, mas cuja justificação tenha sido aceite no quadro da legislação vigente. Em comparação com 2006 há mais 16 praias com qualidade de ouro, num total de 196 das 508 zonas balneares. Pela primeira vez há uma praia interior com qualidade de ouro – a zona balnear da Albufeira de Montargil em Ponte de Sor.O concelho com maior número de praias com qualidade da água de ouro é Albufeira (com 15 zonas balneares), seguido de Vila do Bispo (10 zonas balneares), Almada (9 zonas balneares) e Grândola e Vila Nova de Gaia (7 zonas balneares). Os dados detalhados estão presentes em anexo.




Conheça os dez mandamentos da Quercus para quem queira gozar as praias este Verão.


1. Verifique se na praia que vai frequentar é realizado o controlo de qualidade da água balnear. Em Portugal, existem diversas praias que não estão classificadas como zonas balneares e nessas não se deve tomar banho. Uma praia não classificada é uma praia onde a água balnear não é monitorizada ou onde a água não apresenta qualidade. Esta classificação é revista anualmente pelo Ministério do Ambiente podendo ser designadas mais praias como zonas balneares. O utilizador pode informar-se através de placas que deverão estar colocadas na praia em locais visíveis ou através da internet em snirh.inag.pt.


2. Certifique-se de que a qualidade da água da sua praia é aceitável ou, preferencialmente, boa. Nas zonas balneares há a obrigação de publicitar as últimas análises realizadas à água. Em geral, a frequência das análises é quinzenal, podendo haver casos em que ela é mais diminuta (mensal), ou então maior (semanal). Entre a data da colheita e a data da publicação da análise na praia não se deve ultrapassar mais de quinze dias. Assim, apesar de ser normal não encontrar uma análise de um dia muito recente, não deve encontrar resultados com um atraso superior a um mês. As análises são classificadas como más, aceitáveis e boas, sendo que as duas últimas classificações são compatíveis com a sua utilização para banhos, embora uma análise de qualidade boa seja obviamente preferível. Podem-se conhecer as últimas análises através da Internet nos sites já mencionados, mas é uma obrigação a sua afixação nas praias. Podem acontecer situações excepcionais de poluição visível em que a praia não apresente qualidade e não existam dados actualizados de análise e nesse caso não deve tomar banho.


3. Escolha uma das Praias com Qualidade de Ouro da Quercus. A Quercus elegeu o conjunto de praias que nos últimos 5 anos apresentaram uma qualidade da água Boa, como as Praias com Qualidade de Ouro. A existência de Bandeira Azul também é um critério de qualidade que deve ser tomado em conta e que vai para além da qualidade da água. Existem já casos de praias cuja gestão e exploração estão certificadas por normas de qualidade, sendo este também caminho defendido pela Quercus pelo rigor que tais critérios impõem em termos de acompanhamento.


4. Verifique os meios de segurança e as infraestruturas. Ao utilizar uma praia deve verificar-se a permanência de um nadador-salvador, a delimitação da área para banhos, a existência de um posto de primeiros-socorros, a possibilidade de acesso rápido de uma ambulância. Em termos de infraestruturas devem-se avaliar aspectos como a presença de casas de banho em número suficiente, duches, bebedouro e parque de estacionamento. Os utentes da praia devem respeitar a sinalização através das bandeiras hasteadas.


5. Verifique e contribua para a limpeza do areal. Exija a ausência de cães.Verifique se a areia do local onde vai permanecer se encontra devidamente limpa e contribua para essa limpeza, não deixando nem enterrando quaisquer detritos. Colabore na limpeza da praia: utilize sempre os recipientes do lixo ou, na falta destes, guarde e transporte consigo o lixo, deitando-o posteriormente em local próprio. Se encontrar vidro ou outro tipo de lixo espalhado sobre a areia, não o ignore. Apanhe-o e coloque-o no recipiente do lixo mais próximo. Nalgumas praias a recolha selectiva é já uma realidade, podendo assim separar vidro, papel e cartão, embalagens e o restante lixo.Utilize sempre uma toalha para se deitar na areia. Na praia prefira chinelos de material lavável e não os empreste a ninguém, inclusive seus familiares. Assim, prevenirá a eventual transmissão de uma doença de pele. Vigie os seus filhos mais pequenos, não permitindo que metam os dedos na boca quando brincam com a areia. Se surgirem quaisquer alterações na sua pele, nos olhos, ouvidos ou garganta consulte rapidamente o médico.Nunca traga animais para a praia! Para além de serem geralmente um incómodo, podem ser portadores de microrganismos prejudiciais à saúde humana e originarem a contaminação do areal.


6. Evite permanecer na praia nas horas de maior calor e evitar uma exposição excessiva ao sol. Evite permanecer na praia nas horas de maior calor e não se exponha exageradamente ao sol, especialmente se a sua pele for clara. O período em que não se deve expor ao sol é aproximadamente entre as 11 e as 16 horas, sendo que o Instituto de Meteorologia publica diariamente uma previsão da altura em que a radiação solar é mais forte e pode ser mais perigosa (http://web.meteo.pt/pt/previsao/uv/prev_uv_d0.jsp). Uma queimadura solar para além de incómoda, constitui uma agressão altamente prejudicial que deve sempre evitar. Utilize protectores solares mas, sobretudo, não permaneça imóvel sob um sol forte. Tenha particular atenção às crianças pequenas. Elas são mais sensíveis ao sol. Insista sempre no uso de chapéus e deixe-as andar de cabelo solto, pois isso constitui uma protecção suplementar da face e dos ombros.


7. Evite fazer ruído. A praia é acima de tudo um local onde temos a oportunidade de descansar e recuperar forças. O ruído é assim um factor de stress e de perturbação. A presença de aparelhagens com som demasiado elevado ou uma grande frequência de barcos e principalmente motas de água, prejudica a qualidade da praia.


8. Proteja as dunas e as falésias das praias costeiras e a vegetação nas praias fluviais. A protecção do cordão dunar é essencial para que o mar não avance e a praia não desapareça. Esta realidade, que infelizmente já é corrente em algumas zonas do país, pode ser evitada, não pisando a vegetação mais sensível, particularmente a que está mais próxima da água na chamada duna primária, mas também evitando o pisoteio das restantes dunas. Também a vegetação das falésias deve ser evitada, sendo que algumas podem apresentar o perigo de derrocada. As praias fluviais são em geral locais muito aprazíveis onde ser deve evitar destruir a vegetação envolvente.


9. Vá de transportes menos poluentes até à zona balnear; deixe o carro em casa.Ir a pé, de bicicleta ou de transporte público, ajuda o ambiente evitando o ruído e a poluição do ar provocada pelo automóvel. Além disso, pode ser uma excelente oportunidade para um passeio agradável. Experimente e evite o congestionamento dos acessos e dos parques de estacionamento. Pode inclusive encontrar praias e lugares menos ocupados e um maior contacto com a natureza.


10. Denuncie o que não estiver bem.Melhorar a qualidade das praias em Portugal passa por denunciar as situações de falta de infraestruturas, má qualidade da água, problemas de limpeza do areal, falta de informação ao utente, falta de vigilância e/ou segurança. O problema é sempre saber a quem dirigir as queixas de forma a que sejam ouvidas, dado o elevado número de entidades aparentemente responsáveis, mas que afirmam sempre que o erro em causa recai sobre outra entidade.Deixamos ainda identificadas as responsabilidades de gestão das zonas balneares para onde podem e devem ser direccionadas eventuais queixas: Nas praias costeiras a concessão do areal é da responsabilidade das Administrações Portuárias ou das Capitanias; a atribuição das concessões dos apoios de praia é da responsabilidade das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR); a vigilância é da responsabilidade dos concessionários ou das autarquias, fiscalizados pelas Capitanias; as análises das águas nas praias costeiras são efectuadas pelo Instituto de Ambiente.Nas praias com Bandeira Azul, um símbolo de qualidade ambiental atribuído às praias que cumpram um conjunto critérios, a fiscalização durante a época balnear cabe aos coordenadores regionais (normalmente as CCDR) e ao operador nacional, a Associação Bandeira Azul da Europa (http://www.abae.pt/). Nas praias fluviais, a atribuição das concessões é das CCDR; as autarquias em geral têm funções importantes na limpeza e no acompanhamento das praias; as análises às águas das praias fluviais são efectuadas geralmente pelas CCDR.


Se tiver acesso à internet utilize a página do Instituto da Água (snirh.inag.pt). Se necessário, recorra também à Quercus pelo correio electrónico quercus@quercus.pt ou pelo telefone 21-7788474.


Conheça a listagem completa das praias com qualidade de ouro (2002-2006 com qualidade de água boa e sempre análises boas em 2006) (documento Word)

Salva-vidas sem gente para fazer socorro




A Noticia publicada hoje pelo Jornal de Noticias, é no minimo preocupante para todos aqueles que frequentam as nossas praias. Tudo isto é consentido por um governo que consegue fazer aquilo que se calhar nem o vencedor do concurso " O maior português " ousaria pensar.


Uma autêntica vergonha. Já não chegava apelidar a margem sul de deserto, tirar cursos ?? na independente etc. etc. etc.


Barco de Vila Chã (Vila do Conde) com dois tripulantes: um tem 70 anos; outro não sabe nadar


Oito estações salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) estão em risco de fechar as portas e outras nove ficam seriamente afectadas se o Ministério da Defesa não desbloquear a admissão de pessoal. Assim o garante um documento a que o JN teve acesso, emanado do chefe de Estado-Maior da Armada e dirigido ao secretário de Estado da Defesa Nacional.


O ofício em causa, datado de 25 de Maio e assinado pelo chefe de gabinete do almirante Melo Gomes (chefe de Estado-Maior da Armada), avisa que - devido à saída de pessoal para reforma e o fim de contratos a prazo nas tripulações de salva-vidas - "a partir de 1 de Agosto de 2007" há oito "estações salva-vidas que ficam inoperativas por terem menos de dois elementos na respectiva guarnição" e nove "que ficam seriamente afectadas por terem menos de três elementos de guarnição". Num total de 30 estações salva-vidas, mais de metade ficam em causa, numa altura em que as restantes também já trabalham em condições mínimas. O ofício dirigido ao secretário de Estado João Mira Gomes alerta o MDN para a "gravidade e complexidade da situação que se avizinha por escassez de pessoal, com consequentes reflexos negativos no desempenho do ISN". Mais ainda, o documento indica que o problema já estava a ser sentido em 2005 e 2006, registando um agravamento já este ano, e solicita que o assunto seja considerado com a urgência devida, por estar "em causa a capacidade de salvamento de vidas humanas". A proposta aponta para a contratação de 31 homens, com um custo que não ultrapassa os 250 mil euros ano. Na prática, a Marinha dá conta ao Governo da débil situação em que se encontra o ISN, responsável pelo socorro marítimo na orla costeira, lamentando que num quadro orgânico com 130 homens "este número esteja reduzido a 69 elementos" até final do ano. Para o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias (SNTAJP), onde se enquadram os trabalhadores do ISN, a situação agora descrita ao Governo não espanta. "Não temos conhecimento do conteúdo do documento, mas não nos espanta", apontou ao JN Serafim Gomes, da Direcção. "E não basta contratar pessoal a prazo, é necessário pessoas especializadas e não é em três meses que isso se consegue. A solução estaria na integração dos homens do Troço de Mar no ISN. Basta haver decisão"."É um problema que foi levantado aquando do naufrágio da Nazaré. Falou-se muito dele, mas até agora não houve qualquer decisão, embora haja muitas promessas - já de há anos", ironiza Serafim Gomes. "No mínimo tem que haver dez homens por estação, para uma prontidão de 24 horas e na melhor das hipóteses há quatro homens". A Marinha remeteu para o MDN uma resposta e o Ministério respondeu ao JN com um cenário de 12 integrações no quadro da função pública "O processo está em curso, mas a sua conclusão está dependente da entrega na Direcção-Geral da Administração Pública de elementos a fornecer pela Marinha". Quanto aos restantes 19 elementos, é "um processo aparte".

06/06/2007

ALGUÉM ISPILICA ????????



No último domingo de Maio realizou-se a já tradicional peregrinação á Senhora da Saúde.

A par das preocupações dos milhares de fieis, em alindar as ruas para a passagem da peregrinação há uma dúvida que me assalta! A mim a a todos os que viram um camião cisterna da Camara da Póvoa na sexta feira de manhã dia 25 de Maio a lavar a valeta junto ao Restaurante Aqueduto! Porque terá sido?


E porquê , só entre o dito restaurante e uma sucata das proximidades?


O que dirá disto o Vereador do Ambiente da Camara, Eng. Manuel Angélico ?


Aqui há ou não Gato com rabo de fora ?


O que pretendeu esconder a Camara Municipal naquela Zona ?


Haja quem explique!!!!


Já agora...a Póvoa de Varzim é gerida ou melhor dito Limpa a duas velocidades?


Quem anda na marginal Póveira de norte para sul vê a limpeza com que o municipio brinda os seus visitantes e moradores...mas deve ter faltado mão de obra, gasolina, ou falta de jeito!

Ora vejam:





Estas imagens foram colhidas junto á Igreja da Lapa na Póvoa de Varzim...palavras para quê.

Exlique isto senhor vereador...mas aviso-o já que vem aí mais imagens do seu novo Regulamento de Residuos Sólidos Urbanos. Até breve!

05/06/2007

DREN: Governo reconduziu Margarida Moreira

A noticia não espantará ninguém...Não temos um governo conservador?
A directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, envolvida na polémica relacionada com a suspensão de um professor que terá insultado o primeiro-ministro, foi esta terça-feira reconduzida no cargo, revelou o semanário Expresso.
O jornal cita um despacho publicado no Diário da República, assinado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
A recondução de Margarida Moreira na liderança da DREN surge, segundo o Expresso, na sequência da alteração da lei orgânica do Ministério da Educação.
Por norma, esta alteração legislativa acarreta a cessação automática de funções dos altos funcionários, precisando, para que tal não se verifique, de uma recondução oficial nos cargos que ocupam.
A directora regional está envolvida na polémica originada pela suspensão do professor de inglês Fernando Charrua, ex-deputado do PSD, que estava requisitado pela DREN há cerca de 20 anos.
Fernando Charrua foi suspenso na sequência da abertura de um processo disciplinar por alegados insultos ao primeiro-ministro, acusação que o docente sempre negou.
Um mês depois do incidente ter ocorrido, a 24 de Maio, no final de uma reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Educação afirmou não dispor de «sinal ou motivo» para colocar em causa a Direcção Regional de Educação do Norte face ao processo disciplinar que moveu a Fernando Charrua.
«Vou aguardar os resultados na sequência do apuramento dos factos do processo. Até este momento, do muito que li e ouvi, não tenho nenhum sinal ou motivo para duvidar do funcionamento das instituições e para considerar que pode estar em causa o correcto funcionamento da DREN ou dos seus serviços», sustentou, na altura, a titular da pasta da Educação.
Diário Digital / Lusa

04/06/2007

Advogado pede investigação sobre alegada "cumplicidade"


O advogado José António Barreiros pediu hoje uma investigação criminal na sequência de declarações do fiscalista Saldanha Sanches, que afirmou existir uma "relação de amizade e cumplicidade" entre autarquias da província e o Ministério Público.
Na denúncia criminal contra incertos apresentada hoje à tarde ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), José António Barreiros pede ao procurador adjunto que investigue os alegados crimes de denegação de justiça e prevaricação, corrupção passiva e abuso de poder subjacentes às declarações de Saldanha Sanches.
A queixa de José António Barreiros, que foi advogado das vítimas no processo Casa Pia, do ex-dirigente do Benfica Vale e Azevedo e de José Manuel Beleza, entre outros casos mediáticos, foi avançada hoje à noite pela Sic Notícias, à qual o jurista deu uma entrevista.
Em entrevista à revista Visão na passada quinta-feira, José Luís Saldanha Sanches, mandatário financeiro da candidatura de António Costa (PS) à Câmara de Lisboa, afirmou que "nas autarquias da província há casos frequentíssimos da captura do Ministério Público (MP) pela estrutura autárquica".
"Há ali uma relação de amizade e de cumplicidade, no aspecto bom e mau do termo, que põe em causa a independência do poder judicial"
, disse Saldanha Sanches, marido da directora do DIAP de Lisboa, Maria José Morgado, coordenadora das investigações do MP à corrupção no futebol no âmbito do processo Apito Dourado.
A Lusa tentou obter uma reacção de Saldanha Sanches, mas tal não foi possível até ao momento.
Contactada pela Lusa, fonte da candidatura de António Costa escusou-se a comentar o assunto, afirmando apenas que as declarações do mandatário financeiro apenas o vinculam a ele.
Na entrevista à Sic Notícias ao início da noite, José António Barreiros considerou que Saldanha Sanches "denunciou crimes" e que, perante esse facto, "ninguém poderia ficar indiferente", sustentando que "o sistema jurídico tem de tomar a sério" as declarações do fiscalista.
O advogado considera que as afirmações são de uma "gravidade incomensurável, vinda de quem vem", referindo que não poderia "ficar indiferente e desvalorizá-las".
"Não se contribui para combater a corrupção, proferindo frases incendiárias e que ajudam ao descrédito. Isso faz-se denunciando casos", afirmou o advogado.
José António Barreiros afirma que se assiste a "um descrédito progressivo da justiça, todo os dias sujeita a um campanha por parte dos políticos", e recorda que Saldanha Sanches falou à Visão na sua qualidade de mandatário financeiro da campanha de António Costa.
O advogado critica aquilo que diz ser "um processo de emporcalhamento sistemático do sistema judicial".
Na queixa, Barreiros sustenta que, a serem verdadeiras as afirmações de Saldanha Sanches, tal siginifica que "a liberdade de actuação do Ministério Público na província está cerceada", e que os magistrados do MP "de modo 'frequentíssimo' praticam crimes, por via da sua ''captura'' pela ''estrutura autárquica'".
"O estar um magistrado capturado pela 'estrutura autárquica' só pode significar que estarão em causa situações em que tal 'estrutura' será passível, directa ou indirectamente, de responsabilização e que o Ministério Público actua em conformodidade com a situação de 'capturado' por aquela estrutura", adianta.
Para José António Barreiros, "nenhum [magistrado], por mais alto que seja o cargo que desempenha, está excluído de tal imputação, nem o autor da mesma diferencia qualquer situação".
"A 'suspeita' criada pelo doutor Saldanha Sanches abrange pois um núcleo ainda indeterminado de pessoas, envolvendo as que se encontram actualmente na província ao serviço do MP e as que ali estiveram no passado",
acrescenta, na queixa.
José António Barreiros, que se constituiu como assistente no processo, indicou Saldanha Sanches como testemunha "a toda a matéria da presente denúncia e a factos de que tenha conhecimento".
JH/MSP.

Alerta do Instituto de Meteorologia


Risco extremo na exposição solar nos próximos três dias
O Instituto de Meteorologia (IM) alertou hoje para os perigos da exposição solar devido aos raios ultravioleta que nos próximos três dias serão de risco muito elevado ou extremo.

A excepção a este risco elevado ou extremo é o arquipélago dos Açores, que regista um índice de risco alto a moderado relativamente aos raios ultravioletas. Assim, o IM recomenda maiores cuidados na exposição solar, principalmente quando prolongada, nomeadamente com o uso de protectores solares e óculos de sol. O IM aconselha, também, que se evite a exposição ao sol das 12h00 às 16h00, os períodos do dia de maior risco. Estes cuidados devem ser tidos em consideração especialmente pelos grupos de maior vulnerabilidade: as crianças e os idosos.

02/06/2007

MARCO CLAUDIO MELHOR JOGADOR DO VARZIM EM 2006/2007







Depois de terminado o Campeonato da 2ª Liga, " O Bicho Vai-te Comer " propos aos seus leitores uma analise ao melhor jogador do plantel da equipa varzinista. E como não poderia deixar de ser o melhor jogador apontado por todos aqueles que leem o Blog foi sem margem para duvidas Marco Cláudio, seguido a já alguma distancia por Telmo, e por Ricardo, Tito e Yazalde. Esperemos agora que em relação á proxima época o Varzim se reforce como deve ser e não tenha ou passe pelos calafrios desta época.





Entretanto os novos reforços já começam a surgir, vamos é ver se Diamantino Miranda não volta a meter o pé na poça e depois ter de pedir desculpas á Direcção por aquilo que diz, e desmentir o indesmentivel.