07/06/2007

Salva-vidas sem gente para fazer socorro




A Noticia publicada hoje pelo Jornal de Noticias, é no minimo preocupante para todos aqueles que frequentam as nossas praias. Tudo isto é consentido por um governo que consegue fazer aquilo que se calhar nem o vencedor do concurso " O maior português " ousaria pensar.


Uma autêntica vergonha. Já não chegava apelidar a margem sul de deserto, tirar cursos ?? na independente etc. etc. etc.


Barco de Vila Chã (Vila do Conde) com dois tripulantes: um tem 70 anos; outro não sabe nadar


Oito estações salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) estão em risco de fechar as portas e outras nove ficam seriamente afectadas se o Ministério da Defesa não desbloquear a admissão de pessoal. Assim o garante um documento a que o JN teve acesso, emanado do chefe de Estado-Maior da Armada e dirigido ao secretário de Estado da Defesa Nacional.


O ofício em causa, datado de 25 de Maio e assinado pelo chefe de gabinete do almirante Melo Gomes (chefe de Estado-Maior da Armada), avisa que - devido à saída de pessoal para reforma e o fim de contratos a prazo nas tripulações de salva-vidas - "a partir de 1 de Agosto de 2007" há oito "estações salva-vidas que ficam inoperativas por terem menos de dois elementos na respectiva guarnição" e nove "que ficam seriamente afectadas por terem menos de três elementos de guarnição". Num total de 30 estações salva-vidas, mais de metade ficam em causa, numa altura em que as restantes também já trabalham em condições mínimas. O ofício dirigido ao secretário de Estado João Mira Gomes alerta o MDN para a "gravidade e complexidade da situação que se avizinha por escassez de pessoal, com consequentes reflexos negativos no desempenho do ISN". Mais ainda, o documento indica que o problema já estava a ser sentido em 2005 e 2006, registando um agravamento já este ano, e solicita que o assunto seja considerado com a urgência devida, por estar "em causa a capacidade de salvamento de vidas humanas". A proposta aponta para a contratação de 31 homens, com um custo que não ultrapassa os 250 mil euros ano. Na prática, a Marinha dá conta ao Governo da débil situação em que se encontra o ISN, responsável pelo socorro marítimo na orla costeira, lamentando que num quadro orgânico com 130 homens "este número esteja reduzido a 69 elementos" até final do ano. Para o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias (SNTAJP), onde se enquadram os trabalhadores do ISN, a situação agora descrita ao Governo não espanta. "Não temos conhecimento do conteúdo do documento, mas não nos espanta", apontou ao JN Serafim Gomes, da Direcção. "E não basta contratar pessoal a prazo, é necessário pessoas especializadas e não é em três meses que isso se consegue. A solução estaria na integração dos homens do Troço de Mar no ISN. Basta haver decisão"."É um problema que foi levantado aquando do naufrágio da Nazaré. Falou-se muito dele, mas até agora não houve qualquer decisão, embora haja muitas promessas - já de há anos", ironiza Serafim Gomes. "No mínimo tem que haver dez homens por estação, para uma prontidão de 24 horas e na melhor das hipóteses há quatro homens". A Marinha remeteu para o MDN uma resposta e o Ministério respondeu ao JN com um cenário de 12 integrações no quadro da função pública "O processo está em curso, mas a sua conclusão está dependente da entrega na Direcção-Geral da Administração Pública de elementos a fornecer pela Marinha". Quanto aos restantes 19 elementos, é "um processo aparte".

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