15/07/2007

Basta de poluição nos rios Cávado e Ave

Jornadas das Alterações do Clima

Domingo 22 de Julho
12h – Piquenique no Parque das Taipas, na margem do Rio Ave
16h – Percurso de barco no Rio Cávado


A água é um recurso insubstituível e fundamental para a vida humana e uma componente essencial dos ecossistemas naturais. A sua dinâmica de circulação impõe regras de utilização criteriosas e medidas específicas de salvaguarda das suas características biofísicas. A gestão dos recursos hídricos tem que ser objecto de uma adequada política de planeamento.
O aumento do consumo de água, registado nas últimas décadas, determinou a degradação do estado da água dos rios, lagos, estuários, aquíferos e águas costeiras. Degradação esta associada à redução dos caudais, à modificação do regime hidrológico dos rios e ao rebaixamento dos níveis freáticos dos aquíferos, mas também à descarga de esgotos domésticos e industriais e de águas excedentes de rega, com fortes cargas poluentes.
Estes problemas são particularmente sentidos nos vales dos rios Ave e Cávado, dois dos rios mais poluídos da Europa, com a consequente degradação da qualidade de vida da população que habita nas suas margens.
Os vales do Cávado e do Ave são, simultaneamente, duas zonas com ecossistemas muito frágeis e muito pressionadas pela concentração populacional e industrial.
Sabemos que em questões de ambiente é imensamente mais barato prevenir do que remediar. No entanto, é isso que se tem vindo a tentar fazer nestas zonas: remediar os enormes estragos causados por décadas de despejos de esgotos industriais e domésticos. Esta tentativa sai cara ao erário público, com ETAR’s que não funcionam, descargas ilegais, planos de despoluição que não saem do papel, redes de saneamento básico incompletas, ...
É preciso pôr cobro à poluição do rio Cávado e Ave, antes que seja demasiado tarde.

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