30/07/2007

NAVIO ENCALHADO EM FARO ESTÁ A PREJUDICAR BIVALVES


Um navio apreendido há treze anos em Faro por contrabando de tabaco está encalhado e a apodrecer no cais comercial da cidade, com impacto na qualidade dos bivalves da Ria Formosa, alertam os ambiantalistas.

O "Luso Tagus ", matriculado em Gijon, Espanha, mas com bandeira do Panamá, foi apreendido em Faro em 1994 por estar alegadamente associado ao contrabando de tabaco, que foi descarregado em Faro mas cujo destino seria Espanha. Desde essa altura que se encontra encalhado no cais, situado em pleno Parque Natural da Ria Formosa, e de ano para ano o estado de degradação é mais evidente, embora até agora não tenha sido levada a cabo nenhuma operação para o remover. " Além do impacto visual negativo, o navio liberta metais, tintas e outros materiais que se vão acumulando no fundo da ria e são nocivos para a qualidade dos bivalves que serão depois ingeridos pelos consumidores".
Luís Brás, da associação ambientalista Almargem explicou que, apesar da ria ser um sistema dinâmico e com rápida circulação de água, os bivalves vão absorvendo materiais que podem ser nocivos. “Por ser localizado numa área protegida, o cais comercial de Faro devia ser um caso exemplar”, lamentou, acrescentando que os organismos do Ambiente “nada podem fazer” por aquela ser uma zona sob a alçada do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.

O Presidente da Camara Municipal de Faro, José Apolinário classificou a situação de vergonhosa, por se arrastar há já tantos anos e não haver solução à vista.

O Instituto Portuário e dos Transportes Maritimos, organismo á guarda do qual está o navio perdido a favor do estado português, aguarda que a Direcção Geral do Património accione a venda do navio em hasta pública.
Depois de ter sido apresado em 1994, o navio matriculado em Gijón, Espanha, mas com bandeira do Panamá, foi, em 2003, removido do cais destinado ao embarque e desembarque de mercadorias para a zona Este da zona portuária. O movimento da altura foi justificado pelo risco de afundamento, devido ao elevado estado de corrosão do casco. Essa foi a única intervenção de que foi alvo o navio. O «Luso Tagus», que foi construído em 1968, ainda chegou a servir a Companhia Portuguesa de Navegação (Componave) com o nome de «Silmarin», tendo sido o último navio da empresa, que faliu.
Até lá consumidor sofre....

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