
O Jornal Publico On Line dá`a estampa a Noticia assinada por Duarte Ladeiras
A PAD/João Lagos Sports, empresa responsável pela organização da Volta a Portugal em bicicleta, aceitou a inscrição de doze ciclistas suspeitos de terem sido clientes da rede de doping que a Guarda Civil espanhola desmantelou em Maio do ano passado, na “Operación Puerto”.
As equipas com ciclistas incluídos numa listagem elaborada pela Guarda Civil, incluída no dossier do correspondente processo judicial, são as espanholas Relax-GAM, Karpin Galicia e Fuerteventura-Canárias, e as lusas Duja-Tavira e Vitória-ASS.A Karpin e a Fuerteventura foram aceites na Volta à Espanha sob a condição de cumprirem o código ético seguido por equipas e provas do circuito ProTour (do qual não faz parte a prova portuguesa). O código ético exige que os ciclistas sub suspeita não sejam inscritos nessas provas e que as equipas implementem regras internas antidopagem. Apesar de não ter inscrito ciclistas suspeitos, a Relax foi excluída pela organização da Vuelta: não deu garantias de que iria cumprir o código. As equipas espanholas deixaram os ciclistas visados fora da Vuelta mas inscreveram-nos na Volta a Portugal, entre eles Óscar Sevilla (Relax), Francisco Mancebo (Relax) e David Bernabéu (Fuerteventura), vencedor da Volta em 2004. David Blanco Rodriguéz, campeão no ano passado pela Comunitat Valenciana, actual Fuerteventura, numa altura em que a lista já tinha sido divulgada, alinha agora na Duja-Tavira. A lista da Guarda Civil espanhola já não inclui os nomes do português Sérgio Paulinho e do espanhol Alberto Contador, vencedor da Volta à França deste ano, inicialmente envolvidos no caso porque faziam parte da Liberty Seguros-Würth, antiga equipa cujo director desportivo, Manolo Saiz, foi constituído arguido.
As equipas com ciclistas incluídos numa listagem elaborada pela Guarda Civil, incluída no dossier do correspondente processo judicial, são as espanholas Relax-GAM, Karpin Galicia e Fuerteventura-Canárias, e as lusas Duja-Tavira e Vitória-ASS.A Karpin e a Fuerteventura foram aceites na Volta à Espanha sob a condição de cumprirem o código ético seguido por equipas e provas do circuito ProTour (do qual não faz parte a prova portuguesa). O código ético exige que os ciclistas sub suspeita não sejam inscritos nessas provas e que as equipas implementem regras internas antidopagem. Apesar de não ter inscrito ciclistas suspeitos, a Relax foi excluída pela organização da Vuelta: não deu garantias de que iria cumprir o código. As equipas espanholas deixaram os ciclistas visados fora da Vuelta mas inscreveram-nos na Volta a Portugal, entre eles Óscar Sevilla (Relax), Francisco Mancebo (Relax) e David Bernabéu (Fuerteventura), vencedor da Volta em 2004. David Blanco Rodriguéz, campeão no ano passado pela Comunitat Valenciana, actual Fuerteventura, numa altura em que a lista já tinha sido divulgada, alinha agora na Duja-Tavira. A lista da Guarda Civil espanhola já não inclui os nomes do português Sérgio Paulinho e do espanhol Alberto Contador, vencedor da Volta à França deste ano, inicialmente envolvidos no caso porque faziam parte da Liberty Seguros-Würth, antiga equipa cujo director desportivo, Manolo Saiz, foi constituído arguido.
Organizador não deve decidir quem participa, diz Joaquim Gomes
Joaquim Gomes, director da Volta a Portugal, considera que “não é um organizador que deve ter o ónus de decidir se um corredor está ou não apto para participar numa corrida”. “Se a UCI e Agência Mundial Antidopagem não fizeram nada, é um organizador que o deve fazer? A UCI que o faça, se tiver elementos, mas julgo que isso não acontecerá”, afirmou o responsável em declarações à Lusa. A PAD/João Lagos Sports escuda-se em opiniões semelhantes da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), da Associação Nacional de Equipas de Ciclismo (ANEC) e da Associação Internacional de Jornalistas de Ciclismo (AIJC). “O que se passou na Volta a França mostra que essas decisões não impediram o aparecimento casos de doping. A ASO [Amaury Sports Organization, promotora do Tour] e a Unipublic [Volta a Espanha] são grandes organizadores, mas nada garante que tenham formação ética e moral superior aos da PAD/João Lagos Sports. É uma decisão nossa e agimos com bom-senso”, sublinhou.
Processo parado em Espanha, avançou em Itália e Alemanha
O processo judicial está neste momento nas mãos de um tribunal de apelo de Madrid, depois de o juiz de instrução criminal encarregue do caso, Antonio Serrano, ter decretado o seu arquivamento – como na altura dos factos a legislação de Espanha ainda não considerava o doping como delito, os arguidos foram acusados de porem em risco a saúde pública, mas o juiz considerou que não havia provas. O mesmo juiz proibiu a justiça desportiva de usar elementos do processo para punir os clientes da rede, apesar de já terem sido divulgados pela imprensa. Por isso, a União Ciclista Internacional (UCI) ainda espera pelos documentos do caso para poder avançar com procedimentos disciplinares (recebeu apenas mil de seis mil páginas). Contudo, dois países conseguiram obter da justiça espanhola elementos do processo e avançaram com inquéritos: em Itália, Ivan Basso e Michele Scarponi foram punidos; na Alemanha há um processo contra Jan Ullrich e Oscar Sevilla (o espanhol era ciclista da T-Mobile na altura dos factos sob investigação). Em Espanha está tudo parado.
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