31/08/2007

Maconde: Governo e banca já chegaram a acordo na reestruturação do passivo da empresa


Porto, 31 Ago (Lusa) - O Governo chegou hoje a acordo com o BCP, CGD e BPI relativamente à reestruturação do passivo da Maconde, num entendimento que será formalizado durante a próxima semana, disse à Lusa fonte da têxtil de Vila do Conde.
Segundo o presidente da assembleia-geral da Maconde, António Leite Tavares, a notícia chegou à empresa via telefone, com o secretário de Estado da Indústria e Inovação, Castro Guerra, a comunicar aos administradores da empresa o resultado da reunião que manteve hoje com a banca.
De acordo com António Leite Tavares, o acordo conseguido levará ao desaparecimento do actual passivo da empresa (32 milhões de euros), com recurso à figura jurídica da "dação em cumprimento", que prevê a entrega de bens imóveis para pagar a dívida da empresa.
A administração da Maconde reiterou por isso a sua confiança no sucesso das negociações do Governo com a banca, iniciadas em Março, para resolver o estrangulamento financeiro que afecta a empresa, afastando qualquer cenário que conduza ao encerramento daquela unidade.
Segundo Leite Tavares, a Maconde está a trabalhar "bem" e até tem laborado ao sábado, com bastantes encomendas, e tem os salários dos seus 583 trabalhadores (dos quais 412 são mulheres) em dia.
"Não há falta de trabalho", assegurou à Lusa.
A empresa, que nasceu do investimento de um grupo estrangeiro em Vila do Conde, em 1969, chegou a empregar mais de 2.000 trabalhadores, em cinco fábricas, mas em 2002 começou a encerrar unidades, as últimas das quais no ano passado, em Braga e na Póvoa do Varzim.
A única unidade restante do grupo, de Vila do Conde, ainda é a maior fábrica têxtil da região.
Em 2006, no âmbito de um plano de reestruturação liderado pelo então presidente do grupo Mário Pais de Sousa (ex-Vulcano) a Maconde decidiu alienar as lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca a três insígnias do grupo Sonae.
Depois da saída de Pais de Sousa em Março deste ano, a empresa tem contado com a colaboração da gestora Maria Cândida Morais (ex-Jornal de Notícias) na elaboração de um novo plano de reestruturação, o qual se aguarda agora ser aprovado pela banca.
A Lusa tentou ouvir o secretário de Estado sobre esta questão, mas tal não foi possível até ao momento.
ICO.
Lusa/Fim

Maconde: ameaça de encerramento coloca 600 postos de trabalho em risco



A Maconde, empresa têxtil de Vila do Conde, pode fechar as portas. Os 583 trabalhadores (412 são mulheres) podem ficar sem emprego, caso a empresa não consiga garantir cerca de seis milhões de euros, necessários para a conclusão do processo de reestruturação em curso. A Maconde chegou a empregar mais de dois mil trabalhadores, mas em 2002 começou a encerrar unidades, as últimas das quais no ano passado, em Braga e na Póvoa do Varzim. O sindicalista Domingos Pinto afirma que o problema vem de longe e aponta o dedo à gestão da unidade. "A empresa não pode viver de trabalhar a feitio para Inglaterra como qualquer fabriqueta de esquina".
A informação de que a Maconde pode encerrar foi dada, ontem de manhã, pelo presidente da Câmara de vila do Conde, Mário de Almeida. "Estou preocupado, mas hoje [ontem] deu-me a impressão de que há alguma hipótese. A Administração diz que a empresa é viável e tem encomendas. Só não tem liquidez. Os contactos que fiz com o BCP e com o Governo deixaram-me alguma esperança. Mas, se não houver acordo muito em breve, a situação vai complicar-se", explicou o autarca ao Jornal de Notícias.
Menos confiante está Domingos Pinto, do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e de Artigos Têxteis. O sindicalista garante que a empresa precisaria de 25 milhões de euros para concluir a reestruturação, para além dos 32 milhões que detém de dívidas.
O sindicalista afirmou ao JN , que o impasse "já era esperado". "A empresa não pode viver de trabalhar a feitio para Inglaterra como qualquer fabriqueta de esquina", criticou Domingos Pinto, que vê, como única saída para a empresa, a aposta na marca própria, a Oxford. Quanto à situação actual da Maconde, o sindicalista lembra que, dos 200 a 300 trabalhadores que aceitaram a rescisão amigável aquando do encerramento das unidades fabris de Braga e da Póvoa, já há "quem esteja sem receber há mais de seis meses".
Já em Março do corrente ano, os trabalhadores manifestaram a sua insegurança face a uma empresa que durante o último ano foi encerrando algumas das suas unidades fabris em vários pontos do País, procedendo mesmo à extinção de postos de trabalho, além de no total ter vendido 42 dos estabelecimentos que possuía. Tal faria parte do plano de reestruturação do grupo, decidido no início de 2006, e que incluía a transferência de lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca para três insígnias do grupo Sonae.

30/08/2007

Portagens nas SCUT adiadas para 2008


Segundo o Diário Económico de hoje e ao contrário do que o Governo anunciara, este ano não haverá portagens nas SCUT do Grande Porto, Costa da Prata e Litoral Norte. O processo derrapa para 2008.

A introdução de portagens pagas nas concessionárias SCUT (sem cobrança ao utilizador) anunciadas pelo ministro Mário Lino em Outubro do ano passado já não entrará em vigor e só verão a luz do dia em 2008, apurou o Diário Económico junto de fonte ligada ao processo. De acordo com estas informações, as últimas reuniões ocorridas entre os responsáveis das concessionárias em causa – Norte Litoral, gerida pela Euroscut, controlada pelo grupo espanhol Cintra/Ferrovial; e Lusoscut da Costa da Prata e do Grande Porto, ambas detidas maioritariamente pela Mota-Engil – e os representantes da Estradas de Portugal (EP) e do Ministério das Obras Públicas nada avançaram em relação à implementação da solução definitiva para esta questão. Instada a comentar esta situação, fonte oficial do Mistério das Obras Públicas respondeu ao Diário Económico, via correio electrónico que “o Governo confirma os contactos com as concessionárias e outras entidades, mas, precisamente por estarmos numa fase negocial, não comenta o teor dessas mesmas negociações”. Ainda por correio electrónico, a mesma fonte adianta que “o Governo reafirma o objectivo anunciado de introdução de cobrança de portagens em três SCUT”. Já através de contacto telefónico, a referida fonte das Obras Públicas garantiu que o propósito é introduzir as portagens “ainda este ano”, além de esclarecer que as “outras entidades” em negociações além das concessionárias são as Câmaras Municipais, porque algumas delas reclamam que os seus índices de poder de compra estão abaixo do indicado pelo Governo e, portanto, também têm direito às isenções de portagens previstas pelo modelo apresentado pelo Governo no ano passado. No entanto, o Diário Económico sabe que a introdução de portagens será irrealizável no presente ano e é de muito duvidosa concretização ao longo do próximo. Em causa está uma séria encadeada de problemas legais, técnicos, financeiros e outros, todos de difícil resolução e com transposição pouco imediata ao terreno. Em primeiro lugar, ainda não está definido o modelo técnico de cobrança de portagens. Ou se opta pelo sistema ‘free flow’, com identificação electrónica, ou pela introdução de portagens físicas, com a construção de praças de portagens. Qualquer das hipóteses gera problemas. O primeiro exige o lançamento de um concurso público internacional, para fornecimento e gestão desse serviço, que demora tempo em termos processuais. O segundo também envolve tempo, investimento avultado e incómodos para a circulação dos automobilistas. Além da questão técnica, existe a questão financeira. A partir do momento, em que os carros passam a pagar portagens nas SCUT subvertem-se todas as bases do ‘project-finance’ estabelecido entre os sindicatos bancários e as concessionárias. Para assumir este risco alargado e o derivado da própria fiscalização e do acréscimo de eventualidade de fraudes ou de automóveis de difícil sujeição ao sistema (estrangeiros, de aluguer, etc), os bancos exigirão às concessionárias valores acrescidos de compensação, o que, em última instância, poderá mesmo levar à revisão de raiz dos próprios contratos de concessão. Como se trata de uma exigência imposta pelo estado, as concessionárias esperam para ver como o Governo irá solucionar este impasse, aguardando compensações em forma indemnizações financeiras ou fiscais, extensão do prazo de concessão ou atribuição de novos troços concessionados.

As ideias de Mexia

Foi o antigo ministro das Obras Públicas de Santana Lopes, António Mexia, que, em Outubro de 2004, primeiro avançou para a medida de introduzir portagens nas SCUT, para reequilibrar o orçamento.- Mexia queria lançar um concurso público internacional para o fornecimento da solução técnica, gestão do sistema e definição do ‘pricing’ das portagens que substituiriam o regime SCUT.- Já se sabendo que o Governo santanista estava finado, António Mexia, quis deixar a sua marca e, em Janeiro de 2005, apresentou novas soluções para isenções por motivos de residência, trabalho ou fraco desenvolvimento económico, abandonando a ideia de um raio de 30 quilómetros em torno do traçado para não cobrar portagens e passando a defender uma banda de 20 quilómetros de cada lado o troço para isentar os utentes.

28/08/2007


“If every blogger reading my blog instead of choosing to exercise their right to remain silent instead decided to spend just five minutes talking about poverty to one or two other individuals, poverty would be eliminated.”


No dia 15 de Outubro, apela-se à união da comunidade de bloggers para que o assunto único na web seja Ambiente. Cada blogger deve escrever algo no contexto do tema de Ambiente, com o objectivo de multiplicar o número de pessoas que nesse dia falem do futuro do planeta e reflictam sobre o nosso papel no ecossistema global.Participem, registem-se como um dos blogs participantes, se desejarem, na página da iniciativa Blog Action Day.

Morte súbita: uma trágica lista que não pára de aumentar




ATÉ SEMPRE CAMPEÃO





As mortes súbitas não são recentes, mas tornaram-se mais frequentes nos últimos anos. Desde 2004, aliás, são vários os casos de jogadores que faleceram na sequência de ataques sofridos em campo.
O espanhol António Puerta, por quem o Mundo torcia desde domingo, foi a última vítima de uma lista que inclui também o húngaro Miklos Fehér, falecido com a camisola do Benfica na parte final de um jogo em Guimarães.
Foi a 25 de Janeiro de 2004 que o avançado encarnado faleceu no hospital de Guimarães, na sequência de uma arritmia cardíaca, provavelmente em consequência de cardiomiopatia, concluiu o Ministério Público.
O caso não foi o primeiro, mas deixou Portugal em estado de choque com a brutalidade da morte. Antes de Fehér já o Mundo tinha ficado chocado perante as imagens do falecimento de Marc-Vivian Foé.
O médio caramonês morreu vítima de um aneurisma durante um jogo das meias-finais da Taça das Confederações, com a Colômbia. Caiu inanimado aos 72 minutos e faleceu pouco depois nos balneários.
O último dos casos mais mediáticos foi Serginho, central do S. Caetano. Vítima de uma paragem cardio-respiratória, caiu inanimado no relvado aos 13 minutos da segunda parte e faleceu pouco tempo depois no hospital do S. Paulo.
Os casos de morte súbita nos últimos anos são vários, porém. Pouco depois de Serginho o Brasil voltou a chorar a morte de Cristiano, que jogava na Índia e faleceu devido a um ataque cardíaco após marcar dois golos.
Também Portugal tem sido sobressaltado com várias mortes nos últimos anos. Depois de Féher, Bruno Baião, júnior do Benfica, faleceu após quatro dias de coma que se seguiram a uma paragem cardio-respiratória durante um jogo.
Em 2005 foi a fez de Hugo Cunha, jogador da U. Leiria, falecer subitamente enquanto jogava futebol com os amigos, também devido a uma paragem cardio-respiratória. Antes tinha falecido Paulo Pinto, jogador do Aveiro Basket, devido a ataque cardíaco durante um jogo com o Benfica.
O primeiro caso conhecido em Portugal de morte súbita é um dos que ainda mais são recordados. Pavão, jogador do F.C. Porto, faleceu em 1973 na sequência de uma paragem cárdio-respiratória aos 13 minutos de um jogo com o V. Setúbal.
Em 1987 faleceu Navalho, futebolista do Atlético, de apenas 20 anos, que sofreu um enfarte agudo do miocárdio nos minutos iniciais de um jogo-treino. Em 1998, por fim, o basquetebolista angolano José Guimarães, de 22 anos, da Portugal Telecom, sofreu um problema cardíaco durante um treino.
O primeiro caso conhecido, porém, é de um ciclista. Tom Simpson morreu na sequência de uma paragem cárdio-respiratória, em 1967, durante uma etapa de montanha da Volta a França, soube-se mais tarde que provocada pelo consumo de anfetaminas.

21/08/2007

Os longos braços da censura Socrática

Do Blog 0 de Conduta








"Politicamente só existe aquilo que o povo sabe que existe", disse Salazar, durante a inauguração do Secretariado de Propaganda Nacional, em 26 de Outubro de 1933.


Um estudante de doutoramento de Caltech acaba de lançar uma ferramenta de busca na Wikipédia que promete dar que falar. É só inserir o nome ou morada IP de uma organização e, voilá, temos o historial de alterações da Wikipedia submetidas por essa morada. (ver história da Wired ou o site aqui: se não der é porque meio mundo está a aceder ao site). A Wired lista já algumas das mudanças (onde as mudanças feitas pelo servidor da FOX News já estão a dar que falar) .
E então experimentei o seguinte: o sufixo do Governo Português .gov.pt (ver CEGER para uma listagem de gov.pt). Depois é ir aqui para ver qual a morada IP correspondente: neste caso, 193.47.185 (0 a 255, ocupam a banda de IP). Depois é só ir ao motor de busca para ver a máquina de contra-informação a funcionar.

Pelos dias em que rebentou o escândalo Sócrates-UNI (início de Abril de 2007), alguém (IP 193.47.185.124) apagou: "Universidade Independente is presently (06-04-2007) under investigation on alleged irregularities on several matters. The Portuguese Prime Minister alleged university degree by this university is presently under a huge public discussion and media storm. A strong case is being build up against possible false declarations by José Sócrates on his university degree. Under heavy pressure, the Portuguese Prime Minister promised to clarify the situation..." e apagou também o "briefly" em "he briefly attended the ''Instituto Superior de Engenharia de Lisboa'' . A luta de posts e contraposts repete-se nos dias seguintes, onde se afiança que "He completed an MBA" e apaga a sua média de curso ("12 out of 20"), bem como a descrição da vida pessoal: "Sócrates, a father of two who is divorced, lives in Lisbon and is a registered elector of the municipality of Covilhã (central inland Portugal) where he lived throughout his childhood and teen years with his father, a divorced architect."

Já em Julho também acharam por bem apagar uma parte de biografia de Luís Amado: "He is married (separated, long time affair with an Executive member of the World Bank; Mrs.Sarah Cliffe) and has two children". Passou a " married and has two children". Ficam aqui os resultados desta busca: José Sócrates versões 1,2,3,4 e Luís Amado 5
PS: A Wikipedia não estava a dormir. Aqui fica a acusação de "vandalismo" ao IP 193.47.185
User talk:193.47.185.124From Wikipedia, the free encyclopedia Jump to: navigation, search[edit] April 2007 Please do not delete content from articles on Wikipedia, as you did to José Sócrates. Your edits appear to be vandalism and have been reverted. If you would like to experiment, please use the sandbox. Thank you. MER-C 12:26, 9 April 2007 (UTC)
PS2: Ver aqui para os resultados de um reverse IP ao número 193.47.185.124 apontando para o CEGER, que gere a banda de IPs do Governo, de 0-255, correspondente aos sufixos .gov.pt. É seguir a seta ali junto à Calçada da Estrela.


No site do CEGER pode ler-se a sua missão:
"Por delegação do Primeiro-Ministro o Ceger funciona na Presidência do Conselho de Ministros, na directa dependência do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. O Ceger dá suporte à Governação nos domínios das Tecnologias da Informação e Comunicação. Compete-lhe garantir a utilização mais eficaz das Tecnologias da Informação e comunicação, e particularmente da Internet, para criar melhor Governo."
Desinformar, portanto. "Por delegação do Primeiro-Ministro".(screenshot da wikipedia com alterações registadas)(screenshot com aviso de vandalismo)(screenshot com alterações realizadas por IP do CEGER)

17/08/2007

RISCO DE LEUCEMIA E TUMORES



O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para avaliar a exposição da população aos campos electromagnéticos revela que existem riscos para a saúde. O documento, que critica a falta de informação sobre a matéria, foi concluído em 2003 mas só agora publicado no site da Direcção-Geral da Saúde e editado em papel. Antenas de telemóvel, de rádio e de televisão, radares de aeroportos ou linhas de distribuição de electricidade estão entre as principais fontes de emissão de radiações. Os malefícios dependem da intensidade e do tempo de exposição.

Evitando alarmismos, os técnicos nomeados pelo Governo admitem haver consequências para a saúde das populações, como o surgimento de cancros. “É considerado como possível que uma intensa exposição aos campos electromagnéticos nas habitações possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia infantil e que esta exposição nos locais de trabalho possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia e tumores cerebrais em adultos”, lê-se. Apesar de os especialistas, liderados pelo chefe de divisão de Saúde Ambiental da DGS, António Tavares, sublinharem que tais efeitos apenas se reflectem com radiações “de uma intensidade suficientemente elevada para produzir efeitos térmicos”, destacam a dificuldade em avaliar concretamente estes efeitos. Susana Fonseca, vice-presidente da Quercus, entende que o relatório “tem uma perspectiva interessante” mas lamenta “só ter sido divulgado três anos e meio após a elaboração”. “Numa perspectiva técnica, quando há poucas evidências existe a tendência para concluir que também não existem riscos, mas este trabalho evidencia que, apesar de as relações serem ténues, é necessário tomar precauções”, afirma. A iluminação eléctrica, muitos dos pequenos electrodomésticos que fazem parte do quotidiano, a internet sem fios, os ecrãs dos computadores, os telemóveis, ou até os sistemas de protecção usados em instituições públicas, aeroportos ou estabelecimentos comerciais, sujeitam os portugueses a uma exposição permanente. É o próprio relatório que o destaca: as radiações electromagnéticas “são omnipresentes”, pelo que “não existe risco zero”. Apoiando-se noutros estudos, o grupo sublinha que “a exposição crónica a campos de radiofrequências (...) pode conduzir à libertação de cálcio no sistema nervoso”, provocando perturbação das emoções, da memória e do sono. “Esta área é de investigação prioritária”, defendem os técnicos. Para o grupo de trabalho, o surgimento de estudos com novos resultados “conduzirá à inadequação dos actuais valores-limite” de radiação. Os especialistas lembram que a definição de limites é demasiado geral, misturando a população com grupos de maior risco como adolescentes e profissionais que têm maior contacto com as fontes de emissão. Entre outros aspectos, o relatório sugere a sinalização junto às estações de radiocomunicações.
MEDIÇÕES CONSTANTES
A Rede Eléctrica Nacional (REN) garantiu ao CM que faz medições regulares dos valores de campo eléctrico-magnético em novos projectos e nas infra- -estrutras existentes. A REN diz que as “intensidades dos campos eléctricos e magnéticos são sempre bastante inferiores aos níveis de referência recomendados pela exposição humana em permanência”. Os valores são definidos por recomendação do Conselho Europeu e da Organização Mundial de Saúde.
MORTES MISTERIOSAS AGITAM POPULAÇÃO DE SÃO MARCO
Numa pequena rua da Encosta de São Marcos, freguesia do concelho de Sintra, por onde passa uma linha eléctrica de 60 kw (quilowatts), existem 14 casos de pessoas que morreram de cancro e outros 12 que sofrem da doença, de acordo com informações do Movimento Cívico pela passagem subterrânea das Linhas de Alta Tensão em zonas urbanas. Os moradores temem que o elevado número de casos para uma população que não excede as cem pessoas esteja relacionado com a passagem dos cabos eléctricos. Temem que com a abertura, em Abril, da linha Fanhões-Trajouce, de 220 kw, mais pessoas possam vir a sofrer de doenças oncológicas. A Rede Eléctrica Nacional (REN) rejeita tal relação. E esclarece: “Continua a não ser possível encontrar qualquer relação significativa entre a exposição aos campos electromagnéticos de muito baixa frequência, como é o caso dos associados à utilização da energia eléctrica, e a ocorrência de problemas na saúde dos seres vivos.” O receio da população de São Marcos é partilhado pela presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, Fátima Campos, que afirma “lutar até às últimas consequências, ou seja, até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, caso a REN não desactive a linha”. A autarca obteve em Junho último a sua primeira vitória com a decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul que ordenou a suspensão do transporte de energia na referida ligação, invocando que a população pode ser lesada na saúde, património e qualidade de vida. A REN não acatou, porém, a decisão, alegando que o corte poria em risco o fornecimento de energia a 300 mil clientes.
NOTAS SOLTAS CRIANÇAS
Segundo o relatório, as crianças e adolescentes são mais vulneráveis aos efeitos das radiações do que os adultos. Os estudos mostram que a absorção de radiação é superior numa cabeça mais pequena, ao mesmo tempo que penetra mais facilmente numa caixa craniana mais fina.
PREOCUPAÇÃO
Até à década de 60, a maior preocupação das populações era estética. Hoje as pessoas receiam as linhas de transporte de electricidade, as antenas de telemóveis e os radares. Temem que os telemóveis causem cancro ou que o seu uso afecte o desenvolvimento de crianças em idade escolar.
DIVULGAÇÃO
O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo foi concluído em Abril de 2003. Segundo a Direcção-Geral da Saúde, o trabalho só agora – três anos depois – é editado em papel e divulgado no seu site, pois, por motivos financeiros, ainda não tinha sido possível fazer a sua publicação.
EXEMPLOS DE FONTES DE EMISSÃO
ALTA: radares meteorológicos, radares de aeroportos, emissores de rádio e TV e microondas.
POTÊNCIA ELEVADA
Os emissores de rádio e televisão, os radares de vigilância, de orientação e controlo do tráfego aéreo, tal como os usados para as previsões meteorológicas, são fontes de emissão de radiações de alta potência. O microondas, no seu interior, também emite este tipo de radiações.
BAIXA:
radares portáteis da polícia, telemóveis e telecomandos.
MENOR POTÊNCIA
Além destes três utensílios que estão já inseridos no dia-a-dia, também os ‘walkie-talkies’ e os telefones sem fios estão incluídos no grupo. Aliás, segundo os técnicos responsáveis pelo relatório, as radiações electromagnéticas são hoje “omnipresentes”.
NOTAS
VATICANO CONDENADO
Dirigentes da Rádio Vaticano, em Roma, foram condenados, em Maio, a dez dias de prisão. As radiações das antenas da estação causaram leucemia em crianças.
SILVES CONTESTA
A população de Silves contesta o traçado proposto pela REN para a linha de alta tensão entre Portimão e Tunes, numa extensão de 40 quilómetros.
CASOS EM ESPANHA
Alunos de uma escola primária de Valladolid, Espanha, foram submetidos a exames médicos em 2002 depois do aparecimento de quatro casos de cancro.

09/08/2007

Linha de alta tensão: Tribunal dá razão a queixas de população


O jornal Público de hoje noticia que o Tribunal Central Administrativo do Sul proibiu a REN (Rede Eléctrica Nacional) de utilizar a linha de muito alta tensão entre Fanhões e Trajouce. A decisão foi tomada na sequência de um recurso da presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão. A instalação desta linha de muito alta tensão tem provocado muitos protestos da população, por passar em zonas de grande densidade populacional, muito perto de prédios de habitação, com risco para a saúde e a qualidade de vida das populações. Está mesmo criado um Movimento Cívico pela passagem subterrânea das Linhas de Alta Tensão em zonas urbanas (MCSLAT). A REN e o Ministério da Economia já recorreram da decisão para o Supremo Tribunal Administrativo.
Segundo o jornal Público, o acórdão do tribunal, de 11 de Julho, refere que a subestação de Trajouce não é alimentada apenas por esta linha, mas por outras duas, também de 220kv, pelo que do seu eventual colapso não resultaria "qualquer violação dos direitos difusos ao ambiente e à saúde, mas apenas um incómodo" para as populações privadas de electricidade. O acórdão salienta ainda que "decorre do simples bom senso que não é indiferente ter a menos de 25 metros de prédios de habitação um simples candeeiro ou uma linha de muito alta tensão, não existindo evidências científicas da inocuidade da exposição a campos eléctricos".
A presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão afirma que "só quem não tem as torres à porta é que goza com as queixas das pessoas" e critica a passividade da Câmara de Sintra que "deveria actuar e teria mais força do que as acções das juntas".
Segundo o jornal, a REN e o ministério da Economia já recorreram para o Supremo, considerando que a subestação de Trajouce serve 300 mil consumidores, que é essencial para a vida de meio milhão de pessoas dos concelhos de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra e que em caso de colapso da rede seriam afectados quatro hospitais, instalações que alimentam a linha ferroviária de Cascais e a zona lisboeta de Belém, onde está instalada a Presidência da República.
A presidente da Junta espera que a população de Monte Abraão mereça tanta consideração "como a residência do Presidente da República".
Em Abril passado, a Assembleia Metropolitana de Lisboa aprovou por unanimidade uma moção, proposta pelo Bloco de Esquerda, que recomenda ao Governo e à Rede Eléctrica Nacional que sejam reapreciados os projectos de instalação de linhas Alta Tensão e Muito Alta Tensão, "afastando o seu traçado das zonas urbanas consolidadas e/ou aplicando soluções técnicas que sejam menos danosas para a população (garantindo a sua menor exposição às Radiações Electromagnéticas)".

Hiroshima e Nagasáqui: 62 anos depois



Na comemoração do 62º aniversário do ataque nuclear norte-americano contra Hiroshima, o presidente da Câmara desta cidade, Tadatoshi Akiba, afirmou: "O governo japonês, que tem o dever de trabalhar pela abolição das armas nucleares por meio do direito internacional, deveria proteger a sua Constituição pacifista, da qual deveria se orgulhar, e claramente dizer 'não' às políticas antiquadas e erradas dos EUA". Na Europa, o Partido da Esquerda Europeia, a propósito do 62º aniversário dos ataques nucleares a Hiroshima e Nagasáqui, toma posição contra o "escudo antimisseis" que os EUA querem instalar na Europa, critica a decisão dos governos da República Checa e da Polónia permitirem a instalação, contra a vontade dos respectivos povos, e refere que o combate à proliferação nuclear está na luta pela abolição das armas nucleares. O PEE conclui o seu comunicado com a afirmação: "Um mundo livre de armas nucleares é possível e necessário".
A 6 de Agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram uma bomba atómica na cidade de Hiroshima, matando de imediato 60 mil pessoas. Três dias depois, a 9 de Agosto, outra bomba foi lançada na cidade de Nagasáqui.
"Mesmo para os que conseguiram sobreviver foi um inferno que os fez invejar os mortos", relembrou o presidente da Câmara de Hiroshima , descrevendo rostos queimados, roupas desintegradas e outros efeitos da bomba.
O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou também em Hiroshima: "A minha determinação para impedir que tal tragédia se repita é mais forte que nunca", acrescentando: "renovo a minha promessa de manter os três princípios antinucleares". Os três princípios são: não possuir, não desenvolver e não permitir armas nucleares no seu território.
O Partido da Esquerda Europeia (PEE) alerta em comunicado para o aumento da ameaça nuclear e denuncia a actuação da administração Bush, em particular o seu escudo antimisseis. "Este projecto da administração Bush, oficialmente conhecido como 'National Missile Defense' (NMD - Defesa Nacional de Mísseis) nem é 'nacional', nem é 'defensivo'. É a ressurreição dos planos da chamada "Guerra das Estrelas" de Reagan", diz o comunicado.
O PEE reafirma a sua oposição ao projecto NMD, apela a todos os governos europeus para que recusem participar neste plano, defende a rejeição da doutrina da 'guerra preventiva' e reafirma o apelo de Hiroshima e Nagasáqui de 2005 pela eliminação total das armas nucleares até 2020.

04/08/2007

GOVERNO À ESPERA DA REFORMA


Esta semana, um amigo Madeirense a passar férias no continente, adoeceu;

Como os sintomas eram de febre, e como não se justificava o recurso a uma urgência Hospitalar, resolveu contactar a linha Saúde 24; depois de várias informações dadas ao telefonista???, este solicitou o número da Segurança Social ao meu amigo...depois de ter sido informado chegou a " Má Nova... " o serviço Saúde 24 não o podia ajudar...MOTIVO: ERA MADEIRENSE.

Agora eu pergunto: os Madeirenses não são portugueses? ou terá razão Alberto João Jardim quando pede a independencia?

Então senhor Primeiro Ministro ?

O Primeiro-Ministro aconselhou os portugueses a terem sempre presente o número da linha telefónica Saúde 24, sublinhando que é um serviço de confiança que vai permitir modernizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). "É um serviço em que os portugueses podem confiar", afirmou José Sócrates.
Como é que se pode confiar num serviço destes ???? Ou será que não podemos é confiar no Governo que temos?


Palavras para quê? Mais uma de um governo imcompetente e que já necessita de uma reforma...mas sem direito a subsidio...já nos " chularam" demais.




A nova linha telefónica Saúde 24 foi hoje, 8 de Maio, oficialmente inaugurada por José Sócrates e Correia de Campos.

O novo centro de atendimento Saúde 24, com o número 808 24 24 24, em funcionamento experimental desde o dia 25 de Abril, foi hoje, 8 de Maio, oficialmente inaugurado. A cerimónia contou com a presença do Primeiro-Ministro, José Sócrates, do Ministro da Saúde, Correia de Campos e dos Secretários de Estado da Saúde.
O Primeiro-Ministro aconselhou os portugueses a terem sempre presente o número da linha telefónica Saúde 24, sublinhando que é um serviço de confiança que vai permitir modernizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). "É um serviço em que os portugueses podem confiar", afirmou José Sócrates.
Para Correia de Campos, o objectivo da linha telefónica Saúde 24 "é servir o cidadão, aconselhando-o. É uma voz tranquila e amiga que, com muita facilidade, o cidadão tem ao seu dispor, mas que não cura, não diagnostica, nem prescreve terapêutica".
Os dois governantes lembraram que o novo serviço se baseia em experiências internacionais e na experiência nacional obtida com a linha pediátrica “Dói, Dói? Trim, Trim!”.
Um telefonema para o 808 24 24 24 tem o preço de uma chamada local. O atendimento, que vai funcionar todos os dias do ano, sem interrupções, e as chamadas são obrigatoriamente gravadas, com a prévia autorização do utente.
Em menos de duas semanas, já recorreram ao serviço Saúde 24 cerca de 16 mil pessoas. Dos contactos realizados, 85 por cento foram de cariz clínico, sendo os restantes para informação geral de saúde. Esta linha de apoio permite ao utente esclarecer dúvidas em relação a eventuais sintomas e receber informações gerais sobre saúde pública ou saber qual o centro de saúde mais próximo.
Em breve será possível saber quais são as farmácias de serviço da zona de residência do utente e a Direcção-Geral de Saúde admite a hipótese de a linha Saúde 24 poder servir no futuro para marcação de consultas no Serviço Nacional de Saúde.
No contrato com a Linha de Cuidados de Saúde, o Ministério da Saúde prevê gastar até 45 milhões de euros durante os quatro anos do acordo, que termina em 2010. O contrato prevê ainda a possibilidade de estender o funcionamento da linha por mais um ano, decisão que só será tomada a meio do período de vigência.
Fonte: Agência Lusa

Eurico de Melo - Mais Um Defensor da Regionalização


Excerto da entrevista de Eurico de Melo à "Porto Sempre"

(...)

Dadas as suas raízes de forte pendor regionalista, como é que olha, hoje, no recato do lar ou na tertúlia de amigos, em Santo Tirso, para as regiões do Norte e do Interior?

Cada vez sou mais do Norte, e cada vez estou mais preocupado. Porquê? Pelo facto de o Norte estar a perder influência a todos os níveis? Já perdeu muita, está a perder muita e vai perder muito mais.

Como assim?

Porque o poder está cada vez mais centralizado em Lisboa, não só o poder político como, sobretudo, o poder económico. Dou-lhe apenas três exemplos: primeiro, o concelho de Lisboa não produz um único KW de energia eléctrica; não produz um quilo de cimento; não produz um quilo de pasta de celulose ou de papel, mas todas essas empresas estão sedeadas em Lisboa. Acresce que quase todos os bancos também lá têm as suas sedes.

E a nível autárquico?

A influência dos autarcas do Norte também é cada vez menor. O exemplo do Metro do Porto é caricato. Houve fortes controvérsias, envolvendo o Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e até o Sr. Primeiro-Ministro, quando se tratou de um singelo aumento da rede do Metro, que custou alguns milhares. Lisboa gasta milhões todos os anos no Metro e eu pergunto: há alguma controvérsia nos jornais a respeito do Metro de Lisboa?

Não será isto, no minimo, caricato e anedótico?Quando o Porto quer fazer alguma coisa, tem de ter o carimbo do Governo. Quando Lisboa precisa de algo, anda para a frente sem necessidade de carimbos.

Em sua opinião, excesso de centralismo pode rimar com autoritarismo?

Totalmente. Vou dizer-lhe o seguinte: fui, em tempos, um dos grandes combatentes contra a regionalização política, embora favorável à de cariz administrativo.E hoje?Hoje, sou um grande defensor da regionalização política, tão acentuada quanto possível.

E, já agora, que via preconiza?

A parlamentar ou a do referendo?

A que os senhores de Lisboa quiserem. Para mim, qualquer uma serve. Almeida Garrett, que era aqui do Porto, era criticado e alvo de chacota por causa da sua pronúncia nortenha. Um dia, perguntaram-lhe por que é que trocava, muitas vezes, os vês pêlos bês, e ele respondeu: trocamos, muitas vezes, os vês pêlos bês, mas nunca trocamos a liberdade pela servidão. Estas palavras são palavras de ordem dirigidas às gentes do Norte e do Interior do Pais. Nós estamos a trocar a liberdade pela servidão. Se o Norte e o Interior não reagem, e não reagem fortemente, estamos a trocar a liberdade, que temos e queremos, pela servidão a Lisboa. Se alguém pegar no estandarte, eu, embora com esta idade, ainda pegaria numa das borlas. Até era capaz de rejuvenescer...!
(...)

03/08/2007

Estatuto do Jornalista - O Veto do Presidente


O Presidente da República vetou a alteração ao Estatuto do Jornalista e decidiu enviar uma mensagem à Assembleia República, pedindo uma reapreciação do diploma. O PR pede aos deputados que reponderem as soluções normativas, "nomeadamente quanto a aspectos tão essenciais como a quebra do sigilo profissional, os requisitos de capacidade para o exercício da profissão e o regime sancionatório instituído". A proposta de lei do governo, que altera o estatuto dos jornalistas, foi aprovada na AR apenas com o voto favorável do PS, tendo o voto contra de todos os outros partidos. Recebeu também a mais viva contestação do Sindicato dos Jornalistas. Os partidos da oposição congratularam-se com o veto de Cavaco Silva, tendo Fernando Rosas do BE declarado à agência Lusa: "O Bloco de Esquerda entende que o Presidente da República andou bem, invocando razões que em parte coincidem com razões pelas quais votámos contra no Parlamento".

Na mensagem enviada à AR, Cavaco Silva salienta que o diploma concitou uma "vasta controvérsia" entre partidos, organizações de classe e empresários do sector, "quando seria aconselhável que sobre o mesmo fosse alcançado um entendimento mínimo, atenta a sensibilidade da matéria em causa".
O PR chama a atenção, nomeadamente, para três aspectos: o nº 3 do artigo 11º do Estatuto (quebra do sigilo profissional em determinadas situações), a obrigatoriedade dos profissionais terem "habilitação académica de nível superior"; as sanções disciplinares profissionais.
No que se refere ao artigo 11º o PR considera que "permite interpretações divergentes, podendo abrir um espaço de indefinição e de insegurança jurídicas".
O Sindicato dos Jornalistas contesta vivamente também um outro ponto do Estatuto, o desaparecimento de direitos de autor durante 30 dias para a empresa e órgãos que esta detenha.

01/08/2007

Paraplégico dá a volta a Portugal em protesto contra discriminação dos deficientes

Póvoa de Varzim na Rota do Protesto

Um paraplégico vai ligar Viana do Castelo e Faro em cadeira de rodas, numa viagem que decorrerá de 01 a 21 de Agosto e que pretende ser um "grito de protesto" contra a "discriminação" dos deficientes em Portugal.
"Estamos no Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades, mas falar de igualdade de oportunidades em Portugal é falar de uma grande treta. E é isso que eu quero denunciar com esta viagem", disse, à agência Lusa, José Lima, natural de Ponte de Lima mas residente em Viana do Castelo.
Numa cadeira adaptada com "pedais manuais" e uma espécie de caixa de velocidades, José Lima prevê efectuar o percurso em 21 etapas, percorrendo entre 35 a 40 quilómetros por dia.
José Lima já escreveu a várias câmaras municipais pedindo ajuda para as pernoitas, mas - frisa - "contam-se pelos dedos" as que já lhe responderam.
"Não faz mal. Levo comigo um saco-cama e dormirei na rua, frente às câmaras que não me derem apoio", garante o deficiente.
Com 52 anos e paraplégico desde 1997, depois de "esmagado" por um elevador que estava a reparar no Ministério das Finanças de Angola, José Lima, licenciado em electrónica industrial, diz que está desempregado há três anos e queixa-se que todas as portas se lhe fecham automaticamente, quando se apresenta numa qualquer empresa em cadeira de rodas.
"Enquanto que o contacto é meramente telefónico, as coisas parecem bem encaminhadas. Mas quando apareço na empresa em cadeira de rodas, as coisas mudam radicalmente de figura. Às vezes, parece que estão a ver um fantasma", ironiza.
José Lima frisa que este é apenas um dos aspectos da "discriminação" de que os deficientes são alvo em Portugal.
"Há mais, muitos mais. É um sem-número deles. Já reparou o que se passa, por exemplo, com os transportes? Como é que eu, por exemplo, vou à cidade de Viana de autocarro? Entro como, se os veículos não estão adaptados? E se quiser viajar de comboio, à excepção do Alfa ou do Intercidades, como entro?", questiona.
Mesmo com uma incapacidade física de 80 por cento, José Lima diz que não recebe qualquer pensão da Segurança Social, já que este organismo alega que ele não está incapacitado para o trabalho.
"É verdade. Não estou incapacitado e o que eu mais quero é trabalhar. Estou inscrito no Centro de Emprego e manifesto-me disponível para cerca de uma dezena de áreas de trabalho diferentes. O problema é que ninguém me dá trabalho", queixa-se.
Mesmo assim, e assumindo-se ser da raça "antes quebrar que torcer", José Lima montou uma minigráfica em casa, onde já editou os seus dois primeiros livros e outras obras assinadas por autores da região.
"Sempre me dá para ganhar algum", refere.
Com gosto pela escrita, garante que já tem na gaveta material para, pelo menos, mais dois livros, admitindo que da sua volta a Portugal em cadeira de rodas poderá também sair um bom "argumento" para mais uma obra.
A primeira etapa desta grande maratona, terminou na Póvoa de Varzim. O maratonista terminou esta primeira etapa e ficou alojado em Terroso, no MAPADI que assim se associou a esta iniciativa.
José Lima, já retemperado disse no MAPADI que "esta etapa correu-me bem, dentro do previsto, e espero no dia 21 de Agosto chegar a Faro. Quero agradecer á Camara da Póvoa de Varzim por estar aqui, que me receberam de braços abertos, é uma fantastica casa. "

A PÓVOA NO SEU MELHOR OU A MANEIRA MAIS FÁCIL DE GANHAR DINHEIRO

Na Póvoa de Varzim a Limpeza Urbana, como alguém já apelidou, guia-se pelo paralelo 13.

Senão vejamos:

Apesar de o Regulamento de Residuos Sólidos Urbanos já estar em Vigor o nosso homem forte do Ambiente Eng. Manuel Angélico continua a assobiar para o ar; Não acredita ? Veja as seguintes imagens



Quem passa pela rotunda da Portugal Telecom é impressionante o numero de cartazes colocados nos Taipais das obras em curso;

E o que faz Manuel Angélico ? Nada Assobia para o Ar

A segurança dos peões também está na ordem do dia...este cartaz da Tourada está à cerca de 4 horas nesta posição ocupando todo o passeio na Rua Gomes Amorim




Então não passou ninguém da Camara Municipal pelo Local ?




A par desta situação, lamentavél a pergunta que se impõe é a seguinte : até quando os poveiros vão suportar continuarem a ser sugados por quem está no poder apenas para se mostrar ?


Já agora a talhe de foice: esta questão prende-se com a autarquia de Aver-o-Mar e logo com a Camara:

Porque é que a Urbanização de Santana, está sem luz à uma semana ?

A autarquia não pagou a Luz ?