09/08/2007

Hiroshima e Nagasáqui: 62 anos depois



Na comemoração do 62º aniversário do ataque nuclear norte-americano contra Hiroshima, o presidente da Câmara desta cidade, Tadatoshi Akiba, afirmou: "O governo japonês, que tem o dever de trabalhar pela abolição das armas nucleares por meio do direito internacional, deveria proteger a sua Constituição pacifista, da qual deveria se orgulhar, e claramente dizer 'não' às políticas antiquadas e erradas dos EUA". Na Europa, o Partido da Esquerda Europeia, a propósito do 62º aniversário dos ataques nucleares a Hiroshima e Nagasáqui, toma posição contra o "escudo antimisseis" que os EUA querem instalar na Europa, critica a decisão dos governos da República Checa e da Polónia permitirem a instalação, contra a vontade dos respectivos povos, e refere que o combate à proliferação nuclear está na luta pela abolição das armas nucleares. O PEE conclui o seu comunicado com a afirmação: "Um mundo livre de armas nucleares é possível e necessário".
A 6 de Agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram uma bomba atómica na cidade de Hiroshima, matando de imediato 60 mil pessoas. Três dias depois, a 9 de Agosto, outra bomba foi lançada na cidade de Nagasáqui.
"Mesmo para os que conseguiram sobreviver foi um inferno que os fez invejar os mortos", relembrou o presidente da Câmara de Hiroshima , descrevendo rostos queimados, roupas desintegradas e outros efeitos da bomba.
O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou também em Hiroshima: "A minha determinação para impedir que tal tragédia se repita é mais forte que nunca", acrescentando: "renovo a minha promessa de manter os três princípios antinucleares". Os três princípios são: não possuir, não desenvolver e não permitir armas nucleares no seu território.
O Partido da Esquerda Europeia (PEE) alerta em comunicado para o aumento da ameaça nuclear e denuncia a actuação da administração Bush, em particular o seu escudo antimisseis. "Este projecto da administração Bush, oficialmente conhecido como 'National Missile Defense' (NMD - Defesa Nacional de Mísseis) nem é 'nacional', nem é 'defensivo'. É a ressurreição dos planos da chamada "Guerra das Estrelas" de Reagan", diz o comunicado.
O PEE reafirma a sua oposição ao projecto NMD, apela a todos os governos europeus para que recusem participar neste plano, defende a rejeição da doutrina da 'guerra preventiva' e reafirma o apelo de Hiroshima e Nagasáqui de 2005 pela eliminação total das armas nucleares até 2020.

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