31/08/2007

Maconde: Governo e banca já chegaram a acordo na reestruturação do passivo da empresa


Porto, 31 Ago (Lusa) - O Governo chegou hoje a acordo com o BCP, CGD e BPI relativamente à reestruturação do passivo da Maconde, num entendimento que será formalizado durante a próxima semana, disse à Lusa fonte da têxtil de Vila do Conde.
Segundo o presidente da assembleia-geral da Maconde, António Leite Tavares, a notícia chegou à empresa via telefone, com o secretário de Estado da Indústria e Inovação, Castro Guerra, a comunicar aos administradores da empresa o resultado da reunião que manteve hoje com a banca.
De acordo com António Leite Tavares, o acordo conseguido levará ao desaparecimento do actual passivo da empresa (32 milhões de euros), com recurso à figura jurídica da "dação em cumprimento", que prevê a entrega de bens imóveis para pagar a dívida da empresa.
A administração da Maconde reiterou por isso a sua confiança no sucesso das negociações do Governo com a banca, iniciadas em Março, para resolver o estrangulamento financeiro que afecta a empresa, afastando qualquer cenário que conduza ao encerramento daquela unidade.
Segundo Leite Tavares, a Maconde está a trabalhar "bem" e até tem laborado ao sábado, com bastantes encomendas, e tem os salários dos seus 583 trabalhadores (dos quais 412 são mulheres) em dia.
"Não há falta de trabalho", assegurou à Lusa.
A empresa, que nasceu do investimento de um grupo estrangeiro em Vila do Conde, em 1969, chegou a empregar mais de 2.000 trabalhadores, em cinco fábricas, mas em 2002 começou a encerrar unidades, as últimas das quais no ano passado, em Braga e na Póvoa do Varzim.
A única unidade restante do grupo, de Vila do Conde, ainda é a maior fábrica têxtil da região.
Em 2006, no âmbito de um plano de reestruturação liderado pelo então presidente do grupo Mário Pais de Sousa (ex-Vulcano) a Maconde decidiu alienar as lojas Macmoda, Tribo e Zona Franca a três insígnias do grupo Sonae.
Depois da saída de Pais de Sousa em Março deste ano, a empresa tem contado com a colaboração da gestora Maria Cândida Morais (ex-Jornal de Notícias) na elaboração de um novo plano de reestruturação, o qual se aguarda agora ser aprovado pela banca.
A Lusa tentou ouvir o secretário de Estado sobre esta questão, mas tal não foi possível até ao momento.
ICO.
Lusa/Fim

3 comentários:

Mamar aqui disse...

Quem os viu e quem os vê.

Anónimo disse...

Claro que toda a gente tem pena doque se passa na Maconde. Do pessoal que lá tem emprego. Só nunca ninguém disse, não sei porquê, é que quando a Administração pediu para o pessoal fazer um esforço, durante o mês de Agosto, para poder cumprir uma encomenda, arranjada a custo, e que tinha caído céu, para poder cumprir o pessoal teria de não fazer férias em Agosto,a maioria desse pessoal disse que não. Coitados, se fechar, lá está o Subsidio de Desemprego, pago por todos nõs, para sustentar quem não quer trabalhar.

marenostrumforever disse...

Ainda bem que se resolveu a situação. Oxalá perdure este estado de graça...