28/08/2007

Morte súbita: uma trágica lista que não pára de aumentar




ATÉ SEMPRE CAMPEÃO





As mortes súbitas não são recentes, mas tornaram-se mais frequentes nos últimos anos. Desde 2004, aliás, são vários os casos de jogadores que faleceram na sequência de ataques sofridos em campo.
O espanhol António Puerta, por quem o Mundo torcia desde domingo, foi a última vítima de uma lista que inclui também o húngaro Miklos Fehér, falecido com a camisola do Benfica na parte final de um jogo em Guimarães.
Foi a 25 de Janeiro de 2004 que o avançado encarnado faleceu no hospital de Guimarães, na sequência de uma arritmia cardíaca, provavelmente em consequência de cardiomiopatia, concluiu o Ministério Público.
O caso não foi o primeiro, mas deixou Portugal em estado de choque com a brutalidade da morte. Antes de Fehér já o Mundo tinha ficado chocado perante as imagens do falecimento de Marc-Vivian Foé.
O médio caramonês morreu vítima de um aneurisma durante um jogo das meias-finais da Taça das Confederações, com a Colômbia. Caiu inanimado aos 72 minutos e faleceu pouco depois nos balneários.
O último dos casos mais mediáticos foi Serginho, central do S. Caetano. Vítima de uma paragem cardio-respiratória, caiu inanimado no relvado aos 13 minutos da segunda parte e faleceu pouco tempo depois no hospital do S. Paulo.
Os casos de morte súbita nos últimos anos são vários, porém. Pouco depois de Serginho o Brasil voltou a chorar a morte de Cristiano, que jogava na Índia e faleceu devido a um ataque cardíaco após marcar dois golos.
Também Portugal tem sido sobressaltado com várias mortes nos últimos anos. Depois de Féher, Bruno Baião, júnior do Benfica, faleceu após quatro dias de coma que se seguiram a uma paragem cardio-respiratória durante um jogo.
Em 2005 foi a fez de Hugo Cunha, jogador da U. Leiria, falecer subitamente enquanto jogava futebol com os amigos, também devido a uma paragem cardio-respiratória. Antes tinha falecido Paulo Pinto, jogador do Aveiro Basket, devido a ataque cardíaco durante um jogo com o Benfica.
O primeiro caso conhecido em Portugal de morte súbita é um dos que ainda mais são recordados. Pavão, jogador do F.C. Porto, faleceu em 1973 na sequência de uma paragem cárdio-respiratória aos 13 minutos de um jogo com o V. Setúbal.
Em 1987 faleceu Navalho, futebolista do Atlético, de apenas 20 anos, que sofreu um enfarte agudo do miocárdio nos minutos iniciais de um jogo-treino. Em 1998, por fim, o basquetebolista angolano José Guimarães, de 22 anos, da Portugal Telecom, sofreu um problema cardíaco durante um treino.
O primeiro caso conhecido, porém, é de um ciclista. Tom Simpson morreu na sequência de uma paragem cárdio-respiratória, em 1967, durante uma etapa de montanha da Volta a França, soube-se mais tarde que provocada pelo consumo de anfetaminas.

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