15/10/2007

Desmantelado barco que ardeu há sete anos na Póvoa



Do Jornal Póvoa Semanário


Depois de 7 anos atracado nos estaleiros Irmãos Viana, situados no interior do porto de pesca da Póvoa de Varzim, foi desmantelado o barco “Ângelo & Melanie” que ardeu na madrugada das festas de Nossa Senhora da Assunção de 2000, depois de um espectáculo pirotécnico ter alegadamente provocado o incêndio. Aquele era um local que estava a dar guarida “à prostituição e à toxicodependência”, como referiu José Viana, proprietários dos estaleiros que se cansou de esperar pela decisão do Tribunal e decidiu “acabar com aquele cenário deprimente” que punha em causa a saúde dos trabalhadores “das oficinas de construção e reparação de barcos”. Recorde-se que há sete anos que o dono do barco, António Teixeira, com residência no Algarve, tenta ser indemnizado em “1,5 milhões de euros” pelos prejuízos causados na noite das festas. O Tribunal da Póvoa chegou a condenar o pirotécnico e o juiz da confraria (que entretanto faleceu) a penas suspensas de prisão entre os 18 e os dois anos de, respectivamente, e ao pagamento de uma coima de mil euros devido aos crimes de incêndio negligente.

09/10/2007

LINHARES A CAMINHO DO ABISMO ?


Publicado pelo Jornal de Noticias de 9-10-2007


"Motoristas recusam conduzir autocarros sem vistoria

Dez motoristas da empresa Linhares não saíram, ontem, para a estrada. À falta de condições de segurança nas viaturas há a juntar os salários em atraso dos 140 trabalhadores

A falta de vistorias em mais de duas dezenas de autocarros levou, ontem, uma dezena de motoristas da Caetano Cascão Linhares, Herdeiros, com sede na Póvoa de Varzim, a recusarem-se a sair para a estrada. José Ferreira, motorista da transportadora poveira e delegado sindical do Sindicato dos Transportes Rodoviários do Norte (STRN), explicou ao JN que, apesar dos salários em atraso - Junho, Agosto e Setembro e o subsídios de férias -, foi sobretudo a falta de condições de segurança nos autocarros que fez parar os motoristas. "Há 25 autocarros sem vistorias e pelo menos um, a fazer a zona de Esposende, que não tem vistoria há três anos. Alguns estão mesmo em mau estado. Não há condições de segurança nem para nós, nem para os passageiros. Foi uma medida sensata e responsável", explicou o sindicalista, no final do plenário que, ontem, entre as seis e as oito horas reuniu, na garagem da transportadora, cerca de meia centena de trabalhadores. No final, ainda assim, reconhece o sindicalista, muitos optaram por sair para a estrada, temendo pelo posto de trabalho. José Ferreira afirmou que as carreiras de Esposende, Viana, Braga, Barcelos, Santo Tirso e Trofa, que transportam diariamente milhares de pessoas, foram as mais afectadas pela paralisação que, garante, irá manter-se "até que as vistorias sejam feitas". José Ferreira garante, ainda, que os trabalhadores há muito que vinham avisando a administração, que "nada fez", e acusa a actual gerência de "ter perdido o controlo" da Linhares. As dívidas continuam a subir e os salários em atraso vão-se acumulando "Em Maio houve trabalhadores que accionaram o fundo de garantia salarial para receber os salários - uma vez que se trata de uma empresa que presta serviço público. O Junho está por pagar a cerca de 40 motoristas. O Julho foi pago na semana passada. O Agosto, o Setembro e o subsídio de férias não foram pagos a nenhum funcionário", explicou. O STRN teme agora pelo futuro da Linhares, que diz estar em negociações para venda à Transdev. José Ferreira teme que, com o negócio, haja despedimentos, mas ainda assim admite que a empresa "não pode continuar como está", há meses a pagar salários "às pinguinhas" e "sem condições de segurança" na frota. A administração da Linhares admite que há "15% da frota" - composta por cerca de 100 autocarros - sem vistoria, mas garante que, "na maioria dos casos", são inspecções que deviam ter sido feitas em Setembro. Embora admitindo as dificuldades financeiras da empresa, fonte da administração garantiu ao JN que as vistorias "têm vindo a fazer-se" e "de forma alguma está em causa a segurança de motoristas e passageiros". A situação, assegurou, decorre da aplicação da nova lei, que obriga os veículos de transporte de passageiros a fazer inspecções periódicas de seis em seis meses. Desta forma, a Linhares viu concentradas em Maio e Outubro as vistorias da frota. Quanto à questão salarial, a Linhares garante que, apesar de "algum atraso", os trabalhadores sempre receberam todos os salários e afasta a hipótese de fecho. A Linhares está há 80 anos na Póvoa, emprega mais de 140 trabalhadores (80 dos quais motoristas) e tem cerca de 50 carreiras nos concelhos da Póvoa, Esposende, Viana, Braga, Barcelos, Santo Tirso e Trofa. A transportadora tem vindo a atravessar um período de crise, que se acentuou com a entrada na cidade de um novo operador - a Litoral Norte, que tem, desde o início do Verão, quatro carreiras urbanas - e está, agora, a negociar a venda da empresa."


A questão que se coloca é a seguinte: O que anda a fazer a PSP ???

Tão expedita a efectuar operações stop e estas viaturas com dezenas de passageiros, em risco e não fazem nada ?

Não será oportuno fazer uma inspecção à PSP ?

"POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE ALTA QUALIDADE E ACESSÍVEIS A TODOS"

Caros amigos,

Acabei de ler e assinar a petição pela Internet solicitando:

"POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE ALTA QUALIDADE E ACESSÍVEIS A TODOS"

colocada na Internet pela CES no sítio web http://www.petitionpublicservice.eu

Concordo pessoalmente com o conteúdo desta petição e penso que você também poderia concordar. Se puder dispensar um minuto a esta causa, dê uma vista de olhos e assine, se concordar.

03/10/2007

Limpar o Mundo, limpar Portugal regressa à Póvoa


Retirado do sitio Oficial do Municipio poveiro


" A Campanha Limpar o Mundo, Limpar Portugal volta a realizar-se na Póvoa, nos próximos dias 14 e 15 deste mês.
Este ano são as freguesias de Aguçadoura, Balasar e Rates que acolhem a campanha, dinamizada pelo Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal.
No dia 14, a partir das 10h00, mais de uma dezena de crianças participa na limpeza da área envolvente da junta de freguesia e da escola de Balasar.
No dia 15, de manhã, entre as 10h00 e as 12h00, em Rates, os habitantes da freguesia vão colaborar na limpeza das seguintes ruas: Rua e Travessa dos Moinhos, Rua e Travessa da Sra. do Rosário, Rua da Fonte da Cabra, Rua de João Rates, Rua e Travessa do Celeiro, Rua da Sagrada Família, Rua da Aldeia Nova de Cima, Rua e Travessa da Pedra Branca e Rua dos Emigrantes. No parque da freguesia decorrerá ainda uma oficina de reutilização de materiais, com pintura em sacos, aberta à participação da população em geral.
Quanto a Aguçadoura, também no dia 15 de manhã, vai limpar a sua marginal com a ajuda da população e dos escuteiros locais.
Nesta campanha, que já se realiza na Póvoa desde 1998,a Câmara Municipal fornece os sacos e as luvas para recolha de resíduos, competindo às juntas de freguesia participantes a dinamização da população local, que participa depois na manutenção dos espaços previamente definidos.
A campanha Limpar o Mundo surgiu em 1989 pela mão de Ian Kiernan, um velejador australiano que, descontente com as quantidades de poluição que via nas suas muitas viagens pelo mundo, decidiu fazer alguma coisa para mudar a situação. Nesse ano, em Sydney, Ian conseguiu reunir 40 mil voluntários para efectuarem a limpeza do porto da cidade e, desde então, a campanha ganhou projecção mundial. Portugal começou também a participar e a Póvoa de Varzim tornou-se membro da associação Clean Up the World em 2004, continuando, até hoje, a dinamizar a população local para colaborar."


Até aqui tudo muito bem ....


Agora pergunto eu:


Apesar do municipio estara participar neste evento não seria mais natural olhar um pouco para o Concelho e obrigar a limpar aqueles que sujam ?

Aquelem que poluem linhas de água com o beneplácito da autarquia ?

Aqueles que despejam os esgotos para a via pública ?

Ou só pensamos em Show Off para enganar o Zé Povinho ?

Caso McCann suscita recomendações do Conselho Deontológio do Sindicato dos Jornalistas



Segue-se um texto do Sindicato dos Jornalistas a propósito da cobertura dada ao caso McCann:


«O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CD) emitiu uma recomendação às direcções dos órgãos de comunicação social e aos jornalistas a propósito da cobertura do caso Madeleine McCann, para que alguns erros que foram cometidos neste processo sejam evitados em situações futuras.
Na sua recomendação, o CD relembra que “o uso de fontes anónimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois em caso de a informação se revelar falsa será a credibilidade do jornalista e do seu órgão de comunicação social que está em causa. E não apenas em relação a esse trabalho.”
A estrutura deontológica recomenda assim que se evitem notícias que privilegiem as audiências em detrimento da verdade factual e em que a especulação vença o rigor, que se sigam critérios muito rigorosos para o uso de fontes anónimas e que se promova a pronta rectificação de informações que se revelem inexactas ou falsas, conforme o n.º 5 do Código Deontológico.
A recomendação apela ainda a que os jornalistas tenham um especial cuidado no tratamento da informação, procurando apoio de especialistas externos e independentes que os possam elucidar sobre matérias de elevada complexidade e que exijam conhecimentos científicos e jurídicos, levem em consideração o direito à privacidade de eventuais suspeitos, arguidos ou réus e analisem os eventuais atropelos à deontologia ocorridos neste caso para que os mesmos não se repitam».

MAIS HIPERS ???

A Comissão Regional de Economia vai apreciar, na próxima quarta-feira, os pedidos de autorização para instalação de mais 11 superfícies comerciais de grandes dimensões em concelhos da Área Metropolitana do Porto. Entre os pedidos encontram-se três centros comerciais - dois para Gondomar, conforme já noticiou o JN, e outro para S. João da Madeira - e um conjunto comercial do grupo E. Leclerc (na Póvoa da Varzim). Quase todos os outros espaços a analisar são hipermercados também associados a centros comerciais. É o caso, por exemplo, do Jumbo, que está previsto para o Matosinhos Plaza, shopping que ficará no complexo da loja da Ikea em Leça da Palmeira. Para o lugar de Gonçalves, na mesma freguesia matosinhense, prevê-se a construção de um estabelecimento dedicado à bricolage e a materiais de construção da empresa Leroy Merlin. O conjunto comercial da E. Leclerc da Póvoa de Varzim, que inclui um hipermercado do mesmo grupo, deverá nascer na Avenida do Mar, na freguesia de Amorim. A insígnia Carrefour é a que terá mais processos em análise na próxima reunião da Comissão Regional de Economia. A empresa tem pedidos de autorização para a construção de hipermercados em Santo Tirso (lugar de Casal ou Eirado, freguesia de Rebordões), em Vila do Conde (Modivas, integrado no complexo comercial e de lazer Nassica), em S. João da Madeira e em Gondomar. Nestes dois casos, os hipermercados estarão integrados nos projectos de dois centros comerciais que também estarão em análise S.João Retail Park (Quinta de Fundões) e Gondomar Retail Center (Fânzeres). Recorde-se contudo que, conforme noticiou o JN, este empreendimento está previsto para a Quinta do Ambrósio, propriedade da STCP, empresa que negou a construção de um shopping. Também para Gondomar, mas para a Avenida de Oliveira Martins, em S. Cosme, está pedida a construção de outro centro comercial - "Go! Retail Gondomar".