23/11/2007

Níveis ilegais de arsénio na água em quatro Concelhos


No ano passado, quatro dos 51 concelhos portugueses ultrapassaram os limites de arsénio na água, segundo dados são do Relatório Anual divulgado pelo Instituto Regulador da Água e Resíduos (IRAR).
A Organização Mundial de Saúde tem estado atenta ao problema dos níveis de arsénio na água na Europa. No ano passado, quatro dos 51 concelhos portugueses ultrapassaram os limites de arsénio na água, segundo dados são do Relatório Anual divulgado pelo Instituto Regulador da Água e Resíduos (IRAR).
Este metal pesado é considerado um factor de risco de cancro em bébés cujas mães beberam água contaminada durante a gravidez.
O concelho com os níveis mais preocupantes foi Évora, com um incumprimento de 7,5% nos níveis máximos permitidos de arsénio na água, seguido de Barcelos (5%), Vila Franca de Xira (2,9%) e Pombal (1,8%).
De acordo com Francisco Ferreira, da Quercus, “o nível de arsénio na água é um problema a que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem estado atenta”. Foi emendado na Europa por indicação da OMS o valor limite deste metal e “no nosso país, de 2004 para 2005, o valor passou de 50 microgramas para dez”.
Apesar dos níveis atingidos em Portugal, o presidente do município de Évora, José Ernesto Oliveira, garantiu em declarações à Lusa, que a água distribuída no concelho não é perigosa e que o limite legal de arsénio ultrapassado em 2006 foi "pontual" e já está resolvido.
O Presidente municipal garante ainda que “ a água da rede distribuída no concelho não tem qualquer parâmetro de perigosidade e é de qualidade aceitável, estando submetida a um rigoroso controlo por parte das entidades competentes".

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