19/01/2008

Hospital vai ampliar cirurgia de ambulatório

Segundo a noticia de hoje do Jornal de Noticias e da responsabilidade de Inês Schreck , vai haver mudanças no Hospital:
O Centro Hospitalar da Póvoa do Varzim/Vila do Conde vai investir, este ano, 171 mil euros na ampliação da Unidade de Cirurgia de Ambulatório. As obras vão permitir aumentar aquele tipo de cirurgias rápidas, em que o doente volta para casa no mesmo dia, estimando-se que no próximo ano possam atingir as 1950, de forma a dar resposta às necessidades dos utentes dos concelhos da Póvoa e Vila do Conde. Note-se que, em 2007, o hospital registou 1190 procedimentos cirúrgicos de ambulatório.A intervenção que o bloco de cirurgia de ambulatório vai sofrer este ano não invalida, porém, o "projecto de excelência" naquela área da Medicina prevista para o novo hospital, cujo estudo do perfil assistencial e dimensionamento das futuras instalações já foi entregue ao ministro da Saúde, Correia de Campos. A unidade a instalar no futuro hospital, a construir em regime de parceria público-privada, vai permitir duplicar a actual capacidade instalada em cirurgia de ambulatório. De acordo com informação do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde, estão contratualizadas para este ano a realização de 5722 cirurgias, sendo que 1675 (39%) serão efectuadas em regime de ambulatório. Em 2006, de um total de 2270 doentes submetidos a cirurgias programadas naquele hospital, 1040 foram operados em regime de ambulatório (46%), o que, face ao contratualizado para 2008, denota um decréscimo neste tipo de cirurgia, que traz vantagens para o doente (está provado que a recuperação do pós-operatório é melhor em casa) e para o hospital, que ganha em espaço com a redução do número de camas e na diminuição das listas de espera. Ainda segundo números do hospital, este mês, há 1306 doentes à espera de uma intervenção cirúrgica no Centro Hospitalar da Póvoa/Vila do Conde, sendo que em média esperam menos de 2,8 meses pela intervenção. Na Região Norte, o número é bem mais gordo com 64 mil doentes à espera de cirurgia, com uma média de 4,2 meses de espera. Números discutidos, ontem à tarde, numa reunião entre a administração do hospital e a Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório que está a inteirar-se, em visitas a vários hospitais, do que está a ser feito para aumentar a produção naquela área da Medicina.

1 comentário:

rouxinol de Bernardim disse...

A ser verdade isto vai contra a estratégia de Luiz F Menezes, que visa «desmantelar» o aparelho de Estado a curto prazo.

Quem olha para a iniciativa privada como a panaceia redentora (como LFM) ficará muito triste com esta notícia.

Deus queira que o projecto avance e seja exequível a curto prazo. LFM tem pouca viabilidade como político. Desde que disse que Marques Mendes ia ser derrotado na câmara de Lisboa (e fê-lo esfregando as mãos como que a dizer que iria lucrar com essa derrota...) perdeu toda a credibilidade. Agora, depois de um jantar de barrosistas também fez um espalhafato... é digno de comiseração!