27/02/2008

70 pescadores da Póvoa morreram há 116 anos em naufrágio

Imagem de Zacarias da Mata

Passam hoje 116 anos da tragédia marítima poveira, ocorrida em 1892, no Mar da Cartola, a sudoeste de Aveiro, que tirou a vida a mais de uma centena de homens do mar.
A Póvoa vestiu-se de luto pesado durante anos e, na Igreja da Lapa, todos os anos há uma missa de evocação das almas das vítimas neste que ficou conhecido como o segundo mais grave naufrágio do Litoral português.
Reza a história que, das 31 lanchas poveiras, morreram 70 homens e também perderam a vida 35 pescadores da Afurada, num total de 105 tripulantes.
Também hoje se completam 17 anos sobre o início da construção da “lancha poveira do alto”. A biblioteca municipal Rocha Peixoto juntou as duas datas num programa lúdico-pedagógico, que consistiu em duas actividades para os mais novos: “Evocação do naufrágio de 27 de Fevereiro de 1892” e “Recorta, cola e constrói a Lancha Poveira”. Objectivo: aproximar os alunos do 1º e 2º ciclo da história da Póvoa de Varzim e das suas tradições.
Passados 116 anos do trágico acidente no mar, a segurança continua a ser um dos cavalos de batalha dos pescadores, com outras tragédias bem mais recentes na memória, como o Luz do Sameiro e o Salgueirinha.
A recém formada associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, liderada por José Festas, vai mais longe e refere que os problemas de socorro no mar talvez se resolvessem com outro ministro das pescas.
O armador disse recentemente que era preciso José Sócrates nomear um ministro das pescas que olhe para o sector das pescas como prioritário, com um ministério independente da agricultura.

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