
Passam hoje 116 anos da tragédia marítima poveira, ocorrida em 1892, no Mar da Cartola, a sudoeste de Aveiro, que tirou a vida a mais de uma centena de homens do mar.
A Póvoa vestiu-se de luto pesado durante anos e, na Igreja da Lapa, todos os anos há uma missa de evocação das almas das vítimas neste que ficou conhecido como o segundo mais grave naufrágio do Litoral português.
Reza a história que, das 31 lanchas poveiras, morreram 70 homens e também perderam a vida 35 pescadores da Afurada, num total de 105 tripulantes.
Também hoje se completam 17 anos sobre o início da construção da “lancha poveira do alto”. A biblioteca municipal Rocha Peixoto juntou as duas datas num programa lúdico-pedagógico, que consistiu em duas actividades para os mais novos: “Evocação do naufrágio de 27 de Fevereiro de 1892” e “Recorta, cola e constrói a Lancha Poveira”. Objectivo: aproximar os alunos do 1º e 2º ciclo da história da Póvoa de Varzim e das suas tradições.
Passados 116 anos do trágico acidente no mar, a segurança continua a ser um dos cavalos de batalha dos pescadores, com outras tragédias bem mais recentes na memória, como o Luz do Sameiro e o Salgueirinha.
A recém formada associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, liderada por José Festas, vai mais longe e refere que os problemas de socorro no mar talvez se resolvessem com outro ministro das pescas.
O armador disse recentemente que era preciso José Sócrates nomear um ministro das pescas que olhe para o sector das pescas como prioritário, com um ministério independente da agricultura.
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