20/04/2008

PRÉMIO FICOU EM CASA




Dificilmente haveria resultado que agradasse mais os poveiros que hoje assistiram à 14ª edição da Clássica da Primavera. O facto de o vencedor ser corredor da LA – MSS - Póvoa já era motivo de festa mas a isso juntou-se o facto de ser João Cabreira, jovem natural do concelho da Póvoa de Varzim, que sucede assim a Manuel Cardoso.


João Cabreira, da LA-MSS, deu o tom da festa poveira no final da 14ª edição da Clássica da Primavera - Troféu José Zeferino, hoje disputada na extensão de 157 quilómetros, num circuito em torno do Monte São Félix, na Póvoa de Varzim. Bruno Neves, seu colega de equipa, beneficiou da ausência de Manuel Cardoso, por opção técnica, para ascender ao comando da Taça de Portugal Elite.
Num dia de chuva e com a tradicional nortada poveira, Cabreira, natural da Aguçadoura, partiu para a corrida que preenche a sua rota habitual de treino com fortes expectativas, tendo em conta as selectivas características do percurso. No final revelou-se o mais forte de um grupo de quatro elementos que abordou de forma conjunta a Avenida dos Banhos, após uma derradeira ofensiva na penúltima das sete subidas ao Monte São Félix.
A vitória de Cabreira, vencedor da etapa da Srª da Graça, na Volta a Portugal, em 2006, foi acertada nos metros finais após um trabalho de preparação do sprint de Bruno Pires e do espanhol Angel Vicioso, ambos colegas de equipa, e que terminaram, respectivamente, na terceira e quarta posição. O segundo posto foi pertença de Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), o único resistente à hegemonia poveira claramente apostada em brilhar em "casa". No grupo principal, primeiro classificado foi Rui Costa (Benfica), que gastou com mais um 1m03s do que o vencedor, tendo-se antecipado a Bruno Neves (LA-MSS), sexto classificado e novo líder da Taça de Portugal Elite.
A corrida foi assinalada pela longa fuga empreendida por Tiago Machado (Madeinox-Boavista) ainda antes da primeira abordagem ao Monte São Félix. O campeão nacional de contra-relógio sub-23, rodou na companhia de Mário Costa (Benfica), numa escapada importante mas de parco proveito. A Machado, melhor português nas provas internacionais já disputadas em Portugal na presente época, a ambição passava pela vitória e coube-lhe somente o triunfo na montanha. Por sua vez, Mário Costa triunfou nas metas-volantes. A fuga do dia nunca chegou realmente a perigar o trabalho da LA-MSS, tendo claudicado na penúltima volta, após uma vantagem máxima conseguida em redor dos 2m30s.
Os quilómetros finais, já com a fuga vitoriosa a decorrer, foram protagonizados pela perseguição da Liberty Seguros, ainda que sem sucesso, permitindo a discussão a quatro nos metros finais da Clássica da Primavera. Colectivamente, a vitória pertenceu à LA-MSS. A próxima prova da Taça de Portugal Elite decorre a 11 de Maio, com a realização da “Clássica de Amarante”.



Entre os corredores presentes, referência para os poveiros Rui e Mário Costa, do Benfica, Bruno Lima, do Madeinoix-Boavista, e João Cabreira, da LA-MSS-Póvoa.


Mas refira-se o facto dos prémios deste ano terem baixado significativamente relativamente às anteriores edições da prova. Outro dado que merece reparo: os espectadores que assistiram á chegada mereciam um pouco mais de respeito por parte da organização: ninguém sabia quem ganhara a clássica, pelo simples facto de não hesistir amplificação sonora na meta instalada no Carvalhido; um erro de palmatória, e depois queixam-se de que os adeptos andam arredados do ciclismo...pudera com estas atitudes


Outro dado...O Estado a que chegou o nosso ciclismo...é a morte anunciada há já alguns anos

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