07/05/2008

Comunicado da Associação Portuguesa dos Ciclistas Profissionais



A Associação Portuguesa dos Ciclistas Profissionais, face às notícias veiculadas nos órgãos de comunicação social, diz o seguinte:



1- A APCP contribuiu activamente para a elaboração do Acordo Comum na Luta Contra o Doping assinado em Janeiro do presente ano.



2- Esta Associação não renunciou ao Acordo firmado em Janeiro entre a UVP/FPC e demais elementos integradores do Conselho de Estrada e é com surpresa que recebe a tomada de posição do CNAD, que por um lado acusa esta Associação de falta de colaboração e por outro determinou a suspensão do protocolo dos exames de saúde aos atletas.



3- Esta Associação comunicou com correcção as suas posições tendo sempre em conta, quer a legislação nacional quer os regulamentos que regem os controlos anti-dopagem.



4- Vir invocar que esta Associação está a colocar obstáculos ao controlo dos atletas é um argumento que as entidades acima indicadas alegam, para escamotearem responsabilidades inerentes às suas funções e que têm que ser exercidas no respeito pela lei.



5- A razão fundamental para não aceitar as alterações propostas ao Acordo firmado em Janeiro, prendem-se sobretudo com questões legais e jurídicas, nomeadamente diminuir a duração de prazos estipulados na lei para o atleta se submeter a controlo antidoping e aceitar à criação de uma base de dados que implicavam o consentimento individual de cada atleta, para o qual esta Associação não está devidamente mandatada, por influir na esfera dos direitos pessoais e intransmissíveis de cada um.



6- Lamenta, a APCP, que tais entidades, que advogam que as questões devem ser resolvidas entre as partes, tenham tido a preocupação de na praça pública terem exposto as suas opiniões, deturpando a posição assumida pela APCP.



7-Esta Associação está tranquila, quanto às notícias divulgadas, que sabemos irão aguçar a curiosidade dos leitores, deturpar mais uma vez uma modalidade das mais populares no país, para escamotear um problema que é mais profundo e que é a constatação que a luta anti-dopagem terá que ser abrangente a todas as modalidades, com critérios e métodos de aplicação uniformes, tendo em linha de conta a especificidade das mesmas e sobretudo realizada com meios técnicos e humanos devidamente preparados para actuar em conformidade com a lei.



8- A posição da APCP, no respeito pela lei e correcção devidas às entidades acima indicadas, não foi mais do que o bode expiatório para cancelar a realização de análises que saíam caras ao erário público e que a conjuntura económica e de contenção de despesa não comportavam.



9- A APCP está aberta ao diálogo, não está todavia disponível para participar em cortejos onde “ O Rei vai nu ”, nem servirá interesses violadores da lei e sobretudo com desrespeito pela privacidade dos dados pessoais dos atletas, desde que não sejam devidamente autorizados pelas entidades competentes.



10- Por parte desta Associação só lhe resta cumprir os seus deveres estatutários devidamente registados e promover e assegurar os interesses dos seus Associados, que são os intervenientes de uma modalidade que continuará a ser das preferidas do povo português.



Paulo Couto


(Presidente da APCP)

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