29/06/2008

GRANDE JOÃO CABREIRA







A VITÓRIA NOS CAMPEONATOS NACIONAIS POR PARTE DE JOÃO CABREIRA DA LA/MSS/PÓVOA, PERDÃO NÃO SEI SE DEVIA DIZER PÓVOA, JÁ QUE MACEDO VIEIRA FOI DOS PRIMEIROS A CONDENAR A EQUIPA E OS SEUS CICLISTAS, FOI UMA VITORIA DE RAIVA PELA FORMA COMO A EQUIPA E OS SEUS PROFISSIONAIS TEEM SIDO TRATADOS. PARABENS JOÃO E PARABENS TAMBÉM PARA BRUNO PIRES...AGORA, SE HOUVESSE UM MINIMO DE VERGONHA NA CARA POR PARTE DOS SEUS DETRACTORES, INCLUINDO ARTUR MOREIRA LOPES E MACEDO VIEIRA, ESTES AFASTAVAM-SE DEFINITIVAMENTE DO CICLISMO, MAS COMO NÃO HÁ...



PARABENS JOÃO CABREIRA,



PARABENS BRUNO PIRES,



PARABENS MANUEL ZEFERINO



PARABENS A TODOS AQUELES QUE SEMPRE ACREDITARAM MA EQUIPA !

28/06/2008

PASSO (TÃO TRÔPEGO) À FRENTE!...

Ora, finalmente, e sem ter sentido a necessidade de se esconder atrás dessa estranha figura que é a Comissão de Estrada, quem tem, de facto, poderes para fazer sair comunicados – a Direcção da Federação Portuguesa de Ciclismo – fê-lo esta tarde.Mas todo este processo – e falo, é evidente, do “caso” LA-MSS – está ferido de, não, não era legalidade o que eu ia a escrever (embora já o demonstre que, de facto o está), mas de evidente falta de honestidade no seu procedimento.Sim!, falta de honestidade. Porque os fins não justificam, nunca os meios, ainda mais se estes forem cirurgicamente manipulados. E não me interpretem mal. O cirúrgico é uma figura de estilo, normal no exercício da escrita, e nada tem a ver com a figura do presidente da FPC.Eu sei que me movo no fio da navalha. Uma escorregadela e… é a morte do “artista”, mas não esperem que fique calado, a assistir do sofá a manigâncias que, de tão fáceis de desmontar, chegam a parecer brincadeiras de rapazes pequenos.Por exemplo, ao princípio eu desconfiava de uma ou duas pessoas que poderiam configurar a figura do delator.Tudo isto começou com uma denúncia, estão lembrados?Agora já não tenho dúvidas sobre quem accionou a intervenção da Polícia Judiciária. Tinha de ser – e vamos sabendo coisas pelo “caminho” – alguém com, de facto, uma influência tal que escapa aos tais… meus suspeitos de primeira hora.Enganei-me. Mas, pelo menos, o ter-me enganado deixa a descoberto que me interessei pela coisa. Limitado, como estou, em termos de fontes de informação, apostei errado.Mas como escrevi aqui há umas linhas atrás, já não tenho dúvidas.Não tenho dúvidas quanto a quem espoletou todo este processo mas, entretanto, outras dúvidas se me levantam.Por exemplo: no Capítulo XII do Regulamento Anti-dopagem, ponto 292, diz-se que, e passo a citar: «As pessoas que exercem funções no Controlo de Dopagem devem respeitar a confidencialidade das informações sobre casos individuais cuja divulgação NÂO É EXIGIDA nos termos do presente Regulamento Antidopagem.»Contudo, o comunicado da FPC, divulgado pelo seu presidente, aponta, nome a nome, nove nomes. De nove pessoas que, tanto quanto me é dado perceber, estão apenas a ser alvo de, volto a citar: “… um inquérito” por parte do Conselho Disciplinar da FPC".O que, liquidamente significa que, para já, não há nada de concreto contra esses nomes. Logo, a sua publicação não é mais do que um abuso de poderes por parte de quem, evidentemente, os não tem.Mas há mais. Tanto quanto julgo saber, os presumíveis implicados nesta trama, souberam-no através da Comunicação Social.Sei, inclusivé de um caso de um dos… “acusados”, casado, chefe de família, pai de filhos, com residência fixa há cerca de seis anos… recebeu esta tarde um telefonema de casa dos pais – onde não mora desde que se casou – a avisá-lo que… 2.ª feira vai ser avisado de que está suspenso ao abrigo de um processo disciplinar.E depois admiram-se de não encontrar os Corredores quando vão fazer controlos fora de competição.Eu sei, mas sei mesmo, que este corredor de que falo, há seis anos que comprou uma casa onde mora com a mulher e os filhos e que me garante – e eu não o duvido – que desde há seis anos, nos boletins que obrigatoriamente tem de enviar de três em três meses para o CNAD, há seis anos que indica a sua morada real.Pois bem, hoje, sexta-feira, 27 de Julho, ligaram-lhe os pais a dizer que tinham recebido um telefonema para que ele esteja disponível na próxima 2.ª feira.Guardem esta informação. Porque muitos dos controlos inopinados que não acontecem, não acontecem porque a FPC não mantém actualizada a morada dos corredores. Estes, como manda a Lei, comunicam onde moram, mas esses papéis juntam-se no mesmo monte que muitos outros. E a base de dados da FPC está desactualizada…Por favor, amigos, companheiros que escrevem sobre Ciclismo, investiguem isto. Porque, afinal de contas, disto depende a carreira de um atleta que não tem culpa que, nos registos da FPC ainda conste a morada da casa dos pais porque na altura em que introduziram os dados ele tinha… 16 ou 17 anos.E isto é uma coisa que jamais veremos escrito na Imprensa nacional.Não me vou alongar mais, embora haja matéria para que eu ficasse aqui a escrever durante mais cinco ou seis horas…Tenho lido os comentários de outros camaradas jornalistas sobre este assunto. Porque é que nenhum ainda não se questionou em relação ao facto de esta operação ter estado prevista para Julho, de forma a obstar que a equipa da Póvoa pudesse correr a Volta?Porque é que a FPC atropela os regulamentos, fazendo publicar os nomes de presumíveis implicados quando os regulamentos da UCI a defendem disso mesmo?Porque é que se está a esconder que um corredor, de uma outra equipa, deu positivo há alguns meses atrás e ninguém fala disso? E sabendo eu quem sabe disso, considero impossível que a Federação Portuguesa de Ciclismo o não saiba. Talvez o CNAD o não saiba, mas na Rua de Campolide sabem o nome do Corredor e da equipa. Porque é que estão a abafar o caso? E quem, de fora daquele círculo também o sabe, porque é que o esconde?A derradeira questão que aqui deixo é esta:Que ciclismo é que, de facto queremos?Totalmente limpo, ou… optando pela política de eliminar uns, deixemos o caminho aberto a terceiros?Mas quem é que ganharia com isso?São essas dúvidas que me perseguem, qual fantasmas…
Manuel Madeira
Veloluso
E pela importância do caso e do autor transcrevo na integra o comunicado que deveria ser da Federação mas para evidenciar a sua personalidade do quero posso e mando é do Presidente " fantoche " da Federação Portuguesa de Ciclismo Artur Moreira Lopes:

Comunicado do Presidente da UVP/FPC
UVP-FPC
Comunicado N/ Ref.ª : 92_08/HA
Data: 27.06.08
Vimos comunicar que o Conselho Disciplinar da UVP/FPC abriu um processo de inquérito contra os seguintes elementos da Equipa Continental LA-MSS:
- Manuel Ramos Zeferino (Director Desportivo - licença nº 81500)
- Tiago Manuel Pereira Silva (licença nº 20949)
- Rogério Fernando Silva Baptista (licença nº 17754)
- Afonso Duarte da Costa Azevedo (licença nº 21047)
- Cláudio Miguel Gonçalves Estêvão Faria (licença nº 6803)
- Pedro António Alves Cardoso (licença nº 6809)
- Paulo Jorge de Oliveira Silva (Massagista - licença nº 82164)
- Marcos Mariño Maynar (Médico – licença RFEC)
- Luis Fernando Alves d’ Almeida (Presidente do Póvoa Cycling Club – licença nº 82280)
Mais se informa que foi aplicada a suspensão preventiva dos inquiridos até à conclusão do inquérito.
O Presidente da UVP/FPC
Artur Lopes
O Comunicado assinado por Artur Moreira Lopes enferma logo de inicio de um erro que poderá ser propositado :
"Vimos" em lugar de " venho "
É o aligeirar de responsabilidades do único cóveiro do ciclismo Português!
Foi necessário mais de um mês para a instauração de procedimento disciplinar, não que sem antes e ao arrepio de qualquer regulamento Artur Moreira Lopes , tenha mandado as organizações não convidar a LA/MSS.
Não tenho dúvidas que é uma autentica cabala, aquilo que estão a fazer...já as não tinha, mas agora fiquei sem duvidas algumas...é tempo de quem anda no ciclismo arrumar a casa...Artur Moreira Lopes, deve ser banido de imediato da modalidade agora que deixou cair a mascara.

25/06/2008

AJUDEMOS A SALVAR O ZIMBÁBUE

Amig@s,
Depois de uma corrida eleitoral sangrenta, o Zimbábue precisa de um governo legítimo. Apóie nosso apelo aos líderes africanos para restaurar a paz e democracia no Zimbábue: Clique aqui!Na sexta-feira dia 27 de junho o Zimbábue vai levar adiante uma eleição de fachada para uma campanha eleitoral fracassada. O partido de oposição MDC anunciou sua retirada das eleições, mesmo após vencer o primeiro turno, depois de sofrer assassinatos, tortura, prisões e acusações infundadas.
A vitória clara do MDC no primeiro turno colocou o Presidente Mugabe e seu partido, o ZANU-PF, em uma situação complicada. O Conselho de Segurança da ONU declarou na segunda-feira que eleições livres e justas seriam impossíveis dada a atual repressão política no Zimbábue. Enquanto isso o Presidente Mugabe afirma que "só Deus poderá retirá-lo do poder".
Os líderes Africanos tem uma forte influência sobre o Presidente Mugabe, principalmente o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki. Sem o apoio, não tem como o Mugabe permanecer no poder. Por isso, estamos lançando uma campanha de emergência, pedindo para os líderes africanos convocarem um encontro para isolar o Mugabe e definir um governo legítimo para o Zimbábue. Nosso chamado será publicado em jornais na África do Sul, Tanzânia, Angola e Moçambique. Clique no link para ver o anúncio e apoiar a mensagem:
http://www.avaaz.org/po/save_zimbabwe/24.php?cl=103010761
Muitos países do sul da África já estão pedindo o adiamento das eleições, porém eles ainda não estão confrontando o Mugabe diretamente. Eles podem evitar uma onda ainda maior de revolta e violência, fazendo o Mugabe reconhecer que ele já perdeu as eleições e precisa conceder a um governo conjunto.
Robert Mugabe salvou o Zimbábue do colonialismo. Agora é hora dos líderes africanos salvarem o Zimbábue dele.
Nos ajude a levantar 250.000 nomes essa semana, enquanto nossos anúncios são publicados na África. Clique para ver os anúncios, assinar a campanha e encaminhar para seus amigos:
http://www.avaaz.org/po/save_zimbabwe/24.php?cl=103010761
Com esperança e determinação,

22/06/2008

CORRAM-OS Á PEDRADA!


ACÇÃO PJ-CNAD
UVP-FPC
Comunicado N/ Refª : 91_08/AL/ha
Data: 20.06.08
A Direcção da UVP/FPC vem informar o seguinte: Dado não haver qualquer informação "formal" adicional, sobre a situação da acção desencadeada pela PJ e CNAD, a UVP/FPC após ouvir a Comissão de Ciclismo de Estrada, mantém o comunicado de 25.05.08, informando no entanto que a Equipa Continental LA-MSS já se encontra, sob o ponto de vista regulamentar, devidamente normalizada.
A Direcção
Esta é mais uma do GRANDE COVEIRO da modalidade Artur Moreira Lopes.
Entretanto o que faz a Associação de Ciclismo do Porto ?
Nada ?
Meus senhores parafraseando o Presidente da Associação Nacional de Municipios
" CORRAM-OS Á PEDRADA "
Assim vai A NOSSA MODALIDADE A CAMINHO DO ABISMO

E SE NOS PREOCUPÁSSEMOS,ANTES DE MAIS, EM PROCURAR A VERDADE ( PARTE 2 )

O “caso” LA-MSS está a assumir contornos kafkianos, deixando perceber que – como venho a apontar – havendo muitas verdades, aparentemente há quem esteja a agarrar-se a “uma” das verdades sendo que duvido muito que seja essa a Verdade. Senão, fica incompreensível o porquê de ela não ser publicamente revelada. Arrisco dizer que o não é porque, de facto, não é a Verdade. A Federação Portuguesa de Ciclismo, que já devia saber – tinha essa obrigação – que a equipa da Póvoa de Varzim não podia correr porque ficara sem seguros, desportivos e responsabilidade civil, ainda assim, para impedir a LA-MSS de competir, sendo que nada no campo disciplinar desportivo o justificasse (situação que se mantém, aliás), fez reunir o Comissão de Estrada, órgão consultivo, sem poderes deliberativos nem decisórios – a decisão será sempre, mas sempre, da FPC, para... aconselhar as Organizações a não convidarem a LA-MSS, omitindo que, mesmo que fosse convidada não poderia competir sem seguros. (A reunião da CE não serviu para mais do que para aligeirar, em relação à FPC, o ónus do afastamento compulsivo da equipa, e assim sacudiu a água do capote porque “foi a Comissão de Estrada que decidiu...”)Era desconhecido do grande público que a Companhia que garantia os seguros dos poveiros tinha rescindido unilateralmente e de imediato, a seguir ao “circo” montado pela Polícia Judiciária, com a conivência, talvez apenas ignorância, das televisões que mostraram uma mão cheia de nada (em concreto foi, é-o até ao momento, nada!). Como volto a falar da Companhia Seguradora, e como fui mal interpretado da primeira vez que aqui me referi à situação do cancelamento dos seguros, reitero que conheço perfeitamente a política da empresa no que diz respeito à defesa da sua imagem, política que não só respeito como aceito e aplaudo. Porque não tinha seguro, a LA-MSS nem sequer se apresentaria nas corridas que se seguiam ao rebentamento do “caso”. Não sei qual foi a reacção da Associação de Ciclismo do Algarve – que organizou as três Clássicas algarvias –, nem da Abimota e não me recordo agora, assim de memória, se a PAD/JLS se manifestou, porque se avizinhava o GP Correios de Portugal; infelizmente – digo-o do fundo do coração porque desde há mais de 15 anos sinto uma forte empatia, em relação ao Troféu Joaquim Agostinho – apenas a UDO se apressou a anunciar publicamente que contactara a LA-MSS para lhe dizer que o convite que atempadamente lhe fora endossado... ficava sem efeito.Tudo isto, e também já o escrevi, teria sido evitado se, em vez de se ter apressado a descobrir maneira para, de moto próprio – ainda que ancorada na tal Comissão de Estrada – impedir a equipa de correr, a FPC tivesse pura e simplesmente anunciado que a LA-MSS não estava em condições de poder correr porque... não tinha seguros!Ainda aqui não referi aquilo que, porque é o mais importante disto tudo, deve ser sublinhado: está-se a impedir, ou a tentar impedir 18 profissionais de, normalmente – porque nada pesa sobre eles, a não ser uma diáfana suspeita – desempenharem a sua profissão. Está-se – lá venho eu outra vez com a Constituição... –, está-se a atropelar um dos Direitos Fundamentais deste grupo de Cidadãos que é o do Direito ao Trabalho. Para além de se estar a prejudicar, em dimensão ainda não apurada e muito difícil de vir a ser apurada na sua real grandeza, as empresas e marcas que patrocinam a equipa. Porque se sente responsável pelo equilíbrio económico de 17 – para além da sua própria – famílias, o Manel Zeferino correu Seca&Meca, levou muitas negas – devido ao impacto do acontecido – mas conseguiu que uma outra companhia segurasse a equipa. E reitero que a FPC tinha que saber, tanto que informou a UCI e esta, perante a ausência de seguros, chegou a cancelar a licença desportiva da equipa. Situação entretanto, e como demonstrei aqui, foi emendada logo que, outra vez através da FPC, chegou à Suíça a cópia da nova apólice. Então, porque é que, outra vez numa anormal sequência de reuniões com a Comissão de Estrada – onde, desta vez, já não esteve representada a Associação de Equipas – a FPC insiste no conselho para que as Organizações não convidem a LA-MSS? E como é que, como hoje mesmo foi possível ler, uma Organização espanhola, depois de fazer aquilo que deve ser feito – contactou a UCI e perguntou se a LA-MSS podia correr, ao que lhe responderam que sim, naturalmente, porque está devidamente inscrita, porque nem sobre a equipa, nem sobre os seus corredores corre qualquer acção disciplinar no âmbito desportivo - vai levar a equipa a correr a Volta à Comunidade de Madrid? Ainda hoje, o Record avançava que a LA-MSS não vai ser convidada para a Volta a Portugal, notícia que a RTP respigou para a sua página de teletexto.Isto é, a UCI não vê porque é que a LA-MSS não há-de correr; uma organização espanhola convida-a para correr e em Portugal, por sugestão (ok, ok... conselho) da própria FPC... a equipa está impedida de correr, os seus trabalhadores impedidos de trabalhar...E é real a hipótese de, numa atitude que os portugueses dificilmente vão compreender muito menos aceitar, a equipa vir a ficar de fora da Volta a Portugal. Isto porque não há ainda um ano o Director-técnico da PAD/JLS veio a público justificar a presença de equipas espanholas na Volta a Portugal - equipas que não eram aceites por outras organizações – esgrimindo, e bem, que não competia a um organizador julgar ou condenar equipas ou Corredores se sobre eles, e em termos disciplinares, mesmo no âmbito da UCI, não havia nada. E irá fazê-lo em relação a uma equipa portuguesa?Porquê?Há-de haver uma razão. Gostaríamos era todos de saber qual. Somos levados a pensar que a FPC sabe mais do que aquilo que veio a público. Mas, também aqui não se percebe a sua actuação. Se tem conhecimento de qualquer factor que pode impedir a equipa de correr, e teria de ser sempre qualquer situação que caísse sob a alçada da justiça desportiva, o que a impede de actuar? Está-se à espera que a PJ conclua que pode provar um eventual caso de tráfico de produtos dopantes? Mas isso é e será sempre um caso de polícia. Não deve nem pode ser arrastado para a área desportiva, até porque não encontrará base legal para acontecer. A nova Lei sobre doping e práticas proibidas no desporto ainda não foi aprovada pela Assembleia da República e à luz daquilo que neste momento pode ser usado, a eventual posse desse tipo de produtos não está enquadrada nos regulamentos desportivos.Simplificando: a justiça desportiva actuará se um corredor for apanhado num controlo positivo. Só nesse caso – para além da aberrante equivalência de uma não presença de um corredor no local por ele indicado, quando de um controlo surpresa, a um caso positivo –, só se acusar positivo a justiça desportiva pode actuar. Os Corredores que receberam a visita da PJ, mais dos delegados da CNAD, foram sujeitos a recolha de urina para posterior análise. Mas isso foi há um mês. Anda não há resultados? Então se não há... “castigá-los” porquê? Pelo menos posso adiantar algo… menos negativo. A organização do Troféu Joaquim Agostinho já questiona a possibilidade de, afinal de contas, poder vir a retirar... a retirada do convite. Que tudo isto está uma grande embrulhada, lá isso está. Por isso eu deixo um apelo:
Deixem aqueles profissionais trabalhar; deixem-nos ganhar o dinheiro com o qual governam as suas casas; dão de comer aos seus filhos.
(Como diz o anúncio da TV…)Não é por mim... é por eles!
Manuel Madeira
Veloluso

19/06/2008

FPF pode resolver problema de competência no caso de Gondomar e Vizela



O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) "é a única entidade" que poderá decidir que instância tem competência para julgar o processo que envolve o Gondomar e o Vizela, considerou hoje o jurista Dias Ferreira. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Não Profissional (LPFNP) afirmou que a intervenção do CJ "é a única saída" para resolver o conflito de competência entre a Comissão Disciplinar da Liga e o Conselho de Disciplina da FPF. "Julgo que caberá ao Conselho de Justiça decidir quem é realmente competente para conduzir o processo. Não vejo outra saída para este caso. Se ambos se declaram incompetentes, alguém tem que decidir", disse Dias Ferreira. Ontem, a CD da Liga de Clubes devolveu os processos dos dois clubes da Honra para a FPF por se considerar "incompetente para proferir decisão final nos processos disciplinares" relativos aos clubes Vizela e ao Gondomar, ao dirigente vizelenses Benjamim Castro, e aos ex-dirigentes gondomarenses Joaquim Castro Neves e José Luís Oliveira, antigo presidente do clube. A 9 de Junho, o CD da FPF decidiu enviar para o órgão disciplinar da Liga o processo dos dois clubes, por estes estarem actualmente a actuar na Liga de Honra, apesar de os factos remontarem a 2003/04, época em que alinhavam na II Divisão. "Como os recursos serão dirigidos ao Conselho de Justiça, perante esse conflito em que nenhum dos dois intervenientes quer decidir, o Conselho de Justiça é a única entidade que poderá apontar quem terá a competência neste caso", explicou Dias Ferreira. Contudo, os estatutos da FPF são omissos em casos de conflito de competência entre instâncias ligadas ao organismo e não indica a possível intervenção do CJ para a resolução dos conflitos. O Gondomar, investigado por factos em 22 jogos, e o Vizela, com um, são suspeitos de manipulação de resultados na época 2003/04, altura em que estavam sob alçada disciplinar da FPF. No mesmo dia em que o CD da FPF enviou para a Liga os casos do Gondomar e do Vizela, foram, no âmbito dos 40 processos analisados, castigados 26 árbitros, incluindo o juiz de primeiro escalão Rui Silva, suspenso por 20 meses, por falsificação de relatório. O processo, que incluiu investigações a alegados casos de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional português, foi desencadeado a 20 de Abril de 2004 com a detenção para interrogatório de vários dirigentes e árbitros de futebol. Os 24 arguidos no processo principal do "Apito Dourado", entre os quais Valentim Loureiro, antigo presidente da Liga e do Boavista e actual presidente da Câmara de Gondomar, e José Luís Oliveira, vice-presidente da autarquia, começaram a ser julgados no mês de Fevereiro, no Tribunal de Gondomar.

TODOS CONTRA A "Directiva de Retorno"


Governos, organizações não-governamentais e personalidades de todo o mundo têm vindo a público contestar a "Directiva de Retorno" aprovada pelo Parlamento Europeu, uma lei que vem facilitar a detenção prolongada e a expulsão de imigrantes indocumentados. Actualmente, o número de pessoas nessa situação na União Europeia estima-se em oito milhões. A nova lei já é mundialmente conhecida como a "Directiva da Vergonha". O governo do Brasil "lamenta" que o Parlamento Europeu tenha aprovado sem alterações a Directiva de Retorno proposta pelo Conselho da Europa, que prevê a possibilidade de detenção até 18 meses de imigrantes indocumentados e facilita os processos de expatriação. Segundo texto divulgado pelo governo brasileiro, a directiva "contribui para criar uma percepção negativa da migração" e é contrária à "desejada redução de entraves à livre circulação de pessoas e de um mais amplo e pleno convívio entre os povos". O Presidente da República do Equador também criticou a nova Directiva, enfatizando que esta se devia chamar "Directiva da Vergonha". Esse foi também o mote para uma manifestação que mobilizou em Bruxelas os euro-deputados da esquerda europeia, aos quais se juntaram outras personalidades, como Manu Chao (na foto). Personalidades do mundo da cultura como Manu Chao, Dario Fo, Pedro Almodóvar ou Penélope Cruz subscrevem um abaixo-assinado onde se considera que a directiva "ultraja" as normas de protecção dos Direitos do Homem no Mundo. Para a Amnistia Internacional, a aprovação desta Directiva europeia é um "mau exemplo" para outras regiões do mundo, apelando aos estados-membros onde as condições são mais favoráveis aos imigrantes para que não adoptem a nova directiva. A Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal considerou a Directiva "inaceitável" e a Federação Internacional dos Direitos do Homem afirmou tratar-se de um golpe na universalidade dos direitos humanos. Também o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos do Homem criticou o documento, fazendo um apelo para que sejam oferecidas as mesmas garantias dos refugiados políticos às pessoas que fogem da miséria e da fome. A Directiva estabelece que os imigrantes sem papéis que sejam detidos em solo europeu poderão passar até 18 meses em centros de detenção enquanto a decisão judical da expulsão não estiver pronta. Uma vez expulsos não poderão voltar à União Europeia durante cinco anos. Os menores de 18 anos não acompanhados também podem ser repatriados. Os deputados portugueses eleitos pelo BE, PCP e PS no Parlamento Europeu votaram contra a aprovação desta Directiva, com excepção do socialista Sérgio Sousa Pinto, que votou a favor.

18/06/2008

E SE NOS PREOCUPÁSSEMOS, ANTES DE MAIS, EM PROCURAR A VERDADE (PARTE 1)


Vivemos, felizmente – embora haja dias em que acordo com muitas dúvidas – num Estado de Direito o que, explicado como se fossemos todos “uma criança de cinco anos”, significa que todos somos iguais perante a Justiça, isto ao abrigo de uma Lei sustentada na Constituição Portuguesa. A Justiça, e a sua (boa) aplicação é fundamental num Estado de Direito mas, não sei se perceberam o porquê daquele parêntesis ali atrás, só há um caminho que leva, seguramente, à Justiça enquadrada pela Lei Fundamental, que é a Constituição: o caminho da verdade. E, apesar de ser corrente dizer-se que a cada um a sua verdade, o facto é que só há uma verdade. Ou a palavra – e o conceito em si – deixaria de ter significado. Se queremos Justiça, antes temos que procurar a verdade. E também aqui não vale usar atalhos para lá se chegar. A verdade é frontal, tem contornos perfeitamente definidos. É “a” Verdade. Nos últimos dias abstive-me de escrever fosse o que fosse, porque a escrever, só podia ser sobre a questão do momento. O “caso” da equipa do Póvoa Cycling Clube. E já percebi – não terão percebido todos? – que, não o duvido, há muita gente à espera que seja feita Justiça mas, infelizmente, a esmagadora maioria quer lá chegar a qualquer custo, tenta mesmo descobrir atalhos em terrenos nunca pisados. Esquecem aquilo que lembro na abertura deste artigo. A Justiça, para ser justa, e o contrário não é Justiça, será sempre alcançada seguindo, não é o trilho, é a “auto-estrada” da verdade. Que só pode ser uma. E neste momento, que verdade temos? Ou devo dizer, para ser honesto, que verdades temos? Permitam-me o exercício…Para achar, entre as várias “verdades”, aquela que é, realmente, a Verdade, convém observar algumas normas inapelavelmente obrigatórias, definitivamente não descartáveis. Comecemos pelos factos. É um bom começo, acreditem. Factos são pequenas peças da Verdade. Porque enquanto factos são indesmentíveis e incontornáveis. E não deviam ser passíveis de manipulações, consciente ou inconscientemente maldosas. Pelo menos. Porém, e ao mesmo tempo – convém que seja ao mesmo tempo; mais, convém que, enquanto norma obrigatória para a busca da Verdade, seja ao mesmo tempo – escrevia, ao mesmo tempo que olhamos os factos que. como factos que são, não têm duas leituras, são o que são, convém não os olharmos com antecipada opinião formada. Não faria sentido. Se estamos à procura da Verdade, se temos que começar por um princípio, o mínimo que devemos fazer é abstermo-nos de ir além daquilo que os factos nos dizem, momento a momento. O contrário enquadra a tal opinião já formada. Que corre todo o risco de estar errada. Pois se ainda não se sabe a Verdade!...Vamos então aos factos… e se eu me esquecer de algum, peço-vos, por favor, que entrem nesta discussão para a qual, nem seria preciso dizê-lo, todos estão convidados, desde que se mantenha por aqui o habitual clima de urbanidade e boa educação.. Facto - Fará amanhã exactamente um mês que as instalações do clube da Póvoa de Varzim, as suas viaturas de apoio e as residências de vários dos componentes da sua equipa profissional de ciclismo foram alvo de busca e arrestamento de presumíveis produtos e equipamentos que a própria Polícia Judiciária (daqui para a frente, PJ) fez questão de publicitar em comunicado no seu sítio oficial na internet;. Facto – Numa réplica daquilo que faz quando apanha moeda falsificada, droga apreendida ou armamento ilegal confiscado, a PJ chamou as televisões e expôs a “sua montra”. Todos vimos;. Questão – Vimos… o quê?. Facto – Toda a CS, sem excepção, “viu” aquilo que no momento, e a quente, poderia “valer” como notícia (daí termos lido, visto e ouvido de tudo; desde sangue “congelado” a hormonas de crescimento e Eritropoietina… para não falar dos comprimidos que pareciam ben-u-ron mas que “de certeza” seriam algo muito mais escandaloso.. Facto – Ao contrário das outras vezes, a PJ não conseguiu ser precisa;. Facto – Até hoje, falta um dia para se cumprir todo um longo mês, não voltou a pronunciar-se;. Facto – a operação da PJ foi levada a cabo - tirando o tapete àquilo que todos de imediato pensaram – pela improvável Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) – ver em http://www.pj.pt/cgi-bin/news.pl?action=viewarticle&id=3820. Questão – Porque é que todos viram “Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira”, e todos “leram”… caso de doping. De doping massivo? Que parte da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira é que não terão percebido? Eu ajudo: a PJ está, está sim, a seguir uma pista – mas não era isso que os denunciantes imaginavam, muito menos desejavam! – de um presumível caso de tráfico de produtos potencialmente enquadrados na lista dos proíbidos pelos regulamentos anti-doping. A PJ está a investigar uma presumível acção de… contrabando (esta palavra já conhecem, não?) de medicamentos. Como estes, presumivelmente, serão “comprados” indevidamente, isto é, sem o respectivo receituário, o que se presume, também, só aconteça a troco de compensações financeiras, é um caso de corrupção; como presumivelmente entrarão no País de forma dissimulada, logo, ilegal, isso é passível de se enquadrar na criminalidade económica e, finalmente, como “contrabando”, o que significa, entrando no País, para uso próprio ou até para revenda, e estando livre do pagamento do respectivo imposto, cai no quadro do delito financeiro.É!... De facto é apenas isso, uma questão de saber ler português. E, claro, não se avançar de peito aberto com opiniões – ou suposições – pré-formatadas. A tal ânsia de querer chegar à verdade usando para isso arte e manhas e preconceitos que não são honestamente aceitáveis.(Mas eu já o escrevera e só não o teve em conta quem a soberba impede de aceitar que esta(va) a seguir uma pista falsa.). Facto – A PJ, seja lá qual a Direcção que ponha em campo, não tem jurisdição para intervir nesses casos que todos pensaram, ok, escrevo em medos: de doping; À PJ, até eu, com uma receita médica válida, justifico a posse de produtos que normalmente seriam considerados… droga. E perante isso, perante a apresentação desse documento, nada poderiam fazer. Até por isso foi patética aquela cena televisionada e não me admiraria nada que o responsável pela… “ideia” não tenha já sofrido as consequências. Ridicularizou a Instituição, diminuiu-lhe a credibilidade.E há outra coisa. E é o preço que temos que pagar por o jornalismo de investigação ser residual, em Portugal. E porque é que o é? Também será fácil de perceber…Quando não sabemos uma coisa, e porque é nossa obrigação, mais do que informar, formar quem, necessariamente, sabe menos que nós – ou então andamos a fingir que somos aquilo para que não estamos preparados ser -, quando não sabemos uma coisa, dizia… perguntamos. Curiosamente, foi numa viagem de comboio que, vindo o tema a lume, um amigo me desarmou completamente ao chamar-me a atenção para uma coisa tão lógica que, sinceramente, fiquei envergonhado. Foi só isto: seja por que motivo for, se uma autoridade policial – também seja ela qual for – pode, porque tem um mandado judicial, revolver-nos a nossa casa e apreender o que achar que pode ser suspeito, mas tudo o que for retirado é obrigatoriamente discriminado, em género e quantidade, em documento, pelo menos com um duplicado que tem de ser assinado quer por quem arresta, quer por quem é alvo do arrestamento. Simplesmente elementar. Impossível de não ser feito, caso contrário, podiam levar-me o meu maço de SG Gigante e depois entregar na esquadra, ou posto, ou sede ou delegação, conforme a força policial em questão, um pacotinho cheio de… só para ser light, “erva”. Não podem. Porque ao entregarem o arresto, entregam um documento chancelado pelas duas partes. Quem levou assume que levou aquilo, quem foi alvo do arresto, reconhece, assinando o respectivo documento, que tinha “aquilo” na sua posse. Por isso, todos os elementos da equipa em causa terão em seu poder documentos que os iliba - na esmagadora maioria dos casos, sim, definitivamente sim - perante qualquer julgado.Ora, se até hoje – partindo do princípio que a DCICCEF apreendeu mesmo alguma coisa ilícita (e eu sei que apreendeu em casa de dois corredores) – a PJ tem estado calada, digam-me lá, fazendo a pausa que acharem necessário fazer, mais curta ou mais longa, conforme o vosso intelecto permitir, porque será? Eu digo: porque, fosse o que fosse que tenha sido apreendido foge à jurisdição da DCICCEF. E como foi obtido numa operação policial, não pode, porque existe essa falha na Lei – como existia em Espanha, aquando da celebérrima Operation Puerto -, essa presumível prova ser usada pelas autoridades desportivas. O que é que não perceberam? Não quero acreditar que, pelos menos os iniciados no fenómeno Ciclismo, que sabem, inclusivé, de todos os seus podres - que nunca ninguém negou existirem – tenham tomado como possível que uma operação do departamento aduaneiro da PJ pudesse vir a ter quaisquer repercussões em termos desportivos. À primeira todos caiem. À segunda só cai quem é... menos dotado em termos de inteligência. Eu sei que estou a ser longo, e ainda falta escrever muita coisa, mas também sei que, quem está mesmo interessado em se sentir minimamente informado, vai continuar a ler até ao fim.Volto quase ao princípio para recordar que esta operação da PJ foi desencadeada a partir de uma denúncia. Sabia-mo-lo todos practicamente desde o princípio. Por acaso, eu fui avisado, ainda que não claramente, de que “hão-de apanhá-lo”. Até hoje não consegui descobrir quem me enviou aquela mensagem, mas eu sei, porque andei lá o tempo suficiente para o saber, que em qualquer quiosque se compra um cartão para o telemóvel, com 5, 10, 15 ou 20 euros de plafond, e depois se deita o cartão fora. Por isso desisti. Recapitulemos:Explicado – e podem tentar desmontar o que escrevi, a ver se são capazes… – o que realmente aconteceu e, por mero acaso, foi sonegado ao grande público (sorte a vossa minha cara meia dúzia de leitores), neste momento ninguém tem nada contra ninguém.A não ser os venenosos escritos que já alastraram e se espalham por, pelo menos três títulos. Mas eu digo quais são para que não subsistam dúvidas. Serei tudo o que quiserem, mas cobarde… não! O Jornal Ciclismo, a revista Visão, curiosamente num artigo assinado pelo editor do Jornal Ciclismo e, para grande surpresa minha, O Jogo, na sua edição de ontem. E não conto aqui com o ridículo exercício de adivinhação tentado pelo Record...Mas antes disso…Antes disso e num trabalho da Agência Lusa, a Federação Portuguesa de Ciclismo fez o que pode para desviar as atenções. Claro que terão sido os primeiros a perceber que a orquestração montada não ia dar em nada e apressaram-se a abrir uma segunda linha de discussão, assim tipo diversão para esconder o que era, de acto, importante.A rábula da birra do CNAD que pediu ao IDP que não gastasse mais dinheiro dos contribuintes no chamado “Acordo Comum”, subscrita - a rábula - pela FPC que acusou, em comunicado difundido por aquela agência, a Associação Portuguesa de Corredores Profissionais de estar a emperrar todo o processo porque, cito de memória, «em resposta a uma carta enviada, todos aceitaram, com a excepção da APCP que nos remeteu uma carta nitidamente redigida por uma pessoa de direito [sic]…», como se isso fosse, sei lá… um “crime”. Como se, vendo os direitos dos seus associados ameaçados, a APCP não tivesse o dever de pedir à sua consultora jurídica um parecer!...Porque é que ninguém denunciou esta posição absolutamente prepotente da Rua de Campolide? Que jornalismo fazemos? Que jornalismo vendemos? Onde mora o compromisso com a Verdade das coisas? E depois disto houve mais. A FPC convocou a chamada Comissão de Estrada – que, diga-se em abono da verdade, não está consignada em parte alguma nos regulamentos da própria FPC (embora tenha, juridicamente, razão de existir… mas existe mesmo? Legalmente existe? Digam-me em que número do Diário da República ela foi reconhecida!...) que, de qualquer dos modos, nunca passará de um órgão consultivo, sem poderes decisórios nem de parecer vinculativo, e dessa reunião terá feito sair um comunicado no qual “aconselhava” as organizações de corridas a não convidarem uma equipa que – todos o julgavam, porque até isso foi escondido, e ninguém o sabia? -, pelos regulamentos da própria FPC as organizações são obrigadas a convidar. Aqui o “caso” – e o somatório de casos por explicar, ou então mal explicados, são tantos e tão comprometedores… - toma a forma de ridículo. Deixa perceber que se instalou na Rua de Campolide um “estado” estalinista que julga poder controlar tudo e todos. Vale-me que não me podem mandar para a Sibéria! A equipa da Póvoa dispensava o “conselho” da FPC - da Direcção da FPC, porque o estratagema da Comissão de Estrada não pega, sendo claro que não tem poderes deliberativos nem vinculativos (a Direcção da FPC pode ouvi-la, mas a decisão será sempre dela, da Direcção da FPC) - porque não podia correr mesmo uma vez que a Companhia de Seguros com a qual tinha contrato – e posso dizer que à borla, a troco de publicidade – mal rebentou o “escândalo” de imediato denunciou o contrato. (Este tema já o discuti com quem de direito e, acho, ficou esclarecido. Fui eu o primeiro a reconhecer que a atitude da companhia se enquadrava perfeitamente na sua política desportivo/empresarial, e isso não é passível de discussão. Todos os de boa vontade o compreendem e aceitam.) E também já aqui deixei escrito: porque é que, e não havia maneira de não o saber, a FPC omitiu a informação de que a equipa estava sem seguros, logo, não podia correr e, “socorrendo-se” de uma patética “decisão” de uma inerte Comissão de Estrada tentou “vender” a ideia de que… estava a “castigar” a equipa? Há-de haver uma explicação para isto…Mas, e o povo tem sempre razão, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo. Acabou por vir a público que a companhia de seguros denunciara o contrato que tinha com os poveiros. Quem sabe alguma coisa de ciclismo percebeu que, assim, ela não podia correr, não valia a pena convidá-la. Quem julga que sabe (espelho meu, espelho meu!...) debita baboseiras. Entretanto, e não havia maneira de o esconder, a equipa encontra outra companhia que acredita nela, que a segura, os documentos são entregues na FPC, esta não tem como evitar aceitá-los e volta a público com uma meia-verdade: os Corredores, tendo toda a documentação em ordem, não podem ser impedidos de correr pelo que, cito de memória, «os portugueses até já estão inscritos para os Campeonatos Nacionais e os espanhóis também poderão correr os campeonatos do seu país». Outra vez o gato escondido com o rabo de fora e sem que ninguém tenha tido a coragem de apontar o dedo. Oficiosamente, através da imprensa, porque não existe comunicado nenhum, soube-se, ao mesmo tempo, que a equipa tinha estado sem seguros mas porque já os tinha os corredores, que até já estavam inscritos, podiam correr os campeonatos nacionais. Já estavam inscritos?… Mesmo sem seguro? Estranho. Muito estranho…Mas quem não quer parecer o diabo não lhe veste a pele. E já agora... se os Corredores podem correr já que nada, legalmente, os impede, embora tenha, pudicamente subtraída essa informação, a Equipa também pode. E, recordo, pelos regulamentos da FPC as Organizações são obrigadas a convidar todas as equipas Continentais portuguesas. Ok, na Volta a Trás-os-Montes e no GP Correios, a equipa não tinha os seguros em dia, não podia correr. E, uma vez que os Corredores vão poder participar nos nacionais... será que a UDO vai manter a promessa de não convidar a equipa? Pode? E para aqueles a quem a informação passou despercebida, acrescento: a operação desencadeada pela PJ há um mês estava, segundo li, prevista só para Julho. Porquê só para Julho se na mesma notícia se diz que as investigações correm desde Fevereiro? Para impedir a equipa de ir à Volta a Portugal? O que agora parece já não ser possível concretizar? E, noutro âmbito... como é que dois Corredores pretensamente faltosos a um controlo inopinado, em Fevereiro, só são castigados... quatro meses depois, mesmo á medida para não correrem a Volta, ainda por cima dois jovens de comprovado valor? Se a isto juntarmos o castigo aplicado ao Tiago Machado, o ano passado... deixem-me deixar ma pergunta no ar:Se a FPC existe para defender a modalidade... ainda bem que não há - tanto qanto eu saiba - quem lhe queira mal!...


Manuel José Madeira

Veloluso

17/06/2008

DE NOVO...O BUZINÃO


Milhares de pessoas buzinaram hoje na ponte 25 de Abril contra o aumento dos combustíveis, entre as 7 e as 9 horas. O protesto convocado pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) deverá repetir-se hoje à tarde em diversas cidades do país. Em Lisboa, o buzinão terá lugar entre as 17.45 e as 18h entre o Marquês de Pombal/Saldanha, Alcântara e Campo Grande/Parque das Nações.
À agência Lusa, Carlos Braga, presidente do MUSP, declarou que o buzinão pretende "fazer sentir ao governo a insatisfação e a indignação" dos cidadãos pelos sucessivos aumentos dos combustíveis.
Além do protesto na ponte 25 de Abril, realizado nesta 3ª feira entre as 7 e as 9 horas, está previsto um buzinão entre as 17.45 e as 18 horas em diversas cidades do país, como: Setúbal, Oeiras, Vila Franca de Xira, Loures, Azambuja/Alenquer, Porto, Vila Real de Santo António, Olhão, Silves, Lagos, Castelo Branco, Covilhã e Viseu.
Para Almada e Seixal está prevista uma iniciativa semelhante entre as 17 e as 19 horas.

16/06/2008

Alimentos e energia elevam inflação de Maio para 2,8%


O Instituto Nacional de Estatística divulgou o seu Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), de Portugal, que regista um agravamento de três décimas em Maio, para 2,8%, em comparação com o mês anterior. Os principais responsáveis por esta subida da inflação foram os produtos alimentares e os energéticos. Na Zona Euro, a inflação atingiu o recorde de 3,7%.

O INE aponta para uma variação mensal de 0,4%, entre Abril e Maio, e uma evolução média dos últimos doze meses que se manteve nos 2,6% em Maio, face a Abril.

Retirando os alimentos e os combustíveis, a inflação portuguesa ficou nos 2,2%, valor igual ao observado em Abril.

Para além dos produtos alimentares e dos combustíveis, também os transportes e os restaurantes e hotéis contribuíram para o agravamento da inflação portuguesa. A única contribuição

para baixo foi a dos preços das Comunicações.

A inflação portuguesa de Maio é a segunda mais baixa da Zona Euro, apenas suplantada pela Holanda - cujos preços subiram apenas 2,1%. A Alemanha, a maior economia da Zona Euro, teve uma inflação de 3,1%.


13/06/2008

VENCEU O NÃO

O “não” venceu o referendo irlandês ao Tratado de Lisboa. Seria uma boa notícia se eu acreditasse que os eurocratas e os líderes europeus aprendiam com os erros. Mas não aprendem. Vão continuar as repetiçõs de referendos até que ganhe o “sim”;
as aprovações em parlamento do que foi chumbado em referendo; e tratados simplificados que são a mesma coisa do que foi rejeitado pelo voto popular. Vão continuar os remendos, os truques e as chantagens. Até que um dia percebam que a construção europeia precisa de mais democracia. Precisa dos europeus.


10/06/2008

NÃO! NÃO TENTEM SEQUER EXPLICAR-ME QUE,MEIO PARVO COMO SOU,PROVAVELMENTE NÃO IA PERCEBER


Parte desta história já a conhecem, mas eu começo desde o princípio.No seguimento de uma - que não foi uma, foram pelo menos duas, o que não quer dizer que não tenham sido ainda mais – denúncia, a Polícia Judiciária, munida de um mandado de busca assinado por uma juíza de Lisboa, revistou e apreendeu seringas, uma máquina centrifugadora que serve para o controlo interno, da equipa, das taxas de hematócrito dos seus corredores (e todas as têm), mais os tais frasquinhos, frascos e frascões – aliás tenho a informação e não tenho porque duvidar dela, de que todas aquelas “pastilhas” mostradas em mais uma das habituais cenas montadas pela PJ, seja com armas, droga ou dinheiro falso para, com a conivência (e ignorância e falta se senso) das televisões, não passavam de Voltaren, ben-u-ron, outros analgésicos ou anti-inflamatórios que foram expostos fora das embalagens originais, impedindo a sua identificação -, apreendeu, escrevia, uma mão cheia de nada na sede, carros, camiões e residências de técnico, corredores e outros elementos da LA-MSS-Póvoa.Eu sei que foi nada! Aos que não podem ter tanta certeza deixo um desafio: porque é que a PJ não disse nunca o que tinha, exactamente apreendido? Em nada – antes pelo contrário – prejudicava esta investigação em particular, ou quaisquer outras que tenha preparado.Não disse o que apreendeu porque cairia no ridículo de admitir que em casa de Corredores com filhos pequenos encontraram caixas de aspirinas-sabor-a laranja.Avancemos...A ligeira brisa, que teria sido a visita da PJ às instalações daquela equipa, transformou-se em super-furacão que abalou de alto a baixo o Ciclismo português.Até porque os três principais suportes (financeiros) da equipa, poucas horas depois de as televisões terem garantido que havia sido apreendido material passível de ser proibido, se apressaram a saltar do barco, anunciando o corte imediato do patrocínio à equipa.O que nunca chegou a acontecer e que agora, já se sabe, não acontecerá.Permitam-me uma maldadezinha. Com todo o respeito. Principalmente, com todo o respeito pelo adepto anónimo que, sempre que pode, acorre à berma da estrada ajudando a dar colorido à grande festa que é o Ciclismo.Aqui vai a maldadezinha: fosse o povão capaz de interpretar aquele sair de fininho por parte dos patrocinadores e, aí sim, seria quase irreversível a perda de credibilidade da equipa. Vale-nos que o amor é cego e os amantes do Ciclismo querem é saber da festa e, embora fiquem tristes com os casos de que, de quando em vez vão aparecendo, não deixam de o amar.Lá me alarguei eu outra vez no intróito. Pronto, vou por uma asterisco no título que vos vai obrigar a ler tudo (maldadezinha!!!!).Vamos ao que interessa.Primeiro…ainda não sei quem denunciou a LA-MSS-Póvoa mas fiquem cientes que aquele ainda significa mesmo isso: hei-de saber;Segundo…Não foram só os patrocinadores que se precipitaram, a FPC fez o mesmo e reunindo o Conselho de Estrada conseguiu parir uma deliberação – ainda que travestida de… conselho – que convidava as organizações (estão representadas no CE pela PAD/JL Sports) a não convidarem a LA-MSS enquanto o caso não se esclarecesse. E tinham, bem à mão, um argumento de muito maior peso, indesmentível e incontornável. A LA-MSS-Póvoa NÃO podia correr mesmo porque ficou sem seguros já que a companhia Liberty Seguros – levada na mesma onda, que varreu tudo naquele dia – se apressou a denunciar o contrato que tinha com os poveiros. Contrato que, estou em condições de o avançar, não custava um cêntimo à formação da Póvoa, que, como contrapartida, fazia publicidade à seguradora. Ainda que esta seja o principal sponsor de uma das suas rivais na estrada.Sem seguro, a LA-MSS-Póvoa não podia mesmo correr.Primeiro tiro no pé por parte da FPC que fica indelevelmente marcada por ter aconselhado ao não convite da formação de Manuel Zeferino.Eu explico para os ainda mais parvos do que eu: Sem seguros, a equipa não podia, pura e simplesmente correr. E a FPC podia ter ficado de fora da polémica, mas não. Armados em espertos, reuniram o Conselho de Estrada para enquadrar a deliberação que já estava tomada e veio com a estória do aconselhamento ao não convite. Desnecessário.O drama, e leiam isto sob que prisma quiserem – para mim é igual ao litro – é que não há, na CS quem escreve sobre Ciclismo, quem saiba por que regulamentos este se rege. Há, eu sei que há, mas é melhor deixá-lo de fora desta embrulhada.Eu escrevi-o...Está regulamentado que as organizações são obrigadas a convidar todas as equipas Continentais portuguesas. Sigam o meu raciocínio: o Regulamento Geral e Técnico de Corridas da FPC está para o Ciclismo como a Constituição está para o País em geral. Nenhum decreto-Lei, ainda que assinado pelo Ministro e chancelado pelo presidente do Conselho de Ministros pode, jamais, contrariar qualquer artigo da Lei Geral do País que é a Constituição.Por muita vontade que o meu caro – ok, ok… já sei que ele vai dizer que mal me conhece – doutor Artur Moreira Lopes poderia pretender que um… conselho seu atropelasse os Regulamentos. Até porque está consagrado na Lei Geral deste País a possibilidade, inalienável, que qualquer entidade, instituição ou particular, pode recorrer deste tipo de “sentenças”.Falácia. Contra-informação. Inadvertida, obrigo-me a pensar.Mas, gente com responsabilidades, correndo o risco de aparecer um parvalhote qualquer a desmontar os seus esquemas – ok, retiro o esquemas e digo… ignorância – apressou-se a bradar que a LA-MSS-Póvoa não a iam convidar para as suas corridas.Porquê?Por causa do tal… conselho da FPC?Ok, vou terminar…Hoje, quero dizer - aí esta diferença de fusos horários entre o Caderno Madeira e o TMG – hoje que já é ontem, a FPC acusa a recepção da nova apólice de seguros enviada, como eu já tinha aqui escrito, pelo Manuel Zeferino e como – cito: «Não há nada, quer em termos judiciais, quer a nível desportivo que o impeça, a equipa não pode deixar de ser convidada.»Dúvidas? Vamos lá desfazê-las. A FPC, que… aconselhou as organizações a não convidarem a LA-MSS-Póvoa, reconheceu hoje (que já é ontem) que não tem, em termos jurídico-desportivos, forma de penalizar a equipa pelo que esta, regularizada a questão do seguro, re-aceitá-la autorizada a participar na única corrida que se disputa sob a égide directa da FPC (ainda que montada pela PAD), os Campeonatos Nacionais.Agora já não serei eu a dizer.Só deixo perguntas no ar…A FPC abre as portas à LA-MSS-Póvoa para que esta participe nos Campeonatos Nacionais. Com que direito é que pode manter o conselho para que as outras organizações não convidem a equipa? E estas? Que vão fazer?Carneiristicamente ficar-se pela ordem – perdão, pelo conselho – do presidente da FPC, principalmente se se é vice-presidente?Pode fazê-lo, mas o povo amante do Ciclismo não lho perdoará.E pode a PAD escolher deixar de fora uma equipa contra a qual nada de concreto pesa, isto quando ainda o ano passado o seu Director Técnico, o Joaquim Gomes, dizia que mantinha os convites às equipas espanholas – que correram a Volta – porque não pesava qualquer acusação legal sobre os seus corredores?Como é Joaquim? Não me desapontes, eu fui o primeiro a colocar a hipótese e quero ser o primeiro a assinar a lista de apoiantes teus para a Direcção da FPC. Neste momento, e porque acho que não será solução procurar alguém de fora da modalidade, eu defendo que és tú quem tem o melhor perfil para presidir à FPC.Ao doutor Artur Lopes todos – os da grande família que é a família do Ciclismo – temos mais para agradecer do que para criticar, mas o seu tempo acabou.Honestamente, não perdeu, esbanjou as possibilidades de poder vir a continuar.E aqui apanhei-vos outra vez em falso. É que o doutor Artur Moreira Lopes, à luz da lei vigente, não vai poder candidatar-se mais..Só posso falar por mim, mas jamais esquecerei tudo o que de bom – e foi mesmo muito – fez pelo Ciclismo português. Mas entenda que já não pode fazer mais nada. Não perca a oportunidade de sair pela porta da frente.


do Blog Velo Luso

07/06/2008

LEGISLAÇÃO À MEDIDA! PARA AFILHADOS E " BOYS "


Este Governo continua a manter a pouca vergonha de permitir os compadrios, os tachos familiares e os " jobs for boys " ou seja a criar e a lançar concursos onde todas as manobras são permitidas, é o caso do agora promulgado, Regulamento de recrutamento e selecção de trabalhadores para o mapa único de contratação dos serviços externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Regulamentos deste género, são feitos por medida para os "Boys", afilhados, primos e enteados... enfim mais do mesmo!
Extraído do blog Democracia em Portugal

05/06/2008

MILHARES CONTRA A POLITICA DO GOVERNO


A manifestação contra as propostas do governo de revisão do Código do Trabalho juntou esta quinta-feira em Lisboa 200 mil pessoas (segundo a polícia) e cerca de 270 mil de acordo com a CGTP. Foi o maior protesto popular realizado em Portugal, pelo menos desde que José Sócrates é primeiro-ministro. O aumento do desemprego, da pobreza, da precariedade e das desigualdades sociais estiveram também no centro da contestação. E para dia 28 de Junho estão já marcadas manifestações para todas as regiões do país.


Enquanto Carvalho da Silva discursava nos Restauradores, com a avenida da liberdade repleta de manifestantes, ainda muitos milhares de pessoas se encontravam no Marquês de Pombal à espera do momento em que pudessem começar a desfilar. Segundo a CGTP, foram cerca de 270 mil os que vieram para a rua gritar contra as políticas anti-sociais do governo.
Manuel Guerreiro, da comissão executiva da CGTP, disse à agência Lusa que "em Aveiro e no Porto não puderam vir todos os trabalhadores que estavam inscritos porque já não havia autocarros disponíveis para alugar". "Muita gente quis vir aqui manifestar o seu protesto contra a proposta de revisão do Código do Trabalho e contra o agravamento das condições de vida, e isto não tem nada a ver com afinidades político-partidárias porque há muita gente que vota no Partido Socialista", salientou o sindicalista. A manifestação decorreu sob um duplo lema: "Não a esta revisão das leis laborais do sector privado e da Administração Pública, e Vida e Trabalho digno para todos". Em causa estão as propostas do governo para rever o Código do trabalho, que a CGTP considera que vêm facilitar os despedimentos, atacar os acordos colectivos de trabalho e legitimar a precariedade.
O ministro do Trabalho, reagindo à manifestação, afirmou que "não é a primeira vez que existe este tipo de manifestação e não será decerto a última" e acrescentou que o Governo ouve sempre todas as posições, "principalmente aquelas que se traduzem em propostas". Para dia 28, a CGTP avançou já com a convocatória de novas manifestações em todas as regiões do país. O anúncio foi feito pelo secretário-geral da CGTP. "Vamos encher as ruas de muitas cidades, porque não abdicamos de construir um futuro para Portugal", disse Carvalho da Silva, acrescentando que o Conselho Nacional da CGTP vai reunir-se dia 23 de Junho para decidir os contornos da acção.
O final da manifestação ficou marcado pelo abandono dos sindicalistas da tendência socialista, por ouvirem palavras de ordem a pedir a saída do governo. "A maioria dos dirigentes sindicais comunistas aproveitaram esta grande manifestação, que foi útil e necessária, para usar uma palavra de ordem ideológica que não foi aprovada pelos órgãos directivos da central", disse Carlos Trindade, que integra a Comissão Executiva da CGTP. O sindicalista reconheceu que é necessário "um contra-peso social para enfrentar a grave situação do País" e que a CGTP cumpre esse papel mas considerou "aventureiro" pedir a saída do Governo, tanto mais que a central sindical não aprovou isso.

Preços dos combustíveis - O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito mas não fez, sendo assim conivente com lucros que resultam da especulação



Preços dos combustíveis
O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito mas não fez, sendo assim conivente com lucros que resultam da especulação no mercado
por Eugénio Rosa [*]

RESUMO DESTE ESTUDO

A Autoridade da Concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal. O cálculo dos preço dos combustível à saída da refinaria por parte das petrolíferas (o chamado "pricing") não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria-prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro. As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).

O que a Autoridade de Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros especulativos para as petrolíferas à custa dos portugueses? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado apesar de ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado "efeito stock", ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com a cobertura deste relatório, se prepare para ser diariamente o que, a concretizar-se, inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses?

Na produção dos combustíveis nas suas refinarias, a GALP utiliza petróleo adquirido, em média, 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, o que permite que obtenha elevados lucros extraordinários. Em Portugal, entre Dezembro de 2007 e Maio de 2008, de acordo com a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço da gasolina 95 aumentou 9,6%; do gasóleo 19,9%, do gasóleo colorido 29,6% ; e do gasóleo de aquecimento 30,3%. Como o petróleo utilizado na produção dos combustíveis vendidos em Maio de 2008 foi o adquirido em Março de 2008, isto significa que o preço do petróleo utilizado aumentou apenas 6,9% em euros, pois foi esta a subida verificada entre Dezembro de 2007 e Março de 2008. É esta disparidade que permite às petrolíferas embolsarem elevados lucros à custa dos portugueses, que a Autoridade da Concorrência devia ter analisado, mas não o fez.

Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos preços médios da UE15, que é constituída pelos países mais desenvolvidos da União Europeia, em cerca de 2% (Gasolina95: +2,4%; gasóleo: +2%; Todos os combustíveis: +2,2%). Por outras palavras, Portugal é o país menos desenvolvido deste grupo de 15 países, com remunerações e rendimentos mais baixos, no entanto os preços a que são vendidos os combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da UE15. É estranho que a Autoridade da Concorrência não tenha encontrado nada de anormal neste disparidade de preços sem impostos, e afirme que "entende não existirem também indícios de uma prática de preços excessivos" (pág. 78 do Relatório da AdC). Tudo isto é estranho, muito estranho mesmo, e carece de uma explicação muito clara. O governo ao aprovar este Relatório da AdC está também a ser conivente com toda esta situação.

A Autoridade da Concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal . E como havíamos previsto em estudo anterior, o relatório acaba por branquear as petrolíferas, e o aproveitamento que estão a fazer da especulação no mercado internacional do petróleo e dos refinados para inflacionarem os seus lucros à custa dos consumidores portugueses. E isto porque o relatório não analisa a principal causa do aumento dos preços dos combustíveis, que é a formação dos preços até à saída das refinarias, e não após os combustíveis terem saído destas, como a AdC e o governo pretendem fazer crer.

Como explicámos em estudo anterior, o cálculo dos preços dos combustíveis à saída das refinarias por parte das petrolíferas (o chamado "pricing") não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro. As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).


Os preços da semana anterior do mercado de Roterdão, que servem à GALP para estabelecer os preços dos combustíveis à saída da refinaria, incluem uma dupla especulação: a que está sujeita o preço do barril de petróleo, e a que estão sujeitos os preços dos produtos refinados (os combustíveis). Era precisamente o fundamento da adopção deste tipo de formação de preços por parte da GALP que devia ter sido analisado pela Autoridade da Concorrência.

O QUE A AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA DEVIA TER FEITO MAS NÃO FEZ

Na pág. 77 do seu relatório, no capítulo com o titulo "Conclusões e Recomendações" a Autoridade da Concorrência afirma: "No que respeita ao PVP (Preço de Venda ao Público) antes de impostos, os preços nacionais à saída da refinaria reflectem a evolução dos preços CIF do mercado de Roterdão (plataforma Plats NWE)", E acrescenta logo a seguir: "não é possível concluir que os aumentos dos PVP (Preços de Venda ao Público) antes de impostos dos combustíveis líquidos observados desde o inicio do ano corrente, tenham uma origem nacional".

No entanto, o que a Autoridade de Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros exagerados para as petrolíferas à custa dos consumidores portugueses? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado "efeito sotck", ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros? O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com este relatório, pretenda passar a ser diariamente, o que inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses? Ora tudo isto a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, e o governo a aprovar o relatório da Autoridade da Concorrência, está a ser conivente com ela na defesa dos interesses e dos lucros das petrolíferas à custa dos portugueses.

O PETRÓLEO UTILIZADO NA PRODUÇÃO DOS COMBUSTIVEIS É ADQUIRIDO PELA GALP, EM MÉDIA, 2,5 MESES ANTES, PORTANTO A PREÇOS MAIS BAIXOS

Na produção dos combustíveis nas suas refinarias, a GALP utiliza petróleo adquirido, em média, 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, o que permite à GALP embolsar elevados lucros extraordinários que, como mostramos, no estudo anterior sobre os combustíveis, aumentaram, entre 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6% , pois passaram de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros.

O quadro seguinte, construído com dados da Direcção Geral de Energia, mostra a diferença entre o aumento verificados nos preços dos combustíveis nos primeiros 5 meses de 2008, e a subida registada no preço do petróleo utilizado para produzir esses combustíveis.




Em Portugal, entre Dezembro de 2007 e Maio de 2008, de acordo com a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço da gasolina 95 aumentou 9,6%; do gasóleo 19,9%; do gasóleo colorido 29,6% ; e do gasóleo de aquecimento 30,3%. Como petróleo utilizado na produção dos combustíveis vendidos em Maio de 2008 foi o adquirido em Março de 2008, isto significa que o preço do petróleo utilizado aumentou apenas 6,9% em euros, pois foi a subida verificada entre Dezembro de 2007 e Março de 2008. É esta disparidade que permite às petrolíferas embolsarem elevados lucros à custa dos portugueses, que a Autoridade da Concorrência devia ter analisado, mas não o fez.

EM MAIO DE 2007, OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS SEM IMPOSTOS EM PORTUGAL ERAM SUPERIORES AOS PREÇOS MÉDIOS DA UNIÃO EUROPEIA

Como revela o quadro seguinte, construído com dados divulgados pela Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, os preços de venda de combustíveis em Portugal, em Maio de 2008, eram superiores aos preços médios da EU-15 países , ou seja, ao preço médio dos países mais desenvolvidos da União Europeia.




Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos preços médios da UE15, que é constituída pelos países mais desenvolvidos da União Europeia, em cerca de 2% (Gasolina95: +2,4%; gasóleo: +2%; Todos os combustíveis: +2,2%). Por outras palavras, Portugal é o país menos desenvolvido deste grupo de 15 países, com remunerações e rendimentos mais baixos, no entanto os preços a que são vendidos os combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da UE15. É estranho que a Autoridade da Concorrência não tenha encontrado nada de anormal neste disparidade de preços sem impostos, e afirme que "entende não existirem também indícios de uma prática de preços excessivos" (pág. 78 do Relatório da AdC). Tudo isto é estranho, muito estranho mesmo, e carece de uma explicação muito clara. O governo ao aprovar este Relatório da AdC está também a ser conivente com toda esta situação.


[*] Economista, edr@mail.telepac.pt

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

02/06/2008

Porquê tanto silêncio ?

Do meu amigo Manuel Madeira, inserto no seu blog Velo Luso
Faz exactamente hoje 15 dias que, numa operação cujos contornos ainda permanecem nublosos, que a Polícia Judiciária, a partir de uma denúncia concreta (de quem? não importa?), conseguiu que uma juíza de Lisboa assinasse os necessários mandados de busca válidos para a sede do Cycling Club da Póvoa [de Varzim], da residência do técnico da equipa e de alguns Corredores.Os inspectores da PJ, que se fizeram acompanhar por médicos (pelo menos especialistas em análises, acho eu!) do CNAD, apreenderam uma pafernália de frascos, frasquinhos, frascões, seringas e, presumo, montes de algodão, que fizeram questão de expôr naquelas habituais sessões de demonstração para que, apesar de pedófilos apanhados em flagrante serem libertados horas depois, a PJ existe.Passo-me com estas pornográficas exibições de onanismo, mas que posso eu fazer? Toda a história foi mal contada desde o início. Mal contada porque ninguém se deu ao trabalho de aprofundar as razões e os motivos. A começar pela presença dos médicos do CNAD.Que não estavam lá para avalizar o conteúdo da "montra" de frasquinhos e seringas que a PJ nos "convidou" a ver, isso deduzimos nós, os que estão mais por dentro da modalidade. Aliás, eu escrevi-o aqui. Não faria sentido.Aliás, eu escrevi-o aqui, nem sequer foi a Polícia Científica a fazer a operação.O que é que isto significa? Que os inspectores da PJ, da DCICCEF - Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira - preparados para buscar e encontrar provas relativas a eventuais, como o nome do próprio departamento indica, crimes de corrupção, criminalidade económica e financeira, perante uma pafernália de frascos, frasquinhos e frascões sabiam tanto o que tinham em mãos como... eu, no lugar deles. Mas aqui entra o indigno da coisa. A ter sido - e ainda não li nada em contrário, pelo... contrário - uma denúncia de terceiros, relativamente à possibilidade de a PJ poder vir a encontrar produtos dopantes... porque é que a PJ mandou agentes especializados em corrupção?NINGUÉM se pôs esta pergunta a si próprio. Antes pelo contrário. Todos seguiram, enfileirados qual rebanho de cordeiros, o caminho que a PJ indicou. O drama aqui nem foi o da clara manipulação da PJ em relação a todos os OCS; foi o esta, ter admitido - ao não fazer perguntas - que sabe menos de Ciclismo que uma Brigada contra a Corrupção, blá, blá, blá, blá... da PJ. E a verdade é que a PJ não fazia a mínima ideia do que tinha apreendido. Vitaminas. Apenas vitaminas. Coremos de vergonha. Todos. E o que é que as brigadas do CNAD estavam a fazer junto com os inspectores da PJ especialistas na luta contra a... corrupção? Eu digo...Estavam para fazer - e fizeram - recolhas de urina e sangue aos Corredores visitados. Um normal controlo fora de competição. Não fora terem sido enquadrados, os enviados do CNAD, por elementos do departamento de luta contra a... corrupção da PJ. Porquê da luta contra a Corrupção? Porque não a Polícia Científica que identificaria de imediato os produtos apreendidos?Porque é que alguém me mandaria a mim, com o Curso de Letras, corrigir testes de matemática se eu de matemática não sei mais do que a regra de três simples? Pensem nisto. E fechemos este capítulo. O que vem a seguir não deixa de ser tão, ou mesmo mais misterioso do que este. Porque é que, sendo verdade que as brigadas do CNAD recolheram amostras de sangue e urina aos Corredores visitados, ninguém soube disto?Mais... porque é que a FPC usando a figura do Conselho de Estrada aconselhou as organizações a absterem-se de convidar a LA-MSS para as suas corridas?O que é que a FPC sabe que se nos escapa a todos nós? E porque ninguém lhe perguntou?Se a Direcção da FPC sabe - e terá que saber alguma coisa para "suspender" assim, de uma forma muito pouco ortodoxa, uma equipa - porque não sabemos concretamente as razões? Se é por suspeita, caramba! Alto aí!... Não se impede duas dúzias de chefes-de-família de poderem ganhar o seu pão só sustentado numa suspeita. E se há algo mais que uma suspeita, acuse-se claramente eventuais culpados, acelere-se o processo disciplinar e extraia-se o "cancro" antes que ele se espalhe e "mate" o paciente. Um médico deve perceber o que quero dizer. Algum Corredor da LA-MSS foi apanhado com um controlo positivo? Cá, em Portugal, ou nas corridas que fez em Espanha? Não!...Passaram, entretanto, 15 dias e ainda não se sabe nada dos resultados das análises às amostras recolhidas aos Corredores no passado dia 19. Então, pergunto eu, porque é que a FPC aconselhou os organizadores de corridas a não convidarem a LA-MSS, incorrendo, aliás, e como já aqui escrevi, num atropelo ao Regulamento da própria FPC que obriga todos os organizadores a convidar para as suas provas, todas as equipas continentais portuguesas?Repito: sabe a FPC alguma coisa que está a escapar-se-nos, a nós, meros adeptos?Então não o divulga porquê?A PJ - que, estou ciente disso, pode ter sido levada ao engano - há oito dias que, com bandeirinha pregada com fita-cola na parede e uma mesa cheia de frascos, frasquinhos e frascões e um montão de kits de seringas, chamou os jornalistas para mostrar... serviço. Que serviço foi é que nem a própria PJ será capaz, agora, passados oito dias, de explicar. Já devem ter percebido que foram.... embrulhados. Por quem? Porquê? E porquê a LA-MSS? E porquê há 15 dias?Ninguém se interessa por tentar procurar respostas a estas questões?Que gato será este que se julga escondido, mas cujo rabo, tão grande, todos vemos de fora? Porque é que ainda ninguém se deu ao trabalho de nos explicar o que, de facto, foi apreendido à LA-MSS? Ou querem que pensamos que, tratando-se de produtos proíbidos, e depois daquela cena toda que fomos obrigados a ver, agora a PJ está a fazer caixinha? E porque é que ainda não saíram os resultados das análises feitas aos tais sete corredores? E porque é que, sendo o LAD um dos poucos laboratórios europeus credenciados pela AMA, as análises - como li - estarão a ser feitas em Espanha? Porque o LAD não é capaz de detectar EPO numa amostra de sangue? Eu sei que não é verdade, mas foi o que li.Que alguém montou todo um cenário tão rebuscado que não consegue deixar de ser inverusímel, só quem não quer é que não vê. A pergunta que fica no ar é esta: Porquê? Instigado por quem, e com que finalidade. Alguém acredita que as análises feitas aos Corredores da LA-MSS dêem outra coisa que não... limpas? Então como é que a FPC vai descalçar a bota, por ter aconselhado os organizadores a não convidarem mais a equipa para as suas provas? Digo-o de outra forma. Nem que desta vez tivesse que ser a FPC a solicitar a intervenção da PJ, nem que fosse da brigada dos cães pisteiros, não acham todos que operações similares deviam já ter acontecido junto de outras equipas? De todas as outras equipas? No que é que a LA-MSS é diferente? Digo mais... e se, de facto, as análises aos sete Corredores da LA-MSS pudessem acusar positivo, quem é que estaria disposto a fechar os olhos e aceitar que as outras equipas não passem - já agora, e porque quem não deve não teme - pelo mesmo crivo? Porquê? Porque razão? Pior ainda, vindo a confirmar-se que as amostras nada mostram, de que cofres irão sair as indemenizações que - se fosse comigo não deixaria de as reivindicar - os responsáveis da LA-MSS podem e devem pedir? Não será de Interesse Público desmascarar - fosse esse o caso - uma equipa pelo uso indiscriminado de doping? Não será algo de prioritário? Não se devia investigar, escarafunchar (por mais feio que seja o termo) de modo a que a verdade fosse, o mais rapidamente possível, revelada a toda a gente? Então?!!!! Eu sei que tudo isto vai dar em nada. E não posso deixar de manifestar a minha indignação pelo facto de, sustentado pela mais alta instância da modalidade, uma equipa, só uma equipa, estar a ser escandalosamente penalizada. Tanto quanto sei, até agora nenhuma organização impediu a equipa de correr, esta é que, ante o conselho da FPC nem sequer se candidatou. É estranho o silêncio da equipa? É. Mas não custa a entendê-lo. Conseguem perceber? Quando, principalmente as televisões - porque o impacto é bem maior - mostraram aquela cena habitual das nossas polícias que parece precisarem de se auto-promover por terem apanhado droga, armas, notas falsas ou... seringas e frasquinhos (não existem para isso? Então porquê publicitar o seu trabalho?), os patrocinadores, também pressionados pelo impacto mediático daquelas imagens, apressaram-se a fazer sair comunicados pondo-se a salvo. Mas a verdade é que, oficialmente, a equipa não acabou. Os corredores continuam a treinar todos os dias... só não voltaram a correr desde o GP Rota dos Móveis.O que está a acontecer é que se está a deixar que uma inverdade, por repetida, tome contornos de caso consumado.Não é!...