31/07/2008

"MAGALHÃES" É PUBLICIDADE ENGANOSA


Primeiro foram as notícias que davam conta de uma nova fábrica da Intel em Portugal. Um sucesso, garantia-se, que já tinha 4 milhões de encomendas ainda antes de ser instalada a primeira pedra. Um investimento que iria criar 1000 postos de trabalho qualificados, na zona de Matosinhos, graças à diligência do Governo. A apresentação foi ontem. Com pompa e circunstância a imprensa andou dois dias a anunciar o “primeiro portátil português”. O Magalhães é um computador inspirado no navegador, diziam ontem as televisões em coro. Para dar credibilidade à coisa, o mais famoso relações públicas nacional e o presidente da Intel subiram ontem ao palco do Pavilhão Atlântico para a "apresentação mundial" deste computador de baixo custo.

Um único problema. Não só o computador não tem nada de novo como a única coisa portuguesa é a localização da fábrica e o capital investido. A "novidade mundial" ontem apresentada, já tinha sido anunciada a 3 de Abril - no Intel Developer Forum, em Shangai - e foi analisada pela imprensa internacional vai agora fazer quatro meses. O tempo que tem a segunda geração do Classmate PC da Intel, que é o verdadeiro nome do Magalhães. De resto, o primeiro computador mundial para as crianças dos 6 aos 11 anos, características que foram etiquetadas pela imprensa lusa por ser resistente ao choque e ter um teclado resistente à agua, já está à venda na Índia e Inglaterra. No primeiro país com o nome de MiLeap X, no segundo como o JumpPC. O “nosso” Magalhães é isso mesmo, uma versão produzida em Portugal sob licença da Intel, uma história bem distinta da habilmente "vendida" pelo governo para criar mais um caso de sucesso do Portugal tecnológico.

Fábrica da Intel nem vê-la e os tão falados 1000 novos postos de trabalho ainda menos, tudo se ficando por uma extensão da actual capacidade de produção da fábrica da JP Sá Couto. Serão 80 novos empregos, 250 se conseguirem exportar para os Palops. Os tais 4 milhões, que já estavam assegurados, lembram-se? Só que as 4 milhões encomendas não passam de wishful thinking do nosso primeiro. E muito pouco credível. Em todos os países onde o computador está à venda é produzido através de licenças com empresas locais. Como explicou o presidente da Intel, a empresa continua à procura de parceiros locais para ganhar quota de mercado com o Classmate PC, não o Magalhães.

A guerra de Intel é outra, como se pode perceber no relato que um dos mais reputados sites tecnológicos - a Arstechnica, do grupo editorial da New Yorker - faz da apresentação da Intel e do governo português: espetar o derradeiro prego no caixão do One Laptop for Child, o projecto de Nicholas Negroponte e do MIT para destinar um computador a cada criança dos países do terceiro mundo. É essa a importância estratégica para a Intel. O resto é fogo de vista para português ver.
PS: Não tenho nada contra a iniciativa em si, parecendo-me meritório um projecto para garantir um contacto precoce de milhares de alunos com a informática. Mas isso não quer dizer que aceite gato por lebre. Não seria nada mau sinal se a imprensa nacional, que andou a vender uma história ficcionada, também cumprisse o seu papel.
Ler mais em 0 de Conduta

30/07/2008

OLHA PARA O QUE DIGO E NÃO PARA O QUE FAÇO


Comunicado da PAD/Lagos Sport: "LA/MSS excluída da Volta a Portugal"
29-Jul-2008

"A PAD/Lagos Sports, no desempenho da sua função de organizadora da 70ª Volta a Portugal em Bicicleta, vem desta forma comunicar oficialmente a decisão de não convidar a equipa de ciclismo LA/MSS a marcar presença na próxima edição da prova, a disputar de 13 a 24 de Agosto.
Fiel a princípios sempre defendidos com denodo e resistência, na luta por um ciclismo limpo e transparente, em que os seus intervenientes competem com dignidade e igualdade de oportunidades, não podia a PAD/Lagos Sports tomar outra atitude que não esta, em deixar fora da Volta a Portugal, prova maior do meio velocipédico nacional, a equipa LA/MSS.
Com efeito, tendo por base os factos e elementos de suspeição de dopagem organizada, relacionados com a equipa em questão e publicamente denunciados pelas autoridades portuguesas, e, ainda, as consequentes posições oficiais da própria Federação Portuguesa de Ciclismo e da Comissão de Ciclismo de Estrada, a PAD/Lagos Sports vem com esta sua decisão encorpar uma luta que deve ser sem tréguas contra todos aqueles que, pelas suas condenáveis acções de procurar triunfar a qualquer preço, apenas contribuem para manchar e destruir uma modalidade olímpica que é tão próxima e querida do povo português."
A Administração da PAD/Lagos Sports
Pois é...
Então em que ficamos senhor João Lagos ?
A equipa do Benfica, perdão a sua equipa, que até escondeu este ano um caso positivo, com o beneplácito da Comunicação Social, não vai participar na Volta ?
É este o pagamento que tem de fazer por lhe ser atribuida a organização da maior prova do ciclismo luso ?
Como pode convidar a A Saunier Duval - agora Scott-American Beef - e a Barloworld, ainda sem nova denominação conhecida, que estiveram envolvidas no escandalo do Tour deste ano, e deixar de fora sem que haja qualquer acusação a LA/MSS;
Entretanto soube agora que para o ano já não há BENFICA... e esta hem ?

25/07/2008

Bruno Pires segundo em Espanha


Escrito por Rui Quinta
Ciclismo Digital

Vladimir Karpets (Caisse d’Epargne) venceu hoje a Clássica de Ordizia, prova basca onde Bruno Pires (LA - MSS - Póvoa) esteve em destaque ao ser segundo, a 33 segundos do russo e com seis de vantagem sobre o terceiro, Sergio Pardilla (Burgos Monumental). Constantino Zaballa (LA - MSS - Póvoa) venceu a classificação da montanha.
Depois de várias tentativas de fuga sem êxito, Vladimir Karpets (Caisse d’Epargne) atacou a cerca de quinze quilómetros do final e já não foi alcançado, ultrapassando a linha de meta com mais de meio minuto de vantagem para o segundo classificado, o português Bruno Pires, da LA-MSS-Póvoa.
Pires pedalou durante algum tempo na companhia de Sergio Pardilla (Burgos Monumental) mas no final deixou o espanhol a seis segundos. Manuel Vázquez (Contentpolis-Múrcia), vencedor da Volta ao Alentejo de 2007, foi quarto e José Rujano (Caisse d’Epargne) foi quinto.
Constantino Zaballa, um dos fugitivos do dia, venceu a classificação da montanha e foi o segundo melhor ciclista da equipa poveira no final, a 1.36 minutos de Karpets, no 13º lugar, integrado no pelotão, tal como Ángel Vicioso, 17º, e Xavier Tondo, 27º. Por equipas a LA-MSS-Póvoa foi segunda atrás da Caisse d’Epargne.
Presente esteve também o Benfica, tendo terminado apenas Edgar Pinto, na 39ª posição a 3.24 minutos.
1 - Vladimir Karpets Caisse d'Epargne 3:50:04
2 - Bruno Pires LA-MSS-Póvoa + 0.33
3 - Sergio Pardilla Burgos Monumental + 0.39
4 - Manuel Vázquez Contentpolis-Murcia + 1.32
5 - José Rujano Caisse d'Epargne + 1.34
6 - Jesús Buendía Contentpolis-Murcia + 1.35
7 - Miyataka Simizu Mitan Hompo + 1.36
8 - Alexey Shchebelin Cinelli-OPD mt
9 - Adrián Palomares Contentpolis-Murcia mt
10 - José Antonio Carrasco Andalucia-CajaSur mt

24/07/2008

A subserviencia tem limites

Quem esteve no passado sábado em Touguinhó, freguesia de Vila do Conde a assistir á inauguração da Praça Santo António deve ter ficado envergonhado... não os forasteiros naturalmente, mas os próprios touguinhoenses; senão vejamos:


A Junta de Freguesia, liderada pelo Partido Socialista, faz tábua rasa da regulamentação vigente: Senão veja:






Sabe onde fica não sabe ?


Então e que passeios são estes ?



como consegue uma cadeira de rodas ultrapassar este obstáculo ?

O que impedia que o passeio fosse mais largo ?

Apenas e tão só as vistas curtas do executivo autárquico, mesmo sabendo que estão a violar o decreto lei 163/2006 de 8 de Agosto;

Já agora eu transcrevo o que diz esse decreto lei


"São, assim, devidas ao Estado acções cuja finalidade seja garantir e assegurar os direitos das pessoas com necessidades especiais, ou seja, pessoas que se confrontam com barreiras ambientais, impeditivas de uma participação cívica activa e integral, resultantes de factores
permanentes ou temporários, de deficiências de ordem intelectual, emocional, sensorial, física ou comunicacional. Do conjunto das pessoas com necessidades especiais fazem parte pessoas com mobilidade condicionada, isto é, pessoas em cadeiras de rodas, pessoas incapazes de andar ou que não conseguem percorrer grandes distâncias, pessoas com dificuldades sensoriais, tais como
as pessoas cegas ou surdas, e ainda aquelas que, em virtude do seu percurso de vida, se apresentam transitoriamente condicionadas, como as grávidas, as crianças e os idosos....
Visa-se impedir a realização de loteamentos e urbanizações e a construção de novas edificações que não cumpram os requisitos de acessibilidades estabelecidos no presente decreto-lei....

Artigo 2.o
Âmbito de aplicação
1—As normas técnicas sobre acessibilidades aplicam- se às instalações e respectivos espaços circundantes da administração pública central, regional e local, bem como dos institutos públicos que revistam a natureza de serviços personalizados ou de fundos públicos.
2—As normas técnicas aplicam-se também aos seguintes edifícios, estabelecimentos e equipamentos de utilização pública e via pública:
a) Passeios e outros percursos pedonais pavimentados;

Artigo 3.o
Licenciamento e autorização
1—As câmaras municipais indeferem o pedido de licença ou autorização necessária ao loteamento ou a obras de construção, alteração, reconstrução, ampliação ou de urbanização, de promoção privada, referentes a edifícios, estabelecimentos ou equipamentos abrangidos pelos n.os 2 e 3 do artigo 2.o, quando estes não cumpram os requisitos técnicos estabelecidos neste decreto-lei.
2—A concessão de licença ou autorização para a realização de obras de alteração ou reconstrução das edificações referidas, já existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, não pode ser recusada com fundamento na desconformidade com as presentes normas técnicas de acessibilidade, desde que tais obras não originem ou agravem a desconformidade com estas
normas e se encontrem abrangidas pelas disposições constantes dos artigos 9.o e 10.o...
Artigo 15.o
Responsabilidade disciplinar
Os funcionários e agentes da administração pública central, regional e local e dos institutos públicos que revistam a natureza de serviços personalizados ou fundos públicos que deixarem de participar infracções ou prestarem informações falsas ou erradas, relativas ao presente
decreto-lei, de que tiverem conhecimento no exercício das suas funções, incorrem em responsabilidade disciplinar, nos termos da lei geral, para além da responsabilidade
civil e criminal que ao caso couber.
Artigo 16.o
Responsabilidade contra-ordenacional
Constitui contra-ordenação, sem prejuízo do disposto no Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, todo o facto típico, ilícito e censurável que consubstancie a violação de uma norma que imponha deveres de aplicação, execução, controlo ou fiscalização das normas técnicas constantes do anexo ao presente decreto-lei, designadamente:
a) Não observância dos prazos referidos nos n.os 1 e 2 do artigo 9.o para a adaptação de instalações, edifícios, estabelecimentos e espaços abrangentes em conformidade com as normas técnicas constantes do anexo ao presente decreto-lei;
b) Concepção ou elaboração de operações urbanísticas em desconformidade com os requisitos técnicos estabelecidos no presente decreto-lei;
c) Emissão de licença ou autorização de funcionamento de estabelecimentos que não cumpram as normas técnicas constantes do anexo ao presente decreto-lei;
d) Incumprimento das obrigações previstas no artigo 4.o
Artigo 17.o
Sujeitos
Incorrem em responsabilidade contra-ordenacional os agentes que tenham contribuído, por acção ou omissão, para a verificação dos factos descritos no artigo anterior, designadamente o projectista, o director técnico ou o dono da obra.
Artigo 18.o
Coimas
1—As contra-ordenações são puníveis com coima de E 250 a E 3740,98, quando se trate de pessoas singulares, e de E 500 a E 44 891,81, quando o infractor for uma pessoa colectiva.
2—Em caso de negligência, os montantes máximos previstos no número anterior são, respectivamente, de E 1870,49 e de E 22 445,91.
3—O disposto nos números anteriores não prejudica a aplicação de outras normas sancionatórias da competência das entidades referidas nos artigos 3.o e 6.o
4—O produto da cobrança das coimas referidas nos n.os 1 e 2 destina-se:
a) 50% à entidade pública responsável pela execução das políticas de prevenção, habilitação, reabilitação e participação das pessoas com deficiência para fins de investigação científica;
b) 50% à entidade competente para a instauração do processo de contra-ordenação nos termos do artigo 21.o
Artigo 19.o
Sanções acessórias
1—As contra-ordenações previstas no artigo 16.o podem ainda determinar a aplicação das seguintes sanções acessórias, quando a gravidade da infracção o justifique:
a) Privação do direito a subsídios atribuídos por entidades públicas ou serviços públicos;
b) Interdição de exercício da actividade cujo exercício dependa de título público ou de autorização ou homologação de autoridade pública;
c) Encerramento de estabelecimento cujo funcionamento esteja sujeito a autorização ou licença de autoridade administrativa;
d) Suspensão de autorizações, licenças e alvarás.
2—Para efeitos do disposto no número anterior, a autoridade competente para a instauração do processo de contra-ordenação notifica as entidades às quais pertençam as competências decisórias aí referidas para que estas procedam à execução das sanções aplicadas.
3—As sanções referidas neste artigo têm a duração máxima de dois anos, contados a partir da decisão condenatória definitiva.


ANEXO
Normas técnicas para melhoria da acessibilidade
das pessoas com mobilidade condicionada
Capítulo 1—Via pública:
Secção 1.1—Percurso acessível:
1.1.1—As áreas urbanizadas devem ser servidas por uma rede de percursos pedonais, designados de acessíveis, que proporcionem o acesso seguro e confortável das pessoas com mobilidade condicionada a todos os pontos relevantes da sua estrutura activa, nomeadamente:
1) Lotes construídos;
2) Equipamentos colectivos;
3) Espaços públicos de recreio e lazer;
4) Espaços de estacionamento de viaturas;
5) Locais de paragem temporária de viaturas para
entrada/saída de passageiros;
6) Paragens de transportes públicos.
1.1.2—A rede de percursos pedonais acessíveis deve ser contínua e coerente, abranger toda a área urbanizada e estar articulada com as actividades e funções urbanas realizadas tanto no solo público como no solo privado.
1.1.3—Na rede de percursos pedonais acessíveis devem ser incluídos:
1) Os passeios e caminhos de peões;
2) As escadarias, escadarias em rampa e rampas;
3) As passagens de peões, à superfície ou desniveladas;
4) Outros espaços de circulação e permanência de peões.
1.1.4—Os percursos pedonais acessíveis devem satisfazer o especificado no capítulo 4 e os elementos que os constituem devem satisfazer o especificado nas respectivas secções do presente capítulo.
1.1.5—Caso não seja possível cumprir o disposto no número anterior em todos os percursos pedonais, deve existir pelo menos um percurso acessível que o satisfaça, assegurando os critérios definidos no n.o 1.1.1 e distâncias de percurso, medidas segundo o trajecto real no terreno, não superiores ao dobro da distância percorrida pelo trajecto mais directo.
Secção 1.2—Passeios e caminhos de peões:
1.2.1—Os passeios adjacentes a vias principais e vias distribuidoras devem ter uma largura livre não inferior a 1,5 m.

O que fez a junta de freguesia, e a Câmara Municipal?

Nada como sempre....ao sabor dos interesses que não são os das populações

A Verdade da Mentira


Passando por cima da prestação do papel de serviço público ou governamental, prestado pela RTP1, o que Sócrates deveria é mentir menos e explicar mais porque:

Não cumpre as suas promessas eleitorais de 2005 que consagrava claramente: "o governo promoverá a revisão do Código de Trabalho, tomando por base as propostas de alteração apresentadas na Assembleia da República".
--------------------------------------------------------------------------------

Ontem no telejornal das 13 horas da RTP1, entrou-nos pela casa dentro o directo da reunião do grupo parlamentar do PS, onde José Sócrates concluía que "o novo Código de Trabalho é uma mudança a favor da economia, dos trabalhadores e das empresas", para acrescentar considera ser "o mérito da sua proposta de combate a precariedade, incentiva o contrato sem termo, melhora as condições de adaptabilidade das empresas e está disposto a discutir a proposta de Lei com a esquerda, definindo como propósito socialista desse confronto "denunciar todos os embustes e a demagogia da esquerda sectária e conservadora", disse.

Passando por cima da prestação do papel de serviço público ou governamental, prestado pela RTP1, o que Sócrates deveria é mentir menos e explicar mais porque:

-Não cumpre as suas promessas eleitorais de 2005 que consagrava claramente: "..., o governo promoverá a revisão do Código de Trabalho, tomando por base as propostas de alteração apresentadas na Assembleia da República, ...".

- mantém e aprofunda o código Bagão Félix, aliás amplamente reconhecido pelo presidente da CIP Francisco Van Zeller, em entrevista[1] afirmou: "Vieira da Silva fez melhor do que um governo de direita".

- "trata de forma igual o que à partida é desigual" na relação laboral, pondo em causa uma visão moderna do direito do trabalho. Aposta no abaixamento dos custos de trabalho por via da flexibilização dos horários e da constituição do "Banco de Horas, na desregulação laboral e social, na precariedade laboral, no ataque à contratação colectiva e aos sindicatos e nos despedimentos simplex.

- aumenta o período experimental para 6 meses, cria o contrato intermitente, limita a 6 anos o contrato a termo incerto e legaliza o trabalho precário - contratos a prazo e recibos verdes.

O PS está a ocupar o espaço da direita que se revê amplamente nestas propostas que não resolvem os problemas da competitividade e da economia, já de si baseada no desemprego, na precariedade e nos baixos salários. Este é o paradigma que é preciso alterar. Esta é a verdade das mentiras que José Sócrates propagandeou e que nos entrou pela casa adentro.

José Casimiro

10/07/2008

LA/MSS na estrada Já !

Soube através do Veloluso, que por iniciativa do Hugo Felix Silva - que não conheço, - corre uma PETIÇÃO ON-LINE onde se pede não mais do que... Justiça.

Como alguém escreveu, havendo culpados, que se castiguem na devida proporção à do ilícito.

Estão cinco Corredores, mais um director-desportivo, um massagista, um médico e um dirigente de uma equipa de Ciclismo suspensos sem qualquer espécie de culpa formada.

Isto não é Justo.

É aqui que, quem realmente (*) acha que o deve fazer, a poderá assinar.


http://www.petitiononline.com/LAMSS/petition.html

06/07/2008

http://ww1.rtp.pt/desporto/index.php?headline=37&visual=17&article=154351&tema=21

OUTRA "GAFFE" DO CNAD (ou... como a FPC pode ser amiga)


Ainda se lembram – com certeza que se lembram – da anedota que foi uma equipa composta por um médico e um inspector anti-doping se terem apresentado para controlar… um Corredor que já não está no activo. Mas soube de uma outra estória que é, pelo menos… interessante. Se a FPC está a esforçar-se para acabar de vez com o Cycling Clube da Póvoa porque, alegadamente, esta equipa infringiu a Lei anti-doping apesar de isto carecer de uma decisão judicial (e, insisto, as provas recolhidas pela PJ não poderem ser legalmente usadas pelo CD da federação), digam-me os que estiveram, de verdade, preocupados com os Regulamentos, o que fazer com uma equipa de topo que os não está a cumprir? Quero ver quantas vozes se vão levantar a propósito deste caso, limpidamente ilegal e que só passou devido à… benevolência da FPC. E não procurem desculpas porque iria ser extremamente difícil compreendê-las. Mas deixem-me contar a história de outra maneira…Nesta semana que acabou foi notícia a tremenda gaffe do CNAD ao apresentar-se em casa de um Corredor, que já tinha abandonado a competição, para lhe fazerem testes fora de competição. O que eu vim a saber é que tal gaffe não é original. Já aconteceu, também, tendo como vítima… um jovem que nada tem a ver com estas guerras. Um jovem que, curiosamente, foi aceite pela FPC como elemento efectivo de uma determinada equipa mas que não correu prova alguma. Será que tem mesmo contrato com essa equipa? Será que recebe o ordenado que lhe seria devido enquanto trabalhador por conta de outrem? O curioso é que basta ver o registo das equipas, no site da FPC, onde nesta, aqui em causa, estão inscritos 16 corredores; e o sítio oficial da própria equipa no qual o plantel aparece com… 14 corredores. Como o documento junto esclarece, nenhuma equipa Continental pode ter um número de corredores com idade superior aos 26 anos, igual ou maior do que aqueles que são mais novos.
Está nos Regulamentos da FPC. E estes são Lei, em termos desportivos.


Pois é!... Não basta ser sério, também é preciso parecê-lo!...

(ou... como a FPC pode ser amiga)


Veloluso

04/07/2008

A PSEUDO ENTREVISTA AO PSEUDO ENGENHEIRO



Esta semana o pseudo engenheiro teve uma opurtunidade de ir á televisão publica dar um entrevista que se esperaria que fosse confrontado com os seus erros e com as questões mais importantes e mais discutidas entre a sociedade.
No entanto e sem surpresa nenhuma para quem topa este "sistema" a entrevista foi toda ela uma falsidade,uma entrevista manipulada,previamente combinada entre a rtp e o primeiro ministro para que o pseudo engenheiro pudesse "vender" e construir uma nova imagem de um homem humilde,solidário,e anti arrogante. Uma entrevista em que as confrontações sobre o Tratado De Lisboa simplesmente não existiram,o Tema do desemprego nem sequer foi falado.
No fundo uma entrevista a pensar nas proximas eleições e que tanto jeito deu a Socrates....ou não....Vamos ver...
Qualquer pessoa tem a noção que as entrevistas já por si sao preparadas pelo entrevistado com muito tempo de antecedência,com ajudas duma equipa de imagem,mais uma equipa de analistas e sociologos que todos juntos planeiam a imagem a dar pelo entrevistado consoante a conjectura presente da sociedade.
Ora juntando a isso,o facto de o entrevistado ser uma pessoa com dom para as cameras,ser falso,com imensa capacidade e facilidade em mentir,não ser uma pessoa que se descontrole facilmente e que não descaia da representação que quer impingir e tambem juntando o facto de os entrevistadores serem manipuláveis pelo entrevistado pois estes são pertencentes a um canal estatal e por isso dependente e controlado pelo governo,isso tudo junto dá o "show off" a que assistimos.
Os favores da nomeação para a direcção de um meio de comunicação, sob o controle do Estado, pagam-se. Como diria alguém, não há almoços grátis.
Que ninguem duvide que a informação é manipulada,pricipalmente a do canal estatal.Esta "empresa" não está no mercado como as outras, não depende da banca, nem dos accionistas, nem da bolsa, pratica concorrência desleal porque a sua existência depende do dinheiro do contribuinte distribuído generosamente pelo Orçamento de Estado, para garantir uma função que tem directa relevância para o poder político e é por ele controlada. A RTP é caríssima, mesmo em tempos de vacas magras como os de hoje, recebe uma fatia de dinheiros públicos pura e simplesmente gigantesca, o que revela bem o carácter estratégico da sua "posse" pelos Governos.
Foram e são varios os exemplos que quem apenas vê não repara,mas quem para além de ver sobretudo observa consegue a conspiração decifrar.
Foram ainda varios casos até alvo de imensa polémica e denuncias,entre os mais mediáticos o afastamento temporário de José Rodrigues dos Santose o afastamento definitivo dos gato fedorento.

A entrevista foi toda ela uma fachada e uma tentativa de vender uma ilusão ao povo.
Destaco a mudança hipocrita da atitude de socrates ao comentar o caso do descontentamento de Alegre e uma facção verdadeiramente socialista a ele ligado.Passou se das difamações a Alegre ao agradeçer as suas intervenções porque eram bem vindas e pedagógicas ao qual o pseudo engenheiro gosta muito de as ouvir com toda a humildade do mundo e até refelectir sobre elas......
Que hipocrosia do c....Aqui no fundo tentou passar a imagem de que não é arrogante e menosprezar o descontentamento dentro do seu proprio partido.
Destaco tambem a tactica do sacudir a agua do capote,ou seja,tudo que aconteçeu e aconteçe de mau,a culpa não é do primeiro ministro,é tudo culpa das crises internacionais,a culpa é de fora,toda ela de fora,coitadinho,ele nada pode fazer senão encolher os ombros.Mas no entanto tudo o que se fez de bom,que não foi quase nada diga se de passagem,referente a isso já é tudo grande mérito do pseudo engenheiro.
Ou seja tentou passar a imagem da vitimização,do pobre coitado que luta pelo povo contra tudo e todos e arranjando assim um bode expiatório para o que tudo de mau estamos a passar.Elogiando se assim a ele proprio e tudo claro está com conveniência dos entrevistadores...
Depois é o seu discurso e o seu dom de falar para as cameras que faz o resto,repete varias vezes palavras como "determinação","modernização, "positivo" dando assim um ar moderno,sofisticado,competente e confiável.Só que a cassete está gasta,já não cola e não se consegue tapar o sol com a peneira.
Não foi Sócrates que foi bom, foram os entrevistadores que foram fracos!
Ainda assim deu para entreter a entrevista e para se observar que socrates já começa a tremer e a cair na realidade que vai perder o pelouro e daí a mudança de imagem.
O mínimo que a Rtp devia fazer agora era dar o direito igualmente a todos os candidatos da oposição ter uma entrevista em iguais condições.
Era bom para a política,para a credebilidade,para a liberdade e igualdade de direitos e sobretudo para icentivar a população a envolver se mais no panorama e do debate politico.
Vamos aguardar assim então para ver até que ponto é grande ou pequena a coleira ao canal estatal pago por nós contribuintes cuja obrigação é nos servir a nós povo e não ao estado.Senão privatize se a Rtp....
http://www.youtube.com/watch?v=UYGpb2Bp_T0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=OdLvKwNvIo4

01/07/2008

Donos obrigados a implantar microchip nos cães



Os cães nascidos a partir de hoje terão de ser identificados com um microchip sob a pele no pescoço e registados nas juntas de freguesia, mas a Ordem dos Veterinários tem dúvidas sobre a capacidade para fazer cumprir a lei.
O chip (ou "cápsula", o termo usado pela lei), que só poderá ser implantado por um veterinário, contém um código de identificação individual que remete para uma ficha de registo contendo dados sobre o animal (raça, sinais particulares, etc.) e o seu proprietário (nome, morada, etc.).
Até ontem, a Lei (Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de Dezembro) impunha, desde 1 de Julho de 2004, a identificação electrónica apenas nos cães perigosos ou potencialmente perigosos, nos cães de caça e nos animais em exposição para fins comerciais ou lucrativos, concursos ou publicidade, designadamente.
Entre perigosos e potencialmente perigosos, o Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE) gerido pela Direcção-Geral de Veterinária regista apenas 8.760 cães. Como animais expostos para comercialização para fins comerciais ou em concursos, por exemplo, constam 5.713. Com os 193.575 cães de caça, a soma dá 208.048 animais, menos que os 242.254 animais (uma minoria de gatos incluída) registados na base de dados gerida pelo Sindicato dos Médicos Veterinários - o Sistema de Identificação e Recuperação (SIRA).
"O número de animais a precisar de registo corresponde a cinco ou seis vezes mais", afirma o presidente da Ordem dos Veterinários, José Resende, apontando a insuficiência ao facto de muitos proprietários não procederem ao registo e de muitas juntas de freguesia não reunirem condições para cumprir a lei. Compreende-se, quando têm outras prioridades, aceita José Resende, defendendo que o sistema identificação e registo de cães deve ser junto ao de vacinação anti-rábica e basear-se mais nos médicos veterinários.
"A prova dos nove do sistema vai tirar-se daqui a um ano ou mais - talvez em 2010", com a implantação obrigatória do chip em todos os cães nascidos a partir de hoje, por mais meigos que sejam. É que a medida não se destina a ter sob controlo apenas os perigosos. "É muito positiva, do ponto de vista social e do ponto de vista do bem-estar dos animais, evitando-se que os donos os abandonem sem dar satisfações a ninguém", sublinha. A morte, o desaparecimento ou a venda ou doação de um animal são de comunicação obrigatória às junta de freguesia. A medida torna obrigatória uma prática voluntária desde 1991, através do SIRA, que torna possível localizar o dono de um animal perdido ou... furtado.
"Se for levado a um veterinário que possua leitor óptico, ele verifica se tem um microchip e identifica o proprietário", explica Catarina Sá Fernandes, responsável pelo SIRA, que respondeu às propostas das organizações zoófilas e de defesa dos direitos doa animais.