03/10/2008

Deputados do PS dividem-se agora quanto à liberdade de voto




A discussão dos projectos de lei que acabam com a discriminação dos homossexuais no casamento esteve no centro da polémica na reunião dos deputados socialistas. A maioria faltou à reunião do grupo parlamentar onde 47 deputados do PS decidiram não dar liberdade de voto aos restantes 74. Manuel Alegre é um dos que não concorda com esta imposição.

"Acho que houve uma votação, mas eu não concordo. Acho que é um erro político", disse o deputado socialista. Na reunião que contou com cerca de 70 presentes, mais de 20 deputados votaram a favor da liberdade de voto nos projectos de lei que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "A maioria, de forma muito expressiva, aprovou a disciplina de voto", disse o líder parlamentar do PS, Alberto Martins. A direcção da bancada abriu uma excepção para que o deputado Pedro Nuno Santos, que "foi o rosto da causa da JS" possa apoiar as propostas do Bloco de Esquerda e dos Verdes no próximo dia 10 de Outubro. Outro deputado socialista, Strecht Ribeiro, já tinha alertado os seus pares sobre qual o verdadeiro sentido do voto da bancada. “Não votaremos contra o casamento entre homossexuais, mas contra o oportunismo político do Bloco de Esquerda”, por apresentar ao parlamento uma proposta com que se comprometeu no seu programa e que, segundo o próprio deputado socialista, virá corrigir "uma inconstitucionalidade por omissão que existe desde 1995". "O PS entende que tem de ser feita ainda uma avaliação política sobre o momento em que esse obstáculo é removido”, declarou Strecht Ribeiro ainda antes da reunião de quinta-feira sobre a disciplina de voto, a que a grande maioria dos seus pares voltou costas

Sem comentários: