31/12/2008

CESSAR FOGO EM GAZA...JÁ


Caros amigos,
Inclua seu nome no abaixo-assinado de emergencia exigindo o cessar-fogo em Gaza. Nós o entregaremos imediatamente ao Conselho de Segurança da ONU, à Liga Árabe e aos líderes dos EUA e de outros países! Mobilize-se agora! Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito.
É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional.
Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado de emergencia e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece:
Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária.
Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir.
Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz:
Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência.
Com esperança e determinação,
Brett, Ricken, Alice, Ben, Pascal, Paul, Graziela, Paula, Luis, Iain e toda a equipe da Avaaz

1 Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1230456497503&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.

27/12/2008

AS " MAIS DE 2008 "

Janeiro
"Eu não tinha condições para continuar."
Correia de Campos, ex-ministro da Saúde, ao explicar porque pediu demissão
"Dá cá um abraço. Obrigado pá. Obrigado por tudo o que fizeste."
José Sócrates a Correia de Campos na tomada de posse dos novos ministros, depois da remodelação ministerial do início do ano
"Correia de Campos comunicou mal o problema das urgências e isso minou-lhe tudo o resto."
Jorge Coelho na SIC Notícias, explicando a saída de Correia de Campos
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente"
José Sócrates no final da Comissão Política Nacional do PS, justificando porque decidiu não submeter o Tratado de Lisboa a referendo
"Foi uma excelente lição para Cadilhe, que sabe tanto de economia como eu de costura."
Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva (1990-91), sobre a derrota do também ex-ministro das Finanças de Cavaco (1985-1990) para Santos Ferreira na disputa pela presidência do BCP
"Eu não sabia da criação das mais de 17 offshores."
Alípio Dias, ex-administrador do BCP
"Os trabalhadores dos impostos têm receio de atacar os grandes, os tubarões."
Helder Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos
"Pode-se mudar Portugal em seis meses."
Luís Filipe Menezes, então líder do PSD em Janeiro
Fevereiro
"O efeito directo (para a economia portuguesa) da crise das hipotecas subprime e de uma recessão americana é relativamente pequeno."
Sérgio Rebelo, economista português e professor da Kellog School of Management dos EUA ao Diário Económico
"Desde que iniciámos funções, a economia gerou 94 mil postos de trabalho. Não vejo nenhuma razão para que no próximo ano e meio não consigamos ter mais emprego e conseguirmos atingir o nosso objectivo."
José Sócrates, em 15/2, afirmando que o governo vai conseguir cumprir o objectivo de criar 150 mil novos postos de trabalho até ao final da legislatura
"Do ponto de vista moral, não tive dúvidas em aceitar o convite para trabalhar na Lusoponte. Não fiz o contrato [de construção da Ponte Vasco da Gama] a pensar nisto e já passaram 12 anos. Eu estou na Lusoponte há um ano!"
Joaquim Ferreira do Amaral, ex-ministro das Obras Públicas
"E então a ASAE ainda não veio cá?"
Cavaco Silva, na cozinha do Convento de Arouca, onde se preparam doces conventuais
"Já o disse várias vezes, o primeiro-ministro é corajoso."
Pedro Santana Lopes, então líder da bancada parlamentar do PSD
"Isto é antidemocrático."
José Sócrates, vaiado por professores à porta da sede do PS
"A melhor maneira de estar numa organização sem criar grandes problemas é não fazer nada."
Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM, em Fevereiro
"Cada vez que ponho a cabeça de fora, começa o tiroteio."
Pedro Santana Lopes, em Fevereiro
Março
"Fui sempre uma mulher de palavras, mas hoje estou completamente entupida."
Maria Cavaco Silva, durante uma visita a uma escola de Maputo
"Agora é que a minha mulher vai ficar mais bonita."
Cavaco Silva, referindo-se a um lenço tradicional oferecido à mulher em Moçambique
"Há um vazio, o PSD ainda não merece ser Governo, o PS já não merece"
Luís Filipe Menezes, líder do PSD
"Não vai ser fácil [afastar Menezes da liderança do PSD] porque vai mesmo ter que ser 'à bomba'."
Pacheco Pereira, no blogue Abrupto
Abril
"Fui o guionista, o protagonista e o director do 25 de Abril."
Otelo Saraiva de Carvalho
"Para mim, chega! (...) Tenham coragem aqueles que ao longo dos meses indicaram que seriam bons líderes, mostrem agora que são carismáticos."
Luís Filipe Menezes, ao renunciar à liderança do PSD
"Incomoda-me a falta de respeito com que tratam o PSD."
Manuela Ferreira Leite, no lançamento da sua candidatura à liderança do PSD, 28/4
"Não tenho dinheiro sequer para mandar cantar um cego."
José Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, ao negar ter interesse em comprar o Expresso
"Não tenho quaisquer dúvidas sobre o carácter e honestidade de Fátima Felgueiras."
Armando Vara, ex-ministro adjunto do primeiro-ministro e ex-ministro da Juventude e Desporto de António Guterres e administrador do BCP
"Que políticos anfíbios são estes que saltam de um conselho de ministros para um verdadeiro conselho de ministros empresarial de uma empresa de construção civil que negoceia com o Estado e tem um ministro do PSD, um dirigente do CDS e vários ministros do PS?"
Francisco Louçã, referindo-se à entrada de Jorge Coelho na administração da Mota-Engil. Debate na AR, 11/4
"A Madeira é uma obra ímpar. João Jardim é um exemplo supremo na vida democrática."
Jaime Gama, presidente da Assembleia da República e militante do PS
"O importante é a percepção que se cria nas pessoas. O mercado vai atrás de quem? Das empresas ganhadoras. Mas é claro que dá alguma sensação poder dizer: 'Ó Sócrates, recebes-me aí o Manuel Joaquim amanhã?'"
António Cunha Vaz, da Cunha Vaz & Associados, em entrevista ao Público
"Tudo isto envolve dinheiro, mas estou-me cagando para o dinheiro. Quero é um sítio onde os livros sejam tratados com dignidade."
António Lobo Antunes, referindo-se à possibilidade de abandonar a editora Leya
Maio
"Admitir que se pudesse passar no BPI o que se passou no BCP, para mim, é ofensivo. Porque o que se passou no BCP é abaixo de tudo."
Fernando Ulrich, presidente do BPI, ao Diário Económico, em Maio
"Tenho o dever cívico de vos manifestar profunda indignação pela atitude do PS na 6ª feira na Assembleia da República a propósito do voto de pesar ao cónego Melo. Mesmo que ela tenha ocorrido após a vergonha da homenagem do seu Presidente ao Dr. A. J. Jardim: temos o direito - e o dever - de não nos habituarmos !"
Carta de Victor Louro, antigo deputado à Assembleia da República, enviada ao Grupo Parlamentar do PS. A Assembleia da República aprovou no dia 2/5 um voto de pesar pela morte do cónego Melo, com os votos favoráveis do CDS-PP e do PSD, a abstenção da maioria dos deputados socialistas e o voto contra do PCP, BE e PEV. O Parlamento fez depois um minuto de silêncio. Dois deputados do PSD, dezenas de deputados do PS e todo o grupo parlamentar do BE abandonaram a sala.
"Sugiro ao PS e aos seus responsáveis uma reflexão profunda sobre a pobreza, as desigualdades sociais, o descontentamento."
Mário Soares em artigo no Diário de Notícias
"O governo não está a dormir, à espera que o dr. Mário Soares faça um aviso."
Mário Lino, ministro das Obras Públicas
"Estamos a empurrar o país para a esquerda com a nossa inoperância. O Bloco de Esquerda e o PCP, daqui a nada, são 20% e isto não se passa em nenhum outro país da Europa."
Manuela Ferreira Leite, em entrevista à RTP
"De facto fumei no avião, com pessoas que vinham na minha comitiva, como o ministro da Economia, enquanto conversávamos. (...) Se por algum motivo violei algum regulamento, lamento o que fiz. Peço desculpa por isso e isso não voltará a acontecer. (...) Decidi deixar de fumar."
José Sócrates, que fumou no voo para Caracas, DN de 15/5
"Quem introduziu o calvinismo na vida política foi um primeiro-ministro que achou que devia fazer exibição política dos seus vícios."
Francisco Louçã, no debate parlamentar com o primeiro-ministro
"Tendo em conta que, deixando de fumar, Sócrates viverá mais tempo, não sei se a medida será benéfica para o País. Nesse sentido, é possível que não seja uma promessa, mas sim uma ameaça."
Ricardo Araújo Pereira na Visão, 22/5
"Não concordo nem discordo. O primeiro-ministro e o ministro do Trabalho intervieram na defesa da proposta de revisão do Código do Trabalho. Eu optei por não falar."
João Proença, justificando porque optou por ficar em silêncio na reunião da Comissão Política do PS que discutiu o Código do Trabalho, Público online, 21/5
"Dupla personalidade tem você"
João Proença, no final da mesma reunião, em resposta a um jornalista da TSF que lhe perguntou se estava perante um caso de "dupla personalidade".
"Os senhores agora têm que se habituar que eu já não tenho vida política"
Jorge Coelho aos jornalistas, depois de os accionistas da Mota-Engil SGPS, em assembleia geral, terem aprovado a sua nomeação para a vice-presidência do grupo
Junho
Hoje, eu tenho de sublinhar a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas."
Cavaco Silva no dia 10 de Junho
"É incompreensível que o mais alto representante da República veicule publicamente a pior imagética do anterior regime."
Fernando Rosas, historiador e deputado do Bloco de Esquerda
"A minha lealdade é com os milhares de portugueses que votaram socialista e estão neste momento desempregados ou precários."
Manuel Alegre, no Teatro da Trindade no dia 3 de Junho
"O Bloco de Esquerda é um epifenómeno, como foi o PRD. Espero que tenha o mesmo destino."
Renato Sampaio, presidente da Federação Distrital do Porto, que se arrisca a ter uma espera longa
"Concebo um sistema de ensino sem Ministério da Educação."
Daniel Sampaio, psiquiatra
Julho
"Trinta e cinco por cento dos pobres são pessoas que trabalham."
Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, no final de uma audiência com o presidente da República
"Não tenho dúvidas de que [eu e Pedro Santana Lopes] éramos mais representativos, intelectualmente mais sólidos, culturalmente mais bem preparados, politicamente mais experientes, ideologicamente mais esclarecidos, mais carismáticos e melhores comunicadores [do que Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel]."
Luís Filipe Menezes, ex-líder do PSD, em artigo de opinião no Diário de Notícias
"A família tem por objectivo a procriação."
Manuela Ferreira Leite, em entrevista ao Diário de Notícias (2/7), a propósito do casamento das pessoas do mesmo sexo.
"Será que, na mesma linha de raciocínio, [Manuela Ferreira Leite] pensa proibir o casamento para heterossexuais inférteis?"
Reacção da Ilga às palavras da dirigente do PSD
"Robin dos Bosques não se juntava aos ladrões do castelo para dividir os lucros."
Francisco Louçã no debate com o primeiro-ministro sobre o Estado da Nação
"Como a CGTP não assina nada, a UGT tem de assinar."
João Proença, em resposta à pergunta "Assina tudo o que o Governo lhe põe à frente?"na Sábado
Agosto
"Da mesma forma que a gente faz a reforma agrária na terra, vamos fazer uma reforma aquária na água."
Lula da Silva, presidente do Brasil, ao transformar a Secretaria das Pescas em Ministério
"Paulo Portas vai condenar o CDS a ser o partido do táxi."
Narana Coissoró, militante do CDS/PP
"Quero agradecer aos portugueses, porque toda a gente vê as minhas provas e quero pedir desculpa, porque estão a pagar para eu estar aqui e não consegui chegar à final."
Francis Obikwelu anunciando o fim da carreira de atleta de elite, onde levou Portugal à medalha de prata nos 100 metros das olimpíadas de 2004
"Os prémios são sempre agradáveis, sobretudo quando vêm com muito dinheiro."
António Lobo Antunes, escritor, vencedor do Prémio Camões
Setembro
"Sócrates fingiu que não lia o discurso, mas fazia-o através de um ‘powerpoint'".
Manuela Ferreira Leite sobre o comício de ‘rentrée' política do PS em Guimarães, que acusou de ser uma "lamentável ostentação de riqueza".
"Os alunos vão ter aulas ali? Pensava que fossem contentores para as obras."
José Sócrates, primeiro-ministro, numa visita à Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa
"São monoblocos para os alunos terem aulas, eles depois nem querem sair daqui."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, justificando que os contentores tinham ar condicionado e eram melhores do que pareciam
"Achei que conseguiria, com tempo e persuasão, convencer o dr. Nobre Guedes a não se afastar
Paulo Portas justificando ter demorado um ano para informar a renúncia do seu vice-presidente
"Durante o último ano, a minha vida política foi rigorosamente igual à de Nobre Guedes: eu não tive interesse em desempenhar cargos no CDS, não compareci numa única reunião do partido nem participei em qualquer iniciativa partidária. Por isso, há uma possibilidade muito forte de eu ter sido vice-presidente do CDS sem saber."
Ricardo Araújo Pereira, na Visão, 11/9
"O tempo da facilidade acabou."
José Sócrates, acerca dos professores sem colocação
"A casa foi-me atribuída legalmente. O contrato de arrendamento era legal."
Ana Sara Brito, vereadora do PS responsável pela Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa, explicando porque morou durante 20 anos numa casa da Câmara, pela qual pagava uma renda de 146 euros
"Verifica-se que a generosidade do regime de subsídio de desemprego (...) continua a contribuir para um nível elevado de desemprego de longa duração."
Boletim Económico do Banco de Portugal, Outono de 2008
"É uma loucura, são declarações de quem está mal com a vida e consigo própria, devia repensar a sua posição no partido. Não é um discurso político, é um discurso a necessitar de Lexotan".
José Lello, dirigente do PS, referindo-se às críticas de Ana Benavente à política do governo
Outubro

"Fiquei surpreendido por ver como as vacas avançavam uma a uma e se encostavam ao robot, sentindo-se deliciadas enquanto este realizava a ordenha"
Cavaco Silva, referindo-se a um robot existente numa exploração que visitou, JN 3/10
"O aumento do salário mínimo nacional roça o nível da irresponsabilidade."
Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, num almoço com empresários em Lisboa, depois de o primeiro-ministro ter confirmado que o salário mínimo nacional de 2009 seria aumentado para 450 euros, conforme acordado desde Dezembro de 2006 na Concertação Social
"Se houver uma proposta da Comissão Europeia para se acabar com todos os off-shores, eu serei o primeiro a dizer que sim."
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, no Parlamento
"Até o Magalhães o abria."
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, ao entregar no Parlamento o Orçamento do Estado de 2009 numa pen, três horas e meia depois do horário inicialmente previsto. Horas depois, os grupos parlamentares denunciaram que faltavam os relatórios e os mapas, sem os quais o Orçamento fica ininteligível.
"Todos os meus assessores usam este computador. Não precisam de outro."
José Sócrates, referindo-se ao Magalhães, na cimeira Ibero-americana
Novembro
"Sócrates nem sequer se apercebe, que, quando diz que o computador é resistente aos líquidos, pela cabeça daqueles adultos empedernidos, os líquidos que se imaginam não são propriamente nem água, nem leite, nem iogurte."
José Pacheco Pereira, no blogue Abrupto, 2/11
"[Ao] desemprego de Cabo Verde, ao desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".
Manuel Ferreira Leite, interrogada se não considera que "as obras públicas ajudarão, pelo menos, ao factor desemprego"
"Eles não precisam de 80 euros para ir beber cervejas, comer doces ou serem roubados pelos filhos."
Maria José Nogueira Pinto, nas Jornadas Parlamentares do PSD, explicando porque é contra o Complemento Solidário para Idosos
"O montante das dívidas sempre foi e é todos os anos transparente, quando todos os serviços do Ministério da Saúde publicam as suas contas. Portanto é só fazer as contas para se saber o montante das dívidas".
Francisco Ramos, Secretário de Estado da Saúde, respondendo à pergunta «Qual o valor da dívida da saúde?» formulada pelos jornalistas na Assembleia da República
"Essas coisas do Financial Times são muito subjectivas. Eu, por exemplo, acho que os ingleses se lavam pouco."
Nogueira Leite, economista, sobre o ranking publicado no influente diário económico britânico, que aponta Teixeira dos Santos como o pior ministro das Finanças da União Europeia
"Mesmo quando a supervisão não descobre fraudes, não significa que não faça nada. Faz e muito."
Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, sobre o caso BPN
"Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Trata-se do rigoroso oposto do 'golpe do baú': o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge."
Ricardo Araújo Pereira na Visão, 27/11
"Estas manifestações também servem para fazer chantagem não apenas sobre a ministra da Educação mas sobre as escolas e os professores (...) e esse é o objectivo."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, em entrevista à RTP, referindo-se à manifestação de 120 mil professores em Lisboa, 8/11
"Peço desculpa aos senhores professores por ter causado tanta desmotivação."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação
"Uma carta de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS'."
Maria de Lurdes Rodrigues em entrevista ao Público, partilhando um dos bons momentos que teve no ministério da Educação
"Lamento ter dito algumas coisas que não deveria dizer."
George W. Bush à CNN, ao fazer o balanço do seu mandato
"Os portugueses têm de poupar mais e comprar menos Mercedes."
António Borges, vice-presidente do PSD
"É muito difícil explicar a uma criança as diferenças entre o PS e o PSD."
Patrícia Reis, escritora e jornalista
"A Coreia do Norte está numa zona do planeta que liga muito aos chefes."
Odete Santos, em entrevista à SIC Notícias, 29/11
"Umas breves considerações sobre o BE. (...) Com carácter social-democratizante disfarçado por um radicalismo verbal esquerdizante."
Jerónimo de Sousa, na abertura do Congresso do PCP
Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para pôr tudo em ordem e depois voltar à democracia."
Manuela Ferreira Leite, criticando o ataque do governo aos professores e funcionários públicos
«Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite», defendeu.
Manuela Ferreira Leite, admitindo ter alguma dificuldade em passar a sua mensagem através dos meios de comunicação social
Dezembro
"Eu acreditaria em mim."
Dias Loureiro, a propósito do caso BPN
"O Banco Privado Português (BPP) não tem um impacto sistémico no sector financeiro nacional, dado o peso pouco significativo de depositantes que tem."
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças (24/11)

"Em virtude dos riscos de contágio que aquela situação potencialmente comporta, foi possível obter a concordância de outras instituições de crédito para prestar apoio financeiro ao Banco Privado Português..."
Comunicado do Banco de Portugal, justificando o plano do Banco de Portugal e do governo para financiar o BPP, 2/12
"Estou sempre tranquila. Uma coisa que me caracteriza é a tranquilidade."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, no dia da greve de professores, em 3 de Dezembro
"Iniciada a avaliação a sério este ano, estarei aberta à discussão das alterações ao modelo e até à sua substituição."
Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, no dia 4 de Dezembro, perante os deputados da comissão parlamentar
"Isto é um beijo de despedida do povo iraquiano, cão"
Muntader al-Zaidi, jornalista de 29 anos que tentou atingir o presidente dos EUA, George W. Bush, com os seus sapatos durante uma conferência de imprensa em Bagdad

26/12/2008

Revista que explora 'culto ao corpo' gera polêmica no Líbano



Jasad já enfrenta pressão de grupos opositores


Uma revista que explora temas tabus na sociedade árabe chegou às bancas nesta segunda-feira no Líbano em meio a muita controvérsia.A revista intitulada Jasad (Corpo, em árabe) é uma das raras publicações a explorar temas eróticos no país. A capa da primeira edição mostra uma mulher nua envolta em um pano de seda.
A revista trimestral foi idealizada pela poeta e jornalista libanesa Joumana Haddad, e contará com colaboradores de vários países do mundo árabe como Egito, Marrocos, Síria, Territórios Palestinos e Arábia Saudita.
“A revista é um sonho antigo, uma extensão do meu trabalho como poeta, uma forma de me expressar”, disse Haddad, também editora de cultura do jornal diário An Nahar.
Ela defende a publicação como uma forma de tentar recuperar uma antiga tradição literária na língua árabe, que se perdeu pela "influência religiosa na vida diária da sociedade”.
"Escritores árabes produziram textos maravilhosos, e com conteúdos que exploravam o corpo, entre os séculos 10 e 13, como Mil e Uma Noites."
Restrições
Uma publicação como Jasad não passa despercebida em uma região conservadora como o mundo árabe, onde publicações sofrem restrições mesmo em países como o Líbano, considerado mais liberal em relação a outros.
Nas bancas de Beirute pode-se encontrar revistas e livros pornográficos, mas de origem estrangeira. A Jasad seria a primeira publicação verdadeiramente libanesa.
Antes mesmo de ser lançada, o projeto já sofreu oposição de alguns grupos.
Haddad disse que não apenas os muçulmanos, mas também os cristãos mais conservadores desaprovam sua revista. Muitos a aconselharam a não levar adiante seu projeto.
Recentemente, em uma feira de livros em Beirute, um pôster da revista foi arrancado por um indivíduo que acusou a imagem da capa de ser “proibida”.
“Inclusive amigos me falaram que eu deveria repensar o projeto, que poderia me trazer problemas. Confesso que comecei a ficar nervosa com esta atenção toda, mas não tenho medo, pois, felizmente, vivo num país mais livre como o Líbano”, salientou ela.
O nível de tolerância no mundo árabe varia dependendo do país. Mas, em geral, há repressão a idéias que quebrem os tabus sobre temas como virgindade, erotismo e homossexualidade.
Mas ano após ano, com a globalização e acesso à internet, governos da região vêm encontrando cada vez mais dificuldades em controlar a produção cultural que difere das normas pré-estabelecidas.
A revista contará com artigos, fotos, arte e ilustrações que falarão sobre o culto ao corpo, erotismo e sexo. Os autores assinarão os trabalhos usando seus nomes, e não com pseudônimos.
Haddad lançou a revista como forma de se expressar “No Líbano, a revista Jasad, com 200 páginas, será vendida em envelopes plásticos lacrados como “publicação adulta”. No exterior, ela será entregue para assinantes que pagarão 130 dólares por todas as quatro edições anuais.
De acordo com a jornalista, já há assinantes no Egito, Marrocos, Tunísia e até a Arábia Saudita, considerado o país mais conservador do mundo árabe.
“Tenho esperanças de que o projeto dará muito certo, tudo está sendo feito com muita paixão”, declarou Haddad, que começou a colocar em prática o projeto da revista há dois anos.
Empreendimento
O site da revista, que também vai mostrar seu conteúdo, contará com um fórum de discussão e que tentará estimular o livre debate sobre o corpo.
“Estou ciente que teremos muitas polêmicas, por isso vamos controlar os comentários no site. Sei que seremos ofendidos por aquelas pessoas mais fanáticas”.
Para realizar seu projeto pessoal, a poeta libanesa fundou sua própria editora e conseguiu um distribuidor que se comprometeu a não interferir no conteúdo.
O Ministério da Cultura autorizou a publicação sem nenhum problema, segundo Haddad. Mas para a revista se tornar realidade, ela investiu dinheiro do próprio bolso.
"Já estou negociando publicidade para manter o empreendimento, mas será uma relação aberta e honesta."
O logotipo do título da revista contém, inclusive, uma algema que representa a “prisão das pessoas em discutir o corpo”.
“Eu mesma fui criada de uma maneira tradicional, conservadora. Claro que respeito os hábitos e opiniões, mas quero fazer algo para mim e dar a chance para outros se expressarem”,
salientou.

16/12/2008

ILIBADO!...

O Campeão Nacional de estrada, na versão de fundo, João Cabreira, ganhou o braço-de-ferro com a FPC. Na verdade, e não fora a cega "cruzada" por parte da FPC, mesmo que para isso tivesse que atropelar os seus próprios Regulamentos, era insustentável a acusação em relação ao João. Só quem acha que quem quer, pode e manda poderia ter penalizado o corredor quando, e segundo os próprios regulamentos da FPC, não havia por onde lhe pegar. Não são os corredores, muito menos os jornalistas imparciais quem vem debitar leituras do regulamento. Um corredor tem 24 horas para se sujeitar a um controlo inopinado se, por acaso, falhar o primeiro. NINGUÉM, frisou isto. Sabiam-no, mas adulteraram a informação. Ora acontece que, funcionando esta regra, DE FACTO o João Cabreira não podia - porque tudo indicava que estava na posse da razão - ter sido acusado. O João Cabreira foi ilibado de uma acusação que se revelou frágil, sem pernas para andar....Esperam-se desculpas públicas. Ao mesmo tempo, o castigo de um ano ao Pedro Cardoso foi reduzido a seis meses!... Tudo bem, mas quem é que os vais ressarcir do mal que lhes foi feito? Pela FPC...Vamos deixar que saia impune destas decisões que foram revogadas?
in Veloluso

13/12/2008

Cavaco manda código do trabalho para o Tribunal Constitucional



O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva do diploma de revisão do Código do Trabalho, aprovado a 7 de Novembro no parlamento. Cavaco tem dúvidas sobre o alargamento do período experimental de três para seis meses. Na altura do debate parlamentar, a oposição acusou o PS de com esta medida contribuir para o aumento da precariedade.
"A norma em causa, que alarga para 180 dias a duração do período experimental da generalidade dos trabalhadores, suscita particulares dúvidas, no caso do trabalho indiferenciado, quanto à sua conformidade com a exigência de proporcionalidade das leis restritivas de direitos, liberdades e garantias." pode ler-se na nota publicada no site da Presidência da República.
O Tribunal Constitucional tem agora 15 dias para se pronunciar sobre a constitucionalidade da medida. Na altura do debate parlamentar, vários partidos da oposição acusaram o Partido Socialsita de com esta medida promover a precariedade. Ainda antes, o professor de Direito laboral na Universidade de Coimbra, Jorge Leite, considerou que ela "viola a estabilidade de emprego", ficando um "empregador com mais vantagem em ter um trabalhador à experiência do que um com contrato a termo".A revisão do código do trabalho foi votada no passado dia 7 de Novembro na Assembleia da República e aprovada com os votos favoráveis do PS, abstenção dos partidos da Direita e votos contra de BE, PCP, PEV, MPT e cinco deputados do PS (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e a independente Matilde Sousa Franco).

05/12/2008

Espanha: Dois portugueses mortos no naufrágio de barco de pesca


Uma vez mais as Caxinas de luto

- Dois dos três pescadores mortos no naufrágio do barco de pesca "Rosamar" são portugueses, estando por identificar a terceira vítima mortal, disse hoje fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
"Dois mortos são portugueses e o terceiro ainda não se conseguiu identificar", disse a fonte.
O barco de pesca "Rosamar" naufragou hoje a 24 milhas a norte de Burela, na costa da Galiza, com oito portugueses e cinco indonésios a bordo.
Até ao momento, as autoridades espanholas conseguiram resgatar cinco tripulantes com vida e registaram três mortos e cinco desaparecidos.
Dos tripulantes resgatados por um helicóptero do Governo Regional da Galiza, três são portugueses e dois são indonésios.
Contactado pela Agência Lusa, o armador do "Rosamar", Jesus Lavayel, disse não dispôr para já de qualquer informação oficial, estando neste momento a deslocar-se da localidade de Burela para a Corunha, onde espera obter dados sobre o naufrágio do navio, para depois informar as famílias das vítimas.
"Não sei de nada. O Salvamento Marítimo não me dá qualquer informação. Vou agora para a Corunha, onde devo chegar por voltas 16:00 (de Lisboa)", disse.
O responsável da empresa Pescarias LDA confirmou que a tripulação era composta por oito portugueses e cinco indonésios, escusando-se a avançar mais detalhes sobre os tripulantes.
As operações de busca dos tripulantes desaparecidos continuam, estando a ser utilizados um helicóptero, um avião, um rebocador e duas embarcações de intervenção rápida.
O barco de pesca "Rosamar" está registado na capitania do Porto de Leixões, mas é propriedade de armadores de Burela.

03/12/2008

Lei suspensa a pedido discrimina contribuintes

Segundo Jornal de Noticias de hoje, o Imposto sobre valorização de terrenos em 21 concelhos não é cobrado em Paredes e Vila do Conde.
Fiscalista Saldanha Sanches garante que os despachos são ilegais
As Finanças cobram em 19 concelhos um imposto especial sobre terrenos suspenso em Paredes e em Vila do Conde que devia ter sido revisto há nove anos. Um caso de desigualdade fiscal e de suspensão ilegal de uma lei.
Em causa está o Decreto-Lei n.º 43/98, que cria uma contribuição especial de 30% sobre a valorização de terrenos pelas circulares rodoviárias nas regiões de Lisboa e Porto (CRIL, CREL, CRIP e CREP), que já vigorava nas zonas de influência da ponte Vasco da Gama e da Expo 98 (DL n.º 51/95 e DL n.º 54/95). Entre 2003 e 2007, as três renderam ao Estado mais de 26,4 milhões de euros, dos quais 11,7 milhões foram entregues a 19 autarquias e à Parque Expo 98 (infografia). O imposto incide sobre a diferença entre o valor dos terrenos na data do requerimento de licença de construção ou de obra e o seu valor em 1 de Janeiro de 1992 (zonas da Ponte Vasco da Gama e da Expo) e de 1994 (circulares de Lisboa e Porto).
O problema surgiu em 1999, quando contribuintes de Gandra, Paredes, reagiram. "Havia algo errado", conta José Mota, o contabilista que liderou o movimento popular para "anular a injustiça". Só "muito marginalmente em dois pontos do seu extremo ocidental" confinantes com Sobrado, Valongo, a freguesia seria beneficiada pela A41 e nenhuma freguesia de Valongo, Gondomar ou Santo Tirso é abrangida, esgrimia.
Recusando ser uma "ilha de excepção fiscal", Gandra protestou junto do poder; manifestou-se; boicotou as eleições europeias e legislativas de 1999; pediu ajuda ao Provedor de Justiça contra a violação do princípio da igualdade tributária; clamou que não extraía vantagem económica da via.
O ministro das Finanças de então, Joaquim Pina Moura, reconheceu (despachos de 8 de Outubro 1999 e de 31 e Maio de 2000) a falta de "condições objectivas que sustentem a aplicação do imposto" em Gandra, mandou arquivar os processos e ordenou que fosse "alterada rapidamente" a incidência da contribuição na Lei do Orçamento do para 2001. Tudo ficou na mesma. "Desconhecemos a existência de estudos ou propostas legislativas (...) conducentes à alteração/revisão das áreas geográficas abrangidas no citado diploma", responde o MF.
Em 23 de Dezembro de 1999, a Câmara de Vila do Conde, invocando situação idêntica à de Gandra, pediu a "imediata suspensão" da contribuição no concelho, "até que haja um estudo concreto e pormenorizado que garanta que a fixação seja lógica e justa". O imposto aplica-se segundo a freguesia e não em função da proximidade das vias, argumenta o seu presidente, Mário Almeida. Samora Correia, em Benavente, é um bom exemplo: dista 20 quilómetros da Ponte de Vasco da Gama, mas paga a contribuição.
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais na época, Manuel Baganha, anuiu. Em 23 de Fevereiro de 2000, mandou "suspender todas as operações de avaliação e liquidação" da contribuição em Vila do Conde "enquanto não for revisto o Regulamento". Mas não noutros municípios. O presidente de Benavente, António José Ganhão, critica a distinção "inaceitável e censurável". Em Samora Correia não há valorização dos terrenos e nem sequer há construção até à ponte numa área de 160 quilómetros quadrados, por ser zona de protecção especial, nota.
E aponta a ilegalidade da suspensão de um decreto por um despacho. O fiscalista Saldanha Sanches, da Universidade de Lisboa, atira: "não há qualquer saída - os despachos são ilegais e a lei deveria ter sido revogada por outra". O administrativista Vieira de Andrade, da Universidade de Coimbra, admite que certas operações poderiam ser suspensas pelo prazo razoável para o rever. "Nove anos equivale à suspensão da lei na prática".

02/12/2008

A luta dos professores



Os professores fazem hoje uma greve nacional sob o lema "Vamos avaliar o Ministério de Educação fechando as escolas". A expectativa é que seja a maior e mais participada greve de professores de sempre. Sindicatos e movimentos divulgaram apelos para que a greve seja activa, e inúmeras concentrações estão a ser convocadas para a frente das escolas e para praças públicas.
Segundo a Fenprof, já são mais de 370 as escolas/agrupamentos que suspenderam o processo de avaliação de desempenho que o governo quer impor. As simplificações de última hora anunciadas pelo governo não tiveram qualquer efeito na mobilização docente, com os professores a argumentar que o processo está errado no seu todo e que só a suspensão da sua aplicação poderá permitir o reinício das negociações.
Para a Fenprof, o ME e o governo "não souberam interpretar, como deveriam, as evidências da indignação dos professores, como não souberam ou não quiseram escutar as suas propostas. Hoje o conflito está muito mais agravado e obriga o governo a criar condições para que se construa uma solução de consenso que tenha, como pressuposto, a suspensão do modelo de avaliação. A greve de 3 de Dezembro será um grande momento de protesto e confirmação das posições dos professores."
Após a greve, nos dias 4 e 5, os sindicatos organizam uma vigília dia e noite em frente ao Ministério da Educação. E no dia 6, os movimentos organizam em Leiria um encontro das escolas em luta.

01/12/2008

Subida do nível do mar é mais rápida que o previsto, avisa WWF



Mesmo um aumento médio da temperatura inferior a 2ºC pode ser o suficiente para despoletar a perda do gelo do Ártico e da Gronelândia, causando a subida do nível do mar em vários metros, revela um relatório publicado hoje pela WWF. Uma semana antes da reunião climática da ONU em Poznan, Polónia, a WWF analisa os mais recentes dados científicos e chega à conclusão que a Humanidade está perto da última oportunidade para manter o aquecimento do Planeta abaixo do nível perigoso de 2ºC.
"A ciência mais recente confirma que estamos agora a assistir a consequências devastadoras do aquecimento global que apenas eram esperadas décadas à frente", afirmou Kim Carstensen da WWF.
"O derretimento mais recente no Ártico e Gronelância pode despoletar efeitos de feed-back que tornam as alterações do clima perigosas, acelerando o aquecimento mais que o previsto", disse.
"Os responsáveis políticos não podem arriscar perder uma segunda oportunidade no desenho de estratégias para enfrentar estes avisos urgentes da natureza.
O Planeta está agora a enfrentar um nova fase de alterações, aumentando as dificuldades da adaptação e mesmo a impossibilidade de reversão daqui a pouco tempo.
Os governos em Poznan devem acordar num pico e redução das emissões bem antes de 2020 para dar às pessoas esperança razoável de que as alterações do clima podem ainda ser contidas em limites que previnem o pior.
Além de debates construtivos em Poznan precisamos de ver sinais para a acção imediata",
referiu.
A capacidade de armazenamento de CO2 dos oceanos e da superfície terrestre - os reservatórios naturais do Planeta - têm decrescido em 5% nos últimos 50 anos. Ao mesmo tempo, as emissões de CO2 provenientes do combustíveis fósseis têm aumentado - quatro vezes mais rápido nesta década que na anterior. "Nós estamos num ponto em que o nosso sistema climático está a ficar fora de controlo. Um único ano é o que nos resta para chegar a acordo sobre um novo tratado global que possa proteger o clima, mas as conversações da ONU do próximo ano em Copenhaga apenas poderão ter como resultado este tratado se da reunião de Poznan resultar uma forte negociação", disse.
Fonte: WWF