20/01/2009

AI VARZIM VARZIM...POR QUEM ESTÁS DIRIGIDO



... Marco Cláudio quis bater com a porta.
É o que indica a edição deste domingo do jornal O Jogo:
-
Marco Cláudio queria sair

Com dois meses de salários em atraso, o médio Marco Cláudio, que termina contrato em Junho, apresentou a carta de rescisão, obrigando a Direcção do Varzim a regularizar Novembro e Dezembro. Desta forma, os dirigentes, que temiam a saída do jogador para outro clube, resolveram a questão, tendo agora de encontrar soluções para pagar os vencimentos atrasados ao restante grupo de trabalho.
-
Como não é caso único, o plantel poderá conhecer dias de grande instabilidade no futuro próximo. O reflexo será evidente nas exibições e nos resultados, o desânimo vai tomar conta dos adeptos... e este será mais um ano em que vemos o projecto da subida a não passar disso mesmo... UM PROJECTO!
Mas, já agora, o Varzim não encaixou €400 mil com a venda do Yazalde?
Onde está o dinheiro? O Braga já pagou?
É que esse montante seria, no mínimo, suficiente para honrar os compromissos salariais com os atletas.
Preto No Branco

Sábado, Janeiro 17, 2009

-
14.ª jornada - Domingo, 11 Janeiro, 2009-

Rui Dias terá certamente ficado nervoso quando no final do jogo alguns adeptos exibiram os lenços brancos em sinal de descontentamento com as últimas exibições da equipa.
Tão nervoso que até disse na sala de imprensa que "se o jogo se repetisse" nas condições em que decorreu e "se a equipa fosse um pouco mais feliz do que foi" na tarde de ontem, o resultado seria uma vitória "não por 2-1, não por 3-1... mas provavelmente por 4 ou 5-1".
Foi esta a resposta que o técnico varzinista deu à pergunta de um repórter de uma rádio local sobre se o Varzim teria dado (ou não) 45 minutos de avanço ao Covilhã.
Olhando à forma como o jogo decorreu, parece-me que a pergunta faz todo o sentido... e a resposta soa a enormidade.
Daquelas que às vezes se ouve por aí quando os treinadores querem bater com a porta mas não querem sair pelo próprio pé.
Objectivamente o Varzim x Covilhã que acabou com um golo para cada lado foi um jogo grosso modo interessante entre duas equipas em igualdade de circunstâncias na tabela e com qualidade equiparada. Se na primeira parte mandaram os Leões da Serra (fazendo uso da velocidade, dos contra-ataques perigosos... e dos erros de palmatória da defensiva poveira), na etapa complementar o domínio pertenceu completamente a um Varzim com atitude renovada e disposto a anular o golo do adversário... marcado a meio do primeiro tempo por Elivelton, na sequência de uma infantil perda de bola a meio campo associada à descompensação defensiva que foi uma constante nos primeiros 45 minutos.
--
Mas na segunda parte, o Varzim foi muito mais equipa. Corrigiu algumas falhas de marcação, anulou em larga medida as progressões do Covilhã a partir do meio campo e apontou a mira à baliza adversária. Massacrou a equipa de Hélio Sousa até aos limites... tanto que eu até diria que um eventual triunfo não seria escândalo nenhum.
Mas se, às vezes, teve azar na forma como falhou, noutras (e não tão poucas como isso) foi notório um certo estado de inaptidão da linha avançada. Nomeadamente de Miran.
No início eu até entendia o porquê da utilização daquela 'torre' de um metro e noventa e tal de altura. Era - como Rui Dias dizia - uma referência de ataque fundamental, não tanto para facturar, mas para abrir os espaços necessários para que outros pudessem encontrar caminho aberto para a baliza adversária. Hoje nem isso.
O ponta de lança brasileiro denota sérias dificuldades em lances divididos, hesita na hora de passar ou rematar, não tem noção de localização no terreno na hora de se desmarcar. Está claramente em baixo de forma ou em crise de confiança. Está a precisar muito de um golo para arrebitar. Esteve até perto disso... por duas vezes... mas falhou!
Ao lado dele, um Bruno Moreira que vem de uma lesão e que procura - dentro da medida do possível - colmatar o lugar vago que Yazalde deixou na dianteira alvi-negra.
Também ele passou, por vezes, ao lado do jogo. Depois, as substituições: nenhuma delas teve resultados significativos... ou pelo menos os efeitos que Rui Dias desejaria.
Confesso que a que mais entusiasmou foi a entrada de Mendonça para o lugar de um desinspirado Marco Cláudio (também ele recém recuperado de uma lesão).
Nos minutos imediatamente a seguir à sua entrada em campo, o internacional angolano até deu novo ritmo à manobra ofensiva, com trocas sistemáticas de flanco e bastante seguro na hora de garantir mais posse de bola. Sol de pouca dura.
Neste Varzim em restruturação atacante, teve de ser um central a resolver.
--
Ruben, na sequência de um pontapé de canto, marcou de cabeça o tento que permitiu ao Varzim não perder a partida frente ao Covilhã.
E voltando ao início do texto, à pergunta que iniciou a conferência de imprensa de Rui Dias (que fui ouvindo atentamente a caminho de casa), penso que seria mais honesto da parte do técnico varzinista admitir que a equipa andou 45 minutos com um rendimento aquém do desejado, em vez de entrar na clássica matemática das oportunidades e dos cantos que tivemos a mais em relação ao nosso adversário.
O que ontem aconteceu foi fruto de uma notória falta de atitude que mudou como da noite para o dia durante a segunda parte.
Grande deve ter sido o puxão de orelhas ao intervalo.
Mas o que verdadeiramente me inquieta é o desconhecimento da origem desta situação.

Preto No Branco


ESTES DOIS ARTIGOS DO BLOG PRETO NO BRANCO, OBRIGA-ME A TECER ALGUNS COMENTARIOS, aSSIM


É DE FACTO VERDADE QUE RUI DIAS ANDA NERVOSO

SE AINDA NÃO REPARARAM A CULPA DOS MAUS RESULTADOS PASSOU A SER DOS JOGADORES E NÃO DELE

FALA DO ALTO DO PEDESTAL QUANDO AINDA HÁ POUCO TEMPO ERA BASTANTE HUMILDE

APOSTA EM JOGADORES NITIDAMENTE EM BAIXO DE FORMA

ESTA´POR CERTO A PRETENDER BATER COM A PORTA, COMO DIZ O PRETO NO BRANCO , SEM DAR O PRIMEIRO PASSO


A VITORIA EM VIZELA É OBRIGATORIA


NO CASO DE NÃO ACONTECER O VARZIM TEM DE ENCONTRAR SOLUÇÕES RAPIDAMENTE POIS ARRISCA-SE A LUTAR PARA NÃO DESCER DE DIVISÃO

Sem comentários: