16/08/2009

Polícia agredido quando tentava controlar desacato num café

Um agente da PSP da Póvoa de Varzim sofreu hoje, domingo, ferimentos ligeiros quando tentava controlar um indivíduo que estava a provocar desacatos num café desta cidade.
Segundo a oficial dia do Comando Metropolitano da PSP do Porto, o agente sofreu escoriações ligeiras no braço esquerdo.
O carro patrulha foi chamado cerca das 08:30 ao estabelecimento para tentar impor a ordem, mas à chegada um de dois indivíduos que estava a causar distúrbios e danos materiais reagiu mal à presença da polícia e não acatou as ordens.
"Houve confronto físico, tendo sido necessário recorrer aos meios adequados ao dispor para deter o indivíduo que segunda-feira terá de se apresentar em tribunal", acrescentou a fonte.

15/08/2009

Palácio Hotel volta a estar à venda


O Palácio Hotel de Vila do Conde está no mercado. A actual proprietária, a empresa Irmãos Gomes Ferreira, diz que a venda está a ser influenciada "pela actual conjuntura económica", mas não adianta o preço.
A empresa adquiriu, em 2002, à Mundial Confiança, o terreno que era constituído pelo Palácio Hotel e por uma oficina de carros, no cruzamento do Centro da Juventude, junto aos jardins da Avenida Júlio Graça.
Na altura, a ideia do negócio era concretizar em todo o terreno (dois mil metros quadrados) um projecto da autoria do arquitecto Siza Vieira, que contemplaria um hotel de quatro estrelas com 55 quartos, 18 habitações T2, T3 e T4 duplex, e seis estabelecimentos comerciais.
Todavia, sete anos depois, "circunstâncias do mercado e não só levaram a que, até hoje, o projecto não tivesse saído do papel", explicaram, por escrito, ao JN, os administradores da firma Irmãos Gomes Ferreira. Daí que a solução passe agora pela venda do imóvel. "A intenção de venda já vinha sendo pensada pela administração há algum tempo, sendo que foi no meio da crise imobiliária que isto aconteceu", acrescentaram.
Seja como for, a empresa sublinha que "não venderá o hotel a qualquer preço", mesmo tendo consciência que a alienação do edifício lhes dará "hipótese de construir habitações de qualidade", que é, segundo dizem, "é a vocação da empresa".
Por referir estão os valores da venda. "Somos defensores que os potenciais interessados deverão, antes de mais, ser devidamente elucidados do projecto", explicam os Irmãos Gomes Ferreira.
Segundo o JN conseguiu apurar, quando há dez anos a Câmara de Vila do Conde esteve interessada em comprar o hotel, para a criação de uma pousada da juventude, o preço ultrapassava os 500 mil euros.
"Só que na altura o proprietário da garagem tinha direito de opção de compra e acabou por ficar com ele", explicou Mário Almeida, presidente da Autarquia. Sem querer entrar em pormenores, a empresa Irmãos Gomes Ferreira assinalou que um dos motivos para que o projecto de Siza Vieira não tenha saído do papel ficou a dever-se à sua localização, que seria, segundo diversos grupos hoteleiros, "de todo inviável". Já para as habitações e lojas "chegou a haver interessados". "À volta de 70 potenciais compradores", revelaram.

650 mil "votos fantasma" nos cadernos eleitorais


Os cadernos eleitorais portugueses contam com cerca de 650 mil eleitores que não existem de facto, um número que cria uma abstenção fictícia de cerca de sete por cento, mas que conta para a estatística final.
De acordo com a última actualização dos cadernos eleitorais, divulgada pela Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) em Julho, existem mais de 9,3 milhões eleitores portugueses nos cadernos nacionais, um número que não é verdadeiro porque só existem 8,6 milhões de portugueses maiores de idade, segundo as estimativas de população residente de 2008 do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Nas eleições europeias, Portugal registou 63,5 por cento de abstenção, um número que na realidade é sete pontos mais baixo porque existem 650 mil números de cartões de eleitores referentes a pessoas que já morreram ou não residem em Portugal.
A Lusa procurou esclarecer esta questão com a DGAI, que rejeitou qualquer responsabilidade, salientando que os dados do recenseamento são "actuais e consolidados" com base na informação obtida automaticamente nos sistemas de identificação civil, incluindo a plataforma do cartão de cidadão.
A reforma do recenseamento eleitoral retirou da "clandestinidade eleitoral" mais de 300 mil de cidadãos jovens eleitores que nunca haviam estado recenseados, explicou a mesma fonte da DGAI.
"Os números reflectem ainda os milhares de cidadãos que, de acordo com a Lei da nacionalidade com regras mais justa, obtiveram a nacionalidade portuguesa. Acresce que um número significativo de pessoas, que não residem no país, mantêm bilhete de identidade nacional com residência em Portugal", referiu.
Para o sociólogo André Freire esta é uma diferença "grave" que influencia a abstenção e "custa dinheiro aos contribuintes", visto que o número de mandatos depende do número de pessoas inscritas, sendo "urgente" a sua resolução.
Contactada pela Lusa, a Comissão Nacional de Eleições não quis fazer qualquer comentário em relação a este assunto. A nível local também se verificam diferenças entre o número de eleitores e o total de habitantes por concelho.
Exemplo disso é o que acontece nos distritos de Bragança e Vila Real, em que todos os concelhos têm mais eleitores que habitantes.
Esta realidade tem vindo a alterar-se desde o lançamento do Cartão do Cidadão, que obriga os portadores a votar onde residem e não onde estavam recenseados.
A partir de agora, os eleitores ficam automaticamente inscritos na freguesia correspondente à morada que tenham indicado no pedido do cartão.
Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna, até às Europeias foram enviadas 265 mil notificações (informando a freguesia e número de inscrição) para eleitores que, por terem obtido o Cartão de Cidadão, foram inscritos pela primeira vez ou alteraram o seu recenseamento.