15/08/2009

Palácio Hotel volta a estar à venda


O Palácio Hotel de Vila do Conde está no mercado. A actual proprietária, a empresa Irmãos Gomes Ferreira, diz que a venda está a ser influenciada "pela actual conjuntura económica", mas não adianta o preço.
A empresa adquiriu, em 2002, à Mundial Confiança, o terreno que era constituído pelo Palácio Hotel e por uma oficina de carros, no cruzamento do Centro da Juventude, junto aos jardins da Avenida Júlio Graça.
Na altura, a ideia do negócio era concretizar em todo o terreno (dois mil metros quadrados) um projecto da autoria do arquitecto Siza Vieira, que contemplaria um hotel de quatro estrelas com 55 quartos, 18 habitações T2, T3 e T4 duplex, e seis estabelecimentos comerciais.
Todavia, sete anos depois, "circunstâncias do mercado e não só levaram a que, até hoje, o projecto não tivesse saído do papel", explicaram, por escrito, ao JN, os administradores da firma Irmãos Gomes Ferreira. Daí que a solução passe agora pela venda do imóvel. "A intenção de venda já vinha sendo pensada pela administração há algum tempo, sendo que foi no meio da crise imobiliária que isto aconteceu", acrescentaram.
Seja como for, a empresa sublinha que "não venderá o hotel a qualquer preço", mesmo tendo consciência que a alienação do edifício lhes dará "hipótese de construir habitações de qualidade", que é, segundo dizem, "é a vocação da empresa".
Por referir estão os valores da venda. "Somos defensores que os potenciais interessados deverão, antes de mais, ser devidamente elucidados do projecto", explicam os Irmãos Gomes Ferreira.
Segundo o JN conseguiu apurar, quando há dez anos a Câmara de Vila do Conde esteve interessada em comprar o hotel, para a criação de uma pousada da juventude, o preço ultrapassava os 500 mil euros.
"Só que na altura o proprietário da garagem tinha direito de opção de compra e acabou por ficar com ele", explicou Mário Almeida, presidente da Autarquia. Sem querer entrar em pormenores, a empresa Irmãos Gomes Ferreira assinalou que um dos motivos para que o projecto de Siza Vieira não tenha saído do papel ficou a dever-se à sua localização, que seria, segundo diversos grupos hoteleiros, "de todo inviável". Já para as habitações e lojas "chegou a haver interessados". "À volta de 70 potenciais compradores", revelaram.

1 comentário:

Anónimo disse...

a venda deste edificio representa uma das grandes vergonhas que se passam em vila do conde