12/09/2009

PS ajudou a passar plano do Varzim

Artigo da autoria de Ana Trocado Marques inserto no Jornal de Noticias de Hoje

O Plano de Pormenor do Varzim foi aprovado, na Assembleia Municipal da Póvoa, com os votos a favor da maioria dos deputados socialistas, embora o líder do PS tenha feito duras críticas ao projecto do executivo PSD.
CDU e CDS votaram contra, mas o documento teve luz verde com o aval do PSD e de cinco dos oito socialistas. O Varzim pode, agora, avançar com o processo de construção do novo estádio.
"Apesar das críticas, não vi, até agora, nenhuma ideia alternativa. Falou-se que a construção devia ser perpendicular ao mar. Essa questão é importante? Dizem que a área comercial é excessiva. Depois já defendem que ali devia surgir outra coisa. Em que ficamos?", começou por criticar o socialista José Milhazes, desmontando os argumentos do próprio partido, quanto ao projecto para o quarteirão composto pelo estádio do Varzim e pelas instalações do Clube Desportivo da Póvoa. Ali deverá surgir um bloco de habitação em "L" com 300 fogos, um centro comercial e um hotel.
"Em 2004, quando esta Assembleia aprovou o plano de urbanização, já se admitia que os dois clubes se mudariam para o Parque da Cidade. Não percebo porque é que agora alguém se opõe", atirou o deputado do PS, João Viana. O também vice-presidente do Varzim lembra que, com base nessa decisão, o clube contratualizou a transferência, contando com "um factor de retorno económico mínimo - arrecadado com a venda dos terrenos do estádio, cujo índice de construção é, segundo o plano, bonificado em 50%".
"Dizem que o centro comercial vai ser um fracasso. Depois já vai ser um desastre para o comércio tradicional. Decidam-se",
criticou João Viana, lembrando que o plano é "uma oportunidade única" de requalificar aquela zona.
O líder do PS, Renato Matos, insistiu no "erro" da construção do bloco habitacional paralelo ao mar, "um muro com 200 metros de comprimento e 30 de altura". Criticou, ainda, a opção por um shopping numa zona "a 50 metros da praia", onde se devia apostar "em espaços de socialização ao ar livre". O candidato PS à Câmara considera o plano "um acto criminoso para o desenvolvimento da cidade" e lamenta não ter havido um concurso de ideias.
"Foi um 'assassinato' do líder do PS pelos seus próprios deputados, que defenderam os valores do projecto e não encontraram fundamentos nos argumentos do líder", frisou Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa.

1 comentário:

rouxinol de Bernardim disse...

O Dr Renato Matos tem razão. Contudo há razões que fundamentamesta opção: o populismo, o deus-futebol, o "salve-se quem puder!"...