07/12/2009

Nações Unidas pedem reforço de protecção para águas internacionais


Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adoptou hoje formalmente novas medidas para proteger os últimos refúgios da vida marinha no planeta: os oceanos profundos. Em Novembro, os países presentes na reunião aguçaram as medidas de protecção e relembraram às nações de pesca que é fundamental cumprir os compromissos assumidos.

A Greenpeace folga em saber que a ONU continua a reconhecer a necessidade de agir e proteger o que resta dos ecossistemas frágeis nas águas internacionais. No entanto, reforça que é fundamental que desta vez as palavras sejam traduzidas para acções concretas para cessar a destruição desperdiçadora e muitas vezes irreversível da vida no mar profundo.

É fundamental que a comunidade internacional mostre firmeza com todos os que continuam sem implementar as medidas inequívocas acordadas, reconhecendo que a pesca nestas condições é ilegal, não documentada e não regulamentada.

Resolução para proteger oceanos profundos

Em 2006, os governos presentes na Assembleia Geral das Nações Unidas adoptaram uma resolução desenhada para proteger os ecossistemas profundos em águas internacionais de práticas de pesca destrutivas. No entanto, três anos depois, poucas ou nenhumas das medidas previstas no acordo, conhecido como Resolução 61/105, foram efectivamente implementadas.

A resolução deste ano afirma com clareza que só podem existir actividades de pesca de profundidade nas zonas onde foram efectuadas avaliações de impacto ambiental e onde exista a garantia de que a pesca de profundidade não terá efeitos adversos significativos nos ecossistemas vulneráveis do mar profundo ou onde existam medidas para impedir tais impactos.

O acordo deixa ainda claro que os signatários têm o dever de proteger a sustentabilidade dos stocks de peixe de profundidade, com ciclos de vida lentos e maturidade reprodutiva tardia.

Apelo ao governo Português

Em Outubro, a Greenpeace e outras dez organizações não governamentais de ambiente com presença em Portugal, enviaram um apelo conjunto ao Governo a pedir para apoiar o fim à pesca destrutiva nas zonas desprotegidas do alto mar.

A pesca em alto mar representa apenas cerca de 0,0001% do valor da pesca global - em Portugal tratava-se de 0,12% dos navios em 2006 - e segundo um estudo recente, se não fosse pesadamente subsidiada, operaria com prejuízo.

Salvar os oceanos profundos

Para mobilizar a comunidade antes da nova discussão sobre pesca sustentável, a Greenpeace realizou uma campanha de sensibilização europeia em defesa do alto mar, a Roadtour “Oceanos em Perigo”. Durante esta campanha, foi lançado o apelo aos grandes retalhistas, que vendem 70% do peixe no mercado, para assumirem um papel na preservação da vida no mar profundo e retirarem as espécies de profundidade mais vulneráveis das suas prateleiras.

Graças ao apoio de milhares de portugueses, dos quais mais de 5.000 assinaram a petição para os retalhistas, a Greenpeace obteve resposta de três dos 5 maiores retalhistas. O LIDL afirmou já não comercializar espécies de profundidade na sua marca própria e o grupo Auchan vai retirar todas as espécies de tubarão ameaçadas das suas prateleiras a partir de 1 de Janeiro de 2010. O Grupo Jerónimo Martins também respondeu, mas não pretende agir para além das leis e regulamentações existentes, apesar de estas estarem claramente a prejudicar a sustentabilidade dos recursos marinhos (como exemplo, as quotas estabelecidas pela União Europeia estão sistematicamente 48% acima das recomendações dos cientistas para a preservação dos stocks).

Com os políticos mais uma vez a progredir a um ritmo muito inferior ao da destruição em alto mar, só a voz dos consumidores e dos retalhistas pode forçar as mudanças necessárias. A Greenpeace vai continuar a fazer campanha para eliminar a procura de pescado proveniente de pescas de profundidade destrutivas.

03/12/2009

Caros amigos,

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Clique aqui para cadastrar uma vigília pelo clima.
Chegou a hora de agir. Daqui a poucas semanas os líderes mundiais se reunirão em Copenhague para discutir um novo acordo climático global.

A maior ameaça? Que entre a politicagem e a burocracia, o mundo se esquece o que está em jogo.

Então o plano é o seguinte: durante as negociações, organizar vigílias à luz de velas em cada canto do planeta, dando assim uma face humana à crise climática. Será a maior mobilização climática já vista, um evento que os líderes mundiais e meios de comunicação não poderão perder.

Para começar, basta escolher um bom local para a vigília e cadastrá-lo no nosso mapa. Organizar o evento é mais fácil ainda - basta trazer algumas velas e distribuir mensagens (que serão disponibilizadas por nós) para as pessoas se revezarem na leitura. Demora menos de uma hora para organizar - e os membros da Avaaz na sua área serão convidados a participar.

O clima precisa de nós, vamos reagir à altura.

http://www.avaaz.org/po/real_deal_hosts

Faltam poucas semanas para o momento mais importante na luta contra o aquecimento global. Nós não esperamos, nem admitimos, nada menos do que é necessário para salvar o nosso planeta.

Veja como cada evento vai fazer a diferença:

Pressão nacional - nas negociações globais cada país faz a diferença, para melhor ou para pior. O problema é que na maioria das vezes as negociações internacionais não são acompanhadas ao nível nacional. Portanto, eventos locais mostrarão aos governantes que no/em Portugal nós estamos atentos , e contamos com o poder de um movimento internacional coordenado para identificar e denunciar os países que boicotarem o progresso.

Mídia internacional - para gerar uma história para a mídia internacional é preciso colocar o mundo em ação. Precisamos mostrar aos jornalistas que este não é só mais um protesto: é um dia de ação global coordenado e em escala maciça. Nós já demonstramos que isto funciona – a nossa Hora de Acordar Global e o dia de ação 350, geraram uma enorme cobertura da imprensa internacional este ano. Durante as negociações de Copenhague o interesse da mídia será ainda maior. Milhares de vigílias em todo o planeta irão dar à este evento a escala que precisamos para ter um impacto midiático.

Registro fotográfico - Fotos das vigílias ao redor do mundo serão impressas e entregues aos negociadores e líderes globais em Copenhague. Eles são a prova de que pessoas do mundo todo esperam uma solução ambiciosa para o nosso planeta: um acordo climático pra valer. As fotos da ação serão colocadas na Internet para milhões de membros da Avaaz verem e também serão distribuídos para a mídia internacional.

O clima não pode esperar – todos nós podemos fazer a diferença.