03/12/2016

Ao que chegamos... É um negócio que pode chegar aos nove milhões de euros mas que foi suspenso por suspeitas de irregularidades. Portugal estava a importar lixo à polémica região italiana de Nápoles, tendo já chegado quase sete mil toneladas. O Sexta às 9 foi o primeiro programa de televisão do mundo a conseguir autorização para entrar nesta gigantesca lixeira a céu aberto. Em Lo Spesso, a 20 quilómetros de Nápoles, estão dois dos cinco milhões de toneladas de lixo urbano que Itália precisa urgentemente de tratar ou exportar. A incapacidade para a resolução deste problema levou o Tribunal Europeu a multar o país Com Roma a pagar 120 mil euros por dia devido à acumulação de lixo, a solução passa agora por exportar tudo o que puder. E há apenas quatro países europeus autorizados a receber estes resíduos: Portugal, Espanha, Bulgária e Roménia As mais de seis mil toneladas que já chegaram a Portugal têm níveis inaceitáveis de carbono orgânico dissolvido segundo as análises aos resíduos.O problema é que estas análises só foram feitas depois da investigação lançada pela RTP. Até aí, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que gere estes processos de importação, não viu razões para duvidar dos relatórios enviados pelas autoridades italianas. Empresa importadora de lixo italiano pertence a ex-membro do Governo de Passos A empresa portuguesa que importou o lixo italiano pertence ao ex-secretário de Estado do Ambiente do PSD, Pedro Afonso Paulo. Se forem provadas estas irregularidades, a empresa CITRI arrisca-se a uma multa até 216 mil euros. Contactada pela RTP, a empresa diz que até esclarecer os resultados das análises, irá manter o lixo em quarentena. Este caso está a ser investigado

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