22/01/2007

Adopção em Debate na RTP

O programa "Prós e Contras" de hoje, da RTP1, debate e questiona os processos da adopção em Portugal.
A recente sentença que condenou o sargento Luís Gomes a seis anos de cadeia por se recusar a entregar a filha adoptiva trouxe à ribalta a problemática da adopção de crianças no nosso país.
Fátima Campos Ferreira vai interpelar, em estúdio, psicólogos, advogados, juízes e várias famílias sobre esta importante e controversa questão.
"Prós e Contras" irá, a partir deste caso mediático, dar a conhecer à opinião pública alguns aspectos da lei da adopção e da forma como esta está a ser interpretada. No fundo, o que está em debate é saber até onde vai a barreira da lei e a dos afectos.
Uma oportunidade para se aprofundar os conhecimentos sobre esta matéria, escutando os maiores especialistas das várias coordenadas do problema.

21/01/2007

Uma Palida imagem do Varzim "de outros tempos recentes"



O Varzim Venceu o Sertanense numa partida referente á 5ª eliminatória da Taça de Portugal em Futebol, uma partida muito suada para o Varzim perante um Sertanense que nunca se vergou nem se deixou intimidar por um clube de uma divisão superior.
Mas paradoxalmente a equipa me mereceu vencer não foi o Varzim…Uma equipa sem sentido pela baliza adversária, sem garra, enfim sem glória; Aliás á imagem do seu treinador; Senão vejamos: O que vê Horácio Gonçalves na sistemática utilização de Pedrinho? Não ficou já demonstrado que este jogador está em baixa de forma? Porquê insistir na sua utilização os 90 minutos de jogo? Por acaso o treinador Horácio Gonçalves quer queimar o jogador? Outro jogador em baixa nítida de forma é Mendonça; porque insistir na sua utilização? O Clube não tem jogadores que podem dar o “ litro” no caso os jogadores formados nas suas escolas?
Onde está o Yazalde? Não faria melhor que Pedrinho e Mendonça juntos?
Porque se deixou ir embora, ou se empurrou, Marco Cláudio para a China? Está assim tão bem servido de médios o Varzim? Os protestos dos Associados no final do tempo regulamentr da partida de ontem são bem elucidativos; Agora que Lopes de Castro foi reeleito presidente do Varzim é altura de dar um murro na mesa e exigir resultados a Horácio Gonçalves…caso contrario teremos uma equipa a lutar para não descer de divisão. NÃO É ISSO QUE OS VARZINISTAS E POVEIROS QUEREM. Já agora está na altura de Lopes de Castro explicar o que queria dizer com “ a Liga de Honra só dá prejuízo” e agora despacha tão só o melhor jogador para a China e fica a ver a equipa afundar-se? Há que por mãos há obra que ainda vamos a tempo!


Já agora e porque também este fim de semana Lopes de Castro foi reeleito presidente do varzim esperemos que faça um excelente mandato á frente do Clube...e já agora aqueles que antes, como eu, dei eco das dificuldades com que o clube se debatia, mas na hora das eleições não comparecemos, para sufragio, resta-nos apoiar esta direcção já que foram aqueles que tiveram coragem para seguir em frente; por isso LOPES DE CASTRO FORÇA!

19/01/2007

MAIS UM CICLISTA APANHADO NAS MALHAS DO DOPING



O ciclista espanhol Óscar Pereiro disse no final de Dezembro que está "cansado de ser o vencedor virtual do Tour 2006", prova máxima do calendário velocipédico mundial.
Em declarações publicadas no jornal desportivo espanhol Marca, Pereiro considera que os próprios organizadores da Volta a França em bicicleta "estão desorientados e sem saber o que fazer" em relação a uma possível desqualificação por doping do norte-americano Floyd Landis, o vencedor da edição do Tour 2006.
"Se for decidido que sou eu o vencedor do Tour, gostaria que a decisão fosse tomada de imediato, para que possa beneficiar agora e não daqui a alguns anos", acrescenta o ciclista espanhol, que terminou a prova em segundo lugar e chegou a ser dado como vencedor após ter sido tornado público o "positivo" de Landis, decisão depois cancelada devido ao recurso do norte-americano junto da UCI e da Agência Antidopagem dos EUA. A decisão final não será para breve, pois o ex-ciclista da Phonak espera ser ouvido até Março...
Mas no melhor pano cai a nódoa...

O ciclista espanhol Óscar Pereiro, segundo na Volta a França de 2006, acusou a substância proibida salbutamol em dois controlos anti-doping realizados na prova, adiantou hoje o Le Monde, no seu sítio oficial

Segundo o jornal francês, o salbutamol encontrado na urina do ciclista é um produto utilizado habitualmente para tratamento de asma.
O jornal avança que Pereiro acusou positivo em duas etapas: na 14ª, a 17 de Julho, entre Montélimar-Gap, e na 16ª, a 19, entre Bourg- d'Oisans-La Toussuire.
O Le Monde adianta também que a União Ciclista Internacional (UCI) deu autorização ao ciclista para utilizar a substância para fins terapêuticos, mas a Agência Francesa de Luta contra o Doping (AFLD) considera que esta premissa não está devidamente justificada do ponto de vista médico.
A AFLD tem remetido, desde Agosto, várias cartas ao ciclista, para que Pereiro demonstre que sofre de um problema médico, cuja solução se encontre na utilização do Salbutamol.
A Agência francesa ainda não teve resposta do espanhol e espera que Pereiro se apresente em França a 25 de Janeiro para demonstrar a necessidade médica do uso do medicamento.
O vencedor do Tour, o norte-americano Floyd Landis, acusou positivo a testosterona na mesma edição da prova e deve comparecer na Agência francesa a 08 de Fevereiro, com a possibilidade de lhe ser retirado o triunfo.
Segundo o Le Monde, há ainda seis corredores com controlos positivos e que ainda não demonstraram a necessidade médica de uso de substâncias proibidas.
Recordo que Oscar Pereiro já venceu uma Volta a Portugal do Futuro ao serviço da Equipa " Aguas de Mondariz" que lhe deu o passaporte para a equipa portuguesa " Porta da Ravessa" onde militava na altura Victor Gamito.

ORGULHO MINISTERIAL- OU A MANEIRA MAIS LEVIANA DE SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE



Homem morreu após viagem de 7 horas
Ministro diz-se «orgulhoso» por não abrir inquérito a transporte demorado
O ministro da Saúde afirmou-se hoje «orgulhoso» pela sua decisão de não instaurar um inquérito ao socorro a um acidentado em Odemira, que esperou sete horas até entrar no Hospital de Santa Maria, e reiterou a confiança no atendimento prestado

Confrontado com as críticas que quinta-feira os deputados da Comissão de Saúde lançaram à sua actuação após o acidente em Odemira, o ministro António Correia de Campos disse que se recusou a abrir um inquérito, pois «isso mais não seria do que encanar a perna à rã».
«Estou convencido, com base nas informações que me foram prestadas pelos serviços envolvidos na operação de socorro, apoiadas em pareceres de especialistas na área, de que foram tomadas as medidas mais adequadas», disse.
Aos profissionais presentes num encontro na Faculdade de Medicina de Lisboa, onde prestou declarações, Correia de Campos garantiu o seu apoio. «Contem comigo para vos defender, mas não para utilizações demagógicas de temas como este», declarou.
Recorde-se que no passado dia 8, um homem sofreu ferimentos graves devido a um acidente rodoviário na zona de Odemira, distrito de Beja, e só deu entrada no hospital de Santa Maria, em Lisboa - onde viria a falecer -, quase sete horas após terem sido accionados os primeiros meios de socorro.

AJUDEM O ACNUR


Não custa nada, defina como motor de busca
favorito da www esta página, e por cada procura
efectuada a Microsoft doará um cêntimo de USD
ao ACNUR- Alto Comissariado das Nações
Unidas para os Refugiados.
Contribua e patrocinará campanhas de educação e fomento do desporto para jovens refugiados.

Petição contra Tubarões


Petição contra as taxas do MULTIBANCO

É urgente agir contra as taxas de Multibanco que vêm aí

Só para fazer levantamentos no Multibanco vão passar a cobrar-nos 1,50 EUR (300 escudos na moeda antiga), apesar dos lucros exorbitantes que as entidades bancárias continuam a ter.

Só no ano passado foram cerca de 40%

Temos que voltar a usar cheques e obrigar os bancos a contratarem mais pessoal para os balcões e entregar os nossos cartões.

É só uma questão de hábito. Dantes não havia e a vida funcionava na mesma, não era?

Hoje em dia existem payshops em toda a parte, para as ditas despesas que ainda pagamos através de Multibanco.

Quem quiser, assine em LETRAS BEM GORDAS e reencaminhe para o maior número de pessoas.Assina a petição contra as taxas de Multibanco e passa a informação para os teus contactos:


Exerce o teu direito à INDIGNAÇÂO

Este é um assunto que interessa a quase todos nós.

Assina também!

Eu já assinei...

"Ministro Correia de Campos, p.f., não diga mais nada".



E, "num exercício desinteressado de cidadania e em nome da almejada vitória do Sim, abstenha-se de intervir na próxima campanha" do referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG).

O apelo é sui generis, mais a mais quando dirigido a um governante que desde cedo anunciou alinhar pelo "sim" na consulta de 11 de Fevereiro. Porque é oriundo de um grupo de "Cidadãos pelo SIM muito preocupados" com as intervenções de Correia de Campos. Mas acaba por ganhar algum sentido quando, no mesmo dia em que a petição que o difunde começou a circular na Internet, o próprio ministro foi interpelado no Parlamento por deputados comunistas sobre a mesma questão.

Em causa estão as sucessivas afirmações do governante, primeiro sobre as questões do anonimato impossível para as mulheres que recorrerem a hospitais públicos se a lei passar, depois sobre os custos da IVG despenalizada para o sistema de saúde, finalmente por aludir à criação de clínicas dedicadas ao aborto. "O Sr. ministro tem sido um desastre para quem quer a despenalização da IVG", insurgem-se os peticionários, corroborados pelo líder da bancada parlamentar do PCP. "Temos que assinalar que o ministro da Saúde, julgo que para vergonha do seu partido, funciona como um aliado objectivo da campanha do não", alertou ontem Bernardino Soares, numa alusão ao facto de Correia de Campos estar a falhar ao empenho do PS na campanha pela despenalização definido pelo secretário-geral do partido e primeiro-ministro, José Sócrates. Em vez de falar nos custos das IVG - que o ministro calculou em 300 euros, por extrapolação do exemplo espanhol -, o PCP sugere que se abordem os custos para a saúde pública "das complicações com que as mulheres chegam aos hospitais públicos"."A sua anunciada intervenção na campanha do referendo constitui um facto demasiado inquietante para quem pretende a despenalização da IVG", escrevem do seu lado os cidadãos da petição on-line, que já conta com algumas dezenas de assinaturas. "O senhor ministro tem-nos dado trabalho a dobrar. Cada vez que intervém temos que construir um novo argumento. Aproveitando uma frase do não... Sr. ministro, NÃO OBRIGADA!", comenta um dos signatários.

Acusações a que o ministro se absteve de responder na Assembleia da República, alegando que "o debate é aberto e organizado na sociedade". Quanto aos custos - "inflacionados desmesuradamente", diz a petição - assegurou que "o que o Ministério da Saúde fez foi informar em matérias de facto sobre os custos das intervenções".

PORTUGAL A BATER O DENTE - A partir de domingo o vento vai aumentar a sensação de frio



O Instituto de Meteorologia está a prever uma descida acentuada mas gradual das temperaturas em todo o território continental a partir de domingo, disse à Lusa um meteorologista do instituto.
A temperatura só deverá começar a subir a partir da sexta-feira da próxima semana, adiantou a fonte.
Além da descida das temperaturas, máximas e mínimas, prevêem-se ventos moderados já a partir de sábado que deverão fazer aumentar a sensação de frio.
No domingo, Lisboa vai ter uma temperatura mínima de 10 graus e uma máxima de 14 graus, Porto vai apresentar uma mínima de oito graus e uma máxima de 12 e Faro estará com mínima de 11 graus e máxima de 15.
Para domingo e segunda-feira esperam-se alguns aguaceiros no Norte e Centro do continente que deverão ser de neve nas terras altas.
De acordo com o Instituto de Meteorologia esta situação meteorológica deve-se a um anti-ciclone intenso que se encontra actualmente a Leste dos Estados Unidos e que deverá deslocar-se e chegar terça-feira a Oeste das Ilhas Britânicas, ainda com mais intensidade.
A mesma fonte adiantou que este anti-ciclone irá produzir um fluxo de Norte responsável pelas descidas de temperatura, nomeadamente em Portugal continental.

17/01/2007

TOQUEM AS SIRENES...O NOSSO VARZIM ESTÁ A SER "VENDIDO" AO DESBARATO






Noticia Póvoa Semanário
Marco Cláudio vai jogar na China
O Varzim vai emprestar Marco Cláudio aos chineses do Qin Dao por um período de dez meses. Não são conhecidos os valores do empréstimo, mas o médio ofensivo parte para a China no início da próxima semana, não sem antes renovar contrato com o Varzim por um ano, regressando ao clube poveiro em Novembro, mês em que termina o campeonato da I Divisão daquele País.
Entretanto, os dois jogadores chineses que treinavam à experiência no clube poveiro já regressaram ao seu País.

O melhor jogador do Varzim vai saír? Até onde chega o descaramento desta Direcção e de Horácio Gonçalves?

Chega de hipocrisias e como disse o presidente da Associação Nacional de Municipios


"CORRAM-OS Á PEDRADA"

OS SEM VERGONHA



Perdemos o Rali


Esta é a Bandeira vermelha dada pelo semanário poveiro Povoa Semanário

A Póvoa de Varzim ficou sem o rali Casino da Póvoa. Ao que tudo indica, a falta de apoios "chutaram" a prova para a Póvoa de Lanhoso que é agora o local que vai beneficiar com aquela realização. É que a "super especial", que abria o Campeonato Nacional de Ralis, trazia, todos os anos, milhares de pessoas à Póvoa de Varzim. Todos ficam a perder, sobretudo o comércio e a restauração que se vão ressentir. Fica o lamento!


Lamento ? Lamento ?

Então só ficamos pelos lamentos?

Não foram os " ilustres poveiros" MACEDO VIEIRA, LUIS DIAMANTINO o proprio POVOA SEMANARIO e mais alguns escribas poveiros que deram o litro para que a secção de desporto automovel do DESPORTIVO DA PÓVOA fosse afastada da organização do rali?

Agora lamentam? Tenham vergonha na cara!

Não há quem excomungue este artista de circo?


O cónego de Castelo de Vide, Portalegre, citou hoje o Código Canónico para afirmar que os cristãos que votem "sim" no referendo de 11 de Fevereiro serão alvo de "excomunhão automática".
O cónego Tarcísio Fernandes Alves referiu-se nomeadamente ao cânone 1398 d o Código de Direito Canónico, onde se afirma que "quem provoca o aborto incorre numa excomunhão automaticamente".
Este aviso estava já contido numa boletim paroquial que o cónego distribuiu e no qual refere que os que votarem "sim" e os que "se abstiverem de votar com etem um pecado mortal gravíssimo".
No boletim distribuído aos fiéis na missa do passado domingo, o responsável pela Paróquia de Castelo de Vide escreveu que "os cristãos que votarem "sim" incorrem numa excomunhão e os "que se abstiverem de votar cometem um pecado morta l gravíssimo que os irá impedir de participar na missa".
Tarsício Alves adiantou à Lusa que este é o quarto boletim semanal que publica sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez e haverá mais, "não por motivo religioso mas por motivo humano e corroborado pela lei da igreja".
"O próximo vai dizer que legalmente, quem fizer aborto não poderá ter um enterro religioso", declarou.
Segundo o clérigo, a absolvição só pode ser dada à "pessoa que se mostrar arrependida do mal que fez e prometer não voltar a fazer o mesmo" e mesmo assim sob " licença expressa" do bispo.

16/01/2007

VOTE NO REFERENDO NACIONAL 2007


PARA VOTAR ANTECIPADAMENTE

Deve REQUERER por via postal, até 22 de Janeiro de 2007, AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAl, do municipio em cuja área esteja recenseado a documentação necessária PARA VOTAR

Junto com o REQUERIMENTO (1)Deve remeter:

• fotocópia autenticada do Bilhete de Identidade

• fotocópia autenticada do cartão de eleitor

• documento comprovativo do impedimento, emitido por:

DOENTES:Médico assistente, confirmado pela direcção do estabelecimento hospitalar

PRESOS:Director do estabelecimento


PARA AS FORÇAS DE SEGURANÇA


Deve apresentar-se na Câmara Municipal do Município em cuja área esteja recenseado, entre os dias 1 e 6 de Fevereiro de 2007

Deve levar:

o cartão de eleitor

o Bilhete de Identidade (ou outro cartão identificativo, como carta de condução ou passaporte)documento autenticado comprovativo do impedimento emitido pelo superior hierárquico ou entidade patronal.

São forças e serviços de segurança:Guarda Nacional Republicana,Policia de Segurança Pública,Polícia Judiciária.Serviço de Estrangeiros e Fronteiras,Órgãos dos sistemas de autoridade marítima e aeronáutica e Serviço de Informações de Segurança.


VOTE NO REFERENDO NACIONAL 2007

15/01/2007

Faça-se Justiça

O Gil Vicente vai ser integrado na Liga de Honra, decidiu hoje o Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS). Os minhotos tinham pedido uma providência cautelar visando "o direito do clube a ser reintegrado na Primeira Liga, e a pedir uma indemnização pelos danos sofridos", que foi hoje indeferida pelo TCAS, segundo o site da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)."A decisão é final", sem recurso, e o Gil Vicente "mantém-se, assim, na Liga de Honra, não havendo qualquer perturbação da regularidade das competições desportivas do futebol profissional", afirma a FPF.Este processo - referente ao caso Mateus - explica-se por o Gil Vicente ter recorrido aos tribunais comuns para resolver o problema com a inscrição do internacional angolano, violando as regras da FPF, UEFA e FIFA. Os minhotos foram então relegados para a Liga de Honra, trocando com o Belenenses.

Contas feitas agora , deveria o clube de Barcelos perder os jogos que não realizou e voltar a descer de divisão, uma vez que efectuou quatro faltas de comparência, apesar do beneplácito da Direcção da Federação e Liga de Futebol que permitiram que realizasse já um jogo, com o Leixões, faltando ainda as partidas da 2ª jornada contra o Feirense em Casa, da terceira jornada, com o Estoril fora e da quarta jornada em casa com o Trofense.
E para além disso há ainda o recurso aos tribunais que no artigo 54 do Regulamento de Disciplina consta o seguinte:


Artigo 54º
(Do recurso aos Tribunais comuns)
O clube que, em violação de jurisdição prevista nos Estatutos da FPF, submeta aos tribunais, directamente ou por interposta pessoa, o julgamento de questões estritamente desportivas é punido com suspensão por 1 a 4 épocas desportivas e indemnização pelos danos a que der causa, incluindo as despesas judiciais e extrajudiciais.

Por isso cumpra-se o Regulamentado

14/01/2007

DEVIAM ERA RETIRAR TODOS



Níveis de alcatrão e monóxido de carbono acima do permitido
Nove marcas de tabaco retiradas do mercado pela ASAE
Nove marcas de tabaco vão ser retiradas do mercado pela Agência de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) por terem apresentado, em análises laboratoriais, níveis de alcatrão e monóxido de carbono acima do permitido pela lei portuguesa.
De acordo com a ASAE, as nove marcas que vão ser retiradas do mercado já nos próximos dias são Coronas, Rothmans, Danhilll, Golden American, Benson & Hedges, Mayfair, Starling, Berkley e Sovereign. A retirada do mercado foi decidida depois da Direcção-Geral de Saúde ter registado, em análises em laboratório, valores de alcatrão e monóxido de carbono que ultrapassam o permitido pela lei portuguesa, apesar de nos maços das marcas de cigarros os níveis apresentados respeitarem o que impõe a legislação.
A ASAE vai agora notificar as distribuidoras sobre as marcas que vão ser retiradas, estando previsto que os produtos sejam apreendidos nos próximos dias. Os locais de venda destes produtos foram também já alertados que as marcas vão deixar de estar disponíveis para aquisição.

13/01/2007

IGREJA NÃO DEVE INTROMETER-SE NA VIDA PUBLICA


Aborto "é uma fuga em frente”
Bispo de Leiria-Fátima diz que “um drama não se responde com outro drama”

A Igreja não deveria estar ao lado dos mais desfavorecidos?

O bispo de Leiria-Fátima considerou, este sábado, em Fátima, que o fenómeno do aborto "como chaga social" é sintoma de um mal-estar "profundo de cultura e de civilização da própria sociedade". Falando na homilia da eucaristia da Jornada para Acolher a Vida como Dom de Deus, integrada na peregrinação de 13 de Janeiro ao Santuário de Fátima, D. António Marto sublinhou que não se pode ignorar que, "muitas vezes, a decisão de abortar é fruto de grandes sofrimentos e angústias (sem excluir as pressões), que é um verdadeiro drama para muitas mulheres".
E o que faz a igreja nestas situações? NADA…ASSOBIA PARA O LADO
"Mas pensamos que a um drama não se responde com outro drama: o de destruir uma vida humana que desabrocha e que é o elo mais fraco em todo o processo", defendeu.

Mas qual vida? Só se fala da vida intra-uterina nestes momentos? E os que estão já nesta vida e continuam a sofrer, sem apoios , sem casa, sem comer ?
O Bispo de Leiria-Fátima disse que a resposta "verdadeiramente humana e humanista" para o problema "é um projecto solidário e galvanizador de todos os recursos da sociedade civil e do Estado, para oferecer todo o cuidado, acolhimento e protecção de ordem social, económica e psicológica, tanto ao filho em gestação como à mãe que o gera". Perante alguns milhares de fiéis, D. António Marto alertou que "a liberalização do aborto, embora disfarçada sob a forma jurídica de despenalização, não é a resposta digna e condigna".

Para a Igreja É MAIS FACIL DEVASSAR A VIDA DAS MULHERES, LEVA-LAS A TRIBUNAL TAL COMO FEZ JUDAS COM CRISTO...mas que Igreja é esta?


"É uma fuga em frente, para não atacar o problema nas suas raízes. Não é caminho de progresso, de futuro e de liberdade", razão pela qual se "exige um sobressalto e uma mobilização das consciências".
"Aumenta a sensibilidade em relação à protecção das crianças, às condições dignas da maternidade, à igualdade de todos os seres humanos, à defesa e protecção do meio ambiente. Também cresce em todo o mundo a rejeição da pena de mor te e da tortura",
disse o prelado, contrapondo, de imediato: "Paradoxalmente, assistimos à banalização crescente do aborto, que provoca a morte silenciosa de um ser humano silencioso, indefeso e inocente".

Já agora D. António Marto, aquelas que vão todos os dias á igreja e que tem dinheiro para ir para o estrangeiro abortar, nunca o ouvimos a criticar…Haja decoro…fale apenas daquilo que a religião deve tratar e não tente deitar poeira para os olhos dos mais crentes.


HAVERÁ ALGUMA MULHER QUE FAÇA O ABORTO DE LIVRE ARBITRIO?


O que D. António Marto não disse é porque é que a Igreja vive pomposamente instalada na riqueza dos milhões de crentes, e que infelizmente em lugar de ajudar aqueles que sofrem em Portugal, prefere construir mais uma grande basílica, para ostentar a riqueza com que vive a Igreja em Portugal deixando aqueles que mais sofrem ao abandono, a dormir na rua, debaixo de pontes, com fome enquanto que uns quantos ditos de “ Sacerdotes” que deveriam pregar a palavra e as acções de Cristo, preferem viver comodamente, e utilizar a cegueira religiosa para se intrometerem onde não devem; ainda por exemplo não vi a igreja condenar a falta de socorro aos pescadores mortos recentemente, a situação em que vivem milhares de portugueses, as decisões do Governo que só prejudicam os trabalhadores etc. etc. etc.

12/01/2007

“ houve sinais de negligencia na operação de socorro”



O Ministro da Defesa admitiu falhas no socorro aos tripulantes do “ Luz do Sameiro”.
Nuno Severiano Teixeira admitiu que foi feito o humanamente possível, mas o ministro reconhece que é necessário optimizar os tempos de socorro.
Duas semanas depois do naufrágio que vitimou 6 pescadores das Caxinas, o Ministro da Defesa na posse dos relatórios mandados então instaurar sobre o que terá falhado nas operações de socorro, a marinha e a força aérea, afirmam que “ foi feito o humanamente possível naquelas circunstancias, mas admite-se também nos relatórios que possam ser optimizados tempos e que possam ser optimizados os procedimentos.”
O alerta de emergência do Luz do Sameiro, chegou primeiro a Toulouse, em França via satélite; o sinal foi recebido em França porque Portugal é o único país da Europa que não tem uma estação que receba aqueles pedidos de socorro; e não deixa de ser paradoxal quando um governo manda instalar equipamentos nas embarcações quando depois não tem meios para os ouvir. Mas o ministro na conferência de imprensa dada hoje continuou a afirmar que “ o governo decidiu implementar o sistema nacional de socorro e segurança marítima, em articulação com o sistema de controlo marítimo, e o concurso para este equipamento será feito durante o ano de 2007;
A 50 metros da Costa, os pescadores perderam a vida, o que levou o ministro da Defesa a pedir uma auditoria aos procedimentos em vigor na marinha e força aérea e deu um prazo de um mês para que os resultados sejam tornados públicos.
Nuno Severiano Teixeira afirmou ainda que “ no que toca a reforço de meios, já em 2007 entrarão ao serviço do Instituto de Socorros a Náufragos mais três navios salva vidas” meios que segundo o ministro naufrágios destes não voltem a acontecer.

Jaime Silva Ministro da Agricultura e Pescas, afirmou que antes das indemnizações é preciso averiguar o que andava o Barco a fazer tão perto da costa, “ as condições particulares em que foi dado o alerta, porque razão o barco estava ali, qual era a rota do berço, porque é que as correstes arrastaram o barco para aquele local ou se tinha ido por iniciativa própria, tudo isso tem de ser averiguado “ e acabaria por lançar um repto aos sindicatos e autarcas no sentido de esperarem pelas conclusões do inquérito antes de pedirem o que fosse.

José Festas que lidera a comissão para maior segurança dos pescadores, numa primeira reacção ás declarações do ministro da Defesa, afirmou-se satisfeito com as medidas anunciadas, mas no entanto deixou para amanhã uma posição oficial do movimento, depois de realizada a reunião com os pescadores no salão paroquial das Caxinas; afirmou no entanto que “ já há muito tempo que reivindicamos mais medidas de socorro e só lamentamos que tivesse acontecido mais uma tragédia para que se tomassem estas medidas”

Quem não está pelos ajustes é Mário de Almeida o presidente da Câmara de Vila do Conde e não o faz por menos “ houve sinais de negligencia na operação de socorro”
“ O estado tem de equacionar atribuir uma indemnização ás famílias! Eu entendo que houve alguma negligência”
Mário de Almeida falava numa conferência de imprensa para dar conta da carta que hoje escreveu aos ministros da Defesa e da Agricultura e Pescas, a dar conta dos problemas financeiros com que se debatem as famílias;

De lamentar que apesar de ser reconhecido por todos, o governo ainda não tenha mexido na questão do horário de funcionamento dos socorros a náufragos: do 9 ás 17 horas. Outras das questões prendem-se com as declarações do ministro António Costa que afirmou em cima do acontecimento que Portugal dispunha de 12 helicópteros para patrulhamento do Litoral…o que não deixa de ser estranho;
Onde estavam os 11 helicópteros no dia do acidente?
Porque foi disponibilizado o do Montijo, o mesmo de sempre, e não qualquer dos outros anunciados pelo ministro?
Porque não saiu o helicóptero de Santa Comba pertença do Serviço Nacional de Bombeiros a cerca de 20 minutos do local?
Não adianta avançar com números, com afirmações de que vão ser disponibilizados mais salva- vidas mantendo-se o mesmo horário de trabalho; Atenção pescadores, continua-se a não se poder naufragar depois das cinco da tarde.

MANIFESTAÇÃO NO LARGO DOS LOIOS - 17:30

Car(a)os Amiga(o)s,
Manifestação do Movimento de Utentes dos Transportes da AMP
HOJE às 17:30h no largo dos Loios,
É muito importante a tua presença nesta manif porque ela significa que estás interessado em ser ouvido hoje e sempre que as empresas públicas de transportes desejem ou tenham planos para efectuar alterações de carreiras, de percursos, de horários, de tarifários ou da compra de modelos de viaturas e abrigos.Não podemos dizer que pretendemos que o sistema político dê mais oportunidades de participação, que somos a favor dessa participação e que depois a não façamos nada para a exigir.As alterações feitas pela STCP afecta muitos na cidade do Porto e nos concelhos limítrofes, em particular os mais desfavorecidos, aqueles que não têm transporte individual e também todos e todas que pretendem melhor transporte público para combater os efeitos nefastos na qualidade de vida das cidades e o desempenho ambiental do transporte.Queremos mais e melhor mobilidade com o menor custo e impacto ambiental e cidades mais humanas.Esta MANIF é um grito de revolta e exigência de novas políticas de mobilidade.
NÃO FALTES! HOJE, NADA É MAIS IMPORTANTE!

CRATERAS A CÉU ABERTO



Macedo Vieira anda de facto perturbado…a crise
que o Varzim atravessa deve tirar horas de sono ao autarca poveiro…ou então ele não tem saído de casa;
Os poveiros e os automobilistas utilizadores da estrada Nacional nº 13 mais concretamente da Rua Almirante Reis devem andar de cabelos em pé…é que se um carro coloca uma roda naquelas crateras é “ oficina” certa.
Mas o assunto já tem anos…mal se entra no município da Póvoa de Varzim para quem vem de sul, conta-se todas as tampas de saneamento, tal é o grau de desnível que teem em relação ao piso da estrada…Agora este buraco que se encontra há mais de uma semana, é de bradar aos céus….meus senhores não há por aí um pouco de betuminoso a mais para tapar tal cratera…qualquer dia é maior que o buraco do Varzim

Apresentação sob " BOICOTE" - Núcleo do Movimento Cidadania pelo sim da Póvoa de Varzim










O Núcleo do Movimento Cidadania pelo sim da Póvoa de Varzim fez ontem a sua apresentação publica. Uma sessão que contou com a presença de Pedro de Bacelar de Vasconcelos, um destacado “ desalinhado” . Pena foi que a proprietária do espaço, o Posto de Turismo dos Torreões, no caso vertente a Câmara Municipal tentasse na minha opinião boicotar a referida apresentação. Eu explico: Quando o Núcleo do Movimento Cidadania pelo sim da Póvoa de Varzim solicitou a sala para a apresentação publica do seu movimento, das duas uma: Ou a Câmara Municipal sabia que não havia lá qualquer reunião, o que me parece improvável , uma vez que quem lá reunia é o Inter Freguesias ou usou má fé…e a verdade é que não era possível ouvir os oradores e foi necessária a intervenção do deputado municipal Ilídio Pereira para que houvesse de facto uma maior contenção no tom de voz…apesar de que aquando da saída desses elementos do Inter freguesias, sabendo depois da existência da apresentação se tivessem levantado de forma bastante ruidosa e demonstrando um claro desrespeito por quem se encontrava no rez-do-chão. A Câmara Municipal deveria alertar da existência dessa reunião…a não ser que sejam pelo não

Estamos a precisamente um mês da data agendada para o referendo nacional sobre a alteração do regime legal de interrupção da gravidez.
Este grupo de pessoas com raízes na sociedade civil poveira constitui-se oficialmente como núcleo integrado no movimento de âmbito nacional mais representativo, o Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim, que se apresenta como força de participação e mobilização para a campanha eleitoral.
Visamos o mais profundo esclarecimento sobre a problemática em torno da IVG e sobre o que está em causa no referendo do dia 11 de Fevereiro.
Por acreditarmos no valor da participação democrática, por se tratar de uma questão de grande importância social, apontamos como principal objectivo o apelo ao voto. Com o contributo da força das nossas ideias, com a disponibilidade para o debate e para a divulgação de toda a informação relevante, conseguiremos o voto informado e consciente.
Têm aderido diariamente várias pessoas ao núcleo da Póvoa de Varzim e, até ao momento, mais de 50 pessoas de todos os quadrantes profissionais, sociais e políticos, contribuem para a afirmação de um movimento dinâmico, transversal, abrangente, e de verdadeira cidadania.



A Comissão Executiva
11.Jan.2007


Mandatária
Elvira Ferreira – Médica Psiquiatra


Comissão Executiva


José Luís Cadilhe - Arquitecto


João Trocado – Economista


Luis Costa – Estudante Universitário


Sérgio Angélico – Professor
Representante na Direcção Nacional


Eduardo Maia Costa - Jurista
Representante no Movimento Jovens Pelo Sim


Filipe Teixeira - Jurista
Pelo sim...


Ana Adelaide Ramos – Professora - António Manuel Cardona – Professor - Carlo Figueiredo – Funcionário Público - Catarina Campos Costa – Jornalista - Cláudia Pinto – Médica - David Santos - Eng. Mecânico / Gestor - Delfim Fonseca – Empregado Comercial - Fátima Silva – Professora - Fernando Mateus Trindade – Professor - Fernando Silva – Técn. Admin. Tributária - Guilherme Fonseca – Professor - Helena Oliveira – Médica - Igor Alberto Oliveira – Estudante Universitário - Isaque Ferreira – Animador Cultural - Isabel Graça – Técnica de Acção Social - Isidro Ferreira – Estudante Universitário - Joana Marli Santos - Professora - Joana Rocha - Professora - João Melo – Professor - João Sousa Lima - Jurista - João Paulo Cabreira – Ciclista - Lúcia Casal – Médica - Luís Alexandre Lopes – Estudante - Manuel Rocha – Técnico da EDP - Manuel Figueiredo – Oficial da Marinha - Maria Amélia Monteiro - Reformada - Maria João Barros – Fotógrafa - Maria Luísa Pinheiro - Professora - Maria Manuela Rocha - Estudante Universitária - Margarida Martins Monteiro - Reformada - Miguel Andrade – Designer Gráfico - Miguel Pinto – Eng Mecânico - Miguel Rocha Pereira – Professor - Nelson Ramos - Professor - Paulo Eça Guimarães – Eng. Agrónomo - Renata Nunes – Estudante Universitária - Renato Garrido Matos – Jurista - Rui Pedro Laranja Terroso - Informático - Silva Garcia – Arquitecto - Teresa Moio – Professora de Educação Especial - Teresa Monteiro – Professora - Vasco Silveira – Psicólogo


4 razões fundamentais para votar SIM


§ SIM, porque o aborto clandestino é uma realidade inegável
Apesar da actual lei proíbir e penalizar criminalmente a prática do aborto, sabe-se que esta situação afecta ou afectou, nalgum momento da vida, 5% das mulheres portuguesas (Fonte: INE, 1997). Dados mais recentes, de 2006, e de acordo com a Associação do Planeamento da Família (APF), entre 346 e 363 mil mulheres em idade fértil já terão interrompido voluntariamente a gravidez e, só no ano passado, o número de abortos oscilou entre os 17.260 e os 18 mil. São números demasiado elevados para serem ignorados e para que não se assuma o aborto clandestino como uma questão de Saúde Pública que afecta as mulheres portuguesas, tendo consequências gravosas para a sua saúde física e psicológica.
§ SIM, porque está em causa a igualdade de direitos
O direito à maternidade consciente e à saúde reprodutiva são direitos fundamentais. Das cerca de 350 mil mulheres portuguesas que se viram obrigadas a abortar, só uma parte o pode fazer em condições de saúde adequadas e num contexto legal através do recurso a clínicas outros países. A despenalização da interrupção voluntária da gravidez possibilitará uma igualdade de acesso a cuidados de saúde. Deste modo pretende-se acabar com uma discriminação silenciosa das mulheres com baixo nível socio-económico, subgrupo onde o aborto é mais comum. (Fonte: The International Encyclopedia of Sexuality Volume I - IV 1997-2001)
§ SIM, para acabar com a humilhação que é o julgamento das mulheres
Embora esteja prevista a aplicação de penas às mulheres que realizam abortos clandestinos, as mais recentes sentenças tornadas públicas têm absolvido as mulheres acusadas da realização da prática de aborto (caso de Aveiro, de 17-02-2004 e o caso da Maia de 18-01-2002). Porém, a devassa da privacidade e a perseguição da mulher nos tribunais e na praça pública, suportada pela actual lei, dificulta ainda mais o vivenciar de uma situação de crise, à qual, muitas vezes, se associam sentimentos ambivalentes e reacções depressivas após a realização do aborto. Defendemos a disponibilização de apoio médico e psicológico para a mulher que interrompe a gravidez.
§ SIM, porque despenalizar o aborto não obriga ninguém a fazê-lo
Legalmente, os cidadãos devem ser livres de agir de acordo com as suas consciências, enquanto a sua actuação não fizer diminuir a liberdade dos outros cidadãos. O Estado não deve penalizar um acto com base num julgamento moral que não é consensual. O compromisso ético das 10 semanas de gravidez como limite legal à sua interrupção, por ser um prazo suficiente para a mulher tomar uma decisão informada, é uma solução adoptada na grande maioria dos países desenvolvidos, e recomendada pela Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Oportunidades do Parlamento Europeu.

10/01/2007

STCP: do serviço público à falta de serviço






Acções de protesto irão continuar até que a rede anterior seja reposta



“Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social.” Constituição da República Portuguesa, artigo 65º, al. 2 a)
“O Estado promoverá o desenvolvimento de formas de concertação com os utentes ou organizações representativas destes, bem como da sua participação na definição dos objectivos das empresas públicas encarregadas da gestão de serviços de interesse económico geral.” Decreto‐Lei nº 558/99, artigo 22º, al. 1
O historial
Já estávamos habituados ao facto de a lei ser, demasiadas vezes, pouco mais do que letra morta. Até ao início do ano região do Porto era servida por uma rede de autocarros com uma elevada cobertura territorial. Apesar das suas muitas deficiências a outros níveis – horários desadequados, falta de pontualidade e atrasos, paragens desconfortáveis – que precisavam de ser colmatados, as principais zonas habitacionais e equipamentos púbicos eram razoavelmente cobertos pela STCP.
Com a construção do Metro do Porto havia necessidade de repensar alguns percursos, evitando duplicações e adequando a rede de autocarros ao serviço prestado pelo metro, numa óptica de intermodalidade benéfica para o utente. Afinal de contas, dizem‐nos constantemente que é preciso incentivar o uso de transportes públicos. As promessas lançadas periodicamente pela administração da STCP vinham neste sentido: venderam‐nos a ideia de uma rede mais ampla, autocarros mais pontuais e regulares, uma ligação perfeita com o metro...
Os detalhes da reestruturação, porém, foram sempre mantidos no segredo dos Deuses. Em caso algum foram os utentes convidados a participar activamente. Os movimentos e as Juntas de Freguesia que se preocuparam atempadamente em alertar a STCP para eventuais problemas (assim que se souberam pormenores sobre as novas linhas) foram sistematicamente ignorados. Assim aconteceu com os moradores do Bairro de Santo Eugénio, no Porto, que viram perder a carreira 77, agora 206.
A campanha pública de informação da STCP foi simplesmente desastrosa, tendo‐se iniciado apenas na segunda quinzena de Dezembro. Os próprios motoristas só receberam formação durante um mês, levando alguns deles inclusivamente a enganar‐se no percurso. As paragens, dispondo já das novas e complicadas numerações de 3 dígitos, conservam contudo os mapas e horários da rede antiga! Até ao momento não foram editados mapas representando toda a rede, algo essencial para quem recorre ao transporte público.
Em poucas palavras, todo o processo se desenvolveu de forma vergonhosa, ignorando os utentes e o seu direito à participação e informação.
A mentira revelada
Se havia razões para duvidar da bondade da proposta da STCP, os primeiros dias de Janeiro de 2007 vieram desvanecê‐las. A nova rede da STCP revelou‐se um logro, uma verdadeira fraude para os milhares de utentes que diariamente dependem dos transportes públicos. Os problemas foram de tal forma graves que surgiram espontaneamente diversos movimentos populares de contestação; sucederam‐se as barragens à passagem de autocarros; e, curiosamente, a administração da STCP admitiu proceder a alguns ajustamentos que qualificamos como de mera cosmética.
Não restam hoje dúvidas quanto aos sofismas tanto propalados por políticos e administradores da STCP. Quando afirmam pretender estimular o uso do transporte público e o seu funcionamento eficaz, estão isso sim a pensar em cortes orçamentais cegos, esquecendo as consequências – sociais e económicas – que uma atitude irreflectida como essa acarreta.
A nova rede da STCP, bafienta porque já podre, prejudica a esmagadora maioria dos utentes de transportes:
• é territorialmente menos abrangente, ou seja, serve menos comunidades e um menor número equipamentos,
alguns deles tão importantes como centros de saúde e escolas; de salientar alguns bairros sociais que, muito embora sejam comprovadamente os locais onde percentualmente mais pessoas recorrem aos transportes públicos, foram esquecidos ou prejudicados pela nova rede;
• implica um maior número de transbordos para um mesmo percurso, obrigando a tempos de espera significativamente superiores e a uma perda de conforto; foram referenciados aumentos dos 20 minutos para 1 hora para percursos que antes se faziam num único veículo e que com a nova rede passaram a obrigar a dois transbordos (viagem em três autocarros);
• oferece menos alternativas de mobilidade, visto que o número de carreiras foi substancialmente reduzido (de 82
para 49), o que é especialmente grave quando a pontualidade e regularidade dos autocarros é tudo menos fiável;
• o número de viagens de vários autocarros foi substancialmente reduzido, levando ao aumento dos tempos de espera ou à sobrelotação dos veículos; ainda agora, decorridos 9 dias desde a entrada em vigor da nova rede, continuam a surgir inúmeras notícias de carreiras absolutamente lotadas e de veículos que por isso mesmo ignoram as paragens; será que a STCP, apesar de décadas de experiência, não conhece as cargas da sua rede?
• diversas carreiras foram pura e simplesmente suprimidas durante os fins‐de‐semana (embora os passes sejam válidos para os 30 dias do mês!).
Como é evidente, estão criadas as condições para que mais pessoas recorram ao automóvel, contribuindo para o subfinanciamento da STCP. Este acelerar da dependência do automóvel, uma mudança no sentido precisamente oposto ao desejável, continuará a trazer fortíssimos problemas ambientais, como sejam o agravamento das emissões de gases com efeito de estufa e da poluição atmosférica, bem como o acentuar da pressão para a construção de mais estradas e parques de estacionamento. Lamentavelmente, parece também não haver qualquer pudor em impor aos utentes aumentos nos títulos de viagem e nos passes, apesar de a qualidade de serviço
oferecido ser escandalosamente inferior.
O que exigem os utentes de transportes públicos
Num quadro negro como aquele que aqui se descreveu os utentes vêm exigir a reposição imediata da antiga rede da STCP, a qual só deverá ser reconfigurada após ampla discussão pública com os utentes, autarquias, e verificação e validação independente pela Autoridade Metropolitana de Transportes, cujo início de funções se aguarda.
A não reposição da qualidade de serviço de que os utentes de transportes usufruíram até ao final de 2006 implicará a continuidade das formas de luta que têm vindo a ser seguidas. Os utentes não vão cruzar os braços!
A próxima manifestação será já na sexta‐feira, pelas 17:30, no largo dos Lóios, onde se pretende congregar a força dos vários movimentos existentes.