23/02/2007

A música de Zeca Afonso ao longo de toda a 6ª Feira e Emissão Especial às22:30. Convidados ,entre outros, Rui Pato, António Vitorino d'Almeida, Luis P

http://www.antena1.pt/
A partir das 22:30 a Antena 1 realiza uma emissão especial no Centro deArtes e Espectáculos da Figueira da Foz onde Vitorino, Janita Salomé e ZéCarvalho cantarão canções do poeta. A emissão conduzida por Edgar Canelas contará ainda com a reportagem de AnaSofia Carvalhêda a partir do Entroncamento onde João Afonso interpretará alguns dos temas do cantor desaparecido em 1987. Oportunidade ainda nesta hora e meia de emissão para escutar Zeca Afonso na voz de Cristina Branco numa gravação efectuada no Teatro de S.Luíz em Lisboa a 9 de Fevereiro.
Sábado às 19 horas uma hora de emissão com António Macedo e Henrique Amaro.Domingo às 9 da manhã e meia-noite Vozes da Lusofonia Especial com excertos de uma entrevista exclusiva da antena 1 gravada em casa de Zeca Afonso emAzeitão 1983.

POEMA A JOSE AFONSO

Bendita seja o pão
Bendito seja a dor
Benditas as portas do amor

José Afonso, “Benditos”, in Galinhas do Mato

Elevo os teus cabelos à categoria de cidade
– a Cidade Utópica! De Cirene
as ruas e avenidas são os partos da amargura
pelo vento irmanado de Jerusalém,
no teu ventre de Menino. Istambul
sedutor das cabras montanhosas:
Onde e quem
nossa morte
a Sul.
José Carlos Pereira
in Vertentes Da Mesma Luz (1992)

Zeca Afonso é hoje recordado em Portugal



O autor de temas como Grândola Vila Morena, faleceu há 20 anos. Em Vigo há quem queira atribuir o seu nome a uma rua da cidade.

José Afonso, ou Zeca Afonso como ficou conhecido, nasceu em Aveiro mas cresceu entre Angola, Moçambique, Belmonte e Coimbra. Foi na cidade dos estudantes, onde frequentou o Liceu D. João III e a Faculdade de Letras, que Zeca Afonso procurou e se deixou descobrir pelo fado de Coimbra.Teresa Portugal, deputada e mulher de António Portugal, que acompanhou José Afonso à Guitarra, garante que “o Zeca era um cantor multifacetado”.Ao viver de perto as emoções de Zeca Afonso, Teresa Portugal recorda que Zeca Afonso, nos tempos de estudante, “buscava uma música que ainda não tinha”. Um homem complexo mas simples, Zeca Afonso “visitava as velhas da zona alta de Coimbra e conversava muito com a gente. Era um estudante que tinha mais amigos na população do que na comunidade de estudantes”, recorda Teresa Portugal. O estudante, que se tinha entregue ao fado de Coimbra, procurava que lhe ensinasse mais sobre a música portuguesa. Por isso, salienta Teresa Portugal, “o Zeca conhecia as figuras mais carismáticas das cidades e entre elas procurava as que falavam das raízes musicais”.
Teresa Portugal redigiu um texto em memória de Zeca Afonso que foi votado por unanimidade. Por isso mesmo, a deputada afirma que "este é um texto que pertence a todos os partidos".A chamada canção de intervenção surgiu mais tarde e acabou por este género musical que marcou um período importante da História de Portugal.Em 1953, gravou os primeiros discos: «Fado das Águias» e «Outras Canções». Em 1960, editou «Balada de Outono». Era então professor do ensino secundário, tendo leccionado em colégios particulares, por todo o país. Vítima de perseguição do regime ditatorial, Zeca Afonso chegou a ser preso e teve mesmo de deixar de exercer a sua profissão de professor que exerceu em Portugal e em África. A data é hoje celebrada um pouco por todo o país, através de diversas iniciativas, e também além fronteiras. Em Vigo, Espanha, existe mesmo um movimento que pretende atribuir o nome de Zeca Afonso a uma rua da cidade. Os líderes deste movimento argumentam que foi aqui que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público o tema “Grândola Vila Morena”. A canção faz parte do álbum Cantigas de Maio e foi a senha da revolução dos Cravos que trouxe a liberdade e democracia a Portugal.

21/02/2007

MILHARES CONTRA O FECHO DAS URGÊNCIAS


A população do Alto Tâmega, autarcas e representantes de partidos políticos manifestam-se em várias localidades contra o encerramento dos serviços de saúde em Vila Pouca de Aguiar e a desclassificação da urgência no Hospital de Chaves.

Em Chaves, milhares de pessoas, segundo a Lusa, concentraram-se de manhã no Jardim das Freiras e, em Vila Pouca de Aguiar, os populares juntam-se à mesma hora no Centro de Saúde, seguindo depois em caravana ao encontro dos restantes manifestantes.

O Bloco de Esquerda manifestou-se repetidamente contra estas medidas de carácter economicista tomadas sem ter em conta as opiniões das pessoas e o bem estar das populações. Entretanto, a concelhia do PS de Chaves, presidida por Nuno Vaz, já ameaçou demitir-se caso o Governo decida de acordo com o relatório da comissão e desclassifique o hospital de Chaves.

Nuno Vaz disse à agência Lusa que a desclassificação do Hospital de Chaves vai «lesar» toda a população do Alto Tâmega e garantiu que grande parte dos militantes e simpatizantes socialistas se vão associar à manifestação.Estas propostas também já foram rejeitadas, em conferência de imprensa conjunta, no passado dia 7, pelos presidentes dos seis municípios do Alto Tâmega: Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Montalegre, Valpaços e Ribeira de Pena.

Num documento aprovado na semana passada - e já enviado ao Presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e líderes dos grupos parlamentares - representantes de 121 instituições de Chaves «repudiam de forma categórica a proposta de desqualificação» e apelam à manutenção e reforço das urgências do Hospital de Chaves.Os subscritores salientam que o Hospital de Chaves serve «54 por cento do território e mais de 40 por cento da população do distrito» de Vila Real, e acusam aquela comissão de «erros de palmatória» no relatório que elaborou.

Entre esses «erros», destacam a indicação da comissão de que o Hospital de Chaves atende apenas a população deste concelho, quando está a servir também Valpaços, Boticas e Montalegre, a troca do centro hospitalar a que pertence e a omissão do «pólo turístico relevante» que constitui o Vale do Tâmega.

19/02/2007

VARZIM REGRESSA ÁS VITÓRIAS


O Leixões perdeu este domingo dois importantes pontos na recepção ao Portimonense, em partida a contar para a 18.ª jornada da Liga de Honra. Quem aproveitou bem esta ronda foi o Vitória de Guimarães que, ao vencer o Penafiel por 2-0, subiu ao quinto lugar. O líder da prova consentiu na tarde de ontem um empate caseiro a zero, num jogo em que a ineficácia foi rainha. O Leixões desperdiçou inúmeras oportunidades, perante um Portimonense que se limitava a agradecer as falhas. Todavia, a equipa de Matosinhos mantém o primeiro lugar no campeonato, com 35 pontos. A jornada foi produtiva para o Vitória. O técnico Manuel Cajuda garantiu os três primeiros pontos à frente da equipa e ainda viu o Guimarães saltar seis lugares na tabela classificativa, ocupando agora o quinto posto, com 25 pontos. Já o Penafiel, está na nona posição, com menos dois pontos. Por sua vez, o Olivais e Moscavide sofreu uma pesada derrota em casa, por 3-1, ante o Rio Ave e vê-se obrigado a partilhar o mesmo posto com os vimaranenses, enquanto o clube de Vila do Conde está em quarto lugar, com os mesmos pontos do segundo e terceiro classificados, Feirense e Santa Clara, respectivamente.
Por sua vez o Varzim regressou também ás vitorias depois de um largo jejum, batendo a formação de Gondomar por um claro 2-0. Nesta partida referencia ainda para o mau trabalho da equipa de Arbitragem, chefiada por Cosme Machado que conseguiu a proesa de expulsar Pedrinho depois de lhe mostrar dois amarelos, sem que este tenha estado envolvido em qualquer situação para lhe ser mostrado o cartão amarelo. Com esta vitoria a formação poveira ganha novo alento para encarar o resto do campeonato com outra visão por forma a fugir rapidamente do lugar que ocupa na tabela classificativa.

Desta forma, a única coisa a dizer é que está animada esta Liga de Honra, numa altura em que ainda vamos no início da segunda volta. O campeonato promete fortes emoções…

Resultados:

Vizela – Olhanense, 1-0

Varzim – Gondomar, 2-0

Olivais e Moscavide – Rio Ave, 1-3

Leixões – Portimonense, 0-0

Penafiel – Vitória de Guimarães, 0-2

Gil Vicente – Estoril, 0-0

Santa Clara – Feirense, 2-0

Chaves – Trofense, 2-1

17/02/2007

FÁBIO COENTRÃO NA ROTA DO CHELSEA?

A Noticia está no Blog do Rio Ave:
VIAGEM relâmpago e no maior segredo: o extremo-esquerdo Fábio Coentrão, 19 anos, está desde segunda-feira em Londres, onde, a pedido do Chelsea, e por intermédio do empresário português Jorge Mendes, lhe foi dada a possibilidade de tentar convencer os dirigentes dos campeões ingleses de que tem valor para dar o salto para o futebol inglês. Uma semana de sonho e que não prejudica os interesses do Rio Ave, já que o craque se encontra castigado e não poderia jogar este fim-de-semana. O Sporting terá perdido de vez a corrida ao talentoso jovem?
A ausência de Fábio Coentrão dos treinos do Rio Ave, desde a última terça-feira, causou estranheza, embora fosse apresentada a justificação de que o atleta estaria a tratar de assuntos pessoais. Mas não é bem assim...
Cobiçado pelo Sporting, o extremo-esquerdo apenas não se mudou para Alcochete, no mês passado, por desacordo de verbas. Prestes a completar 19 anos, Fábio Coentrão vive momento de grande esplendor, pois é titular e tem sido dos futebolistas em maior destaque na Honra. Como tal, não escapou aos olhares de observadores de clubes estrangeiros, entre os quais o do Chelsea.
Há algum tempo que a formação londrina, por intermédio do empresário Jorge Mendes, havia solicitado a presença de Fábio Coentrão para submeter o avançado a período de observação... em segredo. O facto de estar castigado para o jogo com o Olivais e Moscavide abriu as portas para uma visita ao estrangeiro sem colidir com os interesses do Rio Ave. Foi o que sucedeu. Fábio Coentrão viajou para Londres na passada segunda-feira e apenas hoje deverá regressar a Portugal.

GIL VICENTE - NOVA DERROTA JURIDICA




O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa (TAFL) considerou improcedente o pedido apresentado pelo Gil Vicente Futebol Clube, o qual considerava infundada a resolução fundamentada apresentada pela Federação Portuguesa de Futebol que invocou o interesse público das competições nacionais, no âmbito do chamado ‘caso Mateus’.

Na decisão, notificada, esta sexta-feira, ao organismo que superintende o futebol nacional, o TAFL refere que “é de concluir que a resolução fundamentada evidencia, de modo claro e evidente, os prejuízos para o interesse público” que resultariam da imediata execução da providência cautelar apresentada pelo Gil Vicente.

Ressalvou, ainda, aquele tribunal o facto de a suspensão da decisão do Conselho de Justiça da FPF – objecto da providência cautelar do Clube de Barcelos – “poder colocar em causa toda a época desportiva, eventos desportivos em curso e já anteriormente agendados, implicar o gorar de expectativas de acesso a competições de índole internacional, bem como lesar indirectamente todos os clubes intervenientes, com maior acento na lesão irreversível daqueles que com o decurso do tempo os colocará noutro escalão etário de competição, sem acesso a toda uma época desportiva”.

O TAFL refuta, por outro lado, outros argumentos do Gil Vicente, designadamente o que diz respeito à alegada falta de notificação daquele Clube aquando da apresentação da resolução fundamentada.

PARTIDO SOCIALISTA= VERGONHA NACIONAL


A noticia é trazida á estampa pelo semanário EXPRESSO.
O Partido Socialista, ou melhor dizendo o seu aparelho, e a direita portuguesa negociaram o relatório sobre os voos da CIA.
A Deputada Edite Estrela, Luis Queiró, a Direcção Socialista em suma deviam ter vergonha na cara e demitirem-se. Os verdadeiros socialistas deviam exigir a cabeça da sua Direcção; É UMA VERGONHA
Combinações entre socialistas e a direita e várias recomendações de voto promovidas pelo Governo português levaram a que algumas partes do relatório sobre os voos da CIA fossem eliminadas.
O Expresso teve acesso aos documentos que revelam os contactos entre Luís Queiró, do Partido Popular, e Edite Estrela, do Partido Socialista, assim como a lista entregue pela Representação Permanente de Portugal na UE a alguns deputados, que incluía as partes que deveriam ser aprovadas e as que mereciam reprovação. Exemplo: o parágrafo 118, referente à recusa de Paulo Portas e de Figueiredo Lopes em reunir-se com a comissão de investigação, foi retirado.

16/02/2007

Mudança de hora pode provocar «bug»



A mudança de hora este ano sofreu alterações o que poderá ter implicações a nível do equipamento electrónico.


Alteração da mudança de hora pode originar «bug»A passagem para o «horário de verão» nos Estados Unidos acontece este ano mais cedo, começando a 11 de Março, e termina mais tarde, a 4 de Novembro.

A mudança foi aprovada na U.S Energy Police Act de 2005 o que significa que o software criado antes dessa data poderá sofrer complicações, assistindo-se a um «bug» semelhante ao da passagem do milénio.

O problema não deverá afectar apenas computadores, mas também relógios digitais e outros sistemas que utilizam contagem do tempo.

A pensar nesse problema, a Microsoft avançou com uma solução que baseia-se no update dos programas anteriores a essa data, tendo já lançado uma versão actualizada do Windows XP SP2.

Preços das inspecções automóvel aumenta 2ª feira




A partir de segunda-feira, as tarifas das inspecções de automóveis sobem 46 cêntimos nos veículos ligeiros e 68 cêntimos nos pesados, segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República


O Governo justifica a actualização das tarifas com o aumento da inflação, classificando «oportuno» o processo de revisão do actual regime.

As inspecções de ligeiros passam a custar 22,17 euros e as de pesados 33,18 euros, acrescidos da taxa de IVA de 21 por cento.

Os reboques e semi-reboques vão passar a ser inspeccionados por 22,71 euros (actualmente o preço é de 21,71 euros) e os carros com nova matrícula 55,35 euros (contra 54,21 euros). A estes valores será somado o IVA.

As reinspecções, para verificar as falhas detectadas na primeira inspecção, também vão aumentar e passam a ser de 5,56 euros para os ligeiros e pesados (subida de 11 cêntimos) mais IVA.

O diploma hoje publicado não refere a data de entrada em vigor, mas as regras gerais dizem que as portarias entram em vigor no dia seguinte à sua publicação, segundo fonte do Ministério da Economia.

Assim, segunda-feira a nova tabela de preços já deve estar em vigor.

Luz do Sameiro - Viúvas dos pescadores recebem primeiras indemnizações



Cerca de 50 mil euros, correspondentes aos seguros de acidentes pessoais, foram hoje entregues às viúvas dos quatro pescadores que morreram na sequência do naufrágio do Luz do Sameiro, no final de Dezembro


A companhia adiantou ainda vinte por cento daquele montante a cada uma das viúvas de outros dois pescadores, João Cartucho e José Maciel, que também estavam a bordo do Luz do Sameiro e cujos corpos continuam desaparecidos. O restante dinheiro será entregue logo que as famílias apresentam uma declaração de morte presumida, emitida por um tribunal.

O naufrágio deu-se a cerca de 20 metros da praia da Nazaré e só um dos sete tripulantes do barco, um ucraniano, é que foi salvo, facto que pôs em causa a estrutura nacional de socorro disponível para emergências deste tipo.

O acidente vitimou seis pescadores das Caxinas, em Vila do Conde, e deixou em sérias dificuldades as respectivas famílias, às quais a seguradora decidiu entregar também já o dinheiro correspondente aos subsídios de funeral e de morte, num total de cerca de 7.700 euros por vítima, «para suprir algumas dificuldades naturais».

«Fazemos já estes adiantamentos porque há preocupações sociais que se sobrepõem às questões técnicas», disse hoje à Lusa o director de Sinistros NãoVida da Axa, Fernando Marques, justificando assim a decisão de antecipar estes pagamentos apesar de haver alguns obstáculos legais.

No caso dos pescadores ainda desaparecidos, por exemplo, a declaração legal do óbito só pode ser feita por um tribunal mas num prazo que pode ir até um máximo de dez anos ou cinco, se a vítima tiver completado 80 anos.

Essa barreira legal pode ser ultrapassada com uma declaração de morte presumida emitida por um tribunal, o que possibilitaria às famílias receber a totalidade do seguro de acidentes pessoais. O presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário Almeida, acredita que «o documento será conseguido sem grandes dificuldades».

As viúvas daqueles pescadores, cuja única fonte de subsistência era, até à data do acidente, o salário dos maridos, têm ainda direito a uma pensão que será fixada mais tarde com base no seguro de acidentes de trabalho.

O presidente da Junta de Freguesia das Caxinas, José Postiga, reafirmou hoje que «o naufrágio atingiu famílias muito carenciadas, que vivem muitos problemas».

AS VITIMAS DE SALAZAR


Existe já uma considerável produção memorialística proveniente do diversificado campo da oposição ao Estado Novo. Em 2001, António Ventura publicou o catálogo Memórias da Resistência. Literatura autobiográfica da resistência ao Estado Novo, no qual antologiou noventa e nove extractos de livros escritos por activistas da luta contra o regime de Salazar e Caetano. Desde essa data, mais livros – subtraia-se à contabilidade as inúmeras crónicas ou testemunhos sobre o assunto – foram adicionados a esta lista, estando actualmente o número de relatos desta natureza bem acima da centena. Um exemplo último foi a edição das memórias de Edmundo Pedro, dedicadas ao período da sua formação ideológica e permanência no campo de concentração do Tarrafal.

Por outro lado, e no campo académico, a abordagem dos processos de luta oposicionista tem vindo a interessar um número crescente de investigadores, com alguns deles a deslocarem o foco de atenção para o «outro lado», o lado dos mecanismos, dos fenómenos e dos actores da repressão política. Recentemente, duas teses de doutoramento foram dedicadas a esta temática. Em 2004, Dalila Cabrita Mateus publicou A PIDE/DGS na Guerra Colonial: 1961-1974 – tendo, em 2006, dado à estampa Memórias do Colonialismo e da Guerra, conjunto de quarenta entrevistas, efectuadas no âmbito do referido trabalho, a portugueses e africanos perseguidos pelo seu empenhamento independentista – e Irene Flunser Pimentel apresentou, já este ano, A Polícia Internacional de Defesa do Estado. Direcção Geral de Segurança (PIDE/DGS). História da Polícia Política do Estado Novo, cuja publicação se anseia para breve.

Vítimas de Salazar, de João Madeira, Irene Flunser Pimentel e Luís Farinha, permite percorrer esse duplo caminho que atravessa resistência e repressão. Ao mesmo tempo que aborda a violência cometida pelas autoridades, recupera o rosto daqueles que arriscaram romper o cerco e lutar, das mais variadas formas, contra o regime ditatorial. Como declara João Madeira na introdução, este não é o estudo sistemático «que é globalmente indispensável» e «que tem vindo a ser parcelarmente realizado» sobre este domínio. Ainda assim, convém esclarecer que a obra não se limita a coligir e elucidar situações mais ou menos emblemáticas, mais ou menos desconhecidas – tarefa já de si altamente louvável – mas proporciona uma útil visão de conjunto sobre os mecanismos da repressão política

15/02/2007

DECLARAÇÃO



O Governo e o PS irão proceder à liberalização total do aborto até às 10 semanas de gestação, legalizando-o e introduzindo-o no sistema de saúde.

Dirijo-me àqueles que, como eu próprio, votámos NÃO neste referendo. Aplaudo e agradeço a lição generosa de Humanidade, de convicção, de alegria, de energia cívica que a todos nos foi dada pelos movimentos e associações que mostraram como a causa da Vida e da Família vibra na nossa sociedade.

Reafirmo tudo o que disse. E continuarei a dizer.

Os nossos sentimentos, no CDS, são de mágoa, serenidade e determinação.

Mágoa por ver Portugal enveredar por um caminho que fere a matriz humanista da nossa História, levando a consagrar na lei, sem qualquer justificação, uma dupla violência: sobre o filho e sobre a mulher, mãe.

Mágoa por ver prevalecer uma linha de indiferença, em vez de solidariedade, perante dificuldades humanas e a dor.

Mas o nosso sentimento é também de serenidade e de determinação.

A serenidade própria de quem falou e votou com razão e com coração.

A serenidade própria de quem age com moderação e equilíbrio, tendo apontado outros caminhos e respostas, ao encontro das pessoas concretas, de cada filho concreto, de cada mulher concreta em situação de dificuldade ou de risco.

A serenidade própria de quem sabe estar em linha com o seu tempo e, portanto, cada vez mais em linha com o futuro, suportado pelo conhecimento, pela modernidade, pela acção social solidária.

Votámos NÃO. Continuamos, continuaremos, do lado da Vida.

Reafirmo e renovo, nesta data, nesta hora, o nosso compromisso fundamental como partido, com o direito à Vida e com a saúde e dignidade da mulher. Não nos resignamos, não nos resignaremos.

Votaremos contra as leis de liberalização do aborto e pugnaremos, no futuro, pela sua alteração.

Faremos examinar com todo o rigor o conteúdo e a constitucionalidade das leis e regulamentos que a maioria socialista e o Governo se preparam para adoptar para instalarem o aborto livre. Seremos exigentes na aplicação do dinheiro dos contribuintes, combatendo entorses e desvios nas prioridades de saúde pública. Lutaremos contra o abuso de empresas especializadas no aborto, que exploram um negócio de violência sobre a vulnerabilidade da mulher, com o financiamento do Estado, e estaremos atentos à sua fiscalização.

Continuaremos sempre no mesmo campo – e pedimos aos portugueses que o reforcem – do lado da Vida, na acção social concreta, quotidiana, de proximidade, naquele caminho positivo e de futuro que tem sido aberto por tantos movimentos e associações.

Somos contra o aborto clandestino. E somos contra este aborto livre legal.

O que queremos é que todos os filhos possam nascer, na nossa terra, e que todas as mães, em dificuldade, tenham o abraço de que precisam, no nosso país.

É esse o sentido do nosso propósito, militantes do direito à Vida, da causa da família, do direito – e do dever – de se ser mãe e se ser pai. Com o apoio da comunidade, em vez deste abandono.

Continuaremos. Não baixamos os braços. Não calamos a voz.

Nenhuma vida é de mais.

O Eng.º José Sócrates ficará responsável por uma das páginas tristes da História portuguesa, ao insistir num movimento político e legislativo que lesa valores e direitos fundamentais, que fractura a sociedade portuguesa e que, teimando em ideias ultrapassadas e anacrónicas, vai ao arrepio do conhecimento e da modernidade. A baixa participação no referendo confirmou que este não era um tema querido dos portugueses, nem constituía qualquer tipo de prioridade social ou nacional que merecesse ser atendido.

Agradeço aos militantes do CDS o empenho nestes valores e nesta campanha, que continua. Sabemos que aqui se cruza uma causa universal. Hoje, Portugal desacertou o passo com a História. Lutaremos para que o acerte de novo no futuro, na linha dos valores personalistas. Quem quiser vir connosco, é sempre bem-vindo.

Nenhuma voz é de mais.

Lisboa, 11 de Fevereiro de 2007

José Ribeiro e Castro
Presidente do CDS-PP

Centralismo do Governo prejudica QREN

Deveríamos estar a iniciar um novo ciclo de investimento, com a aplicação das perspectivas financeiras 2007/ 2014, uma derradeira oportunidade para Portugal.
Ao invés de aproveitarmos a oportunidade para lançar um novo paradigma de desenvolvimento, um novo ciclo, verificamos com surpresa que o Governo tudo está a fazer para adiar o início do novo QREN.
Vinte anos depois, dois períodos distintos se viveram; o nosso PIB cresceu de 57,5 % da média europeia em 1985 para 68,5% em 1995 e 73,4% em 2000, houve uma convergência efectiva; regredimos para 69,2% em 2005, o que nos afasta cada vez mais dos nossos parceiros europeus, designadamente da Espanha que convergiu de 72,6% para 91,3% e da Grécia que mantém o ritmo de convergência passando de 73,7% para 77,1% no mesmo período.
Não só divergimos neste período como verificamos, da leitura dos fundamentos do QCA III e do QREN, que os diagnóstico quanto às nossas fragilidades se mantêm bem como as soluções, o que demonstra a irracionalidade das orientações seguidas nos últimos anos.
Então, que fazer ?
Deveríamos estar perante um exercício pleno de mobilização dos diferentes actores, autarquias, empresas, sistema cientifico e tecnológico, sistema escolar, trabalhadores, etc., deveria o Governo, numa metodologia correcta, construir a casa pelos alicerces e não pelo telhado, promovendo uma estratégia diferenciada das regiões, alicerçada em Quadros de Referência Estratégico Regionais e com base nestes construir o QREN, Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Não seguiu este caminho, antes aposta numa estratégia centralista que já provou o que dá no QCA III, para já não falar da profusão de planos que não se percebe muito bem como se integram, senão vejamos, Quadro de Referência Estratégico Nacional, Plano Nacional para o Crescimento e o Emprego, Plano Tecnológico, Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável, Plano Nacional de Emprego, Plano Nacional para a Igualdade e Programa Nacional da Politica de Ordenamento do Território, todos estes planos com uma característica comum, foram concebidos ao nível central sem um papel activo das regiões e dos municípios.
Mais uma vez, os Municípios terão aqui um papel decisivo, assumindo-se como agentes de desenvolvimento integral, alargando também as suas competências para o âmbito económico, mobilizando o triângulo virtuoso do desenvolvimento, autarquias locais, associações empresariais e empresas e o sistema cientifico e tecnológico, englobando o sistema de ensino.
Todas as actuações futuras terão que ser intermunicipais e diferenciadas, aproveitando as dinâmicas criadas em torno das Áreas Metropolitanas e Comunidades Urbanas, construindo estratégias integradas nos domínios da Inovação, Competitividade e Empreendedorismo, Qualificações e Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente.
É fundamental corrigir o que correu mal no último QCA, ultrapassar as debilidades que resultaram de um excesso de investimento mal articulado em infraestruturas e apostar no investimento em actividades inovadoras e de alto valor acrescentado baseadas no conhecimento e na aposta na educação, na formação e na investigação aplicada às empresas.
O novo paradigma do que é investimento não se pode medir pela quantidade de obras inauguradas, antes numa lógica de desenvolvimento sustentável assente em estratégias que fixem pessoas e competências criando riqueza.
Mais uma vez, como no ciclo das infraestruturas básico, os Municípios e os Autarcas terão o papel decisivo.

António Almeida Henriques
Deputado do PSD
Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD

MAIS DORES DE CABEÇA...


No proximo dia 21 de Fevereiro, as dores de cabeça dos poveiros, e automobilistas que por cá passam, vão aumentar e de que maneira; já não bastavam as obras da Av. Mousinho, e dos actuais estrangulamentos do fluxo de transito, e agora vai caír-lhes em cima as obras da Praça do Almada. Com um tempo de "gestação" previsto de nove meses, nem a recente vitoria do SIM no referendo sobre a despenalização a fará ABORTAR. No proximo dia 8 de Março, já depois das obras começarem vão ser explicadas no salão Nobre da autarquia. Não seria melhor explicar antes de começarem?

VARZIM LAZER...EMPRESA OU ARRANJO PARA OS DA COR LARANJA?



A empresa Varzim Lazer, é uma empresa de capital do municipio, mas gerida de forma obscura...não que os seus gestores, o pretendam, mas por imposição da Camara Municipal e de Macedo Vieira e seus pares: senão vejamos:
O Filho do presidente...Gustavo de seu nome é funcionário da Varzim Lazer...e com um ordenado de fazer inveja a muitos dos trabalhadores do municipio; mas a " corrupção" não fica por aqui: Sabiam que a esposa do Vice presidente Eng. Aires Pereira, também ela funcionária da Varzim Lazer, tem um Ordenado na casa dos mil e quatrocentos euros mensais? O que faz mais a mulher do Vice presidente que as outras funcionárias da empresa? Ou será que tem esse ordenado pelo facto de ser esposa de Aires Pereira?
A exemplo da Camara de Lisboa, quando a Judiciária se virar para a Póvoa, vamos ve-los todos a fugir... quais ratos de esgoto
O recente estudo de viabilidade da empresa municipal e a sua reformulação, encomendada a Daniel Bessa, e que foi hoje apresentada em conferencia de imprensa, remete para que O complexo das Piscinas Municipais, o Pavilhão Municipal, a Academia de Ténis e a Praça de Touros devam retornar para a propriedade da Câmara da Póvoa. Segundo Daniel Bessa,a Varzim Lazer “cumpriu a sua missão” mas, no futuro, “não conseguiria suportar eventuais reparações nessa máquina pesada de equipamentos públicos”.
A questão é muito simples: a forma mais iverosimel de admitir na autarquia os amigos, familiares, e portadores do cartão ou ficha do PSD

14/02/2007

Alunos do 4º e 6º anos vão fazer provas de aferição



Os alunos do 4º e 6º anos vão fazer obrigatoriamente provas nacionais de aferição a Língua Portuguesa e Matemática, até aqui apenas realizadas por uma amostra de estudantes, segundo um despacho hoje publicado em “Diário da República”.
Segundo o documento, "as provas de aferição, a realizar no final do 1º e do 2º ciclos do ensino básico, deverão ser aplicadas anualmente ao universo dos alunos, nas escolas públicas e nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo".

Introduzidas em 2000/01, as provas de Língua Portuguesa e Matemática eram até aqui realizadas por uma amostra representativa dos alunos para ajudar os professores e a tutela a aferir se estão a ser adquiridas as competências básicas nas duas disciplinas.

Apesar de não contarem para efeitos de retenção dos alunos, as notas passarão a estar afixadas em pauta, possibilitando, segundo o Ministério da Educação (ME), "uma reflexão colectiva e individual sobre a adequação das práticas lectivas".

Os estabelecimentos de ensino passarão a ter de realizar um relatório, a partir da análise dos resultados alcançados pelos alunos, no qual definem um plano de acção com medidas para melhorar o desempenho a Língua Portuguesa e Matemática.

PROCURADOR PEDE SUSPENSÃO DE PROCESSOS DOS CASOS DE ABORTO


O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, recomendou hoje aos procuradores gerais distritais a necessidade de deixar de ser prioritária a investigação de todos os factos relacionados com crimes de aborto e recomendou ainda que, sempre que possível, se proceda à suspensão provisória de todos os processos pendentes relativos ao mesmo tipo de crime.
O objectivo desta orientação de Pinto Monteiro, transmitida por escrito aos magistrados do Ministério Público, é o de recorrer a tudo o que a lei permite de forma a evitar a injustiça de submeter mulheres a julgamento por factos que estão prestes a ser discriminalizados.

Parlamento Europeu condena voos da CIA


O Parlamento Europeu aprovou, por larga maioria, o relatório que denuncia a utilização de Portugal e de outros países da União Europeia para voos ilegais da CIA de transporte de prisioneiros suspeitos de terrorismo. A resolução da assembleia parlamentar da UE foi aprovada com 382 votos a favor, 256 contra e 74 abstenções. Neste relatório, o Parlamento Europeu considera “inverosímil” que certos governos europeus não soubessem o que se passava nos seus aeroportos. Durante a sessão parlamentar de hoej, o relator do documento, Giovanni Fava, acusou alguns de governos de “olharem para o lado” enquanto se praticavam abusos dos direitos humanos nos seus países. Portugal embora bastante citado no relatório, teve, por pressão do PS e PSD, as críticas às actuações dos governos bastante adocicadas.
Segundo noticia da Lusa, o Parlamento Europeu exortou hoje Portugal a investigar possíveis casos de detidos transportados ilegalmente pela CIA através de território português e saudou a abertura de um inquérito- crime em Portugal sobre o assunto.Na posição final adoptada pela assembleia de Estrasburgo, com base nas conclusões da comissão temporária que durante um ano investigou a utilização de países europeus pela CIA para transporte ilegal de suspeitos de terrorismo, o PE "poupa" o governo português e aponta mesmo a colaboração prestada pelo executivo.O texto final apenas observa que as autoridades portuguesas "não puderam" responder a todas as questões levantadas pela missão da comissão temporária que se deslocou a 06 de Dezembro a Portugal.
Na versão das conclusões adoptadas em sede da comissão - e alterada por iniciativa dos socialistas europeus - lamentava-se que Lisboa não tivesse podido ou "não tenha querido" fazê-lo.
Também o anterior governo PSD/CDS-PP fica de fora do documento final, com a exclusão de um parágrafo que lamentava a recusa dos antigos ministros Paulo Portas (Defesa) e Figueiredo Lopes (Administração Interna) de falarem perante a comissão.
Foi também "chumbada" a introdução de um outro parágrafo (sugerido pelo Grupo da Esquerda Unida) a considerar improvável que o antigo primeiro-ministro Durão Barroso, actual presidente da Comissão Europeia, desconhecesse as actividades da CIA em Portugal.
A decisão da Procuradoria-Geral da República - tomada após uma participação da eurodeputada Ana Gomes - levou a que o documento final tenha passado também a contemplar Portugal, juntamente com Itália, Espanha e Alemanha, num ponto em que se "enfatiza o trabalho sério e rigoroso desenvolvido pelas autoridades judiciárias" destes países.
A assembleia convida as autoridades judiciárias de outros Estados-membros a agirem de forma semelhante.

O Parlamento Europeu manifesta também "preocupação" - e não "profunda preocupação", como na versão original saída da comissão temporária - pela lista que a comissão obteve que indica que, além das 91 escalas efectuadas, aeronaves civis e militares de vários países com destino ou provenientes de Guantanamo, entre 11 de Janeiro de 2002 e 24 de Junho de 2006, utilizaram o espaço aéreo português e realizaram mais 14 escalas em aeroportos portugueses.
O texto "constata em particular" o caso de Abdurahman Khadr, alegadamente transportado a bordo do Gulfstream IV N85VM, de Guantanamo para Tuzla, na Bósnia- Herzegovina, em 6 de Novembro de 2003, com escala num aeroporto português, em 07 de Novembro de 2003.
A assembleia parlamentar da UE exorta as autoridades a investigarem outros possíveis casos de detidos transportados ilegalmente através de território português.
Entre as delegações portuguesas, apenas o CDS-PP votou contra, tendo o relatório merecido o apoio dos eurodeputados do PS, PSD, PCP e Bloco de Esquerda.

HOMENAGEM A ZECA AFONSO