28/03/2007

"Ó pai, onde é que vamos?"


A história de um despejo...ou a insensibilidade de quem detem o poder


Artigo de Emanuel Carneiro, e José Mota publicado no Jornal de Noticias



A menina, que ainda não conheceu mais do que quatro anos de existência, saiu, pela última vez, do acampamento da Rua do Bacelo, freguesia de Campanhã, no Porto. Ela e mais cerca de 45 pessoas foram despejadas, ontem, do local, por ordem camarária. Permanecerão durante 60 dias em diversas pensões da cidade, até que a autarquia as realoje em habitações municipais.

O princípio do final do aglomerado de barracas começou cedo, pelas 5.30 horas, "quando uma carrinha da Câmara veio cortar a água. Às 7, chegaram as carrinhas da Polícia", revela Miquelina Pereira, do Movimento de Utentes de Serviços Públicos de Campanhã.

Por volta das nove horas, botijas de gás e artefactos similares eram expulsos das barracas por funcionárias da autarquia. Os habitantes já estavam cá fora. Limitavam-se a olhar.O despejo começou a ganhar contornos nítidos há cerca de duas semanas, prazo para os moradores abandonarem o acampamento, nos termos de uma primeira notificação entregue pela Câmara. Nesta e em notificações ulteriores, a autarquia consubstanciava os motivos para a demolição das barracas no facto de o terreno onde foram construídas estar em "grave estado de insalubridade", havendo "perigo para a segurança e saúde dos ocupantes, bem como para a saúde pública".Apesar das deficientes condições, Alcino Carvalho não tencionava tirar a família do Bacelo. "Vivo aqui há 20 anos, não quero levar a minha mulher e os meus cinco filhos daqui", afirma o amolador. A vontade foi ignorada. Está numa pensão, para onde sempre se recusou a ir. E mesmo esta forma de alojamento encontrou diversos engulhos a nível institucional. Isto porque as três técnicas da Segurança Social que se deslocaram ao acampamento ontem de manhã não podiam, sequer, garantir as pensões como tecto para as cerca de 50 pessoas. Aliás, a indefinição levou, inclusivamente, a que Rui Rio, ao início da tarde, solicitasse a intervenção do secretário de Estado da Segurança Social, Rui Marques, no sentido de os serviços estatais "assumirem as suas responsabilidades", iniciativa que, segundo fonte autárquica, "levou ao compromisso da tutela em resolver o problema". A resolução passa, então, pelo alojamento em pensões durante dois meses, findos os quais a Câmara entregará habitação social aos agregados familiares que cumpram os critérios para serem contemplados. A medida foi colocada em prática ao fim do dia, através da comunicação das técnicas aos habitantes do Bacelo. Por outro lado, Matilde Alves, vereadora da Habitação e Acção Social, e Lino Ferreira, do Urbanismo, deslocaram-se ao terreno para se certificarem do andamento dos processos, tanto o da demolição como o do realojamento. Não testemunharam o desânimo de uma mulher que desabafou para o cão que segurava pela coleira "Vamos lá mudar de casa". Entretanto, continuava o tráfego aturado dos camiões - de inscrição "Valorize a vida separando o lixo" pespegada nas portas - com o entulho que as retro-escavadoras lhes depositavam nas costas. Activistas de diversas organizações opositoras do despejo andavam, igualmente, em azáfama permanente. Aliás, a SOS Racismo acabaria por denunciar, em comunicado, o que classifica de "arrogância do presidente da Câmara, que, aos pedidos de diálogo, respondeu com autismo, prepotência e medidas policiais". Uma mesa moribunda - com um cão atado a ela -, uma cadeira às portas da morte. Vera Augusto, outra das pessoas que só conheceram como lar o Bacelo, está sentada. Chora. Tem um pano acima dela. Diz "Pensões não são solução, direito à habitação".Na verdade, lágrimas foi o que não faltou, ontem, no acampamento. Resignadas, impotentes, envergonhadas. O Bloco de Esquerda foi mais contundente na contestação. Também em comunicado, refere que o presidente da Câmara do Porto tratou os 46 locatários das barracas demolidas no Bacelo como "lixo social". Nesse sentido, a estrutura garante que vai levantar a questão numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal, no próximo dia 2. Francisco Machado, o patriarca do acampamento, carrega colchões e cobertores para uma carrinha, na qual, já sentado, está um cego. Apalpa o vidro da janela, para saber se está aberto."Dão-me um pontapé, mandam-me daqui para fora. Não sei porquê", clama Francisco. Funcionários continuam a despejar coisas nos camiões. São peças pequenas. As maiores são entulho que, ainda assim, alguém vai aproveitar. Vera só ontem arrumou os 180 lápis de muitas cores. Vera deixou-se para o último dia. "Tirei as minhas coisas hoje [ontem] mesmo". As bonecas, os "meus" diários, 180 lápis "de muitas cores", os livros da escola, as "minhas" coisas pessoais. Tem nove anos de acampamento de Bacelo - nasceu na Maternidade Júlio Dinis, no Porto -, tantos quantos os aniversários celebrados. Anda no 4.º ano, nas carteiras da Escola da Lomba, em Campanhã. A noite passada, dormiu numa pensão, com a mãe, o pai e os dois irmãos. "Os meus pais disseram-me que isto ia tudo abaixo". Ontem andou "colada", por longos momentos, a uma das activistas que contestaram o despejo. O prazer na companhia era recíproco. Parte do discurso é nitidamente formatado pelo exemplo dos mais velhos. "O Rio [presidente da Câmara Municipal do Porto] não vai dar casa. Temos de ir para uma pensão durante 60 dias, era melhor ficarmos aqui". Depois, ainda não sabe para onde vai.Todavia, o sorriso trai-a não consegue disfarçar a jovialidade intrínseca a uma menina de nove anos.

25/03/2007

Braga segue em frente na Taça




O Sporting de Braga completou hoje o lote de semi-finalistas da Taça de Portugal de futebol, ao derrotar em casa o Varzim, por 2-0, com um "bis" do brasileiro Maciel, em jogo em atraso dos quartos-de-final.
Servido em ambos os casos pelo compatriota Wender, o avançado brasileiro Maciel marcou um golo em cada parte, aos 33 e 67 minutos, acabando com a "aventura" da equipa da Liga de Honra, que afastou o Benfica nos oitavos-de-final. A trocar bem a bola e a jogar de "cabeça levantada", o Varzim só aos 13 minutos permitiu que o Braga chegasse à sua área, com Wender, a falhar o remate e, na recarga, Zé Carlos atirou ao lado. Aos 32 minutos, Wender cabeceou a bola após um pontapé de canto contra a sua equipa e teve que receber assistência e sair do relvado. Quando regressou, e depois de o Varzim ter estado próximo do golo, recebeu a bola no meio-campo, correu com ela até à grande área e deu de "bandeja" para Maciel, que "encostou" e fez o 1-0.Na segunda parte, o técnico do Varzim, Diamantino Miranda apostou em Roberto para o lugar de Luca, mas daí não colheu grandes dividendos, uma vez que a sua equipa continuava sem encontrar espaços para incomodar o guarda-redes Paulo Santos. Mesmo assim, aos 62 minutos, Marco Cláudio na direita e no interior da grande área, disparou de primeira e a bola saiu a centímetros da trave da baliza do Braga. Cinco minuto depois, Wender voltou a lançar Maciel no contra- ataque e este fez o 2-0, "matando" o jogo. As meias-finais, agendadas para 18 de Abril e já só com equipas do escalão principal, vão concentrar-se em Lisboa. O conjunto orientado por Jorge Costa visita o Belenenses, enquanto a outra partida opõe o Sporting ao Beira-Mar, no Estádio José Alvalade.

MACEDO VIERA COM "SALÁRIO FORA DA LEI"


Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, foi contemplado pela VARZIM LAZER ( ou seja com dinheiro de todos nós ) com 935 euros mensais em senhas de presença, embora os resultados da empresa também fossem negativos.


Metade dos administradores de empresas municipais recebeu, durante 2003 e 2004, vencimentos e despesas de representação que excederam os limites impostos pela lei. Esta é uma das principais ilegalidades apontadas numa auditoria do Tribunal de Contas (TC) (aqui) aos vencimentos e remunerações dos gestores destas empresas divulgada pela imprensa portuguesa este sábado.


Autarcas/gestores a ganhar mais 75 por cento que Presidente


O TC concluiu que em quase 30 por cento das empresas municipais, onde os administradores acumularam essas funções com as de autarcas locais, os seus salários conjuntos ultrapassaram em 75 por cento o vencimento máximo do Presidente da República, incluindo despesas de representação, noticia o Diário de Notícias.

Os carros, os telemóveis e os cartões de crédito


Além dos vencimentos, o TC encontrou diversas irregularidades na utilização de viaturas, de cartões de crédito e de telefone de serviço. Concluiu-se que em quase um terço das empresas tinham sido atribuídas viaturas de serviço a membros do conselho de administração, «para uso pessoal ou indiferenciado» sem que esse benefício «estivesse previsto na lei ou sequer autorizado».
Onze administradores viram as suas despesas com telemóveis serem pagas pelas empresas que dirigiam, apesar de não existir qualquer deliberação que o autorizasse. O mesmo aconteceu em duas empresas cujos administradores usaram cartões de crédito, sem que tal fosse autorizado. Num destes casos, o plafond anual dos administradores chegava aos 3600 euros.

Recebia mais 190 por cento do que a lei permite


O TC conclui que, por mais discricionária que seja a fixação das remunerações dos gestores de EM, não podem exceder o estabelecido no Estatuto do Gestor Público (EGC). É inspirado neste diploma que descobre enormes disparidades, ao somar à remuneração base as despesas de representação, explica o Jornal de Notícias. O único vogal remunerado da Mafratlântico só auferia salário base 8800 euros ilíquidos por mês. Mais 190 por cento do que o limite do no EGP, actualizado anualmente.
Em 14 empresas, o salário dos gestores excede o previsto nos critérios do EGP. Todos os membros da EPUL, por exemplo - há mesmo um caso em que o desvio se aproxima dos 40 por cento. Na GOP (Gestão de Obras Públicas da Câmara do Porto), há dois casos de 30 por cento a mais, revela o JN.


Tinham direito a salário, mas não viram um tostão


O contrário - gestores que não recebem um cêntimo quando tinham direito a salário - também acontece. Na Figueira Domus (Figueira da Foz), EMAR (Beja), Satu-Oeiras e Parque Desportivo de Aveiro, por exemplo.
O TC refuta a tese - expendida, entre outros, por Fontão de Carvalho - de que as componentes acessórias não integram o salário, pelo que é dispensável que sejam fixadas nas deliberações sobre o estatuto remuneratório. Neste campo, foram encontradas diversas situações de abuso.

Recebeu prémio de desempenho quando resultados eram negativos


Poças Martins, à época vice-presidente da Câmara de Gaia, recebeu um prémio de gestão por presidir à Águas de Gaia, num período em que os resultados da empresa davam sinal de alarme. Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, foi contemplado com 935 euros mensais em senhas de presença, embora os resultados da empresa também fossem negativos.
Sequeira Braga, então presidente da EPUL, chegou a registar uma média mensal de gastos com cartão de crédito, sem cobertura legal, de quase 1900 euros, segundo o JN.

PORTUGAL 4 - BELGICA 0


O novo Estádio José Alvalade continua a ser talismã para Portugal. Em quatro jogos, quatro vitórias. Desta feita, a vítima foi a Bélgica, que se previa ser um adversário complicado, até porque a formação das quinas nunca tinha vencido a sua congénere, em jogos oficiais. A Selecção Nacional venceu por 4-0, mas os golos tardaram em chegar. O encontro valeu pela segunda parte, porque a primeira não correu bem aos pupilos de Scolari. Bastou fazer o primeiro golo para quebrar a muralha defensiva belga e construir uma vitória importante na caminhada para o Euro-2008.
Perante as ausências de Deco, lesionado, e de Simão, castigado, Scolari apostou em João Moutinho e em Quaresma. Paulo Ferreira foi a escolha do seleccionador para o lugar de lateral-esquerdo. O médio mostrou maturidade, velocidade e raça. A aposta foi ganha. Nas laterais as coisas não correram bem, na primeira parte. É certo que tanto Quaresma quanto Cristiano Ronaldo criaram jogadas perigosas, mas ambos se mostraram demasiado individualistas.
O jogo começou lento, mas à passagem do minuto 4 acelerou, através de um lance de Moutinho. Uma boa iniciativa do médio leonino, pela esquerda. A defesa belga cortou para os pés de Quaresma, que tentou colocar no canto superior esquerdo da baliza defendida por Stijnen.


Esteve quase, quase e o Estádio José Alvalade vibrou.


Percebeu-se que as individualidades podiam fazer a diferença. Portugal começou a trocar melhor a bola e, aqui e ali, surgiram bons lances. Mas não bastavam fintas para ultrapassar uma equipa que defendia com muitos atletas. Para além disso, os centrais belgas, com toda aquela altura, anularam Nuno Gomes, quase por completo.
A Selecção não jogou bem durante a primeira parte, ainda que tenha dominado o jogo. «Faltou equipa». A ligação entre o meio-campo e o ataque falhou em muitas ocasiões e as individualidades não se mostraram inspiradas. Já os belgas apostaram em (escassos) contra-ataques e o maior perigo surgiu aos 18 minutos, na sequência de um livre. Mais por demérito luso que por mérito belga.


Só custou fazer o primeiro .


No início da segunda parte, parecia que Portugal ia continuar sem criar perigo efectivo junto da baliza de Stijnen. Puro engano. Continuou a dominar e, finalmente, materializou a sua superioridade. Bela jogada de Moutinho e Nuno Gomes fez 1-0, aos 52 minutos. Logo depois Cristiano Ronaldo aumentou a vantagem lusa, perante um bom cruzamento de Quaresma. Os belgas podiam ter reduzido aos 65 minutos, mas Sterchele falhou um golo certo.
O 3-0 surgiu dos pés de Ricardo Quaresma. Tentou, tentou e conseguiu fazer a «maldade» de colocar a bola fora do alcance de Stijnen, usando «a sua famosa» trivela. Cristiano Ronaldo, que nem esteve em noite inspirada, conseguiu bisar, aos 74 minutos. A partir do momento em que Portugal fez o primeiro golo, a defesa belga «quebrou». Aí o perigo sucedeu-se e confirmou-se a goleada.


Afinal queriam travar Quaresma.


Durante a semana viveram-se momentos «quentes», após as declarações do guarda-redes belga, que terá defendido a utilização de jogo duro para travar Cristiano Ronaldo. A verdade é que o jogo teve alguns momentos de dureza, pelo poderio físico dos belgas, mas a «vítima» foi outra. Quaresma sofreu algumas faltas, duas muito «duras» logo aos dois minutos. Aos 42 minutos tudo podia complicar-se. O extremo sofreu mais uma falta de Hoefkens e, perante a passividade do árbitro, entrou «a matar» sobre o adversário. Fica a ideia de que o extremo tentou «pagar na mesma moeda». Uma atitude que poderia ter saído cara a Portugal.

23/03/2007

Aliciou jovem pela net e depois violou-a

Um brasileiro de 24 anos é suspeito de violar e extorquir dinheiro a uma jovem de 15 anos que aliciou pela internet. Os crimes ocorreram em Vila Verde e na Póvoa de Varzim. O suspeito foi detido ontem pela Judiciária do Porto. Para ganhar a confiança da jovem, o informático fingiu que era fotógrafo de uma agência de modelos.
A jovem e o agressor terão travado conhecimento em meados de Janeiro através de um chat na página da Internet Facebook. Depois de algumas conversas o suspeito, residente na Póvoa de Varzim, convenceu a jovem a realizar uma sessão fotográfica.
O brasileiro recolheu fotografias eróticas e pornográficas e acabou mesmo por violar a jovem. Não satisfeito, o suspeito tentou ainda extorquir «uma considerável quantia em dinheiro» à adolescente, dizendo que iria vender as fotografias a responsáveis por sites na Internet.
Foi então que a jovem, que frequenta uma escola profissional em Vila Verde terá contado às amigas a chantagem de que estava ser vítima. De seguida, e com a intenção de a ajudar, as jovens armaram uma cilada ao indivíduo, apanhando-o e imobilizando-o, após o que chamaram a GNR local.
O caso foi entregue, então, à PJ de Braga, a qual entregou o indivíduo à Directoria do Porto, dado o tipo de crimes em causa, nomeadamente o de extorsão através de meios informáticos.
O suspeito não tem antecedentes criminais, mas a PJ suspeita que hajam mais vítimas.
A Polícia Judiciária mais uma vez alerta a população para a necessidade de atenta supervisão por parte dos titulares do poder paternal da utilização por menores e outros incapazes dos referidos Chat, pois têm sido meio privilegiado para a prática de crimes, nomeadamente sexuais, sobre aqueles.

22/03/2007

DIRECÇÃO OU COMISSÃO LIQUIDATÁRIA?

No site do Clube Desportivo da Póvoa e relacionado com a sua secção de Desportos Motorizados, pode ler-se:

3º Rali Clube Desportivo da Póvoa - Esposende
Contando mais uma vez para o Campeonato Regional Ralis Norte - terra e ainda prova extra, a terceira edição do Rali C.D.Póvoa - Esposende, vai par a estrada já no próximo dia 22 e 23 de Setembro. Mantendo a tradição deste Clube - e porque os espectadores e os concorrentes sempre o merecem - o traçado da prova será ligeiramente diferente da anterior edição.
A prova especial nocturna de Esposende, irá para a estrada na Sexta-feira, pelas 22.00H, decorrendo junto à foz do rio Cávado, em piso de asfalto contrariamente ao restante da prova que será disputada em pisos de terra. Baseada numa aposta forte na realização deste rali, tentou-se criar um espaço onde concorrentes e patrocinadores possam obter uma cobertura mais eficaz, possibilitando também ao público um melhor acompanhamento deste evento.
Durante o dia de Sábado, os concorrentes percorrerão as provas especiais de Gemeses/Perelhal, Palme/Aldreu/Fragoso e Forjães/Antas/Vila Chã, apresentando a terceira especial, alterações substanciais relativamente à edição de 2005. Com cerca de 126Km totais e 54Km de provas especiais, esta prova irá para a estrada pelas 11.00H de Sábado, prevendo-se o final em Esposende pelas 16.00H. De realçar a imprescindível colaboração da Câmara Municipal de Esposende, que na pessoa do seu Presidente, João Cepa, bem como toda uma equipa de colaboradores têm sido um forte apoio na manutenção desta prova; Hotel de Ofir, Confiauto, Espomecânica, Pacha-Ofir, Juntas de Freguesia de Gemeses, Perelhal, Forjães, Antas, Vila Chã, Palme, Aldreu e Fragoso são entidades que se têm mostrado também fundamentais para o desenvolvimento desta prova. Com estes apoios bem como o de todas as equipas de controladores e inter's que irão participar na organização deste rali, o Clube Desportivo da Póvoa espera levar à estrada um bom espectáculo automobilístico; só desta forma, quer pilotos, quer espectadores, podem satisfazer o seu gosto que é, também, o nosso!
Ao longo de todos estes anos a secção de Desportos Motorizados do CDP, tem mantido um excelente leque de realizações, que tem de alguma forma sido uima pedrada no charco dentro do clube, não pretendendo colocar de fora nenhuma modalidade do Clube.
Mas vem isto a proposito de um grupo de associados, liderado por Jose Eduardo Matos Almeida Caldeira Figueiredo, que tendo candidatado-se aos Corpos Gerentes do Clube mais parecem uma comissão liquidatária do grandioso Clube Desportivo da Póvoa. De facto, depois de terem apresentado um relatório de contas " falsificado" onde davam conta de um sem numero de pagamentos efectuados relacionados com as despesas do Rali que anteriormente falamos, vem agora os fornecedores de serviços ameaçar o clube com processos em Tribunal, para verem cumpridos aquilo que se comprometeram com os homens da secção de Desportos Motorizados. E o que é mais espantoso, é o facto de terem mentido aos homens da secção quando foram confrontados com a situação. O Grande Clube Desportivo da Póvoa não pode estar ao sabor de um bando de malfeitores que vestem a pele de cordeiros. Por este andar de facto mais parecem uma comissão liquidatária.

18/03/2007

Contra Ventos e Marés ou seja contra 14


O Varzim deslocou-se hoje ao terreno do Penafiel e averbou a sua primeira derrota da era Diamantino Miranda. Mas para quem não viu a partida em Penafiel, poderá parecer normal a derrota frente á equipa duriense; nada disso; o Varzim esteve a anos luz das ultimas partidas, e o Penafiel praticamente não incomodou o guarda redes Ricardo. No primeiro Golo uma perdida infantil de Pedrinho, que depois obrigou Alexandre a "fazer" a grande penalidade, embora o capitão devesse ter mais atenção nestes lances. O Segundo Golo uma nova perdida desta feita de Nuno Ribeiro e Marco Claudio e que deram o segundo ao Penafiel. Mas a equipa do Varzim apareceu algo apática, com Nuno Rocha e Mendonça a não conseguirem segurar o esferico. Nem o Grande Golo de Marco Cláudio conseguiu trazer os tres pontos de Penafiel.Mas esta partida ficou também marcada pela grave lesão de Pedro Moreira. O lateral direito da formação duriense, na disputa de bola com Telmo, acabaria por sofrer uma lesão gravissima ao fracturar a tibia e o peróneo, da perna direita. Agora aquilo que se não compreende é a atitude do Arbitro Paulo Costa. A sua atitude na partida só dá razão aqueles que dizem que a arbitragem portuguesa nada vale; e Paulo Costa deu uma ajuda muito importante nesta opinião. È já tempo de varrerem a casa de vez e mandar os senhores Paulos Costas plantar favas que se calhar nem isso sabem fazer. A expulsão de Pedro Moreira e de Telmo só vem dizer que os senhores Paulos Costas andam a mais no desporto que deveria ser de festa.
Apesar de tudo Diamantino Miranda tardou a ler o jogo e depois de estar a perder se o Varzim tivesse arriscado mais poderia ter colhido outros frutos. Já Agora...porque é que Diamantino não apareceu na Sala de Imprensa? só aparece quando ganha?


Já agora deixem-me também dar uma alfinetada nos dirigentes do Penafiel. Se na Chegada dos orgãos de comunicação Social poveiros estes foram bem recebidos já o senhor responsavel por levar os treinadores á sala de imprensa " burrou " a escrita toda ao agredir verbalmente com insultos, um jornalista da Radio Mar, no caso vertente o Edmundo. Sem explicações, e nem as desculpas do presidente penafidelense, limpas a atitude de um seu dirigente, tanto mais que disse não saber quem era e que não fazia parte dos Corpos Gerentes: poderá efectivamente não fazer parte dos Corpos Gerentes do Penafiel , mas que é um seu colaborador isso é.

15/03/2007

ENCERRAR NÃO É SOLUÇÃO


A proposta de Correia de Campos prevê o encerramento de quinze urgências hospitalares, sem criar qualquer alternativa. Outras quinze ficam sem valências médico-cirúrgicas, reduzidas a urgências básicas.
As principais alterações, sobretudo o fecho de urgências hospitalares, verificam-se em zonas do interior e nalgumas áreas urbanas de média dimensão. Não existe, no plano do Governo, nenhuma medida para melhorar o funcionamento dos serviços de urgência das grandes cidades.
Em Lisboa, cujos serviços de urgência estão super-lotados, a única proposta do governo é... fechar a urgência do Curry Cabral, que atende uma média de 300 pessoas por dia!
No Hospital do Montijo, quase 150 pessoas procuram diariamente a urgência, além das cerca de 250 que recorrem aos SAPs do concelho. Esta é uma das urgências que o ministro pretende fechar e já se sabe que os SAPs irão ter o mesmo destino.
É preocupante o anunciado encerramento de seis urgências hospitalares no litoral da região centro, entre Aveiro e Santa Maria da Feira, região onde todos os SAPs estão a ser fechados, com a transferência em massa destes utentes para o já “entupido” hospital da Feira.
Em Vila do Conde, Mário de Almeida já não tem o poder de outros tempos...veja-se que Santo Tirso, Fafe e Espinho, para falar de tres bastiões socialistas conseguiram bater o pé a Socrates...em Vila do Conde ficou-se por uma ambulancia que deverá vir lá para as calengas gregas. Já agora será e coloco a questão no será, que a urgencia da povoa tem capacidade para receber tanta gente?

O ataque é contra a gratuitidade dos cuidados de saúde, como se o SNS não fosse já suportado pelos impostos dos portugueses. Daí vem a insistência em preços diferentes conforme a capacidade económica dos doentes.
Como se essa diferença não estivesse já contemplada - e aí deve ser assegurada - na diferente contribuição fiscal de cada um.
A introdução no SNS de duas categorias de utentes, os ricos e os pobres, arrastaria para o interior dos serviços de saúde as desigualdades profundas que marcam a nossa sociedade.
É isto que nos espera no final do caminho que Sócrates e Correia de Campos querem percorrer. Basta ver as etapas já cumpridas: fecho de maternidades, urgências e SAPs, aumento dos medicamentos e novas taxas moderadoras.

Escravatura - O que faz o Governo?


A Guardia Civil espanhola libertou, em várias localidades de Navarra, 91 trabalhadores, a maioria portugueses, que viviam num "regime de escravatura encoberta". Na operação foram detidos 17 exploradores dos operários, 13 dos quais também portugueses. Foram ainda imputados sete empresários alegadamente envolvidos na exploração do trabalho escravo. Segundo a agência Lusa, a operação decorreu ao longo dos últimos meses, teve o nome de código "Lusa" e foi descrita como "a maior acção policial de sempre em Navarra contra a exploração laboral".
Os 91 trabalhadores escravizados são "pessoas com profunda marginalização social e uma cultura reduzida". Além dos portugueses, incluem-se ainda oito espanhóis, dois angolanos, um moçambicano e um polaco.
Os 17 detidos recrutavam os trabalhadores nas estações de transportes públicos e albergues de Lisboa e do Porto e confiscavam-lhes os salários. As empresas pagavam um salário de seis euros por hora (nove horas diárias, com uma hora para almoço de segunda a sábado). Os intermediários só deixavam que os trabalhadores recebessem entre 10 e 15 euros por semana, além da dormida, alguma comida e tabaco.
Os intermediários extorquiam mais de 300 euros por trabalhador e por semana.
Além de não receberem os salários, os trabalhadores viviam em condições dramaticamente penosas, tendo que fazer as necessidades fisiológicas na rua.

Depois de mais este caso, e depois da variadas denuncias que vão desde a Holanda, passando por Inglaterra e agora Espanha o que faz o Governo de Socrates?

12/03/2007

Debate Nacional sobre o Futuro da Europa

O Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI), em parceria coma Faculdade de Economia da Universidade do Porto, a AIP, a Euronatura e a UGT organizam, no próximo dia 13, na Faculdade de Economia da Universidadedo Porto (Auditório do Edifício das Pós-Graduações) , o Seminário Modelo Social, Competitividade, Ambiente: uma Agenda Política, no quadro do projecto II Debate Nacional sobre o Futuro da Europa, apoiado pela Comissão Europeia.
O Seminário faz parte de um programa integrado de sessões públicas, que se realizam a nível nacional e que envolvem inúmeros parceiros da sociedade civil, como Câmaras Municipais, Associações empresariais e industriais, ONG, Escolas Secundárias, Universidades e outros actores locais. Esta iniciativade discussão pública permite dinamizar uma rede de parceiros alargada, estendendo a discussão além dos grupos fechados de especialistas. O objectivo deste programa de Seminários Temáticos e Debates Regionais é o de mobilizar os mais diversos estratos da sociedade civil portuguesa para a discussão em torno das grandes questões que alicerçam, hoje, o debate europeu:
a) O Desenvolvimento Económico e Social da Europa
b) A Percepção da União Europeia e as suas Missões
c) As Fronteiras da Europa e o seu Papel no Mundo
Gostaríamos de o convidar a participar nesta iniciativa, que terá lugar na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Auditório do Edifício dasPós-Graduações (Rua Dr. Roberto Frias), no Porto, pelas 10.00 horas.
Esperamos poder contar com a v/presença.
Para mais informações contactar: Cristina Trancoso ou Rita Pais Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI)Largo S.Sebastião, 8 - Paço do Lumiar1600-762 LisboaTel: (351) 210 306 700 / Fax: (351) 217 593 983 mailto:ct%40ieei.pt / mailto:rp%40ieei.pt

09/03/2007

PARABENS REAL ASSOCIAÇÃO DOS BOMBEIROS


Os nossos soldados da Paz foram hoje a votos.

Um acto que veio demonstrar a vivencia da Associação por parte dos associados que perante as duas listas em oposição, deram uma demonstração de vitalidade, e de interesse por uma Associação que serve toda a população.

Um bem haja para aqueles que se apresentaram a sufragio, e já agora votos de boa gestão para aqueles que ganharam. Particularmente e apesar da forma como correu a campanha eleitoral, não me agradou o facto da lista B estar sempre a jogar com o nome do Corpo Activo.

Sempre que em Associações congéneres, os candidatos se colocam ao lado do Corpo Activo, há de certeza á posteriori um ezacerbar de posições e sempre em prejuiso de quem dá o corpo ao manifesto. É só olhar para o lado.

Parabéns e boa gestão Rui Coelho.

08/03/2007

Estavas tão bem calado

O presidente da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, deve pensar que os portugueses são analfabetos e burros; e ainda por cima, trata-se de um individuo que é pago por todos nós, e como tal deveria ter um pouco mais de respeito, por quem lhe paga; mas como estamos num país onde parece que quem se põe em bicos de pés para aguentar o TACHO, tem o descaramento de dizendo amém , com um governo que nos está a arrastar para o abismo. Até aqui o desemprego era longe; agora está á nossa porta, na nossa familia, no nosso vizinho, no nosso amigo com o mais que evidente encerramento da Maconde: ONDE ESTÃO OS MILHÕES INJECTADOS NA EMPRESA? Então fica-se assim? Recebem e depois batem a porta? e o que faz o nosso ? governo? Assobia para o AR. Ah...e vai mantendo uns tachos para os militantes ilustres caso de Fernando Gomes e outros.

«Não há concertação dos preços dos combustíveis em Portugal», garantiu esta quarta-feira, o presidente da Galp Energia, Ferreira do Oliveira, durante a apresentação dos resultados da empresa. «Somos todos empresas responsáveis», acrescenta.
Para o responsável, os preços praticados em Portugal sem impostos «são inferiores em relação à média europeia», acrescentando ainda que os actuais valores «são resultado dos impostos que pagamos».
Ferreira do Oliveira critica ainda os portugueses que vão a Espanha a abastecer os seus veículos, uma vez que para este, «os cidadãos vão pagar os impostos em Espanha e depois usam a nossa rede rodoviária».
O Estado português, segundo o responsável, «aumenta todos os anos o ISP e com isso vamos perdendo concorrência para Espanha».
«Há postos de abastecimento nas fronteiras que fecham em Portugal para abrir em Espanha»,
alerta.

É preciso muita desfaçatez e cara de pau para vir dizer aos portugueses da forma como devem gerir os parcos tostões que ainda vão tendo no bolso. Se em lugar de terem 755 milhões de euros de lucro, baixassem o preço dos combustiveis por certo não seria necessário ir a Espanha abastecer; Haja Decoro.

07/03/2007

Nova Lei do aborto foi hoje aprovada


A Nova Lei do aborto foi hoje aprovada na especialidade, na Comissão de Assuntos Constitucionais, com os votos a favor do PS, PCP, BE e Verdes. Apenas os partidos da direita e a deputada independente do PS, Maria do Rosário Carneiro, opuseram-se ao conteúdo do diploma. O PSD viu negada a sua pretensão de obrigar a mulher a ser informada sobre "regimes de adopção". De acordo com a proposta aprovada, nenhum serviço hospitalar se pode declarar objector de consciência. Amanhã, dia internacional da mulher, o parlamento vai proceder à votação final global. O prazo para a regulamentação é de 60 dias.
Veja em pdf a nova Lei
Os artigos da nova lei do aborto foram hoje aprovados na especialidade com os votos a favor da esquerda. Rejeitadas foram as propostas de alteração da deputada independente (do PS) Maria do Rosário Carneiro, algumas do PSD e todas as do CDS/PP.
Das propostas do PSD, foi aceite uma frase que estabelece que as mulheres serão informadas "sobre as condições de apoio que o Estado pode dar à prossecução da gravidez e à maternidade". Este partido pretendia ainda que a nova lei incluísse a obrigatoriedade de a mulher ser informada "sobre os regimes de adopção e acolhimento familiar", mas viu chumbada essa proposta de alteração. O líder parlamentar social-democrata, Marques Guedes, defensor do «não», insistiu que a lei deveria estabelecer que a consulta médica prévia à realização do aborto fosse «no sentido de encorajar a mulher a não interromper a gravidez», tendo sido acusado pela esquerda de tentar contrariar os resultados do referendo.
A nova lei, cuja votação final global se vai realizar amanhã, prevê a consulta médica obrigatória para a mulher que queira interromper a sua gravidez, onde é informada sobre o acto médico que está a pedir, podendo solicitar acompanhamento psicológico durante o período de reflexão que será de três dias. O diploma garante ainda o encaminhamento das mulheres para os serviços de planeamento familiar, e a obrigatoriedade do sigilo médico de todos os profissionais envolvidos em interrupções voluntárias de gravidez. Aqueles que forem objectores de consciência não estarão vinculados aos serviços de IVG, e nenhum serviço enquanto tal se pode declarar objector de consciência, tendo o dever de garantir a aplicação da lei.

8 de Março - Dia Internacional da Mulher - A mulher e a resistência



Realçar o papel da mulher portuguesa na resistência ao fascismo é o objectivo do colóquio que Hoje o Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! promove na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.

Destina-se, como é óbvio, a assinalar o Dia Internacional da Mulher e a trazer à memória actual o que foi a luta das mulheres pelo fim da ditadura. Combates de sofrimento e, também, de alegria, mas, sobretudo, combates pelo nascimento de um mundo livre e igual. Uma sociedade livre da brutalidade das forças repressivas do Estado Novo, vivendo dentro de padrões de dignidade cívica.
Para quem se ocupa destes temas – e o dossiê que se segue assim o confirma – é frequente dizer que o apelo das mulheres para entrar nesse trilho de privações e sacrifícios foi, sobretudo, afectivo. Ao invés do que se passou com os homens, que geralmente chegaram à resistência através de um processo político de consciencialização – da sua classe social ou por opção intelectual. Razão dupla para saudar essa atitude: de completo desprendimento de si e do legítimo direito a uma vida familiar confortável, por um lado; de dedicação sem limites à causa do companheiro, do pai ou do irmão, por outro.
Ver com os olhos do amor é ver mais, não o contrário.
No livro escrito em 1960/61, em plena clandestinidade, “A Resistência em Portugal” (Ed. Avante!), feito a quatro mãos, as de José Dias Coelho e as de Margarida Tengarrinha, sublinha-se esse aspecto em palavras curtas e secas, que a isso obrigavam as circunstâncias. Mas nem por isso menos elucidativas:
São as mulheres clandestinas que maior responsabilidade tomam na defesa das casas pela assimilação que têm de fazer do ambiente em que vivem, pela adaptação aos costumes locais, pela preocupação permanente em não deixar que os vizinhos notem qualquer anormalidade. Esta constante vigilância, os nervos sempre tensos, fazem com que ao fim de alguns anos essas heróicas mulheres tenham a saúde abalada e o sistema nervoso completamente arrasado. (p. 55)
O colóquio quer trazer à superfície da actualidade esta realidade escondida antes e depois da libertação democrática de 1974. Antes, porque face à brutal repressão que se abatia sobre os resistentes – basta recordar que Dias Coelho foi morto por uma brigada da PIDE ao fim da tarde de 19 de Dezembro de 1961 – não havia tempo para limpar lágrimas. Depois, porque em democracia, o confronto político-partidário esfumou (quase) por completo o martírio dessas mulheres, que tudo fizeram para proteger a “sua” resistência. Os estados-maiores partidários incumbiram-nas de tarefas “menores”, nesse novo combate pela conquista de mais votos nas eleições.
Confrange o apagamento que vitimou duplamente estas mulheres, que, honra lhes seja feita, nunca vieram para a praça pública em atitude de vítimas. A sua superior dignidade merece, também por isso, uma reparação. Este colóquio não tem essa ambição. Mas enquanto sinal quer apontar para uma falta que é necessário reparar. E chamar a atenção de que é preciso preencher uma ausência, que não enriquece a nossa sociedade nem contribui para a conquista dessa auto-estima de que os analistas políticos dizem estarmos carentes.
O colóquio compreende três partes. A primeira é basicamente de abordagem histórico-sociológica.

Três investigadoras universitárias, Irene Pimentel, Vanessa Almeida e Sónia Ferreira, procurarão definir o quadro histórico em que se processou a resistência destas mulheres à ditadura. A caracterização sociológica dessa sociedade e o retrato sócio-antropológico possível dessas mulheres resistentes também faz parte deste primeiro painel.
A segunda parte, à tarde, será dedicada aos testemunhos, à recordação das vivências, umas de mágoa, outras de alegria – mas todas exaltantes na sua intenção em dizer “não” à opressão. O documentário de Susana Sousa Dias, sobre o estatuto das enfermeiras no Estado Novo – condenadas ao celibato – abre esta sessão, que depois será preenchida com os testemunhos de quatro tipos de resistentes:
as clandestinasas da resistência legal
as activistas do movimento estudantil
as resistentes do meio rural
Será, assim os esperamos, uma oportunidade para ouvir o que estas mulheres, que nunca se deram por vencidas, têm para dizer às novas gerações e, sobretudo, à geração seguinte, àquela a quem foi dada a democracia e bem depressa esqueceu essa dívida de gratidão.
O colóquio termina em convívio, como era costume nos círculos da esquerda democrática. A festa, a partir das 19h, será na Associação 25 de Abril e terá, como era de tradição, canto livre e sessão de poesia. Quanto ao resto, será a espontaneidade dos presentes a ditar o rumo dos acontecimentos.
Confiamos que valerá a pena vir e ver.
8 de Março – A Mulher na Resistência
Por proposta de Nuno Teotónio Pereira, apresentada no plenário do Movimento de 18 de Janeiro criou-se uma comissão ad-hoc para organizar no dia 8 de Março um colóquio subordinado ao tema “A Mulher e a Resistência”.
O colóquio vai decorrer na Biblioteca-Museu República e Resistência e desenvolver-se-á em duas partes, reservando para a noite uma sessão de convívio, a decorrer na Associação 25 de Abril:
Manhã – 10h:
Abertura por Nuno Teotónio Pereira, em representação do Movimento.
Contextualização histórica do período ditatorial do Estado Novo, por Irene Pimentel.
Comunicações de Vanessa Almeida sobre “As mulheres das casas clandestinas”;
e de Sónia Ferreira, sobre “Resistência feminina em Almada”
Apresentação da outra instituição co-promotora do colóquio:
UMAR – Manuela Tavares
Tarde – 14h30:
Projecção de um documentário sobre o papel das mulheres na resistência, no caso o estatuto das enfermeiras, centrado na figura da Isaura Borges Coelho, da autoria de Susana Sousa Dias.
Seguem-se depoimentos, em breves intervenções de 5 minutos, a partir do próprio auditório, com testemunhos do cárcere e da vida de resistência, das mulheres presas pela PIDE/DGS no período ditatorial do Estado Novo.
Para uma melhor articulação da sessão e evitar quebras de ritmo, ordenam-se os testemunhos em quatro grupos:
Clandestinas: Albertina Diogo; Domicília Correia da Costa; Ivone Dias Lourenço; Georgete Ferreira; Sofia Ferreira; Teresa Dias Coelho.
Resistência legal: Isaura Borges Coelho; Hortênsia Campos Lima; Isabel do Carmo; Helena Pato; Luísa Irene Dias Amado; Maria Eugénia Varela Gomes; Maria Purificação Araújo; Maria Jesus Barroso; Estela Piteira Santos.
Movimento estudantil: Gina Azevedo; Maria Emília Neves; Maria João Gerardo; Sara Amâncio; Teresa Pacheco Pereira.
Mulheres do Couço: Maria Custódia Chibante [a presença de outras mulheres dependerá do estado de saúde de cada uma delas].
Encerramento das actividades do colóquio na Biblioteca-museu República e Resistência às 17h30
Reabertura das actividades às 19h, na Associação 25Abril
Inauguração da banca de livros alusiva ao tema, com apoio da Ler Devagar, e preparação da sala da A25A para o convívio da noite.
Títulos a incluir (se possível):
- Ana Barradas: “As Clandestinas”; “Dicionário Incompleto das Mulheres Rebeldes” (Ed. Ela por ela)
- Irene Pimentel: “Organizações Femininas no Estado Novo” (Círculo dos Leitores); “Vítimas de Salazar” (Esfera dos Livros)
- Helena Pato: “Saudações, Flausinas, Moedas e Simones” (Campo das Letras)
- Maria Eugénia Varela Gomes e Manuela Cruzeiro: “Contra Ventos e Marés” (Campo das Letras)
- Margarida Tengarrinha: “Quadros da Memória”
- e José Dias Coelho: “A Resistência em Portugal” (Ed. Avante!)
- Maria Alda Nogueira c/ Ana Cunhal (ilus.): “Viagem numa Gota d’Água”; “Viagem numa Flor”; “As Coisas também se Zangam” (Ed. Caminho)
- Maria Teresa Horta: “Minha Senhora de Mim” (Ed. Futura, 1974 reed. em 2001)
- Paula Godinho: “Memórias da Resistência Rural nos Sul” (Ed. Celta)
- Rose Nery Nobre de Melo: “Mulheres Portuguesas na Resistência” (Seara Nova)
- Virgínia Moura: “Mulher de Abril” (Ed. Avante!)
Noite:
Convívio com poesia, música e canções, no átrio da Associação 25 de Abril, com o Vítor Sarmento e companheiros do Erva de Cheiro, um jogo de jograis, a cargo da Maria Emília Neves.

06/03/2007

Apito Dourado: decisão esta terça-feira


"Mais Futebol"

O Tribunal de Gondomar lê esta terça-feira a decisão instrutória do processo Apito Dourado e a defesa dos principais arguidos acredita, segundo fontes citadas pela Lusa, no arquivamento do caso que investiga suspeitas de corrupção no futebol.
Entre os 27 acusados estão Valentim Loureiro, ex-presidente da Liga e presidente da Câmara Municipal de Gondomar (suspeito de 28 crimes), Pinto de Sousa, ex-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (26 crimes) e José Luís Oliveira, ex-presidente do Gondomar Sport Clube (47 crimes).
Segundo fonte ligada ao processo citada pela Lusa, a crença da defesa no arquivamento «ganha força porque o juiz mostrou a sua autonomia e independência quando rejeitou um documento do procurador do Ministério Público, Carlos Teixeira, que entrou um dia fora do prazo legal».
Ao rejeitar as teses do MP, o juiz de instrução, Pedro Miguel Vieira, argumentou que o Ministério Publico deveria, tal como sucede com os arguidos, ter pago uma multa e invocar «justo impedimento». O juiz aceitou um outro requerimento, entregue pela defesa de Valentim Loureiro, também entregue fora de prazo, mas com o cumprimento daquele preceito legal.
A decisão instrutória irá definir quem vai e quem não vai a julgamento, num caso centrado no Gondomar Sport Clube. Este é o processo em fase mais adiantada relativo ao Apito Dourado, a investigação desencadeada em Abril de 2004 em torno de suspeitas de corrupção no futebol português. Além deste processo de Gondomar, foram extraídas 81 certidões relativas a factos que reportam a outras comarcas.
O juiz irá tomar posição sobre algumas das questões jurídicas mais polémicas do processo, nomeadamente as da validade das escutas telefónicas e a conformidade, com a Constituição da República, do decreto-lei que pune a corrupção desportiva. Outra das situações a esclarecer prende-se conceito de funcionário público, imputado pela acusação às funções de Pinto de Sousa enquanto líder do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, baseada no facto de a Federação (FPF) ter estatuto de utilidade pública. Essa equiparação permite ao MP sustentar as acusações de corrupção passiva e activa contra o próprio Pinto de Sousa, Valentim Loureiro e José Luís Oliveira.
O debate instrutório ficou também marcado pela audição de testemunhas, como o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail, e pela junção ao processo de uma carta de Durão Barroso na qual o ex-primeiro-ministro negava qualquer favorecimento ao major Valentim Loureiro que, segundo a acusação, lhe teria pedido para levar Pinto de Sousa numa viagem oficial a Moçambique.
Tal seria sinal - segundo a acusação do MP - de que Pinto de Sousa favoreceria o Futebol Clube de Gondomar em troca de vários favores. Na carta ao tribunal, Durão Barroso justificou o convite a Pinto de Sousa com o interesse que o futebol desperta na relação entre os povos de língua portuguesa e com o facto de haver na comitiva outros homens ligados ao futebol como Eusébio, antigo atleta do Benfica nascido em Moçambique.

01/03/2007

CAMBALHOTAS


O Serviço de Urgência do Hospital de Vila do Conde vai mesmo fechar. Mário Almeida depois de afirmar que não admitiria o encerramento da Urgência deu agora uma cambalhota ao ver ser-lhe acenada a construção do Novo Hospital , que continua atirado para as calengas gregas. Depois de ter visto a primeira reunião com Correia de Campos adiada, o presidente da Câmara de Vila do Conde, reuniu-se hoje, pelas 16h00, com o ministro da Saúde para discutir a intenção de encerramento do Serviço de Urgências do Hospital de Vila do Conde, prevista no relatório final da Comissão Técnica. O autarca continua a insistir que o relatório se baseia em discutíveis dados técnicos, sem ter em conta a realidade local e alerta para os graves inconvenientes do fecho da Urgência. Para o autarca, a Comissão Técnica não teve em conta a elevada taxa de vítimas mortais em acidentes de viação no Concelho, nem o facto de residir em Vila do Conde o maior núcleo piscatório português e de haver 5.100 pessoas a trabalhar na construção civil. A autarquia admite uma "aproximação" de posições com as autoridades de saúde centrais sobre o futuro da urgência local, mas advertiu que recusa qualquer acordo que passe pelo fecho daquele serviço. Mário Almeida reitera a vontade de o futuro Serviço de Urgências passar por uma gestão integrada que envolva médicos e enfermeiros quer do Hospital quer do Centro de Saúde, excluindo a hipótese de o serviço passar para a unidade da Póvoa de Varzim, por estarem em causa cerca de 150 vilacondenses a juntarem-se aos cerca de 100 poveiros, o qual não terá capacidade de responder à procura. Caso vingue a proposta para requalificação das urgências, as pessoas que acorrem ao Serviço de Urgências de Vila do Conde vão ter que dirigir-se ao Hospital da Póvoa de Varzim. Recorde-se que o Governo celebrou protocolos com as Autarquias de Fafe, Santo Tirso, Espinho, Montijo, Macedo de Cavaleiros e Cantanhede. Entretanto, o PSD de Vila do Conde, pretende que o presidente da Autarquia Mário Almeida, que é também presidente da Assembleia Geral do Rio Ave, organize uma mega-concentração da população no Estádio do Rio Ave, para provar ao Governo que os vilacondenses estão contra o encerramento do Serviço de Urgências. O presidente do PSD local, Pedro Brás Marques, afirma em comunicado, a sua discordância na atitude do ministro da Saúde que, ao ter negociado com seis concelhos, teve uma postura de desprezo e desinteresse por mais de setenta e cinco mil vilacondenses, já que todos os seis concelhos têm menos população do que Vila do Conde e todos se encontram dotados de equipamentos de qualidade inferior ao do hospital de Vila do Conde.

Uma coisa é certa : os vilacondenses ficam sem urgencias entre as 24h00 e as 8h00, onde a promessa, mais uma, de estar disponível uma ambulância (SIV) de suporte imediato de vida com tripulação especializada levou o autarca de Vila do Conde a fazer o que sempre negou.

Como irão agora reagir os Vilacondenses? Este é mais um mau serviço prestado pelos socialistas, aos vilacondenses. Resta também agora saber o que vai dizer o Jornal de Vila do Conde. Por certo mais uma " grande decisão em favor do bem estar e da saúde dos vilacondenses".

Já agora qual será afinal o peso politico de Mário Almeida contrapondo com o dos autarcas de Fafe, Santo Tirso e Espinho, também eles socialistas!

Até sempre Bento



Manuel Galrinho Bento, antigo guarda-redes do Benfica e da Selecção Nacional, faleceu hoje, aos 58 anos.

A velha glória do futebol português foi vítima de doença súbita, depois de, ainda ontem, ter estado presente na Gala do 103º aniversário do Benfica, no Casino Estoril.

Considerado um dos melhores guarda-redes de todos os tempos, Bento somou 63 internacionalizações "AA", oito títulos de campeão nacional, e seis Taças de Portugal, tendo ainda sido finalista da Taça UEFA em 1983.

Em comunicado publicado no site oficial do clube encarnado, pode ler-se que “é com profunda consternação que a Direcção do Sport Lisboa e Benfica recebeu hoje a notícia do falecimento de Manuel Galrinho Bento, uma das grandes referências do nosso Clube e do desporto português”.

“A família benfiquista está mais pobre com a partida do Bento. Foi um dos jogadores com mais presenças na equipa do Benfica, contribuindo para a conquista de 22 títulos. Um guarda-redes de dimensão mundial. E acima de tudo, um grande homem”.

“Depois de terminar a sua carreira de futebolista, continuou ligado ao Clube como treinador de guarda-redes. Actualmente fazia parte dos quadros técnicos do futebol de formação onde passava toda a sua experiência e conhecimentos aos nossos jovens atletas”.

“Já é grande a saudade que toda a família benfiquista sente pelo desaparecimento deste grande homem, que jamais será esquecido. À família enlutada a Direcção do Sport Lisboa e Benfica presta as mais sentidas condolências”, termina o comunicado.

Também em comunicado, A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, já ordenou que, na próxima jornada da Liga Bwin, se cumpra um minuto de silêncio, em memória de Manuel Galrinho Bento.

28/02/2007

HOJE FOI DIA DE TAÇA DE PORTUGAL

ESTES JÁ LÁ ESTÃO




E COM QUAL DESTES?


Já são conhecidos os protagonistas para as meias finais da Taça de Portugal. Sporting, Belenenses e Beira Mar ficam agora a aguardar o dia 25 de Março pelo final da partida entre o Sporting de Braga e o Varzim, para ver quem se junta aos tres para a meia final.








O Estádio Municipal de Aveiro assistiu esta quarta-feira a um grande jogo de futebol. Beira-Mar e Boavista empenharam-se a fundo para continuarem na Taça de Portugal, mas apenas os aurinegros conseguiram tal feito. Com o empate a zero a prevalecer até aos 90 minutos, na segunda parte do prolongamento os aurinegros eliminaram as panteras: 2-0 foi o marcador final.
As melhores oportunidades dos primeiros 45 minutos até pertenceram aos visitantes. Zé Manel, Linz e Grzelak tiveram o golo nos pés, mas Eduardo opôs-se sempre bem às investidas e intenções dos axadrezados. Veio o segundo tempo e com ele os homens de Paco Soler mostraram uma nova predisposição para a partida. O treinador espanhol não queria deixar os créditos por mãos alheias, num jogo contra o ex-treinador no Maiorca chamado Jaime Pacheco, e os jogadores fizeram-lhe a vontade.Contudo, vontade não significa perfeição. Por isso, as muitas jogadas de perigo criadas não foram materializadas naquilo que os espectadores (mesmo que poucos – menos de dois mil) gostam de ver: golos. Por isso, chegava o minuto 90 e o nulo prevalecia.
À partida para mais meia hora de futebol, o Boavista parecia em vantagem: tinha mais 24 horas de descanso – venceram (0-2) este sábado a Académica e o Beira-Mar foi goleado (0-5) no dia seguinte pelo FC Porto – e ainda podia refrescar a equipa com uma última substituição.Contudo, Lucas quis nivelar o encontro e decidiu fazer duas entradas para amarelo; o caricato é que o primeiro lance aconteceu no derradeiro minuto do tempo regulamentar e o segundo nos 60 segundos iniciais do prolongamento. Com isto, Olegário Benquerença mandou-o mais cedo para o balneário.Com menos uma unidade em campo, o Boavista passou então a ser encostado às cordas. Edgar e Delibasic, sempre bem apoiados por Matheus e Rui Lima, eram as dores de cabeça da defesa axadrezada e o certo é que o duo atacante resolveu a contenda. Primeiro o brasileiro deu de cabeça o melhor seguimento a um cruzamento de Delibasic e depois foi o próprio quem matou o jogo. Nos minutos finais da segunda parte do prolongamento o encontro ficou sentenciado.







Uma entrada fulgurante do Sporting – talvez a melhor na presente temporada - permitiu aos leões qualificarem-se para os quartos-de-final da Taça de Portugal, prova na qual depositam enormes esperanças em vencer, o que não acontece desde 2001/2002. Dois golos de Liedson culminaram um festival que teve a duração de onze minutos. Paulo Bento aliviou a pressão que tinha sobre uma possível mexida no comando técnico leonino e os leões fizeram as pazes com os seus exigentes adeptos – em número francamente reduzido. Tudo decidido muito cedo, portanto.
Com o seu melhor onze em campo, ou seja, com Miguel Veloso a trinco, Nani, João Moutinho e Djaló nas costas de Bueno e Liedson, o Sporting mostrou que não quer deixar passar em claro a possibilidade de singrar nesta competição, nomeadamente depois das eliminações de FC Porto e Benfica. A entrada foi boa, depois foi gerir, no entanto, há uma nota importante: os jogadores, pela aplicação demonstrada, provaram que estão com o treinador. A Académica é uma equipa com identidade. Jogou em Alvalade como tinha feito no campeonato. Três defesas, três médios de contenção, três médios ofensivos e um avançado. Maldito despertadorA Briosa não contava com um início de jogo asfixiante, demorou a acordar e só o fez, estamos em crer, porque o Sporting acomodou-se a uma situação de dois golos favoráveis. Até o despertador soar o meio-campo leonino brilhou intensamente. O primeiro sinal de perigo dos estudantes surgiu em cima do intervalo com um remate do talentoso Filipe Teixeira que Ricardo defendeu a dois tempos. No segundo tempo, Manuel Machado, que já tinha ficado privado do lesionado Litos, fez as restantes duas substituições e aí a Académica podia, e merecia, ter marcado um golo. Primeiro por Dame, num vistoso remate à meia volta, depois por Vítor Vinha, num tiro a rasar a barra, e, finalmente, por Roberto Brum, com a bola a esbarrar no poste direito da baliza de Ricardo. A entrada a matar, e consequente expulsão de Vítor Vinha, aniquilou muitas das esperanças da Académica em, pelo menos, empatar o encontro. O jogo estava bom para o Sporting, uma equipa talhada para o contra-ataque. O resultado só não chegou à chapa três porque Paulo Sérgio, em cima da linha, safou uma bola de Liedson, após grande jogada do brasileiro. Com mais uma unidade sobre o terreno o resultado não se avolumou porque os leões não forçaram, contudo, é justo realçar que a Académica mereceu o seu tento de honra - e lá voltaram os fantasmas leoninos.
A finalizar, uma pequena nota: os pouco mais de 13 mil espectadores presentes em Alvalade mostram pouca confiança na equipa (ou será no clube?) para o que falta da época. A Taça, ao contrário do que Paulo Bento diz, é a tábua de salvação da temporada – o campeonato não passa de uma miragem. Resta agarrar essa mesma tábua. A tarefa nem é assim tão complicada. Passe a redundância, basta não complicar.


Bragança 1 Belenenses 2

Por seu lado a equipa de futebol do Belenenses, venceu esta tarde, a aguerrida formação do GD Bragança por 1-2, num jogo referente aos Quartos-de-Final da Taça de Portugal, realizado no Estádio Municipal de Bragança, carimbando assim o desejado apuramento para as Meias-Finais da competição. Perante uma assistência que encheu o Estádio Municipal de Bragança, e onde estavam presentes várias centenas de adeptos azuis, o Belenenses sofreu para levar de vencida a equipa da casa, que lutou muito durante toda a partida.A primeira ocasião de golo do jogo, surgiu aos 15 minutos, para o Belenenses, na sequência de um pontapé de canto de José Pedro, que Garcés respondeu com uma entrada de cabeça que saiu muito perto da baliza contrária, ainda desviada por um defesa adversário.Pouco depois, aos 19 minutos, foi o GD Bragança a estar perto do golo, num lance de contra-ataque, com Rui Borges a passar por Amaral e a rematar para grande defesa de Costinha. Aos 26 minutos, novamente o guarde-redes Costinha a efectuar uma grande intervenção, defendendo um cruzamento largo que saiu directo à baliza do Belenenses. No minuto seguinte, o GD Bragança chegou ao golo, na sequência de um pontapé de canto, com Toni a aproveitar uma falha de marcação para rematar para o fundo das redes à guarda de Costinha. A reacção do Belenenses não se fez esperar, e aos 28 minutos, Dady em boa posição, rematou ligeiramente por cima da baliza contrária, desperdiçando uma boa oportunidade para restabelecer a igualdade. Aos 32 minutos, na sequência de uma jogada de ataque do adversário, o avançado Toni ao procurar responder a um cruzamento, pontapeou a cabeça do guarda-redes Costinha, que foi forçado a abandonar o relvado, sendo transportado para o Hospital de Bragança, onde ainda se encontra, em observação, entrando Marco Gonçalves para o seu lugar.O melhor que o Belenenses conseguiu fazer até ao intervalo, foi um remate de Cândido Costa, aos 39 minutos, que o guarda-redes contrário defendeu sem dificuldades. As duas equipas foram para os balneários com o Belenenses a perder por 1-0, tendo o técnico Jorge Jesus mexido na equipa ao intervalo, fazendo entrar Eliseu para o lugar de Silas, ainda debilitado fisicamente, devido à forte gripe que sofreu.Logo aos 46 minutos, José Pedro esteve perto do golo, na marcação de um livre directo, que saiu por cima da trave.No entanto, aos 50 minutos, seria novamente o GD Bragança a criar perigo, quando Vinícius surgiu em boa posição para responder a um livre, remantando de forma defeituosa, permitindo a defesa a Marco Gonçalves.Aos 54 minutos, Dady isolou Garcés, com o internacional panamiano solto, a fazer o chapéu ao guarda-redes contrário, com a bolaa sair ligeiramente por cima da baliza.Finalmente, o Belenenses chegou ao empate, aos 57 minutos, por intermédio de Dady, a responder da melhor forma a um cruzamento de Cândido Costa, antecipando-se ao guardião contrário e restabelecendo a igualdade no marcador.A equipa adversária acusou o golo, começando a claudicar a nível físico, adivinhando-se o segundo golo azul a qualquer momento.Aos 69 minutos, Eliseu isolou-se, entrou na área e foi aparentemente derrubado pelo guarda-redes adversário, Ximena, ficando por assinalar uma grande penalidade a nosso favor.Ainda os adeptos azuis presentes no Estádio estavam a reclamar o lance anterior e já o Belenenses adiantava-se no marcador, aos 71 minutos, por intermédio de Nivaldo, que respondeu da melhor forma a um livre marcado por José Pedro, fazendo o golo da vitória .A vencer o jogo, o Belenenses apostou numa maior posse de bola, com mais circulação de jogo, praticando um futebol mais adulto e experiente, não deixando o adversário criar perigo. Só nos períodos de descontos, é que o GD Bragança chegou com perigo à área, num lance que terminou com a bola no fundo da baliza de Marco Gonçalves, previamente anulado por fora-de-jogo de um dos atletas contrários.O jogo terminou pouco depois, com uma saborosa e difícil vitória do Belenenses pela margem mínima, carimbando dessa forma o apuramento para a Meia-Final da Taça de Portugal, cujo sorteio se realiza na próxima segunda-feira, pelas 11h30, na sede da FPF.

“COMPRO o que é nosso”


“COMPRO o que é nosso” dinamiza o país .
A Associação Empresarial de Portugal, ciente de que os problemas económicos do país só se resolvem criando riqueza e trabalho, lança uma campanha de sensibilização para o consumo de produtos e marcas que contribuem para criar Valor Acrescentado em Portugal, com a assinatura “COMPRO o que é nosso”. O objectivo deste projecto é criar um novo estado de espírito na sociedade portuguesa, valorizando a produção nacional, a criatividade, o empreendorismo, o trabalho, o esforço e a determinação. O projecto visa também elevar a auto-estima de empresários e trabalhadores mobilizando-os para produzirem melhor e acreditarem que podem vencer o desafio da globalização.
A marca “COMPRO o que é nosso” é um testemunho de convicção, dado na primeira pessoa, inspirado num logótipo que reflecte três mensagens:
os valores patrióticos identificados pelas cores da bandeira nacional;
a letra P, normalmente presente em todas as aplicações em que é necessário abreviar o nome Portugal;
a forma de gota como símbolo de unidade que representa o pequeno esforço “gota a gota” necessário à recuperação plena da economia.

A globalização e a subida dramática do custo de alguns dos factores de produção, têm vindo a colocar graves dificuldades ao desenvolvimento industrial de muitos sectores de actividade na Europa. Esta realidade atinge, de forma muito particular.
A quebra de poder de compra das famílias portuguesas, o aumento da taxa de desemprego e as comparações diárias que colocam Portugal na cauda da Europa em quase todos os índices de desenvolvimento económico, têm contribuído para instalar um clima de esmorecimento e desânimo na sociedade portuguesa.
Todos sabemos que o orgulho dos portugueses, quando estimulado, é capaz de responder a grandes desafios. O projecto “COMPRO o que é nosso” apela à consciência cívica de consumidores, empresários e trabalhadores no sentido de comprarem o que os portugueses produzem. Só assim é possível criar mais emprego, mais riqueza, mais desenvolvimento económico.

Mais de 300 mil toneladas de resíduos perigosos à espera



Desde a década de '50
Mais de 300 mil toneladas de resíduos perigosos à espera
Em Sines, Alcanena, Barreiro e Seixal está depositado o passivo ambiental de resíduos perigosos em Portugal desde 1950. As mais de 300 mil toneladas aguardam um destino final, segundo dados do Instituto de Resíduos


Aterro de Alcanena. Lusa
O passivo foi gerado nas últimas décadas por empresas estatais ou outra s que transferiram a responsabilidade da gestão do lixo perigoso para o Estado, mas com a adesão à Comunidade Económica Europeia, todas as empresas passaram a s er obrigadas a dar um destino aos resíduos, que é na quase totalidade exportado.
O maior passivo ambiental de lixo perigoso das indústrias portuguesas está depositado em Sines, 160 mil toneladas de lamas oleosas, das quais apenas um a pequena parte começou a ser enviada no final do ano passado para co-incineraçã o na cimenteira da Secil, na Arrábida.
Com a decisão judicial de suspender a queima destes resíduos em cimente iras, até nova sentença em contrário, os lixos perigosos produzidos no passado por indústrias do Estado ou empresas que transferiram para o Estado essa responsabilidade continuam à espera de serem eliminados ou tratados para deposição em aterro.
Os dois CIRVER - Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Elimi nação de Resíduos Perigosos que serão construídos na Chamusca serão também outro dos destinos a dar a este passivo e aos resíduos industriais perigosos produzidos diariamente em Portugal.
Mas para que a construção destes dois centros avance falta publicar em Diário da República um diploma já aprovado há dois meses em Conselho de Ministros, que altera o Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM) da Chamusca e que, segundo disse à Lusa fonte do Ministério do Ambiente, aguarda apenas a promulgação do Presidente da República.
Os resíduos perigosos depositados em Sines foram produzidos por indústrias da área, como refinarias ou estações de tratamento de águas residuais (ETAR) , ou enviados por empresas como a TAP que não tinham outro destino a dar ao lixo perigoso usado nos aviões.
«Para tratar aquelas 160 mil toneladas depositadas em Sines as Águas de Santo André estimaram em 2004 ser necessário um investimento de 12 milhões de euros», afirmou à Lusa Luís Barracha do Instituto de Resíduos.
No Seixal, onde funcionou a antiga Siderurgia Nacional, está depositado o segundo maior passivo ambiental considerado perigoso ao ambiente e à saúde da s pessoas, calculado pelo Instituto de Resíduos em cerca de 70 mil toneladas.
Naquela zona estão cerca de 6,2 milhões toneladas de passivo ambiental, dos quais 70 mil toneladas de resíduos perigosos, sendo necessário cerca de 60 milhões de euros para fazer a requalificação, incluindo a remoção dos pós de despoeiramento da Maia e a comparticipação da Urbindústria no projecto de aterro de resíduos industriais no Seixal.
Entre as acções previstas está a descontaminação das áreas afectadas pela antiga Siderurgia, a definição de medidas mitigadoras do impacte da indústria pesada instalada e a instalar, a recuperação e qualificação ambiental deste território, em particular das margens do Coina e da Lagoa da Palmeira.
Da Lagoa da Palmeira já foram retiradas 500 toneladas de hidrocarbonetos e, segundo um estudo preliminar, vai ser necessário descontaminar cerca de 6.7 00 metros cúbicos de solo.
No parque industrial do Barreiro da Quimigal estão, segundo valores do Instituto de Resíduos de 2003, cerca de mais de 52 mil toneladas de lixo perigoso, lamas provenientes de metalurgias do zinco.
«Poderá ainda haver algum remanescente de resíduos perigosos no solo qu e terá de ser descontaminado. Mas, em termos gerais, não há ainda um plano de actuação para este passivo detido pela Quimiparque», adiantou Luís Barracha.
Existem vários cenários de tratamento para os resíduos perigosos do Barreiro, adiantou, todos entre os 50 milhões e os 100 milhões de euros de investimento, dependendo do tipo de tratamento.
Os resíduos perigosos depositados em Alcanena, na ordem de 50 mil toneladas, forma produzidos por cerca de 100 indústrias de tratamento de curtumes que laboraram na zona.
«Subsistem cerca de 50 mil toneladas de lamas não inertizadas e que estão numa lago, à espera de serem tratadas», adiantou.
O investimento estimado para tratar aqueles resíduos ascende a cerca de três milhões de euros.
Em Estarreja existiu durante décadas um passivo de lamas de mercúrio - calculado em 303 mil metros cúbicos - que foram inertizadas e depositadas num aterro, um projecto promovido pela ERASE - Empresa de Regeneração de Águas e Solos de Estarreja regeneração.
«Esta empresa está agora a estudar a viabilidade de limpar as ribeiras onde desaguaram os efluentes líquidos. Vão fazer um estudo de impacto ambiental», adiantou Luís Barracha.
Além destes resíduos, existem ainda mais de 70 minas uraníferas abandonadas, espalhadas por Portugal, de norte a sul, onde estão depositadas cerca de quatro milhões de toneladas de resíduos com elevados níveis de radioactividade gerados ao longo de várias décadas.
A EXMIN - Companhia de Indústria e Serviços Mineiros Ambientais, encarregue de proceder à requalificação das minas, estima serem necessários 70 milhões de euros de investimento para a requalificação das minas.
Segundo um levantamento do Instituto Geológico e Mineiro, os casos mais preocupantes localizam-se nas antigas minas da Bica, no distrito da Guarda, Quinta do Bispo, Cunha Baixa e Urgeiriça do concelho de Nelas.


Câmara de Santiago diz-se desinformada quanto à situação dos resíduos


O presidente do município de Santiago do Cacém, onde está localizado o aterro de lamas oleosas do complexo industrial de Sines, afirma estar «desinformado» acerca do concurso público para a queima daqueles resíduos


Dados do Instituto de Resíduos revelam que o passivo ambiental de resíduos perigosos em Portugal é de 300 mil toneladas e está depositado em Sines (160 mil toneladas), Alcanena, Barreiro e Seixal desde a década de 50 à espera de um destino final.
«O município está completamente desinformado, não só pela Águas de Santo André [empresa gestora do espaço do grupo Águas de Portugal], como pelo Estado português», frisou Vítor Proença, em declarações à Lusa.
O autarca (CDU) lamenta a «falta de informação» às autarquias (Santiago do Cacém e Sines) enquanto «autoridades municipais com intervenções múltiplas na sua área territorial» e considera que esta responsabilidade devia caber à concessionária ou ao Ministério do Ambiente.
«Há aqui uma responsabilidade que eu considero ser do Ministério do Ambiente e também da empresa concessionária, que devia informar os municípios envolvidos de todos os estudos, medidas e procedimentos que têm vindo a tomar», sublinhou.
O concurso público para o tratamento das lamas oleosas depositadas no aterro situado na Maria da Moita (Santiago do Cacém) encerrou há poucas semanas e as diferentes propostas dos candidatos estão agora a ser avaliadas.
A albergar o depósito de resíduos industriais desde o início da sua existência, «há mais de 15 anos», o município alentejano lamenta ainda «não ter sido informado nem consultado» sobre o transporte de lamas oleosas para a realização de testes na cimenteira da Secil, em Setúbal.
«Julgo que relativamente a qualquer transporte de produtos que são resíduos perigosos deve haver uma comunicação às autoridades municipais», vincou o autarca.
Vítor Proença defende que deve ser encontrada uma solução «ambientalmente correcta» para o passivo de 140 mil toneladas de lamas oleosas depositadas naquele aterro e que os solos onde actualmente se encontra o depósito devem sofrer uma regeneração.
«Pugnamos para que seja encontrada uma solução que permita tratar e preservar os solos, de modo a viabilizar uma futura utilização para outros fins particularmente amigos do ambiente», disse.
O depósito de resíduos no aterro da Maria da Moita já foi suspenso, sendo as lamas produzidas actualmente enviadas para incineradoras em Espanha, explicou à Lusa o presidente do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus, Dário Cardador.
«Neste momento, as lamas produzidas pelas fábricas de Sines estão a ser enviadas para incineradoras de Espanha, onde servem como matéria-prima para outras utilizações», afirmou.
Segundo Dário Cardador, existem no local actualmente doze lagoas de lamas oleosas, cada uma com cerca de um hectare.
A associação ambientalista está «ainda a analisar as diferentes propostas apresentadas a concurso público», sobre as quais opinará mais tarde, garantiu Rui Berkemeier, responsável pelo Centro de Informação de Resíduos (CIR) da Quercus.
«Vamos fazer uma análise mais profunda, comparando as diversas hipóteses e tentando perceber se os pressupostos são os mesmos, em termos de pré-tratamento e descontaminação do local».
Rui Berkemeier revelou-se para já «contente pelo facto de se ter avançado para o concurso público, um dado positivo para este processo».