27/05/2007

A HISTORIA DAS GREVES


Começaram em Setúbal os acontecimentos originaram a primeira greve geral em Portugal. Quando em 13 de Março de 1911, a recém-criada Guarda Republicana mata duas operárias na Avenida Luísa Todi, na sequência de uma greve dos conserveiros, esse acontecimento tem grande repercussão nacional. De acordo com o jornal O Trabalhador de 2.7.1911, "as mulheres das fábricas de conservas, ganhavam 40 réis por cada hora de dia e 50 réis por cada hora de noite e exigiam 50 réis por hora indistintamente". Pela primeira vez o regime republicano mandava reprimir da forma mais dura os operários que tanto tinham contribuído para a revolução de 5 de Outubro de 1910. Os "fuzilamentos de Setúbal", como ficaram conhecidos na época, marcaram a ruptura entre o movimento operário (predominantemente anarco-sindicalista) e a República.
Como reacção a estes acontecimentos, a comissão executiva do Congresso Sindicalista, convoca uma reunião das associações operárias que proclamaram, para o dia 20 de Março de 1911, uma paralisação do trabalho por 24 horas, em solidariedade com os operários de Setúbal.
Pela primeira vez se fala em greve geral em Portugal. Em Lisboa, registam-se incidentes, no Terreiro do Paço, entre grevistas e forças de cavalaria. Segundo o jornal O Mundo, de 21 de Março, "para os lados do Beato, Poço do Bispo e Xabregas, trabalham uns vinte mil operários; pois trabalhavam apenas ontem dois mil". Na capital "paralisaram cerca de 65000 operários". A greve afecta sobretudo Lisboa, a margem sul do Tejo e o Alentejo.

Os anos imediatamente após o 5 de Outubro são de intensos conflitos sociais. Em Janeiro de 1912, os trabalhadores rurais da zona de Évora iniciam uma greve originada no desrespeito de um acordo salarial por parte dos proprietários. O Governador Civil resolve encerrar a Associação dos Trabalhadores Rurais e prender os sindicalistas mais activos. Esta atitude provoca uma paralisação de todas as classes dos trabalhadores eborenses. O poder responde com o encerramento de todas as associações operárias e cargas da Guarda Republicana contra as manifestações sindicalistas, levando à morte de um trabalhador.
Face a esta situação, é proclamada, em Lisboa, a greve geral de solidariedade com os trabalhadores de Évora, a 29 de Janeiro. A greve tem muita adesão em Lisboa, com vários incidentes na baixa e na margem sul do Tejo. Na Moita, o Administrador do Concelho foi morto pela multidão em revolta.
Na noite de 30 de Janeiro, em Lisboa, quando uma grande multidão se reunia na Casa Sindical (vizinha do jornal O Século), as autoridades organizam uma verdadeira operação militar contra os sindicalistas. O edifício foi evacuado, sob a ameaça de ser destruído pela artilharia e 700 pessoas seguiram entre baionetas, muitos cantando A Internacional, para o Arsenal de Marinha e dali para bordo de alguns navios de guerra no Tejo.

A I Guerra Mundial agravou a situação social do país. Em 1917, duas greves gerais de solidariedade, são proclamadas pela União Operária Nacional (confederação criada em 1914). Em Junho, quando de um movimento grevista da construção civil, a polícia invadiu a sede da UON, na Calçada do Combro, prendendo todos os que ali se encontravam e disparando sobre quem estava nas imediações. No dia 16, é proclamada a greve geral que ao fim de 48 horas conseguiu obrigar o poder a libertar os grevistas presos.
Em Setembro, quando de uma greve dos correios e telégrafos, o governo mobilizou e militarizou todo o pessoal e prendeu um milhar de grevistas. A UON proclamou a greve então a greve geral de solidariedade. Lisboa é ocupada militarmente e ocorrem vários confrontos. A greve tem também adesão em Almada, Setúbal, Barreiro e Seixal.
Em 1918, durante a ditadura de Sidónio Pais, face ao agravamento insuportável do custo de vida, a UON decide juntar as reivindicações sectoriais num único movimento, preparado com antecedência. A greve geral foi marcada para 18 de Novembro e preparada com antecedência em comícios e sessões, na sua maioria proibidos pelas autoridades que chegaram a fuzilar trabalhadores rurais em Montemor-o-Novo e Alpiarça. Dois acontecimentos prejudicaram a adesão para a data escolhida: a pneumónica (terrível epidemia que dizimou milhares de vítimas) e o armistício de 11 de Novembro (o fim da guerra trouxe infundadas esperanças). O movimento registou a maior adesão entre os rurais do Alentejo e os ferroviários de Sul e Sueste. Em Évora a greve durou 8 dias. Em Odemira e no Vale de Santiago a repressão foi especialmente dura, com deportações de rurais para a África. Foram fuzilados trabalhadores na Moita e em Portimão.

Em 18 de Janeiro de 1934, uma greve geral revolucionária ergue-se contra a ditadura instaurada pela oligarquia económica que a partir de 1926, tenta aniquilar o movimento sindical tão dinâmico durante a I República. Com o direito à greve proibido e a polícia política em acção, corajosos militantes vão contestar a fascização dos sindicatos decidida pelo regime de Salazar. Orientam clandestinamente o movimento, a CGT (Confederação Geral do Trabalho, anarco-sindicalista) e a Comissão Inter-Sindical (ligada ao PCP).
O movimento tem maior expressão na Marinha Grande, onde a vila é tomada pelos grevistas que desarmam a GNR. Mas tem igualmente expressão nas zonas operárias de Lisboa, Barreiro e Setúbal, bem como em Silves e em Coimbra.
A repressão da ditadura é brutal com inúmeras prisões. 57 dos 150 presos que vão inaugurar o Campo de Concentração do Tarrafal, participaram no 18 de Janeiro e muitos lá morrem.

Depois da Revolução de 25 de Abril, apesar da explosão de conflitos sociais em 1974/75, foi necessário esperar por 1982, para se voltar a falar de greve geral.
Em 12 de Fevereiro de 1982, em protesto contra o primeiro Governo de direita após a Revolução de Abril, presidido por Francisco Pinto Balsemão, é convocada uma greve geral, pela CGTP-Intersindical e sem a adesão da UGT. Decorre sob a palavra de ordem "Uma só solução, AD fora do Governo", exigindo a demissão do Governo da Aliança Democrática (coligação dos partidos de direita, PPD, CDS e PPM). Aderiram um milhão e meio de trabalhadores, segundo fontes sindicais.
Três meses depois, em 11 de Maio, é convocada nova greve geral pela CGTP-IN, em protesto contra a morte de dois operários, vítimas de uma acção policial, no dia 1º de Maio. Tudo se passou no Porto, quando a CGTP-IN pretendeu comemorar a data na Praça da Liberdade, foi proibida pelo Governo Civil que ordenou uma acção da Corpo de Intervenção da PSP. Os incidentes prolongaram-se por várias horas e deles resultaram dois mortos, causados pela acção policial. Face a esta atitude repressiva, a resposta do movimento sindical foi a convocação de uma greve geral de protesto.
A 28 de Março de 1988, durante o Governo de Cavaco Silva, foi convocada outra greve geral. Tratava-se de um protesto que primordialmente se dirigia contra o "Pacote Laboral" que visava enfraquecer os direitos dos trabalhadores, facilitar os despedimentos e o trabalho precário. Esta greve geral teve a particularidade de reunir a CGTP e a UGT na luta contra o "cavaquismo".
Em 10 de Dezembro de 2002, nos anos da coligação PSD/CDS-PP, encabeçada por Durão Barroso, foi convocada nova greve geral. Visando agora protestar contra o aumento do desemprego, a instabilidade dos vínculos laborais e a destruição dos serviços públicos, a greve foi convocada pela CGTP e não contou com a adesão da UGT.

Alvaro Arranja (Historiador)

GREVE GERAL


Na próxima Quarta Feira é dia de luta nacional; É dia de Greve Geral.

Apesar das constantes tentativas de intimação dos trabalhadores por parte do governo que se diz de esquerda é importante que nós trabalhadores não nos esqueçamos que a crise não é para todos:


  1. O poder de compra dos trabalhadores caíu em Portugal no ano passado mais do que em cada um dos últimos 22 anos.

  2. Os rendimentos dos 20 % de portugueses mais ricos são 8,2 vezes superiores aos dos 20 % mais pobres. É o maior fosso da Europa.

  3. Quase tres milhões de portugueses vivem em risco de pobreza. Portugal é o país da União Europeia onde é mais dificil responder à pobreza.

  4. Os salários dos gestores de grandes empresas triplicaram nos últimos 5 anos.

  5. Só 51 % das empresas em Portugal declara lucros. A evasão fiscal mantem-se.

  6. Quase meio milhão de pessoas procura emprego mas não conseguem nada.

  7. Os trabalhadores precários ganham menos 26 % do que os efectivos.

  8. O subsídio de desemprego é agora mais dificil de conseguir, mais fácilo de perder e dura menos tempo.

  9. No trabalho temporário o governo fez uma lei á medida da barbaridade das empresas de trabalho temporario. Mais de 400 mil são explorados- não por um mas por dois patrões.

  10. A mobilidade especial na função publica é o real despedimento colectivo de milhares de funconarios publicos.

DIA 30 É PRECISO DEMONSTRAR O NOSSO DESCONTENTAMENTO AO GOVERNO.


DIA 30 DE MAIO PROTESTA!


DIA 30 DE MAIO NÃO VÁS TRABALHAR


¨¨ Todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, efectivos ou não, têm o direito a fazer greve e estão abrangidos, pelo pré-aviso de greve. Conforme o artigo 603 do Código do Trabalho, " Proibição de discriminações devidas à greve", " é nulo e de nenhum efeito todo o acto que implique coacção, prejuiso ou discriminação sobre qualquer trabalhadorpor motivo de adesão ou não à greve".

24/05/2007

CLUBES CALOTEIROS


O sindicato dos Jogadores veio hoje a terreiro denunciar aqueles clubes que ainda não pagaram aos seus atletas; curiosamente ou não o Clube mais representativo da Póvoa de Varzim está no rol dos caloteiros; quais são as desculpas Sr. Lopes de Castro? Não se fez o negocio do estádio?

UMA VERGONHA
I. Nota Prévia
1. No início da época desportiva, o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) contactou, por escrito, todos os Clubes/SAD da Bwin Liga e da Liga Vitalis no sentido de uma análise conjunta dos problemas que afectam o futebol.
Ora, o mais importante desses problemas é o do incumprimento salarial o qual, atento o balanço da época anterior, mereceu e merece resposta inadiável. O resultado desses contactos traduziu-se, na prática, na resposta afirmativa de meia dúzia de clubes, traduzidas em reuniões para o efeito realizadas e nada mais.
Neste contexto, o SJPF cumprindo o que prometeu, ao contrário de outros com responsabilidades específicas que tendo prometido muito nada fizeram, vem apresentar dados referentes ao assunto, em jeito de balanço da época que agora terminou.
Impõe-se, no entanto, esclarecer que o SJPF, ao denunciar esta anomalia, procura, sobretudo, conjugar esforços tendentes à erradicação dos males de que enferma o futebol português pois só assim estará a prosseguir os objectivos que lhe estão consignados, ou seja, a dignificação, em várias vertentes, do jogador profissional de futebol.
Ora, o salário, elemento intrínseco da definição de contrato de trabalho, surge como contrapartida da prestação do trabalho assumindo o carácter de meio de satisfação de necessidades pessoais e familiares do trabalhador.
Assim sendo, está-lhe indelevelmente associada a ideia da regularidade do seu recebimento. Porque assim é, o não recebimento da remuneração devida coloca o trabalhador numa posição de fragilidade e dependência face à entidade patronal com os prejuízos, de ordem profissional e sócio-familiar, que daí advêm.
Por outro lado, a competição entre Clubes/SAD cumpridores e incumpridores leva a graves atropelos da verdade desportiva, com benefício evidente para os últimos já que usufruem de meios, no caso meios humanos, sem suportarem os inerentes encargos financeiros.
2. Paralelamente, o SJPF apresentou publicamente o Projecto denominado Fundo de Garantia Salarial destinado a minimizar o problema.
Cabe referir que neste domínio a Federação já deu a sua concordância e a Liga acaba de associar-se através da afectação da verba resultante do Jogo das Estrelas.
3. Por último, e para obviar a qualquer dúvida, importa esclarecer que para o SJPF, no que toca ao conceito de incumprimento, se funda no seguinte critério: “têm-se por incumprimento o não o pagamento do salário até ao dia 5 do mês subsequente àquele a que disser respeito».
1. Cumpridores
Bwin Liga

- Futebol Clube do Porto
- Sporting
- Benfica
- Sp. Braga
- Belenenses
- U. Leiria
- Paços de Ferreira
- Desportivo das Aves
- Beira-Mar
Liga Vitalis
- Leixões
- V. Guimarães
- Olhanense
- Portimonense
- Gondomar
- Feirense
- Vizela
- Trofense
- Rio Ave
2. Incumpridores
Bwin Liga
- V. Setúbal
- Boavista
- Estrela da Amadora
- Clube Desportivo Nacional
- Marítimo
- Académica
- Naval 1.º de Maio
Liga Vitalis
- Desp. Chaves
- Estoril
- Santa Clara
- Varzim
- Penafiel
- Olivais e Moscavide
- Gil Vicente


III. Nota Conclusiva
1. A primeira ilação que do exposto se colhe, com clareza cristalina, é a da existência de um grave problema e das gravosas consequências que, em várias vertentes, lhe estão associadas relevando a de índole sócio-económico e familiar.
2. Ora, a superação do problema, só será possível atingido através de uma radical mudança de mentalidades e de práticas. Concretamente, haverá que:
- Definir parâmetros rigorosos, nomeadamente no que toca à exigência de garantias bancárias para garantir o recebimento pontual dos salários;
- Criar um órgão de fiscalização autónoma, de acompanhamento - antes, durante e finda a competição - que garanta o tratamento igual, em termos do cumprimento das regras no domínio económico-financeiro de todos os competidores;
- Fixar um regime sancionatório mais grave para os incumpridores, em que se preveja e aplique a despromoção desportiva;
- Responsabilizar em termos efectivos os dirigentes que não respeitem os parâmetros desportivo-financeiros.
3. Como nota final, deixa-se uma palavra de exigência e apelo:
Apesar da disponibilidade da Federação e da Liga para a implementação do Fundo de Garantia Salarial, por um lado, e da tentativa louvável da Liga para apertar o controle financeiro ao Clubes/SAD, este problema só será erradicado se todos e cada um tiverem a coragem de assumir as respectivas responsabilidades em prol da melhoria do futebol português.
Se assim não for, persistirão os problemas e adiar-se-ão as soluções. Neste contexto, o SINDICATO sentir-se-á legitimado para imputar responsabilidades a quem, podendo e devendo agir, se pautar pela omissão. É que a assunção de responsabilidade deve ser plena, abrangendo, por isso, os êxitos e as derrotas não deixando, que a culpa pelas últimas continue a morrer solteira. A
Direcção do SJPF
24-05-2007

23/05/2007

SUCATAS AO SABOR DOS INTERESSES

Há pelo menos 150 empresas, principalmente sucatas, que operam à margem da lei e não enviam para tratamento e reciclagem os carros inutilizados, considerados resíduos perigosos. O incumprimento dos requisitos ambientais já foi denunciado às autoridades pela Valorcar, entidade licenciada pelo Estado para gerir o sistema dos veículos em fim de vida (VFV). Concorrência desleal para com os operadores licenciados e risco de contaminação de solos e águas são algumas consequências desta violação da lei. "Identificámos 150 empresas ilegais que não cumprem a lei dos VFV e não dão o encaminhamento certo aos componentes que têm de ser retirados dos carros e enviados para reciclar", disse ao DN Ricardo Furtado, director da Valorcar. Entre estas empresas estão "sucatas de beira de estrada, mas também empresas com boas infra-estruturas", todas sem licença para operar do Instituto dos Resíduos (INR). A lista dos infractores foi enviada para a Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território, das Actividades Económicas, o INR e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente. Mas a contabilização peca por defeito, considera Ricardo Furtado. "Basta andar pelo País para ver que há centenas de sucatas", embora esse número seja impossível de quantificar. Os únicos operadores licenciados pelo Ministério do Ambiente são os 11 centros da rede Valorcar. A legislação obriga os cidadãos a entregarem os carros inutilizados num operador licenciado, em vez de o venderem a uma sucata ou abandonarem, prática ainda muito comum. O processo é gratuito e deve ser feito nos centros da Valorcar. Os operadores são obrigados a desmontar o veículo, retirar-lhe os resíduos perigosos (óleos, baterias) e enviar os materiais aproveitáveis (vidro, pneus, plásticos e metal) para reciclar, reutilizar ou valorizar. O centro que recebe o carro tem ainda de tratar dos procedimentos burocráticos implícitos à retirada de circulação do veículo. Ou seja, emitir um certificado de destruição que prova que este foi entregue no local adequado e enviá-lo para a Direcção-Geral de Viação (DGV), que trata da anulação da matrícula. No futuro, adiantou ao DN Filomena Lobo, do INR, os cidadãos serão punidos se não entregarem o carro nos locais licenciados. "Agora, a punição é apenas moral, mas a revisão da lei aponta no sentido da punição efectiva com uma coima." Os operadores de desmantelamento e fragmentação têm de obedecer a regras ambientais rigorosos para terem licença do INR e integrarem a rede da Valorcar. O processo exigiu adaptações - como novas condições de impermeabilização de solos, estruturas de armazenamento e transporte de veículos - e investimentos dos operadores que já existiam no mercado. A modernização não foi implementada por todos os operadores e a grande maioria caiu na ilegalidade. "Há empresas que querem aderir ao sistema, mas encontram-se em situações complicadas terrenos não autorizados, sem dinheiro para investir ou até sem existência legal. Mas há outros que preferem operar como sempre o fizeram", diz Ricardo Furtado. Filomena Lobo, do INR, confirma que "há empresas com preocupações ambientais mas que não podem ser licenciadas devido a problemas com instrumentos de ordenamento do território".

Ambiente.


A não despoluição dos VFV tem impactos graves, refere Pedro Carteiro, da Quercus. "O impacto da escorrência de óleos é enorme, pois é um resíduo perigoso que pode contaminar solos e águas. Para além do impacto visual." A reciclagem de VFV foi instituída pelo Decreto-Lei 196/2003, que transpõe para a legislação nacional uma directiva comunitária. "Os operadores tiveram tempo para se adaptar", considera a Quercus. "Se não o fizeram, têm de ser penalizados, pois estão a fazer concorrência desleal com quem já cumpre a lei." Pedro Carteiro lembra que as sucatas não têm custos com o tratamento dos resíduos, não resolvem a vertente burocrática e ainda rentabilizam o VFV, vendendo peças. Por seu lado, os operadores licenciados não podem cobrar dinheiro pelo veículo, tirando proveito apenas dos resíduos reciclados ou valorizados ou da venda de peças que podem ser reutilizadas. "É impossível concorrer com quem retira peças para vender e não quer saber de mais nada, não tendo mais custos ", disse Júlio Silva, da Reci21, empresa situada na Figueira da Foz. "Mas estas empresas têm os dias contados", adverte.


Na Póvoa de Varzim a situação também é grave: Curiosamente , há sucatas a poluir lençóis freáticos. O Caso mais grave, situa-se na Zona de Terroso/Laundos, onde pelo que se vê, a autarquia continua a fazer ouvidos e olhos de mercador. Veja-se a imagem de satélite:




Sucata das Póvoas em Terroso á margem da E.N. 206




Sucata em Terroso



SUCATA NA CENTRAL DE CAMIONAGEM, MESMO NO CENTRO DA PÓVOA E AOS OLHOS DE TODOS...MENOS DE QUEM TEM RESPONSABILIDADES AUTARQUICAS.

22/05/2007

A NOSSA ACTIVIDADE SÓ É POSSIVEL GRAÇAS À SUA GENEROSIDADE


A Liga Portuguesa Contra o Cancro está a levar a cabo uma campanha de sensibilização para angariação de fundos.

Pela importancia da questão lembramos aqui esta campanha.

20/05/2007

Porque Foge Diamantino Miranda?



Diamantino Miranda voltou hoje a dar uma grande imagem; ou seja de pessoa que não tem o minimo respeito pelos poveiros e mais grave por quem lhe paga o ordenado. Na partida de hoje frente ao Trofense e que o Varzim perdeu por duas bolas a zero, quando o treinador devia ser o primeiro a assumir a derrota, o que fez Diamantino? O mesmo que fez em Penafiel. Fugiu , qual rato de esgoto. É vergonhoso que o Varzim tenha um treinador que só assume a sua posição quando ganha. Quando perde foge dos holofotes...por alguma razão os portimonenses não gostavam dele. Quem dirige uma equipa tem de assunir as suas vitorias e principalmente as suas derrotas. Mas como parece estar aqui na Póvoa a passar ferias , já que nem sequer conhece o " PROJECTO CATRAIA", e o que se torna mais grave , não ler bem o Jogo...quem deixa estar 90 minutos no terreno do jogo Mendonça que não fez nada e como se sabe não continua no Varzim, e Diego mais de 60 minutos que também nada rendeu nesta partida, tendo no banco, Yazalde, Luca, Denilson, para não falar nos outros, mas estamos a falar de atacantes, não deve mesmo perceber nada de nada.

18/05/2007

A vergonha das 7 maravilhas concelhias


Com a reportagem de hoje do Jornal de Noticias e da responsabilidade de Ana Trocado Marques, aqui fica para os mais distraídos o estado de uma das 7 maravilhas que Mário de Almeida pretende sacudir a água do capote ( leia-se responsabilidade ) pelo estado a que chegou este monumento . E como sempre é mais fácil limpar a água do capote do que assumir responsabilidades...




É uma das fortes candidatas às "7 Maravilhas de Vila do Conde", monumento em vias de classificação pelo IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) e um dos ex-líbris da cidade. A ponte D. Zameiro, que liga as freguesias de Macieira e Bagunte, ruiu a 20 de Outubro de 2004. Na altura, conforme o JN noticiou, a Galp assumia a responsabilidade da derrocada dos dois pilares da travessia sobre o rio Ave e prometia, até, custear a reconstrução. Também o inquérito da Inspecção-Geral das Obras Públicas (IGOP) apontava o dedo à Petrogal (empresa do grupo Galp Energia), que, na altura, concluía obras a jusante da travessia, mas, findo o inquérito, a empresa contestou a decisão e nega, agora, responsabilidades no caso. Mais de dois anos e meio depois, e às portas da eleição das "7 Maravilhas de Vila do Conde", marcada para hoje , a ponte romana continua em ruína. Agora, a Estradas de Portugal (EP), através da Direcção de Estradas do Porto (DEP), prepara-se para lançar a obra e assumir os encargos - cerca de meio milhão de euros - da empreitada, que deverá arrancar em Julho. O diferendo com a Galp será resolvido em tribunal.


Construída no século XI, a ponte D. Zameiro, com 130 metros, é constituída por oito arcos de alvenaria. A travessia está inserida num troço da EN306 e, desde 1996, consta das listagens do IPPAR como monumento "em vias de classificação".


Em 2001, face à derrocada de um dos arcos da travessia, o Ministério das Obras Públicas abriu concurso para a recuperação da ponte. As obras, orçadas em 212 mil euros, terminaram em Outubro de 2003. Em Outubro de 2004, a Galp estava prestes a terminar, no açude a jusante da travessia, uma obra com o objectivo de aumentar a captação de água do rio Ave para a refinaria de Leça da Palmeira. A empreitada implicou um desvio do leito do rio. A 20 de Outubro, de acordo com o relatório da IGOP realizado pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), as fortes chuvadas provocaram um aumento do caudal do rio, originando uma subida muito rápida do nível das águas, entretanto desviadas. Dois dos pilares da travessia não aguentaram a pressão e ruíram. Dois dias depois, a Galp assumia toda a responsabilidade no acidente. O mesmo concluía, meses depois, o inquérito da IGOP. Já em 2005, a Petrogal rejeitava "completamente responsabilidades na derrocada parcial da ponte", sustentada em pareceres técnicos. Face às conclusões do inquérito da IGOP, a Galp informava a EP que recorria "às autoridades judiciais". Tendo em conta aos riscos de derrocada na ponte, a EP decidiu, agora, avançar com os trabalhos. "Foi-me dito que surgiram, entretanto, alguns problemas levantados pelo IPPAR, mas já ultrapassados", explicou o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida, que lamenta o"arrastar da situação".

14/05/2007

Durante mais de seis horas a Póvoa esteve em" Estado de Sitio"

Hoje pelas 12:20 ocorria um acidente entre pesados na A 28, mesmo em frente ao quartel militar e no sentido Viana do Castelo - Porto. Este acidente teve o condão de mostrar aquilo que todos sabem ( menos o surdo e cego ) Macedo Vieira. Aquilo que os poveiros assistiram na tarde de hoje é tão só a amostra daquilo que vai ser a Póvoa depois de serem introduzidas portagens na A 28. Qualidade de vida? É Bom Viver na Póvoa?
Vejam as imagens:





Rotunda da Telecom



Rua Paulo Barreto


Avenida do Mar

Estes são os factos que Macedo Vieira não quer ver; É isto que pretende para a Póvoa ?
Explique aos cidadãos o que vai acontecer!

A Mentira é mais Interessante que a Verdade
Bacon, Francis

13/05/2007

LEIXOES E GUIMARÃES DE VOLTA Á LIGA




O Leixões e o Victoria de Guimarães garantiram hoje o regresso á principal liga de futebol, depois de uma recta final sempre com o " credo" na boca; quem ficou com o sabor amargo da derrota, foi o Rio Ave. A equipa vilacondense, que chegou aos dezassete jogos sem derrotas viu-se na ponta final a ser ultrapassado pelo Guimarães, já que perdeu por quatro vezes consequtivas.
Só se pode apenas queixar de si proprio, e era importante que a direcção do clube procurasse averiguar o que se terá passado já que não é normal o que aconteceu á equipa vilacondense; a não ser que fosse determinado pelo elenco directivo vilacondense a sua não subida de divisão. Os associados e os adeptos merecem uma explicação.

Os tecnicos das duas formações que regressam á Liga Principal, uma num curto iato e a outra já com uns longinquos 18 anos, etavam naturalmente satisfeitos pelo feito dos seus atletas.


Victor Oliveira:

O tecnico da equipa matosinhense, mostrou-se bastante satisfeito com o resultado obtido pela formaão leixonense e disse que " estou duplamente satisfeito porque para além da subida do meu clube já que sou socio á alguns anos,e numa altura em que o clube comemora os 90 anos. quero agradecer aos associsdados o carinho con que sempre apoairam o clube

Vamos conversar para depois se ver se vou ou não continuar


Manuel Cajuda




Estou muito feliz por ver uma cidade extraordinaria em completa loucura pelo feito do seu clube. Quero dar os parabens a todos os que me ajudaram, a massa associativa, e todos os dirigentes, jogadores e quipa tecnica. É uma coisa única, um clube único. É possivel e é exigivel que o clube na proxima epoca tenha um comportamente muito melhor e com outros objectivos que não só a manutenção.


Um excelente regresso são os nossos votos



10/05/2007

Jorge Galhardo demite-se de cargo no Clube Desportivo da Póvoa

Conforme já " O Bicho Vai te Comer " tinha adiantado em 22 de Março, a situação na Secção de Desporto Automovel do Clube Desportivo da Póvoa, não se encontrava lá muito estável. Na altura até perguntamos se a Direcção não seria uma Comissão Liquidatária do Clube; o Tempo o dirá , mas para já o mau estar continua e não só na Secção Automóvel.
O coordenador da secção de Desportos Motorizados do Clube Desportivo da Póvoa (CDP) demitiu-se do cargo. Numa carta enviada à Direcção, Jorge Galhardo afirma que foi "compelido a apresentar a demissão, com efeitos imediatos, por força de atitudes e acontecimentos ocorridos durante o ano transacto e até mesmo no decurso deste ano", acrescentando que "as atitudes correspondem sempre, mesmo encapotadas, àqueles que as tomam".
Na missiva, o dirigente demissionário sublinha que o seu empenho "foi total, dando sempre corpo aos superiores interesses do clube".
Jorge Galhardo preferiu não prestar declarações mas disse que "a ideia que a nova direcção transmite é a de, provavelmente, acabar com o clube pois alguns elementos não querem que este caminhe para a frente".
Eduardo Caldeira Figueiredo, presidente da Direcção do CDP, garantiu à Rádio Onda Viva que não tinha conhecimento oficial do pedido de demissão e que questões internas entre elementos da secção poderiam estar na origem desta tomada de posição. Caldeira Figueiredo sublinhou ainda que "a secção não entregou o plano de actividades para a época desportiva de 2007 e devia tê-lo feito em Dezembro último", circunstância que, segundo o presidente do clube, "pode ter despoletado de forma unilateral a demissão de Jorge Galhardo".

PSD - FUGIU-LHE A BOCA PARA A VERDADE


A recente passagem de Marques Mendes, o lider do PSD, por Vila do Conde não poderia ter corrido pior. Para o PSD claro! Mas se calhar o lider laranja, queria mesmo dizer o que disse.


Não é na Póvoa de Varzim que há um autarca condenado, num processo ( quem se lembra do caso Dourado? ) e não acontece nada? O Que difere Lisboa, Isaltino Morais, Valentim Loureiro Ou Aires Pereira?

Tem de haver moralidade; Aqui deixo a noticia do Póvoa Semanário:


PSD quer ganhar Vila do Conde


Foi com um discurso de vitória anunciada em 2009, que o PSD, local e nacional, se apresentou, sábado à noite, num jantar que juntou algumas centenas de pessoas. Marques Mendes reiterou a confiança em Santos Cruz, natural candidato às próximas autárquicas
“Conheço a realidade daqui, o clima de medo, intimidação e até de retaliação que sempre tem existido na Póvoa de Varzim”. As palavras foram proferidas por Marques Mendes, presidente do PSD, num jantar de militantes que aconteceu no Rancho do Monte. O líder acabou por reconhecer a “falha”, já que se encontrava em Vila do Conde, onde a Câmara é socialista há mais de 30 anos. A “falha” repetiu-se e o social-democrata teve que justificar que falava na Póvoa de Varzim porque era “um município exemplar com uma gestão exemplar e eficiente”.
Mas os ataques ao PS, tanto no Governo como na Câmara de Mário Almeida, foram constantes e Marques Mendes frisou mesmo que “quando se está no poder perde-se energia” e deixa de existir “garra”. “Vila do Conde está parada, tem perdido influência nestes últimos anos, vive em inércia e acomodado e só está a marcar passo”. E porque “não aproveitar as potencialidades de um concelho é criminoso”, Marques Mendes apontou que é preciso mudar de rumo, em 2009, aquando as próximas eleições autárquicas. O líder até se comprometeu mesmo a “ajudar” os locais a conquistar este bastião rosa.


Nada mais bem dito! Fugiu-lhe a boca para a verdade!

DESCUBRA AS DIFERENÇAS:









Em Lisboa onde ainda não há ninguém condenado, apenas suspeitos, Marques Mendes tirou o tapete a Carmona Rodrigues, e na Póvoa? Aires Pereira não foi já condenado? Porque será que é diferente dos outros? Não estaria mesmo Marques Mendes a falar na Póvoa de Varzim?

09/05/2007

AJUDEM NA BUSCA



O recente rapto da criança inglesa no Algarve, teve o condão de mostrar á sociedade a diferença de tratamentos da nossa policia em relação aos portugueses. São exemplos gritantes os desaparecimentos das crianças portuguesas e este caso. Mas o importante é descobrir a criança desaparecida e passar as autoridades a terem o mesmo peso e a mesma medida sem olhar a raças, credos, religiões ou nacionalidades.




Se viu esta menina, contacte 282 405 400


If you saw this girl, contact 00 351 282 405 400




Pormenor inconfundível do olho direito de Madeleine McCann (pupila derramada para a íris)



Nome: Madeleine Beth McCann


Filiação: Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy


Nacionalidade: Reino Unido


Data de nascimento: 12/05/2003


Passaporte: 453847661 – Reino Unido


Descrição Física:
Sexo: Feminino
Altura: 90 cm
Cabelo: castanho claro/louro
Olhos: azuis esverdeados com tonalidades de castanho na retina


Informações complementares:
Desapareceu em 03/05/2007, pelas 22H40 do Ocean Club, Praia da Luz, Lagos, local onde passava férias com os pais. O desaparecimento ocorreu numa altura em que a criança estava sozinha no apartamento.
Qualquer informação deve ser comunicada preferencialmente para o seguinte endereço:

Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária
Rua Pé da Cruz, 2, 8500-640 Portimão
Telefone: 282 405 400
Fax: 282 412 763
e-mail: dic.portimão@pj.pt
ou para qualquer serviço de piquete da Polícia Judiciária.

06/05/2007

MORREU FRANCISCO TROINA


Faleceu, com 83 anos, o antigo presidente do Varzim Sport Club, Francisco José Troina, vítima de doença prolongada.

Francisco Troina que assumiu a liderança do Varzim no ano de 1979 foi seu presidente até ao ano de 1981. NA sua passagem pelo Varzim, na qualidade de presidente da Direcção, deixou obra, que foi a aquisição da Sede Social, sita na Rua Santos Minho, e que agora outros estão a desbaratar.
Francisco Troina era um dos membros do Conselho Varzinista, embora a doença o impedisse, desde há algum tempo, de marcar presença nas reuniões deste órgão consultivo.
É com muita tristeza que se vê partir um dos grandes obreiros do Varzim um dos que contribuiu para o engrandecimento e prestígio deste clube. Francisco Troina, nasceu a 15 de Junho de 1923 e era associado do Varzim com o nº 319 .
Nesta hora de profundo pesar, todos nos devemos associar à Família enlutada, apresentando as mais sentidas condolências.

Na Opinião dos Técnicos foram dois jogos diferentes




O Varzim deslocou-se esta tarde ao terreno do Feirense, onde acabou por perder dois pontos, já que depois de estar a ganhar por dois a zero acabaria por consentir o empate. Mas para a historia fica uma vez mais o "S. Ricardo" que valeu ao Varzim no decorrer da primeira parte e ainda pela negativa o arbitro Helio Santos. Não que já não se soubesse da " categoria " deste arbitro de Lisboa, pelas constantes alterações na sua decisão, sempre que o assistente do lado da bancada se lembrava de descobrir aquilo que não via. No final e depois do Varzim marcar no cair do pano e de o golo ter sido invalidado, o sururu já no tunel de acesso acabaria por ser penalizador para o varzinista Nuno Rocha que seria expulso. Mas para espanto daqueles que assistiram á partida no Marcolino de Castro, surgiria na sala de imprensa o tecnico adjunto do Feirense que relatou a sua prespectiva de uma partida que não tinha acontecido. Diamantino Miranda atacaria o arbitro da partida " Eu não consigo perceber ...aquilo que o arbitro fez;... era tempo para o senhor Victor Pereira, arrume a casa e não mantenha estes arbitros, é uma vergonha, é uma imcompetencia, estes arbitros são fracos demais ...acabem com isto, acho que foi o arbitro que fez este resultado."



Jose Carlos o tecnico adjunto do feirense diria para espanto de todos que quem tinha sido prejudicado na partida tinha sido o Feirense " o Varzim praticamente foi três vezes á nossa baliza e fez dois golos, o resultado mais que justo era a vitoria do Feirense, e não tem qualquer tipo de justiça as declarações do treinador do Varzim, se há razões de queixa estas são do Feirense"



Palavras para quê? Por certo o treinador adjunto do Feirense estava numa outra partida que não aquela que se desenrolou no Marcolino de Castro.

30/04/2007

Há 25 Anos a morte marcava encontro com o 1º de Maio


Na boca de Maria Emília, 78 anos vividos na Sé, Porto, os dentes contam-se pelos dedos. Por isso, esconde a cara e nega fotos. Mas ninguém lhe trava a língua "Ainda anda por aí muito fascista disfarçado de democrata". Há 25 anos, Maria Emília, "dez filhos paridos, com oito sobreviventes", assistiu, do alto da pedreira que é hoje mercado da Sé, a "uma desgraça que envergonha o 25 de Abril": 126 polícias do Corpo de Intervenção e outros à paisana, vindos de Lisboa, espalharam pânico, dor e morte na Baixa do Porto.

Em causa esteve a disputa por um lugar na avenida principal da cidade para comemorar o 1.º de Maio. Ainda hoje as duas centrais (UGT e CGPT-IN, no Porto representada pela União de Sindicatos) continuam a celebrar a data de costas voltadas. Aliados é, assim, apenas o nome de desunião (porque apenas serve a CGTP), se bem que ambas as centrais digam lutar pelo bem de quem trabalha.
Pedro Vieira e Mário Emílio Gonçalves teriam hoje, respectivamente, 49 e 42 anos, se duas balas, ambas de calibre 7,65 milímetros, não os tivessem tornados vítimas da negra noite de 30 de Abril de 1982. Pedro era delegado sindical da CGTP e empregado têxtil. Foi atingido nas costas. Mário, vendedor ambulante, um mero curioso, foi na cara que recebeu o tiro. Ambos são lembrados por placas de mármore branco colocadas nos locais onde tombaram na estação de S. Bento e na Rua de S. Sebastião, na Sé.

Além de Pedro e de Mário, cujos funerais tornaram o Porto, cinco dias depois dos confrontos, num mar de gente vinda de muitos lados, foram 58 os feridos contabilizados pelos hospitais de Santo António, no Porto, e de Vila Nova de Gaia. Seis tinham ferimentos causados por balas. Muitos faleceram entretanto. Poucos aceitam hoje falar, dando a cara, do que se passou. Restam os relatos, na época, dos jornais e o livro branco que a União dos Sindicatos do Porto (USP) publicou em 1983.

A história desta noite que entrou para a História é longa.Tão longa que ainda não acabou, apesar de existir um extenso relatório assinado por dois procuradores-gerais adjuntos, Francisco Sampaio e Nuno Salgado, no qual se culpam elementos do Corpo de Intervenção pelos acontecimentos, sobretudo por actuações sem ordem de quem comandava. Desconhece-se, porém, a quem pertenciam as mãos que dispararam. Sabe-se, apenas, que são de polícias. E que "usaram armas de fogo fora dos condicionalismos legais". Sabe-se, também, que a origem da noite trágica começou cerca de um ano antes, quando a USP requisitou ao Governo Civil do Porto, na altura nas mãos do coronel Rocha Pinto, a utilização das Praças do General Humberto Delgado e da Liberdade e da Avenida dos Aliados nos dias 30 de Abril e 1 de Maio de 1982. Só obteve resposta sete meses depois. Negativa. O governador civil informou a USP que tal intenção já tinha sido formulada pela UGT, em 27 de Abril de 1981, logo, recusava o requerimento aos elementos da CGTP. "Nasceu a tensão. Ninguém aceitava que o local onde a CGTP tradicionalmente comemorava o 1.º de Maio lhe fosse vedado", conta Palmira Peixoto, dirigente daquela central. Uma tensão que se arrastaria até à noite em que a morte saiu à rua. "Se não tivéssemos estado na Avenida naquele dia, nunca mais recuperaríamos o local", acrescenta. O desagrado pela situação revelado por alguns elementos da CGTP (com pedras e paus arremessados) esteve, diz o relatório, na base das primeiras cargas policiais.
Mas depois veio o descontrolo. De quem deveria controlar. Ninguém dos que apareceram à frente do Corpo de Intervenção, jornalistas incluídos, escapou a ameaças, a bastonadas, a insultos. Só pelas duas horas do dia 1 o sossego voltou à Baixa do Porto. E hoje, quando se pergunta a dirigentes das duas centrais se será possível pensar numa comemoração conjunta do Dia do Trabalhador, as respostas surpreendem. João Torres, coordenador da USP, não aceita a ideia da CGTP ter como "parceiro" quem "foi criado para dividir e fragilizar a capacidade de resistência e a luta dos trabalhadores".Alfredo Correia, coordenador regional do Norteda UGT, acredita que "tal será possível", até porque o país "está a voltar a uma fase pior do que antes do 25 de Abril".


In relatório da Procuradoria-Geral da República

Publicidade Sexual em Automovel


A PSP de Viana do Castelo (Portugal) foi confrontada com uma situação insólita. Depois de alertada por alguns transeuntes, agentes da autoridade identificaram um homem de 35 anos que colocou nos vidros da sua viatura, estacionada quarta-feira à noite na via pública, fotos em que surgia completamente nu, "ilustradas" com um cartaz em que anunciava serviços sexuais com mulheres e casais.O carro, um Citroën Saxo verde, estacionado no Campo d'Agonia, apresentava anúncios publicitários, em folhas A4, com o serviços aprestar, com fotografias em que aparecia completamente nu, apenas com a cara tapada. Descrevia pormenorizadamente o seu perfil, mas também a tabela de "serviços" e preços praticados, colocando o número de telemóvel ao "dispor" dos interessados.Bem, vamos ao preçario: uma senhora pagava cem euros, desde que não ultrapassasse um determinado tempo. Um casal 300 euros e uma noite, das 00.00 até ás 06.00, custava 600 euros"!O "condutor",um empregado fabril, terá recorrido a este meio publicitário por ser mais em conta em relação à publicação de um anúncio nos jornais.Depois de prestar declarações, o indivíduo ficou em liberdade, tendo-lhe sido restituída a viatura. Incorre num crime de exibicionismo, um crime semi- público. O caso foi entregue ao Ministério Público.
Redacção:7FM Fonte: dn.sapo.pt (Diário de Notícias online)

Imagens que valem por palavras



Aqui ao lado no concelho vizinho, parece pelo que se assiste que a Junta de Freguesia de Touguinhó anda um pouco ???? adormecida. As obras de requalificação da entrada de Touguinhó do lado da Nacional 206, depois de construida a A7 parecem ser como as obras de Santa Engrácia: nunca mais acabam...e ainda nem a meio estão. E o que faz a Junta de Freguesia? Nada! Assobia para o ar...


Recentemente no lugar da Mata os proprietarios de uma quinta á face da estrada 206, decidiram limpar o mato. Tudo bem já que até previnem os incendios, mas o que aconteceu deveria no minimo obrigar a Junta de Freguesia a repensar a sua estratégia; Aquando da desbrabagem do Mato um eucalipeto caíu sobre a nacional 206.


Felizmente sem consequências fisicas para qualquer transeunte que por ali passasse. O mesmo não pode dizer o muro da quinta em frente, assim como um poste da EDP. Se em relação ao poste este já foi recuperado, o mesmo não se pode dizer do muro que ficom com as pedras caídas para a estrada, sem sinalização, e já lá vai mais de um mês...e a Junta de Freguesia? nada...tudo como dantes no quartel de Abrantes.


Já chega de tanto sedentarismo...há que levantar e meter mãos á obra, ou estas só se fazem em alturas eleitorais? AS Imagens falam por si....

24/04/2007

25 DE ABRIL SEMPRE








Comemora-se o 25 de Abril de 1974.




Por muito que se fale sobre esta data, pelo que de bom aconteceu aos portugueses, as actuações dos diversos governos, ao longo destes anos, não tem sido boa para os nossos concidadãos.




È bom que todos façamos uma reflexão e que repensemos a nossa forma de agir.




A minha homenagem aqueles que tornaram possivel a realidade do pós 25 de Abril é relembrar a actuação dos nossos militares na Póvoa de Varzim. Aqui fica o relato pela mão daqueles que estiveram na linha da frente. O MEU MUITO OBRIGADO A TODOS ELES.








1º GRUPO DE COMPANHIAS DE ADMINISTRAÇÃO MILITAR

A actuação do M.F.A. no 1º GCAM, surge, antes da intentona das Caldas da Raínha, através do contacto tido pelo Sr. Major Borges, do CICA 1, com o Sr. Capitão Gomes de Almeida, desta unidade, que superficialmente dá a entender ser necessária a intervenção da Unidade no Movimento perguntando mesmo qual o armamento e as forças de que dispunha.
Deste contacto o sr. Capitão Gomes de Almeida, dá conhecimento ao sr. Capitão Bacelar, o qual, até aí, assim como o Comando, pouco sabiam de concreto sobre o Movimento, além do conhecimento comum.



Na prevenção sequente da intentona das Caldas da Raínha, vive-se na Unidade um clima de efervescência, e de ignorância dos acontecimentos, só conhecidos através da BBC, pelo que o Sr. Capitão Gomes de Almeida procura saber o que se passa, através de um telefonema para o RI 14, com cujos camaradas, mantinha contactos e obtinha informações. Durante esta prevenção, tem-se oportunidade de seleccionar os oficiais da unidade, de forma a identifica-los com o MFA, tendo em vista o seu comportamento. Após esta intentona, fica-se com a impressão, de que ela seria o embrião da Revolução, e que esta estaria iminente.



Alguns dias são passados, quando o Sr. Capitão Gomes de Almeida é chamado ao CICA 1 para contactar com o Sr. Major Borges. Estando este ausente, é recebido pelos senhores Majores Corvacho e Albuquerque, e então se fala das possibilidades da intervenção da Unidade numa revolução armada. Na sequência deste contacto, há necessidade da intervenção do sr. Capitão Bacelar, oficial mais antigo na Unidade e conhecedor mais profundo das possibilidades desta, pelo que se marca uma segunda reunião, com a sua presença. Nessa reunião, preconiza-se qual a missão que desempenharia o 1º GCAM, admitindo-se as seguintes hipóteses:



1. – A ocupação do Aeroporto de Pedras Rubras e intercepção do tráfego na Via Norte.
2. – A manutenção do itinerário do Batalhão em IAO, que viria de Viana do Castelo.
3. – Um estado neutral.



Fez-se saber já nessa altura, que a primeira missão, não poderia ser executada, visto a unidade ser de instrução, com pouco pessoal apto, impossibilitada assim o êxito da mesma.
São os mesmos oficiais presentes numa terceira reunião, em que se fez o ajustamento da missão a executar, ficando assente que se cumpriria a segunda hipótese, anteriormente preconizada, e tendo como acções acessórias, a neutralização da PSP, GNR, GF, e LP da Póvoa de Varzim e Vila do Conde.



No dia 20 de Abril dá-se , a 4ª e última reunião , sendo então ultimados os planos de acção, com recomendações em pormenor, aí se informa que o alerta e o desencadeamento da acção, se processaria, a partir das 00H00, do dia 22 de Abril, e que o golpe se daria nas 72 horas seguintes. Fica assente também, que os planos de acção seriam transmitidos por estafetas devidamente identificados. Os contactos telefónicos, por que se sabia serem vigiados, seriam evitados, e feitos só para marcar horas de encontros, visto os locais estarem já previamente estabelecidos.



Tendo em vista, a prévia selecção feita aos elementos da unidade, os contactos efectuam-se, sabe-se que mesmo sem estes, os Furrieis da Companhia de Instrução e outros adeririam ao movimento. Assim em relação ao 1º Sargento Santos, aos oficiais, Aspirante Sampaio e Sá Costa, e aos Alferes Milicianos Deus Alves e Azevedo, foi definida a sua posição pessoal, perante uma possível revolta.



Com o passar dos dias 22, 23 e 24, julgam os dois capitães, que a revolução, foi adiada, baseados no conhecimento que tinham do prazo marcado. Tal não acontece, pois no dia 24 pelas 18 horas, o sr. Capitão Bacelar é convocado telefonicamente, para um encontro, num café local, onde um estafeta lhe entregou os planos. Na posse destes, comunica o facto ao sr. Capitão Almeida, após o que começam a preparar o pessoal necessário ao desempenho da missão, que do antecedente se conhecia, e que o plano recebido não alterou. Pernoitando o mesmo fora do aquartelamento foi necessário inventar um motivo de falta de disciplina, com o intuito de obrigar toda a Companhia de Instruendos do CSM, de Alimentação ( 1º Turno de 74 ), a vir ao recolher. Entretanto, são informados os Oficiais Milicianos, que em conversas havidas anteriormente deram certas garantias de aderirem ao MFA, que á noite haveria uma reunião na Unidade, para troca de impressões. Procurava-se, assim manter sempre a segurança absoluta.



Chegada a hora da eclosão do Movimento revolucionário, a acção da unidade passa a desencadear-se com a entrada do sr. Capitão Bacelar no aquartelamento, o qual desliga os telefones civis do 1º e 2º Comandantes.
Seguidamente reúnem-se todos os oficiais, presentes na unidade, os quais são postos a par, do que vai passar-se, das intenções do movimento, e a quem é posta a opção de colaborar ou não. Verifica-se a adesão de alguns, que já do antecedente se contava, e a prisão dos restantes, incluindo os de serviço. A Companhia CSM, presente no recolher, foi levada para uma sala de aula, alegando-se mau comportamento durante a formatura, e aí foi mantida até à altura de ser armada e de se iniciar o cumprimento da missão.



Entretanto é detido na unidade, sem indicação de quais os motivos de não saída, o Sargento da ronda. Aos oficiais aderentes, são dadas garantias de não culpabilidade, no caso do movimento não vingar, tendo-lhes sido entregues uma convocatória imediata no aquartelamento, em poder do Oficial de Dia.
Vivem-se na unidade momentos de expectativa. Entretanto, o pessoal retido é informado que, por ordem do Quartel General, se entra num estado de prevenção.
Um dos oficiais aderentes, controla as chamadas telefónicas; outro tenta a sintonização do rádio, de modo a ser possível captar os sinais que marcariam o inicio do movimento.
Nesta sequencia, o sr. Capitão Bacelar, ocupa-se dos instruendos do CSM. Estes estavam agitados, pela sua retenção, pelo que se procura que se distraiam com anedotas sendo-lhes seguidamente distribuídas mantas, e aconselhados a descansar.



Em dado momento, é recebido um telefonema da esquadra da PSP, solicitando informação sobre uma viatura militar, que se tornara suspeita na cidade, e é dada a informação que se tratava de exercícios, a nível de RMP, entretanto ficam os oficiais responsáveis, receosos, pois esta observação veio suscitar duvidas, quanto ao conhecimento pela PSP de algo, relativo ao movimento. Simultaneamente, é decidido não se fazer, convocatória de pessoal, para que não fosse notado qualquer movimento militar. Entretanto, o sr. Capitão Almeida, e o sr. Aspirante Sá Costa, ambos á paisana e numa viatura civil, fazem o reconhecimento dos locais de acção e Zonas sensíveis.



Após ouvidos os indicativos, que marcariam o desencadeamento da acção e o inicio das operações, procede-se ao fardamento dos oficiais ainda á paisana. Cerca das 02H00, apresenta-se na unidade o pessoal que, no exterior tomava parte no exercício de transmissões, e que é retido, para aproveitamento no cumprimento da missão, e bem assim para assegurar o funcionamento das transmissões.



A certa altura, o sr. Capitão Bacelar informa os instruendos, que há conhecimento de que sabotadores tentam naquela noite fazer uma operação, motivo pelo qual se encontra a Unidade de prevenção, e que no caso de o QG ordenar, a Companhia comandada pelo sr. Capitão Almeida, teria que defender a ponte de Vila do Conde e outros pontos sensíveis, contra uma possível sabotagem.
Pelas 02H30, quando se procede, ao armamento da força, e formação da coluna, esta fica composta pelo sr. Capitão Almeida, Sr. Alferes Miliciano Deus Alves, Sr. Aspirante Miliciano Sampaio, e os furriéis Fernandes, que estava de ronda á cidade, Pinheiro, que era o Comandante da Guarda, e Vaz, que tomava parte nos exercícios de transmissões no exterior, e toda a companhia do CSM.



Seguidamente, ( 03H30 ), sai parte da coluna, em direcção á ponte de Vila do Conde, evitando passar pelo posto da GNR e PSP. Após algum tempo, sai a segunda parte da coluna. Simultaneamente, é montada a segurança imediata da ponte, e passa a ser controlado todo o movimento sobre ela. Posteriormente, é colocada uma metrelhadora Browning, no morro do Mosteiro de Santa Clara, garantindo-se assim a segurança afastada.
Todo o pessoal vive ali momentos de inquietude. Sobre a ponte, ainda coberta pela bruma matinal, a sr. Capitão Almeida comanda as operações, o tráfego é interceptado, para inspecção, vai-se distribuindo tabaco e aguardente a todo o pessoal, para melhor se aguentar com o frio.






Mas sobre o movimento nada se sabia ainda, até que pelas 04H20, surge o primeiro comunicado, proclamado através do RCP, e que, por estafeta, é transmitido ao pessoal destacado nas suas posições. Era o sinal de que o movimento não tinha abortado.
Aguardava-se a qualquer momento que surgisse o Batalhão de Viana do Castelo. Eis que pelas 06H05 este chega á ponte; troca-se um abraço espontâneo entre o Capitão Almeida e o Major Comandante da Coluna. Naquele abraço, estava o poder da vitoria. Todo o pessoal entretanto, se apercebeu do que se estava a passar, pelo que se vivem momwenytos de efusiva alegria. Depois as forças destacadas retiraram das suas posições, passando pelas instalações da GNR, PSP, GF e LP.



Não foi possível devido a interferências no rádio (OP), ouvir qualquer mensagem, tendo sido durante as operações, a ligação mantida; no sentido do Porto, por um instruendo do CSM, no sentido de Viana do Castelo pelo sr. Aspirante Sá Costa, ambos circulando em viaturas particulares e á paisana, posteriormente por RACAL, que de inicio, não funcionou.
Pela manhã, é solicitada a comparência na unidade do senhor Major Mourão, 2º Comandante que adere ao movimento. Não se faz selecção á entrada de pessoal na unidade. À hora habitual, é presente o senhor Tenente Coronel Reis Pereira, comandante da unidade, que perante tal situação, aparentemente mal definida, tenta uma ligação telefónica para o QG, o que não consegue. Põe então a hipótese de aí se deslocar, do que desiste, e, finalmente , pelas 14 horas, faz uma reunião de oficiais e sargentos, em que comunica a sua posição de aderência ao MFA.







Movimento das Forças Armadas

1º Grupo de Companhias de Administração Militar

Relatório da Acção

1. – Cerca das 17:30 de 24 de Abril de 1974 houve conhecimento do desencadeamento da acção, através de contacto que em reunião anterior tinha sido combinado.
2. – Porque o pessoal necessário ao desempenho da missão, que do antecedente se conhecia e que o plano recebido não alterou, pernoitava fora do aquartelamento foram, por motivos inventados de falta de disciplina cortadas todas as dispensas de recolher e por isso obrigatória a presença de todo o pessoal ( C.S.M.-Alimentação) na unidade às 21H30.
3. – Foram informados os oficiais milicianos, que em conversas havidas anteriormente davam certas garantias de aderirem ao movimento, de que cerca das 10H30 de 24 haveria uma reunião para troca de impressões.

Garantiu-se assim segurança absoluta relativamente ao conhecimento do movimento.
4. – Tendo em consideração o exposto em 2 e 3 toda a acção da unidade passou a desenrolar-se como se segue:
2421H20 – Entrada no aquartelamento do Capitão Bacelar. São por este desligados os telefones civis do Comandante e 2º Comandante.
2421H25 – Reunião de todos os oficiais presentes na unidade ( Alferes Miliciano Deus Alves, Alferes Miliciano Azevedo, Aspirante Castilho, Aspirante Vieira, e Oficial de Dia Tenente Miliciano Pinho), que são postos a par do que vai passar-se, dar intenções do Movimento e a quem é posta a opção de colaborar ou não.
Verifica-se a adesão do senhor Alferes Miliciano Deus Alves e Alferes Miliciano Azevedo, oficiais com que do antecedente se contava.
2421H30 – Alegados motivos de mau comportamento durante o recolher os soldados instruendos do C.S.M. são levados para a sala de aula onde se mantiveram até á altura de serem armados e de se iniciar o cumprimento da missão.
O Sargento da Ronda é retido na unidade e não lhe sendo indicados quaisquer motivos de não saída.
São dadas garantias aos oficiais aderentes de não culpabilidade no caso do movimento não vingar. ( A todos os presentes é enregue um envelope com uma convocatória imediata no aquartelamento, convocatória que existe em poder do Oficial de Dia e que lhe é retirada. É dada indicação de que se entrou em estado de prevenção á ordem do Quartel General e que devem ser ocupados os postos.)
2422H00 – Entram no aquartelamento as Aspirantes Sampaio e Sá Costa com que do antecedente se contava e que aderem. Um dos Oficiais aderentes controla as chamadas telefónicas. Outro tenta a sintonização do rádio de modo a ser possível captar os sinais de inicio do movimento. Outro ocupa-se dos instruendos do C.S.M. a quem é dada posteriormente a informação de que se entrara numa situação de prevenção. Os oficiais não aderentes são desarmados e mantidos na sala dos oficiais sem possibilidades de contactos.
2422:15 – è recebido um telefonema da esquadra da PSP solicitando informação sobre uma viatura militar que se tornara suspeita na cidade. É dada informação de que se trata de exercícios de transmissões a nível da RMP.
2422H30 – Entra no aquartelamento o senhor Capitão Almeida.
2422H30 – è decidido não fazer a convocatória de qualquer pessoal uma vez que á PSP parecia tornar-se suspeito qualquer movimento de militares e ainda porque poder-se-ia alertar pessoal civil, tendo no entanto sido feito reconhecimento da cidade e do local da missão.
2422H55 – É ouvido o primeiro indicativo do desencadeamento da missão.
2500H25 – É ouvido o segundo indicativo do desencadeamento da acção e procede-se ao fardamento dos oficiais ainda á paisana.
2501H15 – Apresenta-se ao pessoal que no exterior tomava parte no exercício de transmissões e que é retido para aproveitamento no cumprimento da missão e para assegurar a funcionamento das transmissões.
2502H30 – Procede-se ao armamento da força e formação da coluna. Fica constituída a força pelo senhor Capitão Almeida, Alferes Miliciano Deus Alves, Aspirante Sampaio, Furriel de Ronda á cidade, Furriel Comandante da Guarda, Furriel que tomara parte no exercício de transmissões e 60 instruendos do C.S.M.
2503H00 – É encerrada a sala de oficiais onde ficam os oficiais não aderentes.
2503H30 – Sai a primeira parte da coluna em direcção á ponte de Vila do Conde evitando passar pelos postos da GNR e PSP.
2503H50 – Sai a segunda parte da coluna que teve de aguardar o regresso de uma viatura, viatura onde é montada uma metrelhadora Browning.
2503H50 – É montada a segurança próximo da ponte e passa a ser controlado todo o movimento sobre ela.
2504H10 – È montada a segurança afastada da ponte com a chegada da segunda coluna e colocação da metrelhadora pesada junto do Convento de Santa Clara.
2504H30 – É ouvida a proclamação do movimento no RCP e através de estafeta é comunicada ao pessoal destacado na ponte.
2506H05 – A ponte é atravessada pelas tropas de Viana do Castelo.
2506H30 – A força destacada retira da ponte e circula pela cidade passando junto das instalações da PSP, GNR, GF e LP. Não possível devido a interferências no rádio (OP), ouvir qualquer mensagem. A ligação foi mantida por um dos oficiais aderentes e por um instruendo do C.S.M. ambos á paisana e deslocando-se em carros particulares, e posteriormente por RACAL que de inicio não funcionou.
2508H00 – É presente na unidade o 2º Comandante que foi mandado chamar e que adere ao movimento.
2510H00 – É presente o Comandante que posto ante o problema não adere de imediato, tenta uma ligação pelo telefone, de que desiste, põe a hipótese de se deslocar ao Quartel General do que igualmente desiste e finalmente adere ao movimento pelas 14H00, quando faz uma reunião de oficiais e sargentos e comunica a sua posição.
5. – Não se verificou qualquer actuação por parte da PSP, GNR, e GF que não saíram das suas instalações, não criando por isso qualquer problema.

Um Oficial Delegado do MFA
José Emílio Gomes de Almeida
Capitão do S.A.M.

20/04/2007

Amadeu Matias - Terminou o prazo de validade


Não sou daqueles que defendem que o exercío de cargos publicos como os de autarca devem ter uma idade limite para o desempenho desse cargo. Mas há excepções á regra; A recente investida pelos tribunais por parte da Junta de Freguesia de Beiriz e no que diz respeito aos limites territoriais da freguesia, vem mostrar aos poveiros e aos habitantes de Beiriz em particular que já chega de aturar Amadeu Matias. Numa altura em que a Europa se pretende sem fronteiras, a mesquinez de Amadeu Matias em reivindicar parte do " seu " territorio ás freguesias de Amorim, Aver-o-Mar e Póvoa de Varzim não lembrava ao Diabo. Como habitante de uma das partes reivindicadas por Amadeu Matias, gostaria de dizer que durante os 10 anos que levo de morador " do seu território " nunca o vi a defender o que quer que fosse no terreno " do seu territorio ". Mais , tudo isto me leva a crer que das duas uma: ou Amadeu Matias pretende ganhar protagonismo para dizer " que faz aquilo que não faz" ou está doente. A reação de um seu conterraneo, no caso Macedo Vieira, que é presidente da Camara Municipal da Póvoa de Varzim, vem mostrar á sociedade que já lhe tirou o tapete para as proximas autarquicas. E como diz e muito bem Daniel Benardo pergunte aos habitantes " do seu território " se querem votar e resolver as suas questões na Freguesia de Beiriz. Amadeu Matias já deu o que tinha a dar...Macedo já lhe retirou o tapete...resta saber se ele compreendeu a lição ou precisa de explicador....

19/04/2007

Trabalhadoras processam Misericórdia da Póvoa de Varzim

Segundo a noticia vinda a publico no Jornal de Noticias, quatro trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim vão interpor uma acção judicial contra a instituição no Tribunal do Trabalho de Barcelos. As trabalhadoras, que ontem organizaram uma acção de denúncia à porta da instituição, acusam a Misericórdia de estar a obrigar os funcionários a trabalhar nos dias de descanso complementar (sábado) e obrigatório (domingo), ameaçando com faltas injustificadas e despedimento, e fechando portas à via negocial. "Disseram-nos que a partir de 1 de Janeiro eramos obrigadas a fazer os fins-de-semana e feriados. Nunca fiz fins-de-semana e feriados. Há 17 anos que aqui estou", explicou Elisabete Cruz, ajudante de acção directa da instituição e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços (CESP). Das mais de duas centenas de trabalhadores, diz Elisabete Cruz, apenas quatro recusaram o acordo. Os outros acabaram por aceitar a mudança. "Os que insistem em não alterar, procuram mudá-los de secção", afirmou o dirigente regional do CESP, António Neto, acrescentando que alterações às condições contratuais iniciais só é possível comacordo. O provedor da Misericórdia , Silva Pereira, afirma que as alterações, que abrangeram apenas as quatro funcionárias, se deveram ao aumento de utentes no apoio domiciliário. Havendo laboração contínua e face à sua categoria profissional, as funcionárias, diz, têm de cumprir. Onde para a " Misericordia" ?