26/01/2008

MP arquivou queixa de José Sócrates







No Jornal Publico da passada quinta feira, uma noticia assinada por Ricardo Felner e José António Cerejo, dava conta do arquivamento do processo movido pelo primeiro ministro José Socrates contra o autor do blogue Do Portugal Profundo
Procuradoras consideram que escritos de António Balbino "se inscrevem no exercício do direito de crítica". Sócrates queixara-se de ofensa pessoal e política
"A factualidade apurada é manifestamente insuficiente" para diagnosticar a existência do "denunciado crime de difamação", concluíram as magistradas Maria Cândida Almeida e Carla Dias sobre a queixa apresentada ao Ministério Público por José Sócrates contra António Balbino Caldeira. A queixa-crime contra o autor do blogue em que foram divulgadas, em 2005, as primeiras informações sobre a forma como o primeiro-ministro obteve a sua licenciatura na Universidade Independente foi interposta por Sócrates em Junho passado. Já depois de o PÚBLICO noticiar falhas na documentação que fazia parte do dossier de aluno de José Sócrates, e depois de o Expresso publicar um trabalho sobre a forma como o primeiro-ministro procurava controlar e influenciar os jornalistas, António Caldeira escreveu dois textos no seu blogue, ambos no dia 7 de Abril, que estiveram na origem da queixa. Num deles, intitulado A Páscoa da Cidadania, António Caldeira - um professor de Marketing do Instituto Politécnico de Santarém, de 44 anos -, aludia à polémica então em curso sobre as tentativas de interferência de Sócrates e do seu gabinete nas notícias sobre o caso da licenciatura. "O que a Net nos ensina é que o trabalho de muitos milhares de pessoas, através da leitura, da procura, da produção e da difusão de informação, vence qualquer força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do primeiro-ministro", escreveu Caldeira. De acordo com José Sócrates, esta afirmação e outras semelhantes são "difamatórias" e tiveram como consequência "lançar dúvidas" sobre o seu carácter, ofendendo-o e prejudicando-o, "quer pessoalmente, quer no exercício da acção política". A procuradora-geral adjunta Cândida de Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, onde o inquérito decorreu, e a procuradora-adjunta Carla Dias tiveram um entendimento diferente. Recorrendo à jurisprudência dos tribunais portugueses e do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, concluíram que as expressões dirigidas pelo arguido ao primeiro-ministro, "sendo incontornável a sua natureza de figura pública, se inscrevem no exercício do direito de crítica, insusceptível de causar ofensa jurídico-penalmente relevante", pelo que ordenaram o arquivamento parcial dos autos."Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional e/ou institucional sindicada pelos cidadãos, que têm o direito de escrutinar e criticar, porque tal pertence ao núcleo do direito fundamental de expressão do pensamento", salientam as magistradas no seu despacho. O outro texto de Caldeira incriminado por Sócrates tinha a ver com a natureza do MBA frequentado pelo primeiro-ministro, considerando também o Ministério Público que não havia fundamento para a acusação. Notificado das conclusões das magistradas, que lhe deram 10 dias para avançar com uma acusação particular, José Sócrates optou por não o fazer. Contactado pelo PÚBLICO, o primeiro-ministro não quis comentar o assunto. José Sócrates tinha, por lei, dez dias para fazer acusação particular, mas optou por não o fazer.

Desta noticia e do acordão proferido é caso para perguntar:

- Porque razão os magistrados poveiros teem na barra do tribunal o Arquiteto Silva Garcia ?
- Outra Ilação:
Macedo Vieira não tem poder de encaixe e como tal deve dar o lugar a outro.

" "Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional e/ou institucional sindicada pelos cidadãos, que têm o direito de escrutinar e criticar, porque tal pertence ao núcleo do direito fundamental de expressão do pensamento".

Agora só resta realmente a Macedo Vieira o recurso ao Tribunal da Califórnia

FORÇA GARCIA

Deputados de todo o mundo apoiam exigências da Aministia Internacional para o encerramento de Guantánamo


No sexto aniversário das primeiras transferências de presos para o centro de detenção dos EUA na Baía de Guantánamo, a AI, apoiada por cerca de 1200 parlamentares de todo o mundo, apresentou à administração norte americana uma agenda para acabar com as detenções ilegais em situação de “guerra ao terror ”. O plano de acção da AI consiste num conjunto de 13 recomendações para acabar com as detenções ilegais no âmbito da “guerra ao terror” sem comprometer a capacidade dos governos no combate ao terrorismo. E dá às autoridades alternativas muito práticas para que se feche o Guantánamo. Irene Khan, a Secretária Geral da AI disse que “Guantánamo é uma anomalia que precisa ser corrigida imediatamente e a única maneira de o conseguir é fechá-la de vez.” O plano de acção assinado por parlamentares do Reino Unido, Israel e Japão, além de muitos outros, apelam à restauração do Habeas Corpus; ao fim das detenções secretas e para que todos os detidos sejam julgados em tribunais independentes e imparciais, se não for para serem libertados. É fundamental que a lei salvaguarde soluções seguras e justas para aqueles que são libertados.“As prácticas ilegais adoptadas pelo governo dos EUA na sua “ guerra ao terror” como é Guantánamo e o programa de detenções secretas da CIA – promoveram a perigosa noção de que os direitos humanos fundamentais podem vir a ser postos de lado em nome da segurança nacional.” A abordagem às detenções levadas a cabo pelos Estados Unidos tiveram efeitos corrosivos na aplicação da lei e no respeito pelos direitos humanos. Do Paquistão à Europa até ao leste de África, outros governos tornam-se cúmplices na ilegalidade ou acabaram eles mesmos por prosseguir com práticas ilegais semelhantes. Por exemplo, o recente reaparecimento de pessoas que tinham sido consideradas desaparecidas no Paquistão voltou a dar ênfase a esta violação de direitos humanos especificamente naquele país. A Amnistia Internacional sabe de pelo menos 38 pessoas que se crê estarem em detenção secreta pela CIA e cujo destino e paradeiro permanecem desconhecidos. O programa da CIA de detenções e rendições extraordinárias não poderia ter sido usado sem a cooperação de outros governos. Outros governos foram cúmplices também nas detenções de Guantánamo. “As detenções arbitrárias e secretas violam princípios fundamentais de direitos humanos. Tais injustiças não devem ocorrer em pleno século XXI – a sua continuação semeia ressentimentos e ameaças em vez de promover a segurança”, disse Irene Khan. A Amnistia Internacional apela aos Estados Unidos para que oiçam os deputados e outras pessoas por todo o mundo que pedem uma mudança efectiva . Paralelamente, todos os governos devem garantir que também estão a cumprir as suas obrigações de direitos humanos no contexto do contra-terrorismo.

Satélite espião avariado poderá embater na Terra



Desconhece-se o local em que ocorrerá o impacto


Um grande satélite espião norte-americano perdeu energia e poder de propulsão e pode embater na Terra em finais de Fevereiro ou em Março, informaram hoje fontes governamentais dos Estados Unidos. Desconhece-se em que local pode ocorrer o impacto do satélite, que já não pode ser controlado. As fontes, que falaram sob condição de anonimato por se tratar de uma informação classificada, indicaram ainda que o satélite pode conter materiais perigosos. Um satélite espião, oficialmente designado satélite de reconhecimento, é um satélite de observação da Terra ou de comunicação utilizado para fins militares ou de espionagem. Contactado pela Associated Press, a agência que deu a informação, um porta-voz do conselho de segurança nacional dos Estados Unidos, Gordon Johndroe, declarou que "as agências governamentais adequadas estão a acompanhar a situação"."Ao longo dos anos, vários satélites saíram de órbita e caíram sem provocar danos. Estamos a analisar quais são as alternativas para minimizar quaisquer danos que este satélite possa causar", acrescentou. O porta-voz recusou comentar a hipótese de o satélite poder ser abatido por um míssil. Um responsável governamental citado pela mesma agência adiantou que os principais responsáveis políticos do país e de alguns países estrangeiros estão a ser informados dos desenvolvimentos desta situação.


23/01/2008

Campo Aberto debate os transportes na Área Metropolitana do Porto


Dia 2 de Fevereiro, sábado, pelas 15:30, a Campo Aberto recebe na sua sede um técnico da área dos transportes (Álvaro Costa), um dirigente de uma associação dedicada ao troleicarro (Emídio Gardé) e um representante da comissão de utentes de transportes públicos (André Dias).
Álvaro Costa, para além de professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, dirige uma empresa de consultoria na área dos transportes - que, entre vários outros estudos, colaborou no projecto de expansão do Metro do Porto.
Emídio Gardé, electrotécnico de formação e professor do 3º ciclo de profissão, não esconde o seu gosto pelos transportes eléctricos, especialmente pelos troleicarros, os quais são o objecto da sua investigação académica. A associação que dirige, a APETc - Associação Portuguesa dos Entusiastas por Troleicarros, tem as proporções adequadas de criatividade, empenho e solidez técnica.
André Dias, por seu lado, é um dos coordenadores do Movimento de Utentes de Transportes da Área Metropolitana do Porto, uma entidade que tem vindo a preencher um espaço vazio e naturalmente espartilhado como é o da defesa dos interesses dos utilizadores do transporte público.
Em conjunto, os três oradores proporcionarão uma visão diversificada e completa sobre os transportes. Após uma pequena intervenção inicial por cada um, haverá lugar a uma conversa com o público sobre apolítica de transportes, sua evolução e perspectivas para o futuro.
Se se interessa pelo tema não deve faltar.E aproveita para conhecer a nossa sede!
Campo Aberto
Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dir.
4000-446 Porto(à rua Gonçalo Cristóvão)

O PINÓQUIO


Servindo-se de estatísticas de fontes sem idóneidade, o primeiro ministro ultrapassou a barreira do mínimo de razoabilidade, ao afirmar que hoje existem menos pobres, graças aos aumentos de pensões e reformas efectuados.
Mesmo que forçássemos o entendimento ao teor de declarações políticas, as mesmas constituem uma ofensa às pessoas mais carenciadas, as quais já atingem mais de 3.000.000 (três milhões de Portugueses).
Senhor Primeiro Ministro, as suas declarações além de escandalosas, demonstram o seu desinteresse em resolver um problema desta dimensão.
Este é o país europeu onde se viola todos os dias o Direito à Vida, nesse sentido, porque V.Exa., é o Primeiro Ministro eleito pela maioria dos portugueses, V.Exa., não pode alhear-se da miséria em que lança todos os dias mais portugueses.
Se, deseja continuar a ser Primeiro Ministro de um país irreal, defendendo os interesses de 500 famílias muito ricas, se este é o País que representa, V.Exa., não passa de um Ditador que, servindo-se de um processo eleitoral, tomou de assalto o poder.
Se o Sr, Primeiro Ministro deseja retomar o caminho democrático e dar cumprimento ao seu programa eleitoral, poderá alterar as suas políticas e fazer uma viragem.

E Esta ?


Familiares de um reformado de 75 anos acusam o Hospital de Aveiro de o ter «abandonado num corredor da urgência», onde o foram encontrar caído «numa poça de sangue» com a maca por cima. A administração admite a queda, mas diz que o atendimento foi o adequado, escreve a Lusa. O idoso, Manuel Dias da Silva, viria a morrer três dias depois do incidente nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde foi transferido.
Perante este acontecimento tido por anormal num país em guerra do terceiro mundo, resta-nos pensar que este governo não tem consciência do que anda a fazer com supostas "reformas do serviço de saúde". No entanto, nesses lugares onde tais factos acontecem, o ministro não está lá. Sejamos honestos, mesmo que o minstro seja o pior do mundo, o pessoal médico e paramédico, os funcionários dos hospitais, onde tais factos ocorrem, na generalidade são negligentes, grosseiros e desumanos. As pessoas que trabalham nesses locais devem ter consciência do sofrimento e serem autênticas e solidárias.
É evidente que não se pode tomar a parte pelo todo, é graças ao sentido de missão e humanidade da maioria dos médicos, enfermeiros e pessoal hospitalar, que as coisas não estão muito piores.
Se o governo cria condições para a ocorrência de factos desta natureza, tal é um facto da maior gravidade, no entanto, nos locais onde os dramas ocorrem, alguém estava lá e omitiu o seu dever profissional e ético de assistência.
Quando tais mortes acontecem, muitas das vezes, são provocadas pela falta de ética do pessoal médico, porque quando estão perante idosos, parece que se deixa de falar em pessoas, homens e mulheres, passa-se para uma raça diferente, sem sexo nem importância: os idosos.
Se os médicos e o pessoal hospitalar olhassem para as Pessoas mais Velhas e as imaginassem como seus Pais ou Avós, seriam atenciosos e humanos.

20/01/2008

Falar em "demolição" é um exagero e vir defender os arquitectos do Porto depois de terem feito tanta asneira pela cidade fora é ridículo. De qualquer forma, pode valer a pena passar por lá.

19/01/2008

Hospital vai ampliar cirurgia de ambulatório

Segundo a noticia de hoje do Jornal de Noticias e da responsabilidade de Inês Schreck , vai haver mudanças no Hospital:
O Centro Hospitalar da Póvoa do Varzim/Vila do Conde vai investir, este ano, 171 mil euros na ampliação da Unidade de Cirurgia de Ambulatório. As obras vão permitir aumentar aquele tipo de cirurgias rápidas, em que o doente volta para casa no mesmo dia, estimando-se que no próximo ano possam atingir as 1950, de forma a dar resposta às necessidades dos utentes dos concelhos da Póvoa e Vila do Conde. Note-se que, em 2007, o hospital registou 1190 procedimentos cirúrgicos de ambulatório.A intervenção que o bloco de cirurgia de ambulatório vai sofrer este ano não invalida, porém, o "projecto de excelência" naquela área da Medicina prevista para o novo hospital, cujo estudo do perfil assistencial e dimensionamento das futuras instalações já foi entregue ao ministro da Saúde, Correia de Campos. A unidade a instalar no futuro hospital, a construir em regime de parceria público-privada, vai permitir duplicar a actual capacidade instalada em cirurgia de ambulatório. De acordo com informação do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde, estão contratualizadas para este ano a realização de 5722 cirurgias, sendo que 1675 (39%) serão efectuadas em regime de ambulatório. Em 2006, de um total de 2270 doentes submetidos a cirurgias programadas naquele hospital, 1040 foram operados em regime de ambulatório (46%), o que, face ao contratualizado para 2008, denota um decréscimo neste tipo de cirurgia, que traz vantagens para o doente (está provado que a recuperação do pós-operatório é melhor em casa) e para o hospital, que ganha em espaço com a redução do número de camas e na diminuição das listas de espera. Ainda segundo números do hospital, este mês, há 1306 doentes à espera de uma intervenção cirúrgica no Centro Hospitalar da Póvoa/Vila do Conde, sendo que em média esperam menos de 2,8 meses pela intervenção. Na Região Norte, o número é bem mais gordo com 64 mil doentes à espera de cirurgia, com uma média de 4,2 meses de espera. Números discutidos, ontem à tarde, numa reunião entre a administração do hospital e a Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório que está a inteirar-se, em visitas a vários hospitais, do que está a ser feito para aumentar a produção naquela área da Medicina.

16/01/2008

Mari Luz Cortés


Cerca de 1500 crianças acompanhados pelos professores, pais e vizinhos de Mari Luz Cortés de Huelva, desfilaram desde o Colégio Diocesano de Huelva, onde a criança andava até á sua residencia no bairro El Torrejón , com palavras de ordem "vuelta a casa" sobre a criança que desapareceu no passado domingo.

As forças policiais espanholas já passaram a pente fino os rios Odiel e Tinto , mas as buscas mostraram-se infrutiferas.

Os pais lançaram também um apelo a Portugal para que se associem nas buscas pela sua filha.

15/01/2008

Os novos “controleiros”

Artigo de Opinião de Alberto João Jardim publicado hoje no Jornal da Madeira


A par de outras desgraças que se vão abatendo sobre o Povo português, também não conseguimos escapar à fúria inflacionada de planificações e regulamentações, despropositadas e fundamentalistas, do Estado que temos, servido por “controleiros” a preceito. E não falo de desgraças, por ser catastrofista, embora pergunte que “pecados” os Portugueses cometeram, para “castigos” destes. Por ser um optimista, é que penso ser possível pôr termo a isto.
Um dos instrumentos do império soviético, bem como dos regimes totalitários ainda existentes, foi e é a “planificação” da Economia. Feita através de minuciosa produção legislativa inflacionada, acaba por condicionar, ao pormenor, as liberdades individuais dos cidadãos, por vezes extinguindo-as. Pelo contrário, uma visão liberal da Vida — não confundir com liberalismo económico — principalmente a partir do século dezanove influenciou bastante a Cultura mundial, nomeadamente a do Ocidente, desmultiplicando-se, depois, nos movimentos políticos que culminaram em regimes democráticos e que lutaram contra todas as formas de opressão. Incluso, permitiu a Doutrina Social da Igreja Católica acentuar o primado da Pessoa Humana, sobre quaisquer fórmulas de novos estruturalismos políticos. O primado da Ética e dos Valores inerentes à condição humana, ante os abusos dos Estados e de outras quaisquer fórmulas de organização social. Incluso, nessa criatividade espantosa que caracteriza o Povo brasileiro, fez aparecer a célebre expressão brotada da Alma intrínseca a qualquer Nação, o “é proibido, proibir”. Liberdade inata, sentida e vivida, onde se respeita a racionalidade — ver o actual Papa Bento XVI — mas sem cair na anarquia de um relativismo absoluto. Liberdade, como equilíbrio. Porém, sobretudo no pós-guerra e bem derrotados que foram os totalitarismos, incluso com a posterior queda do Muro de Berlim, um certo sentido imediatista de comodidade — sem olhar a consequências futuras — bem como a formação de grandes poderes económicos mundialistas, via a inevitável globalização, e o seu controlo progressivo dos poderes políticos, acabaram por empurrar o mundo ocidental, nomeadamente a Europa e os países não descentralizados, para uma nova vertigem de regulação da vida dos cidadãos. Claro que os mais saudosistas e os mais militantes do conceito de “economia panificada”, vendo assim um novo caminho que se lhes abre para os intuitos políticos, logo tentam difundir conceitos dogmáticos sobre os comportamentos individuais, recorrendo a pretextos de “saúde”, de “justiça”, de “ambientalismo”, etc., geralmente com deficiente fundamentação científica. A ideia de novos “controlos” por parte do Estado-máquina, deslumbra-os. Isto explica o porquê de fundamentalismos à rédea solta na sociedade portuguesa, em que o “socialismo”, feito “religião oficial” do Estado — como mito e não como prática — deu-lhe para chatear toda a gente, procurando assim se intrometer e regulamentar os vários pormenores da vida de cada cidadão. Hoje, essa intromissão do Estado contra as liberdades do cidadão, nada já tem a ver com o conceito de Estado-Providência — antes pelo contrário, dado o que se assiste — nem com a justa e necessária intervenção correctora do Estado na vida social. O que temos, é já um Estado autoritarista, centralizador, policiesco, intrometido, atabalhoado. Instrumento, a inflação legislativa e reguladora, bem como o incentivo à denúncia, incluso anónima, e à “bufice”. Que em vez da prevenção e repressão dos crimes graves — ou o aumento da criminalidade e da insegurança não resulta sobretudo da “liberalização” da droga?… — se desmultiplica em serviços, inspecções, alvos de obsessão, etc., para incomodar uma grande parte dos Portugueses. Que incluso incentiva ao reles da “denúncia” para reinstituir como que uma “vigilância popular”. Ao que “isto” chegou!…Os Magistrados querem fazer Justiça, mas sentem-se bloqueados com leis e esquemas processuais que tal limitam. Depois, o Estado “socialista” diz serem Eles os “culpados”. As Forças de Segurança querem combater a grande criminalidade que põe em causa o dia-a-dia dos cidadãos, mas deparam-se com obstáculos legais ilegítimos à sua operacionalidade, enquanto, por outro lado, se arranjam umas “policiazinhas” que fazem gala de chatear o cidadão e as pequenas e médias empresas. A Educação, como tal, falhou redondamente por mediocridade; a Saúde é a confusão que se vê; os Direitos de quem trabalha, vão sendo “embrulhados”; Cultura, só a oficiosa. Nunca vi a disciplina democrática ser consolidada através do medo. Tudo através de legislações tontas e de regulamentozinhos imbecis. O primado da Economia sobre os meios fiscais e orçamentais absolutamente invertido. A iniciativa empresarial está fortemente obstaculizada por regulamentarismos fundamentalistas urbanísticos, industriais, ambientais, bem como pelas patologias burocráticas, etc. Até a normal separação do Estado e das Igrejas, neste clima assim montado não escapa a fundamentalismos laicistas patetas, que conseguem ofender a Nação que somos e atentar contra a Cultura, a Educação, a Solidariedade Social, etc. A par de outras desgraças que se vão abatendo sobre o Povo português, também não conseguimos escapar à fúria inflacionada de planificações e regulamentações, despropositadas e fundamentalistas, do Estado que temos, servido por “controleiros” a preceito.

E não falo de desgraças, por ser catastrofista, embora pergunte que “pecados” os Portugueses cometeram, para “castigos” destes. Por ser um optimista, é que penso ser possível pôr termo a isto.
Artigo de Opinião de : Alberto João Jardim

Ficou por fazer meia rotunda - Mario Almeida não é Administrador da Metro do Porto ?


Ficou por fazer meia rotunda


A Noticia vinda hoje no Jornal de Noticias é assinada por Ana Trocado Marques, e trás á evidencia aquilo que só não vê quem não quer.

Qual é o posicionamento de Mario Almeida ? É só para receber o chorudo ordenado no final do mês ?

Meia feita e meia por fazer. É assim que, desde Agosto, está a rotunda de intercepção da nova via alternativa à Rua da Estação, na freguesia de Mindelo, Vila do Conde, com a Rua do Outeiro. A obra está parada há mais de cinco meses, alegadamente porque um "erro" no projecto da Metro do Porto (MP) obrigará, agora, à reformulação da fase final da empreitada de construção da nova via - o Acesso Norte -, a fim de englobar o desvio de redes por baixo da rotunda de intercepção com a Rua do Outeiro, não previsto no traçado inicial. Agora, com novas consultas e a reformulação do projecto, a empreitada, que permitiria descongestionar a Rua da Estação, só estará concluída, na melhor das hipóteses, no final de Fevereiro. Depois dos protestos da freguesia, que antevia os congestionamentos no trânsito de uma das principais artérias de acesso à freguesia, com a manutenção da passagem de nível da Rua da Estação - agora com oito veículos a circular por hora, em horas de ponta -, a MP acedeu construir uma via alternativa à Rua da Estação - o Acesso Norte, que ligaria a Rua do Outeiro à Estação Espaço Natureza (passando por baixo da linha de metro) e dali à EN13. A nova via, com cerca de 700 metros, orçada em 1,2 milhões de euros, ficou concluída em Agosto, faltando apenas metade da rotunda na intercepção com a Rua do Outeiro. O problema é que, com a obra praticamente concluída, a Câmara de Vila do Conde reclamou da MP o necessário desvio de redes que passam na Rua do Outeiro, mesmo por baixo da nova rotunda.Agora, a MP volta a informar que a obra só estará concluída em Fevereiro de 2008. Pereira Cardoso não se conforma "A Junta de Freguesia, incrédula com a decisão, indignada com a insensibilidade e revoltada com a discricionariedade da MP vem publicamente denunciar aquilo que considera ser a péssima gestão do dinheiro dos contribuintes". O presidente da Junta lembra que a obra servia um duplo propósito por um lado, descongestionar a Rua da Estação, através de uma ligação alternativa entre a EN13 e a zona poente da freguesia; e, por outro, estabelecer a ligação - inexistente - entre a zona poente da freguesia e a estação Espaço Natureza, que serve a Zona Industrial da Varziela. O JN tentou ouvir a MP, mas a empresa afirma que nada mais tem a acrescentar sobre o caso.

é caso para dizer...digo eu ...e Mário Almeida não tem nada a dizer ?

Portal Emprego.pt arranca na Primavera mas divulgação já está a causar polémica

Várias caixas de e-mail têm vindo a receber na última semana uma mensagem intitulada "Torna-te um pioneiro do portal Emprego.pt" na sequência de uma campanha de marketing que, apesar de aparentemente legal, está a causar algum incómodo.

"O portal Emprego.pt vai arrancar no final de Março ou início de Abril nos moldes de outros portais de emprego já existentes em Portugal mas, com recurso a novas tecnologias, pretende fomentar a oferta e a procura de trabalho em todas as áreas", explicou Nuno Craveiro Lopes, de 33 anos, que lidera o projecto.
"Propostas de trabalho a tempo inteiro ou a tempo parcial, de trabalho temporário ou em regime freelancer são algumas das opções que o portal vai oferecer", assegurou à agência Lusa o empresário na área da informática e novas tecnologias que adquiriu o domínio emprego.pt em 2003.
O domínio, registado desde 12 de Março de 1999, segundo a Fundação para a Computação Científica Nacional, pertencia à Bravonet, que o vendeu "por uma soma elevada, dado ser um domínio forte e cobiçado", revelou Nuno Lopes.
Os conteúdos do portal ainda não estão disponíveis, mas qualquer pessoa pode fazer a pré-inscrição e é precisamente esta fase que tem vindo a gerar desagrado em alguns utilizadores, que são desafiados a convidar amigos a registarem-se, acabando por - involuntariamente - fazer o convite a toda a lista de contactos.
"Na segunda página que surge no acto de pré-registo, o utilizador é informado de que pode convidar amigos a inscreverem-se no portal e eu aceitei, tendo colocado no site o login e a password com que acedo à minha caixa de e-mail", explicou Inês Branco, 31 anos, estudante no Mestrado de Jornalismo da Universidade Nova de Lisboa.
Inês, que fez a pré-inscrição há cerca de uma semana, pensava que, em seguida, lhe ia surgir na página de Internet a lista de contactos, "para poder escolher a quem ia dirigir o convite", pelo que não cancelou o processo (algo que o portal permite sem que isso implique perder o registo individual).
"Estranhei não ter essa opção, mas só depois percebi que o sistema tinha enviado convites para todas as pessoas dos meus contactos, sem que fosse essa a minha intenção", contou à agência Lusa, sublinhando que "esta forma de funcionamento acaba por ser muito parecida com o SPAM", publicidade não solicitada enviada via Net.
Luís Ferreira recebeu a mensagem "Torna-te um pioneiro do portal Emprego.pt" de "seis ou sete pessoas diferentes em menos de uma semana", inclusivamente de remetentes que desconhecia terem o seu endereço electrónico.
O tradutor de 30 anos, para quem "o mais preocupante é o utilizador não poder controlar os envios", avança uma situação hipotética: "Imagine-se uma pessoa que - estando em funções num determinado local - gostava de mudar de emprego mas ainda não quer revelar isso a colegas e chefias. Neste caso, e como é provável que tenha os e-mails destes na sua lista, acaba por lhes enviar um convite que, em simultâneo, revela as suas intenções de deixar aquele trabalho".
Também João Pedro Freire, de 36 anos, considera a técnica de envio "agressiva e contraproducente para o portal, na medida em que quem se inscreve fica de pé atrás quando percebe o que realmente aconteceu".
A fazer o doutoramento em Engenharia Florestal no Instituto Superior de Agronomia, João Freire inscreveu-se no passado dia 10 e, "sem querer", enviou propostas "aos cerca de 420 contactos" que integram a sua lista de e-mails.
"Não havia necessidade de remeter o convite para a minha orientadora de doutoramento nem para os órgãos de comunicação social, como acabou por acontecer por eu fazer parte da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica, que estabelece contactos regulares com jornalistas", assinalou.
João Pedro Freire afirmou ainda à agência Lusa que o facto de - para convidar outras pessoas - ter de inserir no portal a senha com que acede ao correio electrónico o deixou "receoso de estar a permitir o acesso às mensagens e aos contactos guardados na caixa de e-mail", tendo procedido já à alteração da palavra-passe.
Para Nuno Craveiro Lopes, esta precaução era escusada, "pois os responsáveis pelo portal não ficam com os endereços para os quais as pessoas enviam os convites", apesar de o sistema registar essa informação, como comprova o facto de existir a referência exacta aos "416 convites que João Freire dirigiu no dia 10 de Janeiro às 10:17".
"Como nos apercebemos de que havia pessoas a receber convites de vários remetentes, tomámos medidas para que, no momento de proceder a um envio, seja automaticamente verificado se o endereço já foi utilizado, de modo a evitar envios repetidos",
esclareceu ainda Nuno Lopes à Lusa.
Em relação ao pedido de uma palavra-passe que dá acesso à conta de e-mail do utilizador do portal, o responsável afirmou que se trata de um procedimento comum em vários sites e adiantou que a política de privacidade de Emprego.pt pode ser consultada na própria página.
"O que sucede em muitos casos é as pessoas não lerem as informações e ficarem com desconfianças injustificadas", sublinhou, acrescentando que o sistema "já gerou dois milhões de convites, excedendo as melhores expectativas".
Declarando que o portal "pode contribuir para resolver um dos grandes problemas do país, o desemprego", o mentor de Emprego.pt garantiu que "tudo está a ser feito dentro da lei".
Segundo se lê no site, que começou a ser desenvolvido há cerca de um ano, quando o utilizador lança o desafio aos contactos da sua lista, está a ganhar créditos - que aumentam em função do número de pessoas convidadas - para utilizar nos serviços que o portal vai oferecer quando arrancar.

14/01/2008

Monsanto é a Guantánamo de Portugal


Os abusos na prisão de Monsanto são muitos, tantos quantas as denúncias que Jaime Giménez Arbe, mais conhecido por El Solitario, fez ao jornalista espanhol Matias Antolín e que são hoje publicadas nos 14 jornais espanhóis onde o repórter escreve, cujos excertos o DN teve acesso. "[A prisão de] Monsanto é a Guantánamo de Portugal. Aqui não se respeitam os direitos humanos", conta o homem que durante anos foi o mais procurado em Espanha, preparando-se para apresentar queixa contra o Estado português por maus tratos. Jaime falou, Matias escreveu. Dizem fontes directamente ligadas ao processo que as coisas se passam assim mesmo, obscuras e cruas. "O conceito de segurança máxima significa, na prática, o sequestro e a incomunicação; permite-se aos guardas prisionais qualquer tipo de tratamento vexatório, chegando a bater impunemente nos prisioneiros", relata. Jaime e os outros presos sobrevivem fechados 23 horas por dia, com direito a apenas uma hora de pátio: um espaço exíguo gradeado por cima, a que chamam "gaiola de pássaros". Não podem usar a Internet, tocar um instrumento musical, estudar ou ouvir música. "Lêem-te clandestinamente a correspondência e abrem as tuas cartas, chegando a apropriar-se do dinheiro que algum familiar tenha metido no envelope." Também as chamadas telefónicas, contou El Solitario, são "toda uma quimera", uma vez que só autorizam dois telefonemas de cinco minutos por semana, "que não dão para nada", e mesmo assim só a "familiares previamente comprovados e fiscalizados pela direcção da prisão"."Obrigam-nos a despir" É proibido falar com amigos ou receber telefonemas. "Quando querem anular-nos psicologicamente obrigam-nos a despir e chegam, inclusive, a tocar-nos nas partes nobres", denuncia. Nenhum tem forma de protestar ou insurgir-se. Nem mesmo as comissões de direitos humanos que visitam Monsanto têm autorização para falar com os prisioneiros, apanhados nas malhas do estabelecimento que se tornou de alta segurança em Maio de 2007, preparado para receber terroristas e presos perigosos. Com a grande reportagem de Matias Antolín a prometer incendiar hoje os media espanhóis, Jaime espera que o trabalho ajude a perceber o facto de haver ainda demasiados contornos indefinidos em todo o processo: são-lhe imputados 36 assaltos, mas na verdade apenas está a ser acusado de quatro processos efectivos de roubo em Espanha e em Portugal, responde por detenção de arma e munições proibidas, falsificação de documentos, roubo na forma tentada e resistência. Quanto às acusações de homicídio, El Solitario continua a negar a autoria das mortes dos guardas civis José António Vidal e Juan António Palmero, em Junho de 2004. "Juro pelo que há de mais sagrado que não os matei", defende-se. O El Mundo avançou já a tese de poder ter sido a mafia de Marselha a perpetrar tais crimes, mas certo é que, enquanto a verdade não é apurada, são muitas as acusações não confirmadas a quebrar a presunção de inocência de Jaime. Este parte para Espanha no início da semana, dado ter audiência marcada com o juiz de Tudela na próxima quinta-feira, dia 17. Fica depois detido na prisão de Pamplona durante dois meses.

13/01/2008

MAIO MÊS DE HUMBERTO...


Segunda a noticia veinculada pelo Diário de Noticias, Maio é o mês das Comemorações e Homenagem a Humberto Delgado.

Uma biografia, uma série televisiva, um colóquio presidido pelo ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, e uma grande homenagem no Porto, a cidade onde teve o maior banho de multidão da sua vida: Humberto Delgado será alvo de uma série de homenagens póstumas no mês de Maio. Que foi o mês em que lançou a sua candidatura presidencial, em 1958, quando atirou a frase que fez tremer Salazar: "Obviamente, demito-o."

O ciclo de homenagens, promovido pela Fundação Humberto Delgado em conjunto com diversos organismos públicos e privados, começa a 10 de Maio com a exibição na RTP de um documentário realizado pelo cineasta Lauro António. O documentário, ainda em elaboração, recorda os agitados meses de Maio e Junho de 1958, quando a candidatura de Delgado constituiu o maior abalo ao regime salazarista. A 13 de Maio, será lançada uma biografia do "general sem medo", redigida pelo historiador Frederico Delgado Rosa, neto de Delgado. E no dia 14 será a vez de o Porto se associar a este programa de comemorações com uma homenagem promovida pelo Governo Civil. Precisamente quando se assinalar meio século após a histórica visita do general à Cidade Invicta, no âmbito da campanha presidencial, em que congregou uma multidão avaliada em mais de 300 mil apoiantes. Um claro apoio popular que só não se repetiu no dia seguinte por intervenção da polícia política. Lauro António recolheu imagens no valioso arquivo da televisão pública (muitas delas nunca exibidas na altura) e registou declarações inéditas de diversas personalidades dos mais diversos quadrantes. Incluindo o ex-Presidente da República Ramalho Eanes, os militares de Abril Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço e Pezarat Correia, o historiador Fernando Rosas e Marcelo Rebelo de Sousa. Personalidadades que conheceram bem o general, como Maria Barroso, Manuel Serra e João Varela Gomes também deixam o seu testemunho neste documentário, que terá cerca de uma hora. "Existe um depoimento particularmente interessante, prestado pelo professor António Taborda, que esteve numa mesa de voto da Covilhã e relata como ali se processou uma fraude eleitoral, aliás à semelhança do que aconteceu no País inteiro", disse Lauro António ao DN. O cineasta, que tinha 15 anos quando Delgado se candidatou, considera que 1958 foi "uma data-chave para o despertar da consciência de uma geração de portugueses". É essa também a opinião do actor Manuel Cavaco, que na altura era adolescente e ficou marcado pelos acontecimentos - nomeadamente pela carga policial contra um comício do general realizado no Liceu Camões. Um episódio que também lembra no documentário, intitulado Obviamente, Demito-o. O titular da pasta da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, associa-se às comemorações do cinquentenário da candidatura presidencial participando num colóquio intitulado Eleições em Tempo de Ditadura, a realizar também em Maio no Instituto Superior de Ciências de Trabalho e da Empresa, em Lisboa, em cooperação com a Fundação Humberto Delgado. "Foram tempos decisivos", considera Lauro António, que passou largas semanas a pesquisar o arquivo da RTP. As emissões regulares da estação pública tinham começado um ano antes, mas não há registos filmados da célebre conferência de imprensa, no desaparecido café Chave d'Ouro, em que Delgado admitiu pôr fim à carreira política de Salazar. Em compensação, não faltam imagens do próprio dia da eleição, em 8 de Junho de 1958. "Vendo essas imagens, hoje em dia, percebe-se muito bem como esse escrutínio foi manipulado pelo regime", afirma o cineasta de Manhã Submersa.

02/01/2008

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA



Finalmente o Varzim apresentou um novo treinador;

Texto retirado do site do Clube


Rui Dias e Nikola Popovic foram oficialmente apresentados, esta manhã, à Comunicação Social como a nova equipa técnica do Varzim, numa Conferência de Imprensa em que Lopes de Castro aproveitou também para assinalar a despedida de Pedrinho, que integrará já este mês a Académica de Coimbra...
Numa semana marcada pelo regresso à competição e na véspera de um Varzim x Porto, da Liga Intercalar, Lopes de Castro apresentou a sua nova aposta para o comando técnico da equipa profissional e manifestou a sua inteira confiança em Rui Dias, treinador cujo perfil, na sua opinião, se adequa na perfeição ao delineado pela sua Direcção e aos objectivos que esta travou para a equipa.
“Não se pode exigir muito a uma equipa técnica que chega a meio de uma época, porque não tem responsabilidade na formação do plantel”, afirmou Lopes de Castro, mostrando, no entanto, a sua convicção na capacidade do novo treinador. “A equipa tem muita qualidade e aquilo que eu espero é que a nova equipa técnica perceba rapidamente a dimensão do Varzim e utilize os seus conhecimentos para colocar este clube no lugar onde merece estar”, declarou.
Num discurso claro e prático, Rui Dias revelou ter aceite o convite para orientar o Varzim por se tratar de um clube com “objectivos ambiciosos” e que sabe bem o rumo que quer tomar. “Quero olhar mais para cima do que para baixo”, afirmou, explicando que, nestes primeiros dias ,o trabalho é de “observação e avaliação” para, depois, estruturar a equipa de acordo com a sua filosofia e trilhar um caminho.“Quero vencer o mais rapidamente possível”, disse, convicto nas qualidades dos jogadores do Varzim e na vontade destes em levar o clube o mais longe possível. Conhecido pela sua empatia pelos jovens jogadores, Rui Dias garante respeito pelo trabalho desenvolvido pelos treinadores da Formação do clube e assume a sua vontade em valorizar os potenciais atletas que surjam das camadas jovens. Sobre o facto de o contrato com o Varzim ser apenas até ao final da época, o novo líder dos Lobos do Mar não apresenta qualquer incómodo, dizendo: “O factor competência avalia-se dia a dia. No futebol é cada vez mais difícil traçar projectos a longo prazo. No final da época logo veremos o resultado”.
A equipa técnica do Varzim está, desta forma, recomposta. Eduardo Esteves, preparador físico e Augusto Neves, treinador de guarda-redes, mantêm-se nas funções, contando agora com Rui Dias no comando principal e Nikola Popovic, como treinador adjunto.

16/12/2007

Quem é o estúpido ? O Jornalista ou o Treinador ?


O Varzim perdeu hoje com o seu rival e vizinho por 1 - 0.


Uma partida emotiva, mas sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados; ganhou o mais feliz, numa falha defensiva do Varzim, embora o resultado mais justo fosse em minha opinião o empate; Mas o que me leva a escrever sobre a derrota do Varzim foi a desilegância e a falta de encaixe de Diamantino Miranda; a sobranceria, como reagiu a uma pergunta de um jornalista, raiando o insulto só demonstra a sua qualidade de homem. Se não tem poder de encaixe tem uma solução...não apareça nas conferencias de imprensa, e mande como tem feito elementos da sua equipa técnica; mas como Diamantino Miranda não tem vergonha continuará a chular os sócios varzinistas e esperar que seja mandado embora para receber a indemnização, apesar do Presidente Lopes de Castro lhe ter dado tolerância zero. Resta saber se o Presidente lhe vai aparar os golpes...Já agora acho que os jornalistas deveriam deixa-lo a falar sozinho sempre que Diamantino Miranda aparecesse na sala de imprensa; assim insultava-se a si próprio.

Pesquisa mostra divisão da opinião pública mundial sobre a liberdade de imprensa e a informação

Postado por Carlos Castilho


Ao contrário do que muitos esperavam, não há uma unanimidade mundial sobre a importância da liberdade de imprensa, como indica uma consulta feita pela rede pública de televisão da Inglaterra, a BBC, a 11.344 pessoas em 14 países.

Os resultados da consulta mostram uma aguda divisão de opiniões entre quem mora em países ricos e os habitantes das chamadas nações em desenvolvimento. O que mais chama a atenção é o facto da maioria dos latino-americanos, africanos e os residentes em países pobres da Ásia acharem que a justiça social e a paz podem justificar limitações na liberdade de imprensa.

São duas perspectivas diferentes e que resultam de duas realidades igualmente distintas. Enquanto os entrevistados nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, bem como na África do Sul, Venezuela e Quênia, 60% dos entrevistados priorizaram a questão da imprensa livre, a pesquisa na Rússia, Singapura e Índia, destacou a preocupação dos consultados com a ordem e o controle estatal.




(Tradução do quadro publicado no site da BBC World Service


título IMPORTÂNCIA DA LIBERDADE DE IMPRENSA


Codificação: Vermelho - a liberdade de imprensa é muito importante para garantir uma sociedade justa.


Azul - A estabilidade social e a paz são mais importantes, assim, algumas vezes, os controles podem ser necessários.


Laranja - Não sei)

A diversidade regional e cultural dos países envolvidos na pesquisa não esclarece a dúvida entre liberdade de imprensa e liberdade de informação, já que as duas não são sinônimos. Uma está ligada a uma atividade comercial enquanto a outra vincula-se a um direito humano.

Mas isto não impede que se veja os resultados por uma outra óptica, não menos relevante. A pesquisa dá a entender que 40% dos entrevistados ainda não estariam considerando a informação como um elemento essencial em suas vidas.

Esta possibilidade é extremamente grave porque na era da informação, quem tem mais, cresce mais rápido, o que pode levar a um modelo de desigualdade ainda pior do que o existente actualmente.

A informação é uma matéria prima curiosa. Quanto mais circular entre pessoas e for recombinada com mais intensidade, maior será a sua valorização, ao contrário de todas as demais matérias primas, que tendem a se esgotar.

Os países pobres tem uma inesgotável e incomensurável reserva de informações não processadas e que são essenciais para o mundo rico. Tudo hoje embute algum conteúdo informativo, até mesmo as plantas da Amazônia, que estão sendo levadas para fora do país para que cientistas retirem delas os códigos genéticos indispensáveis à síntese de novos medicamentos.

Mas como os habitantes do terceiro mundo ainda não tomaram consciência da importância da informação, ela está sendo dada em troca de espelhinhos, como na chegada dos portugueses ao Brasil, há 500 anos.

A pesquisa da BBC indica que a liberdade de imprensa é mais valorizada por norte-americanos, ingleses e alemães que são também os que criticam com mais intensidade da mídia em seus respectivos países. Os alemães são os leitores mais exigentes, pois apenas 18% deles consideraram confiáveis as informações publicadas pela imprensa local.

Os brasileiros entrevistados pelas empresas GlobeScan e Synovate, contratadas pela BBC, encontram-se na companhia de norte-americanos e ingleses na crítica à influência que os donos de empresas jornalísticas exercem sobre as informações publicadas na imprensa de seus respectivos países.

Metade do público brasileiro está mais preocupado com a liberdade de imprensa enquanto a outra metade admite que o Estado pode interferir nas empresas jornalísticas para garantir a paz e a estabilidade social.

A pesquisa da BBC tem enormes limitações, mas pode ser vista como a ponta de um iceberg, pois os dados, mesmo parciais, indicam que o público parece não estar assumindo o mesmo discurso das empresas jornalísticas em matéria de liberdade da imprensa.

Correção do texto
Mudei a redação do décimo parágrafo do texto, atendendo à observações de um leitor. A versão antiga era a seguinte: "A pesquisa da BBC mostra também outros paradoxos sobre a liberdade de imprensa. Os norte-americanos, ingleses e alemães são os que mais valorizam a liberdade de informação, mas por outro lado são os que mais criticam a imprensa de seus respectivos países" .

No tocante a Portugal não há informação sobre este estudo.

15/12/2007

Só um terço dos deficientes ou incapazes têm apoios do sistema de reabilitação



Um estudo do ISCTE revela que a maioria dos 820 mil portadores de deficiências ou incapacidades não encontra apoio no sistema de reabilitação, uma situação que se agrava em relação aos mais velhos. O estudo envolveu mais de 15 mil pessoas desde 2005 e sugere mudanças no modelo de apoio aos cidadãos portadores de deficiência. Os dados recolhidos por este estudo foram divulgados esta quinta-feira numa conferência realizada no ISCTE. A coordenação foi feita pelo Centro de Reabilitação Profissional de Gaia (CRPG), que traça um retrato social da Deficiência e Incapacidade. Serão ao todo 820 mil cidadãos, dos quais cerca de 68% são mulheres. Mas os apoios não são distribuídos da mesma maneira, já que da minoria que é apoiada pelo sistema, as mulheres representam 60%. Uma situação que representa uma "dupla discriminação" na opinião do coordenador do CRPG, Jerónimo Sousa."Há uma discriminação social evidente e humilhante, perante as desigualdades ligadas à deficiência", diz o coordenador do CRPG, verificando que 78% dos 820 mil cidadãos afectados são analfabetos ou têm o 1º ciclo do ensino básico e que cerca de metade vive em agregados familiares com rendimento mensal abaixo dos 600 euros (dos quais metade não chega aos 400 euros/mês). E o mais grave, na opinião de Jerónimo Sousa, é que "96% destas pessoas raramente sentem a discriminação". O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes saudou a realização deste estudo, que no seu entender veio confirmar a razão das denúncias que a APD tem feito ao longo dos anos. Humberto Santos manifestou-se esperançado que o estudo sirva de "ferramenta de trabalho para implementar políticas de reabilitação" no futuro. A média etária das pessoas com deficiência e incapacidade é de 58 anos. Esta situação tem reflexos ao nível do apoio dos programas e serviços de reabilitação, que não chegam à esmagadora maioria dos que dele precisam. O responsável pelo CRPG diz que a intervenção do Estado está muito focada na juventude e transição para a idade adulta, ao passo que as deficiências "têm sido cada vez mais frequentes ao longo da vida, como acontece com as doenças crónicas". O alargamento do apoio a este grupo social é uma das mudanças que propõe o coordenador do estudo. Ontem foi apresentada uma proposta de 75 medidas a aplicar até 2025 para uma nova política de reabilitação por parte da Fundação ISCTE, presidida por Paulo Pedroso.

11/12/2007

E CORAGEM PARA IR ATÉ AO FUNDO DA QUESTÃO?

Com a devida vénia do Veloluso







Duas notícias, em dois dias consecutivos, com a segunda a parecer um simples decalque da primeira: o Vitória-ASC ficou pelo caminho…O meu grande – e fiável – amigo António da Silva Campos já há muito me tinha dito que, nos moldes em que a equipa funcionou esta temporada não estaria disponível para continuar a investir no Ciclismo. A sua empresa agarrou na sub-23 do Guilhabréu há uma meia dúzia de anos e, com Sérgio Paulinho como figura de proa, trilhou o caminho na direcção da profissionalização. Investiu muito. Para os mais esquecidos, lembro aqui que, a então equipa de Vila do Conde venceu por dois anos consecutivos uma das mais importantes provas do calendário espanhol para Elites, o Circuito Montanhês, na Cantábria. Da freguesia de Guilhabreu – através do seu clube mais representativo – arriscou e apostou mais alto. E apareceu o Clube de Ciclismo de Vila do Conde. E logo a seguir, a profissionalização da equipa. A camisola amarela na Volta a Portugal, com o Victoriano Fernandez, em 2003, depois de uma chegada a Castelo Branco (2 dias); depois, outra vez a liderança da Volta, em 2004, com o Cláudio Faria (1 dia), numa chegada a Viseu, e a vitória na primeira etapa da Volta a Portugal de 2005, com o colombiano Jeobany Chacón que levou a Camisola Amarela até ao Fundão, ao quarto dia, quando Vladimir Efimkin a conquistou para não mais a despir, mantiveram a equipa da ASC no noticiário do ciclismo luso durante três épocas consecutivas.


Quantas equipas portuguesas podem disto fazer bandeira nos últimos cinco anos? Eu sei!... Nenhuma! Mas, e ainda assim, a ASC, do António da Silva Campos, viu-se e desejou-se para conseguir um parceiro suficientemente forte de forma a poder continuar no Grande Pelotão. E encontrou, há dois anos, o Vitória Sport Clube, de Guimarães.
Mas, e tanto quanto julgo saber, as coisas sempre funcionaram mais num sentido que no outro. Descodificando… o Vitória ganhou visibilidade, a ASC perdeu dinheiro. Mas, e porque é uma questão inultrapassável, recuemos até 2000. Quem é que andou de amarelo nas primeiras sete etapas da Volta? Um espanhol completamente desconhecido chamado Miguel Manteiga, então ao serviço do Paredes! E quem era o director-desportivo do Paredes então? E quem era o director-desportivo da ASC (com os diferentes parceiros) quando a equipa de Vila do Conde andou de amarelo na Volta a Portugal? Pois!...a equipa de Vila do Conde/ou Guimarães, parecia ter herdado a malapata do “velho” Tavira que, durante uma década bem medida sempre nos apareceu na corda-bamba. Sai ou não sai? Sempre o Zé Marques conseguiu, de uma forma ou outra, arranjar os meios necessários para que a turma algarvia não tivesse deixado de estar entre os grandes. Mesmo que tenha havido um ano em que apareceu como amadora, num pelotão de profissionais. Era ele, e só ele, quem tentava, de todas as formas possíveis, encontrar uma solução para a equipa. Três meses – disse-me ele, aqui há uns dias quando falámos –, três meses a correr de porta em porta a apresentar o projecto em que acreditava. Só ele acreditava, é a conclusão a que chego agora.



O António da Silva Campos já decidira que, sem outro parceiro que “entrasse”, pelo menos, com tanto quanto ele investia, deixava cair o projecto. Ciente de que estavam em causa mais de dezena e meia de famílias, cujo sustento vinha apenas da equipa de ciclismo, o Zé Augusto não desistiu. E todas as semanas, três ou quatro vezes por semana, lá conseguia entregar o seu “dossier” a algum potencial investidor. Depois… era aguardar. No sábado, um jornal desportivo escrevia que o Vitória-ASC acabava. Ontem, domingo, outro jornal desportivo “copiava” quase ipsis verbis a notícia que o outro publicara. Nenhum deles, aparentemente – o que escreveu a notícia no domingo, de certeza que não, até pelo próprio texto da notícia –, sabia nem fez nada para saber que AQUELE DIRECTOR-DESPORTIVO de que falei lá atrás… já estava no desemprego antes do anúncio do fim da equipa. ANTES – atenção que isto é importante – ANTES de deitarem a toalha ao chão e virem publicamente reconhecer que a equipa não vai poder sair (ainda não consegui falar com o António da Silva Campos, atenção…) em 2008, os directores do Vitória de Guimarães já tinham descartado o anterior DD e colocado outro no seu lugar. Quem? O Paulo Barroso, que ainda o ano passado era corredor da equipa. Ao, a partir dessa decisão, ex-DD, foi-lhe proposto o lugar de… massagista!
Mas fica uma pergunta no ar...
... a associação (fraudulenta e desonesta) na Comunicação Social (todos sabem do que estou a falar...) da imagem da equipa a problemas com o doping - que a mesma não justificava - quanto terá pesado para o facto de não ter conseguido um co-patrocinador que a mantivesse no pelotão?
E quantas cabeças se dobrão, hoje, reconhecendo o mal que fizeram?