10/02/2008

NOVA REMODELAÇÃO À VISTA




Algumas fontes não identificadas ainda que credíveis, garantem que as demissões de Mário Lino e Alberto Costa, estão por um fio.


As inverdades e omissões do Ministro das Obras Públicas e a inquietação resultante das reformas do Direito Penal e Processo Penal, acrescidas pelas declarações do Director da P.J, parecem ser razões mais que válidas para a demissão.


O Director da PJ, Alípio Ribeiro, irá apresentar a demissão dentro em breve, segundo as mesmas fontes.

Assinaturas contra reabilitação proposta para o Bolhão



Cerca de uma dezena de movimentos cívicos e uma organização partidária - a Juventude Socialista - manifestaram-se, ontem, à porta do Bolhão, contra o projecto de requalificação do mercado, a concretizar pela empresa holandesa TCN. Os movimentos estão a estudar a interposição de providências cautelares visando impedir o início das obras. Ontem, recolheram-se apoios para um abaixo-assinado a entregar na Assembleia da República e que conta com cerca de 14 mil assinaturas. Os vendedores, por seu lado, queixavam-se da falta de informações


Se também não está de acordo com o que está a acontecer, pode enviar e-mails/cartas de protesto à Câmara Municipal do Porto e ao IPPAR. Para tal encontra aqui um modelo de e-mail que poderá usar, embora o melhor seja escrever o seu próprio texto.

Deixamos também alguns sites onde se pode informar sobre esta causa:
http://manifestobol/hao.blogspot.com/
http://www.gaia/.org.pt


*Contactos*

_Câmara Municipal do Porto_
Presidente: Rui Rio
Praça General Humberto Delgado
4049-001 Porto
E-mail: geral@cm-porto.pt

_IPPAR – Instituto Português do Património Arquitectónico_
Presidente: Dr. Elísio Summavielle
Palácio Nacional da Ajuda
1349 - 021 Lisboa
E-mail: ippar@ippar.pt
_Delegação Regional do Porto_
Directora: Arq.ª Paula Araújo Pereira da Silva Casa de Ramalde Rua Igreja de Ramalde, nº 1
4149 - 011 Porto
E-mail: drp.ippar@ippar.pt

*Carta modelo*

Caro Rui Rio / Dr. Elísio Summavielle / Arq.ª Paula Araújo Pereira da Silva

Tendo conhecimento que o mercado do Bolhão está em riscos de desaparecer venho por este meio apelar à sua consciência para que tal não aconteça.
Este típico mercado da cidade do Porto, classificado como Património Nacional, tem vindo a resistir ao longo dos anos, sendo considerado a alma da cidade onde se podem ainda encontrar as típicas vendedeiras e as genuínas gentes do Porto.


Não quero que o Mercado seja entregue a uma empresa privada para o gerir durante 50 anos. O projecto da /TCN – Tramcrone / vai transformar o mercado tradicional em mais um centro comercial igual a muitos outros, sem nada de característico.

Quero viver numa cidade bonita, com edifícios com história e poder entrar neles e comprar legumes frescos e da nossa terra.


Nome:
BI:
Localidade:Data: , de Janeiro de 2008 --


06/02/2008

SISTEMA POLITICO


Joaquim Jorge, Biólogo


O sistema político está esgotado e a crise vai acentuar-se com as novas leis para as eleições autárquicas e legislativas. A vida interna dos partidos tem que ser alterada e não pode estar à mercê de pagamento de quotas; procedimentos eleitorais; formas de militância; listas; sindicatos de voto; democracia interna; tráfico de influências; promiscuidades várias. Que moral tem um candidato de um partido para falar de democracia se não a pratica e não dá o exemplo? As eleições internas de um partido deveriam reger-se pela lei vigente (com as devidas adaptações) para as eleições de âmbito nacional ou local. Existe um proselitismo excessivo. Para o Parlamento não concorre quem quer, mas quem é escolhido pelas estruturas partidárias dominadas pelo "chefe" (que está lá, na altura). O mérito, a cultura, os conhecimentos e as provas dadas não são para ali chamados. O que conta é a fidelidade ao chefe; disciplina partidária; seguidismo, bajulamento, silêncios comprometedores, etc. A responsabilidade é exclusiva dos partidos e seus "chefes", dos deputados e seus dirigentes, ajudados por um sistema eleitoral medonho, por leis e regimentos de protecção de privilégios. O país está cansado dos mesmos políticos e eles não têm ou não querem ter consciência disso. Não é alterando as leis eleitorais que se renova a democracia, quer local, quer nacional. As pessoas querem caras novas e a alternativa é renovar os rostos daqueles que estão à frente de projectos políticos. A proposta da nova lei eleitoral para as legislativas não consagra candidaturas independentes e dificulta a vida aos pequenos partidos. Prova a lógica de controlo dos "senhores dos partidos" para a escolha de deputados. Num sistema político sadio é salutar existir críticas e contraditório, fomentando a alternância e as alternativas. E não serem sempre os mesmos. A candidatura de Manuel Alegre, o fenómeno de independentes e o aparecimento de clubes de reflexão provam que existe vida para além dos partidos. Querem controlar na secretaria (nos corredores do poder) esta efervescência dos cidadãos porque não estão a conquistá-los na sociedade. Não sei se em Portugal haverá espaço para mais partidos, mas gostava de que eles funcionassem de outra maneira nova geração de dirigentes; renovação de ideias; serem atractivos; alterar a sua organização; dispostos a responder prêt-a-porter; sem crises de identidade; um projecto descentralizador; nova doutrina com novas propostas. A sensação depressiva e confusa que transmitem, sendo terrivelmente hierárquicos, mais parecendo tropa, miméticos, com tendência nepótica e despótica. Os partidos precisam de listas abertas e pensamento diversificado. A indigência e a trivialidade da classe política, pelo pensamento único, querendo dotar o Estado de uma estrutura monocrática de poder com o monopólio da verdade, das virtudes e das acções políticas. A desvergonha pessoal da fobia na carreira e dos happenings para lá chegar é o triunfo da desmoralização da causa pública. O êxito de uma democracia é ter cidadãos bem informados, activos e dispostos a debater e argumentar. É necessário combater a retórica de dizer uma coisa e fazer outra, aquilo a que eu chamo a inflação verbal e comportamental. É necessária uma verdadeira reforma moral na forma de se fazer política, sem párias, parasitas, privilegiados, proscritos, humilhados e disfarçados. A culpa é nossa; devíamos ser um povo mais culto e ter cuidado nas escolhas que fazemos quer nos partidos quer no Governo, e o grau de exigência fosse o devido e não o mal menor. Os políticos têm medo do que não controlam e do que não percebem. Algo que se faça com maturidade e consistência sem o trabalho da tecnocracia partidária mete-lhes muita confusão. A inveja é um mal endémico da sociedade portuguesa, de quem faz algo.

01/02/2008

EUA compravam suspeitos terrorismo. Transporte era efectuado através de Portugal


Washington comprou por cinco mil dólares presumíveis suspeitos de terrorismo no Afeganistão e Paquistão, que levou em aviões, através de Portugal, para Guantanamo, aponta o relatório da ONG britânica Reprieve.
Os suspeitos comprados pelos Estados Unidos foram transportados para Guantanamo - centro de detenção da base norte-americana em Cuba - em voos da CIA, via Portugal, adianta o relatório.
De acordo com a organização não governamental (ONG) de advogados britânicos Reprieve, pelo menos dois dos suspeitos foram sequestrados e vendidos às forças norte-americanas por 5.000 dólares (3.380 euros).
O documento, divulgado no início da semana, especifica os casos de Shaker Amer, que continua em Guantanamo, e Tarek Dergoul, que foi libertado em Março de 2003.
Amer, natural da Arábia Saudita, mas residente no Reino Unido, terá sido sequestrado no Paquistão em 2001 e vendido às forças militares norte-americanas e submetido a diversas formas de tortura em Kabul, Bagram e Kandahar.
A 13 de Fevereiro de 2002, terá sido finalmente transportado de Incirlik (Turquia) para a ilha de Cuba, via Portugal.
Tarek Dergoul, por seu lado, foi arrestado pela Aliança do Norte no Afeganistão, que o encontrou nos escombros de um bombardeamento, revela o relatório.
Após levá-lo a um hospital, onde lhe foi amputado um braço, os seus captores venderam-no aos norte-americanos por 5.000 dólares, lê-se no documento.
Transportado a partir de Incirlik a 05 de Maio de 2002, Dergoul, que tem a nacionalidade britânica, atravessou o espaço aéreo português para chegar a Guantanamo, onde passou dois anos até ser libertado sem acusações, segundo o relatório.
Divulgado esta semana, o relatório nomeia todos os 728 dos 774 suspeitos de terrorismo transportados pelos serviços secretos dos Estados Unidos para Guantanamo.
Todos passaram por «jurisdição portuguesa», ou seja, ou pisaram solo nacional (o que é o caso de nove dos aviões, todos nos Açores), ou cruzaram o espaço aéreo, segundo as investigações da Reprieve, que representa 33 presos de Guantanamo.
Para chegar a esta conclusão, a Reprieve cruzou as listas de voos da Aviação Civil portuguesa, depoimentos de testemunhas e de alguns dos seus clientes, e documentos tornados públicos pelos Estados Unidos, tendo deduzido o dia em que cada um dos réus, com um número de matrícula, desembarcou na base de Guantanamo.
«As listas de voos mostram que pelo menos 48 aviões militares dos EUA e da CIA atravessaram a jurisdição portuguesa a caminho de Guantanamo», refere a Reprieve.
Estes voos terão começado a 11 de Janeiro de 2002 e o último registo é de 07 de Maio de 2006.
Destes, seis terão aterrado no aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, e três na ilha de Santa Maria, no mesmo arquipélago, aponta o documento, que não detalha informação sobre o local de partida ou o nome dos passageiros de todos os voos.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, repudiou quarta-feira, no Parlamento, o conteúdo do relatório, que considerou «não ajudar à verdade» e ser «profundamente mistificador».
O comissário da ONU para casos de tortura, Manfred Nowak, defendeu, em declarações publicadas hoje pelo El Pais, que seria exagerado pensar que Portugal «ajudou» a CIA, mas admitiu que, em 2005 e 2006, todas as pessoas tinham suspeitas sobre as operações da agência.
«Nos casos em que não se actuou para impedir a passagem dos voos pelo seu espaço aéreo (português) ou a aterragem em seu território, há uma violação activa dos Direitos Humanos», referiu o responsável, citado pelo jornal.
Diário Digital / Lusa

30/01/2008

FEITA JUSTIÇA - Silva Garcia absolvido das acusações de difamação


O arquitecto Silva Garcia foi absolvido dos crimes de difamação agravada. O tribunal da Póvoa absolveu Silva Garcia no processo movido por Macedo Vieira e Aires Pereira em que o vereador do PS, com mandato suspenso, era acusado pelo Ministério Público de ter praticado dois crimes de difamação agravada. Em causa estava um artigo de opinião sobre a intenção do Governo de colocar portagens na A 28, publicado num jornal local em 2004. Nesse escrito Silva Garcia acusava Macedo Vieira e de Aires Pereira de colocaren “o interesse dos poveiros em segundo plano” e de “manejarem de forma idiota o princípio do utilizador-pagador”. Na leitura da sentença, a juíza do Tribunal da Póvoa frisou que ficou provado que desde 1998 existe um elevado grau de conflitualidade entre as duas partes, que utilizam desde então, em diversos meios, linguagem onde reina a indelicadeza. Assim, a palavra “idiota”, frisou, apenas pretendia criticar a opção política e não os autarcas. Paulo Pino, advogado de Silva Garcia, afirma que foi feita justiça. E Jorge Leite da Cunha, advogado dos autarcas, admitiu que poderá interpor recurso da sentença.
Resta agora saber que mais irá descobrir Artur Queirós para continuar a descarregar o seu " fel " sobre Silva Garcia

29/01/2008

Revelada história por trás da fotografia mais emblemática do Vietname




A imagem mais divulgada do Vietname é a execução de um prisioneiro vietcongue pelo general vietnamita Nguyen Ngoc Lan, da autoria do fotojornalista Eddie Adams, revelou hoje a agência Ansa


A foto, tirada no 1º de Fevereiro de 1968 por Eddie Adams a serviço de uma grande agência de notícias, permanece até hoje como uma das imagens mais emblemáticas dos horrores provocados pela Guerra do Vietname (1959-1975).
O fotógrafo captou a imagem após o massacre de 34 pessoas por vietcongues, naquela que ficou conhecida como a 'Ofensiva Tet'.
As vítimas eram agentes da polícia nacional e familiares e o general, que conseguiu deter um dos culpados pela matança, levou o prisioneiro diante de um grupo de jornalistas, que esperavam uma conferência de imprensa sobre a captura.
Porém, ao invés de um curto discurso, acabaram por assistir à execução sumária do vietcongue.
A fotografia venceu o Prémio Pulitzer em 1969, tornando-se o símbolo mais famoso da brutalidade da guerra. Ajudou ainda diversos movimentos anti-guerra e, diz-se, terá ajudado o então presidente Lyndon Johnson a não tentar outro mandato.
Um aspecto pouco conhecido do caso é que o fotógrafo Adams sempre demonstrou um profundo sentimento de culpa pelo mal causado pela imagem do general Loan.
«O general matou um vietcongue com a pistola. Eu matei o general com a minha câmara fotográfica. As fotos são a arma mais forte do mundo, mas podem mentir», observou o fotógrafo posteriormente.
Adams, após a difusão mundial da foto, recebeu da sua agência a função de continuar acompanhando o general. Uma experiência que levou o fotógrafo a mudar sua opinião sobre Loan.
«Ele combatia a nossa guerra, pelo seu povo. Tinha ajudado a construir um hospital em Saigon, tinha apenas assistido ao massacre de vários dos seus colegas», observou diversas vezes Adams, que pediu, durante os anos sucessivos, diversas vezes perdão ao general e à família pelos danos causados.
Após a queda de Saigon, o general imigrou para os Estados Unidos onde tentou abrir um restaurante no estado da Virginia. Mas, quando o seu nome foi ligado à fotografia, grupos de manifestantes começaram a protestar em frente ao restaurante, obrigando Loan a fechar o local.
Quando o general morreu em 1998, de cancro, o fotógrafo Adams enviou flores aos familiares e um bilhete - «Peço desculpas. Os meus olhos estão cheios de lágrimas»

Tripulação não teve socorro em Peniche - Há mais a precisar de ser remodelado...desde logo José Socrates


Uma embarcação com pescadores da Póvoa de Varzim não teve o socorro pedido ao Salva-vidas no último Sábado (dia 26) à tarde. Por volta das 14,00 horas, um pescador do barco “Silvestre Afonso”, registado em Vila Real de Santo António, com tripulação da Póvoa de Varzim e que pescava ao largo de Peniche, pediu ajuda quando um dos tripulantes se sentiu mal. A falta da tripulação impediu o salva-vidas ‘Vigilante’, de Peniche, de sair para socorrer o pescador acometido de doença súbita. De acordo com José Festas, da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, que se encontrava à pesca perto da embarcação “Silvestre Afonso”, apenas um tripulante estava disponível à chamada do patrão salva-vidas. Estas tripulações estão condicionadas ao horário de funcionários públicos e, por lei, estes barcos não podem sair com menos de três tripulantes. A situação da falta de um horário de 24 horas devidamente recompensado arrasta-se há cerca de dez anos. Acabou por ser a própria embarcação de pesca a socorrer o pescador da “Silvestre Afonso”, que se encontrava a hora e meia da costa, quando o Salva-Vidas faria o trajecto em cerca de 20 minutos.

REMODELADOS...MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA


O primeiro-ministro José Sócrates pediu ao Presidente da República a exoneração dos ministros da Saúde, Correia de Campos, e da Cultura, Isabel Pires de Lima, informa o portal do governo. Para os seus lugares foram indicados, respectivamente, Ana Jorge e José António Pinto Ribeiro. O Secretário de Estados dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomás, foi substituído por Carlos Baptista Lobo.
Ana Jorge dirige o serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Foi presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, no tempo de Maria de Belém Roseira no ministério da Saúde. À agência Lusa disse que aceitou o convite e que acredita na reforma em curso, bem como no Serviço Nacional de Saúde.
Nas últimas eleições presidenciais, Ana Jorge constava da lista da comissão de honra do candidato Manuel Alegre.
José António Pinto Ribeiro é jurista, presidente do Fórum Justiça e Liberdade e membro da administração da Fundação Berardo.
Depois da notícia sobre a mini-remodelação no governo que colocou Ana Jorge na pasta da Saúde, José António Pinto Ribeiro como ministro da Cultura e Carlos Baptista Lobo no cargo de secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, as reacções não tardaram.
Numa primeira reacção, Francisco Louçã, coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, desafiou o primeiro-ministro José Sócrates a adoptar duas medidas concretas na área da saúde: anular as taxas sobre as cirurgias e os internamentos, e apresentar ao país um mapa completo dos serviços de saúde. Para Louçã, o Bloco de Esquerda não discute nomes de ministros e sim políticas. Quanto a estas, Louçã disse que "há erros políticos graves que têm marcado a insensibilidade social deste governo, há políticas erradas que têm de ser derrotadas"
Para o deputado Manuel Alegre, do PS, "o primeiro-ministro compreendeu as consequências negativas desta política. Espero que esta remodelação tenha um carácter não pessoal mas político", disse, acrescentando que espera que esta remodelação, na área da saúde, traga "a consolidação e reforço do Serviço Nacional de Saúde, uma grande conquista democrática e a principal bandeira socialista".
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, elogiou hoje os «nomes prestigiados» escolhidos por José Sócrates para substituir os ministros da Saúde e da Cultura e salientou que «irão reforçar a capacidade governativa» do executivo.
Da parte de Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, a remodelação foi uma medida «necessária». Pedro Nunes sublinhou que conhece Ana Jorge há muitos anos e que deposita nela «grande capital de esperança». Na lista de primeiras reacções está também a da antiga directora do Museu Nacional de Arte Antiga que se mostrou satisfeita com a medida. Dalila Rodrigues considera que a saída de Isabel Pires de Lima é «uma excelente notícia».

28/01/2008

INEM: Desorganização e Incompetência voltam a matar!




Uma mulher de 31 anos morreu na manhã do passado sábado, em Cajados, distrito de Setúbal, depois de terem sido accionados os meios de emergência, mas sem que estes a conseguissem salvar. A família acusa o 112 de não ter dado resposta ao pedido de socorro e que foram «os bombeiros a prestar assistência e a chegar mais rápido». O INEM esclarece que o histórico clínico da doente não foi dado a conhecer na totalidade no contacto efectuado. Em declarações à TVI, o marido da vítima, Heitor Ramalho, explica que a mulher desmaiou, pelas 6h30 da madrugada, e que deitou sangue pelo nariz. O contacto para o 112 foi efectuado às 6h39. O operador do INEM efectuou aconselhamento, como «levantar as pernas», e a mulher acabou «por acordar». «Algum tempo depois ela já se sentia melhor», explicou o marido que adianta que o INEM foi contactado duas vezes e que houve insistência para que fosse enviada uma ambulância.

26/01/2008

MP arquivou queixa de José Sócrates







No Jornal Publico da passada quinta feira, uma noticia assinada por Ricardo Felner e José António Cerejo, dava conta do arquivamento do processo movido pelo primeiro ministro José Socrates contra o autor do blogue Do Portugal Profundo
Procuradoras consideram que escritos de António Balbino "se inscrevem no exercício do direito de crítica". Sócrates queixara-se de ofensa pessoal e política
"A factualidade apurada é manifestamente insuficiente" para diagnosticar a existência do "denunciado crime de difamação", concluíram as magistradas Maria Cândida Almeida e Carla Dias sobre a queixa apresentada ao Ministério Público por José Sócrates contra António Balbino Caldeira. A queixa-crime contra o autor do blogue em que foram divulgadas, em 2005, as primeiras informações sobre a forma como o primeiro-ministro obteve a sua licenciatura na Universidade Independente foi interposta por Sócrates em Junho passado. Já depois de o PÚBLICO noticiar falhas na documentação que fazia parte do dossier de aluno de José Sócrates, e depois de o Expresso publicar um trabalho sobre a forma como o primeiro-ministro procurava controlar e influenciar os jornalistas, António Caldeira escreveu dois textos no seu blogue, ambos no dia 7 de Abril, que estiveram na origem da queixa. Num deles, intitulado A Páscoa da Cidadania, António Caldeira - um professor de Marketing do Instituto Politécnico de Santarém, de 44 anos -, aludia à polémica então em curso sobre as tentativas de interferência de Sócrates e do seu gabinete nas notícias sobre o caso da licenciatura. "O que a Net nos ensina é que o trabalho de muitos milhares de pessoas, através da leitura, da procura, da produção e da difusão de informação, vence qualquer força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do primeiro-ministro", escreveu Caldeira. De acordo com José Sócrates, esta afirmação e outras semelhantes são "difamatórias" e tiveram como consequência "lançar dúvidas" sobre o seu carácter, ofendendo-o e prejudicando-o, "quer pessoalmente, quer no exercício da acção política". A procuradora-geral adjunta Cândida de Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, onde o inquérito decorreu, e a procuradora-adjunta Carla Dias tiveram um entendimento diferente. Recorrendo à jurisprudência dos tribunais portugueses e do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, concluíram que as expressões dirigidas pelo arguido ao primeiro-ministro, "sendo incontornável a sua natureza de figura pública, se inscrevem no exercício do direito de crítica, insusceptível de causar ofensa jurídico-penalmente relevante", pelo que ordenaram o arquivamento parcial dos autos."Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional e/ou institucional sindicada pelos cidadãos, que têm o direito de escrutinar e criticar, porque tal pertence ao núcleo do direito fundamental de expressão do pensamento", salientam as magistradas no seu despacho. O outro texto de Caldeira incriminado por Sócrates tinha a ver com a natureza do MBA frequentado pelo primeiro-ministro, considerando também o Ministério Público que não havia fundamento para a acusação. Notificado das conclusões das magistradas, que lhe deram 10 dias para avançar com uma acusação particular, José Sócrates optou por não o fazer. Contactado pelo PÚBLICO, o primeiro-ministro não quis comentar o assunto. José Sócrates tinha, por lei, dez dias para fazer acusação particular, mas optou por não o fazer.

Desta noticia e do acordão proferido é caso para perguntar:

- Porque razão os magistrados poveiros teem na barra do tribunal o Arquiteto Silva Garcia ?
- Outra Ilação:
Macedo Vieira não tem poder de encaixe e como tal deve dar o lugar a outro.

" "Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional e/ou institucional sindicada pelos cidadãos, que têm o direito de escrutinar e criticar, porque tal pertence ao núcleo do direito fundamental de expressão do pensamento".

Agora só resta realmente a Macedo Vieira o recurso ao Tribunal da Califórnia

FORÇA GARCIA

Deputados de todo o mundo apoiam exigências da Aministia Internacional para o encerramento de Guantánamo


No sexto aniversário das primeiras transferências de presos para o centro de detenção dos EUA na Baía de Guantánamo, a AI, apoiada por cerca de 1200 parlamentares de todo o mundo, apresentou à administração norte americana uma agenda para acabar com as detenções ilegais em situação de “guerra ao terror ”. O plano de acção da AI consiste num conjunto de 13 recomendações para acabar com as detenções ilegais no âmbito da “guerra ao terror” sem comprometer a capacidade dos governos no combate ao terrorismo. E dá às autoridades alternativas muito práticas para que se feche o Guantánamo. Irene Khan, a Secretária Geral da AI disse que “Guantánamo é uma anomalia que precisa ser corrigida imediatamente e a única maneira de o conseguir é fechá-la de vez.” O plano de acção assinado por parlamentares do Reino Unido, Israel e Japão, além de muitos outros, apelam à restauração do Habeas Corpus; ao fim das detenções secretas e para que todos os detidos sejam julgados em tribunais independentes e imparciais, se não for para serem libertados. É fundamental que a lei salvaguarde soluções seguras e justas para aqueles que são libertados.“As prácticas ilegais adoptadas pelo governo dos EUA na sua “ guerra ao terror” como é Guantánamo e o programa de detenções secretas da CIA – promoveram a perigosa noção de que os direitos humanos fundamentais podem vir a ser postos de lado em nome da segurança nacional.” A abordagem às detenções levadas a cabo pelos Estados Unidos tiveram efeitos corrosivos na aplicação da lei e no respeito pelos direitos humanos. Do Paquistão à Europa até ao leste de África, outros governos tornam-se cúmplices na ilegalidade ou acabaram eles mesmos por prosseguir com práticas ilegais semelhantes. Por exemplo, o recente reaparecimento de pessoas que tinham sido consideradas desaparecidas no Paquistão voltou a dar ênfase a esta violação de direitos humanos especificamente naquele país. A Amnistia Internacional sabe de pelo menos 38 pessoas que se crê estarem em detenção secreta pela CIA e cujo destino e paradeiro permanecem desconhecidos. O programa da CIA de detenções e rendições extraordinárias não poderia ter sido usado sem a cooperação de outros governos. Outros governos foram cúmplices também nas detenções de Guantánamo. “As detenções arbitrárias e secretas violam princípios fundamentais de direitos humanos. Tais injustiças não devem ocorrer em pleno século XXI – a sua continuação semeia ressentimentos e ameaças em vez de promover a segurança”, disse Irene Khan. A Amnistia Internacional apela aos Estados Unidos para que oiçam os deputados e outras pessoas por todo o mundo que pedem uma mudança efectiva . Paralelamente, todos os governos devem garantir que também estão a cumprir as suas obrigações de direitos humanos no contexto do contra-terrorismo.

Satélite espião avariado poderá embater na Terra



Desconhece-se o local em que ocorrerá o impacto


Um grande satélite espião norte-americano perdeu energia e poder de propulsão e pode embater na Terra em finais de Fevereiro ou em Março, informaram hoje fontes governamentais dos Estados Unidos. Desconhece-se em que local pode ocorrer o impacto do satélite, que já não pode ser controlado. As fontes, que falaram sob condição de anonimato por se tratar de uma informação classificada, indicaram ainda que o satélite pode conter materiais perigosos. Um satélite espião, oficialmente designado satélite de reconhecimento, é um satélite de observação da Terra ou de comunicação utilizado para fins militares ou de espionagem. Contactado pela Associated Press, a agência que deu a informação, um porta-voz do conselho de segurança nacional dos Estados Unidos, Gordon Johndroe, declarou que "as agências governamentais adequadas estão a acompanhar a situação"."Ao longo dos anos, vários satélites saíram de órbita e caíram sem provocar danos. Estamos a analisar quais são as alternativas para minimizar quaisquer danos que este satélite possa causar", acrescentou. O porta-voz recusou comentar a hipótese de o satélite poder ser abatido por um míssil. Um responsável governamental citado pela mesma agência adiantou que os principais responsáveis políticos do país e de alguns países estrangeiros estão a ser informados dos desenvolvimentos desta situação.


23/01/2008

Campo Aberto debate os transportes na Área Metropolitana do Porto


Dia 2 de Fevereiro, sábado, pelas 15:30, a Campo Aberto recebe na sua sede um técnico da área dos transportes (Álvaro Costa), um dirigente de uma associação dedicada ao troleicarro (Emídio Gardé) e um representante da comissão de utentes de transportes públicos (André Dias).
Álvaro Costa, para além de professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, dirige uma empresa de consultoria na área dos transportes - que, entre vários outros estudos, colaborou no projecto de expansão do Metro do Porto.
Emídio Gardé, electrotécnico de formação e professor do 3º ciclo de profissão, não esconde o seu gosto pelos transportes eléctricos, especialmente pelos troleicarros, os quais são o objecto da sua investigação académica. A associação que dirige, a APETc - Associação Portuguesa dos Entusiastas por Troleicarros, tem as proporções adequadas de criatividade, empenho e solidez técnica.
André Dias, por seu lado, é um dos coordenadores do Movimento de Utentes de Transportes da Área Metropolitana do Porto, uma entidade que tem vindo a preencher um espaço vazio e naturalmente espartilhado como é o da defesa dos interesses dos utilizadores do transporte público.
Em conjunto, os três oradores proporcionarão uma visão diversificada e completa sobre os transportes. Após uma pequena intervenção inicial por cada um, haverá lugar a uma conversa com o público sobre apolítica de transportes, sua evolução e perspectivas para o futuro.
Se se interessa pelo tema não deve faltar.E aproveita para conhecer a nossa sede!
Campo Aberto
Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dir.
4000-446 Porto(à rua Gonçalo Cristóvão)

O PINÓQUIO


Servindo-se de estatísticas de fontes sem idóneidade, o primeiro ministro ultrapassou a barreira do mínimo de razoabilidade, ao afirmar que hoje existem menos pobres, graças aos aumentos de pensões e reformas efectuados.
Mesmo que forçássemos o entendimento ao teor de declarações políticas, as mesmas constituem uma ofensa às pessoas mais carenciadas, as quais já atingem mais de 3.000.000 (três milhões de Portugueses).
Senhor Primeiro Ministro, as suas declarações além de escandalosas, demonstram o seu desinteresse em resolver um problema desta dimensão.
Este é o país europeu onde se viola todos os dias o Direito à Vida, nesse sentido, porque V.Exa., é o Primeiro Ministro eleito pela maioria dos portugueses, V.Exa., não pode alhear-se da miséria em que lança todos os dias mais portugueses.
Se, deseja continuar a ser Primeiro Ministro de um país irreal, defendendo os interesses de 500 famílias muito ricas, se este é o País que representa, V.Exa., não passa de um Ditador que, servindo-se de um processo eleitoral, tomou de assalto o poder.
Se o Sr, Primeiro Ministro deseja retomar o caminho democrático e dar cumprimento ao seu programa eleitoral, poderá alterar as suas políticas e fazer uma viragem.

E Esta ?


Familiares de um reformado de 75 anos acusam o Hospital de Aveiro de o ter «abandonado num corredor da urgência», onde o foram encontrar caído «numa poça de sangue» com a maca por cima. A administração admite a queda, mas diz que o atendimento foi o adequado, escreve a Lusa. O idoso, Manuel Dias da Silva, viria a morrer três dias depois do incidente nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde foi transferido.
Perante este acontecimento tido por anormal num país em guerra do terceiro mundo, resta-nos pensar que este governo não tem consciência do que anda a fazer com supostas "reformas do serviço de saúde". No entanto, nesses lugares onde tais factos acontecem, o ministro não está lá. Sejamos honestos, mesmo que o minstro seja o pior do mundo, o pessoal médico e paramédico, os funcionários dos hospitais, onde tais factos ocorrem, na generalidade são negligentes, grosseiros e desumanos. As pessoas que trabalham nesses locais devem ter consciência do sofrimento e serem autênticas e solidárias.
É evidente que não se pode tomar a parte pelo todo, é graças ao sentido de missão e humanidade da maioria dos médicos, enfermeiros e pessoal hospitalar, que as coisas não estão muito piores.
Se o governo cria condições para a ocorrência de factos desta natureza, tal é um facto da maior gravidade, no entanto, nos locais onde os dramas ocorrem, alguém estava lá e omitiu o seu dever profissional e ético de assistência.
Quando tais mortes acontecem, muitas das vezes, são provocadas pela falta de ética do pessoal médico, porque quando estão perante idosos, parece que se deixa de falar em pessoas, homens e mulheres, passa-se para uma raça diferente, sem sexo nem importância: os idosos.
Se os médicos e o pessoal hospitalar olhassem para as Pessoas mais Velhas e as imaginassem como seus Pais ou Avós, seriam atenciosos e humanos.

20/01/2008

Falar em "demolição" é um exagero e vir defender os arquitectos do Porto depois de terem feito tanta asneira pela cidade fora é ridículo. De qualquer forma, pode valer a pena passar por lá.

19/01/2008

Hospital vai ampliar cirurgia de ambulatório

Segundo a noticia de hoje do Jornal de Noticias e da responsabilidade de Inês Schreck , vai haver mudanças no Hospital:
O Centro Hospitalar da Póvoa do Varzim/Vila do Conde vai investir, este ano, 171 mil euros na ampliação da Unidade de Cirurgia de Ambulatório. As obras vão permitir aumentar aquele tipo de cirurgias rápidas, em que o doente volta para casa no mesmo dia, estimando-se que no próximo ano possam atingir as 1950, de forma a dar resposta às necessidades dos utentes dos concelhos da Póvoa e Vila do Conde. Note-se que, em 2007, o hospital registou 1190 procedimentos cirúrgicos de ambulatório.A intervenção que o bloco de cirurgia de ambulatório vai sofrer este ano não invalida, porém, o "projecto de excelência" naquela área da Medicina prevista para o novo hospital, cujo estudo do perfil assistencial e dimensionamento das futuras instalações já foi entregue ao ministro da Saúde, Correia de Campos. A unidade a instalar no futuro hospital, a construir em regime de parceria público-privada, vai permitir duplicar a actual capacidade instalada em cirurgia de ambulatório. De acordo com informação do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde, estão contratualizadas para este ano a realização de 5722 cirurgias, sendo que 1675 (39%) serão efectuadas em regime de ambulatório. Em 2006, de um total de 2270 doentes submetidos a cirurgias programadas naquele hospital, 1040 foram operados em regime de ambulatório (46%), o que, face ao contratualizado para 2008, denota um decréscimo neste tipo de cirurgia, que traz vantagens para o doente (está provado que a recuperação do pós-operatório é melhor em casa) e para o hospital, que ganha em espaço com a redução do número de camas e na diminuição das listas de espera. Ainda segundo números do hospital, este mês, há 1306 doentes à espera de uma intervenção cirúrgica no Centro Hospitalar da Póvoa/Vila do Conde, sendo que em média esperam menos de 2,8 meses pela intervenção. Na Região Norte, o número é bem mais gordo com 64 mil doentes à espera de cirurgia, com uma média de 4,2 meses de espera. Números discutidos, ontem à tarde, numa reunião entre a administração do hospital e a Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório que está a inteirar-se, em visitas a vários hospitais, do que está a ser feito para aumentar a produção naquela área da Medicina.

16/01/2008

Mari Luz Cortés


Cerca de 1500 crianças acompanhados pelos professores, pais e vizinhos de Mari Luz Cortés de Huelva, desfilaram desde o Colégio Diocesano de Huelva, onde a criança andava até á sua residencia no bairro El Torrejón , com palavras de ordem "vuelta a casa" sobre a criança que desapareceu no passado domingo.

As forças policiais espanholas já passaram a pente fino os rios Odiel e Tinto , mas as buscas mostraram-se infrutiferas.

Os pais lançaram também um apelo a Portugal para que se associem nas buscas pela sua filha.

15/01/2008

Os novos “controleiros”

Artigo de Opinião de Alberto João Jardim publicado hoje no Jornal da Madeira


A par de outras desgraças que se vão abatendo sobre o Povo português, também não conseguimos escapar à fúria inflacionada de planificações e regulamentações, despropositadas e fundamentalistas, do Estado que temos, servido por “controleiros” a preceito. E não falo de desgraças, por ser catastrofista, embora pergunte que “pecados” os Portugueses cometeram, para “castigos” destes. Por ser um optimista, é que penso ser possível pôr termo a isto.
Um dos instrumentos do império soviético, bem como dos regimes totalitários ainda existentes, foi e é a “planificação” da Economia. Feita através de minuciosa produção legislativa inflacionada, acaba por condicionar, ao pormenor, as liberdades individuais dos cidadãos, por vezes extinguindo-as. Pelo contrário, uma visão liberal da Vida — não confundir com liberalismo económico — principalmente a partir do século dezanove influenciou bastante a Cultura mundial, nomeadamente a do Ocidente, desmultiplicando-se, depois, nos movimentos políticos que culminaram em regimes democráticos e que lutaram contra todas as formas de opressão. Incluso, permitiu a Doutrina Social da Igreja Católica acentuar o primado da Pessoa Humana, sobre quaisquer fórmulas de novos estruturalismos políticos. O primado da Ética e dos Valores inerentes à condição humana, ante os abusos dos Estados e de outras quaisquer fórmulas de organização social. Incluso, nessa criatividade espantosa que caracteriza o Povo brasileiro, fez aparecer a célebre expressão brotada da Alma intrínseca a qualquer Nação, o “é proibido, proibir”. Liberdade inata, sentida e vivida, onde se respeita a racionalidade — ver o actual Papa Bento XVI — mas sem cair na anarquia de um relativismo absoluto. Liberdade, como equilíbrio. Porém, sobretudo no pós-guerra e bem derrotados que foram os totalitarismos, incluso com a posterior queda do Muro de Berlim, um certo sentido imediatista de comodidade — sem olhar a consequências futuras — bem como a formação de grandes poderes económicos mundialistas, via a inevitável globalização, e o seu controlo progressivo dos poderes políticos, acabaram por empurrar o mundo ocidental, nomeadamente a Europa e os países não descentralizados, para uma nova vertigem de regulação da vida dos cidadãos. Claro que os mais saudosistas e os mais militantes do conceito de “economia panificada”, vendo assim um novo caminho que se lhes abre para os intuitos políticos, logo tentam difundir conceitos dogmáticos sobre os comportamentos individuais, recorrendo a pretextos de “saúde”, de “justiça”, de “ambientalismo”, etc., geralmente com deficiente fundamentação científica. A ideia de novos “controlos” por parte do Estado-máquina, deslumbra-os. Isto explica o porquê de fundamentalismos à rédea solta na sociedade portuguesa, em que o “socialismo”, feito “religião oficial” do Estado — como mito e não como prática — deu-lhe para chatear toda a gente, procurando assim se intrometer e regulamentar os vários pormenores da vida de cada cidadão. Hoje, essa intromissão do Estado contra as liberdades do cidadão, nada já tem a ver com o conceito de Estado-Providência — antes pelo contrário, dado o que se assiste — nem com a justa e necessária intervenção correctora do Estado na vida social. O que temos, é já um Estado autoritarista, centralizador, policiesco, intrometido, atabalhoado. Instrumento, a inflação legislativa e reguladora, bem como o incentivo à denúncia, incluso anónima, e à “bufice”. Que em vez da prevenção e repressão dos crimes graves — ou o aumento da criminalidade e da insegurança não resulta sobretudo da “liberalização” da droga?… — se desmultiplica em serviços, inspecções, alvos de obsessão, etc., para incomodar uma grande parte dos Portugueses. Que incluso incentiva ao reles da “denúncia” para reinstituir como que uma “vigilância popular”. Ao que “isto” chegou!…Os Magistrados querem fazer Justiça, mas sentem-se bloqueados com leis e esquemas processuais que tal limitam. Depois, o Estado “socialista” diz serem Eles os “culpados”. As Forças de Segurança querem combater a grande criminalidade que põe em causa o dia-a-dia dos cidadãos, mas deparam-se com obstáculos legais ilegítimos à sua operacionalidade, enquanto, por outro lado, se arranjam umas “policiazinhas” que fazem gala de chatear o cidadão e as pequenas e médias empresas. A Educação, como tal, falhou redondamente por mediocridade; a Saúde é a confusão que se vê; os Direitos de quem trabalha, vão sendo “embrulhados”; Cultura, só a oficiosa. Nunca vi a disciplina democrática ser consolidada através do medo. Tudo através de legislações tontas e de regulamentozinhos imbecis. O primado da Economia sobre os meios fiscais e orçamentais absolutamente invertido. A iniciativa empresarial está fortemente obstaculizada por regulamentarismos fundamentalistas urbanísticos, industriais, ambientais, bem como pelas patologias burocráticas, etc. Até a normal separação do Estado e das Igrejas, neste clima assim montado não escapa a fundamentalismos laicistas patetas, que conseguem ofender a Nação que somos e atentar contra a Cultura, a Educação, a Solidariedade Social, etc. A par de outras desgraças que se vão abatendo sobre o Povo português, também não conseguimos escapar à fúria inflacionada de planificações e regulamentações, despropositadas e fundamentalistas, do Estado que temos, servido por “controleiros” a preceito.

E não falo de desgraças, por ser catastrofista, embora pergunte que “pecados” os Portugueses cometeram, para “castigos” destes. Por ser um optimista, é que penso ser possível pôr termo a isto.
Artigo de Opinião de : Alberto João Jardim