13/03/2008

VAMOS MELHORAR O PLANETA ?

Querid@s amig@s,
A demanda crescente por biocombustíveis está gerando graves problemas sociais e ambientais. Precisamos imediatamente de padrões globais de sustentabilidade. Participe da campanha:
Clique aqui
Todo dia 820 milhões de pessoas passam fome enquanto os preços dos alimentos aumentam pelo mundo todo – do México a Marrocos. O que é que isso tem a ver com os biocombustíveis? A terra que deveria produzir alimentos para seres humanos está sendo substituída para produzir comida para automóveis.
1 Os biocombustíveis deveriam ser uma alternativa para o consumo do petróleo, recurso não renovável, poluidor e motivador de conflitos sociais pelo mundo. Porém temos que ter cuidado para que a solução não se torne o problema. Com os fortes incentivos governamentais, o crescimento desenfreado da produção de biocombustíveis está trazendo graves conseqüências sociais e ambientais como o desmatamento, a monocultura, grande emissão de carbono e o aumento do preço dos alimentos.
2 Nem todos os biocombustíveis são ruins, a cana de açúcar brasileira por exemplo é mais eficiente que o milho dos EUA. Por isso precisamos de padrões globais para garantir que eles sejam produzidos de uma maneira correta sem comprometer a segurança alimentar da população, sem aumentar a desigualdade social, nem contribuir para o desmatamento. Participe da campanha por biocombustíveis sustentáveis, clique no link para enviar uma mensagem para seu representante: http://www.avaaz.org/po/biofuel_standards_now/12.php?cl=61391595 Com tanta desigualdade no mundo a troca pode ser cruel: o tanque de um veículo grande utilitário consome uma quantidade de milho suficiente para alimentar uma pessoa por um ano. Mas os biocombustíveis não são nem deveriam ser o vilão da história, o problema são as metas astronômicas dos EUA e União Européia que não diferencia as práticas boas das ruins. Como resultado a monocultura se alastra pelo Brasil, florestas são desmatadas na Indonésia e as reservas de grãos pelo mundo estão baixando de forma alarmante. Os países ricos colocam sua etiqueta “ecológica” ás custas do prejuízo ambiental e social do cone sul, e as multinacinoais continuam a encher os bolsos. Precisamos de padrões internacionais de produção de biocombustíveis imediatamente. Esse final de semana nossos representantes estarão na reunião do G20 em Chiba no Japão discutindo a soluções para o aquecimento global e essa é a nossa oportunidade de divulgar essa campanha e fazê-la ouvida pelos nossos governantes. Envie sua mensagem agora mesmo pedindo uma regulamentação global para os biocombustíveis: http://www.avaaz.org/po/biofuel_standards_now/12.php?cl=61391595 A conscientização sobre esse problema não vai acabar com a fome do mundo nem parar o aquecimento global, mas é um primeiro passo essencial. Agora é a hora de confrontarmos as soluções falsas de curto prazo e demandar soluções verdadeiras e sustentáveis. Podemos mostrar para nossos governantes que queremos fazer a coisa da forma correta, não da maneira mais fácil. Chegou a hora de colocarmos as pessoas e o planeta acima das políticas e do lucro que direcionam os acordos internacionais e fazermo-nos ouvir pelos nossos representantes.

04/03/2008

Conflito em Gaza - Cessar fogo!


Israel e Gaza estão á beira da guerra. O ataque recente deixou vários mortos e a chuva de mísseis só aumenta. Israel está agora considerando a invasão total de Gaza, o que nunca deu certo antes. A única solução é um acordo de cessar fogo que já foi sugerido pelo Hamas e que é apoiado por 64% dos Israelenses, incluindo alguns ministros. Com uma ajuda internacional, a proposta de um cessar fogo pode trazer segurança para os civis em ambos os lados. A paz corre perigo nos próximos dias, ameaçando milhares de vidas. Porém ambos os lados sabem que eles estão em uma batalha pela legitimidade global e a opinião internacional é vital. Precisamos levantar uma campanha massiva global pelo cessar fogo em Gaza agora – assine a petição abaixo que nós a entregaremos para líderes sênior Israelenses e Palestinos e a publicaremos em outdoors na região:

Nós convocamos o Primeiro Ministro Israelense Ehud Ilmert e líder do Hamas Khaled Meshaal a concordarem a um cessar fogo imediato, e para a comunidade internacional se engajar de modo construtivo de forma a ajudar a mediar um acordo justo que garanta a segurança dos civis em ambos os lados.
Assine a Petição

03/03/2008

Continua a Indignação


A indignação dos professores vai fazer ouvir-se de novo nas ruas. Será a vez dos professores de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim expressarem a sua revolta contra as medidas do ministério.

O protesto está marcado para a Praça Vasco da Gama em Vila do Conde às 21:30 horas Entretanto, Valentim Loureiro ofereceu à ministra da Educação uma caravela em ouro, "para ultrapassar todas as dificuldades no alto mar em que está a viver".
"Quero felicitá-la pela sua capacidade de resistência. Muitos parabéns. Continue",
disse Valentim Loureiro no Pavilhão Multiusos de Gondomar, no encerramento do 33º Encontro Nacional da Confap. Maria de Lurdes Rodrigues, que também foi elogiada pelo presidente da Confap, ouviu ainda Valentim Loureiro declarar que todas as personalidades que visitam Gondomar "incluindo, como sabem, os árbitros, sempre levam uma recordação de Gondomar".
Vitalino Canas, porta-voz do PS, veio também defender a ministra, destacando o apoio que Maria de Lurdes Rodrigues tem recebido da parte da Confap, e sublinhando que a "a agenda da ministra é a agenda do governo e do PS."
O protesto dos professores tem vindo a multiplicar-se e desde 23 de Fevereiro já se manifestaram nas ruas mais de 20.000 professores. Os docentes contestam em particular a avaliação burocrática imposta pelo ministério e o novo modelo de gestão, que prevê a existência de um director não eleito e com poder para nomear todos os responsáveis de departamento.
Os protestos irão continuar nos próximos dias, estando marcadas concentrações na 3ª feira em Beja e Faro, na quarta feira em Vila do Conde, 5ª feira em Portimão e Sábado a Marcha da Indignação em Lisboa, onde os sindicatos prevêem a presença de mais de 25 mil professores.

O Tratado foi amordaçado!


O Tratado de Lisboa foi entregue na Assembleia da República e encontra-se nas comissões para produção dos respectivos relatórios, a fim de subir a plenário.
Seria interessante que a Comissão dos Assuntos Europeus viesse a público produzir informações e debates com a opinião pública e dissesse qual o projecto europeu consagrado no Tratado, o papel das instituições, as relações entre os Estados e o papel dos cidadãos.
Seria interessante que a Comissão de Defesa Nacional promovesse informações e debates sobre as consequências no relacionamento com a NATO e sobre as implicações militares. E sobre estas, as suas consequências políticas e económicas, para Portugal e a Europa.
Seria interessante que a Comissão de Ambiente viesse dizer alguma coisa sobre a protecção dos nossos recursos biológicos e marítimos, não “apregoam” que Portugal é um país do mar?
Seria interessante que a Comissão dos Assuntos Económicos viesse dizer alguma coisa sobre o que se pretende para a política económica e dissesse qualquer coisinha sobre o motivo porque o Tratado dá total arbitrariedade ao Banco Central Europeu, não o subordinando à única instituição europeia eleita pelos europeus que é o Parlamento Europeu. Não é por dificuldade de maiorias políticas, será por dificuldades democráticas?
Seria interessante ver o governo, acabado de sair de uma presidência europeia, vir a público dizer qualquer coisa de substancial sobre o assunto. Interessante, o fórum “Novas Fronteiras” quase se esqueceu do Tratado, remetido para uma intervenção igual a tantas outras e sem nenhum destaque.
O sítio, na internet, da Assembleia da República dá destaque à feira do livro parlamentar, ao concurso para a criação do logótipo do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, ao estafado Pacto de Estabilidade e Crescimento… Mas o Tratado não aparece em nenhum destaque. Aliás, salvo melhor visão, não aparece em nenhum lado.
O grande Tratado, o “apogeu” de José Sócrates, foi desclassificado para a 5ª divisão do debate político. Porque será?
Afinal, amordaçaram o Tratado! Porque será?

Vitor Franco

Reclamar à distância de um clic

Reclamar é muito simples. O portal
http://www.livroamarelo.net/ existe há um ano e conta já com cerca de duas mil reclamações sobre produtos, serviços e empresas nacionais. Mais um instrumento de defesa e segurança do consumidor que este mês vai apresentar novidades. No próximo dia 15 comemora-se o Dia Internacional do Consumidor e nesse âmbito o portal quer assinalar a data, implementando e introduzindo novas ferramentas no site. O Livro Amarelo na Net surgiu há um ano e actualmente reúne cerca de duas mil reclamações sobre produtos, serviços e empresas nacionais. Assim, se tivermos dúvidas sobre determinada empresa, podemos fazer uma pesquisa no próprio site, sabendo quais os serviços a não contratar ou produtos que não prestam e dando menos possibilidades aos maus fornecedores de bens e prestadores de serviços. No Livro Amarelo na Net para além dessas informações está ainda disponível o Guia do Consumidor. Este sítio é o resultado do trabalho de três especialistas em programação “que decidiram desenvolver este projecto de forma gratuita para benefício de toda a comunidade portuguesa de consumidores”, conforme diz a equipa através de um comunicado. Entre as reclamações por directório destacam-se inúmeras as queixas contra Telecomunicações (empresas e/ou produtos), Estado e Transportes, entre muitas outras como Banca, Seguros, Restauração, Agências de Viagem, etc.
Maior rede do País - Quanto às introduções que vão marcam o Dia Internacional do Consumidor serão “a maior parte delas desenvolvidas a partir de sugestões” dos visitantes do portal, isto porque a missão do Livro Amarelo na Net “é criar uma comunidade de consumidores activos e responsáveis que disponibilizam e trocam entre si, informação sobre as suas relações com entidades privadas ou públicas de prestação de serviços e/ou comercialização de bens/produtos”, explicam no texto. “Visamos com isto criar a maior rede em Portugal de partilha de informações sobre as experiências de todos enquanto consumidores”, acrescentam. Assim este “trabalho voluntário de uma pequena equipa possibilita aos milhares de visitantes diários a pesquisa rápida de informações úteis que os orientem enquanto consumidores porque acreditamos que a boa saúde de um país passa por uma cidadania activa”.

Base de consulta - Por essa razão, resumem que o Livro Amarelo na Net é um portal do cidadão para reclamações em Portugal, ou seja “um repositório, uma base de dados, de reclamações dos consumidores para os consumidores, sejam particulares ou empresas”. Nesse sentido, no sítio poderá registar as suas reclamações e pesquisar as reclamações registadas, no histórico à disposição, por outros cidadãos até à data da sua consulta. Ainda assim, a equipa alerta no comunicado que “sendo um espaço livre, transparente e acessível que para ser útil e cumprir o seu propósito mais elevado e digno, precisa de ser usado com ética, civismo e educação, dignificando o mercado e dignificando os próprios consumidores que a este portal recorrem”. E complementam: “A identificação dos reclamantes não é relevante daí não ser pedido nenhum dado identificativo. É relevante e extremamente útil para a sociedade a vontade de partilhar de forma honesta experiências pessoais de consumo”. Clarificam também que o Livro Amarelo na NET “não é um mediador de conflitos, nem tem como objectivo interceder activamente pelos consumidores. Esse objectivo aliás já é preenchido por diversas entidades em Portugal”. Outra questão que destacam prende-se com o facto de receberem “com alguma frequência reclamações de cariz laboral com as quais nos sentimos solidários”, mas em relação às quais não podem dar resposta.
“Agora estamos mais focados e mais conscientes do âmbito do nosso projecto, gostaríamos de reafirmar que a missão do Livro Amarelo na Net é criar uma comunidade de consumidores activos e responsáveis que disponibilizam e trocam entre si, informação sobre as suas relações com entidades privadas ou públicas de prestação de serviços e/ou comercialização de bens/produtos”, reiteram. Por fim, dizem acreditar que “cada um de nós é responsável enquanto cidadão e consumidor e também como colaborador de empresas/entidades públicas e privadas, prestadoras de serviços e produtos. Afinal de contas estamos muitas vezes dos dois lados «da barricada»”. “A má notícia é que o poder desta compreensão nos traz o dever de escolha e a responsabilização pelo que decidimos fazer. A boa notícia é que a mudança para uma sociedade mais transparente e amiga, está nas nossas mãos e não apenas nas mãos dos outros”, concluem sobre como hoje em dia é encarada a questão dos direitos do consumidor pelo cidadão.

Os pressupostos - A publicação da nova Lei de Defesa do Consumidor – Lei n.º 24/96, de 31 de Julho –, que veio submeter às regras das relações de consumo os bens e serviços fornecidos, suscitou inevitavelmente, novas reflexões sobre os eventuais conflitos emergentes dessas mesmas relações de consumo. Uma das medidas tomadas para o efeito foi dotar os mesmos organismos do Livro de Reclamações, obrigatório a partir de 1 de Janeiro de 1997, nos locais onde seja realizado atendimento ao público. A existência do conhecido «Livro Amarelo» tem de ser divulgada de forma visível e o consumidor deverá ser sempre informado da decisão que mereceu a sua reclamação, segundo a legislação em vigor. A referida medida foi determinada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 189/96, de 28 de Novembro e o modelo oficial do Livro de Reclamações foi expressamente aprovado pela Portaria n.º 355/97, de 28 de Maio.

01/03/2008

As cidades e as alterações climáticas


As cidades e as alterações climáticas:o caso da área metropolitana do Porto


Café Ceuta, 12 de Março (4ª-feira), 18h00


Debate livre acerca das consequências das alterações climáticas na região doPorto e sobre o que podem as cidades e a Área Metropolitana fazer para reduziras suas emissões causadoras de «efeito de estufa».* O que podemos esperar das mudanças climática nos próximos anos?* O que deve mudar para nos juntarmos ao esforço mundial para combater estaameaça global? Venha conversar sobre este tema crucial.

Deixe-nos a sua opinião!

Animadores do debate:Emídio Gomes (Administrador Executivo da JMP) Nuno Gomes Oliveira (Parque Biológico de Gaia) Rita Sousa (Economista de Alterações Climáticas) Vítor Leal (Faculdade de Engenharia, especialista em Energia) Moderador: Bernardino Guimarães (Campo Aberto)

29/02/2008

Vila do Conde deverá ficar sem urgência em Maio

E será provavelmente o único concelho a ser palco de um encerramento até às eleições legislativas de 2009. As restantes seis urgências com morte anunciada dependem da criação de condições que atirarão a possibilidade de fecho para 2009 ou mais tarde. É o respeito pela criação de alternativas prometida pela nova ministra. E fontes ouvidas pelo JN admitem que a decisão, essa, só dificilmente será tomada antes de o país ir às urnas sufragar cinco anos de governo socialista. O mapa final das urgências com que o país poderá contar no futuro foi ontem publicado em "Diário da República". Uma publicação que os peritos que pensaram a reforma classificam de "acto de coragem". Assinado no último dia de reinado do ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, não foi travado pela nova titular e não muda rigorosamente nada ao que já se sabia. A rede contará com 89 pontos, em vez dos 83 propostos pela Comissão Técnica de Apoio à Requalificação das Urgências (CTAPRU). Antes da reforma, havia 73 urgências, muitas nem sequer oficialmente classificadas como tal. A prazo, serão 85. Porque recuos nos encerramentos só são os dois já conhecidos Macedo de Cavaleiros, cuja urgência ficou salvaguardada em protocolo assinado em Abril de 2007, devido às difíceis condições de acessibilidades em Trás-os-Montes; e Curry Cabral, em Lisboa, que o ex-ministro cedo disse querer manter, em nome da capacidade de cirurgia ortopédica a quente daquela unidade. E esta será, de resto, a única decisão que os membros da CTAPRU poderão estranhar. Sem se querer pronunciar sobre serviços em concreto, Luís Campos diz-nos que as alterações à rede proposta são "decisões políticas tomadas com toda a legitimidade". E "desvios" que não desvirtuam "em nada" os objectivos da reestruturação da rede "Permitir melhorar o acesso, a equidade, a segurança e a qualidade do atendimento de urgência em Portugal". Na generalidade, diz este membro da CTAPRU, "esta rede respeita os princípios e critérios definidos" na proposta. No caso daquele hospital lisboeta, a proposta de fecho prendia-se com o facto de o futuro serviço de urgência básico no centro de saúde de Loures ir retirar "parte da população atraída" pelo Curry Cabral. A lista definitiva inclui este hospital como urgência médico-cirúrgica, sem uma alínea remetendo para um futuro encerramento, ao contrário do que acontece com outras quatro urgências, originalmente marcadas pela CTAPRU como serviços a encerrar Santo Tirso, Fafe, Montijo e Peniche. As duas primeiras foram alvo de protocolos com as autarquias, que fazem depender o fecho da integração em centros hospitalares e do reforço do transporte pré-hospitalar e dos cuidados primários. O próprio despacho acaba por estar desactualizado, uma vez que os centros hospitalares existem há um ano. Mas falta concluir obras nos hospitais de acolhimento (Famalicão e Guimarães). De acordo com Fernando Araújo, da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, as obras ficam prontas em Novembro. Depois disso, e perante o panorama dos cuidados primários que se criar até lá, as situações "serão reavaliadas para perceber se o encerramento é possível". Tal como acontecerá com S. João da Madeira, esta não incluinda na rede publicada. Foi o último protocolo assinado por Correia de Campos, dois dias antes de sair, e define claramente que a urgência fica aberta até Janeiro de 2009, procedendo-se depois à avaliação da eficácia das alternativas criadas no terreno. "Todos os casos serão reavaliados durante 2009. Agora a tomada de decisão política provavelmente só na próxima legislatura", admite Fernando Araújo. Sem protocolo firmado, mas com acordo entre Ministério e autarquia, o hospital de Peniche mantém a urgência até ser construído o hospital do Oeste Norte (alguns anos, portanto). E o do Montijo, que goza de protocolo, verá a sua situação reavaliada um ano após a integração no centro hospitalar com o Barreiro (para lá de 2009). Ambos figuram na lista ontem conhecida. Riscado foi Estarreja, cujo fecho depende, segundo mais um protocolo, do reforço do transporte pré-hospitalar e dos cuidados primários e da requalificação da unidade. "A breve prazo, não acontecerá. Nem a médio prazo", garante fonte da ARS do Centro. Portanto, o caso é atirado também para 2009. Pronta a fechar em Maio está a urgência de Vila do Conde. A rede de urgências definida por Correia de Campos varia ainda da proposta pela CTAPRU na qualificação de alguns serviços, igualmente fruto de protocolos que foram sendo assinados. Mirandela e Chaves mantêm-se como serviços de urgência médico-cirúrgicos, por uma questão de acessibilidades na região, e Barcelos e Amarante mantêm a cirurgia durante o dia, até à integração plena nos respectivos centros hospitalares (Com Vale do Sousa e Braga).

Pescadores continuam com problemas na evacuação de acidentados no mar

Os pescadores têm-se confrontado com problemas de segurança e também na questão da evacuação de doentes das embarcações. Há mais um caso a engrossar o rol de queixas dos homens do mar: um pescador de 54 anos fracturou o ombro, anteontem (dia 27), quando recolhia as redes da embarcação Armindo Fernando, a 20 milhas da costa. José Manuel Cadilhe só foi socorrido por uma ambulânica dos Bombeiros da Póvoa, quando chegou a terra, quatro horas e meia depois do acidente. O mestre do barco, Joaquim Duque, explicou que não pediu socorro ao CODU-Mar (Centro de Orientação de Doentes Urgentes – Mar) para a evacuação aérea do tripulante, porque receava ter que pagar 12 mil euros pelo serviço, que é quanto cobra a Força Aérea Portuguesa.

27/02/2008

70 pescadores da Póvoa morreram há 116 anos em naufrágio

Imagem de Zacarias da Mata

Passam hoje 116 anos da tragédia marítima poveira, ocorrida em 1892, no Mar da Cartola, a sudoeste de Aveiro, que tirou a vida a mais de uma centena de homens do mar.
A Póvoa vestiu-se de luto pesado durante anos e, na Igreja da Lapa, todos os anos há uma missa de evocação das almas das vítimas neste que ficou conhecido como o segundo mais grave naufrágio do Litoral português.
Reza a história que, das 31 lanchas poveiras, morreram 70 homens e também perderam a vida 35 pescadores da Afurada, num total de 105 tripulantes.
Também hoje se completam 17 anos sobre o início da construção da “lancha poveira do alto”. A biblioteca municipal Rocha Peixoto juntou as duas datas num programa lúdico-pedagógico, que consistiu em duas actividades para os mais novos: “Evocação do naufrágio de 27 de Fevereiro de 1892” e “Recorta, cola e constrói a Lancha Poveira”. Objectivo: aproximar os alunos do 1º e 2º ciclo da história da Póvoa de Varzim e das suas tradições.
Passados 116 anos do trágico acidente no mar, a segurança continua a ser um dos cavalos de batalha dos pescadores, com outras tragédias bem mais recentes na memória, como o Luz do Sameiro e o Salgueirinha.
A recém formada associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, liderada por José Festas, vai mais longe e refere que os problemas de socorro no mar talvez se resolvessem com outro ministro das pescas.
O armador disse recentemente que era preciso José Sócrates nomear um ministro das pescas que olhe para o sector das pescas como prioritário, com um ministério independente da agricultura.

PETIÇÃO AO TRATADO DE LISBOA - ASSINA


Um grupo de pessoas que estão ligadas a movimentos sociais e/ou participaram no Fórum Social Português lançou agora uma petição sobre três aspectos concretos do Tratado de Lisboa. O objectivo é dar um pouco mais de ânimo aos movimentos sociais, dar um pouco mais de som à democracia e à necessidade do debate sobre as coisas que determinam a nossa vida colectiva.
É bom que não nos conformemos passivamente com os atropelos à democracia, o torpedear das promessas, o jogo do vale tudo para que as pessoas não tenham acesso à informação e não pensem pela sua própria cabeça. Como se não acontecesse nada. Apesar de até uma revisão constitucional ter sido feita para permitir o referendo. A maioria rejeitou-o parlamentarmente mas a cidadania não precisa de se calar.
Se Sócrates rejeitou uma pergunta, a lei do referendo permite três. Vamos aproveitar essa possibilidade. Uma possibilidade que apenas terá poucas semanas, pois o governo quer celeridade no processo. As perguntas que colocamos decorrem também da iniciativa e causas que os movimentos e as lutas têm trazido à visibilidade pública. E procuram colocar o dedo em algumas das principais feridas deste Tratado de Lisboa.
Uma pergunta decorre de um movimento já anterior, de um positivo movimento de ambientalistas e pescadores sobre a defesa dos recursos biológicos e marítimos. Outra decorre da importância de questionarmos o progressivo armamento e submissão à NATO para se realçar a defesa da paz. O desastre do Iraque e do Afeganistão só podem reforçar a luta pela paz.
A outra decorre da importância do Banco Central Europeu ter uma autonomia total, tomando decisões fundamentalistas em função da especulação e da monetarização da economia com influências nefastas no emprego ou no crédito à habitação (por exemplo).
Por isso venho por este meio convidá-lo a subscrever a petição. Esta só se fará via on-line, basta clicar no endereço do blog www.referendoaotratado.blogspot.com
Claro que também peço ajuda para divulgar este movimento por muitos endereços de e-mail e blogues. Se tem um blogue afixe lá uma ligação.
Nós não nos calamos! Quem cala consente!
Vale sempre a pena lutar. Nem que seja só para lhes dificultar os planos!

26/02/2008

Utilização racional da energia permitiria poupar 178 M€


A Union Fenosa elaborou um índice de eficiência energética para o sector doméstico em Portugal que constata que uma utilização mais racional da energia permitiria poupar 178 milhões de euros por ano.
Segundo este índice, que foi elaborado pela primeira vez em Portugal, no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC) lançado pela ERSE, os lares portugueses atingiram um valor de 6 pontos num máximo de 10.
Isto significa que os clientes domésticos portugueses podem poupar cerca de 10 por cento da energia que consomem, ou seja, 1.857 gigawatts/hora, o que daria para iluminar 714 mil casas durante um ano.
Em Espanha, a Union Fenosa realizou um estudo semelhante, tendo os clientes domésticos obtido uma pontuação de 6,3 pontos, o que permitiria uma poupança de 1.600 milhões de euros.
O estudo da Fenosa, que quer também apostar em Portugal na prestação de serviços de consultadoria de eficiência energética, conclui que com a adopção de melhores hábitos de consumo, se poderia evitar em Portugal a emissão para a atmosfera de 700 mil toneladas de dióxido de carbono.

Os pontos a melhorar por parte dos portugueses são a utilização de lâmpadas de baixo consumo e a utilização das panelas de pressão em vez das panelas tradicionais.
O estudo conclui que são os casais mais jovens e sem filhos ou com filhos com menos de 10 anos que têm lares mais eficientes e que essa eficiência sobe em relação directa com o nível socioeconómico.
Lisboa e Vila Real são os distritos que apresentam lares mais eficientes (6,2 pontos) e Leiria é o que tem lares menos eficientes com uma pontuação de 5,6, abaixo da média nacional.
A Union Fenosa elaborou este índice com base em 1.800 entrevistas telefónicas nos 18 distritos de Portugal continental.
A empresa afirma que vai elaborar o índice de eficiência no sector doméstico para este ano e alargar esse índice ao sector industrial.

«Queremos ser uma empresa diferente, que tenha a eficiência energética como motor de desenvolvimento das suas actividades», afirmou o administrador Comercial da Fenosa, Alfonso Gonzalez Heredia.

É só show off

Com a devida vénia transcrevo o texto da autoria de joana amaral dias inserto no blog bicho carpinteiro.
" Soube-se hoje que Portugal é um dos oito países da UE em que se registam os níveis mais elevados de pobreza nas crianças, nomeadamente nas que vivem com adultos empregados. Mais um número que indica a absoluta negligência com que tratamos as crianças. Já andava para escrever sobre isto há uns dias. Antes que chegue o dito relatório, ficam algumas impressões. A protecção à infancia no nosso país, discursos balofos à parte e roteiros contra a exclusão inócuos de lado, é MISERÁVEL. As instituições que deveriam acolher e proteger as crianças e jovens em risco "funcionam", na maioria das vezes, com deficiências gravíssimas. Frequentemente, reproduzindo os modelos preversos que os menores vítimas aprenderam antes de saberem falar. Não se espantem, depois, que menores institucionalizados cometam crimes violentos. Voltarei a este assunto com maior detalhe. Para já, atentem em três dados do Plano de Intervenção Imediata. São números oficiais. Temo que os reais sejam bem piores.
1. Cerca de metade das instituições de acolhimento encontra-se em situação de sobrelotação, recebendo muito mais crianças do que a sua capacidade permite, vendo constrangidas, por isso, as devidas condições de acolhimento e de tratamento individualizado às crianças.
2. Cerca de 30% das instituições não dispõem de Equipa Técnica (apesar do disposto legal), sendo que um número considerável diz respeito a Lares de Infância e Juventude ( a valência onde as crianças passam mais tempo e podem ir ficando “até exisitir alternativa”, isto é, até à maioridade).
Vale a pena sublinhar que se passaram os Orfanatos a Lares sem a necessária reestruturação. Como é que um orfanato, assente no modelo caridade-gratidão pode, de um dia para o outro e sem os necessários recursos, receber apenas crianças e jovens em risco, para as quais se exige uma resposta especializada?
Pretendiam criar Lares com respostas terapêuticas para menores vítimas - assistindo aos pobres em meio natural de vida- mas, sem directores técnicos (enquanto os directores continuarem a ser teológos ou freiras), sem um quadro técnico com formação específica e supervisão adequada, foi pior emenda do que o soneto.
Juntam-se, numa mesma casa, um grupo de crianças perturbadas, de vários escalões etários e um conjunto de adultos sem qualquer formação adequada. Os resultados? Todos sabem, ninguém gosta de falar: abusos sexuais, agressões e até homicídios.
3. Ainda existe uma quantidade significativa de instituições que impedem o contacto presencial entre a família e a criança acolhida Esta situação representa não só uma grave limitação do direito da criança e da família, como poderá traduzir uma dificuldade em percepcionar a realidade da criança acolhida.
Existem outras situações calamitosas, como as Casas de Emergência que deviam acolher crianças durante um máximo de 20 dias, mas que recebem menores durante meses ou anos, a dormir no chão. Ou, por exemplo, o facto da classificação necessária para que as crianças usufruam de medidas de educação especial estar a ser feita a partir da Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF)... para Adultos! Enfim…voltarei a este tema, como disse. Para já, a conclusão é evidente: o Estado está a falhar com as crianças vítimas, com os mais vulneráveis entre os vulneráveis."
joana amaral dias

Cerca de 50 mil assinaturas em defesa do Bolhão



Movimento cívico desloca-se amanhã ao Parlamento


Mais de uma centena de pessoas vai deslocar-se, quarta-feira, a Lisboa, para entregar na Assembleia da República cerca de 50 mil assinaturas em defesa da reabilitação do Mercado do Bolhão, disse hoje à Lusa fonte ligada à iniciativa.
A recolha de assinaturas, efectuada pelo movimento cívico em defesa do Mercado do Bolhão, decorreu ao longo das últimas três semanas no mercado, lojas adjacentes e na Internet. "A ideia é lutar contra o projecto que a empresa TramCroNe (TNC) tem para aquele mercado centenário", disse a fonte, frisando que o movimento cívico defende que "o Bolhão deve ser reabilitado e não demolido".
A Câmara do Porto assinou em 23 de Janeiro um contrato com a TNC que prevê a cedência do edifício por 50 anos. Esta empresa holandesa afirma, no entanto, pretender que o mercado mantenha a traça original e que a área comercial tradicional seja complementada com novas lojas, metade das quais de cultura, lazer e restauração.
Para impedir o início das obras, aquele movimento cívico está também a estudar a possibilidade de entregar em tribunal, também amanhã, uma providência cautelar para travar este processo.
Segundo José Maria Silva, um dos dinamizadores do movimento, a entrega das assinaturas está prevista para as 16:00, hora em que está agendado um encontro com o presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama.
A Lisboa deslocam-se "vendedores do Bolhão e pessoas que defendem o mercado", disse José Maria Silva.
O número de assinaturas recolhidas (cerca de 50 mil) "bateu as expectativas" do movimento, que apenas esperava alcançar as 20 mil.

22/02/2008

Três anos de governo:Sócrates melhor que Salazar!?


O primeiro-ministro Sr. Eng.º José Sócrates, e o seu governo tem governado bem o país, o desemprego baixou, os 150 mil empregos estão prestes a ser ultrapassados, os pobres passaram a ser ricos, com ordenados milionários, os funcionários públicos podem sair para a reforma aos 25 anos de serviço, os seus ordenados atingiram um patamar nunca visto, é vê-los a consumir e a comprar e a viajar como nunca fizeram. O Sr. Eng.º Sócrates vai tirar Portugal da NATO e não mandar militares para Afeganistão e Timor. Vai vender o material bélico ao desbarato por que não precisamos deles por vivemos em paz. Vai mandar construir cerca de uma dezena de hospitais, os centros de saúde vão abrir onde for preciso e apetrachados com moderno material médico e de enfermagem.Vai haver mais médicos e enfermeiros e pessoal hospitalar. As escolas secundárias e preparatórias e básicas vão ficar com moderno material e com professores qualificados com bons ordenados e reformados aos 25 anos de serviço. Os preços dos bens essenciais: pão , água, luz telefone, gás baixaram. O ambiente vai ser muito melhor e o ar que respiramos vai ser puro. Os juros dos bancos vão ser reduzidos ao mínimo e o capital vai ficar mais pobre e os pobres mais ricos. As leis laborais vão ficar melhores para os trabalhadores, com menos repressão, menos exploração, patrões e empregados vão ser como irmãos. Portugal vai cortar relações com EUA e reformular o Tratado de Lisboa, por que é mau para Portugal e para a Europa. Enfim isto é pura ironia. Sócrates é melhor que Salazar.!? Tenho as minhas dúvidas.

SEDES:critica governo



A SEDES é uma associção de carácter burguês, composta por grandes empresários, professores universtários e doutores e alguns deles já passaram pela área do poder, vem agora dizer que o país está atravessar uma fase díficil e uma crise demasiado longa.
Enquanto isto o governo de Sócrates diz que à exagero está tudo muito "bem".
O alerta da SEDES, só vem provar que os trabalhadores estão a ser explorados pelos governantes, pelos patrões e pelos políticos.
A SEDES diz também que não é contra o governo. Pudera! Mas os políticos podem ficar descansados que não vem aí nenhuma revolução, por que o povo encontra-se desunido e com desunião não se fazem revoluções. Enquanto o povo não tomar consciência que o actual regime encontra-se esgotado e é preciso uma alternativa que passe pela autogestão, autorganização e seja aprovado por todos, isto nunca vai funcionar, vamos ter os ricos cada vez mais ricos e os pobres sempre pobres e seremos sempre os mesmos explorados.

21/02/2008

CARA DE PAU, OU A FORMA MAIS VIL DE ATIRAR AS CULPAS PARA OS OUTROS


O Presidente do PSD de Vila do Conde acompanhado pelo Vice Presidente da Camara de Gaia Marco António Costa reuniu hoje com a Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar.

Pelos relatos que ouvi, nas radios locais, não poderia ficar mais revoltado; mas eu explico:

O Vice Presidente de Luis Filipe Meneses, mostrou-se chocado com a falta de meios, nomeadamente os horários de funcionarios publicos dos meios de salvamento; Agora eu pergunto: Este senhor não foi secretario de estado do governo PSD, onde as condições de salvamento dos homens do mar eram exactamente as mesmas? A quem pretende este senhor enganar ?

Cuidado José Festas...não vás em cantigas

20/02/2008


MANIFESTAÇÃO DE PAIS DE CRIANÇAS QUE FREQUENTAM AS PISCINAS DA VARZIM LAZER, AMANHÃ,DIA 21FEV. PELAS 18.30H, À PORTA DAS INSTALAÇÕES DA VARZIM LAZER, PARA PEDIR ESCLARECIMENTOS AO CONSELHO ADMINISTRAÇÃO POR ESTES FACTOS!

COMPARECE E DIVULGA!

19/02/2008

Não há responsáveis ?

Após uns dias ausente do país, ao ler o Jornal de Noticias de hoje fiquei deveras preocupado com o estado de degradação e de responsabilidade a que os " nossos " gestores municipais nos votaram; Não há consequências ?
Durante quase um mês, o jacuzzi das piscinas municipais da Póvoa de Varzim esteve encerrado ao público devido à presença de legionela. Apesar de responsável pela mais mortífera forma de pneumonia e poder ser contraída pela simples inalação de gotas de água, a presença da bactéria não foi divulgada aos milhares de utentes das piscinas e o jacuzzi foi simplesmente encerrado "para manutenção". Depois da desinfecção do equipamento, uma nova análise, cujos resultados foram, ontem, conhecidos, revelou-se negativa, mas continua por se saber quantos milhares de pessoas poderão ter estado em contacto com a bactéria, sem que tenham sido informadas pela empresa municipal que gere o equipamento público, a Varzim Lazer (VL).
A doença dos legionários é de declaração obrigatória desde 1999, mas ainda assim, e apesar da taxa de mortalidade rondar os 13%, Afonso Oliveira, o presidente da VL, não vê motivo para se ter informado de imediato os milhares de utentes que, diariamente, frequentam o equipamento. Só quando confrontado pelos jornalistas, um mês depois do resultado da análise positiva - divulgada a 14 de Janeiro -, decidiu pronunciar-se. "Fizemos o que tínhamos que fazer fechamos e procedemos em conformidade, em articulação com a Delegação de Saúde", frisou o também vereador das Finanças. "Não sabemos há quanto tempo estava contaminado, nem quantas pessoas estiveram expostas, já que esta foi a primeira vez que foi feita uma análise à legionela no jacuzzi. Creio que houve omissões graves por parte da entidade gestora na prevenção e na informação aos utentes", criticou o vereador do PS, Sousa Lima. A delegada de Saúde, lembrou ainda Sousa Lima, diz, no documento enviado à VL, que "deveriam ter sido adoptadas pela entidade gestora medidas mais efectivas de prevenção". Reconhecendo que é impossível garantir que ninguém tenha contraído a bactéria antes do encerramento do jacuzzi, Afonso Oliveira não considera que a VL deveria ter informado os utentes e garante que a delegada de Saúde (que não se mostrou disponível para falar do caso ao JN) "não o exigiu". "O facto de haver uma análise não significa que as pessoas contraíram a doença", pelo que, diz, "não faz sentido essa escalpelização até ao limite".
Mas por acaso a Delegada de Saúde da Póvoa preocupa-se com alguma coisa ?
O Municipio Preocupa-se com alguma coisa ?
Veja-se o caso das descargas de dejectos efectuadas á vista de todos na Nacional 205 em Terroso, e não só.
A doença dos legionários
De acordo com a Direcção Geral de Saúde, a doença dos legionários é uma forma de pneumonia causada por uma bactéria (legionella pneumophila) com uma taxa de mortalidade de 13% entre os infectados. A doença é contraída através da inalação de legionela contida em pequenas gotículas de água, geradas através de torneiras, chuveiros, piscinas, jacuzzis, estes últimos, pelas temperaturas e pela libertação de vapor, considerados áreas de risco. A bactéria pode encontrar-se em ambientes naturais (lagos ou rios) ou sistemas de abastecimento de água -ou ar condicionado-, normalmente de grandes edifícios (e por isso associada a empreendimentos turísticos e viagens). Desenvolve-se e multiplica-se em temperaturas entre os 20 e os 45 graus. A doença manifesta-se habitualmente três a seis dias depois da infecção com febres, arrepios, dores de cabeça e dores musculares, tosse seca e dificuldades respiratórias. Nalguns casos, diarreias, vómitos e delírios. Só com uma análise laboratorial específica é possível o diagnóstico. Afecta mais homens do que mulheres e, preferencialmente, indivíduos com mais de 50 anos.

12/02/2008

MAIS UMA VITIMA




Caiu a segunda vítima do complicado processo de reformas na Saúde Luís Cunha Ribeiro foi afastado da presidência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), um organismo que tem estado debaixo de fogo não só pela complicada relação com os bombeiros, como por notícias de alegadas falhas na assistência pré-hospitalar. Falhas que se juntaram à onda de encerramentos de serviços de urgência hospitalar e de atendimento nocturno em centros de saúde encetada pelo anterior ministro da Saúde, demitido há 15 dias. A que se somaram ainda críticas da Ordem dos Médicos por oferecer socorro aéreo em helicópteros sem médico. "Tinha posto o meu lugar à disposição, por uma questão de ética, porque mudou o ministro da Saúde. E a nova ministra aceitou", limitou-se a confirmar, ontem Luís Cunha Ribeiro. Do Ministério da Saúde, a versão é a mesma, sem pormenores a explicar a decisão de Ana Jorge. Uma decisão que foi já acolhida como positiva pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). O culminar da guerra que opunha o INEM aos bombeiros foi a divulgação, há três semanas, de um telefonema entre o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e duas corporações de bombeiros da região de Alijó. Na chamada ficava clara a falta de entendimento entre a pessoa que ligou para o 112 e a operadora do instituto, bem como a falta de meios dos bombeiros para acudir à emergência - ocorreu durante a noite, numa altura em que, quer em Alijó, quer em Favaios, só havia um bombeiro de piquete, o que impossibilitava a saída das ambulâncias INEM estacionadas naqueles quartéis. Isto num altura em que a LBP tinha vindo a queixar-se da falta de apoios financeiros e de formação e a acusar o INEM de querer criar uma rede paralela de socorro hospitalar e dispensar os bombeiros, além de gastar três vezes mais com viaturas e tripulações próprias do que aquilo que paga por ambulância às corporações de voluntários. À frente do Instituto, o médico foi responsável pela ampliação da rede de Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação. E foi uma das primeiras vozes a defender a profissionalização das equipas de socorro dos bombeiros. A demissão de Cunha Ribeiro é, por isso, bem recebida pelo presidente da LBP, Duarte Caldeira, que alerta contudo para a necessidade de outras mudanças no INEM. "O Instituto precisa de entrar num novo ciclo da sua vida e isso não pode passar apenas pela saída do presidente. Há outras reformas a fazer e porventura outras pessoas que é preciso mudar". O ataque dirige-se essencialmente aos serviços médicos do INEM, que necessitam, diz Duarte Caldeira, de uma "profunda reestruturação". Mas também a outras direcções de serviços. "A cena lamentável da divulgação da gravação do telefonema no caso de Alijó só pode ter saído do INEM e o CODU depende do director de serviços e não do presidente do instituto".
O erro de Cunha Ribeiro terá sido, para Duarte Caldeira, o de querer construir uma imagem de "auto-suficiência" conferindo ao INEM "exclusividade" no socorro pré-hospitalar. A política era "secar tudo à volta". O líder dos bombeiros garante ainda que não se trata, aqui, de penalizar o elo mais fraco de uma política governamental. "O INEM caracteriza-se por uma enorme margem de manobra e muito do que é atitude e intervenção resulta daquilo que os seus dirigentes definem, independentemente das orientações políticas superiores". Além de que, se saiu o ministro, diz Duarte Caldeira, é "óbvio e normal que saia também o executor das concepções políticas".
É aos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) que cabe receber os pedidos de socorro na área da saúde. Instalados em quatro centros (Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve), são as suas equipas, compostas também por médicos, que, pelo telefone, fazem o atendimento e a triagem dos casos e decidem quais os meios de socorro que devem ser enviados. Os CODU são, assim, responsáveis pela coordenação e gestão dos meios de socorro (incluindo ambulâncias, viaturas médicas e helicópteros), que são seleccionados com base na situação clínica das vítimas. Instaladas tanto no próprio INEM como em corpos de bombeiros, as ambulâncias de socorro são a base da emergência médica, equipadas para estabilizar e transportar doentes e com uma tripulação capaz de aplicar medidas de Suporte Básico de Vida. A estas juntam-se ainda ambulâncias mais apetrechadas - destinadas ao Suporte Imediato de Vida - e capazes de prestar cuidados mais avançados, designadamente manobras de reanimação. A sua tripulação é constituída por um enfermeiro e por um técnico de ambulância de emergência.
A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) transporta uma equipa médica directamente ao local onde se encontra o doente. A bordo segue equipamento de Suporte Avançado de Vida. Estas equipas estão estacionadas em alguns hospitais e apenas intervêm quando accionadas pelos CODU. Cabe-lhes estabilizar o doente e acompanhar o transporte até ao hospital. Dois helicópteros, estacionados em Tires e Matosinhos, completam a rede de emergência. Equipados com material de Suporte Avançado de Vida, são tripulados por um médico, um enfermeiro e dois pilotos.